FRASE DO DIA

Estou aqui para mostrar que nós vamos continuar de cabeça erguida, de mãos limpas, esse foi o jeito que eu escolhi de fazer política, e ninguém, nenhum vagabundo tipo o Alexandrino, vai inventar mentira sobre a minha vida pública.

(Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) sobre o delator da Odebrecht Alexandrino Alencar)

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A deputada Andrea Murad em entrevista à Rádio Assembleia anunciou que vai solicitar audiência pública para discutir a questão da segurança na UFMA. Ela quer reunir a reitoria, órgãos do estado e representantes da comunidade acadêmica para ouvir as demandas e propor soluções que visem garantir a segurança dos alunos, professores e funcionários da cidade universitária.

“Vou propor que esta casa realize uma audiência pública com a presença da reitoria da UFMA, a Polícia Militar, a Delegacia da Mulher, a Secretaria de Estado da Mulher, representantes da comunidade acadêmica, entre outras instituições e organizações para que juntos possamos ouvir as necessidades de todos e colocar a Assembleia à disposição para qualquer medida que precisarem a curto e médio prazo. Quero parabenizar o pronunciamento da Deputada Valéria Macedo, a nossa Procuradora da Mulher aqui na Assembleia, que tão bem representa as mulheres aqui na casa. Acho que o Poder Legislativo pode contribuir muito e pra isso precisa ouvir as demandas e essa audiência que irei propor será uma ótima oportunidade. Isso não pode continuar acontecendo, é gravíssimo”, explicou Andrea Murad.

Andrea Murad considera graves as ocorrências no interior do campus da UFMA, em menos de uma semana 2 casos de estupros foram registrados. Em seu discurso nesta quarta-feira (30), a parlamentar chamou a atenção também para a prática de assédios às mulheres, uma discussão que vem tomando as redes sociais e a imprensa nacional.

“Eu queria ressaltar também sobre este caso que está chamando a atenção do Brasil inteiro, sobre o assédio às mulheres, e dizer que realmente nós temos que nos revoltar contra esse tipo de situação. Em nome de todas as deputadas aqui da Assembleia, Deputada Nina, Deputada Ana, Deputada Francisca, Deputada Graça, Deputada Valéria, dizemos não à cultura do machismo, cultura esta impregnada na sociedade, que leva ao assédio, ao estupro e até a morte. Isso precisa ter fim. Precisamos dar um basta!”, disse Andrea.


Relatório revela que a felicidade de um povo não está ligada apenas ao crescimento econômico. Noruega lidera o ranking da felicidade. O Brasil aparece na 22ª colocação.

Por Gabriela Ruic, Exame.com

São Paulo – A Noruega é o país mais feliz do mundo, segundo Relatório da Felicidade no Mundo 2017. O país desbancou a Dinamarca, que reinava na primeira posição deste ranking desde 2014.

Esse relatório é produzido anualmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) em associação com o instituto de pesquisas Gallup e diferentes universidades, como a Universidade Oxford (Reino Unido) e a Universidade da Columbia Britânica (Canadá). O estudo foi divulgado nesta segunda-feira (20), o Dia Internacional da Felicidade.

Produzido desde 2012, o ranking avaliou os níveis de felicidade das populações de 155 países com o objetivo de mostrar ao mundo e aos líderes a necessidade de os governos pensarem em políticas públicas que privilegiem o bem-estar e que o Produto Interno Bruto (PIB) de um país não é, por si só, um indicador da qualidade de vida.

Por essa razão, a pesquisa leva em conta fatores no cálculo do índice da felicidade, além do PIB per capita: a expectativa de vida (considerando os anos em que uma pessoa se mantém saudável), o apoio social que as pessoas têm do governo, confiança nas instituições públicas, a percepção de liberdade e a generosidade.

Caso de sucesso: Noruega

Na visão dos pesquisadores, a Noruega é um caso de sucesso na edição 2017 do estudo. Isso porque, embora a economia do país tenha sofrido com as quedas nos valores dos barris de petróleo como tantos outros, a percepção de felicidade da sua população o levou direto ao topo.

E esse avanço aconteceu justamente pelo histórico norueguês de investir no futuro, invés do presente e isso impactou diretamente no sentimento positivo que os noruegueses tem em relação ao governo e a confiança nas instituições públicas.

A experiência da Noruega, explicam os pesquisadores, mostra que a felicidade das pessoas importa mais do que a renda. Melhorar os cofres públicos é bom, evidentemente, mas o que um país resolve fazer com o dinheiro que ganha é ainda melhor.

Países mais felizes

Apesar de a Noruega ocupar a primeira colocação do ranking, os países que estão nas dez primeiras posições obtiveram pontuações muito similares. Veja abaixo quais são eles.

O Brasil ficou em 22º lugar, acima, quem diria, da Argentina (24), Uruguai (28), França (31) e Espanha (34).


“A questão parece complexa. Mas, muito mais do que complexidade, é a sua importância para a economia, mobilidade e desenvolvimento do maranhão. É preciso abrir horizontes e aproveitar o potencial que o estado nos apresenta.”

por Pedro Fernandes,  deputado federal (PTB/MA)

Recentemente apresentei, na câmara dos deputados, três indicações ao ministério dos transportes. Elas tratam da melhoria da infraestrutura de transporte de carga e passageiros no estado do maranhão, buscando, especificamente, a implantação da hidrovia do rio Parnaíba, no trecho Ribeiro Gonçalves a Timon/Teresina, num total de 569 km; da hidrovia do Mearim, no trecho Barra do Corda a São Luís com 470 km; e a construção dos terminais flutuantes do espigão costeiro em São Luis e Alcântara, além da conclusão e atualização das eclusas de boa esperança.

A nossa iniciativa junta-se a outras que venho trabalhando no sentido de melhorar a infraestrutura de transporte no maranhão. Tudo começou logo no primeiro mandato, ocasião em que iniciamos o processo para duplicação da BR 135 de Miranda a são luís, obra já em andamento e que, apesar das dificuldades que enfrentamos, já é uma realidade de curto prazo. Vale ressaltar que a nossa bancada federal tem atuado de forma decisiva nessa empreitada. Outras lutas referem-se à duplicação da BR-316 de Caxias a Timon, a duplicação da BR 010 de Imperatriz a Açailândia, e o transporte ferroviário de passageiros de Itapecuru a São Luís, que o Dnit sinalizou a sua viabilidade recentemente. Destacando ainda que estamos desenvolvendo estudos para beneficiar a bacia do rio Itapecuru.

Segundo o diretor de infraestrutura aquaviária do Ministério dos Transportes, Erick Medeiros, as obras pretendidas deverão fomentar o desenvolvimento turístico, o transporte de passageiros e cargas, o comércio local e a melhoria das condições de vida das populações ribeirinhas.

Conforme parecer do Ministério dos Transportes, o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental – Evtea já demonstra a viabilidade da hidrovia no trecho Timon a Ribeiro Gonçalves no primeiro momento e, à medida em que as operações forem se consolidando e com a conclusão do porto de Luís Corrêa – PI, a hidrovia poderá ser estendida. Só nesse primeiro trecho pretendido, a sua influência abrangerá os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Tocantins e Bahia. Daí a sua importância estratégica para o país.

Ainda segundo o Ministério, os rios onde se pretende construir as hidrovias já constam do plano nacional de viação e isso facilita o encaminhamento das ações necessárias para a implantação. O valor estimado para todas as obras da hidrovia do Parnaíba é da ordem de 800 milhões de reais, abrangendo os terminais multimodais em Timon e Ribeiro Gonçalves, integrando a hidrovia ao Porto do Itaqui através da ferrovia. Do total estimado para a obra, 340 milhões de reais deverá ser feito contratos através de Parceria Público Privada – PPP. Os projetos e os estudos complementares demandarão 3,5 milhões de reais.

Na próxima semana retomaremos os trabalho buscando o engajamento nessas indicações da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT e da Agência Nacional de Transporte Aquaviário – Antaq, instituições fundamentais para viabilização dos projetos em conjunto com o ministério dos transportes. Tais agências contribuirão muito para a efetivação das PPP’s, já que estão em permanente contato com o mercado e indicam a existência de muitos investidores interessados em investir em infraestrutura no Brasil. O técnico da Antt, Ednailton Rodrigues, já se prontificou em ajudar o maranhão no âmbito dessas agências.

Para a hidrovia do rio Mearim ainda deverá ser realizado o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental – Evtea, que indicará, não somente a sua viabilidade, mas também a necessidade dos projetos de melhorias como: dragagem, derrocamento, balizamento, sinalização, etc.

A construção dos terminais flutuantes de Alcântara e o do espigão costeiro em São luís integrará um conjunto de ações de suporte a vinda já assegurada do instituto de tecnologia da aeronáutica – ita para alcântara além de dinamizar o fluxo turístico e de passageiros.

A questão parece complexa. Mas, muito mais do que complexidade, é a sua importância para a economia, mobilidade e desenvolvimento do maranhão. É preciso abrir horizontes e aproveitar o potencial que o estado nos apresenta.


Já que os proprietários das farmácias Extrafama não proporcionam segurança para clientes e colaboradores de forma espontânea, bem que poderia aparecer um vereador macho para criar uma lei exigindo que estes tipos de estabelecimentos sejam obrigados a ter pelo menos um vigilante armando por loja.

Chegar ser vergonhoso para uma rede gigante de farmácias com é o caso da Extrafarma não garantir a segurança dos seus colaborares e clientes.

Na última quarta-feira, 7, um assaltantes fez o ‘raspa’ na loja localizada na Avenida São Rei de França, próxima à entrada do bairro do Turu, pregando o terror em todos que se encontravam por lá.

O meliante, armado com revólver, assaltou os clientes e levou uma boa quantia do caixa da farmácia sem qualquer pressa ou cerimônia já que não há segurança na loja.

Na manhã de ontem, sexta-feira, 10, este blogueiro foi até essa farmácia na esperança de obter as imagens do roubo e, assim, poder divulgar a “fuça” do vagabundo e ajudar as autoridades policiais a identificá-lo e prendê-lo. Mas, para a minha surpresa, a subgerente da loja afirmou que só podia ceder as imagens por via judicial. É mole?

Perguntei quantas vezes essa mesma farmácia já havia sido assaltada:“Já perdemos a conta de quantas vezes”, respondeu constrangida. Quis saber ainda se nunca houve segurança no loja: “Nunca!”, respondeu mais constrangida ainda.

Já que os proprietários das farmácias Extrafama não proporcionam segurança para clientes e colaboradores de forma espontânea, bem que poderia aparecer um vereador macho para criar uma lei exigindo que estes tipos de estabelecimentos sejam obrigados a ter pelo menos um vigilante armando por loja.

O que não pode são as pessoas correm risco de todo santo dia serem assaltadas, ou quiçá mortas, por uma bando de vagabundo solto por aí. E olha que o lema da empresa é “Pra você viver melhor”…

Repito: é vergonhoso!

PS: O vagabundo que assaltou a Extrafarma na quarta-feira passou dessa para melhor. Já está no inferno desde a quinta-feira, 9. A polícia “passou o sal” nele durante uma perseguição quando já havia realizado outro assalto numa loja da mesma rede Extrafarma, lá no Maiobão. Besta, desgraçado!


Hérlon Costa, prefeito de Belágua, e sua esposa Iracema Vale, prefeita de Urbano Santos.

Os municípios maranhenses de Urbano Santos e Belágua protagonizaram os melhores carnavais da região, fruto de parcerias e organização conjunta, visando superar a crise que dificulta os investimentos dos municípios com as tradicionais festas.

As gestões enfrentaram as dificuldades enxergando as festas carnavalescas como oportunidades de divulgar as belezas naturais municipais e atrair turistas, proporcionando circulação de renda e maior ganho para a rede de serviços locais. Hotéis, restaurantes e demais estabelecimentos receberam um grande público nos dias de folia, gerando emprego e renda.

A prefeita de Urbano Santos, Iracema Vale, afirma que a “fórmula de sucesso” foi simples.

“Procuramos excelentes atrações culturais, valorizamos os grupos locais e incentivamos os blocos municipais. Aliado a isso, melhoramos os serviços públicos, fornecemos excelentes condições aos empreendedores privados e tendo uma natureza abençoada por Deus, tivemos tudo que o folião procura”.

Em Belágua, o grande público foi a marca de uma nova visão implementada, segundo o prefeito Hérlon Costa, para quem o carnaval municipal há vários anos não vinha sendo tratado com a devida valorização.

“Bastou mostrar para a população que a festa pode ser oportunidade de emprego e renda, se tratada com seriedade pela gestão municipal”.


Origens da expressão à parte, quem vive engolindo sapos sofre muito | Crédito: Vida Simples Digital

Por que toleramos ou ficamos calados diante de algo que nos desagrada?

por Elisa Correa, via Vida Simples

“Posso ter sido qualquer coisa, menos blasfemador.” O teólogo e filósofo italiano Giordano Bruno teria pronunciado essas palavras no dia de sua execução, 17 de fevereiro de 1600, em Roma. Ele se recusou a negar suas opiniões religiosas e a teoria do astrônomo alemão Johannes Kepler de que a Terra girava em torno do Sol. Por isso, foi condenado, preso e queimado vivo. Dezesseis anos mais tarde, foi a vez de o astrônomo Galileu Galilei ser perseguido pela Igreja Católica. Depois de construir um telescópio para observar o céu, Galileu confirmou a teo­ria heliocêntrica e foi parar diante do tribunal do Santo Ofício. Para escapar das acusações de heresia e da fogueira da Inquisição, negou suas descobertas.

Apesar de muito longe na História, o dilema enfrentado por Giordano Bruno e Galileu se mantém atual. Mesmo sem correr o risco de acabar na fogueira, continuamos a enfrentar a questão: defender nossas posições com unhas e dentes, sem temer as consequências, ou… engolir sapo.

“Engolir sapo significa tolerar coisas ou situações desagradáveis sem responder, por incapacidade ou conveniência”, diz o escritor e professor Ari Riboldi, autor do livro O Bode Expiatório (editora Age), no qual explica a origem de palavras, expressões e ditados populares com nomes de animais. Segundo ele, uma das possíveis versões sobre a gênese da expressão viria do texto bíblico. De acordo com a tradição judaico-cristã, o deus Javé enviou dez pragas sobre o faraó e o povo do Egito, pelas mãos de Moisés. A finalidade era convencer o faraó a libertar o povo hebreu, escravo no Egito, permitindo que ele partisse para a nova terra sob o comando de Moisés. O episódio das pragas faz parte dos capítulos 7º a 12º do Êxodo, livro do Antigo Testamento – a segunda praga, a infestação de rãs, é narrada no capítulo 8º. Elas tomaram conta das casas, quartos, leitos, pratos e de todos os ambientes habitados pelo faraó e pelos egípcios. Ao morrerem, ficaram aos montes infestando os locais e causando doenças. “O texto bíblico menciona rãs e não sapos, mas trata-se apenas de uma versão”, diz Riboldi.

O bonzinho

Origens da expressão à parte, quem vive engolindo sapos sofre muito: tem dificuldade para dizer não, fica calado ou concorda com o outro em situações polêmicas só para evitar conflitos, ignora os próprios desejos para não gerar mágoas. “A pessoa não expressa seu sentimento e opinião simplesmente por medo da reação negativa de seu interlocutor. Essa atitude tem a ver com a cultura, com crenças que estão no modelo mental guiando nosso comportamento para a passividade em situações em que nos sentimos ameaçados ou com riscos de perdas”, explica Vera Martins, especialista em medicina comportamental, diretora da Assertiva Consultores, de São Paulo, e autora do livro Seja Assertivo! (editora Campus).

Depois vem aquela sensação de impotência e frustração por não conseguir expressar os sentimentos, por achar que tem sempre alguém determinando o que deve ser feito. E lá ficamos nós, nos sentindo incompreendidos e manipulados, remoendo uma mistura de raiva e culpa enquanto pensamos no que deveríamos ter dito no momento que já passou. Como consequência, nossa autoestima e confiança despencam no mesmo ritmo com que perdemos o respeito dos outros, que passam a não nos levar mais em conta.

Muitas vezes, o engolidor de sapos se esconde atrás da figura do bonzinho, aquele sujeito sempre preo­cupado em agradar – para ser aceito e querido. “Ele usa uma linguagem extremamente cuidadosa, porém é violento consigo mesmo, pois cede seus direitos em prol do outro”, diz Vera. Na verdade, as atitudes do bonzinho são alimentadas por uma expectativa de reciprocidade: ele se posiciona passivamente na situação, sendo agradável e condescendente, esperando que o outro também faça o mesmo. Quando isso não acontece, a raiva aparece.

Corpo e mente

Se engolir sapos pode ser considerado uma estratégia de proteção, de permanência na chamada zona de conforto, precisamos saber que sofreremos consequências deletérias por não defender nossas posições. “A raiva é uma das emoções que as pessoas têm mais dificuldade de manifestar. Muitos enterram a agressividade durante anos e têm pavor do que pode acontecer, caso resolvam desabafar. Acham que qualquer demonstração desse sentimento vai magoar os outros”, afirmam Robert Alberti e Michael Emmons no livro Como se Tornar mais Confiante e Assertivo (editora Sextante).

“Engolir sapo é o mesmo que engolir a raiva, uma emoção protetora que nos avisa quando algo está errado. E ela estimula à ação. O estrago físico, emocional e mental de quem não põe isso para fora é arrasador com o passar do tempo, favorecendo diversas doenças”, diz Vera. É o que também adverte o psiquiatra e psicanalista Ricardo Almeida Prado, do programa de atendimento e estudos de somatização da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Todo fenômeno que se passa com o ser humano é psicossomático, porque a psique está todo o tempo presente.” Segundo ele, existem algumas doenças em que essa correlação se torna mais evidente, como alergias, asma brônquica, dermatites, síndrome do intestino irritável e fibromialgia. No entanto, ainda são poucas as pessoas que percebem essa associação. “Às vezes você sai de uma reunião com uma enorme dor de cabeça, termina um almoço com muita dor de estômago e não percebe que isso está associado ao fato de não ter se posicionado como gostaria. Quando chega em casa, pensa em tudo o que deveria ter falado e não teve coragem naquele momento. E se sente muito mal por isso”, diz Denise Gimenez Ramos, psicóloga e professora titular do programa de pós-graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP.

Essa separação entre corpo e mente vem do Iluminismo. E, se por um lado permitiu um grande desenvolvimento tecnológico e científico, nos deixou como herança a dificuldade de relacionar os problemas de saúde com nossa própria história. “É muito mais fácil pensar que a doença é gerada por um problema físico, porque é como se a gente não tivesse nada a ver com aquilo. Se você pensar que ela tem uma origem psíquica, vai ter que pensar no quanto está implicado, em qual é sua responsabilidade”, afirma Prado.

Que tal dizer não?

Existe redenção para um contumaz engolidor de sapos? Adiantaria descontar a raiva contida, reverter a situação de desvalia e enfiar o pé na jaca? Valeria a pena aprender a reagir na mesma moeda? As respostas passam pela compreensão do conceito de assertividade. Quem é assertivo diz o que pensa com confiança e firmeza, consegue se expressar e defender suas posições de maneira afirmativa, sem perder a simpatia das pessoas. É alguém que não engole sapos – mas também não faz ninguém engolir. “Muitos acreditam que a pessoa assertiva é agressiva em situações de conflito e passiva quando não é conveniente se posicionar. Está errado, o comportamento assertivo é firme, focado na solução do problema, enquanto o não-assertivo é focado no culpado do problema”, afirma Vera Martins.

Ter um comportamento não-assertivo é sinônimo de engolir alguma coisa que não queremos, que alguém nos empurra goela abaixo. Mas por que permitimos, sem nos posicionar? Por medo. Não rea­gimos por receio da reprovação, da crítica. “As pessoas têm a fantasia de que se disserem ‘não’ vão perder o amor do outro. Isso é muito destrutivo, ela acaba expiando o sentimento de culpa na posição de submissão. Quando, na verdade, é o contrário: ao se posicionar, o outro percebe que existe uma pessoa, com opiniões próprias, que precisa ser considerada”, diz Ricardo Prado.

Claro que, muitas vezes, é difícil ser assertivo no trabalho, por exemplo. O medo de represálias e até de perder o emprego pode falar mais alto. Sim, dentro de uma empresa existe uma hierarquia e regras que precisam ser respeitadas. Mas qual o limite disso? Como estar submetido a um determinado sistema sem perder a identidade, sem deixar de ser a pessoa que você deseja? “O assertivo avalia cada situação e decide se vale a pena se posicionar. Ele não engole sapos e sim recua estrategicamente, sentindo-se confortável na situação”, afirma Vera.

Quem atura muita coisa calado acaba sendo agressivo em algum momento. Pessoas passivas no trabalho podem ser agressivas em casa, descarregando a raiva nos filhos, na mãe ou no companheiro porque se sentem mais seguras. Mesmo explodindo, acreditam que vão continuar sendo amadas. Quem recebe a agressão deve evitar reagir do mesmo jeito. “Senão vira uma guerra para ver quem humilha mais, quem pode mais. A atitude saudável é apontar para o outro a agressão e não devolver na mesma moeda”, diz a psicóloga Denise Ramos.

O responsável é você

Mas qual o caminho para atingir a assertividade? Como deixar para trás o comportamento passivo? Para começar, é preciso autoconhecimento. Os autores do livro Como se Tornar mais Confiante e Assertivo, Alberti e Emmons, afirmam que o treinamento para a assertividade evoluiu a partir da ideia de que as pessoas vivem melhor quando conseguem expressar o que querem e quando se sentem à vontade para dizer aos outros como gostariam de ser tratadas. “Algumas, porém, têm dificuldade para decidir o que querem da vida. Se você tem o hábito de fazer as coisas para os outros e acredita que o que deseja não é relevante, pode ser muito difícil descobrir o que realmente importa.”

Também é preciso deixar de sentir culpa. Você não é culpado e sim responsável pelo que acontece em sua vida. Ninguém tem a obrigação de ler seus pensamentos se você não se posiciona. Ninguém vai adivinhar seus sentimentos enquanto você não se manifestar. Para ser assertivo é preciso, antes de mais nada, reconhecer que muitos sapos já foram engolidos. Mas talvez ajude olhar para eles de outra maneira. “Essa coisa de ver o sapo como um animal sujo, nojento, é muito do nosso país. Há lugares onde eles são adorados. Na cultura oriental, por exemplo, são tidos como portadores de boa sorte e fortuna”, afirma Célio Haddad, especialista em anfíbios e professor titular do departamento de zoologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Rio Claro). Ele também lembra que na pele dos anfíbios existem muitas substâncias alucinógenas. “Essa é a raiz da lenda da princesa. Se você ‘beijar’ um sapo, entrar em contato com sua pele, depois de 5 minutos pode realmente ver um príncipe na sua frente.”

Que tal firmar um compromisso? Beije cada sapo que aparecer no caminho e transforme-o em um príncipe. Para cada sim dito contra a vontade, diga um não. Para cada desaforo que levar para casa, exponha suas opiniões. Assim, de sapo em sapo, você estará aprendendo a ser assertivo. Não é fácil. Mas certamente é bem menos indigesto.


Fernando Holiday, 20, subverte todas as expectativas. A começar pelo nome: Fernando Silva Bispo adotou “Holiday” em homenagem à cantora Billie Holiday, do hino antirracista “Strange Fruit”. Mas “música não tem nada a ver com ideologia”, diz ele, o vereador mais jovem de São Paulo, negro, gay e contrário aos movimentos negro e LGBT.

A discussão sobre apropriação cultural —em que um grupo questiona a adoção de elementos de uma cultura por outro— é “coisa de gente que não tem o que fazer”, e o debate sobre as marchinhas politicamente incorretas aponta para uma migração da esquerda do campo da política, onde foi derrotada, ao da cultura, onde “tenta sobreviver”, diz o vereador do DEM e integrante do MBL (Movimento Brasil Livre).

Na Câmara, é ao mesmo tempo autor de um pedido de cassação da colega Juliana Cardoso (PT) e alvo de um pedido de cassação produzido pela bancada petista, frutos de um bate­boca na semana passada. Um membro de seu gabinete acompanhava um YouTuber que abriu a porta da sala da liderança do partido do PT a fim de interromper uma reunião. Mais tarde, durante a sessão, Cardoso foi na direção de Holiday, gritando que era um “moleque”.

Bem­articulado, mas com olhar sempre direcionado para baixo, o vereador diz ter economizado 60% da verba de gabinete e 100% daquela para materiais (R$ 23 mil) em seu primeiro mês —a Câmara ainda não divulgou a prestação de contas de janeiro.

Planeja retomar o curso de direito no Instituto de Direito Público, onde completou o primeiro semestre, e mudar­se para o centro. Por enquanto, diz pegar carona todos os dias de sua casa, o sótão do escritório do MBL, na Vila Mariana (zona sul), até a Câmara.

Você é negro e homossexual. Seus críticos dizem que você é racista e homofóbico. Você se considera assim?

Nem um pouco. Esses ataques correspondem a um susto da militância que, por muito tempo, disse representar essas minorias. Sou contrário às cotas raciais, apesar de ser favorável às cotas sociais porque os pobres no Brasil sofrem de igual forma. Diferenciar pobres e negros e pardos cria uma divisão desnecessária e incita ódio e preconceito.

Dizem que você só tem visibilidade porque é um jovem negro disposto a corroborar o pensamento dominante.

É um discurso fraco, porque muitas das minhas propostas são justamente para beneficiar os mais pobres, dando a eles maior poder. Cheguei aqui principalmente devido à indignação de brasileiros que foram às ruas, das mais diferentes classes sociais, religiões, grupos raciais, uma diversidade muito grande e cansada de como a política estava sendo levada e que queria algo diferente. Acho que represento esse sentimento.

O que pretende fazer pelos pobres? E pelas minorias?

A maior luta vai ser contra a burocracia. Procurar parcerias com a iniciativa privada para beneficiar essa população, agilizar processos que, dependendo só do serviço público, demoram muito tempo.

Quanto às minorias, acredito que muitas das políticas sociais implantadas na tentativa de se combater esses preconceitos vêm falhando. É um processo que não dá para mudar com uma legislação, mas por meio do exemplo. Quanto mais gays, lésbicas, bissexuais, negros e outras tantas minorias conseguirem demonstrar à sociedade que sim, são capazes de alcançar o sucesso pelo mérito e, tendo oportunidade, são capazes de fazer um bom trabalho, aí sim você vai vencer o preconceito.

Mas como terão oportunidade?

Não deve haver política separada para os negros nem os LGBT. Essas pessoas devem ser englobadas em todos os programas sociais que existirem no serviço público.

À revista “The Economist”, você disse que o movimento contra marchinhas politicamente incorretas surgiu por causa do impeachment de Dilma Rousseff. Por quê?

O impeachment foi uma sinalização da queda da hegemonia da esquerda. Enquanto o PT esteve no poder, as ideologias à esquerda tiveram uma predominância natural. O impeachment é a queda desse monopólio. Com milhões de pessoas indo às ruas contra um governo de esquerda, surge outro lado latente, outra versão. Logo, aqueles que estavam predominando e que estão em queda precisam reagir. Boa parte dessa reação vem pelo caminho cultural.

O debate sobre apropriação cultural segue essa lógica?

É conversa fiada, coisa de gente que não tem o que fazer. Vivemos em uma sociedade livre. Em um mundo diversificado, onde se aceita o diferente. Deveria ser justamente o contrário. Essas pessoas que homenageiam outras culturas deveriam ser mais ouvidas.

E por que não dizer que estão espalhando culturas que poderiam ficar restritas em
determinadas localidades?

Por que deletou vídeos antigos do YouTube em que dizia coisas como: “Então vamos fazer cotas para ‘gostosa’ porque tem muito lugar aí que está faltando. A FFLCH [Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP] que o diga: se fosse assim, não seria aquele zoológico, aquele pulgueiro”? Tem vergonha de comentários como esse e o considera machista?

Eram outros estilos de vídeo. O caminho ali era buscar o debate por meio do humor. Quando começam as manifestações, o impeachment passa a ser o foco do movimento, e a gente acaba aderindo a um perfil mais sério. Não tenho vergonha, mas tenho cautela para que as pessoas não confundam o que era o projeto de início com o que é agora.

Queria fazer uma provocação. As cotas raciais oferecem um privilégio ou separam as pessoas de acordo com a sua aparência. Você pode divergir se uma pessoa é negra ou não da mesma forma que pode divergir se uma mulher é gostosa ou não. Alguns vão achar machista. Não acho que seja.

Ser negro é só aparência?

Temos um país miscigenado. É impossível dizer que haja descendentes diretos de escravos por conta da grande mistura. O brasileiro tem uma identificação com o continente africano. Somos todos brasileiros e dane­se a cor da pele e se você se sente ou não parte de um determinado grupo.

Servidor de seu gabinete acompanhou um YouTuber que abriu a porta de uma sala onde a liderança do PT se reunia. Considera essa uma atitude razoável? Vai puni­lo?

Não houve invasão. Meu assessor sequer chegou a entrar, estava de fora. Houve exagero completo. Impedi­lo de circular no corredor ou de filmar qualquer coisa já é demais.

O MBL apoiou o impeachment de Dilma. Estão satisfeitos com o governo de Michel Temer (PMDB)?

Não. O governo Temer tem diversos erros. Quando tentaram manter Romero Jucá como ministro do Planejamento, atacamos, cobramos a saída. Recentemente não achamos adequada a nomeação de Moreira Franco. Agora vamos voltar às ruas, principalmente em defesa da Operação Lava Jato.

Não demorou para o MBL voltar às ruas, considerando todas essas insatisfações?

Não, porque há outros meios que não as ruas de cobrar. No caso do Romero Jucá, havia forte tendência do governo de mantê­lo como ministro, e a pressão das redes sociais acabou forçando­os a voltar atrás. É uma sinalização do poder que esses movimentos acabam tendo pela internet, que acaba substituindo a manifestação de rua.

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RAIO­X
Idade 20 anos
Formação Cresceu em Carapicuíba (Grande SP), estudou em escolas públicas e está com o curso de direito no Instituto de Direito Público trancado

Carreira Política Integrante do Movimento Brasil Livre desde 2015, é filiado ao DEM


O Comandante do Exé´recito Gen Ex Eduardo Villas Boas em fortes declarações ao jornal Valor.

Via Defesa Net

Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Desde as primeiras horas de 2017, o país passa por uma das mais graves crises na segurança pública nos últimos anos. Do desgoverno no sistema prisional, onde detentos em Manaus, Boa Vista e Natal foram trucidados em brigas de facções, ao caos em Vitória, que resultou da paralisação da Polícia Militar, passando pela crescente instabilidade no Rio, a situação está tão crítica que homens das Forças Armadas têm sido necessários para manter o controle.

“Esgarçamo-nos tanto, nivelamos tanto por baixo os parâmetros do ponto de vista ético e moral, que somos um país sem um mínimo de disciplina social”, afirma o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas. “Somos um país que está à deriva, que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser.”

O general acompanha o cenário com preocupação. Nascido em Cruz Alta (RS) há 66 anos, 50 deles no Exército, Villas Bôas pondera que há entendimentos incorretos de que as Forças Armadas possam substituir a polícia. O Exército também está apreensivo com a reforma da Previdência, e Villas Bôas tem defendido a noção de que os militares não podem ser submetidos às mesmas regras do regime geral.

Na semana em que diversas entidades, entre elas o Ministério Público, manifestam o temor das investidas contra a Lava-Jato, o comandante defende a operação. “É a grande esperança de que se produza no país alguma mudança nesse aspecto ético que está atingindo nosso cerne, que relativiza e deteriora nossos valores.”

Para o general, a segurança pública no Brasil é uma calamidade. Com dados, elenca os motivos de sua angústia: hoje morrem cerca de 60 mil pessoas por ano assassinadas, cerca de 20 mil pessoas desaparecem no país por ano, 100 mulheres são estupradas por dia. A Polícia Federal estima que cerca de 80% da criminalidade seja ligada direta ou indiretamente às drogas: dos massacres aos ajustes de contas e até o pequeno roubo do celular. “O que está acontecendo? A segurança pública é de responsabilidade dos Estados, e eles estão extremamente carentes”, afirma.

A seguir, os principais tópicos da entrevista que Villas Bôas concedeu ao Valor.

Segurança pública

Há entendimentos incorretos de que as Forças Armadas possam substituir a polícia. Temos características distintas. Fomos empregados na favela da Maré com efetivo de quase 3 mil homens por 14 meses. No Alemão, 18 meses. É um emprego das Forças Armadas que não soluciona o problema. Nossa ação se destina a criar condições para que outros setores do governo adotem medidas de caráter econômico-social que alterem essa realidade.

O que tem acontecido? A ideia de que, se eu emprego as Forças Armadas, o problema está resolvido. Ficou nítido na Maré, onde permanecemos por 14 meses: a operação custou R$ 1 milhão por dia, ou seja R$ 400 milhões. Quando saímos, uma semana depois tudo tinha voltado a ser como antes. Entendemos que esses empregos pontuais são inevitáveis, porque as estruturas de segurança nos Estados estão deterioradas. Nossa preocupação é que essa participação seja restrita e delimitada no tempo e no espaço, com tarefas estabelecidas e sempre com o entendimento de que não substituímos a polícia.

Emprego das Forças Armadas

A defesa não é atribuição exclusiva dos militares. É de todos os setores da sociedade que devem contribuir e participar. Nosso emprego está no artigo 142 da Constituição da Garantia da Lei e da Ordem. No entanto, nosso pessoal não tem a proteção jurídica adequada. A Justiça e o Ministério Público entendem que o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem não se trata de atividade de natureza militar e sim, policial.

Não é verdade. Quando o emprego da estrutura policial não for suficiente, se emprega outra instância, as Forças Armadas. Mas, ao não exigir que se adote o Estado de Defesa e o Estado de Sítio, a lei não nos proporciona a proteção jurídica necessária. Não queremos que o uso das Forças Armadas interfira na vida do país. Mas sofremos desgaste e risco enormes com isso. Se formos atacados e reagirmos, isso sempre será um crime doloso e seremos julgados pelo tribunal do júri.

Crise na política

Esse processo que o Brasil vem enfrentando está atingindo nossa essência e nossa identidade. Tem outro componente, que vem de processo histórico recente, das décadas de 70, 80. Até então, o país tinha identidade forte, sentido de projeto, ideologia de desenvolvimento. Perdeu isso. Hoje somos um país que está à deriva, que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser. Por isso, o interesse público, a sociedade está tão dividida e tem Estado subordinado a interesses setoriais.

Lava-Jato

Acho importante todo esse processo que estamos vivendo em decorrência da Lava-Jato e de outras operações. A Lava-Jato é a esperança de que se produza no país mudança nesse aspecto ético que está atingindo nosso cerne, que relativiza e deteriora nossos valores. Daí a importância desse protagonismo que a Justiça e o Ministério Público estão tendo. Esse processo é fundamental para o prosseguimento do país. E aí você me pergunta: o que pode acontecer se a Lava-Jato atingir a todos indiscriminadamente? Que seja. Esse é o preço que tem que se pagar. Esperamos que tenha um efeito educativo.

Intervenção militar

Interpreto o desejo daqueles que pedem intervenção militar ao fato de as Forças Armadas serem identificadas como reduto onde esses valores foram preservados. No entendimento que temos, e que talvez essa seja a diferença em relação a 1964, é que o país tem instituições funcionando. O Brasil é um país mais complexo e sofisticado do que era. Existe um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a sociedade de ser tutelada. Não pode haver atalhos nesse caminho. A sociedade tem que buscar esse caminho, tem que aprender por si. Jamais seremos causadores de alguma instabilidade.

Narcotráfico

A Polícia Federal estima que cerca de 80% da criminalidade seja ligada direta ou indiretamente à droga. Outro aspecto: a droga é a origem de quase todos os problemas. O Amazonas já virou grande corredor de passagem de drogas. O controle dessas rotas é que está sendo disputado, inclusive nos presídios, pelas facções. Para combater isso é preciso que o governo estabeleça política antidrogas, multidisciplinar, que envolva educação, saúde, assistência social, segurança, inteligência, defesa. Também temos que estimular a integração com os países vizinhos. O Brasil que era corredor de passagem hoje é o segundo maior consumidor de drogas do mundo. O tráfico no Brasil está se organizando, se cartelizando, e aumentou sua capacidade de contaminar outras instituições do país.

Descriminalização das drogas

Há estudos abalizados que são a favor e outros, contra. A Sociedade Brasileira de Psiquiatria é contra. Temos que examinar o que aconteceu em outros lugares. Sabemos, por exemplo, que em nenhum país se obteve resultado que tenha melhorado a situação substancialmente. Temos que participar dessa discussão. O Exército é um setor da sociedade e deve participar. O protagonista, no entanto, é o Ministério da Justiça. A tarefa constitucional é dele.

Segurança nas fronteiras

Estamos otimistas com o processo de paz na Colômbia, mas preocupados. Sabemos que algumas frentes não vão aderir. Existe a possibilidade de membros das Farc se juntarem a outras estruturas de guerrilha, como a Frente de Libertação Nacional ou guerrilhas urbanas. Temos uma incerteza, que vai exigir atenção muito maior para essa área: desde que se iniciaram as conversações de paz houve aumento das áreas de plantio na Colômbia. É importante destacar que temos 17 mil km de fronteiras. Fisicamente é impossível vigiar essa área. Sabemos que o caminho é buscar na tecnologia, como o Sisfron [Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras], que é fundamental.

Eleições em 2018

A situação que estamos vivendo no país estabelece grande probabilidade de termos candidatos de caráter populista, porque a população está insatisfeita. Vemos surgir outro fenômeno – é natural que se faça um paralelo com os EUA, onde a sociedade não vê jamais as suas necessidades e o seu pensamento serem expressos por alguém. Quando surge alguém que fale coisas, mesmo que elas sejam não aceitáveis, mas que vão ao encontro daquilo que as pessoas pensam de uma maneira geral, corremos, sim, o risco de termos um candidato de caráter populista. E isso é muito preocupante.

Reforma da Previdência

No caso dos militares, a lei complementar vai estabelecer uma série de regras em relação à nossa previdência que estão em estudo, como o aumento e a adequação do tempo de serviço mínimo para a aposentadoria. O Estado deve entender que, se pretende contar com instituições a qualquer momento, em qualquer horário, de qualquer maneira, essa instituição tem que ter características especiais. Nosso contrato social nos dá prerrogativas para que possamos cumprir esse papel diferenciado. Não temos direito à sindicalização, à greve.

Ninguém aqui quer pressionar o governo, mas, se somos colocados no regime da previdência, abriremos margem para que os militares reivindiquem oito horas de trabalho. Isso vai descaracterizar e inviabilizar a profissão militar. Nós, militares, abrimos mão de alguns direitos como o FGTS, por exemplo, e, em contrapartida, a União assume as despesas com nossa inatividade. Temos estudos mostrando que se tivéssemos esse direito, a União anualmente teria que dispender R$ 24,7 bilhões.

Nosso regime previdenciário não tem sistema de proteção social. Contribuímos com 7,5% para nossa pensão e com 3,5% com saúde e assistência social. Isso corrobora que não temos regime de previdência e pressupõe planos de benefício e de custeio. Na inatividade, não temos plano de custeio e continuamos aportando. A União não nos dá nada. No caso dos demais servidores, a parcela da União pode chegar a 22%. Mas é feito um jogo de informações. Devemos tratar o assunto sem paixões. As despesas dos militares inativos estão no orçamento fiscal. Não impactam as contas da previdência. Até 2015, estavam no orçamento da Seguridade Social.


Intitulado “MOSTRA-ME TUA BUNDA E EU TE DIREI QUEM ÉS”, o velho e bom Ziraldo fez a mais clássica, e por que não científica, classificação dos tipos de bundas das nossas meninas.

Recebi a imagem acima num grupo de WhataApp, no que me inspirou a fazer a primeira coluna do Espaço Feminino de 2017 tendo “bunda” como tema.

A foto original, ao que parece, foi postada na rede social da moça que não está lá muito satisfeita com a sua bunda, essa que é a preferência nacional dos brasileiros quando o assunto é a parte do corpo feminino.

O jornalista, artista, humorista e chargista Ziraldo é considerado especialista no assunto, tanto que chegou a criar no final dos anos 90 a revista Bundas. Não que a publicação fosse exatamente especializada no assunto, mas, claro, a pauta “bunda” sempre estava presente nas edições da revista, que viria parar de circular um ano depois do seu lançamento devido problemas financeiros.

Na verdade, Bundas era uma sátira inteligente à revista “chique-brega” Caras, que fuxica e promove a vida dos famosos.

De qualquer forma, coube ao velho e bom Ziraldo fazer a mais clássica, e por que não científica, classificação dos tipos de bundas das nossas meninas em um texto intitulado “MOSTRA-ME TUA BUNDA E EU TE DIREI QUEM ÉS”, que o Blog do Robert Lobato publica a seguir.

Espero que o texto sirva, inclusive, para que a jovem da imagem acima consiga identificar em qual categoria a sua bundinha, que nem é tão feia assim, se enquadra. 

Fiquem com mestre Ziraldo e os diferentes tipos de bundas.

Pandeló: Faz sombra. Pde ser desenhada a compasso. Própria de mulheres separadas, exibicionistas e de futuro!!!
Moranga: Chamada de Halloween nos Estados Unidos. Muita volúpia. Próprias de mulheres que, quando acarram, não soltam.

Gatinha: Te olha com aqueles olhinhos… Própria de mulheres mães. Perdição!

Tanajura: Literalmente pega brotoeja. Êxito financeiro. Grande capacidade de liderança voltada para o passado.

Bunda-pêra: Lááá em baixo. Própria de mulheres cheias de poder de decisão, ainda que muito, muito preguiçosa…

Bunda-alta: Pouco espaço pro tórax. Muito presente no basquete e no futebol e em certos restaurantes do Botafogo.

Amazona: Já vem com culote. Feita apenas de duas bandas, uma bunda nunca é igual a outra. Própria de mulheres sofredoras.

Muchiba: Presente em mulheres infelizes que acabam entrando para política ou para alguma Organização Não Governamental.

Garrafeira: Não faz sombra. Está mais pra murundo do que bunda. Adora dança. O que sobre em baixo falta no cérebro.


A cidade de Imperatriz-MA sediará a próxima reunião do Parlamento Amazônico. A decisão foi tomada na última quinta-feira (16), durante a realização da X Reunião Ampliada do Parlamento Amazônico, que aconteceu no Plenário da Câmara Municipal, em Marabá, no Pará. Após um dia de debates e discussões,atendendo requerimento do deputado Wellington do Curso (PP), foi confirmado que a próxima reunião do Parlamento acontecerá na cidade de Imperatriz, que é vista como o “Portal da Amazônia”.

O requerimento de solicitação, do deputado Wellington, para a próxima reunião do Parlamento Amazônico na cidade de Imperatriz foi acatado e aprovado por unanimidade pelo colegiado da entidade. O objetivo da XI Reunião é buscar soluções para problemas vivenciados na Amazônia, com alternativas que aliem desenvolvimento sustentável e crescimento econômico do Maranhão.

“A Amazônia maranhense é dona de rica biodiversidade, encontra-se em 62 municípios do Maranhão e representa, em termos de bioma, 34% do território do Estado. Por isso, solicitei que a cidade de Imperatriz fosse sede da próxima reunião do Parlamento e é com alegria que recebo a notícia de que Imperatriz sediará a XI Reunião do Parlamento Amazônico. Tal solicitação justifica-se devido ao fato de a referida cidade ser a segunda maior cidade do Maranhão e ser considerada, ainda, o Portal da Amazônia. Com isso, nosso objetivo é buscar soluções para problemas vivenciados, com alternativas que aliem desenvolvimento sustentável e crescimento econômico do Maranhão. Na pauta, estarão presentes a discussão sobre a Duplicação da BR-010, em Imperatriz; o Porto Seco da Região Tocantina; Ampliação de voos para Região Amazônica, dentre outros assuntos de relevância nacional, que serão discutidos em Imperatriz”, disse Wellington.

A reunião está marcada para o dia 27 de abril , na cidade de Imperatriz, e deve contar com a representatividade de Assembleias Legislativas dos nove Estados que compõem a Amazônia brasileira: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além da participação de deputados federais, senadores, ministros e outras autoridades.

Essa já será a segunda vez em que o Parlamento Amazônico estará no Maranhão. A primeira vez foi em outubro de 2016, também por solicitação do deputado Wellington, que trouxe a Reunião do Parlamento Amazônico para São Luís, na Assembleia Legislativa do Maranhão.