FRASE DO DIA

Estou aqui para mostrar que nós vamos continuar de cabeça erguida, de mãos limpas, esse foi o jeito que eu escolhi de fazer política, e ninguém, nenhum vagabundo tipo o Alexandrino, vai inventar mentira sobre a minha vida pública.

(Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) sobre o delator da Odebrecht Alexandrino Alencar)

Comentar

Depois da Petrobras e das empreiteiras, chegou a vez da indústria da carne, atingida por uma investida predatória da Polícia Federal. A cada dia, um setor da economia desmorona, enquanto o desemprego cresce e as condições sociais, elas sim, se deterioram.

Texto de Luiza Villaméa e ilustração de Fernando Brum, via Brasileiros

O boi chegou ao Brasil por volta de 1534, trazido por senhores de engenho interessados em sua força motriz e capacidade de carga. Veio das ilhas de Cabo Verde, colônia portuguesa na costa da África Ocidental. Do gado se aproveitavam a carne e o couro, mas seu principal valor era servir como tração animal para os engenhos de cana-de-açúcar, a primeira monocultura brasileira de exportação. De lá para cá, as mudanças foram tamanhas que a pecuária se tornou um dos mais rentáveis setores da economia nacional. A carne bovina, junto com a suína e a do frango, é o terceiro produto de exportação do Brasil, atrás apenas do minério de ferro e da soja. E conseguiu entrar para valer no mercado americano. Ao final de quase duas décadas de negociação, o Brasil obteve em 2016 sinal verde para vender carne bovina in natura para os Estados Unidos, com quem compete no mercado internacional.

Especializado no setor, o site GlobalMeatNews, com sede na Inglaterra, alertava desde o ano passado que “o Brasil continua a desafiar os Estados Unidos pela posição de maior produtor e exportador de carne na próxima década”. Da noite para o dia, o cenário mudou. Entrou em cartaz uma intervenção que poderia ser batizada como Operação Desmonte. Depois da degringolada dos setores do petróleo e da construção civil, chegou a vez da carne, atingida por uma investida predatória da Polícia Federal. A Operação Carne Fraca colocou 1.100 policiais federais para cumprir 309 mandados judiciais ao amanhecer da sexta-feira 17 de março. Oficialmente, tinha como objetivo desarticular um esquema de corrupção envolvendo fiscais agropecuários vinculados ao Ministério da Agricultura e frigoríficos dos estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás. Eram 21 frigoríficos investigados, no total de 4.837 existentes no Brasil.

Anunciada com estardalhaço, a operação repercutiu de imediato – no Brasil e no resto do mundo. A reverberação aumentou com a entrevista coletiva concedida em Curitiba pelo delegado federal Maurício Moscardi Grillo, coordenador da Carne Fraca. Sem esclarecer que a investigação dizia respeito a um reduzido número de frigoríficos, o delegado colocou sob forte suspeita todo o setor. No campo da política, contou que parte do dinheiro arrecadado pelo esquema de corrupção abastecia o PMDB e o PP. No âmbito da produção, o delegado traçou um quadro assustador. Disse que os grandes frigoríficos não se preocupavam com a saúde pública, que papelão era incluído na fabricação de embutidos e que, para mascarar produtos deteriorados, algumas empresas usavam produtos, como ácido ascórbico, muito acima do permitido por lei: “Alguns são cancerígenos”.

Nos dias seguintes, houve uma queda brutal das exportações do setor. A média diária de exportação de cortes bovinos, suínos e de aves despencou de US$ 63 milhões para assustadores US$ 74 mil. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, chegou a estimar um prejuízo total de R$ 1,5 bilhão. A previsão não se confirmou, graças inclusive à fragilidade das investigações, mas ninguém se arrisca a calcular as consequências da ação em toda a cadeia produtiva. Quanto ao impacto da carne na saúde humana, as afirmações do delegado Moscardi Grillo se revelaram absurdas, a começar pelo uso do “cancerígeno” ácido ascórbico. Trata-se, na verdade, da popular vitamina C, que só provocaria males, como distúrbios intestinais, se fosse ingerida em quantidades estratosféricas.

Outra ilação descabida do delegado está relacionada ao uso de papelão, citado em um telefonema grampeado entre empregados de um dos frigoríficos investigados. A transcrição da conversa, anexada ao inquérito, mostra que não se tratava de “engordar” frangos e embutidos com papelão e sim de trocar a embalagem. Em vez de empacotar com plástico, usar papelão. Apontar os equívocos da Carne Fraca, no entanto, não significa ignorar os problemas que marcam o setor. Eles começaram ainda no Brasil colônia, com embates violentos entre criadores de gado e populações indígenas, à medida que o gado avançava para o interior do País. Foram ampliados em meados da década de 1940, quando Juan Domingo Perón assumiu o poder na Argentina e multinacionais, como a americana Swift e a inglesa Anglo, temendo o intervencionismo peronista, passaram a se instalar no Brasil.

Naquela altura, o projeto de industrialização idealizado por Getúlio Vargas começava a engatinhar, com a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta Redonda (RJ). Ganhava as ruas a campanha “O petróleo é nosso”, que culminou na criação da Petrobras, em outubro de 1953. Seis décadas depois, a companhia foi o primeiro alvo do desmonte que se generalizou a partir da instalação e dos sucessivos desmembramentos da Operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014. Um dos resultados da iniciativa que transformou Curitiba em “república” pôde ser observado na recente licitação para a retomada das obras da unidade de processamento de gás natural do Comperj, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro: apenas empresas estrangeiras foram convidadas.

A justificativa para não chamar empresas nacionais de construção civil para participar daquela e de outras licitações é simples: estão todas comprometidas na Lava Jato e com a prática de caixa 2. Em depoimento ao juiz Sergio Moro, o empresário Emílio Odebrecht, patriarca da construtora que leva o seu sobrenome, explicou o motivo. “Sempre foi o modelo reinante no País”, declarou Emílio, lembrando que a prática de caixa 2 vem dos tempos de seu pai, Norberto Odebrecht (1920-2014), fundador da empresa.

Da Bahia, onde Norberto começou seu negócio, vem outro sinal de que os tempos mudaram: a empresa francesa Vinci levou a concessão do aeroporto de Salvador em leilão realizado na véspera da deflagração da Carne Fraca. Pelo mesmo leilão, três outros aeroportos brasileiros passarão a ser administrados por empresas estrangeiras. A alemã Fraport levou Fortaleza e Porto Alegre. A suíça Zurich ficou com Florianópolis. Detalhe: pela primeira vez, a empresa pública Infraero não entrou como sócia, o que representa uma guinada na governança das concessionárias. O governo Temer, como não poderia deixar de ser, comemorou o resultado da “primeira rodada” de concessões do seu modelo de privatização. O predomínio de empresas estrangeiras no leilão, como também não poderia deixar de ser, está vinculado à Lava Jato. As grandes construtoras do País, que dominaram os leilões anteriores, estão paralisadas devido às investigações e processos.

Só a Odebrecht perdeu US$ 4,3 bilhões em contratos nos últimos três meses de 2016, ano em que fechou a contabilidade com US$ 17 bilhões em contratos. É a metade do valor em contratos que registrava dois anos antes, no final de 2014. Isso não significa que a corrupção não deva ser combatida em todos os setores da economia. Trata-se de um mal que assola o Brasil desde os tempos da colônia, como enfatizou o padre Antônio Vieira em 1655, no Sermão do Bom Ladrão, no qual faz referência a São Basílio Magno: “Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas ou espreitam os que vão banhar para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões ou o governo das províncias, ou a administração de cidades e reinos”.

O imprescindível combate à corrupção não pode, no entanto, inviabilizar o funcionamento de empresas, contribuir para o aumento da legião de desempregados e nem muito menos privilegiar companhias estrangeiras. Nesse aspecto, não há dúvida de que a Lava Jato aprofundou de forma radical a crise econômica que ameaçava o País, até porque falta ao Brasil instrumentos que preservem as empresas, ao mesmo tempo que punam as pessoas físicas responsáveis pelos atos de corrupção. Na prática, os mais importantes desses instrumentos são os acordos de leniência, previstos na Lei Anticorrupção, em vigor desde agosto de 2013. O problema é que eles não saíram do papel. Enquanto os acordos não forem homologados, empresas investigadas ficam proibidas de assinar contratos com o poder público.

Na Alemanha, a Siemens enfrentou um dos maiores escândalos do mundo corporativo sem ter sua existência ameaçada. Foi em 2006, quando a Justiça alemã descobriu que a empresa tinha uma rede internacional de distribuição de subornos. Isso porque uma investigação começada nos Estados Unidos tinha revelado que a Siemens havia pago o equivalente a US$ 1,4 bilhão em propina a autoridades de diversos países. Foram, no total, 4,3 mil pagamentos ilegais, relativos a 330 obras. Poucos meses depois de o escândalo estourar, a Siemens substituiu 80% de seus executivos do mais alto escalão, 70% do segundo e 40% do terceiro. Pagou multas e precisou mecanismos internos de controle de irregularidades, mas não deixou de funcionar nenhum dia.

No Brasil, a existência de gigantes do mundo empresarial está ameaçada pela forma como as investigações relativas à corrupção vêm sendo conduzidas (ou divulgadas, como no episódio da carne). Para o historiador Marcos Napolitano, não há dúvida de que o cerco às empresas brasileiras está servindo a interesses, internos e externos. “Trata-se de uma janela de oportunidade para os tubarões do capitalismo agirem, aproveitando-se da política de condomínio treme-treme que tomou conta do Brasil”, compara o historiador. Enquanto isso, o desemprego avança. Atingiu a marca de 13,2% em fevereiro. Em sintonia, a taxa de ocupação despenca, atingindo no mesmo mês o menor patamar desde 2012, quando o IBGE começou a pesquisar o índice. Atualmente, apenas 89,3 milhões dos 167,4 milhões de brasileiros aptos a trabalhar estão empregados.

Na prática, houve uma reversão da agenda vitoriosa nas urnas em 2014. Essa reversão começa pela ideia de privatizar tudo o que for possível, a começar por ativos da Petrobras; passa por alterações nas políticas públicas que permitiram a ascensão social de pobres e miseráveis, e tem como atual ponto de destaque a reforma da Previdência. Se for aprovada da forma como está sendo proposta, essa reforma vai penalizar o conjunto dos trabalhadores, mas terá impacto ainda mais nocivo entre aqueles de menor renda, que, pelas circunstâncias da vida, começam a trabalhar ainda na adolescência. Há ainda a reforma trabalhista, que tem potencial para completar o assalto final a direitos duramente conquistados.

Em sua jornada rumo ao retrocesso, o presidente Michel Temer sancionou na noite da terça-feira 31 de março o projeto de lei que permite a terceirização em todas as atividades de uma empresa. Na mesma data, marcada pela triste lembrança dos 53 anos do golpe civil-militar de 1964, movimentos sociais e sindicatos realizavam em capitais brasileiras atos de protesto contra a reforma da Previdência e o projeto de lei que regulamenta a terceirização. Os manifestantes ainda estavam nas ruas quando o projeto se transformou em lei.

Para Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia, o projeto que está em curso representa a destruição de tudo o que se construiu no Brasil nos anos 1950, uma década marcada pelo modelo nacional-desenvolvimentista de industrialização e pela criação da Petrobras. “Busca-se atingir todos os elementos que possibilitam que o País se desenvolva. É a destruição do BNDES, da Petrobras, da indústria da carne”, afirma Celestino. O presidente do Clube de Engenharia integra um grupo de representantes da sociedade civil, de entidades sindicais e empresariais, com diferentes perspectivas políticas, que acaba de lançar um manifesto de resistência ao desmonte “do Estado, da economia e da política” do País.

“Impõe-se defender a democracia e, sobretudo, as eleições de 2018, para impedir quaisquer formas de perseguição política, cerceamento de liberdade de opinião ou mudança no sistema de governo que não passe pelo crivo das urnas”, destaca o manifesto do grupo, elaborado em recente reunião na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. O local não poderia ser mais coerente com a iniciativa. Criada em maio de 1933, a Escola de Sociologia e Política é pioneira no estudo da realidade brasileira e no debate sobre os destinos do País. Um dos pontos debatidos no encontro foi justamente a pressa do atual governo em implantar um programa que “não fez parte de qualquer candidatura vitoriosa nas eleições de 2014”.

Antes de Temer adotar a agenda à moda Aécio Neves, o candidato derrotado em 2014, o mais evidente reflexo do retrocesso na política brasileira era o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O recuo no campo da democracia pode, no entanto, aumentar. Fantasmas do passado ameaçam o presente e o futuro do País, com a possibilidade de uma eleição indireta para presidente ainda este ano. Se Temer, que não deveria sequer ter ocupado a Presidência, for cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral no julgamento da chapa encabeçada por Dilma, o Congresso Nacional escolherá o próximo presidente. Como acontecia na ditadura militar. Há ainda a possibilidade de o julgamento, como aconteceu em sua primeira sessão, ser adiado sucessivas vezes e Temer se arrastar, como um personagem de filme de terror, até 2018.


Já é o quinto ano consecutivo que a Prefeitura de Bequimão, na administração do prefeito Zé Martins, distribui peixes às famílias carentes do município na Quinta-Feira Santa. Foram entregues 10 toneladas de pescados, garantindo aos bequimãoenses a tradição cristã de ter pescado nas refeições da Páscoa.

Intitulado de “Peixe Para Todos”, o projeto atrai grande parcela da população, que desde cedo formou uma grande fila para assegurar uma senha. Cada pessoa saiu com 2 kg de traíra ou branquinha, além de um sorriso de gratidão estampado no rosto. “Eu e meus filhos viemos do Povoado Bem Posta, e estou muito satisfeito. Agradeço ao prefeito pela ação”, disse Francisco Rodrigues, de 73 anos. O morador da comunidade Jacioca, José Nilson, chegou bem cedo para garantir seu pescado. “Cheguei às 3h da manhã para garantir uma senha, já que eu sabia que daria muita gente. Graças a Deus já estou garantido”, comemorou.

A equipe do prefeito Zé Martins, com profissionais das mais diversas secretarias municipais, colaborou na distribuição do pescado. “Mais uma vez o povo de Bequimão veio pegar seu peixe para a Sexta-Feira Santa. Os desafios aumentam a cada ano, mas o prefeito Zé Martins mantém e cumpre seus compromissos com o nosso povo”, disse a secretária de Cultura e Promoção da Igualdade Racial, Dinha Pinheiro, uma das organizadoras da ação.

O ex-prefeito Juca Martins ajudou na distribuição de peixes e destacou a importância do projeto criado pelo prefeito Zé Martins. “Esse é um Projeto de uma ação social muito importante para o povo carente de Bequimão, que é a distribuição de peixes na semana Santa, e Zé Martins faz um grande esforço para beneficiar as comunidades do nosso município”, enfatizou.

“Eu estou muito feliz por ver o povo comparecendo e dando importância a um projeto social que nós criamos desde o primeiro ano da gestão anterior. Muita gente não acreditava que esse projeto continuasse, mas a gente está mostrando que nossos programas são sérios e que nossa gestão é uma gestão de responsabilidade, de avanços sociais, e isto aqui é apenas uma primeira demonstração do segundo mandato, porque os programas Sociais e as políticas públicas vão continuar em nossa gestão e com muito mais avanços”, garantiu o prefeito Zé Martins.

A Secretaria Municipal de Saúde montou uma estrutura para possíveis atendimentos de emergência, inclusive com uma ambulância no local. Foram feitos atendimentos básicos, como a verificação de pressão arterial e teste de glicemia. A Secretaria Municipal de Segurança disponibilizou agentes da Guarda Municipal para organização do trânsito na região do Mercado do Peixe, no Centro e teve o apoio da Polícia Militar do Maranhão.


Luis Fernando conta que os dias tem sido árduos e de muito trabalho, mas diz também saber que a tarefa de reconstrução nunca seria fácil, porém com trabalho e afinco os resultados virão, como já estão surgindo em um curto espaço de tempo.

O prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), completou 100 dias no comando do município e fez um balanço sobre as ações realizadas, dos desafios já vencidos e dos problemas herdados que ainda geram sérios entraves para o desenvolvimento do município.

Em pouco mais de três meses, Luis Fernando vem conseguindo equacionar as contas públicas, recebidas com distorções que ultrapassavam a casa dos 30 milhões de reais, suspendeu o contrato milionário com uma cooperativa que sustentava diversas irregularidades, além do desbloqueio do Fundo de Participação do Município (FPM), suspenso por débitos previdenciários e fiscais.

Logo nos primeiros 30 dias da atual gestão, o Poço da Saúde, importante equipamento turístico foi reformado e recolocado em funcionamento. Outras obras importantes estão em fase de conclusão e serão entregues nas próximas semanas, que são a Cozinha Escola, Escola de Música, Ponte sobre o rio Antonio Esteves, entre outras.

Em articulação com o Governo do Estado, a cidade recebeu totalmente revitalizado o cais ribamarense, uma belíssima obra que estimula a visitação de turistas, convívio das famílias e práticas esportivas e culturais; o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) e recuperação e melhoramento das MA’s 201 e 202.

Luis Fernando conta que os dias tem sido árduos e de muito trabalho, mas diz também saber que a tarefa de reconstrução nunca seria fácil, porém com trabalho e afinco os resultados virão, como já estão surgindo em um curto espaço de tempo.

“Eu e minha equipe sabíamos que a situação era extremamente delicada, mas optamos por não parar e hoje já estamos colhendo resultados importantes, mas isso é só o começo”, garantiu.

Emergencialmente, o prefeito ribamarense lembra que logo que assumiu, elencou como prioridade a regularização dos serviços de limpeza. Foram mais de 5 mil toneladas de lixo recolhidos e a desobstrução de canais importantes para o escoamento da água. Também foram normalizados os serviços de catação, varrição, roço, raspagem e pintura de meio-fio, além de limpeza mecanizada das praias.

Na área da infraestrutura, mesmo com as fortes chuvas, Luis Fernando, determinou que os serviços não fossem paralisados, de forma a garantir a trafegabilidade nas principais vias coletoras. Mais de mais de 30 mil metros de ruas e avenidas receberam a operação emergencial de tapa buracos, como por exemplo, a Rua São José, que pelo descaso dos últimos anos estava intrafegável, mas que recebeu serviços emergenciais que estão garantindo acessibilidade para a população.

Também destruída, está a Avenida Paraíso. Considerado um dos principais corredores de acesso, a localidade que havia sido entregue na antiga administração do prefeito Luis Fernando, hoje está tomada por crateras e lama.

De acordo com o chefe do executivo, essa é mais uma via que também será totalmente recuperada e devolvida á população. Agora é necessário paciência por parte da população, uma vez que foram seis anos de descaso com o município.

“Não temos como solucionar, de imediato, problemas acumulados ao longo dos seis últimos anos. Mas estamos atuando em toda a cidade, principalmente nos principais corredores, mapeamos ruas e avenidas, que também receberão intervenções no decorrer do mandato”, garantiu o gestor.

Saúde

Na área da Saúde, o cadastro das obras dos Postos de Saúde que estava paralisado em Brasília foi reativado garantindo assim o recurso para o término das 10 unidades. O aumento nos atendimentos médicos e de enfermagem, também foi mais uma conquista.

Só nos primeiros meses, mais de trinta e dois mil atendimentos foram realizados, além de internações regulares hospitalares por clínica, no hospital e maternidade. São José de Ribamar também vai ganhar cinco vagas do programa, Mais Médicos, e o aumento do teto de equipes voltadas a Saúde da Família e Agentes de Saúde.

Receita

Em muitas realidades, a solução para melhor os recursos se dá por meio do aumento dos impostos, em São José de Ribamar, o caminho é inverso: a gestão atual optou por reduzir para 2,5% a alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). Nos últimos seis anos, a prefeitura cobrou, na maior parte da gestão passada, uma alíquota de 5%, valor máximo permitido por lei e contrário à política de estímulo à economia local, iniciada pelo prefeito Luis Fernando em sua primeira gestão.

A medida torna o empresariado local mais competitivo, estimula a atração de mais empresas e fomenta, consequentemente, a criação de novos empregos no município.

Em fevereiro deste ano, foram arrecadados R$ 2,9 milhões. Se comparado com o mesmo período de 2016, foi observado acréscimo de 106,55%. O aumento representa a credibilidade que os contribuintes têm no atual governo e sua aplicabilidade em obras de melhorias para o município.


Não temos o hábito e tampouco somos incentivados a conversar ou refletir sobre nossos fracassos e pequenos lutos ao longo da vida. Mas isso é essencial para encararmos nossas perdas e, dessa forma, seguirmos em frente mais maduros, sábios e fortes

Crédito: Vida Simples Digital

Ana Claudia Quintana Arante, via Vida Simples

No país da alegria, do futebol, do Carnaval e do “jeitinho” parece que não se tem a menor noção de que nem sempre a gente ganha. Apesar de quase sempre percebermos que o sofrimento vindo das nossas perdas acaba sendo o mais intenso e difícil de superar, poucas pessoas se importam, de verdade, em aprender com isso. Encontramos centenas de livros, programas de treinamento, cursos de reprogramação de linguagem, de modo de ação, de existência que só pregam ganhos ou resultados positivos. Indo na contramão disso, a vida mostra que os maiores aprendizados não estão disponíveis em cursos preparatórios de vitórias, e sim no dia a dia da experiência da perda, nos ensinamentos que vêm à tona a partir dos fracassos. Tudo isso quando nos permitimos parar e olhar para o que aconteceu. Geralmente, as pessoas não se abrem para refletir sobre um tropeço, uma queda, um fracasso, enfim.

Elas perdem um tempo precioso, que poderia ser dedicado a pensar sobre aquilo que ocorreu, ficando somente nas lamentações e nas percepções de vítimas dos eventos – e quase nunca como protagonistas da própria vida. Experimentar uma perda será muito mais fonte de sofrimento se não formos capazes de viver de maneira integral o que nos é oferecido.

Se em um relacionamento não tivermos a experiência da entrega de maneira integral, no instante em que ele termina a dor do que não foi vivido pode ser absurda. Num mundo como o nosso, a entrega para a experiência de vida acaba sendo evitada, por uma desculpa de autoproteção. Se não damos o nosso melhor, não há como perceber o quanto o outro se transformou a partir do encontro conosco. E, se não aceitamos o que o outro nos ofereceu, jamais vamos nos dar conta do quanto ele nos transformou também. A ficha cai bem na hora em que não há mais tempo para quase nada, ou, pior, no momento em que a relação morreu, acabou, deu seu último suspiro.

A grande dificuldade que temos em um relacionamento, por exemplo, é que nenhuma das partes envolvidas fala ou mesmo analisa sobre a possibilidade do fim antes que ele chegue de maneira definitiva. Queremos acreditar que tudo é para sempre, que de algum jeito as coisas vão dar certo. Mas, de verdade, nada é para sempre. A dificuldade que temos em encarar que as relações mudam, que as pessoas mudam, e que inclusive nós mudamos é um dos maiores desafios das relações humanas. Aliás, quando falamos sobre a vida profissional, o mundo das perdas também não é muito diferente. Desde jovens somos obrigados a pensar que só há um caminho de sucesso e de felicidade para nós. E isso, em geral, significa ter uma carreira de muita ascensão, um ótimo salário, uma conta bancária polpuda, uma família no melhor estilo “margarina” (pai, mãe, filhos, com todos sentados numa mesa felizes e animados) e uma saúde eterna.

Mas, quando a realidade bate na nossa porta, percebemos que as carreiras de sucesso e a fartura de dinheiro são condições raríssimas e muitas vezes cercadas ou preenchidas de profundas decepções e muito sacrifício. A família perfeita não existe e, por causa de conflitos com os quais não aprendemos a lidar, as perdas vão se sucedendo e causando muito sofrimento. No entanto, quando a saúde se esvai – esta, sim, muito pouco valorizada perto das outras dimensões do ser humano – é que contemplamos pela primeira vez a possibilidade de nossa real finitude. E é por causa dessa perda que conseguimos olhar para o que realmente importa nesta existência: só deveríamos levar em conta aquilo que não se conta. Não se fala sobre “como perder” nas rodas de conversa, nos grupos de WhatsApp, no almoço de domingo com a família ou na happy hour com os amigos. Existe curso para tudo, preparo para quase tudo, até para o que pode não acontecer.

Por que, então, não somos preparados para perder, fracassar, cair? Há que se entender que não há fracasso diante das perdas ao longo da nossa trajetória. É preciso ter respeito pela grandeza do ser humano que enfrenta seu caminho e o reconhece como fonte de evolução e amadurecimento. O verdadeiro herói não é aquele que foge frente à possibilidade da derrota, mas aquele que a reconhece como sua maior sabedoria. Sempre comento que o que fica é a última impressão. Você se casa com a pessoa mais incrível do mundo, passam anos juntos caminhando lado a lado, mas daí os desencontros acontecem e a relação termina. Qual a lembrança que, em geral, fica? A dos momentos finais, as brigas, discussões, acusações. E você só consegue manter na memória tudo o que ela lhe fez de mal e sente uma dificuldade enorme ou até uma incapacidade de valorizar o que foi vivido de bom. E que histórias de últimos dias contarão a nosso respeito ao final de uma relação, ou na saída de um emprego? Como nos comprometemos a valorizar o que aprendemos com experiências importantes que vivemos e que tiveram fim? O sofrimento pelas perdas intangíveis também é um tipo de luto.

O processo de restauração da nossa autoestima e de reconhecimento daquilo que temos de melhor leva tempo e trabalho de reflexão. Só quando a gratidão permeia nossos pensamentos ao redor do evento perdido é que o sofrimento do luto vai embora – e isso pode demandar tempo. E é difícil lidar com a possibilidade de aceitar esse fato quando ainda estamos muito machucados por isso. Mas com paciência e amorosidade teremos chance de nos libertar desses pesos e seguir caminhando com leveza pela vida.

A questão é que o tempo do luto por qualquer que seja a nossa perda (um ciclo de trabalho que chega ao fim, o término de uma relação, uma falência, o rompimento de uma amizade) compromete a qualidade do tempo que vivemos. Isso porque, em geral, a vida segue e parece não haver espaço para pausa e para processarmos o que ocorreu. O que fazer então se a vida pede pressa e a alma pede calma? Penso que deveríamos, primeiro, evitar culpar os outros e, a partir disso, viver o que temos de melhor a cada momento, nos entregando a cada relação. A perda é inerente à vida e faz parte dela.

Ao entender que isso é inevitável, podemos tentar ficar mais apaziguados para não temê-la – ou evitá-la quando acontecer. Acredite, nosso tempo de vida um dia acaba – isso é realmente inevitável –, mas a forma como escolhemos estar aqui pode trazer experiências de imortalidade. Para sermos vitoriosos na nossa jornada é necessário aprender a não ganhar sempre. Perder nosso apego pela tristeza do fracasso é um bom caminho de vitória. Assim, é importante sabermos que, apesar de difícil, podemos escolher como vamos encarar as perdas da vida. Se vamos fazer isso como um sofrimento eterno ou como gratidão.

A série Dilemas é uma parceria entre a revista vida simples e a The School of Life e traz artigos assinados por professores da chamada “Escola da Vida”. A série tem como objetivo nos ajudar a entender nossos medos mais frequentes, angústias cotidianas e dificuldades para lidar com os percalços da vida.

A The School of Life explora questões fundamentais da vida em torno de temas como trabalho, amor, sociedade, família, cultura e autoconhecimento. Foi fundada em Londres, em 2008, e chegou por aqui em 2013. Atualmente, há aulas regulares em São Paulo e no Rio. Para saber mais: theschooloflife.com/saopaulo

Ana Claudia Quintana Arantes é médica geriatra, especializada em cuidados paliativos. É professora da The School of Life, em São Paulo, onde ministra, entre outras, a aula Como Lidar com a Morte. Ana Claudia acaba de lançar o livro A Morte É um Dia Que Vale a Pena Viver (Leya).


Em entrevista a O Imparcial, atual presidente da Agência Metropolitana revelou de que forma trabalhará para definir ações que possam fomentar o desenvolvimento dos 13 municípios que compõem a região metropolitana

Da Redação de O Imparcial

rente da Agência Metropolitana a pouco mais de 30 dias, o presidente Pedro Lucas Fernandes tem procurado manter diálogo constante com os gestores dos 13 municípios da região. O objetivo: levantar as demandas e articular soluções comuns às cidades.

Além de ter recebido inúmeras autoridades em seu gabinete, o presidente da Agem deu início, na semana passada, às visitas in loco, nas 13 cidades que formam a região metropolitana – instituída pela Lei Complementar 174/2015.

Pedro Lucas Fernandes se licenciou do cargo de vereador na capital, para assumir a Agência Metropolitana, órgão vinculado ao Governo do Maranhão.

Ele foi eleito pela primeira vez em 2012 e reeleito em 2016 como terceiro mais bem votado. Agora os desafios são outros.que elaborar o plano técnico, fazer organograma, definir funções e isso tudo leva tempo. Estamos superando a fase burocrática, para fazer a gestão metropolitana funcionar. O governador Flávio Dino já aprovou a implantação do Plano Metropolitano de Resíduos Sólidos, que faz parte do Plano de Ações da Região Metropolitana da Grande São Luís, elaborado pela nossa equipe.Esse é um passo importantíssimo e já vamos passar para a fase de licitação.

Como está o processo de metropolização?
O primeiro passo é institucionalizar a Agência. Precisamos fazer os 13 seminários nas cidades que compõem a região metropolitana, depois faremos a grande Conferência Estadual. Ela é importante para definir a colaboração dos municípios no fundo (metropolitano) e definir as principias frentes de trabalho, na questão dos resíduos sólidos, mobilidade, enfim. Nessa conferência é que o colegiado vai definir quais os rumos que a Agência vai tomar.

Como será a atuação da Agem diante das outras secretarias?

De articulação. Agora mesmo a gente tem um termo de cooperação técnica já elaborado pela Sinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura), vamos apresentar um outro (termo de cooperação técnica) com o Imesc (Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos). Tem o PDDI (Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado), que é fundamental para os
municípios, porque ele é um instrumento obrigatório para promover o planejamento, gestão e execução das Funções Públicas de Interesse Comum (FPICs), de acordo com o Estatuto da Metrópole (Lei Federal 13.0.89/15). Essa etapa de consolidação e elaboração do PDDI, a Agência Metropolitana, conversar com as secretarias para articular essas políticas públicas de interesses comuns e efetivamente tirá-las do papel.

E das prefeituras?

A Agência tem um conceito diferente da gestão de governos anteriores. Pordeterminação do governador Flávio Dino, vamos construir parcerias com os municípios, dar satisfação do nosso trabalho, construir ações onde os prefeitos, as Câmaras de Vereadores e a Agem possam se envolver para juntos buscarem soluções.

Quais os planos para médio e longo prazo?

A longo prazo, esperamos fazer uma integração de todas as funções públicas de interesse comum, tanto da parte educacional, saúde, mobilidade urbana e saneamento básico. Esse é o ideal para que a região metropolitana, de fato, esteja 100% efetivada. A médio prazo, é construir um diálogo com as prefeituras, construir planos que possam desenvolver a região metropolitana.


Irregularidade teria tido a participação de sindicato de trabalhadores, que ajudou na fraude da contratação da mão de obra

m dos trabalhadores resgatados na ação do SRTE e MPT

Redação, Administradores.com

Trinta e um trabalhadores em condição análoga à de escravos foram resgatados em Nova Maringá (MT), segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). A ação, trabalho conjunto do MPT com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso (SRTE/MT) e a Gerência de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil, resgatou vítimas que trabalhavam no manejo da soja para a multinacional chinesa COFCO Agri.

Os trabalhadores foram recrutados pelo Sindicato dos Trabalhadores de Movimentação de Carga de Nova Maringá, a pedido da COFCO Agri, com base na “lei do avulso” (Lei nº 12023/09), mas a lei não foi respeitada.

O primeiro direito desrespeitado, segundo o MPT, foi o acesso à informação. Os associados ‘arrebanhados’ não tinham clareza de seu salário, nem sabiam, muitas vezes, que não teriam carteira assinada (considerada a modalidade ‘trabalhador avulso’).

Via de regra, o trabalhador era contratado para uma jornada de oito horas diárias (44 horas semanais são o máximo permitido por lei), para esforço físico em lavoura, a um salário de R$ 1.300,00. Mas o MPT alega que não havia transparência no pagamento de horas extras em caso de ‘dobra’ (o empregado trabalha, neste caso, 16 horas seguidas), nem era concedido o ‘descanso semanal remunerado (DSR), que corresponde à metade do sábado e a todo domingo. Além disso, essa “dobra” é proibida em atividades de grande esforço físico por ser considerada jornada exaustiva.

O descanso intrajornada também foi desrespeitado. A legislação assegura um intervalo de uma a duas horas para cada jornada superior a seis horas totais, todavia ao trabalhador eram concedidos apenas 20 a 30 minutos, contando o tempo de deslocamento até o refeitório. Houve registro, ainda, de que a alimentação fornecida era de má qualidade.

Outra situação que configurou a condição análoga à de escravo foi o alojamento inadequado. Quando a equipe do MPT chegou ao local, os trabalhadores haviam sido remanejados para dois hotéis, sendo que um deles oferecia também péssimas condições.

Considerando tanto o hotel ruim quanto o alojamento anterior, eles ficaram submetidos à superlotação, que gerou transmissão de doenças entre os trabalhadores (como gripe); à ausência de banheiros em número suficiente, locais insalubres e com insetos; a colchões em estado degradado (rasgado, sujo, sem fornecimento de roupa de cama); ao não fornecimento de produtos de higiene pessoal; ao não fornecimento de água potável para beber (bebedouros); e a um alto índice de infecção (não havia copos descartáveis, só compartilhados).

As vítimas também relataram assédio moral, ameaças e até violência física promovidos pelo feitor. Havia cartazes no alojamento “proibindo greves”. Um dos trabalhadores sofreu acidente de trabalho e não houve a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), mesmo sendo esta obrigatória.

Diante das irregularidades, comprovou-se a nulidade do contrato entre a empresa e o sindicato e todos os trabalhadores tiveram o vínculo empregatício reconhecido com a COFCO.

A multinacional teve que se responsabilizar pelos direitos trabalhistas previstos na CLT (decreto-lei nº 5.452/43) e restituir financeiramente as vítimas, na íntegra, no ato de rescisão contratual conduzido pela equipe de fiscalização.

A procuradora do Trabalho Lys Sobral Cardoso, representante regional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (CONAETE) do MPT, esteve no local e ressalta que o caso atrai uma atenção particular por envolver várias nuances do trabalho escravo contemporâneo. Ela cita o aliciamento de trabalhadores, a precariedade dos alojamentos, a falta de saneamento básico e água potável, a falta de assistência médica, as ameaças de agressão física, que chegaram a acontecer; a jornada exaustiva, o isolamento geográfico e a restrição à locomoção, além do grande número de envolvidos e de ter sido o sindicato um dos exploradores dessa forma de trabalho.

“Fica evidente a completa vulnerabilidade do trabalhador. Mesmo passados mais de 20 anos do reconhecimento da existência de trabalho escravo contemporâneo pelo Brasil e da criação de diversos meios de combate, que tornaram o país uma referência internacional no assunto, ainda se veem casos como esse.

Rescisão

O MPT afirma que todos os trabalhadores tiveram calculados pelos auditores-fiscais as verbas rescisórias de direito, sendo o caso considerado como de ‘rescisão indireta por justa causa’, quando o empregador é quem cometeu a irregularidade. Foram, ainda, pagas as horas extraordinárias referentes às ‘dobras’, ao horário de almoço não usufruído e aos sábados e domingos desrespeitados.

Todos receberam o pagamento de um mês de aviso prévio, mais férias e 13º salário proporcionais aos dias trabalhados e ao aviso. Tanto o FGTS como a multa rescisória foram recolhidos, bem como o INSS. E o trabalhador que sofreu acidente está recebendo completo atendimento em saúde.


DEFINITIVAMENTE o prefeito Edivaldo Holanda não tem “dado” sorte naquela que deveria ser sua pasta mais cara: a Educação. Herdado o governo dele mesmo, ou, como diria um outro, de si para si, este ano ainda não mereceu uma boa notícia do setor. Mais de uma vez já foi “surpreendido” com protestos dos pais e alunos que reclamam nos vários pontos da cidade das péssimas condições das escolas, da ausência de vagas, do ano letivo anterior que não terminou e do atual que não começou. Ou com noticias de escolas ruindo em diversos pontos da urbe.

Os jornais e demais órgãos da mídia dia sim, e no outro também, trazem notícias de escolas sem condições de uso. A última matéria que li dava conta de que seriam 40 escolas da rede municipal sem condições de receber seus alunos. Estes, na melhor da hipóteses, devem está assistindo aula em prédios improvisados e que devem custar fábulas aos cofres públicos, enquanto as obras de recuperação das escolas da rede municipal têm a celeridade da confecção do manto de Penélope, basta citar como exemplo as UEB’s Bandeira Tribuzzi e Alberto Pinheiro, fechadas, para reformas, já há mais de dois anos e, tendo consumido recursos vastos, permanecem sem previsão de entrega.
Aqui e ali, ouve-se o murmúrio de denúncias de corrupção na contratação de tais obras ou da péssima qualidade das mesmas, incapazes de resistir a uma fiscalização mais rigorosa, se é que algum dia sofrerão uma.

E, já no quarto parágrafo, não tivemos a chance de falar sobre qualidade de ensino. A capital do estado, para o nosso desalento, ainda admite como integrantes da rede as tais “escolinhas comunitárias” que, com as honradas exceções, mas atrapalham que ajudam na formação dos alunos, tornando-se, quase sempre, meros biombos para a sangria dos cofres públicos, para utilização política e outros crimes contra o futuro destes infantes.

São crianças e adolescentes que veem na educação uma chance de mudar seu destino e que não recebem do poder público as mínimas condições.

O prefeito, por último, tornou-se, involuntariamente, protagonista de uma “tragédia pronta”, com o desabamento da escola municipal Darcy Ribeiro. Estava longe, em Carutapera, quando alcançou-me a notícia de que o telhado de tal escola ruiu. Não tive como deixar de refletir sobre o quão irônico tal noticia representava.

Ora, o prefeito já no ano de 2015 ingressou no Partido Democrático Trabalhista – PDT, recentemente li, inclusive, que fora elevado a condição de dirigente do mesmo no âmbito nacional.

Pois bem, o PDT em que pese sua vertente trabalhista – o que motivou, por ocasião de sua fundação, desentendimentos com os fundadores do Partido Trabalhista Brasileiro – PTB –, sempre teve como bandeira principal a educação, não qualquer educação, mas a de qualidade. Basta assistir seus programas. Desde 1981 e mesmo antes, os seu fundadores, principalmente Leonel Brizola sempre tiveram nesta bandeira seu discurso mais incisivo. Lembro que na campanha de 1989, a música de campanha do PDT era um coro de crianças (lá, lá, Brizola, lá, lá, Brizola…).

Esta formulação política, coma educação sendo o principal foco, teve como ideólogo, o escritor, antropólogo e político Darcy Ribeiro. Foi ele o idealizador, planejador, criador e implantador dos CIEP’s (Centros Integrados de Educação Pública), no governo de Leonel Brizola, no Rio de Janeiro entre 1983/1987, quando foi vice-governador. Antes, no governo parlamentarista de João Goulart, fora ministro da educação. Em resumo, um brasileiro e político do tempo em que os políticos tinham preocupações que iam além de suas contas bancárias.

Foi, também, um dos fundadores do PDT, um dos signatários do seu manifesto, junto com Jackson Lago, que na condição de prefeito de São Luís, homenageou o ilustre educador, construindo e dando seu nome a uma das mais completas escolas municipais de sua época.

Esta é a nota irônica. Uma escola construída para homenagear um dos maiores educadores do país, responsável pela principal formulação política do partido, construída por outro ícone do partido, desaba na administração de um gestor do mesmo partido.

Isso, ainda que indiretamente, atesta às quantas anda a educação municipal, aquela que deveria servir de modelo para os demais municípios, não consegue sair do lugar, as pautas continuam as mesmas, os problemas idem.

O município não consegue, sequer, organizar e gerir sua rede física passados quatro anos.

Assim, com o máximo de boa vontade, fica difícil compreender e aceitar esse tipo de coisa. Outro dia falava das quarenta creches tipo 1 e 2 conseguidas pelo município das quais, até então, só licitaram 23 e só se encontravam em execução 3 e, ainda estas, estavam com o cronograma atrasado. E, já estamos no quinto ano de governo.

Além de creches, que o município não consegue fazer sair do papel, o governo federal disponibiliza através do MEC/FNDE, escolas em alto padrão com: 12 salas de aulas com capacidade para 40 alunos por sala;1 laboratório com 100 metros quadrados;1 refeitório; 1 biblioteca;1 cozinha industrial; piso em habilite; banheiros com divisórias em granito; esquadrias e cobertura metálica; toda na laje pre-moldada. pintura acrílica com emarsamento e com barra de revestimento cerâmico; abastecimento de água com reservatório metálico; quadra poliesportiva com cobertura metálica com arquibancadas e vestiários; e área externa pavimentada em ladrilhos hidráulico; uma área total construída de 2.970 metros quadrados.

O custo total orçado desta maravilha de escola é de menos de 4 milhões de reais.

Com tanta necessidade de vagas, com escolas que não atendem a demanda ou obsoletas, não temos notícia de São Luís haver pleiteado ao menos duas dúzias de escolas assim para colocá-las em pontos estratégicos da cidade e resolver, em definitivo, essa deficiência de vagas e qualidade de ensino. Se pediram ou conseguiram devem andar no mesmo passo das creches. O que é uma lástima pois escolas neste padrão prontas para receber as crianças elevariam o patamar da educação na capital.

Mas vamos dizer que o governo municipal não conseguisse uma única escola no padrão descrito acima do MEC/FNDE, será que município não conseguiria fazer um planejamento que assegurasse uma economia/mês, mesmo dos recursos da educação, que permitisse construir escolas assim? O projeto com todos os detalhes estão no site do FNDE, a municipalidade teria apenas o trabalho de “baixar” e executar.

Ao nosso sentir tem faltado ao executivo municipal determinação política e planejamento estratégico no sentido de resolver um problema que só se agrava com o passar dos anos. Ainda com toda crise que, sabemos, atinge os municípios brasileiros, poupar 4 milhões de reais/mês para investir na construção de escolas decentes, no padrão MEC/FNDE, não é uma tarefa impossível, num orçamento anual de quase 3 bilhões de reais onde mais de 500 milhões de reais apenas na pasta da educação.

Se tivessem focado nesta prioridade, negociado contratos, economizado nos diversos setores, já se teriam resolvido este problema e o prefeito não estaria sobressaltado com tantas cobranças – justas – da população, de pais e alunos; e ficando em situação desconfortável dentro de um partido que tem na educação sua bandeira principal.

Como disse – e repito –, em um orçamento de quase três bilhões economizar 48 milhões/ano não é uma tarefa de outro mundo. Ademais, a necessidade de economizar todos os 4 milhões/mês seria apenas na situação extrema do município contar apenas com recursos próprios, o que não é o caso pois, os governos federal e estadual, têm programas específicos para isso, sem contar as famosas parcerias tão alardeadas nas últimas eleições.

O prefeito ainda tem 44 meses de mandato, poderá estabelecer como prioridade economizar os 4 milhões necessários e ir construindo uma escola no padrão descrito acima por mês. Seria uma justa compensação diante de tantos desacertos e desatinos cometidos no setor.

Abdon Marinho é advogado.


por Nonato Reais

Como personagem, Pantera caberia em qualquer trama novelesca do saudoso Dias Gomes. Era fitá-lo e se lembrar do Bataclã, o famoso bordel de “Gabriela Cravo e Canela”, repleto de mulheres “de vida fácil” e de homens “com a vida ganha”, que driblavam o tempo se divertindo entre copos de cerveja e o vértice de um belo par de coxas. Tornou-se meu amigo no dia em que, de posse de um passe livre, entrei no ônibus que ele dirigia e lhe exibi o distintivo.

Ele olhou-me dos pés à cabeça e depois indagou: “Meu filho, tu é irmão do Tina?”, ao que respondi prontamente: “sou primo!”. Ele abriu um sorriso largo e completou: “Então pode entrar, que parente do Tina é meu também”. Depois orientou-me a guardar o documento que, como agente de trânsito, dava-me o direito de andar nos coletivos sem pagar passagem. “Isso pra mim não vale nada. O que conta mesmo é a sua ligação com o Tina”.

Era mulherengo até a alma. E também temido. Contavam que ele tinha as “costas quentes” com o dono da empresa de ônibus na qual trabalhava, de quem, mais do que motorista, atuava mesmo como capanga, ou chefe da cabroeira. Se era verdade ou não, nunca ficou provado, mas ele vivia a alardear os laços de afeto com o patrão. “É meu chapa”. Chegava à empresa sempre atrasado.  “Não tenho hora para trabalhar. Se o chefe precisar de mim, sabe que pode me acordar até no bordel, que eu já saio de lá voando”.

Ser amigo de Pantera era um privilégio e também uma segurança. Privilégio, porque, quando gostava do sujeito, dava a vida por ele. Segurança, por razões lógicas. Ninguém seria besta de se meter com gente dele. Nosso ponto de encontro era o Recanto da Luz Vermelha, onde o tratavam como lorde. Ali batia ponto geralmente após as 22 horas. Chegava e já encontrava a melhor mesa reservada, com as melhores garotas e os tira-gostos especiais.

Se me via já batia com a mão, ordenando-me para que lhe fizesse companhia. Daí para frente era por conta dele: bebida, comida, mulheres. “Meu filho, aqui tudo é nosso. Pode deitar e rolar”. Às meninas selecionadas para tomar parte ma mesa, apresentava-me invariavelmente como “o primo do Tina”. “Esse aqui é gente nossa. Cuida dele como se fosse meu filho”, dizia para as meninas que se aproximavam de mim.

O cara metia medo pelo porte físico. Tinha quase dois metros de altura, braços de pugilista. Não bastasse, andava com o peito estufado, como a chamar para a briga o primeiro que se metesse no seu caminho. Mas era um pé de valsa. Quando ia para o meio do salão acompanhado de uma dama, de tão leve parecia levitar, e entre passos e rodopios ocupava o salão de ponta a ponta, para o êxtase da plateia que o acompanhava admirada.

Eu presenciei poucas e boas com Pantera. Numa delas, ele salvou a pele do meu primo, literalmente. Foi uma noite em que, liso (como de costume), Tina decidi passar a noite com uma garota recém-saída do casamento, mas com quem fizera “amizade” e dela se tornara cliente preferencial. Já no quarto, surge do nada um sujeito com uma faca em punho, dizendo-se marido da garota, e parte para o ataque a Tina que, lívido de medo, começou a correr em volta da cama e a berrar por socorro. Pantera meteu o pé na porta, agarrou o agressor pelo colarinho e o arrastou até a saída do bordel, arremessando-o no meio da rua, como quem joga fora um saco de lixo. “Vá-se embora e não torne a perturbar o sossego deste recinto, porque da próxima eu te corto os ovos!”.

De outra feita, uma quarta-feira à noite, lá pelas 23 horas, eu saíra do Castelão, onde fora assistir ao clássico Moto X Sampaio, e por sorte dei de cara com ele ao volante. Sentei-me no primeiro banco da frente; dirigia risonho na companhia de uma garota que sentara no capô do veículo. Alguém pediu parada e ele, envolvido no clima de paquera, passou pelo ponto batido.

O cara reagiu irado. “Presta atenção, meu! Você fica aí de conversê e esquece de suas obrigações”. Pantera, que nunca engoliu sem mastigar, não deixou por menos. “Amigo, você está com ciúme dela ou de mim?”. Em resposta o sujeito sacou um “três oitão” e, arma engatilhada, desafiou-o. “Fala de novo, fala!” Na maior calma do mundo, repetiu: “Você está com ciúme dela ou de mim?”.

A distância de um para outro era de apenas um metro. Postado logo atrás deles, vi quando a mão que se segurava a arma começou a tremer. Depois, aproveitando que o ônibus havia parado, em atendimento aos passageiros que berravam desesperados, o agressor desceu do veículo e foi se afastando, sempre com o revolver em punho, até desaparecer do nosso campo visual.

Mais tarde, já refeito do choque, fui ter com Pantera que, alegre, tomava uma cerveja num bar próximo à parada final do ônibus. “Eu não sei se louvo a tua coragem ou se maldigo a tua loucura. Como é que você, indefeso na direção de um ônibus, afronta um cara com a arma apontada para ti à queima roupa?”. Ele bebeu o que restava da cerveja no copo e respondeu: “Nonatinho, pau de fogo não ficou pra qualquer um. Aquilo é um bunda mole. Eu conheço cara de tambor que amanhece”. Depois completou: “Ele teve foi sorte que hoje esqueci meu trabuco em casa. Mas o dia dele chega, deixe estar”.


A Prefeitura de Santa Rita tem como missão central na atual administração, o desenvolvimento dos índices sociais e estes podem ser alcançados com programas de geração e renda. Pensando nisso, o prefeito Hilton Gonçalo realizou na última sexta-feira (31), a primeira Feira da Lua, que valoriza os artesãos locais.

Desenvolvida pelas Secretarias de Educação e Relações Institucionais, a Feira da Lua tem o intuito de valorizar a produção artesanal dos jovens da cidade.

A primeira edição Feira da Lua contou com a presença do prefeito Hilton Gonçalo e ele destacou a importância da atividade: “temos que apoiar o pequeno empreendedor da nossa cidade. Temos que gerar renda, pois assim teremos uma economia mais forte e uma sociedade mais justa”.

Pensando na valorização da mão-de-obra local, em Santa Rita, a Feira da Lua surge com a intenção de promover para os jovens que produzem artesanatos, produtos alimentícios e flores, um espaço para a comercialização. A ideia é desenvolver na última sexta-feira de cada mês.

A história da Feira da Lua

Registros históricos confirmam que as feiras públicas surgiram depois de Cristo. Mas foi na Idade Média (entre os séculos V e XV) que elas se popularizaram e ganharam força. Mais de 1.600 anos se passaram e as feiras continuam como símbolo de tradição no comércio popular em todo o mundo.

A idéia de Feira da Lua surgiu em Goiânia foi criada em 29 de dezembro de 1992, no início muito tímida, porém ajudou a fortalecer a economia local, e hoje é um grande ponto de turismo comercial com calendário estadual.


O médico Leonardo Sá esteve reunido ontem, quarta-feira, 5, na sede da Unidade Regional de Educação (URE), na cidade de Pinheiro, com o presidente estadual do PCdoB e secretário de Estado Márcio Jerry (Articulação Política e Comunicação), além de demais gestores da Região para discutir os avanços da gestão do governador Flavio Dino.

Na condição de profissional da saúde, Leornado Sá deu destaque ao Hospital Macro Regional “Dr. Jackson Lago”, equipamento público de grande qualidade concebido ainda na gestão do ex-governador pedetista, mas inaugurado e equipado no governo Flávio Dino.

“Considero o Hospital Macro Regional Dr Jackson Lago a obra pública mais importante da história não somente da cidade de Pinheiro, mas de toda a Baixada Maranhense, que continua salvando vidas em toda a região. Um equipamento de saúde pública de grande qualidade. Aproveito a oportunidade para elogiar continuidade do trabalho que a Dra. Denise Boas tem empreendido na unidade, essa que é uma competente profissional pinheirense”, disse o Leonardo Sá.

Leonado Sá atualmente foi diretor do Hospital Macro Regional de Pinheiro entre 2015 e 2016.