FRASE DO DIA

Temos leis lindas e modernas, mas muitas vezes o sistema simplesmente não funciona.

(Sérgio Moro)

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Nem mesmo as investidas covardes, factoides medonhos e aberrações de tudo que é natureza, sejam escritas ou em forma de vídeos, conseguiram  conter o crescimento do projeto “Wellington prefeito-11”.

A partir do próximo final de semana até o início do mês de agosto serão realizadas as convenções partidárias que homologarão as candidaturas aos cargos de prefeito e vereadores das eleições municipais de 2016. Depois é oficialmente dada a largada à disputa e salvem-se quem puder.

Se não é possível saber qual dos candidatos a prefeito de São Luis vai se sair melhor na campanha propriamente dita, uma coisa não há dúvida: nesta fase de pré-campanha quem mais se destacou foi Wellington do Curso (PP).

O pré-candidato progressista começou com índices modestos nas pesquisa e, de uma hora para outra, cresceu de forma extraordinária a cada levamento feito por todos os institutos de pesquisa.

Em menos de três meses o empresário do setor educacional cresceu impressionantes 218%! Detalhe: o desempenho positivo de Wellington do Curso se deu antes mesmo dele se declarar pretendente ao cargo de prefeito de São Luis.

Não há como negar que o nome mais badalado atualmente na cidade quando o assunto é sucessão municipal é o do deputado estadual Wellington do Curso.

Nem mesmo as investidas covardes, factoides medonhos e aberrações de tudo que é natureza, sejam escritas ou em forma de vídeos, conseguiram  conter o crescimento do projeto “Wellington prefeito-11”.

E se homem conseguir articular outros partidos, formar uma boa coligação e escolher um bom nome para vice-prefeito … sei não.

Que venha a campanha!


O engraçado agora, não fosse ridículo, é que os edivaldistas, tantos os de coração quanto os de “bolsos”, dizem dar graças a Deus do PT não compor com Edivaldo ao mesmo tempo que entendem ser esquisito o partido coligar com Wellington.

Bastou a notícia de que o PT pode abandonar o barco do projeto de reeleição do prefeito Edivaldo (PDT) para o antipetismo de diferentes formas – moderado , radical e raivoso – aflorar na blogosfera nativa.

Pior ainda com a informação sobre a possibilidade de abertura de diálogo entre o PT e PP do pré-candidato a prefeito Wellington do Curso. Aí que a galera foi a loucura numa acusação de golpe ampla, geral e irrestrita. Até blogueiros alinhados ao projeto do progressista caíram nesse “mimimi”.

Ora, o que ocorre é que depois de multo tempo em ficar só vendo a banda passar, o PT resolveu fazer política e jogar conforme as regras do que os entendidos chamam de “jogo bruto”.

Gritam, berram, choram, espeneam e espalham que o PT não soma em nada, que ninguém quer o apoio dos petistas e outras baboseiras, mas o fato é que qualquer um dos principais pré-candidatos queriam e querem o PT na suas chapas. Assim como ocorreu no passado quando Roseana Sarney, Edivaldo Holanda Júnior, Flávio Dino e até o tucano João Castelo surfaram na onda petista em algum momento.

Isso ocorre não somente pelos preciosos minutos que o PT tem no rádio na tevê, mas por causa de toda uma base social, militante, aguerrida que sabe e gosta de fazer campanha.

O engraçado agora, não fosse ridículo, é que os edivaldistas, tantos os de coração quanto os de “bolso”, dizem dar graças a Deus do PT não compor com Edivaldo ao mesmo tempo que entendem ser esquisito o partido coligar com Wellington. O diabo é menino mesmo…

dilma_caosAviso aos navegantes: Não serão blogs, principalmente os de inspiração tucano-direitista, que vão dizer ou pautar a política de aliança dos petistas para as eleição de prefeito de São Luis. Essa tarefa é para o conjunto do PT entre dirigentes, pré-candidatos e militantes,

E quanto aqueles que um dia foram castelistas doentes e hoje são edivaldistas desvairados, não precisa tamanho desespero.

Quem sabe se amanhã não podem ser elizianistas roxos ou wellintonistas desde criancinhas?

Tudo é possível.


AL-ser

Paulo Sérgio: “Gosto de ver as pessoas satisfeitas com os meus serviços”.

No meu exercício profissional de administrador de empresas e na condição de consultor organizacional, sempre fiz questão de afirmar para as equipes de trabalho que não vale a pena desempenhar uma atividade na qual não estamos satisfeitos, por mais que o salário seja bom.

Desempenhar uma atividade profissional, qualquer que seja ela, deve ser algo prazerosa para o trabalhador ou o resultado é estresses, angústia e até mesmo a depressão.

Ganhar bem, claro, é o que deseja qualquer trabalhador, mas minha experiência profissional, inclusive enquanto ocupante de cargo gerencial de grande empresa, me permite afirmar que muitas pessoas são felizes no que fazem mesmo tendo um contracheque, digamos, não muito animador.

Na Assembleia Legislativa do Maranhão, por exemplo, trabalha o senhor Paulo Sérgio Veiga Santos, de 50 anos de idade.

Há tempos que esse auxiliar de serviços gerais chama a minha atenção de administrador pela forma como ele se dedica ao seu trabalho.

Quase sempre está passando um pano no piso e toalha nas louças dos banheiros, catando papéis que os usuários deixam cair no chão de propósito ou não, esforçando-se para deixar o ambiente sempre aromatizado, enfim, é difícil vê-lo parado.

Trabalhando no legislativo maranhense há pelo menos quatro anos, esse evangélico de carteirinha, que gosta de trabalhar cantando os seus hinos favoritos, afirma que gosta de ver as pessoas satisfeitas e zelar pela a imagem da empresa a qual presta serviço e, claro, da sua própria enquanto trabalhador.

“Gosto do meu serviço, do que eu faço, de ver sempre as coisas limpas. Eu passo nos banheiro vejo que está sujo e dou aquele grau. Tenho que zelar pelo local que trabalho, pelo serviço, para que a empresa possa ver e reconhecer o que a gente faz. Meu prazer é ver pessoas ficarem satisfeitas como meu serviço”, assegura.

Então fica aqui esse grande exemplo de dedicação profissional demonstrado por um pessoa simples, que tem apenas o ensino fundamental, mas sabe dar valor às coisas que dão sentido à vida.

É isso aí, Paulo Sérgio!


Há momentos em que a vida nos coloca diante de uma bifurcação. Daí temos de decidir se damos um voto de confiança às pessoas e aos sonhos ou se apostamos nossas fichas em novas histórias.

Vida Simples Digital

Lúcia se abriu para um novo amor após o divórcio. Vera entrou na faculdade assim que as filhas adultas agarraram seus diplomas. Mara voltou a dirigir depois de uma temporada longe do volante. Tatiana reatou uma antiga amizade graças a uma conversa regada a lágrimas e abraços. Os nomes dessas personagens são fictícios, mas suas histórias, reais. Você provavelmente conhece alguém que deu uma segunda chance a amigos, parceiros, hobbies e estudos. Talvez você mesmo já tenha feito isso. Mas, afinal, o que colhemos quando recomeçamos uma história do zero? “Ganhamos a possibilidade de resgatar um sonho significativo”, afirma Lidia Aratangy, terapeuta de casais e família, autora da obra O Anel Que Tu Me Deste (Artemeios). Já a psicóloga Celina Figueiredo, especialista em psicologia do budismo, vê em cada nova investida um exercício libertador. “Quando damos uma segunda chance a alguém ou a uma situação, passamos a olhar o outro e a nós mesmos de forma diferente”, diz ela. Essa lógica, destaca Celina, compreende a essência do budismo. “Os seguidores de Buda buscam a liberdade interna, ou seja, não deixam que a mente se prenda a padrões condicionados”, explica. Logo, mudar de ideia, redirecionar o ângulo de visão, desbravar horizontes inexplorados, enfim, começar a acreditar no potencial de regeneração da vida é uma forma de escrever nossa trajetória com um pouco mais de fluidez. “Temos de prestar atenção ao frescor de cada dia e aos ciclos de renovação da natureza. Dessa maneira, aprendemos que aquilo que hoje faz sentido amanhã pode não mais fazer, e vice-versa”, diz Celina.

Questão de limite

Persistir, se reinventar, se refazer e sonhar são habilidades que dominamos. “Uma das nossas características mais marcantes é a capacidade de recusar o que parece não ter alternativa”, afirma o filósofo e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Mario Sergio Cortella, autor de Não Nascemos Prontos! Provocações Filosóficas (Vozes), entre outras obras. Na busca por soluções, ele explica, o inconformismo ativa em nós o que podemos chamar de fome de jogo. Uma vez acomodadas na mesa de apostas, usamos nossas fichas por rodadas seguidas. A esperança nos mantém ali, soprando em nossos ouvidos que seremos vencedores. “Não há limites quando acreditamos na causa pela qual lutamos. Só não recorre à segunda, à terceira, à quarta chance quem desistiu”, ele defende, se apoiando no exemplo clássico de Thomas Edson, criador da lâmpada. “Ele errou 1430 vezes antes de conceber sua invenção e não esmoreceu.” Mas, como qualquer jogador sensato, precisamos reconhecer também o momento exato de abandonar o páreo. “Claro que há a persistência tola, aquela que não traz resultados satisfatórios. Porém, enquanto você enxergar possibilidades, deve insistir”, opina Cortella. A terapeuta Lidia Aratangy, ao contrário, prefere traduzir ao pé da letra a expressão segunda chance. “Para ser de fato uma segunda cartada, ela precisa apresentar uma condição nova, porque, se for igualzinha à da última vez, vai dar no mesmo lugar”, alerta Aratangy. Isso quer dizer que, se você decidiu voltar a estudar, essa vontade deve vir acompanhada de uma disposição bem diferente daquela que o fez aposentar os livros lá atrás, por exemplo, por falta de ânimo ou de disposição. “Do contrário, a desistência vai novamente se repetir”, ela avisa. O mesmo raciocínio pode ser aplicado aos relacionamentos amorosos. Aceitar as súplicas do parceiro ou da parceira e reatar a relação é válido quando o outro elaborou, verdadeiramente, uma proposta inédita para a retomada daquilo que cultivavam juntos. Agora, se o outro oferece apenas mais do mesmo, vale a pena ficar com o pé atrás. “Se você tomou um mesmo analgésico três vezes e ele não fez efeito, não adianta tomar a quarta, melhor mudar de remédio”, compara a terapeuta.

Ponto final

Repetir o mesmo padrão de comportamento, além de cansativo, enfraquece a forma de nos posicionarmos no mundo. Nessas horas, agimos como a mãe que só sabe fazer ameaças diante das estripulias dos filhos e nunca providencia a correção justa e necessária. “Quando ficamos presos a uma ideia, nos enrijecemos e nossa energia é rapidamente consumida por esse estado mental”, esclarece Celina. Eis o problema. Por medo da mudança, de seguir em um território desconhecido, muitas pessoas permanecem presas a uma história há muito desgastada ao invés de se abrir para novas possibilidades. E, nesse meio tempo, se recusam a ver os inúmeros sinais que a vida nos dá de que aquela situação está se arrastando além da conta. “É preciso coragem para encerrar uma história antiga. Por isso, é muito comum nos agarrarmos ao que já conhecemos, mesmo que não seja bom. Adaptamo-nos ao terreno e ali permanecemos. Afinal, sabemos onde ficam seus buracos e suas minas, e mais, sabemos entortar o pé para não pisar neles”, ilustra Lidia. Para fugir dessa posição de descrédito perante os outros e nós mesmos, temos de aprender a sustentar nossas posições com bastante firmeza. Mas, para mudar de atitude, é preciso, antes, compreender por que teimamos ou insistimos tanto em ouvir sempre a mesma música repetidamente. Sem esse reconhecimento, dizem os especialistas, fica difícil trocar o disco e se abrir para o novo, para novas melodias e tons. “Muitos sentem medo de se desapegar não só de pessoas e de situações mas do hábito de agir sempre da mesma maneira”, observa Celina. Segundo ela, esse ciclo vicioso só é interrompido quando olhamos para dentro de nós e conseguimos responder a três perguntas cruciais: O que eu posso hoje? O que eu quero hoje? Do que eu preciso hoje? De tempos em tempos, aconselha Lidia, também é saudável vasculharmos “os baús de nossas renúncias”, aquele cantinho escondido onde depositamos os sonhos alimentados mas não realizados. “Vivemos de acordo com uma escala de prioridades móvel, já que as circunstâncias e as pessoas mudam. A chegada de um filho, por exemplo, transforma muita coisa”, exemplifica. Cientes disso, devemos reorganizar nossa casa interior sempre que ela estiver entulhada de desejos – vivos e mortos. Como? Identificando os projetos que ainda pulsam dentro de nós e, por isso, merecem uma segunda chance e descartando os que perderam a razão de ser. “Quando nos dispomos a fazer essa seleção, ganhamos a coragem de desligar os aparelhos que mantêm vivo um sonho há muito moribundo, mas que a gente se recusa a deixar morrer por medo ou apego e que, muitas vezes, está canalizando parte de nossa atenção”, afirma Lidia. Em troca, ela garante, liberamos toneladas de energia que podem, agora, ser canalizadas para esferas mais significativas da nossa vida.

Justo ou bonzinho?

Quando estamos face a face com nossos pares, atuando no jogo das relações, temos de fazer um outro tipo de avaliação. Dessa vez, diante do espelho. Não adianta sairmos por aí distribuindo votos de confiança sem antes reconhecermos, de fato, a veracidade de nossas intenções. Do contrário, corremos o risco de vestir a carapuça do bom samaritano. “Aceitar tudo o tempo todo, ou seja, ser altruísta ao extremo, indica fragilidade e insegurança. O atrito faz parte da vida social e das relações. E quem não se deixa marcar por ele é porque está tendo envolvimentos superficiais”, diagnostica Cortella. Essa postura também é perigosamente sedutora, aponta Lidia Aratangy, pois a pessoa tende a se sentir superior em relação às outras que estão ao redor. “O bonzinho assume o papel daquele que sempre compreende, que perdoa com facilidade.” Mas será que esse perfil existe de verdade? “Essa relação é desigual, pois quem sempre estende a mão atua como vítima e coloca o outro eternamente na posição de algoz. Quando temos esse tipo de atitude, não estamos olhando para nossas próprias limitações”, complementa Celina. Em matéria de reconciliação, se o discurso persegue os louros da vaidade, então, automaticamente, se desvia do propósito original – a reconstrução de um vínculo. “O verdadeiro perdão é humilde”, enfatiza Lidia. Ou seja, quem perdoa com o coração não precisa de plateia. Aliás, vale frisar, perdoar é uma missão incrivelmente difícil para boa parte de nós. Como, então, relevar uma ofensa, dissolver uma mágoa que tanta dor causou no passado? “O único caminho é conseguir reconhecer que, se você estivesse naquela situação, provavelmente teria feito o mesmo que a pessoa, pois somos humanos e compartilhamos as mesmas fragilidades e inseguranças”, propõe Lidia. Para a psicóloga Celina, a trilha do perdão tem um nome profundo e transformador: compaixão. “Quando julgo o outro, o coloco dentro de uma caixa de qualificações. Ao passo que, quando o perdoo, me liberto dos estereótipos e passo a me relacionar com a humanidade que reside na pessoa. Com isso, reconheço também a minha própria humanidade.”


O Partido dos Trabalhadores decidiu agora a pouco suspender a aliança que já estava sendo costurada com o PDT em vários municípios, inclusive em São Luis com o apoio à reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Júnior.

O Blog do Robert Lobato já havia informado que essa situação poderia correr principalmente depois que o presidente estadual do PDT. deputado federal Weverton Rocha, resolveu retirar o apoio do partido à pré-candidatura do ex-reitor do Ifma, o petista Zé Costa, no município de Zé Doca, para entregar ao PR do deputado estadual Josimar de Maranhãozinho (reveja aqui)..

O PT vai aguardar uma posição oficial do PDT e do PCdoB sobre as questão de São Luis, onde foi indicado advogado Mário Macieira para compor a vice de Edivaldo, assim como o caso de Zé Doca, até o dia 28/07/2016, para deliberar sobre o rumo do partido na capital, em Balsas, Imperatriz, Timon, entre outras cidades.

Para não perder tempo no calendário eleitoral, dirigentes locais e nacionais já abriram um canal de diálogo com o pré-candidato pelo PP, Welington do Curso.

Mas isso é assunto para outra postagem.

Confira nota oficial divulgada na noite esta segunda-feira:

pt


Maura Jorge cumprimenta multidão em Barra do Corda.

Aconteceu na manhã de sábado, 23, a convenção municipal do PV em Barra do Corda, em que Junior do Nenzin, irmão do deputado estadual Rigo Teles e filho do ex prefeito do município, o Nenzin, foi aclamado candidato à prefeito pelo partido.

Rigo Teles falou, emocionado, da alegria ao ver Barra do Corda abraçando a candidatura do seu irmão, e reafirmou o compromisso da família com a retomada do crescimento da cidade.

Maura Jorge, ao lado do deputado e presidente estadual do PV, Adriano Sarney, marcaram presença no evento.

Adriano Sarney discursou em agradecimento pela receptividade, enfatizou o fortalecimento do partido pelo Maranhão, reafirmou o compromisso do PV para com o candidato a prefeito Junior do Nenzin e falou de forma emblemática acerca de Maura Jorge.

– Quero te dizer Maura Jorge que você não só teve um passado político maravilhoso, mas também terá um futuro brilhante na política do Maranhão – disse o deputado em meio a aplausos da população presente.

A ex-deputada em discurso contundente

Em discurso caloroso, a prefeita de Lago da Pedra, que nos últimos meses tem percorrido o Maranhão prestigiando eventos políticos a convite de aliados, falou da trajetória política do grupo liderado por Nenzin, e relembrou a boa relação que mantém com o deputado Rigo Teles desde quando participaram da mesma legislatura.

Ainda em seu discurso, Maura Jorge foi fortemente aplaudida ao falar da necessidade de uma verdadeira mudança para o estado do Maranhão.

É preciso coragem, respeito, coletividade e amor ao próximo para alcançarmos à mudança que o povo tanto espera, mas não é uma mudança limitada ao campo das palavras, como muitos pregaram, mas que seja verdadeira, que corresponda aos anseios da população e que contribua de fato para a construção de um novo Maranhão frisou a ex-deputada.

O evento contou com um grande público, e pode representar o marco inicial da recondução da família Nenzin à prefeitura de Barra do Corda.


Cumpre gizar que a nova dicção legal foi editada em consonância com o entendimento firmado pelo TSE na eleição de 2006, em que a Corte não mais aceitou o mero ingresso em juízo questionando o ato de rejeição das contas para afastar o estigma da inelegibilidade.

Por Flávio Braga

A redação atual do artigo 1º, inciso I, alínea g, da Lei Complementar nº 64/90 dispõe que são inelegíveis para qualquer cargo os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos 8 anos seguintes, contados a partir da data da decisão.

A redação primitiva dessa alínea g estabelecia que a mácula da inelegibilidade poderia ser afastada com a mera submissão da questão à apreciação do Poder Judiciário. Assim, para recuperar a capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado), bastava o gestor ímprobo protocolizar uma petição de ação anulatória perante a Justiça Comum.

Cumpre gizar que a nova dicção legal foi editada em consonância com o entendimento firmado pelo TSE na eleição de 2006, em que a Corte não mais aceitou o mero ingresso em juízo questionando o ato de rejeição das contas para afastar o estigma da inelegibilidade. Naquele pleito, o TSE assentou que a mera propositura da ação anulatória, sem a obtenção de provimento liminar ou tutela antecipada, não possui o condão de suspender a cláusula de inelegibilidade.

Nesse contexto, destaco a auspiciosa tese exposta pelo Dr. Manoel Matos de Araújo Chaves, Juiz de Direito do Juizado Especial da Fazenda Pública do Termo Judiciário de São Luís, ao sentenciar o processo nº 0819976-45.2016.8.10.0001, nos autos de ação de nulidade contra acórdão proferido pelo TCE, o qual julgou irregulares a tomada de contas de um ex-gestor municipal do nosso estado.

De acordo com o magistrado, a imprescindível presença do município lesado no polo passivo da demanda e o local do ato para a reparação do dano causado ao erário são razões suficientes para a fixação da competência do Juízo de Direito da comarca em que localizado o município cujas finanças houverem sido malversadas.

E arremata: os princípios da segurança jurídica e da economia processual também recomendam que o juízo competente para o processamento e julgamento da ação declaratória de nulidade de acórdão do TCE corresponda ao mesmo juízo com competência para conhecer da ação de execução do ressarcimento ao erário imposto no acórdão do TCE, bem como para conhecer da ação de improbidade administrativa contra o gestor público.

Como estudioso da matéria, concluo que esse judicioso entendimento está em consonância com o princípio constitucional da moralidade administrativa e eleitoral. Se vier a tornar-se majoritário representará um importante contributo à moralização da gestão dos recursos públicos.


Sob o titulo “Essa eleição é de feder a chifre queimado”, o Jornal de Itapecuru causou fúria em alguns pré-candidatos a prefeito e nas suas respectivas esposas. Teve uma que quase bateu no dono do jornal no meio da rua.

JI

Fundado, dirigido e editado há 26 anos pelo jornalista Gonçalo Amador, o Jornal de Itapecuru é uma referência na cidade e toda a região, sendo conhecido em praticamente todo o território maranhense. inclusive na capital São Luis.

Na sua edição de junho passado, o principal jornal da cidade estremeceu as estruturas da política local com uma capa de fazer inveja ao Extra dos colegas jornalistas Nelson Nogueira e Walquir Marinho .

Sob o titulo “Essa eleição é de feder a chifre queimado”, o Jornal de Itapecuru causou fúria em alguns pré-candidatos a prefeito e nas suas respectivas esposas. Teve uma que quase bateu no dono do jornal no meio da rua.

Ao Blog do Robert Lobato, o jornalista Gonçalo Amador afirmou que tudo não passou de um mal-entendido e que em nenhum momento o jornal teve a intenção de tratar de forma pejorativa quem quer que seja, e aproveitou para destacar a nova fase que passa o glorioso Jornal de Itapecuru.

“Na verdade, não houve esse estardalhaço todo, amigo. O que houve foi um mal-entendido porque muitos levaram para o lado da brincadeira. A linha editorial do Jornal de Itapecuru não busca atingir de forma pejorativa quem quer que seja, pelo contrário, se hoje é uma referência na cidade e mesmo no Maranhão é porque tem credibilidade conquistada dos seus leitores e da população em geral. Agora mesmo o jornal está com tiragem quinzenal, com 30 páginas, destas 10 são em policromia. Quanto ao episódio da capa [do “chifre queimado] é um assunto superado”, afirmou.

Bom, se o amigo Gonçalo é quem diz que o assunto “está superado” não é este blogueiro quem dirá o contrário.

Mas, que essa capa já é mais um fato histórico registrado pelas página do Jornal de Itapecuru isso não há menor dúvida. 🙂

Vida longa ao JI e ao velho e bom Gonçalo Amador.


Comunidade entrega a Luis Fernando Silva maquete para ilustrar proposta apresentada durante um dos seminários.

Serie de seminários teve início em abril deste ano. Qualidade e quantidade de propostas serão o norteador para a reconstrução de São José de Ribamar.

Terminou no último sábado 23 a bateria de seminários Planeja – O cidadão decidindo, em São José de Ribamar. Comandado pelo pré-candidato a prefeito da cidade, Luis Fernando Silva (PSDB), o evento fechou com chave ouro ouvindo as propostas dos jovens no Planeja Juventude.

Membros da JPSDB, dos demais partidos que irão defender o nome de Luis Fernando para prefeito e de movimentos da Juventude até de outros partidos de outras pré-candidaturas mobilizaram centenas jovens que participaram de forma propositiva, apoteótica e vibrante.

“Foi um Planeja como todos os outros, com muitas propostas e discussões, mas com uma energia totalmente diferente. E foi exatamente por isso que deixamos o último Planeja para ser o da Juventude, pois é com ela e com a vibração dos nossos jovens que a cidade vai ser reconstruída”, disse Luis Fernando.

Liderados por Neilson Marques, os jovens entregaram um conjunto de propostas para o pré-candidato. A exemplo de outras sugestões, feitas individualmente, as ideias da Juventude serão incorporadas ao agrupamento de propostas do futuro candidato e protocoladas no Tribunal Regional Eleitoral, quando do registro da candidatura do tucano.

Balanço

Realizado pela Comissão Provisória da Executiva Municipal do PSDB de São José de Ribamar, o Planeja teve início em abril deste ano e foi dividido em duas fases. Na primeira etapa, foram realizados oito seminários distribuídos nas seis regiões administrativas do município. O segundo passo foram os seminários setoriais: Saúde, Educação, Cultura e Turismo, Pesca, Indústria e Comércio, Transporte, Esporte e Lazer, Defesa Social, Agricultura Familiar, Assistência Social e Juventude.

Em muitos momentos, tanto o pré-candidato Luis Fernando quanto os chamados facilitadores, técnicos das respectivas políticas públicas, responsáveis por anotar, organizar e moldar as propostas para uma linguagem mais técnica, ficaram surpresos com a qualidade das proposições apresentadas.

No Planeja Transporte, por exemplo, membros de uma Associação do Jardim Tropical apresentaram uma proposta de construção de um terminal de vans no Turiúba. No Planeja Defesa Social eles retornaram, reafirmaram a proposta e apresentaram até uma maquete do terminal sonhado, construída pela própria comunidade.

Excetuando as propostas repetidas, foram consolidadas nos 19 seminários cerca de 1.200 propostas. Para Luis Fernando, a qualidade e quantidade de propostas serão um norteador importantíssimo para a reconstrução de São José de Ribamar.

“Sempre digo que o gestor que quer errar menos e acertar mais deve ouvir diretamente o cidadão. E foi isso que fizemos no Planeja, ouvimos quem mais sabe do que a cidade precisa, que são as pessoas de cada bairro de São José de Ribamar e os profissionais das respectivas áreas das políticas públicas, ouvidas nos seminários”, concluiu.


daniel” Se a rejeição fosse à pessoa física do prefeito, suas qualidades humanas, seria muito grave. Mas como, aparentemente, é mais ao gestor, caberá à campanha dele desfazer essa imagem”.

Esta é avaliação do jornalista e especialista em marketing político, Daniel Mendes, sobre a rejeição do prefeito Edivaldo (PDT), em entrevista exclusiva dado ao dada ao Blog do Robert Lobato. além

Não obstante está residindo em Brasília, Mendes é um profundo conhecedor da política maranhense e, e particular a de São Luis.

Na entrevista a seguir, ele fala sobre o clima da pré-campanha e faz uma avaliação sobre as chances dos principais concorrentes na corrida pela Prefeitura de São Luis, inclusive, claro, sobre a possibilidade de reeleição do atual prefeito. Confira:

Como você avalia o clima da pré-campanha pra prefeito de São Luís?

Robert, eu nem estou em São Luis pra avaliar o clima. Me coloco apenas na condição de palpiteiro, sem acesso a alguns dados importantes, especialmente dos cruzamentos das pesquisas.

 O que eu posso destacar é que, caso se confirmem as tendências das últimas pesquisas, especialmente o que a DataM trouxer na próxima quarta-feira, com uma amostra muito larga,  nós teremos um clima bem diferente do que se prenunciava até então, com dois candidatos estabelecendo uma trégua entre si para concentrar as artilharias no prefeito. O mais provável é que deixem o prefeito, que terá que se haver com sua rejeição no segundo turno, e façam uma campanha de vida e morte pelo posto de desafiante.

Os principais candidatos aparecem embolados nas pesquisas. É possível dizer quem é favorito até aqui?

Inegável que há um leve favoritismo para o prefeito e a candidata Eliziane.

O prefeito Edivaldo tem um índice alto de rejeição. Isso pode tirá-lo da disputa ou é possível uma reversão positiva?

 Se a rejeição fosse à pessoa física do prefeito, suas qualidades humanas, seria muito grave. Mas como, aparentemente, é mais ao gestor, caberá à campanha dele desfazer essa imagem. Não irá desfazer de toda, mas pode diluir o suficiente para dar a ele mais competitividade no segundo turno.

Qual a influência do voto da deputada Eliziane Gama a favor do impeachment da Dilma na campanha dela?

Não sei, mas não acredito que seja importante, embora as pesquisas apontem uma maioria no eleitorado a favor da presidente. Temos um longo histórico em campanhas em que assuntos federais não parecem contaminar o calor da paróquia. Basta lembrar o apoio de Lula a Roseana ou de Dilma a Gastão.

O ex-prefeito João Castelo ajuda ou atrapalha a candidatura Eliziane Gama?

 Como apoio político, ajuda. Desde que o PSDB não tente fazer da campanha da deputada uma plataforma de resgate de seu governo. Aí, seria ruim para ela.

O fenômeno Wellington do Curso é consistente ou é apenas uma bolha?

Tem que ver o que ele representa. Minha hipótese, a ser testada, é que ele cresceu alimentado por uma demarcação de imagem diferente de todos os demais candidatos. Ele fala como se fosse de fora do campo da política, com uma história que não teve que passar na alfândega ideológica nem do Sarney, nem do governador Flavio Dino. Se for verdade essa hipótese, é um fenômeno a ser observado com atenção. Qual é o tamanho desse empuxo, não sabemos ainda.

Você acredita na candidatura do PMDB com Fábio Câmara?

 Quem dá mostras de não estar acreditando é a população de São Luis. O problema dele não é falta de qualidades pessoais, mas estar numa posição de não poder se projetar para o futuro. Ele terá que vencer a percepção de que sua candidatura está construída em algum lugar no passado.

Você vê alguma possibilidade de não haver segundo turno em São Luís?

 Eu não aposto um centavo nisso. Com essa ruma de candidatos, é virtualmente impossível.

Uma chapa Edivaldo Junior/Roberto Rocha Júnior tem quais pontos positivos e negativos?

Se confirmada a chapa, a juventude de ambos tanto pode ser um sinal de inexperiência e fraqueza como um sinal de vitalidade e fortaleza. Cabe a eles projetar o polo positivo, em palavras e ações.

Qual é o papel que o governador Flávio Dino terá nestas eleições em São Luís?

 Aí você quer que eu adivinhe. Brincando um pouco, acho que no primeiro turno terá o papel de médico, prescrevendo remédios para assegurar que o segundo turno seja disputado por dois candidatos aliados. E no segundo turno terá o papel de enfermeiro, passando mertiolate e pomadas para acelerar a cicatrização das feridas em seu grupo.