FRASE DO DIA

Pretendo ser candidato ao Governo do Maranhão pelo PSB e com apoio do PSDB.

(Roberto Rocha)

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Prefeito Raimundo Ivaldo (Bode) e Carmem Neto recepcionaram os colegas Iracema Vale e Herlon Costa no encerramento do Arraiá do Xaxado com a animação do Boi Brilho de Urbano Santos.

Da esquerda para a direita: Márcio Endles, Carmem Neto, Herlon Costa e Iracema Vale.

O tradicional Arraiá do Xaxado mais uma vez encerrou em grande estilo e com um estrondoso sucesso de públicos na cidade de Mata Roma. Foram três noites de muita animação, alegria e festa da cultura.

O prefeito Raimundo Ivaldo (Bode) e a ex-prefeita Carmem Neto, esposa do deputado estadual Paulo Neto, recepcionaram a prefeita Iracema Vale (Urbano Santos), o prefeito Herlon Costa (Belágua) e o advogado Márcio Endles, que juntos participaram da festa com a apresentação do Boi Brilho de Urbano Santos.

O prefeito Raimundo Ivaldo (Bode) e a ex-prefeita Carmem Neto parabenizaram todos pela lindíssima organização do Xaxado, que neste ano foi o maior já realizado, com o grande show da Banda Mastruz com Leite.

Veja algumas imagens da última noite de animação e com a apresentação do Boi Brilho de Urbano Santos. Os créditos são do blog do Foguinho, nosso grande amigo “Fogorento”, Dá-lhe, Foguinho!  🙂


Por Caio Túlio Costa, via Observatório da Imprensa

O Zero Horamantêm-se à frente dos seus onze concorrentes na taxa média de engajamento nas redes sociais em junho de 2017, com marca de 3,32%.

No entanto, dos doze veículos pesquisados pelo Torabit, somente dois deles conseguiram melhorar a taxa de engajamento em relação ao mês anterior, O Globo (taxa de 1,76% e crescimento de 6%) e a revista Época (taxa de 0,58% e crescimento de 7,4%).

Estadão continua em segundo lugar com 2,97% de taxa média, mas teve uma queda de 8% de um mês para o outro.

IstoÉ e Valor foram os que mais viram cair os pontos na taxa media e perderam, respectivamente 40,6% e 50%.

Em quantidade de seguidores nas plataformas, o R7 continua líder com 13,2 milhões de fãs no Facebook seguido pelo UOL, com quase 7,7 milhões.

No Twitter a liderança é da Veja, com quase 7,9 milhões de seguidores, seguida pela Folha de S.Paulo, com 5,8 milhões.

No Instagram, o líder também é o R7, com 1,8 milhão de seguidores, acompanhado em segundo lugar, de longe, por O Globo, com quase 790 mil seguidores.

Como de hábito, tem sido o bom desempenho no Instagram que manteve tanto o Zero Horaquanto o Estadão nos dois primeiros lugares. A taxa média diária do gaúcho nesta rede foi de 7,73% e do Estadão de 6,35%.

Em relação a cada rede, as maiores taxas de engajamento são as seguintes: No Facebook que mais engaja é a Revista Exame, com 4,68% de taxa. No Twitter é o UOL, com 0,55% e no Instagram é o Zero Hora, com 7,73%.

Sobre o ranking do Torabit

Este ranking é produzido mensalmente pelo Torabit, uma plataforma de monitoramento, análise e mobilização nas redes sociais.

A média diária de engajamento se refere às redes Facebook, Twitter e Instagram.

A taxa de engajamento mede diariamente o quanto os leitores de cada veículo gostam, comentam ou compartilham os seus conteúdos.

Para calcular a taxa de engajamento diária, o Torabit utiliza uma fórmula bastante simples. A equação é composta pela soma de ações que os internautas fazem em cada rede (curtem, comentam ou compartilham) multiplicada por cem e dividida pelo número de seguidores do veículo nessa rede ao final de cada dia. O resultado, em percentual, é o índice diário de engajamento em cada rede. A taxa de engajamento num período é a média das taxas de engajamento de cada dia do período.

Para compor o índice final, calcula-se a taxa média, nada menos do que a soma das taxas médias mensais obtidas por cada veículo dividida pela quantidade de redes – três, neste caso.

O resultado, em percentual, permite comparar qual leitorado é mais ou menos engajado em relação aos conteúdos ofertados nas páginas oficiais de cada veículo em cada uma das plataformas sociais analisadas.

Mais detalhes no site: www.torabit.com.br


Os momentos mais difíceis e de profunda tristeza nos oferecem uma chance de olhar para dentro e buscar a nossa transformação. 

Crédito: Vida Simples Digital

Paula Abreu, via Vida Simples

Um dia comum, cinco anos atrás. Eu trabalhava tranquilamente no departamento jurídico de uma grande multinacional de petróleo e gás. Era um dia como outro qualquer, e eu não fazia a menor ideia do que estava por acontecer. Horas depois, meu chefe me chama. Avisa que a empresa estava passando por uma reestruturação e algumas vagas estavam sendo extintas. E a minha era uma delas. No mesmo momento, tive que entregar a chave do carro da empresa que eu usava, o laptop, o blackberry. Uma amiga recolheu alguns pertences meus e colocou na minha bolsa, e me entregou tudo na sala de reunião onde eu estava sendo demitida. Sim, eu nem sequer voltei mais à minha mesa. O resto das minhas coisas seria entregue em uma caixa alguns dias depois, na minha casa. Recebi um voucher para poder ir embora de táxi. Lembro da sensação daquele momento como se fosse hoje: um alçapão se abrindo sob meus pés e meu coração caindo, caindo, caindo… num poço sem fundo! (É, nesse dia eu descobri que há um lugar pior do que o fundo do poço!). Talvez você saiba do que eu estou falando… Já tive clientes e alunos que disseram ter sentido o mesmo ao ouvirem de seus maridos que queriam o divórcio, ou ao receberem a notícia da morte de alguém querido, ou no diagnóstico de uma doença grave. São instantes em que parece que deixamos de ser nós mesmos.

No instante da minha demissão, eu não era mais a minha versão advogada. No momento do divórcio você deixa de ser a sua versão “casada”. Na hora do diagnóstico de uma doença deixamos de ser a nossa versão “saudável”. As reações possíveis são inúmeras quando estamos nesses momentos de encruzilhada da vida. Eu poderia ter me revoltado. Xingado Deus (ou, no mínimo, o meu ex-chefe). Poderia ter me entregado ao desânimo e à desesperança. E, olha, se você me perguntar por que isso não aconteceu, não sei explicar. Mas tenho uma teoria. Hoje eu acredito que lá, no poço sem fundo, é o lugar onde vivenciamos o sofrimento na forma mais profunda que a alma é capaz de sentir. Mas, talvez por isso, é o lugar onde a graça se torna mais acessível. O poeta sufi Rumi escreveu que “a ferida é o lugar por onde a luz entra em você”. Há cinco anos, uma ferida profunda me abriu finalmente para uma luz infinita. Foi a partir daquela ferida que eu percebi que não queria mais trabalhar apenas para pagar contas e comprar coisas caras para impressionar pessoas. Percebi que trabalho sem se colocar a serviço do outro não valia nada. E isso mudou a minha vida. Se hoje você está em queda livre no poço sem fundo, está tudo bem. Agradeça. Se abra para a luz. Porque a escolha que você vai fazer agora – por mais difícil que pareça – é que vai definir a sua vida daqui a cinco anos.

PAULA ABREU é coach e autora do livro Escolha Sua Vida (Sextante). Seu site é escolhasuavida.com.br


Comportamento nas redes sociais exacerba a polarização. E isso é perigoso para o debate democrático

NO CENTRO DA BOLHA, VOCÊ; AO REDOR, AS FONTES QUE VOCÊ ESCOLHE. O RESTO DA INFORMAÇÃO NÃO CHEGA.

Ana Freitas, Via Nexo Jornal

Chamaram de ‘filtro bolha’ (‘filter bubble’) o isolamento espacial de informação dentro do qual todos estamos quando usamos redes sociais como Facebook e Twitter. Essas ferramentas funcionam com o auxílio de algoritmos, fórmulas matemáticas que usam uma série de variáveis para determinar o conteúdo que exibem para você.

“Acabamos vendo o mundo pela lente das redes sociais. E amizades no Facebook são diferentes de amizades na vida real.” Christian Sandvig Professor de Comunicação na Universidade de Michigan, em entrevista ao Nexo.

A ideia, em si, não é de todo mal: a rede social quer exibir ao usuário apenas o que ele quer ver. Mas fomenta a polarização do debate político e tem outras consequências para a criatividade e o pensamento crítico, de acordo com cientistas.

Usuário se conecta com o que tende a concordar

O filtro bolha e esse isolamento de grupos que pensam diferente são consequências de um fenômeno chamado viés de confirmação, um viés cognitivo cujo efeito é chamar nossa atenção e aprovação para notícias e opiniões que reforcem nossas crenças pré-existentes.

Isso se reflete no comportamento de usuários nas redes sociais.O viés de confirmação faz com que o usuário se conecte apenas com quem concorde com o que ele diz e curta posts na mesma linha. E a rede social transforma essas ações em fórmulas para exibir mais conteúdo parecido com aquele.

“O filtro bolha tende a amplificar dramaticamente o viés de confirmação. De certa forma, ele é feito para isso. Consumir informações que corroborem com suas ideias de mundo é fácil e prazeroso; consumir informações que nos desafiem a pensar de novas formas ou questionar nossas presunções é frustrante e difícil.” Eli Pariser Autor do livro The Filter Bubble

Resultado: se você for como os 60% das pessoas que se informam usando as redes sociais, as informações que chegam ao seu feed de notícias só estão lá porque têm boas chances de que você concorde com elas.

Polarização e extremismo são a consequência

O professor Cass Sustein, jurista de Harvard, conduziu uma pesquisa em que separou dois grupos com orientações políticas opostas e pediu que cada grupo debatesse entre si seus posicionamentos em relação a políticas públicas específicas, como casamento gay e ações afirmativas.

Ele observou que, antes do debate, os conservadores e os liberais tinham visões mais plurais. Depois de discutir apenas com aqueles que pensavam parecido, a diversidade de visões caiu. Dos dois lados, os sujeitos entrevistados deram opiniões mais extremistas e polarizadas depois de debater com seus iguais.

O pesquisador Eli Pariser, autor do livro “The Fitler Bubble: What the Internet Is Hiding From You”, defende que o sistema democrático sai prejudicado, a longo prazo, quando esse tipo de fenômeno acontece.

“A democracia demanda que as pessoas sejam capazes de se colocar no lugar do outro, mas em vez disso nós estamos mais fechados dentro de nossas bolhas. Democracia demanda que dependamos daquilo que compartilhamos com os outros; em vez disso, estão nos oferecendo universos paralelos, separados”, argumenta Pariser em seu livro.

Há também pesquisas que falam da diversidade de gênero, raça, idade, etnia e orientação sexual como fatores correlatos com grupos mais criativos, inovadores, tolerantes e com pensamento crítico mais apurado.


Festejo começou no sábado (01) à noite e durou o domingo inteiro (02). Mais de 100 mil brincantes passaram pela cidade durante o festejo.

Uma verdadeira multidão visitou o município de São José de Ribamar, no ultimo fim de semana, no Lava-Bois, tradicional encontro dos grupos de bumba meu boi do sotaque de matraca, que marca o encerramento oficial da temporada junina no Maranhão. O encontro parou a principal avenida do município, caracterizando a chamada ‘saideira’ do bumba-meu -boi.

A maior festa de São João do país, iniciada no último dia 17 de junho, foi concluída neste domingo (02), no município com o São João fora de época, o Lava-Bois.

A tradicional festa, que chega à sua 64° edição, recebeu mais de 100 mil pessoas, entre brincantes, visitantes e público em geral.

De acordo com o prefeito do municipio, Luis Fernando, foi mais uma edição feita com muita responsabilidade e parceria, na realização criteriosa das apresentações genuinamente ribamarenses, shows culturais e brincadeiras.

“Tivemos ao longo de mais de 10 dias, grandes apresentações oficias e que sem dúvida marcaram o nosso São João. Vamos seguir valorizando a nossa cultura e brincadeiras”, disse o prefeito.

Iniciado desde o último dia 17 de junho, mais de 100 grupos folclóricos passaram pelos sete principais arraiais, além dos outros 15 pontos de folia apoiados pela prefeitura.

Para o Lava Bois, os grupos mais uma vez seguiram a tradição desfilando pela Avenida Gonçalves Dias, em grande coretejo até o Parque Municipal onde fizeram grande encontro dos grupos de bumba-meu – boi e shows culturais.Para garantir conforto e segurança dos brincantes e visitantes, a Prefeitura, em parceria com as polícias militar, guarda municipal, rodoviários e corpo de bombeiros, montou grande esquema de segurança além de trânsito e saúde.

Foram mais de 500 homens trabalhando nos dois dias da festa além de equipes médicas e ambulâncias disponíveis em pontos estratégicos do circuito. O Hospital Municipal também funcionou em atendimento médico especial.

Para o secretário de cultura, turismo, esporte e lazer, Edson Calixto, a organização de mais uma grande festa sem registro de violência, mostra o direcionamento acertado que a prefeitura tem dado para a realização de festas que agreguem a diversão e lazer das famílias.

“De Parabéns as brincadeiras e o prefeito Luis Fernando que tão bem vem conduzindo a reconstrução do município e da cultura de São José de Ribamar”, concluiu o secretário.


por Natalino Salgado

Quem conhece o Rio de Janeiro já deve ter visto a incrível obra de arte que é o desenho da arborização do Aterro do Flamengo, cujo projeto paisagístico é de Burle Marx. A mesma cidade abriga um dos jardins mais famosos do país, o Jardim Botânico, com 209 anos completos, construído na época do então Príncipe Regente, dom João VI. Em ambos, o homem e sua criatividade construíram espaços que impactam prazerosamente qualquer pessoa que os veja. Não somente vejam, mas desfrutem desses espaços tão propícios para a vida.

As relações humanas e estas com tudo que existe foram iniciadas num Jardim. Jardim sugere harmonia e intencionalidade. E um Jardim não existe por si. É preciso uma inteligência que o conceba, uma concepção estética que, em si, tenha uma mensagem. O Jardim criado por Deus falava de relacionamento, trabalho e cuidado.

A desobediência humana agiu como um vírus que se replicou dentro do Jardim, quebrou sua perfeição, disseminou o medo, a agressão e a separação. Desde então, com a terra gerando espinhos, ervas daninhas e o pão sendo produzido à custa de duro trabalho, na expressão bíblica, “com o suor do rosto”, nasceu a desarmonia entre a humanidade e sua própria casa. O homem de cuidador, passou a ser destruidor de toda a criação. Tornaram-se inimigos. Hoje os vemos na desafiadora circunstância de enfrentar as consequências de milhares de anos de agressão à Terra. Tempestades mais fortes e recorrentes, secas, degelo das calotas polares, morte de animais, de aves e peixes, são o símbolo um ser humano predador e vítima ao mesmo tempo.

Todas essas reflexões me vieram à mente quando, na quinta-feira, feriado de Corpus Christi, pude ouvir o eloquente sermão de dom Belisário que alternou trechos bíblicos e temas ligados ao meio ambiente, relembrando a Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema é “Biomas Brasileiros e Defesa da Vida”.

O sacerdote chamou a atenção para esta grave situação que tão de perto fala de nós e das consequências antigas de nosso distanciamento da proposta divina inicial no Éden. A Igreja propõe a reconciliação que se manifesta na retomada da função inicial que ao homem foi delegada por Deus: cuidar e guardar o Jardim.

Como em Cristo todas as coisas são reconciliadas, em seu corpo que foi dado por nós restabelece-se a comunhão perdida. Ele mesmo é a mensagem do amor que a tudo abraça, inclusive a natureza, nossa casa, nossa provedora, nosso sustentáculo material maculado tantas vezes pela ganância humana.

O Apóstolo Paulo, em sua epístola aos Romanos, constata, no capítulo 8, a ansiedade pela restauração da natureza, quando diz que “ela foi submetida à futilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus”.

Mas, enquanto isso não ocorre, cabe a nós o cuidado, o desvelo, a proteção. Que possamos juntos ser discípulos do bem, legítimos guardadores da criação divina.

Natalino Salgado Filho, ex-reitor da Ufma.


Aberto no sábado (17), pelo prefeito Luis Fernando, no Parque Municipal do Folclore Therezinha Jansen, orla marítima, a programação oficial do São João 2017, de São José de Ribamar. Organizado pela prefeitura municipal, com o apoio do Governo do Estado, a festa acontece durante 13 dias em sete arraiais oficiais além de outros 15, espalhados por diversos pontos do município.

De acordo com Luis Fernando apesar do momento delicado que a economia passa, a maior festa popular do país não poderia deixar de ser realizada e da melhor forma possível, com valorização à cultura, aos brincantes e a todos que prestigiam a festa.

“Preparamos com o apoio do governo, 13 dias de festança com direito a apresentação de dezenas de brincadeiras genuinamente ribamarenses, resgatando assim a alegria do nosso e reconstruindo a cultura do nosso município”, disse o gestor.

Além do Parque Municipal, a programação ocorre até dia 29, nos arraiais das Vilas (Vila Flamengo), Matinha (sede do Bumba-Boi), Parque Vitória (Praça do Rodão), Panaquatira (Viva), Rio São João (Viva), Piçarreira (Viva), Turiúba, além do Laranjal, Miritiua, Parque Araçagi, Parque Jair, Vila Sarney Filho dentre outros. A programação completa está disponível no www.sjr.ma.gov.br e nas redes sociais oficiais da prefeitura.

“A programação já começou muito boa, além disso, só o fato de podermos trazer a família com segurança já é muito bom”, parabenizou Celeste Amorim, que saiu de São Luís para prestigiar a abertura da temporada.

Durante todos os dias da programação, a segurança será reforçada com o destacamento maior de policiais militares que atuarão a pé e motorizados, além de seguranças contratados que atuarão em pontos estratégicos da cidade durante o evento. Unidades de saúde também estarão reforçadas e com apoio de ambulâncias.

Lava Bois

A cidade também já se prepara para o Lava-Bois, o São João fora de época, que ocorrerá nos dias 2 (sábado) e 3 (domingo) de julho. A expectativa é de, neste ano, receber mais de 100 mil brincantes na 64ª edição do evento.

A programação do Lava Bois acontece na sede do município com shows culturais e o tradicional encontro de grupos de Bumba-Boi.


O Boi de Axixá transformou o Shopping da Ilha, no último fim de semana. É que além de abrir a programação do arraial do shopping, a brincadeira que completa 58 anos nesta temporada, realizou o seu batizado no local.

Em 2017, a brincadeira homenageia a cidade Axixá, que completa 100 anos de emancipação política. O grupo leva aos arraiais o tema: “100 ANOS DE AMOR ÀS CINCO LETRAS”, fazendo alusão à composição de Donato Alves, ‘Cinco Letras’.

Na cerimônia, o bumba-boi – que é referência no folclore do Maranhão – recebeu as bênçãos do padre Robério, do casal de padrinhos Jacques Aranha e Juliana Silveira para apresentar sua nova indumentária para a temporada deste ano.

Sob o comando de Leila Naiva, o Boi de Axixa, que tem agenda de apresentações concorrida, é formado por 120 brincantes, entre índias, vaqueiros campeadores, vaqueiros de fita e orquestra.

“Foi um momento lindo, o nosso batizado. Estou muito feliz com o colorido e a alegria que trouxemos para os arraiais do Maranhão. O nosso público merece sempre o melhor. Já estamos ansiosos para a tradição que mantemos de receber, no dia 23 de junho, em Axixá, as bênçãos de Deus por intermédio de Nossa Senhora da Saúde, homenageada pelos nossos vaqueiros de forma muito especial. Vamos fazer uma temporada cheia de energia para alegrar os maranhenses”, concluiu Leila Naiva.


Ainda visto como tempo improdutivo, o espaço na agenda para brincadeiras livres melhora o desenvolvimento social, a criatividade, a empatia e traz inúmeros benefícios para as crianças

Os pais precisam primeiro superar a ideia de que quando a criança esta brincando é um tempo improdutivo e trazer a brincadeira de volta pra lista de prioridades. | Crédito: iStock

Letícia Gerola, via Vida Simples

O World Play Day – Dia Internacional do Brincar é uma campanha que nasceu no Reino Unido e, com a ajuda da Associação Cidade Escola Aprendiz, chegou ano passado no Brasil. Celebrado dia 8 de maio, é um dia para celebrar o brincar e o aprender fora da sala de aula. Esse ano, a organização mobilizou 1195 escolas em todo o Brasil para celebrar a data além das paredes da escola. “A ideia dessa campanha é que os professores se reconheçam como agentes defensores do brincar e estimulem essa atividade nas crianças”, explica Raiana Ribeiro, gestora do programa Cidades Educadores na Associação. A especialista comentou a importância da brincadeira no dia a dia da criança e os benefícios dessa prática, confira:

Qual a importância de incluir o brincar no dia a dia da criança?

A gente trabalha com uma concepção de que a brincadeira é a experiência mais significativa que a criança vai experimentar ao longo da vida – e vários estudos corroboram essa visão. Na primeira infância (fase de 0 a 7 anos) neurologistas apontam que é por meio da brincadeira que a criança passa a se relacionar com o mundo que a cerca. Através do brincar ela vai se desenvolver de maneira integral: melhora as habilidades sociais, físicas, motoras, cognitivas.

As rotinas dos pais estão cada vez mais corridas e isso reflete na rotina das crianças. De que forma os pais podem incentivar a brincadeira?

Hoje em dia, a brincadeira vem perdendo espaço na vida das crianças: são muitas as mediações digitais que elas têm acesso cedo, sem falar em rotinas completamente atarefadas onde não sobra tempo para a imaginação. O que pretendemos é que as crianças tenham tempo para uma “brincadeira real”, ou seja, que a atividade que não seja dirigida e sim livre, que é a que mais responde em relação ao desenvolvimento integral das crianças. Aula de futebol, balé, etc, por mais que seja prazeroso para os pequenos, ainda não configura como uma brincadeira real. Os pais precisam primeiro superar a ideia de que quando a criança esta brincando é um tempo improdutivo e trazer a brincadeira de volta pra lista de prioridades. Além de incluir um tempo para brincar na rotina das crianças, proporcionar condições para tal: espaço adequado, roupas confortáveis, encontrar outras crianças…

Qualquer brincadeira pode ser saudável e produtiva, Raiane? Ou tem algumas brincadeiras que os pais devem ficar atentos?

Cada criança tem uma particularidade, algumas brincam muito bem sozinhas e outras precisam de mais crianças. Não tem uma fórmula definida e essa é a grande riqueza dessa experiência! A criança vai ir descobrindo aos poucos qual brincadeira que mais agrada – se é ao ar livre, sozinha, com outras crianças, com brinquedos, sem brinquedos. Quanto menos intervenção essa atividade tiver, melhor – e isso não significa que os pais não possam participar da brincadeira, são super bem vindos. Só não vale dirigir a atividade.

Quais os benefícios que na saúde e no desenvolvimento que as crianças que brincam possuem?

As crianças podem mergulhar na imaginação quando estão brincando. A partir disso, descobriu-se que o brincar tende a aumentar a flexibilidade social, a empatia, e tornar as crianças de fato mais felizes, melhora a vitalidade delas. A brincadeira também aumenta a capacidade de investigação das crianças, o testar, falhar, mudar estratégia. É um movimento permanente de busca, aguça a curiosidade. Além de questionar, ela desenvolve a criatividade.


Dar nome às coisas é possuí-las, a colonização começa pela linguagem. Depois se destroem nações inteiras e se vira a história dos outros de cabeça para baixo

Luis Fernando Veríssimo

‘Everest’ vem de “Evresta”, palavra em nepali que quer dizer “Deusa do céu” e é, claro, o nome da montanha mais alta do mundo. Não é não. A história parece plausível, mas acabei de inventá-la. “Deusa do céu” é mesmo o nome dos nepaleses para a sua montanha sagrada, mas só eles sabem como se pronuncia.

“Everest”, o nome oficial, vem de sir George Everest, líder da excursão inglesa que mapeou a região no século XIX.

Todo mundo se lembra, ou ouviu falar, de sir Edmund Hillary, o primeiro homem a chegar ao topo do Everest. Quantos se lembram, ou se importam, que seu acompanhante era um xerpa chamado Tenzing Norgay?

O primeiro homem a enxergar o novo mundo foi Rodrigo de Triana, vigia na “Pinta”, e ele teria direito ao prêmio prometido por Cristóvão Colombo a quem visse terra primeiro. Mas o comandante alegou que ele, Colombo, vira antes uma luminosidade que emanava da terra e, assim, pressentira a presença da América antes que ela aparecesse.

Colombo ficou com o prêmio e a glória porque, afinal, a ideia de chegar ao Oriente pelo Ocidente era dele, e porque a História era dos homens predestinados como ele, dos que davam nome às coisas, não dos Rodrigos e outros xerpas da vida.

Quando Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, fizeram como Colombo: se apossaram de terras antes de vê-las. Já começaram colonizando uma hipótese.

Colombo pelo menos descobriu qual era o nome dos nativos para as coisas, o que não o impediu de dar nomes novos, e de trazer tudo da história dos insignificantes para a sua. E isso que ele pensava que estava nas terras do Grande Khan; portanto, estava se apossando de duas terras ao mesmo tempo.

Cabral e a sua turma, que se saiba, nem se interessaram em descobrir se as coisas aqui já tinham nome. Nomearam o Everest, no caso o Monte Pascoal, antes de pisarem na praia.

Dar nome às coisas é possuí-las, a colonização começa pela linguagem. Depois se destroem nações inteiras e se vira a história dos outros de cabeça para baixo, como escreveu Montaigne num dos seus ensaios sobre a nossa conquista, “só pelo tráfico de pérolas e pimenta!” O ponto de exclamação é dele.