FRASE DO DIA

Destruir Lula é roubar a voz dos pobres, só um povo infantil faria uma coisa dessa

(Domenico De Masi, sociólogo italiano)

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Se pegarmos desde a primeira administração do ex-prefeito Jackson Lago, no final dos anos 80, até hoje, é muito provável se chegar à conclusão de que a nossa capital passa pelo seu pior momento do ponto de vista da gestão.

O segundo mandato do prefeito Edivaldo é marcado pelo completo abandono da cidade de São Luis.

Não se tem notícias de tamanho abandono por que passa a cidade de São Luis de uns tempos pra cá.

Se pegarmos desde a primeira administração do ex-prefeito Jackson Lago, no final dos anos 80, até hoje, é muito provável se chegar à conclusão de que a nossa capital passa pelo seu pior momento do ponto de vista da gestão.

Se a saúde e a educação já são dignas de comiseração, a questão da infraestrutura urbana, incluindo o setor de trânsito e transporte, está um verdadeiro horror!

Nunca São Luis esteve tão suja, fedida, desorganizada, maltratada e abandonada.

A situação caótica está instada não apenas nos bairros suburbanos, periféricos ou da zona rural. Não! A bagaceira pode ser vista em pleno Centro da cidade e mesmo nas áreas mais nobres da capital.

Isso tudo sem falar na bagunça que virou o trânsito com a retirada dos pardais e barreiras eletrônicas por conta da prefeitura não honrar com o pagamento das prestadoras dos serviços. E ainda alguns pontos da cidade que estão sem iluminação pública também por falta de pagamento da concessionários desse serviço.

Retratos do abandono

No início desta semana estive no João Paulo, um dos bairros mais tradicionais da cidade e berço de muitas manifestações da cultura popular.

Aproveitei para dar uma passada pela praça Duque de Caxias, que fica bem em frente do Quartal do 24º Batalhão de Caçadores, sede local do Exército brasileiro.

Pois bem. Nem mesmo essa praça foi poupada da incompetência e desleixo da atual gestão municipal sob comando do prefeito Edivaldo Júnior. Até pensei que a administração do logradouro fosse da responsabilidade do Exército, mas pelo visto não é – se fosse talvez não estivesse em estado tão deplorável. Aliás, não sei porque o 24º BC não toma a iniciativa de cuidar do local onde fica a praça Duque de Caxias…

No coração de cidade, ali no Largo do Carmo, a situação não é diferente.

O que era para ser um dos nossos principais cartões postais vive uma “sofrência” miserável!

Os históricos abrigos – aqueles das famosas”paneladas”, pingas e caldo de cana com pão massa fina -, estão caindo aos pedaços.

A vias do Largo estão dominadas por lixo, mijo e bosta. Andar por lá sem tropeçar nos inúmeros buracos virou um desafio.

Até aquele antigo relógio de quatro faces, em que cada uma das faces mostra um horário diferente, encontra-se completamente depredado!

Enfim, nossa bela e velha cidade quatrocentona está liquidada! Parece aquela mulher bonita que não se cuida ou não é cuidada como merece.

Fiquem com alguns flagrantes dos retratos do abandono. Até quando?

Praça Duque de Caxias (João Paulo)

 

 Largo do Carmo (Centro de São Luis)

A cidade…

 


Não é sobre a política que estou me referindo, mas ao calor, a meteorologia, enfim, sobre as condições atmosférica.

Nunca se reclamou tanto da temperatura do clima de São Luis quanto agora.

Por onde se anda são crianças, jovens, adultos e idosos se queixando do calor. A coisa fica mais amena quando se está em casa por conta do vários banhos que se pode tomar no decorrer do dia. No ônibus e nas ruas a coisa fica insuportável. Sol de assar o couro!

Não sou muito chegado ao frio. Sempre gostei mais do calor, pois considero que o verão deixa a gente mais animado, disposto e ativo. Só que a coisa chegou a um ponto em que parece que teremos uma troço de tanto calor.

O saudoso Chico Anysio costumava alertar que quando a gente começa a usar a expressão “no meu tempo” é sinal de que já estamos velho. Pode ser, não me importo. mas no meu tempo não era tão quente assim não.

Não lembro de mamãe, papai, tios ou mesmo amigos reclamarem de calor com nos dias atuais.

As mulheres são as que mais ficam incomodas, até por razões fisiológicas e hormonais. Crianças e idosos também padecem como esse calor infernal de São Luis. Aliás, não é só o calor: é um abafado miserento também.

 É possível que a devastação da natureza em toda a ilha de São Luis tenha contribuído para esse clima à la Teresina. Isso se já não estiver mas quente a nossa capital. Foram-se as árvores e chegaram os grande projetos imobiliários.

O fato é que São Luis está quente, muito quente.

Dona Antônia há anos tem um bar no bairro da Cohab.

No último sábado chegando lá foi recepcionado com um: “Meu filho, que calor medonho. Tô pra andar nua”.

Disse ela enquanto se abanava com a saia…


No início dos anos 90, recebi em minha casa, na Cohab, um amigo que cursava Administração de Empresas na Universidade Federal do Pará.

Sebá residia, aliás, reside até hoje, na Avenida Nazaré, região central de Belém, bem perto da Basílica Santuária.

Lembro que uma das coisas que mais impressionou meu jovem amigo de então, logo na primeira noite que passou na minha casa, foi o fato de reunirmos familiares e amigos na porta para conversarmos até dar a hora de dormir.

“Caramba, nunca reunir com meus parentes e amigos na porta da minha casa dessa forma. Não ousamos fazer isso lá em Belém”.

Sebastião se referia ao fato de que em Belém, já naquela época, a violência inibia as famílias de colocarem cadeiras na calçada para bater papo.

Infelizmente, parece que esse triste quadro já uma realidade em São Luis.

Há muito os moradores das periferias e subúrbios de capital não se habilitam para sentar a suas calçadas para ficar horas a fio brincando, contando piadas, conversando banalidades e coisas sérias também…

“Namoro de porta”? Ai mesmo que nem pensar!

O medo de assalto ou coisa pior obrigada o cidadão ficar trancada dentro de casa faça sol, faça chuva; seja céu escuro, seja céu estrelado.

Conversar na calçada em São Luis virou retrato do passado

Nunca mais vi Sebá…


Depois de toda polêmica sobre o decreto baixado pelo governador Flávio Dino que determina a convocação de mil candidatos classificados na primeira etapa de concurso público para a Polícia Militar e para o Corpo de Bombeiros, uma vez que  muitos questionamentos sobre aspectos legais do ato à luz do Edital do concurso de 2102, realizado durante o governo Roseana Sarney, agora é uma outra polêmica que bate à porta do Palácio dos Leões, e esta vem em forma de uma Medida Provisória (MP) que promete ser mais barulhenta do que o decreto dos mil da PM.

Trata-se da Medida Provisória Nº 185 (vide print abaixo), de 02 de janeiro de 2015, que autoriza a representação judicial de membros das Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros Militar pela Procuradoria Geral do Estado.

O Blog do Robert Lobato não vai emitir juízo de valor sobre a MP do governador Flávio Dino neste primeiro momento, apenas se limitará a publicar a opinião de um advogado muito ligado à agentes do atual governo, e, por isso mesmo, prefere não ser identificado. O especialista questiona até sobre qual a posição que Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Maranhão, tomará em relação à MP. Vejam:

“A Medida Provisória outorgou poderes à Procuradoria do Estado para atuar na defesa dos policiais militares. Tudo bem, ótimo para os militares que não terão que pagar advogados para suas defesa, mas do ponto de vista político é complicado pois subtrai dos advogados criminalistas, tendo a OAB que se manifestar a respeito. Sem falar que joga a defensoria pública para segundo plano, ou seja, teria sido muito melhor ter criado um núcleo militar na defensoria e destacado uns defensores especiais militares ao invés de outorgar para Procuradoria. E do ponto de vista social vão ter que defender os militares contra os movimentos sociais de direitos humanos, pois, em princípio, até uma acusação de extermínio deverá ser defendida pela Procuradoria!”.

E agora?

Com a palavra, o Governo do Maranhão e a OAB-MA.

MP_PM_PGE

Mais um ato polêmico.