FRASE DO DIA

Pretendo ser candidato ao Governo do Maranhão pelo PSB e com apoio do PSDB.

(Roberto Rocha)

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Achava que já havia recebido mensagem de “Feliz Dia do Amigo” no primeiro semestre deste ano, tanto que usei o meu Twitter para questionar quantos “Dia do Amigo” são comemorados durante o ano. Foi quando o jornalista e blogueiro Gilberto Léda respondeu meu tuite: “Todo dia é dia do amigo, amigo. Parabéns pra vc. Amigo de fé”.

Comemora-se hoje, 20 de julho, segundo os entendidos, o Dia do Amigo.

O assunto é um dos mais badalados na redes sociais, incluindo, claro, os grupos de WhatsApp, que têm de tudo um pouco: desde mensagens sérias de afeto por este dia, como as inevitáveis zoeiras – gostei de uma mensagem que me enviaram com Dilma e Temer desejando ‘Feliz Dia dos Amigos’  😀

“Amigo é coisa pra se guardar, do lado esquerdo do peito” (Milton Nascimento). É verdade! Só que está cada vez mais difícil se encontrar amigos de verdade que mereçam ser guardados em tão especial lugar.

Velhos amigos se perdem no tempo, outros aparecem e ganham a nossa admiração, respeito, carinho, enfim, a nossa amizade. E se é tão difícil encontrar verdadeiros amigos, mas ainda é manter uma amizade duradoura sem que a relação amigável acabe se desgastando porque interesses outros contaminam algo que era inicialmente despretensioso do ponto de vista material, por exemplo.

“Eu quero ter um milhão amigos e bem mais forte poder cantar” (Roberto Carlos). Foi-se o tempo dos milhões de amigos cantado pelo rei da nossa MPB. Nesse mundo de cão, no máximo um, dois ou três podem ser realmente ser elevados à nobre condição de amigo.

“Somos amigos, amigos do peito, amigos de uma vez; Somos amigos, amigos de vocês” (Turma do Balão Mágico).  Nem a amizade inocente de Simony, Jairzinho, Tob, Mike e Fofão sobreviveu com o passar o tempo, imagina a dos milhões de fãs que eram os “baixinhos” daquela saudosa época…

Achava que já havia recebido mensagem de “Feliz Dia do Amigo” no primeiro semestre deste ano, tanto que usei o meu Twitter para questionar quantos “Dia do Amigo” são comemorados durante o ano.

Foi quando o jornalista e blogueiro Gilberto Léda respondeu ao meu tuite: “Todo dia é dia do amigo, amigo. Parabéns pra vc. Amigo de fé”,

A mim, coube concordar com o meu bom e inteligente amigo Gilberto Léda.

Valeu, Gil!

Feliz Dia do Amigos a todos os amigos!

E amigas, lógico!!!  😀


Por Luiza Franco, via Mundo da Psicologia

Sabe aquelas pessoas que complicam tudo, invertem as coisas e sempre acham um motivo para discordar? Pois é, elas estão por aí e às vezes precisamos conviver com elas.

Saiba que é possível chegar a um acordo até com as pessoas mais difíceis, mesmo quando os pontos de vista são totalmente diferentes, os interesses são incompatíveis e a conversa parece não fluir.

Antes de conversar com uma pessoa difícil, prepare-se e conheça-se. Fique em uma posição estável e confortável. Lembre-se de que seu corpo inteiro conversa. Comporte-se como um adulto equilibrado e seguro: fale apenas o que for importante para você e do que você tem certeza, para ter todos os argumentos que precisar. Mantenha um tom de voz baixo, seguro e constante. Nada pior do que demonstrar descontrole emocional. Não esqueça o motivo de estar nessa situação: por que está conversando com essa pessoa? Não fale mais do que o necessário, não precisa ser legal e sim educado.

Muitas vezes precisamos fazer coisas socialmente esperadas e assim conversar amigavelmente com alguém que não gostamos. Saiba que sempre há uma chance de que você seja provocado, manipulado ou entrar em uma polêmica sem perceber. Por isso esteja atento a tudo.

Se você precisar confrontar alguém e achar que pode dar em briga, pense que você está começando esse diálogo para resolver uma questão, para melhorar a relação, para manter contato saudável com essa pessoa e não para discutir e brigar. Um diálogo não é uma batalha verbal, é uma ferramenta para sincronizar diferentes pontos de vista. Ouça o que o outro pensa e tente entender o que o faz pensar assim. Até as piores pessoas têm um motivo para agir da forma que agem, elas sempre acham que é um bom motivo. Fale tudo o que precisa demonstrando que é o seu ponto de vista e não uma acusação, fale de como você se sente em relação ao fato e não acuse somente.

Não vamos agradar a todos. Algumas pessoas não vão acreditar em nós, não vão nos amar, nem nos compreender e podem até nos odiar de graça. Avalie se vale a pena querer alguma coisa com essa pessoa, muitas vezes é melhor que nos odeie e nos deixem em paz. Mas se essa pessoa vale a pena, descubra os motivos de a pessoa não acreditar ou gostar de você, busque a raiz do problema, se coloque de forma humilde, não demonstrando ameaça para que a pessoa não precise se defender.

Peça desculpas por alguma coisa que possa ter magoado a pessoa, exponha seus argumentos, abra seu coração sem medo. Se mesmo assim essa pessoa não quiser você na vida dela, aceite e siga sua vida.

Todo mundo erra, tem defeitos e se confundem de vez em quando, mas todos merecem respeito. Você não pode agir conforme o comportamento dos outros, suas ações devem depender dos seus valores e do seu caráter. Vai chegar um dia em que você também agirá de forma errada.

Cada um tem um dicionário próprio de acordo com as próprias experiências. Nós entendemos tudo o que escutamos de acordo com nossas experiências, tudo passa por um tradutor próprio, as frases, as ações e até as não ações dos outros, tudo será traduzido para a nossa linguagem própria. E quanto mais uma pessoa sofreu, mais errada pode ser a interpretação dela, pois o dicionário dela se chama medo, e tudo o que ela quer é se proteger. As pessoas mais difíceis são as mais frágeis. É melhor você expor seus sentimentos, pensamentos e dúvidas de forma bem clara em vez de supor que o outro entenderá indiretas.

Quando precisar conviver e conversar com pessoas agressivas, você não pode levar tudo para o lado pessoal. Precisa saber se retirar da discussão a tempo. Essas pessoas estão tão acostumadas ao sofrimento, a serem atacadas, que a primeira reação delas é atacar. Elas vão procurar os seus pontos mais vulneráveis baseados nos dela, por isso nem sempre vão acertar, mas vão tentar, por isso é bom você saber bem quais são seus pontos fracos e se proteger. Esse tipo de pessoa suga energia, pois a energia delas é bem baixa. Se puder, afaste-se de gente assim.

Se uma conversa sair do controle, simplesmente fale: “voltamos a conversar quando você estiver mais controlada”.


Não dá mais para ignorar a grande panaceia,a visão mais pacificadora, a origem de todas as ações benéfica.

| Crédito: Vida Simples Digital

Gustavo Gitti, Via Vida Simples

Ao ver as filmagens da recente violência na “Cracolândia”, em São Paulo, fica clara a divisão da sociedade: observe como se olham ativistas, policiais, governantes e as pessoas que ali sobrevivem. Parece não existir um sonho convergente, que poderia nos levar a soluções como as implementadas em Portugal e na Suíça. Qual a saída para esse e todos os outros problemas? Como diz (o monge budista) Matthieu Ricard, por mais complexa que seja a questão do aquecimento global ou da concentração de renda, tudo se reduz a duas atitudes mentais: altruísmo e egoísmo.

Matthieu diz que só o altruísmo é capaz de conciliar três escalas de tempo: a economia a curto prazo, a qualidade de vida a médio prazo e o meio ambiente a longo prazo. Portanto, o melhor eixo para direcionar tudo o que sonhamos e fazemos é a compaixão: a mente que deseja aliviar o sofrimento e trazer benefícios em todas as direções. A compaixão não é mais uma teoria. A compaixão move nossa energia tão diretamente como faz um sorriso genuíno. É a expressão mais simples e profunda do nosso coração. Assim como não é preciso convencer uma pessoa de que ela é humana, não tem como discordar da compaixão: nós nascemos disso, somos feitos disso. A compaixão não precisa de campanha publicitária, slogan, palestra com slides, fundo de investimento, advogado de defesa, partido político ou lei. Só a compaixão é sempre vitoriosa. Como se existisse um argumento imbatível, um movimento apoiado por todos ou uma canção com a qual não tem quem não dance, quem pratica compaixão não vê opositores ou mesmo adversários.

A compaixão é o grande espaço além das bolhas e jogos limitados. Só a compaixão consegue nos unir instantaneamente, antes mesmo do “Oi, prazer…”. Após um tsunami, ninguém pergunta sobre filiação política, gênero, etnia ou time de futebol: todo mundo se junta para a reconstrução. Além dos extremos da indiferença e do desespero, a compaixão é a melhor resposta diante do sofrimento. Especialmente quando parece que precisamos de algum outro conceito ou modelo inovador, o que está faltando é compaixão.

Precisamos estudar, pesquisar, respirar, treinar a mente da compaixão, explorando suas implicações em absolutamente todos os âmbitos da ação humana. Quais as inteligências da compaixão e como praticá-las? Como seria ampliar a compaixão aqui? E ali? E nesse projeto? E na educação? Há métodos não religiosos para isso, como o Compassion Cultivation Training, curso de oito semanas na universidade americana de Stanford. Para seguir, leia Um Coração sem Medo (Sextante), de Thupten Jinpa (geshe tibetano, doutor pela Universidade de Cambridge e tradutor de Sua Santidade, o dalai-lama).

GUSTAVO GITTI é coordenador de uma comunidade online de transformação. Seu site é gustavogitti.com


Os momentos mais difíceis e de profunda tristeza nos oferecem uma chance de olhar para dentro e buscar a nossa transformação. 

Crédito: Vida Simples Digital

Paula Abreu, via Vida Simples

Um dia comum, cinco anos atrás. Eu trabalhava tranquilamente no departamento jurídico de uma grande multinacional de petróleo e gás. Era um dia como outro qualquer, e eu não fazia a menor ideia do que estava por acontecer. Horas depois, meu chefe me chama. Avisa que a empresa estava passando por uma reestruturação e algumas vagas estavam sendo extintas. E a minha era uma delas. No mesmo momento, tive que entregar a chave do carro da empresa que eu usava, o laptop, o blackberry. Uma amiga recolheu alguns pertences meus e colocou na minha bolsa, e me entregou tudo na sala de reunião onde eu estava sendo demitida. Sim, eu nem sequer voltei mais à minha mesa. O resto das minhas coisas seria entregue em uma caixa alguns dias depois, na minha casa. Recebi um voucher para poder ir embora de táxi. Lembro da sensação daquele momento como se fosse hoje: um alçapão se abrindo sob meus pés e meu coração caindo, caindo, caindo… num poço sem fundo! (É, nesse dia eu descobri que há um lugar pior do que o fundo do poço!). Talvez você saiba do que eu estou falando… Já tive clientes e alunos que disseram ter sentido o mesmo ao ouvirem de seus maridos que queriam o divórcio, ou ao receberem a notícia da morte de alguém querido, ou no diagnóstico de uma doença grave. São instantes em que parece que deixamos de ser nós mesmos.

No instante da minha demissão, eu não era mais a minha versão advogada. No momento do divórcio você deixa de ser a sua versão “casada”. Na hora do diagnóstico de uma doença deixamos de ser a nossa versão “saudável”. As reações possíveis são inúmeras quando estamos nesses momentos de encruzilhada da vida. Eu poderia ter me revoltado. Xingado Deus (ou, no mínimo, o meu ex-chefe). Poderia ter me entregado ao desânimo e à desesperança. E, olha, se você me perguntar por que isso não aconteceu, não sei explicar. Mas tenho uma teoria. Hoje eu acredito que lá, no poço sem fundo, é o lugar onde vivenciamos o sofrimento na forma mais profunda que a alma é capaz de sentir. Mas, talvez por isso, é o lugar onde a graça se torna mais acessível. O poeta sufi Rumi escreveu que “a ferida é o lugar por onde a luz entra em você”. Há cinco anos, uma ferida profunda me abriu finalmente para uma luz infinita. Foi a partir daquela ferida que eu percebi que não queria mais trabalhar apenas para pagar contas e comprar coisas caras para impressionar pessoas. Percebi que trabalho sem se colocar a serviço do outro não valia nada. E isso mudou a minha vida. Se hoje você está em queda livre no poço sem fundo, está tudo bem. Agradeça. Se abra para a luz. Porque a escolha que você vai fazer agora – por mais difícil que pareça – é que vai definir a sua vida daqui a cinco anos.

PAULA ABREU é coach e autora do livro Escolha Sua Vida (Sextante). Seu site é escolhasuavida.com.br


Aumenta a cada dia o número de pessoas que desistem da vida praticando suicídio. E o mais chocante: cresce nesta triste estatística o índice de suicidas jovens entre de 15 a 29 anos, que já é maior do que casos entre os idosos com mais de 70 anos.

Mais uma boa proposição do mandato do deputado Wellington do Curso (PP).

Pensando na valorização da vida, o parlamentar progressista utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa, na semana passada, para convidar toda a população para uma audiência pública que discutirá o Plano Estadual de Valorização da Vida e o combate ao suicídio no Maranhão.  A Audiência irá acontecer às 14h, da próxima terça-feira (04), no auditório Fernando Falcão da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Como palestrante sobre o tema teremos o doutor e especialista em psiquiatria Ruy Palhano e o psicólogo Paulo Guilherme responsável pelo programa de saúde mental da Unidade de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário. Para o deputado Wellington é um tema de suma importância para ser debatido, levando em conta o aumento de casos de suicídios em nosso Estado.

“Infelzimente o crescimento de suicídios no Maranhão tem aumentado, e isso tem nos preocupado. Afinal, isso se trata de políticas públicas. Ouvimos a população, coletamos dados e informações, decidimos apresentar o Projeto de Lei Nº 136/2017 que dispõe sobre a criação do Plano Estadual de Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio. Ainda convidamos mestres e doutores na área, a sociedade civil, órgãos de prevenção para juntos, debatermos esse tema e lutarmos para combatermos esse aumento de suicídios em nosso Estado”, disse o professor Wellington.

Segundo dados do Organização Mundial de Saúde (OMS), aumenta a cada dia o número de pessoas que desistem da vida praticando suicídio. E o mais chocante: cresce nesta triste estatística o índice de suicidas jovens entre de 15 a 29 anos, que já é maior do que casos entre os idosos com mais de 70 anos.

Como combater o suicídio

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) firmam parceria para combater os altos índices de suicídio no Brasil e entre as várias ações saiu a produção de uma cartilha para orientar os médicos e profissionais da área de saúde em casos de tentativa de suicídio ou para identificarem possíveis casos em seus pacientes. A cartilha serve também para as famílas.

Intitulada “Suicídio: informando para prevenir”, a cartilha fala sobre como abordar um paciente, explica de que forma as doenças mentais podem estar relacionadas ao suicídio, os fatores psicossociais e dados atualizados sobre o tema.

Conheça e compartilhe a cartilha “Suicídio: informando para prevenir”.


Como saber qual o instante de seguir em frente e persistir ou de mudar a rota, os planos, o caminho das coisas

Crédito: Vida Simples Digital

Eugenio Mussak, via Vida Simples

Sabe aquela expressão: “Desistir não faz parte de meu vocabulário!”? Pois é, eu já ouvi muita gente boa dizer isso. E, mais de uma vez, fiquei pensando se tal postura significava uma grande força interior da pessoa, digna de respeito, ou denunciava uma teimosia pouco saudável e, neste caso, não merecedora de admiração. Eu mesmo já me vi nessa situação, o que me levou à reflexão sobre os limites. Até que ponto persistir é sinal de determinação e confiança, e em que momento ultrapassamos a linha da prudência e entramos na zona irresponsável daquela insistência que não resistiria ao argumento sólido da análise lógica?

Mas é a persistência que é exaltada. A desistência, jamais. Experimente passar os olhos pela seção de obras de autoajuda de uma livraria. Você vai encontrar uma imensa variedade de livros que louvam a persistência e a determinação. São milhares de depoimentos de mulheres e homens ilustres e também de desconhecidos que se tornaram heróis por sua capacidade de superar obstáculos e não desistir jamais. Verdadeiros legados da força de vontade. Longe mim – muito longe mesmo – diminuir o valor desses depoimentos. Todos sabemos que pessoas persistentes são valiosas, não só por suas realizações mas também por seus exemplos, afinal, a determinação, a persistência, a resiliência e a força de vontade são, sim, ingredientes essenciais das conquistas humanas. Mas a questão não é essa.

O tema em pauta é dar-se conta da diferença entre a persistência e a teimosia, o que, pode acreditar, é sutil como um suspiro. Esse assunto faz parte daquilo que eu costumo chamar de “efeito praia”. O que é isso? Bem, é uma metáfora que aprendi nos estudos da biologia, mais precisamente da ecologia. Segundo os estudiosos da área, há os biomas e os ecótonos. Bioma é um meio geográfico que tem formas de vida, como animais e plantas, bem adaptadas, em um ambiente bem definido, como florestas, campos e desertos. Já um ecótono é um meio de transição, que tem características de dois biomas, e se confunde com eles. A praia é um bom exemplo porque tem características do mar e do continente.

É uma transição, um meio de passagem, um híbrido, um nem lá nem cá. Pois há sentimentos que também são assim, estão meio lá meio cá, às vezes mais lá do que cá, ou vice-versa. E isso transtorna nossa vida, pode crer. Persistência é um desses estados. Afinal, tal qualidade humana pertence ao continente da força de vontade ou ao oceano da teimosia profunda? Como saber se nos salvaremos com glória ou nos afogaremos? Nos cursos de empreendedorismo esse assunto é tratado com bastante rigor. Empreendedores são pessoas destemidas que têm uma ideia e mobilizam meios para tornar realidade seus sonhos. Eles são fundamentais à economia e ao progresso. Costumam envolver diversas pessoas e apostar alto em um projeto, um sonho individual que vira objetivo coletivo.

Pois mesmo essas pessoas tão importantes à sociedade, quando se aventuram na selva do mercado carregando na mochila ideias, sonhos e determinação, rapidamente percebem que precisam de algumas armas para sobreviver, e uma delas é a estratégia. E faz parte dela considerar o momento de retroceder. As revistas especializadas em negócios costumam reforçar a importância de rever as estratégias e mudar os planos. Isso significa fazer diferente, desistir do que se pretendia e criar uma nova meta. Não há nada de errado nisso. É a aplicação da desistência a favor da conquista. Pode ser paradoxal, mas é disso que se trata. Tentar é necessário. Não conseguir é frustrante, mas faz parte da tentativa. Levantar a cabeça e seguir em frente é dignificante, reinventar-se é glorioso. E saber o momento de mudar de rumo é sinal de inteligência, mesmo que isso signifique desistir. Lembro de uma ocasião em que esse assunto foi discutido com profundidade.

O ano era 1984 e eu havia sido convidado para participar de um debate sobre a carreira de médico para um auditório de vestibulandos. Além de mim, mais dois debatedores, médicos conceituados. Um psiquiatra e um cirurgião. Os dois relataram suas experiências, as belezas e dificuldades da carreira, a missão de ser médico, a vocação, a relação com os pacientes, o confronto com a dor e a morte, a vitória da ciência sobre a doença. Relatos maravilhosos e entusiasmantes. Quando chegou minha vez, falei mais da construção de uma carreira, e das dificuldades que todas elas, naturalmente, têm, mas que podem ser enfrentadas com planejamento, muito trabalho e, acima de tudo, persistência. Foi quando um aluno se referiu a um fato que tinha ocorrido dias antes.

Estavam acontecendo as Olimpíadas de Los Angeles, e um feito tinha ganhado as manchetes do mundo inteiro. Uma maratonista suíça havia concluído a prova cambaleando, com evidente estafa física, puxando uma perna, com a cabeça pendendo para um lado e um ar de sofrimento extremo. Sua atitude foi louvada pela imprensa, como exemplo de persistência, de força superior, de verdadeiro espírito olímpico. Até hoje é, preste atenção. A resposta dos três médicos foi enfática. A atleta havia ultrapassado seus limites e tinha se colocado em grande risco de vida. Seu feito não devia ser louvado, e sim condenado como um ato de irresponsabilidade absoluta. Seu, de seu técnico e da própria organização da prova.

É difícil dizer, mas se ela tivesse que avançar mais uma centena de metros talvez tivesse uma lesão cerebral irreversível. Quem pode dizer que não? O filme Everest (2015) conta a história real da tragédia de uma expedição realizada em 1996. O alto preço da expedição, a rivalidade entre os guias de duas equipes e a insistência em não voltar mesmo diante do agravamento das condições provocaram várias mortes e mutilações. Maldita persistência, disse alguém. Desistir não é feio. Feio é não tentar. E mais feio ainda é não reconhecer que errou, que se enganou, que tem que mudar de planos, que pode mudar de ideia. Qual o problema? E na hora da dúvida, sempre dá para recorrer àquela oração que pede coragem para enfrentar o que se pode mudar, serenidade para aceitar o que não pode ser mudado, e sabedoria para perceber a diferença entre essas duas situações.

EUGENIO MUSSAK diz que, depois de tantos anos, ainda não vai desistir de continuar escrevendo.


via Folha Dirigida

Há quem acredite que, numa disputa acirrada, o principal concorrente a ser batido não sou os outros, mas a si próprio. Isso faz sentido do ponto de vista da psicologia? Para saber a resposta para essa e outras perguntas, recebemos no Conexão Concurso desta semana a coach e psicóloga Claudia Melo. Ela vem ao Conexão desvendar um pouco do comportamento humano e dar dicas de como relaxar na semana do concurso e trabalhar a mente para se dar bem no dia da prova.

Como não se deixar abater por eventuais reprovações e fracassos? Como manter­-se firme, confiante e determinado? Afinal, todo mundo, ao menos um dia ou por algum tempo, se acha uma verdadeira fraude…

Como fugir do risco de desacreditar de si mesmo? Como lidar com a cobrança de amigos e familiares? O que fazer para não colocar em risco toda a sua preparação, ao sofrer do famoso ‘branco’ de esquecimento no dia da prova? Como é possível perceber, muitas são as provas de fogo para os concurseiros, também no campo da psicologia…

Quer se dar bem nelas? Então, assista agora ao Conexão Concurso com Claudia Melo!


A ideia era publicar um post sobre o governo Flávio Dino, mas resolvi deixá-lo agendado para amanhã, segunda-feira, às 8h.

Ao invés de política, um texto sobre o que chamamos de vida e difícil arte de viver.

Viver é um processo que envolve eventos naturais, artificiais e, em tempos de internet, virtuais, muitos deles que fogem ao nosso controle e independem da nossa vontade ou da nossa escolha.

É um reino de objetividades e subjetividades, e o inter-relacionamento das duas coisas.

Às vezes somos levados a pensar que vida boa é a do vizinho até descobrir-se de que a realidade de quem mora ao lado é igual ou até pior do que a nossa. É quando nos sentimos aliviados e com a esperança de que nem tudo está acabado.

Somos um animal que evoluímos para viver em grupos sociais, mas, infelizmente, é comum esquecermos da necessidade daquele momento só nosso, longe de tudo e de todos.

Não se trata de crises, tristeza, depressão ou coisas do tipo, mas é importante darmos um tempo a nós mesmos para aquele solilóquio que faz bem ao coração, à mente e à alma.

São tantos os problemas que enfrentamos no nosso dia a dia que viver submetido apenas à dura realidade da vida pode se tornar um fardo pesado de carregar.

Trabalho, casa, família, violência, luta pela sobrevivência, crises políticas, instabilidades econômicas, guerras, terrorismos, se formos levar tudo isso em conta não seria surpresa um questionamento do tipo: esse mundo vale mesmo à pena?

Por ser aquariano tenho obrigação cósmica de ser otimista, ainda que certas angústias insistem a torturar o meio peito.

De qualquer modo, o pulso ainda pulsa e tempo não para, como bem cantam os poetas.

Deixo com vocês um trecho do livro “O Sucesso É Ser Feliz” do sábio Roberto Shinyashiki:

A luta é indispensável para realizar a metas da alma, ou seja, lutar é saudável quando se constrói a felicidade. O mais importante de tudo é poder ter a sensação de que viver vale a pena. Ser feliz é o mais compensador de todos os sucessos.. A felicidade é uma experiência ligada à sabedoria… E que nossa vida muda quando nos mudamos quando há uma transformação em nossas maneiras de encarar o mundo, as mudanças nunca ocorrem, amanhã, mas sempre hoje, no presente. Não acontece quando alguma coisa no mundo, ou nas pessoas que no cercam, se modifica, mas quando algo muda dentro de nós..

Ótima e abençoada semana para todos!


É de cortar o coração saber que tenho amigos, gente de bem, achar que aquele adolescente recebeu o tratamento merecido por ser “bandido”, “vagabundo”, “ladrão” etc.

O tatuador Maycon Reis e o vizinho Ronildo Moreira foram presos por torturar adolescente em São Bernardo do Campo (Foto: Divulgação/Polícia civil).

“Olho por olho e o mundo acabará cego”
(Gandhi)

Procuro não entender as reais motivações que levaram dois “sei lá o quê”, a tatuarem “Sou ladrão e vacilão” na testa de um jovem suspeito de furtar uma bicicleta. O que procuro entender é como pode ser possível algumas pessoas, aliás, muitas, infelizmente, a apoiarem tamanha brutalidade.

Ao ver pessoas de bem achar que o jovem “teve o que mereceu” mostra o quanto a nossa sociedade está doente. Os agressores não só tatuaram a testa do garoto, que é dependente químico, mas o fizeram com requintes de crueldade para depois compartilhar a barbárie na internet.

Não é normal o que esses caras fizeram e menos normal ainda é concordar com tal procedimento que não condiz com estágio civilizatório na qual humanidade se encontra.

Dizer que as pessoas estão autorizadas a fazer coisa desse tipo porque não acreditam na Justiça ou nas autoridades policiais é de uma boçalidade só comparada a desses próprios monstros travestidos de tatuadores.

É de cortar o coração saber que tenho amigos, gente de bem, achar que aquele adolescente recebeu o tratamento merecido por ser “bandido”, “vagabundo”, “ladrão” etc.

Era para ser uma reação exatamente ao contrário: a famigerada tatuagem “Sou ladrão e vacilão” deveria envergonhar todo ser humano de bem.

Ainda não perdi a esperança na humanidade…


Ainda visto como tempo improdutivo, o espaço na agenda para brincadeiras livres melhora o desenvolvimento social, a criatividade, a empatia e traz inúmeros benefícios para as crianças

Os pais precisam primeiro superar a ideia de que quando a criança esta brincando é um tempo improdutivo e trazer a brincadeira de volta pra lista de prioridades. | Crédito: iStock

Letícia Gerola, via Vida Simples

O World Play Day – Dia Internacional do Brincar é uma campanha que nasceu no Reino Unido e, com a ajuda da Associação Cidade Escola Aprendiz, chegou ano passado no Brasil. Celebrado dia 8 de maio, é um dia para celebrar o brincar e o aprender fora da sala de aula. Esse ano, a organização mobilizou 1195 escolas em todo o Brasil para celebrar a data além das paredes da escola. “A ideia dessa campanha é que os professores se reconheçam como agentes defensores do brincar e estimulem essa atividade nas crianças”, explica Raiana Ribeiro, gestora do programa Cidades Educadores na Associação. A especialista comentou a importância da brincadeira no dia a dia da criança e os benefícios dessa prática, confira:

Qual a importância de incluir o brincar no dia a dia da criança?

A gente trabalha com uma concepção de que a brincadeira é a experiência mais significativa que a criança vai experimentar ao longo da vida – e vários estudos corroboram essa visão. Na primeira infância (fase de 0 a 7 anos) neurologistas apontam que é por meio da brincadeira que a criança passa a se relacionar com o mundo que a cerca. Através do brincar ela vai se desenvolver de maneira integral: melhora as habilidades sociais, físicas, motoras, cognitivas.

As rotinas dos pais estão cada vez mais corridas e isso reflete na rotina das crianças. De que forma os pais podem incentivar a brincadeira?

Hoje em dia, a brincadeira vem perdendo espaço na vida das crianças: são muitas as mediações digitais que elas têm acesso cedo, sem falar em rotinas completamente atarefadas onde não sobra tempo para a imaginação. O que pretendemos é que as crianças tenham tempo para uma “brincadeira real”, ou seja, que a atividade que não seja dirigida e sim livre, que é a que mais responde em relação ao desenvolvimento integral das crianças. Aula de futebol, balé, etc, por mais que seja prazeroso para os pequenos, ainda não configura como uma brincadeira real. Os pais precisam primeiro superar a ideia de que quando a criança esta brincando é um tempo improdutivo e trazer a brincadeira de volta pra lista de prioridades. Além de incluir um tempo para brincar na rotina das crianças, proporcionar condições para tal: espaço adequado, roupas confortáveis, encontrar outras crianças…

Qualquer brincadeira pode ser saudável e produtiva, Raiane? Ou tem algumas brincadeiras que os pais devem ficar atentos?

Cada criança tem uma particularidade, algumas brincam muito bem sozinhas e outras precisam de mais crianças. Não tem uma fórmula definida e essa é a grande riqueza dessa experiência! A criança vai ir descobrindo aos poucos qual brincadeira que mais agrada – se é ao ar livre, sozinha, com outras crianças, com brinquedos, sem brinquedos. Quanto menos intervenção essa atividade tiver, melhor – e isso não significa que os pais não possam participar da brincadeira, são super bem vindos. Só não vale dirigir a atividade.

Quais os benefícios que na saúde e no desenvolvimento que as crianças que brincam possuem?

As crianças podem mergulhar na imaginação quando estão brincando. A partir disso, descobriu-se que o brincar tende a aumentar a flexibilidade social, a empatia, e tornar as crianças de fato mais felizes, melhora a vitalidade delas. A brincadeira também aumenta a capacidade de investigação das crianças, o testar, falhar, mudar estratégia. É um movimento permanente de busca, aguça a curiosidade. Além de questionar, ela desenvolve a criatividade.