FRASE DO DIA

Destruir Lula é roubar a voz dos pobres, só um povo infantil faria uma coisa dessa

(Domenico De Masi, sociólogo italiano)

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Se a gente aprende desde criancinha que não se bate numa mulher nem com uma flor, imagina espancar um ser sagrado como a nossa mãe…

Advogado agressor da própria mãe recebe solidariedade de médico suplente de deputado.

Em meio a indignação que tomou conta da sociedade maranhense com vídeo em que o bacharel em direito Roberto Elísio de Freitas é flagrado em uma série de agressões físicas e psicológicas contra a própria mãe, de 84 anos, o médico e suplente de deputado estadual Yglésio Moyses tentou, por meio da rede social do Facebook, fazer uma defesa, na verdade criar uma justificativa para a barbárie cometida pelo tal advogado. Veja o que disse o sujeito:

“Antes de sair feito um doido indignado com o vídeo do homem que agrediu a mãe, tente entender a situação. O homem é obeso mórbido, desempregado, tem sinais claros de doença mental ali. Uma pessoa formada em Direito que não trabalha e gerencia apenas a pequena aposentadoria da mãe não parece ser normal. Outra coisa que chama a atenção é a postura passiva da mãe, como se aquilo fosse algo que já tivesse acontecido. Pra fechar, a pessoa que está do lado filmando não demonstrou grande indignação na filmagem, nem o próprio homem não se importou com ela filmando toda a situação, como se ele não tivesse noção daquilo que estava acontecendo. Tem muito traço de doença mental, com posibilidade de estar em surto psicótico mesmo. Pode ser fingimento? Pode, mas antes de julgar, aguarde ele ser avaliado por um especialista em Psiquiatria, não por você que é especialista em vida alheia. Não entre nesse parafuso de piração de blog. Blog quer acessos. Ponto.”

A impressão que passa, a partir das palavra do doutor, é que, por algum motivo, ele entende que precisamos ter certa complacência com agressores de mulheres e pior: das próprias mães. Um verdadeiro absurdo!

Ora, se a gente aprende desde criancinha que não se bate numa mulher nem com uma flor, imagina espancar um ser sagrado como a nossa mãe!

Não sei que tipo de doença psicológica ou psiquiátrica esse senhor Roberto Elísio de Freitas possui; não entendo até que ponto o fato dele estar supostamente desempregado seria motivo para torturar a mãe deixando de ser filho para se tornar carrasco da sua genitora.

A verdade é que nada justifica as cenas humanamente degradantes mostradas nos vídeos publicados nas redes sociais e blogs. Aliás, corre um áudio na internet onde alguém, que seria vizinho do filho agressor, traça o perfil dele como sendo uma pessoa que nunca passa de um plaboy, bon vivant que sempre viveu às custas dos pais.

E falando em blogs, o doutor Yglésio Moyses ainda teve o descaramento de querer desqualificar os blogs que divulgaram os atos insanos do advogado doidão.

Ah, vai plantar batatas, Dr. Maluquinho!


Fundação Abrinq coloca as propostas do senador maranhense em agenda legislativa prioritária

O Senado Federal analisa o Projeto de Lei 217/2015, de autoria do senador Roberto Rocha (PSB-MA), que dobra o repasse de recursos para alimentação escolar em municípios em situação de extrema pobreza. A matéria vem sendo acompanhada de perto pela Fundação Abrinq, que lançou, esta semana, o seu Caderno Legislativo 2017. Segundo a entidade, a proposta do senador maranhense é uma das mais relevantes no tema em defesa da criança e do adolescente no Congresso Nacional.

O projeto, que já foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, prevê duplicar os valores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), conhecido como merenda escolar, para alunos de localidades de extrema pobreza. “Há muitas áreas rurais e municípios pobres, onde ainda tem registros de desnutrição infantil. Persistem situações onde a principal motivação de uma criança ir à escola é encontrar fonte de substância na merenda oferecida”, explicou o senador Roberto Rocha.

A medida beneficiará 470 municípios brasileiros, cerca de 100 deles localizados no Maranhão. São considerados municípios de extrema pobreza aqueles nos quais 30% ou mais das famílias neles residentes façam parte do cadastro dos programas Brasil sem Miséria ou Bolsa Família.

Embora a proposta do senador maranhense seja uma das mais destacadas, estudo apresentado pela Fundação Abrinq revela que apenas 12 entre 2.769 propostas dos congressistas relacionadas ao público entre 0 e 17 anos foram sancionadas pelo presidente da República em 2016. Outras 11 foram arquivadas e as restantes estão praticamente paralisadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Em entrevista ao site Congresso em Foco, a diretora executiva da Abrinq, Heloísa Oliveira, disse que há pouco foco dos parlamentares nas prioridades relativas à questão. “São diversos problemas acerca da pauta legislativa, como lentidão na tramitação das propostas, inadequação formal dos projetos, vícios de inconstitucionalidade e outras situações de confronto com a lei. Tudo isso dificulta a aprovação dessas propostas”, disse.

Na contramão da maioria dos parlamentares, o senador Roberto Rocha tem outras propostas especificamente para crianças e adolescentes, como o Projeto de Lei 353/2016 que institui o Programa de Passe Livre Estudantil e cria o Fundo Federal do Passe Livre Estudantil. A proposta também está no rol de monitoramento da Fundação Abrinq.

Para o congressista maranhense, iniciativas para criação de legislações voltadas para crianças e adolescentes são uma forma de assegurar desde cedo os direitos delas e ajudá-las a criar oportunidades na vida. “O nosso projeto procura desonerar as famílias dos encargos de deslocamento de seus membros, sobretudo nos casos das crianças e dos jovens, assegurando-lhes as condições mínimas de circulação na cidade onde moram e estudam, algo mais importante ainda nos casos dos estudantes que habitam nossas periferias urbanas, cujos deslocamentos são mais onerosos para o orçamento familiar”, argumentou Roberto Rocha.


A maneira como nos relacionamos diz muito sobre quem somos

por Gustavo Gitti, via Vida Simples

Começamos olhando para aquele nosso amigo tímido. A timidez parece existir lá fora, como parte de sua identidade, certo? Ainda assim, há pelo menos uma outra pessoa que não vê timidez alguma ali e no mínimo um ambiente no qual ela não aparece. Agora expandimos tal contemplação para todas as qualidades que atribuímos aos outros. Alguma característica pode ser apontada como permanente? É verdade que alguns condicionamentos persistem mais, como em alguém que fuma há 30 anos, mas ele não é fumante por natureza: antes não fumava e pode cortar o vício.

Não faz sentido falar em pessoas falsas, malignas, burras, vingativas. Tais negatividades não pertencem a elas, não estão incrustadas na alma, não estão entranhadas no âmago. São qualidades relacionais que se manifestam de acordo com a posição em que elas estão na sociedade, na empresa, na família, entre amigos.

Quem aponta “Ele é chato” revela o tipo de relação que foi “co-construída”, o modo como nasceram um ao outro. Não há chatice em ninguém ali. Portanto, se você reclama que vive cercado de pessoas superficiais, isso não diz nada sobre elas, mas diz muito sobre como você se relaciona.

Do mesmo modo, tudo aquilo que você pensa ser, sua “essência”, são apenas formas de relação que estabeleceu consigo diante do espelho e com as pessoas, objetos, locais, com o mundo em geral. Bastaria cortarem todos os meus vínculos atuais, inclusive com o apartamento onde moro, para eu começar a esmolar ou até mesmo roubar para conseguir comida ¿ eu mudaria 100%. O problema é que esquecemos essa mobilidade e congelamos as pessoas como se elas fossem algo independente do contexto e do nosso olhar construtor.

Se não perdemos de vista essa natureza livre de atributos, aquele problema que parecia vir do outro agora se mostra como uma possibilidade (restrita) de conexão. E então naturalmente damos espaço a outros posicionamentos, olhares, gestos. O outro muda quando mudamos a relação.

Para andar num mundo de pessoas abertas e generosas, começo me abrindo. Oferecer o meu melhor é já ativar o melhor dos outros. Por outro lado, se enxergo manifestações transitórias como essências imutáveis, se não considero um criminoso como um potencial parceiro, isso é sinal de que estreitei minha visão, exatamente como aconteceu com o criminoso.

É inútil imaginar um mundo melhor e discursar sobre transformação social se continuamos congelando as pessoas ao nosso lado.


“Nostalgia é saudade do que vivi, melancolia é saudade do que não vivi.”
(Carlos Heitor Cony)

Confesso que sou meio nostálgico no jeito de levar a vida.

Em certas datas comemorativas então… nem se fala.

O Dia das Mães é uma data que essa minha nostalgia aflora como mais força e intensidade.

Não apenas porque me faz forçosamente lembrar de momentos maravilhosos que vivi com a minha saudosa Waldeliz, mas também pelo fato de saber o quanto a nossa vida é frágil, efêmera e, quase sempre, desgraçadamente surpreendente.

Ainda muito jovem sempre gostei de coisas antigas. De música, filmes, livros etc., tudo aquilo com mais idade me encanta e fascina – não por acaso sempre tive uma queda pelas balzaquianas!

Estar ‘preso’ ao passado tem suas vantagens e desvantagens, como tudo na vida, diga-se.

Uma das vantagens é que se pode fazer de conta que o mundo parou exatamente naqueles bons instantes de prazer e felicidade. Faz a gente não sentir essa sensação dos dias atuais em que as coisas passam numa velocidade estonteante.

A nostalgia tem ainda a capacidade de nos deixar mais sensíveis à determinadas coisas que a modernidade contemporânea nos tem negado ou não dada a chance de observá-las com mais atenção.

Nessa maratona cotidiana pela sobrevivência, na correria para consumir o que se necessita de fato e que nos empurram pela publicidade mágica, enfim, na pressa de fazermos tudo ao mesmo tempo agora, muitas vezes deixamos de contemplar as coisas que verdadeiramente dão sentido à vida.

Porém, ser nostálgico é uma desvantagem quando a fixação pelo mundo de outrora, ao invés de se tornar um prazer, uma paixão, torna-se uma prisão. E como tudo aquilo que nos domina e aprisiona é temeroso, nada melhor do que curtir a nossa nostalgia com um pé lá atrás, naqueles momentos inesquecíveis, e outro no presente real e concreto.

Ainda que esse presente real e concreto seja de sofrimento, angustia e solidão. O importante é lutar, sempre!

Um Feliz Dia das Mães para todas que tiveram a chance de ser este ser abençoado por Deus.

E bonito por natureza, como diria o poeta…


por Nonato Reis

O cérebro humano se baseia em signos para armazenar e selecionar eventos. Uma mesma palavra-chave pode provocar diferentes reações entre pessoas, dependendo das situações e das circunstâncias que cada uma viveu, envolvendo aquele signo. Que critérios a mente utiliza para memorizar ou descartar é um enigma que a ciência até hoje não conseguiu decifrar. Cigarro, bebida e bolinha de gude, por exemplo, me fazem lembrar de histórias engraçadas, algumas exóticas até.

Criança, adorava brincar com bolinhas de gude. Achava-as lindas naquele vidro transparente e de manhas diversas em contraste. Tinha coleção delas, de todos os tamanhos e cores. Uma prima levada da breca amava-as de tal forma que achou que podia engoli-las como se fosse pitomba.

Por sorte a bolinha passou no esôfago e foi parar nos intestinos dela, mas teve que tomar laxante para se ver livre da incômoda penetra. Até hoje me lembro do ruído da esfera de vidro batendo no fundo do penico, para o alívio de todos.

Comecei a fumar ainda menino, de tanto ver o meu pai às voltas com cigarros. Ele era um viciado contumaz, que acordava às 4 da manhã e já preparava o canudo de fumo e abade. Além disso em nossa casa havia uma bodega que comercializava o produto. Eu dormia e acordava inalando fumaça de cigarro, isso numa época em que fumar significava charme, beleza, elegância. Nos próprios filmes e novelas era comum ver os galãs dando grossas baforadas.

Eu fumava escondido, porque se descoberto era surra na certa, com talos de goiaba ou tamarindo que, ao contato com a pele, provocavam marcas vermelhas e até queimaduras. A certa altura eu já era tão viciado que, não tendo dinheiro para comprar cigarros, apanhava as tinchas (restos de cigarros usados) e fumava-as.

Em férias em São Luís, na casa dos avós, fui até o comércio mais próximo e comprei dois “Gaivotas”, um cigarro horroroso, porém o mais barato, preferido do meu avô.

Achando que ninguém me conhecia ali, fui para o meio da rua e, todo compenetrado, ao  primeiro casal que passou por mim fumando pedi ao cidadão que me fizesse o obséquio de acender o cigarro, ao que a mulher respondeu: “Nonato, tu já fumas"!? Vou dizer para a tua tia”. Levei um duro sermão e fui ameaçado de ter as férias na cidade interrompidas.

Quem se lembra de Jurubeba Indiana? Era uma bebida em forma de vinho, que tinha uma coloração escura e o sabor adocicado. Um dia eu e Zeca, meu primo, entornamos quatro garrafas da beberagem e vimos o mundo girar. Depois ele tirou dois cigarros de palha do bolso, me ofereceu um e depois falou: “vamos fazer a cabeça!”. Eu disse “o que é isso?” Ele explicou: “ é assim (…)". Então acendeu o cigarro, deu uma longa tragada e depois, sem expelir a fumaça, tapou o nariz com uma das mãos e com a outra começou a dar batitinhas na cabeça.

Não demorou e Zeca, os olhos vermelhos feito brasa e como se pisasse em nuvens de algodão, começou a delirar. Disse que possuía um palácio todo iluminado na Mutuca, canal que no inverno ligava o Rio Maracu aos campos inundados do Tamataí, e dentro do palácio uma princesa que emergia das águas.

Depois foi até a Praia Grande, comprou duas dúzias de Tapiacas (a popular Branquinha), voltou para casa e pediu à mãe que preparasse os peixes imediatamente, pois fora acometido de uma fome louca.

A mulher começou a abrir os peixes, Zeca entendeu que não daria tempo de esperar cozinhá-los. Pegou uma cuia com farinha de mandioca e se postou a um plano inferior ao jirau, onde a mãe preparava os peixes. As vísceras que ela arremessava do alto ele as apanhava no ar com a boca, igual cachorro, e as comia com farinha.

O velho Marcondes, pai de Zeca, vendo aquele espetáculo grotesco, ralhou: “esse patife fumou maconha!”. Tirou o cinturão da calça e acertou duas lapadas na costa de Zeca, que fugiu em disparada, desaparecendo no matagal que cercava a casa.

No final do dia Zeca reapareceu, triste e debilitado. A mãe já aflita com o seu sumiço abraçou-lhe aos prantos. “Meu filho, o que aconteceu contigo? Está pálido e magrinho.

Parece um aracu desovado”. E Zeca, o olhar espetado no chão: “Desovado, não, que eu não sou peixe. Mas sem os bofes, sim, que eu já botei tudo pra fora”.


Macrom provou que o amor pela sua “coroa” só lhes fez bem, ambos completam o outro e vitória para a presidente da França foi mais do que uma vitória política. Foi, sobretudo, uma vitória do amor.

Emmanuel Macron e sua esposa Brigitte Trogneux

Um dos textos mais belos que já li sobre relações de amor foi “O Amor nos tempos do sexo”, escrito em 2005 pela escritora, ensaísta, teatróloga, jornalista, defensora dos direitos das mulheres e política, Heloneida Studart, cuja vida a deixou em dezembro de 2007.

No texto, Heloneida narra com um brilhantismo poético singular a saga amorosa entre o príncipe Charles, herdeiro do trono do reino da Inglaterra, e a sua amanda de meia-idade, Camila Parker.

A seguir um trecho da narrativa enamorada de Heloneida para depois eu entrar no assunto principal deste post. Assim:

“Trinta e quatro anos de amor! Trinta e quatro anos entre dificuldades de toda ordem, imposições da família real, intrometimentos da Igreja Anglicana, casamentos com pessoas diferentes, cerimônias espetaculares (o casamento dele com Lady Diana foi um dos eventos de maior pompa que o Reino Unido já viu), filhos de outros matrimônios e o amor dos dois lá, brilhando, como uma luz extra-terrena, um sol perpétuo (…) O romance do feio e desengonçado filho da rainha Elisabeth com a feiosa Camila tinha fortes raízes eróticas, como mostrou o telefonema gravado de um diálogo entre os dois (“Eu queria ser um Tampax” etc.). Não valeu o tempo, não importaram as rugas, as pelancas. O mundo inteiro, convertido aos mitos da beleza e da juventude, torceu para que ele amasse a formosa Diana. No entanto, o príncipe desengonçado só amou a sua bruxinha, com aquela cara amassada e cheia de marcas, com aquele corpo desgracioso. Camila Parker Bowler é uma vitória do amor sobre todos os esteriótipos do nosso tempo”. Ufa!

Trouxe essa maravilha de texto para remeter a mais recente revelação de amor que teria tudo para não dar certo. Falo de Emmanuel Macron e Brigitte Trogneux, ele atual presidente eleito da França; ela, sua ex-professora de Francês e Latim. Até aqui nada de tão extraordinário.

Ocorre que quando Macron conheceu a professora ele tinha apenas 15 anos de idade e era amigo de classe da sua filha. Logo, tudo levava a crer que se houvesse cheiro de amor no ar teria que ser entre ele, Macron, e a jovem rebenta da professora.

Só que, fosse assim, seria apenas mais uma história de amor entre dois jovens que se conheceram, apaixonaram-se, largaram tudo e foram viver o seu amor intensamente.

Mas, não! O jovem Macron derreteu-se e se entregou foi aos braços da professora 24 anos mais velha.

Quando os pais viram que havia algo de “errado”, trataram de mandar o filho para longe da “perdição”. Tipo da coisa que só aumenta o fogo da paixão. “Você não vai se livrar de mim. Eu vou voltar e vou casar contigo”, disse ele, segundo contou Brigitte em entrevista à revista Paris Match. “Nos telefonávamos o tempo todo e, pouco a pouco, ele quebrou minha resistência com uma paciência impressionante”.

Hoje, o futuro comandante de uma das maiores potências econômicas do mundo tem 39 anos e seu primeiro e único amor acabou de completar 64. E daí? Macrom provou que o amor pela sua “coroa” só lhes fez bem, ambos completam o outro e vitória para a presidente da França foi mais do que uma vitória política. Foi, sobretudo uma vitória do amor. De uma linda história de amor, diga-se!

E para concluir, volto à Heloneida Studart em “O Amor nos tempos do sexo” quando ao final do artigo ela fecha com chave de ouro com estas palavras que cabem como uma luva para o amor de Macron e Brigitte:

“Certamente, à noite, quando mais uma vez se despir diante dele, o príncipe vai enxergar, não o
corpo flácido de uma senhora, mas o corpo esbelto, juvenil, perfeito que possuem todas as mulheres, de qualquer idade, quando são amadas.”

Até a próxima!


A preservação dos rios maranhenses será mais uma vez debatida na segunda edição do seminário que ocorrerá no município de Pedreiras, no próximo dia 26 de maio, no auditório da Faculdade de Educação São Francisco- FAESF. Com o tema ”Revitalização dos Rios Maranhenses e Suas Nascentes”, o evento vai reunir profissionais que são referências na área de sustentabilidade ambiental, para discutir e buscar alternativas para a recuperação dos rios.

O seminário é uma realização do Instituto Cidade Solidária e do gabinete do senador Roberto Rocha (PSB), com co-realização do Movimento Ensinando e Aprendendo- MEA.

A programação iniciará às 8:00h e abordará temas importantes como “A Bacia do Mearim- Sua Importância e Propostas Para a Sua Revitalização”, que será ministrada pelo professor Antônio Lopes do Bonfim Neto- chefe do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA- Campus Bacabal).

Haverá ainda a palestra com representantes da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do Parnaíba e do São Francisco (Codevasf), que explanarão sobre “A Bacia do Mearim- Sua Importância e Propostas Para Sua Revitalização”. O evento contará ainda coma presença do senador Roberto Rocha e outras lideranças políticas do estado.

Para participar, basta se inscrever pelos contatos: inscricoes@ cidadesolidaria.org ou 98/99221-1261. Quem mora em Pedreiras, Trizidela do Vale e região, pode fazer a inscrição também na sede da Associação Comercial Industrial e do Agronegócio de Trizidela do Vale- ACIATRI, localizada na Rua Santo Antônio, Nº 157, Trizidela do Vale.

No dia do evento, levar 01 kg de alimento não perecível, que será doado para instituições de caridade.


Todo cuidado é pouco para não cairmos na zona de risco e virarmos sociopatas virtuais, e, por conseguinte, fazer de algo importante e útil, como são as redes sociais, em verdadeiras “rede antissociais”.

A internet revolucionou o cotidiano da humanidade não somente do ponto de vista da comunicação e da forma que recebermos e compartilhamos informações, mas também como nos relacionamos com o próximo, muitos dos quais sequer conhecemos pessoalmente para fazer algum juízo de valor razoável.

Através dela, da internet, as chamadas redes sociais impulsionaram ainda mais algo que já nasceu revolucionário, uma espécie da revolução dentro da revolução.

E o resultado é um mundo cada vez menor, mais próximo e que pode ser ao mesmo tempo mais fraterno ou mais cruel dependo do modo que for usado, pois como tudo na vida, as redes sociais podem trazer tantas facilidades quantas forem possíveis assim como inúmeras dores de cabeça para os chamados internautas.

É quando as redes deixam de ser “sociais” e se transformam aterrorizantemente em “redes antissociais”.

Ao ganharem esse caráter “antissocial”, as redes podem destruir pessoas, empresas, instituições, famílias, enfim, fazer um estragado irreversível à imagens e reputações de qualquer um ou de qualquer coisa.

Em seu livro “Humilhado: como a era da internet mudou o julgamento público” (Editora Best-Seller), o jornalista britânico Jon Ronson trata profundamente sobre esse lado obscuro da internet, revelando histórias de depreciações públicas cometida nos ambientes virtuais.

No Brasil, com a radicalização da política, é possível se ver um pouco, aliás, um pouco não, muito das barbáries e hostilidades que acabam por fazer do Twitter e do Facebook, por exemplo, verdadeiros lixões cibernéticos. Às vezes dá vontade de vomitar de tanto aberração, tanta baixaria, trocas de ofensas e agressões pessoais para tudo que é lado.

Não é por acaso o surgimento do “Cyberbully” ou “Bullying Virtual”, que faz vítimas pelo mundo afora, inclusive em São Luis como aconteceu com o servidor portuário David Barros, 37, que teve montagens agressivas com sua foto, após postá-la em seu perfil de rede social – ele denunciou o caso a polícia!

Nesse sentido, todo cuidado é pouco para não cairmos na zona de risco e virarmos sociopatas virtuais, e, por conseguinte, fazer de algo importante e útil, como são as redes sociais, em verdadeiras “rede antissociais”.


por Nonato Reis

Pau Ferro era um ateu. Não desses que negam a existência de Deus da boca pra fora, apenas para posar de rebelde, subversivo, mas na hora do sufoco danam-se a clamar pelo socorro do Altíssimo. Não! Ele tinha uma crença inabalável no materialismo. Tudo o que existe na face da Terra nasce e morre, à exceção das pedras que sempre existiram. Assim, o homem, uma vez falecendo “estava mortinho da silva”, fadado a virar pó.

Morava em uma casinha de porta e janelas, na rua Dr. Castro Maia, em Viana. Era alfaiate dos bons; aliás, raríssimo. Do tipo que costurava sem tirar medidas. Depois de pronta a roupa se ajustava no corpo do cliente como uma luva nas mãos. Na salinha improvisada de ateliê, mantinha duas velhas máquinas Singer, uma dele e outra do auxiliar e amigo inseparável, José Alvinho.

Alvinho, aliás, morava com ele desde tempos imemoriais. Os dois jamais se casaram, e na falta de uma companheira, um servia de companhia ao outro. Eu o conheci já no fim da vida, aos 95 anos. Gostava daquele velhinho magro, alto, empertigado, o olhar penetrante, que fita o interlocutor como se quisesse arrancar-lhe o fígado. Dele ouvi muitas histórias, entre uma caneca de café e um trago de cachimbo. “Pau Ferro, um dia ainda vou escrever um livro sobre ti”. “Faz isso, Nonatinho! Assim vencerei a morte e me tornarei imortal”, dizia num misto de verdade e ironia.

Pau Ferro parecia não acreditar em nada. Quer dizer, em nada que não pudesse ver ou tocar. Era uma espécie de São Tomé contemporâneo. Do amor, desdenhava. “Isso é coisa de sonhador, meu filho; de gente que não tem o que fazer”. Mesmo assim, dele não ficou imune. Na mocidade gostara de uma prima, dez anos mais nova que ele. Namorou e planejou casamento. Na véspera do enlace, todos os preparativos ultimados, ela caiu na besteira de dizer que não era virgem. Ele a pegou pelo braço e entregou-a aos pais.

Para a mãe, que cobrou-lhe explicação por tamanho desfeito, disse laconicamente: “É puta! Não serve pra casar”. E nunca mais se envolveu com ninguém. Pau Ferro parecia uma rocha. Não se abalava com nada. Jamais foi a um velório. A morte para ele era um fim em si mesmo. “Como vou prestar homenagem a uma coisa que não existe mais?”. Alvinho discordava dele. “Pau Ferro, a morte é só uma passagem. O defunto vai morar nas estrelas”. Ele rechaçava. “Quem te disse isso? Algum deles voltou pra te contar essa lorota? Te levaram lá nas estrelas?”.

As discussões entre os dois varavam horas, no final delas, Alvinho, cansaço de lutar com o amigo, prometia: “Olha, Pau Ferro, se eu morrer primeiro, eu juro que volto aqui pra te fazer engolir a tua teimosias. Deixe estar”. “Pois vorta mesmo, Alvinho, e eu te prometo que ainda te sirvo uma caneca de café”.

O tempo passou, Alvinho recebeu uma carta de um tio que se encontrava entre a vida e a morte em Marabá, no interior do Pará. Foi, com a promessa de voltar assim que o parente melhorasse, ou passasse desta para outra melhor, e nunca mais voltou.

Pau Ferro, já esquecido do amigo, retomou sua rotina de alfaiate. Um dia, lá pelas duas da tarde, ele costurava em sua velha Singer, de costas para a janela da rua, quando, de repente alguém bateu em suas costas e perguntou: “Volta, ou não volta, Pau Ferro?”. Seu corpo virou estátua e na mesma hora ele reconheceu a voz do amigo. Sem fala, respondeu apenas com o pensamento: “Vorta!”.


Quando Vitória ficou entregue à bandidagem, apareceram radicais de ocasião com o discurso da lei e da ordem

Elio Gaspari, O Globo

Eremildo é um idiota supersticioso. Ele desconfia que o deus Caos, príncipe da desordem, está mandando sinais para os brasileiros.

Na tarde de quarta-feira, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal mandou soltar o comissário José Dirceu, condenado a 32 anos de cadeia. Ele estava trancado no Complexo Médico-Penal de Pinhais, onde era guardado por agentes penitenciários.

Horas depois, em Brasília, dezenas de agentes penitenciários, alguns deles armados, invadiram dependências da Câmara, estouraram duas bombas e obrigaram os deputados a adiar uma sessão que discutia a reforma da Previdência.

Na Câmara, a Comissão de Segurança Pública aprovou o projeto que concede anistia aos policiais militares que se amotinaram em fevereiro no Espírito Santo.

Quando Vitória ficou entregue à bandidagem, apareceram radicais de ocasião com o discurso da lei e da ordem. Oportunismo, pois todos os motins anteriores acabaram em anistias, com os radicais fingindo que não prestam atenção.

A última anistia, para os envolvidos em motins em 19 estados, foi aprovada pelo Congresso e vetada por Dilma Rousseff. Em junho, durante o governo de Temer, o veto foi derrubado e a anistia, promulgada. Ninguém deu um pio.

Na manhã de quinta-feira, a associação dos oficiais da PM de Goiás homenageou com um café da manhã o capitão Augusto Sampaio de Oliveira, que arrebentou a cara de um manifestante durante a greve do dia 28.

A conduta do capitão foi registrada, ao vivo e a cores. O ilustre militar nunca foi punido por condutas impróprias, apesar de sua ficha registrar que se envolveu em quatro casos de agressão, inclusive contra menores de idade.

A vítima do capitão homenageado passou por duas cirurgias, ficou cinco dias em estado de coma e continua em estado grave.