FRASE DO DIA

Estou aqui para mostrar que nós vamos continuar de cabeça erguida, de mãos limpas, esse foi o jeito que eu escolhi de fazer política, e ninguém, nenhum vagabundo tipo o Alexandrino, vai inventar mentira sobre a minha vida pública.

(Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) sobre o delator da Odebrecht Alexandrino Alencar)

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Se pegarmos desde a primeira administração do ex-prefeito Jackson Lago, no final dos anos 80, até hoje, é muito provável se chegar à conclusão de que a nossa capital passa pelo seu pior momento do ponto de vista da gestão.

O segundo mandato do prefeito Edivaldo é marcado pelo completo abandono da cidade de São Luis.

Não se tem notícias de tamanho abandono por que passa a cidade de São Luis de uns tempos pra cá.

Se pegarmos desde a primeira administração do ex-prefeito Jackson Lago, no final dos anos 80, até hoje, é muito provável se chegar à conclusão de que a nossa capital passa pelo seu pior momento do ponto de vista da gestão.

Se a saúde e a educação já são dignas de comiseração, a questão da infraestrutura urbana, incluindo o setor de trânsito e transporte, está um verdadeiro horror!

Nunca São Luis esteve tão suja, fedida, desorganizada, maltratada e abandonada.

A situação caótica está instada não apenas nos bairros suburbanos, periféricos ou da zona rural. Não! A bagaceira pode ser vista em pleno Centro da cidade e mesmo nas áreas mais nobres da capital.

Isso tudo sem falar na bagunça que virou o trânsito com a retirada dos pardais e barreiras eletrônicas por conta da prefeitura não honrar com o pagamento das prestadoras dos serviços. E ainda alguns pontos da cidade que estão sem iluminação pública também por falta de pagamento da concessionários desse serviço.

Retratos do abandono

No início desta semana estive no João Paulo, um dos bairros mais tradicionais da cidade e berço de muitas manifestações da cultura popular.

Aproveitei para dar uma passada pela praça Duque de Caxias, que fica bem em frente do Quartal do 24º Batalhão de Caçadores, sede local do Exército brasileiro.

Pois bem. Nem mesmo essa praça foi poupada da incompetência e desleixo da atual gestão municipal sob comando do prefeito Edivaldo Júnior. Até pensei que a administração do logradouro fosse da responsabilidade do Exército, mas pelo visto não é – se fosse talvez não estivesse em estado tão deplorável. Aliás, não sei porque o 24º BC não toma a iniciativa de cuidar do local onde fica a praça Duque de Caxias…

No coração de cidade, ali no Largo do Carmo, a situação não é diferente.

O que era para ser um dos nossos principais cartões postais vive uma “sofrência” miserável!

Os históricos abrigos – aqueles das famosas”paneladas”, pingas e caldo de cana com pão massa fina -, estão caindo aos pedaços.

A vias do Largo estão dominadas por lixo, mijo e bosta. Andar por lá sem tropeçar nos inúmeros buracos virou um desafio.

Até aquele antigo relógio de quatro faces, em que cada uma das faces mostra um horário diferente, encontra-se completamente depredado!

Enfim, nossa bela e velha cidade quatrocentona está liquidada! Parece aquela mulher bonita que não se cuida ou não é cuidada como merece.

Fiquem com alguns flagrantes dos retratos do abandono. Até quando?

Praça Duque de Caxias (João Paulo)

 

 Largo do Carmo (Centro de São Luis)

A cidade…

 


Em entrevista a O Imparcial, atual presidente da Agência Metropolitana revelou de que forma trabalhará para definir ações que possam fomentar o desenvolvimento dos 13 municípios que compõem a região metropolitana

Da Redação de O Imparcial

rente da Agência Metropolitana a pouco mais de 30 dias, o presidente Pedro Lucas Fernandes tem procurado manter diálogo constante com os gestores dos 13 municípios da região. O objetivo: levantar as demandas e articular soluções comuns às cidades.

Além de ter recebido inúmeras autoridades em seu gabinete, o presidente da Agem deu início, na semana passada, às visitas in loco, nas 13 cidades que formam a região metropolitana – instituída pela Lei Complementar 174/2015.

Pedro Lucas Fernandes se licenciou do cargo de vereador na capital, para assumir a Agência Metropolitana, órgão vinculado ao Governo do Maranhão.

Ele foi eleito pela primeira vez em 2012 e reeleito em 2016 como terceiro mais bem votado. Agora os desafios são outros.que elaborar o plano técnico, fazer organograma, definir funções e isso tudo leva tempo. Estamos superando a fase burocrática, para fazer a gestão metropolitana funcionar. O governador Flávio Dino já aprovou a implantação do Plano Metropolitano de Resíduos Sólidos, que faz parte do Plano de Ações da Região Metropolitana da Grande São Luís, elaborado pela nossa equipe.Esse é um passo importantíssimo e já vamos passar para a fase de licitação.

Como está o processo de metropolização?
O primeiro passo é institucionalizar a Agência. Precisamos fazer os 13 seminários nas cidades que compõem a região metropolitana, depois faremos a grande Conferência Estadual. Ela é importante para definir a colaboração dos municípios no fundo (metropolitano) e definir as principias frentes de trabalho, na questão dos resíduos sólidos, mobilidade, enfim. Nessa conferência é que o colegiado vai definir quais os rumos que a Agência vai tomar.

Como será a atuação da Agem diante das outras secretarias?

De articulação. Agora mesmo a gente tem um termo de cooperação técnica já elaborado pela Sinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura), vamos apresentar um outro (termo de cooperação técnica) com o Imesc (Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos). Tem o PDDI (Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado), que é fundamental para os
municípios, porque ele é um instrumento obrigatório para promover o planejamento, gestão e execução das Funções Públicas de Interesse Comum (FPICs), de acordo com o Estatuto da Metrópole (Lei Federal 13.0.89/15). Essa etapa de consolidação e elaboração do PDDI, a Agência Metropolitana, conversar com as secretarias para articular essas políticas públicas de interesses comuns e efetivamente tirá-las do papel.

E das prefeituras?

A Agência tem um conceito diferente da gestão de governos anteriores. Pordeterminação do governador Flávio Dino, vamos construir parcerias com os municípios, dar satisfação do nosso trabalho, construir ações onde os prefeitos, as Câmaras de Vereadores e a Agem possam se envolver para juntos buscarem soluções.

Quais os planos para médio e longo prazo?

A longo prazo, esperamos fazer uma integração de todas as funções públicas de interesse comum, tanto da parte educacional, saúde, mobilidade urbana e saneamento básico. Esse é o ideal para que a região metropolitana, de fato, esteja 100% efetivada. A médio prazo, é construir um diálogo com as prefeituras, construir planos que possam desenvolver a região metropolitana.


por Nonato Reis

Marcelino “Barriga de Espelho” foi cultuado em Viana e região pelas gerações seguintes à proclamação da República. Até a deposição de Getúlio Vargas em 1945 seu nome ainda provocava espanto e gestos de admiração, como o único homem daquelas terras capaz de fecundar e criar na barriga uma serpente, e a ela sobreviver como que por encanto ou milagre divino.

Chegara às terras da Palmela ainda garoto, junto com a família, vindo do Cajari, então localidade pertencente ao território de Viana. O pai, Vitalino, mudara-se para a Palmela a convite do velho Antônio Feliciano de Mendonça, que o queria como capataz da sua fazenda, a essa altura ainda em formação. Assim cresceu em meio às agruras dos campos de pastoreio, aprendeu a cuidar do gado e da plantação, tornou-se o melhor vaqueiro das redondezas.

A extrema habilidade no manejo do gado e no cultivo da terra contrastava com as relações no campo pessoal. Era bronco, tolo, desajeitado. As mulheres, tratava-as como se fossem vacas. Certa vez, cansado de levar “fora” de uma mulher muito mais velha, que trabalhava na Casa Grande como dama de companhia, pegou-a no laço e a levou para o mato.

Foi um pandemônio dos diabos, a mulher chorava feito criança, dizendo que Marcelino à forçara a fazer sexo com ele. O velho Feliciano, homem diplomático, porém enérgico, teve que intervir na história, e depois de chamar os dois às falas e puxar as orelhas do vaqueiro, deu o assunto por encerrado. Seu Vitalino, preocupado com a rudeza do filho, tentava incutir-lhe modos. “Meu filho, mulher é como passarinho; se você não tiver paciência e jeito, não entra na gaiola”.

Bons eram os puteiros, cujas “gaiolas” viviam abarrotadas de “passarinhos”. Certa vez, passara seis meses no mato, levando o gado de um canto a outro, fugindo do duro inverno que castigara Viana, inundando os campos completamente. Ao retornar “na pedra” correu ao “Cabaré de Ingraça”, escolheu uma bela morena, pediu que lhe saciasse a fome de sexo. A mulher, treinada no ofício, apresentou-lhe o cardápio. “Você quer uma trepada simples, “de quatro” ou ‘na engenhoca’?”. Ele coçou a cabeça, achou a terceira opção interessante e a escolheu.

A mulher o amarrou em pés e mãos nos suportes da cama, subiu sobre ele e começou o movimento. Crescidos à solta, os pelos dela, rijos e fartos feito palha de aço, entrelaçaram-se aos dele, igualmente densos, e, à medida que girava sobre o eixo intumescido do homem, formavam-se cordas, que sob forte pressão, arrancavam tufos de pentelhos dos dois.
Marcelino gemia de dor. Pedia socorro, mas quanto mais gritava, mais a mulher rodopiava. “Fecha os olhos e goza, meu bem, que é a engenhoca”, pedia a mulher naquele giro alucinado. Terminada a sessão, ela olhou o traseiro dele e viu que depositara sobre o lençol uma coisa pastosa. “Meu filho, o que foi isso?” E ele: “foi o bagaço da cana”.

Porém o episódio que marcaria para sempre a vida de Marcelino e o faria conhecido como “Barriga de Espelho” aconteceu alguns anos depois. Ele começou a definhar. Perdeu peso e viço. A única coisa que crescia era a barriga, a cada dia maior, a ponto de brilhar e reluzir feito espelho. Chamaram o velho Trancoso, farmacêutico e médico sem diploma, porém com fama de milagreiro.

Trancoso morava na quinta que levava o seu nome, à beira do Igarapé do Engenho. Ali mantinha uma farmácia de manipulação com remédios para todos os males, de asma a gripe, úlcera e tuberculose. Preparava as fórmulas de sua própria cabeça e a elas dava nomes, às vezes jocosos. Havia o “peitoral de urucu”, para tosse; o “lambedor de jurubeba”, para prisão de ventre, e até as pílulas “arrebenta pregas”.
Após o exame tátil, Trancoso formulou o diagnóstico de Marcelino, mas guardou-o para si. Pegou uma bacia grande de alumínio e lavou-a com sabão. Nela depositou dois litros de leite e ferveu. Quando o leite amornou na bacia, mandou Marcelino sentar de cócoras sobre ela, sem olhar para baixo.

Meia hora depois, ordenou que levantasse. Na bacia, para espanto geral, jazia uma cobra imensa, medindo mais de sete metros de comprimento. “Eis a solitária que te devorava as entranhas”, disse Trancoso. A notícia correu mundo e Marcelino para sempre ficaria conhecido como “Barriga de Espelho”, o homem que dera à luz uma cobra.


Os prefeitos Hilton Gonçalo e Fernanda Gonçalo, desenvolveram uma série de ações no povoado Rancho Papouco nesta quinta-feira (30). A localidade é cortada pela rodovia BR-135 e cada lado está dentro dos territórios de Bacabeira e Santa Rita, ou seja, uma parceria entre as duas Prefeituras foi desenvolvida para promover melhorias sociais.

A primeira ação dos prefeitos foi à distribuição de alimentos para moradores do vilarejo. Através do Programa de Aquisição de Alimentos da Secretaria de Desenvolvimento Social, mais de cem famílias foram beneficiadas com uma cesta de alimentos produzidos por pequenos agricultores de Bacabeira e Santa Rita.

Dezenas de mães de família estavam na expectativa pela doação dos alimentos, entre elas Nizete Lopes, 50, que mantém uma casa com 14 pessoas, entre filhos e netos. De acordo com a dona de casa, o PAA é uma redenção para sua família, pois ajuda muito na alimentação diária. “Eu espero com a ansiedade, a distribuição dessa cesta, agradeço muito ao prefeito Hilton Gonçalo, por estar olhando por nós”, declarou.

O prefeito Hilton Gonçalo, destacou que o PAA é um programa que já tinha sido implantado na sua gestão anterior e agora está sendo retomado para trazer qualidade de vida para a população. Porém, ele destacou que agora tanto o povo de Santa Rita e Bacabeira estão sendo beneficiados.

“Antes havia um constrate, só o município de Santa Rita avançava, hoje é possível perceber as melhorias nos dois municípios, como está ocorrendo hoje no Rancho Papouco, um povoado que metade é de Santa Rita e a outra metade de Bacabeira. Antes só um lado tinha benefícios, agora os dois são contemplados, nós estamos mudando a vida das pessoas”, declarou Hilton Gonçalo.

Além da distribuição de alimentos foram feitos serviços de entrega de medicamentos pela Secretaria de Saúde; orientação para prevenção de doenças através da Secretaria de Assistência Social; serviços de manutenção da iluminação pública, capina e roça pela Secretaria de Obras.

A prefeita Fernanda Gonçalo também acompanhou as ações e destacou a parceria: “dois prefeitos trabalhando juntos para mais de 50 mil pessoas, representa a melhora substancial da qualidade de vida dessa região que é cortada pela BR-135. Bacabeira e Santa Rita voltaram a viver bons tempos”.

Durante a Operação Rancho Papouco, Hilton Gonçalo também visitou uma série de residências que foram construídas na sua gestão entre 2005-2012 e que foram construídas através de um programa de habitação financiado pela Caixa. O programa vai retornar e outras cinquentas casas no povoado devem receber serviço de manutenção e construção.


Locais analisados estão distribuídos nas praias da Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau, Olho d’Água, Praia do Meio e Araçagi

16 trechos estão impróprios para banho (Foto: De Jesus / O ESTADO)

SÃO LUÍS ­ Pouco mais de 75% dos trechos das praias de São Luís e São José de Ribamar estão impróprios para banho. A situação preocupante da orla da Ilha foi apontada em laudo de balneabilidade divulgado nesta segunda­feira (27) e feito pelo Laboratório de Análises Ambientais (LAA), da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema).

De acordo com o relatório, 16 dos 21 pontos analisados estão poluídos. Em laudo publicado na semana passada, o número de pontos poluídos era de 11, o que representa um aumento de 45%.

O estudo refere­se à ação de monitoramento realizada no período de 19 de fevereiro a 19 de março, integrando a série de acompanhamento semanal das condições de balneabilidade das praias da Ilha. Os locais analisados estão distribuídos nas praias da Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau, Olho d’Água, Praia do Meio e Araçagi.

As amostras de água são colhidas semanalmente em situação de maré baixa e na isóbata de 1m. O monitoramento obedece aos padrões fixados na Resolução do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONAMA) nº 274/00, segundo a qual, as águas das praias serão consideradas próprias, quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras, obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores, e colhidas no mesmo local, houver no máximo 100 Enterococos/100 mL (NMP ­ Número Mais Provável). As águas das praias serão consideradas impróprias, quando não atenderem aos critérios anteriores, ou quando o valor obtido na última amostragem for superior a 400 Enterococos/100 mL (NMP).

Ação Civil Pública

A Sema passou a divulgar os laudos com as condições de balneabilidade das praias após Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) do Maranhão obrigando a secretaria a difundir amplamente as condições de banho nas praias de São Luís, Raposa, São José de Ribamar e Paço do Lumiar, incluindo a fixação de placas em trechos impróprios para banho.

(Fonte: Imirante)


Acontece logo mais, a partir das 17h, na galeria do Centro de Criatividade Odilo Costa, filho, um tributo em homenagem ao artista popular Jeremias Pereira da Silva, o Gerô.

O evento é organizado pelo cordelista Moizes Nobre, amigo e que por muito tempo foi parceiro de Gerô, e conta com a parceria do Centro de Criatividade odilo Costa, filho, Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, Sinproesemma, e conta ainda com o apoio dos deputados Zé Inácio e Bira do Pindaré.

Gerô foi brutalmente espancado até a morte por policiais militares na tarde do dia 22 de março de 2007. Era muito querido no meio artístico, popular e político, e chegou a gravar quatro CDs e diversos jingles de campanhas políticas e eleitorais.

Gerô, presente!

Confira a programação:

17h – Fala de boas vindas do diretor do Centro, senhor Laurindo Teixeira.

Abertura de exposição de objetos de Gerô (violão, figurinos, livros, livretos, CD etc.)

Performance de dança de um grupo de mulheres negras com uma musica de autoria de Gerô.

18hs- Bate-papo com Moizes Nobre sobre a vida e obra de Gerô

18h20 – Samba em homenagem a Gerô com Gigi Moreira

18h30 – Roda de conversa sobre direitos humanos, lei estadual de combate à tortura e igualdade racial com Francisco Gonçalves (secretário de Direitos Humanos, que na ocasião representará o governador); Gerson Pinheiro (secretário de igualdade Racial); professor Julio Pinheiro (vice-prefeito de São Luis); Luis Antonio Pedrosa (OAB-MA); deputado Zé Inácio (ex-presidente da Comissão de Direitos humanos da ALEMA), Silvio Bembem (doutorando em Politicas Publicas e ativista politico); professor Nonato Chocolate (ativista politico e militante do Movimento Negro) e Joberval Bertoldo (ex-vereador e ativista politico).

19h30 – Sarau em homenagem a Gerô com os artistas Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho, Sergio Habibe, Arlindo Carvalho, Cesar Teixeira, Rosa Reis, Fátima Passarinho, Zeca Barbosa, Luis Junior, Zé Maria Medeiros, poetas Moisés Abilio, Paulinho Nó Cego, Raimunda Frazão, Walbert Guimarães, Fernando Abreu, Tiburcio Bezerra, Moizes Nobre, entre outros.


Relatório revela que a felicidade de um povo não está ligada apenas ao crescimento econômico. Noruega lidera o ranking da felicidade. O Brasil aparece na 22ª colocação.

Por Gabriela Ruic, Exame.com

São Paulo – A Noruega é o país mais feliz do mundo, segundo Relatório da Felicidade no Mundo 2017. O país desbancou a Dinamarca, que reinava na primeira posição deste ranking desde 2014.

Esse relatório é produzido anualmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) em associação com o instituto de pesquisas Gallup e diferentes universidades, como a Universidade Oxford (Reino Unido) e a Universidade da Columbia Britânica (Canadá). O estudo foi divulgado nesta segunda-feira (20), o Dia Internacional da Felicidade.

Produzido desde 2012, o ranking avaliou os níveis de felicidade das populações de 155 países com o objetivo de mostrar ao mundo e aos líderes a necessidade de os governos pensarem em políticas públicas que privilegiem o bem-estar e que o Produto Interno Bruto (PIB) de um país não é, por si só, um indicador da qualidade de vida.

Por essa razão, a pesquisa leva em conta fatores no cálculo do índice da felicidade, além do PIB per capita: a expectativa de vida (considerando os anos em que uma pessoa se mantém saudável), o apoio social que as pessoas têm do governo, confiança nas instituições públicas, a percepção de liberdade e a generosidade.

Caso de sucesso: Noruega

Na visão dos pesquisadores, a Noruega é um caso de sucesso na edição 2017 do estudo. Isso porque, embora a economia do país tenha sofrido com as quedas nos valores dos barris de petróleo como tantos outros, a percepção de felicidade da sua população o levou direto ao topo.

E esse avanço aconteceu justamente pelo histórico norueguês de investir no futuro, invés do presente e isso impactou diretamente no sentimento positivo que os noruegueses tem em relação ao governo e a confiança nas instituições públicas.

A experiência da Noruega, explicam os pesquisadores, mostra que a felicidade das pessoas importa mais do que a renda. Melhorar os cofres públicos é bom, evidentemente, mas o que um país resolve fazer com o dinheiro que ganha é ainda melhor.

Países mais felizes

Apesar de a Noruega ocupar a primeira colocação do ranking, os países que estão nas dez primeiras posições obtiveram pontuações muito similares. Veja abaixo quais são eles.

O Brasil ficou em 22º lugar, acima, quem diria, da Argentina (24), Uruguai (28), França (31) e Espanha (34).


BRUNO BOGHOSSIAN (FOLHA DE SP)
ENVIADO ESPECIAL A MONTEIRO (PB)

Em um ato no sertão da Paraíba, empregando um tom emotivo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se lançou na arena eleitoral de 2018 e denunciou publicamente uma articulação para impedir que ele volte a se candidatar ao Palácio do Planalto.

Depois de visitar pela primeira vez um trecho concluído das obras de transposição do rio São Francisco, o ex-presidente criticou o governo Michel Temer e disse que está disposto a “brigar nas ruas” contra seus opositores, em referência à disputa eleitoral.

“Eu nem sei se estarei vivo para ser candidato em 2018, mas sei que eles querem evitar que eu seja candidato. Eles que peçam a Deus para eu não ser candidato. Porque, se eu for, é para ganhar a eleição nesse país”, disse Lula, diante de milhares de pessoas que lotaram a praça central de Monteiro, município de 33 mil habitantes no sertão da Paraíba, a 305 quilômetros da capital, João Pessoa.

Lula subiu ao palanque ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff, de governadores, deputados e senadores aliados.

Em mais de uma ocasião, o ex-presidente fez menção indireta às suspeitas levantadas contra ele no âmbito de operações como a Lava Jato, afirmando indiretamente que esses processos têm o objetivo de minar política e juridicamente sua candidatura.

“Eu estou à espera de um empresário me denunciar e dizer se tem R$ 1 na minha conta. Se tiver, eu não preciso nem me defender”, disse, no palanque.

“Vocês sabem o que estão tentando fazer com a esquerda nesse país, o que fizeram com a Dilma e estão tentando fazer comigo. Eu quero dizer que, se eles quiserem brigar comigo, eles vão brigar comigo nas ruas desse país, para que o povo possa ser o senhor da razão.”

Lula é réu em cinco ações penais –três em decorrência da Lava Jato, uma pela Operação Zelotes e uma pela Operação Janus– e apareceu nos pedidos de abertura de inquérito da última lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em decorrência da delação de executivos da Odebrecht.

Se condenado em segunda instância antes da próxima eleição, o petista pode ser barrado pela Lei da Ficha Limpa e impedido de disputar as eleições. A demonstração de apoio popular é entendida pelos petistas como anteparo a esse risco.

Com um discurso inflamado, incomum na maior parte de seu governo, a ex-presidente Dilma Rousseff defendeu seu padrinho político e o lançou abertamente à Presidência em 2018.

“Há um segundo golpe, que é impedir que os candidatos populares sejam colocados à disposição do povo. O Lula é um desses candidatos. Vamos deixar o Lula se encontrar com a democracia. É a única maneira de lavar a alma do povo brasileiro”, declarou a petista. “No tapetão, não!”, bradou.

Dilma também atacou o governo Temer, sem citar o nome do atual presidente, e pediu que a população use as eleições de 2018 para dar uma resposta contra as ações do atual governo.

“Todos nós temos um encontro marcado com a democracia em outubro de 2018. Eles sabem que, se deixarem conversar com o povo, nós ganharemos essa eleição”, disse.

O senador Humberto Costa (PT-PE) fez o discurso mais explícito de defesa da candidatura de Lula contra o risco da Lava Jato.

“Estamos aqui mostrando que o povo quer de volta o maior presidente da história! E, quando o povo quer, não tem Moro, não tem Globo, não tem Judiciário, não tem ninguém, porque isso vai acontecer”, disse Costa, em referência ao juiz Sergio Moro, às ações a que Lula responde na Justiça, e à imprensa, alvo de críticas frequentes de petistas.

“Estamos comemorando a chegada da água, mas também está começando a caminhada para colocar no poder novamente o povo e o governo popular.”

PÉ NA ÁGUA

Lula e Dilma desembarcaram na manhã deste domingo no aeroporto de Campina Grande, onde foram recebidos por políticos locais, aliados e ex-integrantes de seus governos. De lá, seguiram em comboio por cerca de duas horas e meia por uma rodovia até o pequeno município de Monteiro, onde fizeram uma inauguração simbólica do canal que passa pela região.

Cercados por uma multidão, que cantava principalmente o nome de Lula, os dois ex-presidentes foram até o canal construído nas obras de transposição.

Quando começaram a descer uma pequena trilha até a água, uma multidão que esperava lá dentro os cercou. Lula pisou na água de sapatos e molhou a barra da calça bege. Tirou o chapéu da cabeça, abaixou-se, encheu-o e jogou a água para o alto. Sorrindo, ele e Dilma se abraçaram.

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E mais: para acabar com essa coisa de que Zé Reinaldo não tem partido para viabilizar a sua candidatura à Câmara Alta, Flávio também anunciaria que o seu “criador” terá o PCdoB à inteira disposição do ex-governador.

O deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB) completa neste domingo, 19 de março de 2017, os seus 78 anos de vida, boa parte deles dedicado à vida pública, seja como gestor de órgãos estaduais no Maranhão, em órgãos na esfera federal de governo ou de mandatos eletivos, entre os quais o de governador do Maranhão.

Uma postagem do competente advogado Sálvio Dino de Castro Júnior, em uma rede social, fez com que este blogueiro achasse pra lá de conveniente que o governador Flávio Dino (PCdoB), irmão do Sálvio, aproveitasse a data de aniversário do ex-governador para presenteá-lo com o anúncio de que José Reinaldo é um dos seus candidatos ao Senado Federal em 2018. E mais: para acabar com essa coisa de que Zé Reinaldo não tem partido para viabilizar a sua candidatura à Câmara Alta, Flávio também anunciaria que o seu ‘criador’ terá o PCdoB a sua inteira disposição.

“Mas, Bob, e que postagem foi essa do Sálvio Dino que fez você viajar na ilusão de que Flávio Dino faria um gesto tão nobre como esse?”, perguntaria aquele velho leitor atento. A postagem foi essa aqui abaixo:

Trata-se de uma placa oficial do Governo do Maranhão na época que Sálvio Dino foi presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos exatamente na gestão do então governador José Reinaldo Tavares, quando também comandou a Secretaria de Justiça e Cidadania.

Ora, seria um gesto e tanto do governador Flávio Dino homenagear aquele que, direta ou indiretamente, é um responsável principal pelo fato do comunista está hospedado atualmente no Palácio dos Leões.

Entretanto, como não veio o anúncio neste ano, vamos ver que se no dia 19 de março de 2018 o ilustre governador, enfim, dê o tão esperado presente ao seu mestre e criador político.

Será?

Parabéns ao amigo José Reinaldo Tavares e que o sonho de virar senador da República se torne realidade no ano que vem.


Estive na bela, charmosa e histórica cidade de Caxias, palco da Balaiada, localizada ali pra bandas do Leste maranhense, na chamada Região do Cocais.

Fui a convite do senador Roberto Rocha e passamos dois dias na “Princesa do Sertão”. Aliás, sempre me chamou a atenção o fato desse epíteto de “Princesa do Sertão” já que a cidade, de fato, não é sertaneja.

Foi quando o amigo e blogueiro Ludwig Almeida explicou-me: “Foi na Igreja de São Benedito que, em 1858, o antístite [bispo] da Igreja Maranhense, Dom Manoel Joaquim da Silveira, denominou Caxias com o título de ‘Princesa do Sertão Maranhense’, embora tenha sido errado porque Caixas não fica no Sertão”. Grande abraço, amigo Lud, e valeu pela acolhida na controversa “Princesa do Sertão”. 🙂

Caxias está bem organizada, limpa, praças bem cuidadas, enfim, está cada vez mais bonita.

Claro que a beleza discreta, e até romântica, da cidade não é herança exclusiva de um só prefeito, mas de vários gestores. Há marcas saudáveis tanto da era dos Marinho quanto dos Coutinho, o que mostra o quão é saudável a alternância de poder onde as forças políticas divergentes concorrem entre si para ver quem faz mais e melhor pelo município. Ao final, é o povo que soberanamente faz o julgamento, como fez em 2016 quando resolveu, mais uma vez, mudar de grupo político elegendo o jovem Fábio Gentil, que, diga-se de passagem, mostra-se com muita vontade de trabalhar pelo município.

Tenho boas lembranças de Caxias dos tempos de movimento estudantil da Uema, principalmente quando da realização de um CEUEMA (Congresso de Estudantes da Uema) realizado no campus do Morro do Alecrim – de onde se tem uma vista panorâmica da cidade de tirar o fôlego de moradores e, claro, dos visitantes. E por falar em CEUEMA, tive a grata a satisfação de reencontrar com meu amigo e companheiro de velhas e históricas lutas, o “radical” – no sentido de ir á raiz do problema – o bravo Agostinho Neto, hoje o ilustre presidente regional da OAB em Caxias. Valeu, Agostinho!

A passagem pelas terras gonçalvinas me fez ficar ainda mais convicto de que, ao contrário do que pode parecer, a política pode unir o Maranhão e não dividi-lo como ocorre atualmente. Falo da Política com “P” maiúsculo, não aquela tacanha, pequena, rasteira…

Respeitadas as diferenças de cada grupo político da cidade, o que fica é certeza de que Caxias, por exemplo, é maior do que coragem e liderança de um Paulo Marinho; do que a experiência e força de um Humberto Coutinho; da cultura e inteligência de um Edson Vidigal e por aí vai. Transportando essas assertivas para o plano estadual, temos que o Maranhão é muito maior do que o Sarney, Flávio Dino, Roseana, Lobão, Roberto Rocha etc.

Em Caxias vi o nascer de uma geração de novos políticos na expressão tímida, mas ao mesmo tempo firme, do jovem Paulo Marinho Júnior, o Paulinho. Uma liderança promissora, de perfil carismático, excelente formação acadêmica, postura política qualificada, cujo pai, o ex-deputado e ex-prefeito Paulo Marinho definiu bem a personalidade do seu filho é: “Alguém que puxou todas as minhas qualidades e nenhum dos meus defeitos”.

Isso sem falar no prefeito Fábio Gente, no advogado Catulé Júnior e mesmo no ex-prefeito Leo Coutinho, lideranças de uma nova geração de políticos que aflora no Maranhão.

Enfim, o que fica da Caxias que eu vi, além de uma cidade muito bonita, de gente alegre, inteligente, acolhedora e da deliciosa galinha caipira com pirão de parida da Veneza, área pública de rara beleza, é a grandiosidade do povo maranhense sintetizada no semblante dos caxienses.

Fica também a certeza de como esse estado pode ser unido em torno não de projetos de poder simplesmente, mas de um projeto de vida para os cidadãos e cidadãs deste rico estado de povo empobrecido.

Valeu, Caxias!

Valeu, Maranhão!802

PS: Este post não ficaria completo se não fizesse a devida referência aos companheiros Mundico Teixeira e Ney Jefferson, pai e filho, bravos lutadores do Partido dos Trabalhadores em Caxias, com os quais tive a alegre satisfação de encontrá-los na cidade. Valeu!