FRASE DO DIA

Destruir Lula é roubar a voz dos pobres, só um povo infantil faria uma coisa dessa

(Domenico De Masi, sociólogo italiano)

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Ainda tem muito o que fazer? Claro!, pois vai levar ainda algum tempo concluir todo o trabalho de “descupinização” da máquina administrativa da Prefeitura de São José de Ribamar.

O prefeito Luis Fernando (PSDB) completou 100 dias no comando da cidade de São José de Ribamar sem qualquer mácula no seu conceito de bom gestor.

A oposição ao prefeito, claro, tenta de toda maneira desqualificar o tucano quando não com ataques pessoais diretos, com invencionices e factoides de toda ordem – a mais recente é de que o prefeito irá renunciar ao cargo para concorrer a algum cargo na eleição de 2018.

Para Luis Fernando, cai como uma luva aquela máxima popular que diz: “ninguém joga pedra em árvore que não dá frutos”. É isso mesmo!

É ridículo, mas o prefeito de Ribamar sofre ataques dos seus adversários não pelos seus defeitos, mas pelas qualidades, sua capacidade de trabalho, lealdade e postura política firme, de quem tem personalidade e não é manipulado politicamente por ninguém, seja por aliados, seja por parentes, pai, irmãos etc.

Os primeiros cem dias

Nestes 100 primeiros dias de governo, Luis Fernando já fez o que talvez o ex-prefeito Gil Cutrim (PDT) fez  e deixou fazer em todos o período que esteve à frente da administração de São José de Ribamar, se é que se pode chamar de “administração” a bagaceira instaurada durante o processo que ficou conhecido como a “Cupinização de Ribamar”.

E qual seria a principal marca da gestão Luis Fernando nestes primeiros cem dias de governo municipal?

Pelo que o Blog do Robert Lobato conseguiu levantar, pode-se afirmar que a  separação das ações de infraestrutura urbana provavelmente tenha sido a principal marca do, digamos, “modo Luis Fernando de governar”.

O prefeito desmembrou a pasta da Infraestrutura em duas áreas de atuação: a Secretaria Municipal de Recuperação e Manutenção da Malha Viária, Prédios e Logradouros Públicos (SEMMAV); e a  Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos e Urbanismos (SEMOSP).

Os resultados já podem ser vistos pelos moradores e pelas pessoas que visitam a cidade de Ribamar.

A “descupinização”

O conceito é o seguinte: a SEMMAV olha “para trás” e a SEMOSP “pra frente”. Ou seja, a primeira reconstrói o que foi destruído pela “cupinização” e a segunda planeja e executa novas obras.

Aqui um parêntese: Apenas com uma empresa, fruto ainda de um contrato da gestão anterior, a prefeitura tem estado presente em todas as regiões do município melhorando as vias que estavam intrafegáveis e tapando buracos. O impressionante, segundo Bob Lobato apurou, é que essa empresa estava na gestão anterior e não se via ela trabalhando tanto como agora…

A mesma coisa acontece com as empresas de limpeza pública, do hospital e de manutenção das unidades básicas de saúde. São as mesmas da gestão passada, até que as novas licitações (que são demoradas) sejam concluídas. A diferença é que, agora, se vê o trabalho delas, a cobrança de resultados e o que é melhor: não há esquemas de corrupção!

O fato é que a bela, acolhedora e tradicional cidade balneária de São José de Ribamar está anos-luz melhor cuidada do que na administração anterior. Mesmo nos finais de semana e feriados, mantém-se limpa; os leitos do hospital e da maternidade voltaram a funcionar (os números de atendimentos são extraordinários se comparado com o mesmo período do ano passado e pagando o mesmo valor (veja gráfico abaixo). Só para lembrar: quando Luis Fernando assumiu, várias unidades básicas de saúde foram encontradas sem manutenção há um ano!

Ainda tem muito o que fazer? Claro que sim!, pois vai levar ainda algum tempo concluir todo o trabalho de “descupinização” da máquina administrativa da Prefeitura de São José de Ribamar.

A tarefa é árdua, mas agora a cidade tem gestor.

Um gestor de conceito chamado Luis Fernando Silva.


A preservação dos rios maranhenses será mais uma vez debatida na segunda edição do seminário que ocorrerá no município de Pedreiras, no próximo dia 26 de maio, no auditório da Faculdade de Educação São Francisco- FAESF. Com o tema ”Revitalização dos Rios Maranhenses e Suas Nascentes”, o evento vai reunir profissionais que são referências na área de sustentabilidade ambiental, para discutir e buscar alternativas para a recuperação dos rios.

O seminário é uma realização do Instituto Cidade Solidária e do gabinete do senador Roberto Rocha (PSB), com co-realização do Movimento Ensinando e Aprendendo- MEA.

A programação iniciará às 8:00h e abordará temas importantes como “A Bacia do Mearim- Sua Importância e Propostas Para a Sua Revitalização”, que será ministrada pelo professor Antônio Lopes do Bonfim Neto- chefe do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA- Campus Bacabal).

Haverá ainda a palestra com representantes da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do Parnaíba e do São Francisco (Codevasf), que explanarão sobre “A Bacia do Mearim- Sua Importância e Propostas Para Sua Revitalização”. O evento contará ainda coma presença do senador Roberto Rocha e outras lideranças políticas do estado.

Para participar, basta se inscrever pelos contatos: inscricoes@ cidadesolidaria.org ou 98/99221-1261. Quem mora em Pedreiras, Trizidela do Vale e região, pode fazer a inscrição também na sede da Associação Comercial Industrial e do Agronegócio de Trizidela do Vale- ACIATRI, localizada na Rua Santo Antônio, Nº 157, Trizidela do Vale.

No dia do evento, levar 01 kg de alimento não perecível, que será doado para instituições de caridade.


O que estamos vendo em São Luis é uma atitude oportunista e covarde da Câmara Municipal e da Prefeitura para agradar os taxistas e deixar a população a mercê de serviços prestados pelo péssimo sistema de transporte público e da qualidade pra lá de duvidosa dos serviços ofertados pelos táxis da cidade.

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Astro de Ogum (PR), assinou, no final na manha de ontem, quarta-feira(26), a promulgação da Lei de nº 119/2015, de autoria da vereadora Luciana Mendes, que proíbe o uso do aplicativo Uber na capital maranhense.

Ogum deve ter recebido alguma “entidade” das cavernas para achar que está fazendo algo de bom para a população. Aliás, nesse mesma toada está o prefeito Edivaldo Júnior (PDT), que também e contra o sistema de transporte alternativo moderno e qualificado que é o Uber. Ou seja, o umbandista e o evangélico na mesma trincheira paleolítica!

O que estamos vendo em São Luis é uma atitude oportunista e covarde da Câmara Municipal e da Prefeitura para agradar os taxistas e deixar a população a mercê de serviços prestados pelo péssimo sistema de transporte público e da qualidade pra lá de duvidosa dos serviços ofertados pelos táxis da cidade.

Sem falar que a essa lei aprovada pelo legislativo da capital, que já está sendo chamada de “Lei Astro das Cavernas”, não tem eficácia alguma do ponto de vista fiscalizatório.

Ora, se o poder o público municipal não está dando conta de fiscalizar os serviços elementares como o setor de transporte coletivo de passageiros e os próprios taxistas que muitos transitam de forma completamente irregular debaixo da fuça da prefeitura, vai fiscalizar o Uber? Comprem-me um bode, senhores Astro de Ogum e Edivaldo Júnior.

O fato é que o Uber está aprovado pela população ludovicense.

Mas, esperar o quê de uma Prefeitura e uma Câmara Municipal que estão preocupadas com tudo, menos com a população da cidade?


Ainda que seja historicamente ligado ao grupo Sarney, inclusive servindo ao governo Roseana na condição de secretário, Joaquim Haickel manteve um certo equilíbrio na sua análise em relação à personalidade política da sua ex-patroa e do atual governador do estado.

Atendendo a uma provocação do cartunista e ex-vereador de São Luís, Cordeiro Filho, o ex-deputado estadual Joaquim Haickel fez uma interessante análise entre os perfis políticos de Flávio Dino e Roseana Sarney – ele o astro maior do comunismo local; ela a estrela máxima do sarneysismo que por décadas dominou a cena política maranhense.

Ainda que seja historicamente ligado ao grupo Sarney, inclusive servindo ao governo Roseana na condição de secretário, Joaquim Haickel manteve um certo equilíbrio na sua análise em relação à personalidade política da sua ex-patroa e do atual governador do estado.

No geral, porém, poderia-se afirmar que o imortal da Academia Maranhense de Letras ficou inclinado pela Branca, principalmente por conta do seu “carisma estrelar” de Roseana Sarney em relação à sisudez de juiz do senhor Flávio Dino. Quincas entende ainda que o comunista é talhado mais para o legislativo enquanto a peemedebista tem melhor trato para a gestão.

Enfim, fiquem a coma análise de Joaquim Haickel e tirem vocês mesmos, caros leitores, as suas conclusões. Confira.

FD X RS (atendendo a pedidos!)

Esse meu texto é motivado pela postagem no Facebook, reproduzida acima, feita pelo meu querido amigo, o cartunista e ex-vereador de São Luís, Cordeiro Filho, que, provocador, deseja se deliciar com minhas quase sempre insubordinadas análises políticas. Vou tentar atende-lo!

O fato é que um dia desses, me peguei pensando exatamente sobre esse assunto: as diferenças, igualdades, formas de ser, pensar e agir das duas figuras mais graduadas da política maranhense, excetuando-se Zé Sarney, pois compará-lo aos dois seria covardia!… Para com os mais jovens!

Tentarei ser objetivo e sucinto, em que pese minha predileção para detalhes.

Antes de qualquer coisa devo declarar com honestidade e transparência que entre as figuras de Flávio Dino e Roseana Sarney, tenho mais proximidade com a segunda, mas acredito que isso não me impedirá de ser franco, honesto e coerente em minha abordagem e, sendo assim espero que ambas figuras, não levem minhas palavras para o lado pessoal, pois se há uma coisa que aprendi muito cedo sobre política é que ela deve ser, o mais possível, exercida de forma impessoal.

Podemos começar exatamente aqui neste ponto nossa análise. No que diz respeito ao backgraud, do preparo prévio de cada um dos personagens.

Roseana deveria ter aprendido mais e melhor com o mestre que tinha em casa, enquanto Flávio, mais bem preparado culturalmente que ela, deveria ter desenvolvido menos defeitos no decorrer de seu trajeto.

O fato é que ao contrário do que as pessoas pensam, Roseana não foi criada desde cedo para viver no mundo da política. Essa foi uma decisão tomada no meio do caminho. Um desvio causado por diversos motivos, entre eles o gigantismo de seu grupo político e a falta de adequado planejamento durante a década de 1970, quando Zé Sarney passou a ter atuação mais dedicada ao cenário nacional que ao local. (Abro um parêntese para comentar que sobre a política maranhense das décadas de 1970 e 1980, o Maranhão perdeu dois quadros importantes que poderiam ter sido grandes governadores: Haroldo Tavares e Lourenço Vieira da Silva).

Muito tímida e insegura, Roseana é dona do maior e mais estrelar carisma da política maranhense, superando inclusive Zé Sarney neste quesito. No entanto lhe falta a capacidade aglutinadora de seu irmão Fernando e a clareza e oratória de seu irmão Zequinha, que era a primeira opção para sucessor do pai.

Flávio Dino por sua vez incorporou o carisma sisudo de juiz. Na verdade ele tem quase tudo de juiz. Explico! Da caricatura que nós comumente fazemos de um juiz: Empáfia, arrogância, prepotência… Sua palavra é lei e a última tem que ser sempre a dele. Inflexível, só reconhece um erro quando lembra que agindo assim vai fazer com que as pessoas acreditem que ele é humano. Estudioso, foi o primeiro de sua turma no concurso de juiz federal, mas dizem que o célebre personagem das ruas de São Luís, “Rei dos homens”, antes de enlouquecer era de uma inteligência e uma cultura invejável. Ele é capaz de conceber ideias próprias, e algumas são até boas, mas se apropria das ideias de outras pessoas, raramente dando-lhes crédito. Ele parece ser incapaz de voltar atrás por iniciativa própria. Para fazer isso é preciso ser obrigado.

Em suma, duas pessoas… Digamos… “Mimadas”. Uma pela criação de filha preferida e de saúde frágil, e o outro por falta de coragem de se abrir para o mundo de forma plena, livre de restrições.

Roseana tem um alter ego que serve para o bem e para o mal. Seu marido Jorge Murad é responsável por algumas coisas boas que ela fez nos quatorze anos em que governou o Maranhão, mas a forma dele pensar e agir, quase sempre, acabou sendo a maior causadora dos problemas que ela e seu grupo político tiveram durante os últimos trinta anos.

Flávio Dino também tem o seu alter ego! Trata-se de seu colega de lutas universitárias, Marcio Jerry, que não tem a mesma influência desfrutada pelo marido de Roseana, por motivos óbvios, mas que também serve como bode expiatório nas coisas ruins e de escada nas coisas boas. A vantagem de Jerry sobre Jorge é que nem tentando muito o primeiro consegue ser tão antipático como o segundo.

De um lado temos uma mulher simpática e carismática. Tímida e mimada, nunca se deu bem com os nãos da vida ou da política. Herdeira de parte da grande sorte de seu pai, sempre se cercou de pessoas competentes e capazes, pelo menos até que ela e o marido resolvessem que essas pessoas estavam ultrapassadas. E uns até que estavam mesmo, mas a forma de tratar essas pessoas não foi a mais correta. Aí começou a rachar o casco da nau de seu grupo político.

Do outro lado um homem inteligente e culto que viu uma fresta de luz e correu atrás dela. Conseguiu abrir uma janela e poderia até ter construído um novo e permanente cenário no nosso estado, se não tivesse como meta principal destruir o casario antigo.

Ele faltou a essa aula, devia estar fazendo alguma manifestação junto com seus parceiros do DCE. Ele não sabe que para destruir um grande político ou o seu grupo, é preciso que o tempo o desgaste, e isso Flávio tinha a seu favor; É preciso que eles cometam erros sucessivos e graves. Mais um ponto a favor dele; Não se deve caçá-lo, pois isso vai vitimá-lo e o fará reagir. Nessa reação ele se fortalecerá e crescerá. A única coisa que Flávio devia ter feito para destruir Sarney e seu grupo, e não fez, porque não pôde, não teve capacidade nem teve competência, era cumprir todas as sonhadoras promessas da campanha eleitoral, onde ele dizia que iria transformar o Maranhão.

Ele tentou fazer com Sarney o que Sarney fez com Vitorino depois de 1966, mas esqueceu que as “CNTP” eram outras, os personagens eram outros, o cenário era outro.

Abro um parêntese para uma pequena ilação. Em termos de fragilizar o grupo Sarney, algumas poucas ações de Roseana foram mais eficazes que todas as ações de Flávio juntas.

Voltando a nosso assunto de hoje, vejo que existem mais semelhanças que desigualdades entre o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney.

Você se lembra do incidente envolvendo a então prefeita Maura Jorge de Lago da Pedra!? Pois é! Várias vezes aconteceram casos como aquele nos governos de Roseana, mas com uma diferença, Roseana apesar de mimada não é arrogante nem prepotente como Flávio, e ali isso ficou claro.

Roseana tinha e tem um grupo de puxa sacos que a cerca, que só diz a ela o que eles pensam que ela quer ouvir. Ela nunca disse a eles que ela quer ouvir só loas e elogios, mas eles a viciaram de tal forma que ela só consegue aceitar esse tipo de relação.

Flávio, além dos puxa sacos conseguidos pela função de governador, tem os apaniguados do PC do B, máquina que hoje aparelha completamente o nosso Estado. Se por um lado há semelhança na mecânica do puxa-saquismo, por outro, os temperamentos dos dois fazem com que ele, o puxa-saquismo, atue de formas diferentes em suas personalidades. Flávio não se deixa manipular tanto quanto Roseana. Seus erros são causados quase sempre por sua teimosia.

No tempo de Roseana, os políticos balançavam de partido em partido, como macacos nos galhos. Quando ela era do PFL, levava todos para esse partido. Quando passou para o PMDB, obrigou a muitos mudar de legenda.

O mesmo se viu com o PC do B de Flávio e Jerry. Da noite para o dia centenas de políticos se tornaram comunistas desde criancinhas. Já existem até umas cinco dúzias de prefeitos filiados a esse partido.

Nas máquinas midiáticas dos dois residem algumas grandes diferenças entre eles. Se Roseana tinha a seu favor a maior estrutura midiática do Maranhão, com jornal, televisões e rádios a sua disposição e a seu favor, Flávio conta com um exército de blogueiros e tuiteiros, propagando até algum peido cheiroso que ele possa dar.

A comunicação social é tão importante no governo de Flávio Dino, que ele a delegou ao seu lugar tenente, que inclusive acumula o cargo de coordenação da política em nosso estado. Esse órgão estatal deveria se chamar de Secretária Plenipotenciária de Causa e Efeito.

Os staffs dos dois governadores falam por si só, em que pese Roseana em seu último mandato ter insistido em nomear para Secretaria de Esporte e Lazer um membro da Academia Imperatrizense de Letras, da Academia Maranhense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão e Flávio nomear para o mesmo cargo um professor de História… Vai ver os ditos governadores não confiavam nos indicados para cargos, digamos, mais importantes!

A ideia absurda de Flávio juntar as secretarias de cultura e turismo só rivaliza com a insistência dele em fazer a mesma coisa que Roseana fez, e não agregar a juventude à SEDEL.

Nos quatorze anos em comando do nosso Estado, o secretariado de Roseana foi de primeira, ocorre que as repetições transformaram secretarias em feudos e isso ajudou a fragilizar o seu grupo. Quando se fala em eleição de Roseana, eu me arrepio todo só de imaginar o destino da SINFRA, da SES, da SEDUC, da SECOM, para citar apenas quatro feudos.

Flávio tem um secretariado desigual, cheio de altos, baixos e subterrâneos, mas entre eles gente de ótima qualidade como Felipe Camarão, Ted Lago, Carlos Lula, Marcellus Ribeiro, para citar também quatro.

Nos anos de governo de Roseana, o Maranhão experimentou um grande crescimento, mas este crescimento não foi transferido para a nossa população. Durante o governo de Flávio os números do estado não foram tão bons, até por causa da grave crise que se abateu sobre o Brasil, e logicamente nada também pode ser transferido à população. Mesmo assim é importante salientar que se não existisse essa crise, Flávio não teria feito nada muito diferente de sua antecessora.

Em relação aos políticos, tanto Roseana quanto Flávio não gostam deles, acham que eles são asquerosos, e alguns são mesmo, mas quem escolhe o mundo da política tem que saber conviver com essas coisas e com essa gente. Existe até um ditado popular apropriado para essa situação que me recuso a citar, por respeito àqueles que não fuçam!

Roseana sustentou Manoel Ribeiro, durante dez anos como presidente da Assembleia Legislativa, com a missão precípua, de manter os deputados e os políticos em geral longe dela, de Jorge e do Palácio.

Flávio delegou tal missão a Humberto Coutinho que tenta fazer a mesma coisa sem a mesma periculosidade. Caso pudesse Flávio elegeria Coutinho tantas vezes quanto Roseana elegeu Ribeiro, que só deixou a presidência da ALM porque deputados de diversas tendências se rebelaram contra a imposição dos Leões. Existem pessoas que acham que os atuais deputados não são tão “dóceis” como os de legislaturas anteriores, mas há quem diga que nesse quesito são iguais ou até piores!

Em relação à bancada federal acredito que o desrespeito deste governo para com ela seja igual ao dos anteriores. Aparentemente as únicas vozes que são ouvidas pelos Leões são as de dois Rochas: do aliado Weverton e do ex-aliado Roberto. O primeiro porque se transformou no único político independente do Maranhão, uma vez que tem seu próprio grupo político e um partido, consistentes e fortes. E o segundo, por ter a seu favor pelo menos seis anos de mandato de senador da república, e muito pouco a perder.

Denúncias contra Roseana existem e agora vemos que da mesma forma existem denúncias contra Flávio. Se eles são culpados dos crimes que lhes são atribuídos, isso será a justiça quem vai dizer, mas uma coisa é certa, é impossível se fazer uma omelete sem quebrar os ovos.

Mudemos o rumo da prosa e pensemos um pouco! O que pode levar alguém que já governou seu estado por quatorze anos querer mais uma vez governá-lo!? Em seu primeiro mandato Roseana teve uma ótima atuação, em que pese ter desmantelado o nosso sistema agrícola, acabando com as agências de apoio e extensão rural e não colocando nada em seu lugar. Ela entre 1995 e 1998 criou as bases de um estado mais presente e atuante, mas não se preocupou em fazer com que a vida das pessoas fosse bem afetada por essas ações.

Qual o motivo que a levaria a querer ser mais uma vez governadora!? Pra provar que pode!? Por birra!?

Uma coisa é certa! Não só eu, mas todas as pessoas com quem eu já conversei sobre esse assunto acreditam que somente Roseana tem capacidade eleitoral de enfrentar de igual para igual o governador Flávio Dino! Mas e se ela vencer, com que staff vai governar? Ela teria coragem de chamar os bons quadros que atuam no atual governo!? Porque Flávio Dino não teve esse desprendimento em relação aos bons quadros que existiam na gestão anterior a sua! Ela iria se apoiar no grupo de sempre!? E Flávio, se tiver uma segunda chance!? Vai cometer os mesmos erros motivados por um partidarismo cego, por um carcomido sectarismo e um maniqueísmo tacanha!?

Se Roseana teve um bom primeiro governo, o mesmo não se pode dizer de Flávio, pois sua estreia no executivo foi desastrosa.

Meu pai, uma vez, conversando comigo, comentou que existem pessoas talhadas para cargos executivos e outras feitas para serem do legislativo. Deu o exemplo dele e de meu tio, seu irmão, Zé Antônio Haickel que foi prefeito de Pindaré-Mirim por dois mandatos. Meu pai achava que nasceu para ser deputado. Ele sabia de suas limitações e conhecia suas habilidades, sabia como ser eficiente em seu trabalho parlamentar e diplomático. Segundo ele, tio Zé Antônio seria um péssimo parlamentar, mas como prefeito se saiu muito bem nos dez anos que governou seu município. “Saiu pobre da prefeitura” – dizia com orgulho! Da mesma forma ele via o caso de Castelo e Luís Rocha. Ele achava que Castelo era um executivo nato e um parlamentar apagado, e que o inverso acontecia com Luís Rocha, que era um parlamentar brilhante e um governador medíocre.

Imagino que ele diria o mesmo de Flávio e Roseana. Ele é uma perda de tempo como executivo, mas um parlamentar brilhante. Roseana como parlamentar teria nota zero para ele, mas acredito que ele veria nela qualidades não de uma boa executiva, mas com desprendimento suficiente para se cercar dos melhores quadros e delegar tarefas importantes.

Imaginem só aonde chegamos! Tanto Flávio quanto Roseana, se formos analisar friamente, são e foram governadores menos bons que Castelo e Pedro Neiva!

Por fim acredito que agora deva dar um veredito sobre essa disputa. Num jogo político entre Flavio Dino e Roseana Sarney, nas atuais circunstâncias, a vantagem é do atual governador, mas sua eleição não são favas contadas. A obrigação de não cometer erros, é dele, agora que está no governo, e erros são algo que ele tem se especializado em cometer.

Se Roseana for candidata e houver ainda a candidatura de Roberto Rocha e de sabe-se lá mais quem, o caldo vai engrossar!

É impressionante a quantidade de notícias de insatisfação com o atual governo, que tem chegado aos meus ouvidos, algumas delas vindas de políticos de seu próprio partido! Mas somente isso não basta. Aqueles Leões mesmo um tanto desdentados e mal adestrados continuam com um rugido poderoso!

Resta sabermos como será uma campanha eleitoral sem as contribuições empresariais de outrora! As pessoas estão preparadas para isso!? Estão dispostas a arriscar!? A financiar a sua própria campanha!?

Para Roseana quatorze anos de governo pode ter sido o suficiente para entrar para história do Maranhão e seu julgamento será feito com base nisso. Por estes quatro anos de Flávio, a história irá julgá-lo, mas lembro de um ditado de mesa de jogo que cansei de ouvir meu pai dizer enquanto jogava pif-paf e esperava as três últimas cartas serem distribuídas: “Vamos ver se três melhoram seis”. Flavio vai tentar outro mandato para ver se mais quatro anos governando o Maranhão podem melhorar os quatro que estão findando.

Acredito que todos os maranhenses desejam que, quem quer que seja o próximo governante de nosso estado, acabe com a hipocrisia, o sectarismo e o maniqueísmo na gestão da coisa pública, pelo menos; que não permita que as secretarias de estado sejam feudos; que desça do palanque depois das eleições; que trabalhe mais e faça menos proselitismo; que tente destruir seu adversário construindo um Maranhão melhor.

Devo dizer que esse texto foi escrito entre a hora que recebi a postagem de Cordeiro Filho, por volta do meio dia deste domingo 23 de abril de 2017 e agora um pouco antes das 18 horas deste mesmo dia, quando vou postá-lo. (E ainda passei duas horas deliciosas no almoço de domingo, na casa de minha mãe!) Logo, o fato de ter escrito tudo isso em tão curto espaço de tempo, não me permitiu aprofundar minha a análise sobre alguns aspectos. Posso inclusive ter me esquecido de algum fato importante, que, sem prejuízo posso incluir depois.

PS: Esse texto não será publicado na página de opinião do Jornal O Estado do Maranhão, onde sempre publico minhas crônicas e artigos, por dois motivos. O primeiro se deve ao fato dele ter tamanho três vezes maior que o estabelecido pelo editor daquela seção do jornal e o segundo, pelo tema nele abordado ir de encontro com a linha editorial daquela importante publicação. Assim sendo esse texto só poderá ser lido em meu Blog ou nos dispositivos midiáticos de quem desejar reproduzi-lo.


Visando a melhor integração e acesso aos bairros do município, a Prefeitura de Santa Rita executou ao longo dos últimos quatro meses, a construção do Anel Viário da cidade. A obra interliga sete bairros e contemplou quatro quilômetros de ruas. O serviço realizado envolve serviços de pavimentação e calçamento, tudo feito com recursos próprios.

O Anel Viário de Santa Rita promove a ligação dos bairros Nice Lobão, Cohab, Redenção, Piçarreira, Eucalipto, Bahia e o Centro da cidade. Além da facilidade no acesso as localidades, a obra traz mais qualidade de vida para a população, uma vez que diminui a poeira e acaba com a lama que se acumulava durante o período chuvoso.

O prefeito Hilton Gonçalo comemorou a conclusão da obra. “Estou muito feliz com o trabalho aqui desenvolvido, estamos proporcionando qualidade de vida para a nossa população. Santa Rita já vive um novo momento”, declarou.

O Anel Viário de Santa Rita assim como outras obras vão ser entregues oficialmente pela Prefeitura no próximo dia 1º de maio, quando será feita uma grande ação pela cidade em razão dos primeiros 120 dias do município.


Desde Quinta-feira o Governo do Estado realiza a terceira edição da “Caravana de Todos”, a ação percorreu 11 municípios dentre eles: Arame, Barreirinhas, Santa Quitéria, entre outros. Nestes dois últimos, o Secretário de Segurança, Dr Jefferson Portela, esteve coordenando pessoalmente as ações desenvolvidas pela pasta.

A ação tem como objetivo oferecer a população serviços que não estão a disposição permanentemente, em razão da elevada demanda. Além disso, visa oferecer os mais variados serviços em uma única instalação, como a emissão de documentos, consultas médicas e exames, esclarecimentos sobre cartão do Bolsa Escola, atividades culturais, esportivas e de lazer e outros. Nas cidades de Santa Quitéria e Barreirinhas, a 3ª CIBM, 5ª CIBM de Chapadinha e a 4ª CIBM marcaram presença fazendo prevenção no evento e fazendo exposições de materiais que são usados em suas ocorrências.

O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão se sente honrado em ter participado e contribuído para o sucesso do evento junto à Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão.


Se pegarmos desde a primeira administração do ex-prefeito Jackson Lago, no final dos anos 80, até hoje, é muito provável se chegar à conclusão de que a nossa capital passa pelo seu pior momento do ponto de vista da gestão.

O segundo mandato do prefeito Edivaldo é marcado pelo completo abandono da cidade de São Luis.

Não se tem notícias de tamanho abandono por que passa a cidade de São Luis de uns tempos pra cá.

Se pegarmos desde a primeira administração do ex-prefeito Jackson Lago, no final dos anos 80, até hoje, é muito provável se chegar à conclusão de que a nossa capital passa pelo seu pior momento do ponto de vista da gestão.

Se a saúde e a educação já são dignas de comiseração, a questão da infraestrutura urbana, incluindo o setor de trânsito e transporte, está um verdadeiro horror!

Nunca São Luis esteve tão suja, fedida, desorganizada, maltratada e abandonada.

A situação caótica está instada não apenas nos bairros suburbanos, periféricos ou da zona rural. Não! A bagaceira pode ser vista em pleno Centro da cidade e mesmo nas áreas mais nobres da capital.

Isso tudo sem falar na bagunça que virou o trânsito com a retirada dos pardais e barreiras eletrônicas por conta da prefeitura não honrar com o pagamento das prestadoras dos serviços. E ainda alguns pontos da cidade que estão sem iluminação pública também por falta de pagamento da concessionários desse serviço.

Retratos do abandono

No início desta semana estive no João Paulo, um dos bairros mais tradicionais da cidade e berço de muitas manifestações da cultura popular.

Aproveitei para dar uma passada pela praça Duque de Caxias, que fica bem em frente do Quartal do 24º Batalhão de Caçadores, sede local do Exército brasileiro.

Pois bem. Nem mesmo essa praça foi poupada da incompetência e desleixo da atual gestão municipal sob comando do prefeito Edivaldo Júnior. Até pensei que a administração do logradouro fosse da responsabilidade do Exército, mas pelo visto não é – se fosse talvez não estivesse em estado tão deplorável. Aliás, não sei porque o 24º BC não toma a iniciativa de cuidar do local onde fica a praça Duque de Caxias…

No coração de cidade, ali no Largo do Carmo, a situação não é diferente.

O que era para ser um dos nossos principais cartões postais vive uma “sofrência” miserável!

Os históricos abrigos – aqueles das famosas”paneladas”, pingas e caldo de cana com pão massa fina -, estão caindo aos pedaços.

A vias do Largo estão dominadas por lixo, mijo e bosta. Andar por lá sem tropeçar nos inúmeros buracos virou um desafio.

Até aquele antigo relógio de quatro faces, em que cada uma das faces mostra um horário diferente, encontra-se completamente depredado!

Enfim, nossa bela e velha cidade quatrocentona está liquidada! Parece aquela mulher bonita que não se cuida ou não é cuidada como merece.

Fiquem com alguns flagrantes dos retratos do abandono. Até quando?

Praça Duque de Caxias (João Paulo)

 

 Largo do Carmo (Centro de São Luis)

A cidade…

 


Em entrevista a O Imparcial, atual presidente da Agência Metropolitana revelou de que forma trabalhará para definir ações que possam fomentar o desenvolvimento dos 13 municípios que compõem a região metropolitana

Da Redação de O Imparcial

rente da Agência Metropolitana a pouco mais de 30 dias, o presidente Pedro Lucas Fernandes tem procurado manter diálogo constante com os gestores dos 13 municípios da região. O objetivo: levantar as demandas e articular soluções comuns às cidades.

Além de ter recebido inúmeras autoridades em seu gabinete, o presidente da Agem deu início, na semana passada, às visitas in loco, nas 13 cidades que formam a região metropolitana – instituída pela Lei Complementar 174/2015.

Pedro Lucas Fernandes se licenciou do cargo de vereador na capital, para assumir a Agência Metropolitana, órgão vinculado ao Governo do Maranhão.

Ele foi eleito pela primeira vez em 2012 e reeleito em 2016 como terceiro mais bem votado. Agora os desafios são outros.que elaborar o plano técnico, fazer organograma, definir funções e isso tudo leva tempo. Estamos superando a fase burocrática, para fazer a gestão metropolitana funcionar. O governador Flávio Dino já aprovou a implantação do Plano Metropolitano de Resíduos Sólidos, que faz parte do Plano de Ações da Região Metropolitana da Grande São Luís, elaborado pela nossa equipe.Esse é um passo importantíssimo e já vamos passar para a fase de licitação.

Como está o processo de metropolização?
O primeiro passo é institucionalizar a Agência. Precisamos fazer os 13 seminários nas cidades que compõem a região metropolitana, depois faremos a grande Conferência Estadual. Ela é importante para definir a colaboração dos municípios no fundo (metropolitano) e definir as principias frentes de trabalho, na questão dos resíduos sólidos, mobilidade, enfim. Nessa conferência é que o colegiado vai definir quais os rumos que a Agência vai tomar.

Como será a atuação da Agem diante das outras secretarias?

De articulação. Agora mesmo a gente tem um termo de cooperação técnica já elaborado pela Sinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura), vamos apresentar um outro (termo de cooperação técnica) com o Imesc (Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos). Tem o PDDI (Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado), que é fundamental para os
municípios, porque ele é um instrumento obrigatório para promover o planejamento, gestão e execução das Funções Públicas de Interesse Comum (FPICs), de acordo com o Estatuto da Metrópole (Lei Federal 13.0.89/15). Essa etapa de consolidação e elaboração do PDDI, a Agência Metropolitana, conversar com as secretarias para articular essas políticas públicas de interesses comuns e efetivamente tirá-las do papel.

E das prefeituras?

A Agência tem um conceito diferente da gestão de governos anteriores. Pordeterminação do governador Flávio Dino, vamos construir parcerias com os municípios, dar satisfação do nosso trabalho, construir ações onde os prefeitos, as Câmaras de Vereadores e a Agem possam se envolver para juntos buscarem soluções.

Quais os planos para médio e longo prazo?

A longo prazo, esperamos fazer uma integração de todas as funções públicas de interesse comum, tanto da parte educacional, saúde, mobilidade urbana e saneamento básico. Esse é o ideal para que a região metropolitana, de fato, esteja 100% efetivada. A médio prazo, é construir um diálogo com as prefeituras, construir planos que possam desenvolver a região metropolitana.


por Nonato Reis

Marcelino “Barriga de Espelho” foi cultuado em Viana e região pelas gerações seguintes à proclamação da República. Até a deposição de Getúlio Vargas em 1945 seu nome ainda provocava espanto e gestos de admiração, como o único homem daquelas terras capaz de fecundar e criar na barriga uma serpente, e a ela sobreviver como que por encanto ou milagre divino.

Chegara às terras da Palmela ainda garoto, junto com a família, vindo do Cajari, então localidade pertencente ao território de Viana. O pai, Vitalino, mudara-se para a Palmela a convite do velho Antônio Feliciano de Mendonça, que o queria como capataz da sua fazenda, a essa altura ainda em formação. Assim cresceu em meio às agruras dos campos de pastoreio, aprendeu a cuidar do gado e da plantação, tornou-se o melhor vaqueiro das redondezas.

A extrema habilidade no manejo do gado e no cultivo da terra contrastava com as relações no campo pessoal. Era bronco, tolo, desajeitado. As mulheres, tratava-as como se fossem vacas. Certa vez, cansado de levar “fora” de uma mulher muito mais velha, que trabalhava na Casa Grande como dama de companhia, pegou-a no laço e a levou para o mato.

Foi um pandemônio dos diabos, a mulher chorava feito criança, dizendo que Marcelino à forçara a fazer sexo com ele. O velho Feliciano, homem diplomático, porém enérgico, teve que intervir na história, e depois de chamar os dois às falas e puxar as orelhas do vaqueiro, deu o assunto por encerrado. Seu Vitalino, preocupado com a rudeza do filho, tentava incutir-lhe modos. “Meu filho, mulher é como passarinho; se você não tiver paciência e jeito, não entra na gaiola”.

Bons eram os puteiros, cujas “gaiolas” viviam abarrotadas de “passarinhos”. Certa vez, passara seis meses no mato, levando o gado de um canto a outro, fugindo do duro inverno que castigara Viana, inundando os campos completamente. Ao retornar “na pedra” correu ao “Cabaré de Ingraça”, escolheu uma bela morena, pediu que lhe saciasse a fome de sexo. A mulher, treinada no ofício, apresentou-lhe o cardápio. “Você quer uma trepada simples, “de quatro” ou ‘na engenhoca’?”. Ele coçou a cabeça, achou a terceira opção interessante e a escolheu.

A mulher o amarrou em pés e mãos nos suportes da cama, subiu sobre ele e começou o movimento. Crescidos à solta, os pelos dela, rijos e fartos feito palha de aço, entrelaçaram-se aos dele, igualmente densos, e, à medida que girava sobre o eixo intumescido do homem, formavam-se cordas, que sob forte pressão, arrancavam tufos de pentelhos dos dois.
Marcelino gemia de dor. Pedia socorro, mas quanto mais gritava, mais a mulher rodopiava. “Fecha os olhos e goza, meu bem, que é a engenhoca”, pedia a mulher naquele giro alucinado. Terminada a sessão, ela olhou o traseiro dele e viu que depositara sobre o lençol uma coisa pastosa. “Meu filho, o que foi isso?” E ele: “foi o bagaço da cana”.

Porém o episódio que marcaria para sempre a vida de Marcelino e o faria conhecido como “Barriga de Espelho” aconteceu alguns anos depois. Ele começou a definhar. Perdeu peso e viço. A única coisa que crescia era a barriga, a cada dia maior, a ponto de brilhar e reluzir feito espelho. Chamaram o velho Trancoso, farmacêutico e médico sem diploma, porém com fama de milagreiro.

Trancoso morava na quinta que levava o seu nome, à beira do Igarapé do Engenho. Ali mantinha uma farmácia de manipulação com remédios para todos os males, de asma a gripe, úlcera e tuberculose. Preparava as fórmulas de sua própria cabeça e a elas dava nomes, às vezes jocosos. Havia o “peitoral de urucu”, para tosse; o “lambedor de jurubeba”, para prisão de ventre, e até as pílulas “arrebenta pregas”.
Após o exame tátil, Trancoso formulou o diagnóstico de Marcelino, mas guardou-o para si. Pegou uma bacia grande de alumínio e lavou-a com sabão. Nela depositou dois litros de leite e ferveu. Quando o leite amornou na bacia, mandou Marcelino sentar de cócoras sobre ela, sem olhar para baixo.

Meia hora depois, ordenou que levantasse. Na bacia, para espanto geral, jazia uma cobra imensa, medindo mais de sete metros de comprimento. “Eis a solitária que te devorava as entranhas”, disse Trancoso. A notícia correu mundo e Marcelino para sempre ficaria conhecido como “Barriga de Espelho”, o homem que dera à luz uma cobra.


Os prefeitos Hilton Gonçalo e Fernanda Gonçalo, desenvolveram uma série de ações no povoado Rancho Papouco nesta quinta-feira (30). A localidade é cortada pela rodovia BR-135 e cada lado está dentro dos territórios de Bacabeira e Santa Rita, ou seja, uma parceria entre as duas Prefeituras foi desenvolvida para promover melhorias sociais.

A primeira ação dos prefeitos foi à distribuição de alimentos para moradores do vilarejo. Através do Programa de Aquisição de Alimentos da Secretaria de Desenvolvimento Social, mais de cem famílias foram beneficiadas com uma cesta de alimentos produzidos por pequenos agricultores de Bacabeira e Santa Rita.

Dezenas de mães de família estavam na expectativa pela doação dos alimentos, entre elas Nizete Lopes, 50, que mantém uma casa com 14 pessoas, entre filhos e netos. De acordo com a dona de casa, o PAA é uma redenção para sua família, pois ajuda muito na alimentação diária. “Eu espero com a ansiedade, a distribuição dessa cesta, agradeço muito ao prefeito Hilton Gonçalo, por estar olhando por nós”, declarou.

O prefeito Hilton Gonçalo, destacou que o PAA é um programa que já tinha sido implantado na sua gestão anterior e agora está sendo retomado para trazer qualidade de vida para a população. Porém, ele destacou que agora tanto o povo de Santa Rita e Bacabeira estão sendo beneficiados.

“Antes havia um constrate, só o município de Santa Rita avançava, hoje é possível perceber as melhorias nos dois municípios, como está ocorrendo hoje no Rancho Papouco, um povoado que metade é de Santa Rita e a outra metade de Bacabeira. Antes só um lado tinha benefícios, agora os dois são contemplados, nós estamos mudando a vida das pessoas”, declarou Hilton Gonçalo.

Além da distribuição de alimentos foram feitos serviços de entrega de medicamentos pela Secretaria de Saúde; orientação para prevenção de doenças através da Secretaria de Assistência Social; serviços de manutenção da iluminação pública, capina e roça pela Secretaria de Obras.

A prefeita Fernanda Gonçalo também acompanhou as ações e destacou a parceria: “dois prefeitos trabalhando juntos para mais de 50 mil pessoas, representa a melhora substancial da qualidade de vida dessa região que é cortada pela BR-135. Bacabeira e Santa Rita voltaram a viver bons tempos”.

Durante a Operação Rancho Papouco, Hilton Gonçalo também visitou uma série de residências que foram construídas na sua gestão entre 2005-2012 e que foram construídas através de um programa de habitação financiado pela Caixa. O programa vai retornar e outras cinquentas casas no povoado devem receber serviço de manutenção e construção.