FRASE DO DIA

Destruir Lula é roubar a voz dos pobres, só um povo infantil faria uma coisa dessa

(Domenico De Masi, sociólogo italiano)

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Comissão de Valores Mobiliários julgará Petrobras e JBS

Guilherme Pimenta, via Jota.Info

Depois de mais de três anos de investigações da Lava Jato, a operação que levou à prisão grandes empresários e políticos de renome e lança agora suspeitas sobre a conduta do presidente Michel Temer, não teve o mesmo impacto no mercado de capitais – um dos setores mais dinâmicos da economia. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) iniciou 17 apurações relacionadas direta ou indiretamente ao caso, mas nenhuma foi concluída até o momento.

Diferentemente da esfera criminal no Ministério Público Federal, dos cartéis investigados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da conduta de servidores sob escrutínio da Controladoria-Geral da União (CGU), a CVM analisa se a Petrobras e a JBS enganaram investidores, impondo prejuízos ao mercado como um todo.

A lentidão da autarquia pode provocar um dos maiores prejuízos da história do mercado de capitais no país. A Petrobras é questionada sobre repassar informações equivocadas e dados inflados ao mercado, a partir dos quais investidores compraram ações apostando na empresa. Como possui ações negociadas na Bolsa de Nova York, a postura da companhia culminou não apenas em processos administrativos na CVM, mas também na abertura de uma class action nos Estados Unidos por um grupo de investidores que aponta prejuízos causados pela gestão da estatal.

A situação gerou um desafio institucional para o mercado e seu regulador. Uma decisão favorável aos acionistas nos EUA levará fatalmente a uma migração para a bolsa norte-americana, uma vez que lá é maior a sensação de proteção judicial em caso de problemas – movimento que esvaziaria a B3 brasileira.

A correlação com o mercado americano também está presente no caso da JBS. A CVM enfrenta o teste de avaliar a venda de ações por controladores da JBS durante o período em que eles negociaram um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A companhia tinha o interesse de abrir o capital na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), onde mora atualmente o empresário Joesley Batista, responsável por gravar conversas com o presidente Michel Temer e com o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Nos diálogos, o auxiliar presidencial manifesta o plano de nomear integrantes da CVM alinhados aos interesses do empresário.

Os casos embutem o cumprimento de dois princípios basilares do mercado de capitais: a transparência das empresas listadas em Bolsa e o grau de confiança que os investidores podem sobre os negócios realizados ali.

Nenhum outro gestor ou político nacional sofre pressão maior sobre este tema que o presidente da CVM, Leonardo Pereira, cujo mandato pode terminar em julho sem que os casos da Lava Jato sejam julgados pela autarquia. A eventual migração de investidores para outra jurisdição em busca de maior segurança jurídica seria um duro golpe na reputação da CVM. O paradigma quebrado pela JBS também indica o alcance da cooperação da comissão com outros órgãos investigadores.


 

O Presidente da Agência Executiva Metropolitana (Agem), Pedro Lucas Fernandes, esteve em Belém esta semana representando o governador do Maranhão, Flávio Dino, durante o Encontro de Especialistas (Expert Group Meeting – EGM), para discutir as diretrizes para a implementação de um sistema articulado de fundos públicos e privados que permitam o financiamento de uma nova geração de operações territoriais integradas. Foram dois dias de evento, com debates sobre as possibilidades de formação do Ecossistema de Fundos.

Cerca de sessenta especialistas de diversas instituições públicas e privadas, além do governador do Pará, Simão Jatene, discutiram a implementação da Nova Agenda Urbana, que é um documento com diretrizes e objetivos para alcançar sustentabilidade e qualidade de vida nas cidades, elaborado pela Organização das Nações Unidas para assentamentos urbanos (ONU Habitat). A intenção é identificar fontes de financiamento de projetos e promover maior integração e sinergia entre as ações.

A participação das agências multinacionais foi outro ponto importante do evento, visto que isso possibilitou definir uma agenda que deve pautar os órgãos financiadores e orientar a implantação de projetos na Amazônia.

Ao final do evento foram montados grupos para uma discussão mais afinada das propostas e possibilidades de investimentos e de ações propostas durante as reuniões.

O presidente da Agência Executiva Metropolitana ressaltou que é importante unir esforços pelo desenvolvimento harmônico e sustentável de pessoas que vivem na região.

“Nosso estado tem um território diversificado e também faz parte da região amazônica, por isso tem interesse nesses assuntos que contribuem não apenas com um crescimento isolado, mas reflete em todo o Brasil e nos países ao qual tem abrangência da região amazônica. Todos devem contribuir para uma vida melhor, com mais qualidade e esse caminho passa pela sustentabilidade. Fiquei entusiasmado com este encontro, porque podemos avançar nas formas de gestão e governança”, disse Fernandes.

“O Maranhão também apontou a importância de incluir os Estados da Amazônia Legal brasileira nos trabalhos para definição da Governança Regional do ecossistema de fundos, como forma de reforçar a participação brasileira na construção, gerenciamento e nos resultados desta iniciativa. Também foram discutidos indicadores de desenvolvimento para as cidades e assentamentos humanos na Amazônia, respeitado a sua diversidade e especificidades. Neste tema as discussões indicaram a necessidade de pleitear, junto aos órgãos das Nações Unidas, uma abordagem diferenciada, regional, para os indicadores relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotados na Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (2015)”, concluiu José Antônio Viana Lopes, técnico da Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (SECID), que também representou o Maranhão.


“O IPVA é um imposto que incide diretamente sobre o patrimônio do contribuinte final, deixando pouca margem para transferência de ônus tributário, além do que tem alíquotas progressivas (entre 1% e 3%) – paga mais quem tem o veículo mais valioso –, sendo, portanto, um ótimo instrumento de “justiça fiscal”

 

Por Eden Jr.*

Será que alguém aguarda feliz a chegada dos primeiros meses de cada ano para acertar as “contas com o leão” e pagar o Imposto de Renda (IR), com alíquotas que vão de 7,5% a 27,5%, e, assim, contribuir com o “futuro da nação”? Será que o comprador de um imóvel, especialmente com a severa crise que o setor atravessa, vai à Receita Municipal de bom grado recolher o Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que é de 2% sobre o valor do imóvel, e pensa estar ajudando a promover melhorias na cidade? Será mesmo que todo final de ano, quando a Fazenda Estadual divulga a tabela com as datas de vencimento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o maranhense fica satisfeito, pois se aproxima o momento de colaborar, via pagamento desse tributo, com o desenvolvimento do Estado?

Provavelmente a grande maioria da população responde a essas três questões com um não. Seja porque o Brasil, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), tem a mais alta carga tributária da América Latina (33,4% das nossas riquezas são transformadas em tributos), e supera, por exemplo, o que é pago em países como México (19,5%) e Chile (20%); seja porque os serviços prestados pelo poder público são cada vez mais deploráveis. Acontece que, boa parte dos recursos que são alocados nos orçamentos dos governos Federal, estaduais e municipais, para fazer face às suas responsabilidades, decorrem dos impostos.

Logo, nessa área não há milagres. Os tributos pagos pelos cidadãos vão compor os orçamentos dos entes (orçamentos de 2017: União R$ 3,5 trilhões; Estado do Maranhão R$ 16,9 bilhões e Município de São Luís R$ 2,6 bilhões) e serão destinados à manutenção de políticas públicas em áreas como saúde, educação e segurança. Desse modo, cada vez que ingressam menos recursos nos cofres públicos, é maior a probabilidade de o cidadão, especialmente o mais carente, que não tem para onde recorrer, ficar desprovido de serviços públicos.

Mas no Brasil sempre há a esperança de se distorcer a realidade – os déficits primários podem ser sucessivos e crescentes, porém “Teto de Gastos” para quê? E o rombo na previdência só aumenta, mas “para que fazer reforma”, se o “déficit é invenção do governo e dos banqueiros”? Então, medidas indolores, por mais ilusórias que sejam, são permanentemente bem-vindas. É o caso do Projeto de Lei nº 99/2017, de autoria do Deputado Wellington do Curso, que proíbe a apreensão de veículo em débito com o IPVA. O proprietário do automóvel estaria sujeito à cobrança administrativa e judicial.

Deixando de lado as frivolidades jurídicas da questão, o certo é que essa iniciativa embute diversos equívocos. Primeiro, e as pessoas que horam em dia seu IPVA, não vão se sentir estimuladas a ficar inadimplentes, já que o risco de sofrerem sanções será menor, ampliando, de tal modo, mais e mais o conjunto de devedores? O corpo advocatício do Estado estará mesmo aparelhado para auferir as receitas do IPVA na esfera judicial, diante do reconhecido entrave que é cipoal jurídico-burocrático brasileiro, e que quase sempre favorece os devedores? Os valores não cobrados do imposto não estarão destinados a virar “dívida ativa pro forma” e nunca chegarem, de fato, ao erário? Nesse sentido, lembra-se que levantamento recente da Procuradoria da Fazenda Nacional indica que três das cinco maiores empresas devedoras do INSS estão falidas.

Ademais, o IPVA é um imposto que incide diretamente sobre o patrimônio do contribuinte final, deixando pouca margem para transferência de ônus tributário, além do que tem alíquotas progressivas (entre 1% e 3%) – paga mais quem tem o veículo mais valioso –, sendo, portanto, um ótimo instrumento de “justiça fiscal”. E ainda, apesar de o IPVA ser recolhido pelo Estado, 50% de sua arrecadação vai para os municípios, fortalecendo assim, significativamente os orçamentos de tais entes, hoje tão abalados pela crise que afeta as finanças públicas. Então, o Estado do Maranhão estaria preparado para perder parte dos R$ 392 milhões que são previstos para serem arrecadados com o IPVA em 2017? E a Prefeitura de São Luís pode não contar com um pedaço dos R$ 81 milhões que espera receber desse imposto? Essas perdas não precarizariam ainda mais os já sofríveis atendimentos nos hospitais e postos de saúde, a coleta de lixo e a conservação das vias públicas?

Nem sempre as soluções mais simpáticas são as melhores…

*Economista – Mestre em Economia (eden-jr@hotmail.com)


A diretoria do Certificado de Contribuição Maracap reunirá dirigentes nacionais da Cruz Vermelha Brasileira (CVB) e instituições assistidas, supervisores, profissionais de imprensa e convidados para celebrarem mais um aniversário do Maracap. O coquetel de comemoração acontecerá com uma programação especial, no dia 19 deste mês, às 19h30, na Class Eventos (Avenida dos Holandeses, 12 – Calhau), em São Luís (MA).

Estarão presentes em São Luís o diretor-presidente do Maracap, Vanderlei Freire; a presidente nacional da Cruz Vermelha Brasileira, Rosely Sampaio; o presidente da Invest Capitalização, Luciano Granetto Vieira; o presidente da CVB/Rio de Janeiro, Luiz Alberto Lemos; o diretor regional e interventor da CVB/Maranhão, Carlos Alberto Rangel e o vice-presidente da Fundação Antonio Dino, Antonio Dino Tavares.

A programação será aberta com a solenidade do repasse simbólico de cheques com recursos doados pelo Maracap à Cruz Vermelha Brasileira, destinados a Fundação Antonio Dino e outras instituições assistidas. Em seguida haverá o lançamento da campanha estadual de prevenção do câncer de pele, exibição de vídeos, apresentação do novo mascote do Maracap, realização de sorteios aos presentes e shows com Roberto Ricci e bandas locais.


A princípio pensei usar a expressão “Futilândia”, mas me pareceu soar mal, meio obsceno sei lá, ainda que pudesse ser adequado em virtude das obscenidades administrativas que acontecem atualmente no município de Paço do Lumiar. O fato que optei por Futinopólis, ou, “Cidade do Futi”.

Certa vez, o Blog do Robert Lobato publicou um post sobre os municípios que não levam sortes com os prefeitos ou prefeitas que elegem. Entre eles estava Paço do Lumiar.

Cidade importante da Região Metropolitana e uma das mais populosas do Maranhão, Paço ainda não se encontrou com o seu destino de modernidade, prosperidade, qualidade de vida e dias melhores que os luminenses precisam e merecem.

Infelizmente, Paço do Lumiar segue marcada com a sina de não contar com a sorte quando o assunto é gestor.

Quando o professor Josemar Sobreiro foi eleito em 2012, um fio de esperança brotou entre buracos e esgotos a céu aberto que tomavam conta da cidade que ele havia recebido da sua antecessora, a ex-prefeita Bia Venâncio.

A eleição de Josemar foi um momento de muita confiança surgida seio do povo que, enfim, iria ver a maltratada, esculhambada e saqueada cidade de Paço do Lumiar avançar rumo a novos tempos.

Mas, não obstante tivesse iniciado a sua administração até razoavelmente bem, do meio em diante a coisa degringolou de tal forma que a população passou a sentir saudades da Bia. Tanto que passou-se ouvir na cidade coisas do tipo, “eu era feliz e não sa-BIA”.

Resultado: o professor Josemar amargou uma dura derrota na sua campanha de reeleição ficando em terceiro lugar e com um futuro político incerto. Decepção geral!

Futinópolis

A princípio pensei usar a expressão “Futilândia”, mas me pareceu soar mal, meio obsceno sei lá, ainda que pudesse ser adequado em virtude das obscenidades administrativas que acontecem atualmente no município de Paço do Lumiar. O fato que optei por Futinopólis, ou, “Cidade do Futi”.

Com a enorme decepção que foi a gestão Josemar Sobreiro, o povo resolveu apostar no tudo ou nada como se estivesse embriagado pela famosa máxima do Tiririca“pior do que está não fica”, e acabou elegendo Domingos Dutra, o Futi.

Ocorre que os primeiros cem dias de administração do neocomunista do PCdoB tem sido trágica, segundo o que se lê na imprensa, inclusive com depoimentos de moradores.

A tal promessa de “tirar Paço do escuro” nem de longe pode ser sentida, pelo contrário, os problemas se agravaram em praticamente todos as áreas da administração municipal, sobretudo na infraestrutura, finanças e educação.

Nem mesmo os transtornos causados à população luminense pela Odebrecht Ambiental, que serviram de principal bandeira para a promoção eleitoral de Domingos Dutra,  o agora prefeito faz de conta que nada há de tão errado nesse quesito que não possa ser tolerado.

A impressão é que a “Odepeste”, alcunha que o Futi colocou na empresa responsável pelo abastecimento de água de Paço do Lumiar, virou coisa do passado e atualmente está mais para parceira do que inimiga da cidade, tal postura que a administração em relação à ela.

O que não é possível saber, apenas imaginar, qual foi o preço dessa mudança de 180º do atual prefeito de Paço do Lumiar em relação à “Odepeste”.

Soma-se toda essa balbúrdia administrativa no município de Paço do Lumiar , a triste realidade de que não é o Futi prefeito quem de fato manda na cidade, mas sim a “primeira-futi”, dona do cofre e do destino de milhares de cidadãos e cidadãs que estão largados à própria sorte e, ao que tudo indica, desgraçadamente condenados a mais uma desastrosa administração municipal.

E assim a pobre Paço do Lumiar foi transformada em Futinopólis.

Uma lástima…


Em pronunciamento feito na sessão desta segunda-feira (08), o deputado Sérgio Vieira (PEN) denunciou a situação deplorável do atendimento das agências bancárias da cidade de Açailândia, principalmente com o desrespeito à Lei das Filas, caixas eletrônicos quebradas e vendas de lugares nas filas. Também registrou a vistoria feita semana passada aos bancos pela equipe do Procon que verificou in loco as irregularidades.

“Vários foram os esforços e as conversas, mas ainda temos que nos deparar com o mal atendimento bancário, com filas de banco enormes e as pessoas esperando para entrar com um sol de até 36 graus. Isso não podemos mais permitir. Os bancos parecem que quanto mais lucram mais despreparados ficam para receber o consumidor. São caixas eletrônicos quebrados, caixas eletrônicos que passam o final de semana sem dinheiro, as filas enormes, as pessoas sentadas, deitadas no chão e a venda de lugares nas filas bancárias”, denunciou o deputado.

Sérgio Vieira também agradeceu o governador Flávio Dino pela implantação do Procon estadual e o prefeito Juscelino por ter encaminhado à Câmara Municipal um projeto de lei dispondo sobre a criação do Procon municipal para que possa atender a população de uma forma mais eficaz.

“A população de Açailândia pode ter certeza de que nós vamos lutar juntos aos órgãos responsáveis procurando a resolução desse problema. Peço à Câmara Municipal que não deixe aprovar esse projeto na sessão da próxima quarta-feira para que o prefeito Juscelino instale logo esse Procon para que nós não venhamos a ver novamente os nossos cidadãos açailandenses enfrentando filas enormes e tendo que deitar no chão dos bancos esperando o momento de ser atendido. Nós, vamos procurar soluções e tenho certeza que o primeiro passo é a fiscalização”, finalizou ele.

(Fonte: Nice Moraes/Agência Assembleia)


Quando Vitória ficou entregue à bandidagem, apareceram radicais de ocasião com o discurso da lei e da ordem

Elio Gaspari, O Globo

Eremildo é um idiota supersticioso. Ele desconfia que o deus Caos, príncipe da desordem, está mandando sinais para os brasileiros.

Na tarde de quarta-feira, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal mandou soltar o comissário José Dirceu, condenado a 32 anos de cadeia. Ele estava trancado no Complexo Médico-Penal de Pinhais, onde era guardado por agentes penitenciários.

Horas depois, em Brasília, dezenas de agentes penitenciários, alguns deles armados, invadiram dependências da Câmara, estouraram duas bombas e obrigaram os deputados a adiar uma sessão que discutia a reforma da Previdência.

Na Câmara, a Comissão de Segurança Pública aprovou o projeto que concede anistia aos policiais militares que se amotinaram em fevereiro no Espírito Santo.

Quando Vitória ficou entregue à bandidagem, apareceram radicais de ocasião com o discurso da lei e da ordem. Oportunismo, pois todos os motins anteriores acabaram em anistias, com os radicais fingindo que não prestam atenção.

A última anistia, para os envolvidos em motins em 19 estados, foi aprovada pelo Congresso e vetada por Dilma Rousseff. Em junho, durante o governo de Temer, o veto foi derrubado e a anistia, promulgada. Ninguém deu um pio.

Na manhã de quinta-feira, a associação dos oficiais da PM de Goiás homenageou com um café da manhã o capitão Augusto Sampaio de Oliveira, que arrebentou a cara de um manifestante durante a greve do dia 28.

A conduta do capitão foi registrada, ao vivo e a cores. O ilustre militar nunca foi punido por condutas impróprias, apesar de sua ficha registrar que se envolveu em quatro casos de agressão, inclusive contra menores de idade.

A vítima do capitão homenageado passou por duas cirurgias, ficou cinco dias em estado de coma e continua em estado grave.


Por Eden Jr.*

Diversas correntes de economistas reconhecem os efeitos positivos que a competição – em ocorrendo num ambiente transparente, em igualdade de condições, dentro de regras estabelecidas e permeável ao ingresso de novos protagonistas – gera para a sociedade, e especialmente para os consumidores.

A “Escola Austríaca de Economia” (de viés liberal) entende que sob a concorrência novas e mais eficientes maneiras de organizar os recursos existentes são instituídas; as empresas rivais buscam aumentar seus lucros pela oferta de melhores serviços e produtos e as decisões empresariais têm como base as informações geradas no mercado, numa dinâmica constante de erros que levam a inovações e promoção do bem-estar econômico da sociedade. Os agentes competem para mais adequadamente atender aos desejos dos clientes, que buscam menores preços e produtos mais requintados. Ao cabo do processo competitivo, aqueles que mais satisfatoriamente atenderam às preferências dos consumidores são recompensados com o lucro.

Contudo, a “Grande Ilha do Maranhão” é contumaz em desprezar a competição e a eficiência, rejeitando a meritocracia e recorrendo a diversos graus de subterfúgios para privilegiar categorias, erguer muros de regalias e, com isso, prejudicar a coletividade. O caso mais recente dessa natureza se deu nos últimos dias, com a promulgação da lei que proíbe, em São Luís, o Uber – aplicativo de transporte de uso mundial. A Lei nº 429/2016, que tolheu o Uber, foi uma inciativa da discreta ex-vereadora Luciana Mendes, que antes mesmo da chegada do aplicativo na capital já o vetava. Aprovada desde julho do ano passado pela Câmara, a lei seguiu para manifestação do prefeito Edvaldo Holanda Júnior, que em atitude condizente com a gestão que faz, omitiu-se. Deste modo, a lei foi promulgada pelo presidente do Legislativo Municipal, Astro de Ogum.

O Uber, nas cidades onde opera, tem trazido diversas vantagens para os usuários. O preço das corridas é mais baixo que o do táxi; permite a avaliação dos motoristas e dos passageiros, gerando um constante aprimoramento do serviço; proporciona mais segurança, já que o registro dos motoristas, dos passageiros e do roteiro percorrido ficam armazenados no sistema; é mais transparente, pois antes mesmo de efetivar a viagem o usuário tem uma prévia do preço que será cobrado; … Verifica-se que o Uber, onde é utilizado, aperfeiçoou até mesmo o serviço de seus rivais, os táxis. Ao perceberem o ganho na qualidade dos serviços prestados pelos oponentes, os taxistas viram-se também obrigados a sofisticar seus trabalhos, oferecendo descontos e tratamento de padrão mais elevado. Ao final dessa competição, o maior vencedor é o cidadão, que pode optar pelo meio de transporte que melhor lhe convier.

O mais indicado não seria proibir sumariamente os Uber, todavia, sim, regular e tributar o serviço, e exigir desse as mesmas obrigações que aquelas dos taxistas, de modo a promover uma concorrência em condições de igualdade. No entanto, como dito, a “Grande Ilha do Maranhão” é pródiga em beneficiar classes – inclusive ignorando determinações legais – e desestimular a competição e a eficiência.

Exemplos de desprezo à competição são os mais diversos. O Tribunal de Justiça, somente depois de quase 200 anos de instalação fez o seu primeiro concurso público para servidores; o Tribunal de Contas levou perto de 50 anos para fazer o mesmo; a Prefeitura de São Luís abriga, indevidamente, milhares de servidores precários, que não foram submetidos ao escrutínio constitucional do concurso público; a Câmara Municipal, também nessa mesma situação, vem protelando, com ares de eternidade e com a complacência dos órgãos de controle, a realização de concurso; a concorrência para o transporte público da capital somente foi realizada depois de décadas, e sob o firme mando do Ministério Público; o transporte coletivo semiurbano, já sob nova gestão estadual, também não foi objeto de concorrência; entra governo e sai governo e a maioria dos cargos da área meio não são preenchidos por servidores concursados, mas sim pelos polivalentes “comissionados”, com diferença de que antes eram ocupados por reluzentes sobrenomes do baronato maranhense e agora pelos que têm “afinidades ideológicas”.

A “Grande Ilha do Maranhão”, como de costume, fez a opção pelo obscuro, pelo medieval, … em detrimento da modernidade…e quem se deu mal foi a população.

*Economista – Mestre em Economia (eden-jr@hotmail.com)


O objetivo é fazer com que usuários percebam a importância de se desconectarem do mundo virtual e aproveitar mais o mundo fora da tela

Redação, Administradores.com

Uma ação desenvolvida pela agência Makers Society está alertando clientes sobre lugares que não têm conexão com a internet. Mas, calma, tudo é por uma boa causa.

O objetivo é fazer com que usuários percebam a importância de se desconectarem do mundo virtual e aproveitar mais o real, abrindo mão de smartphones e descobrindo sensações que alguns lugares podem transmitir “na prática”. As placas foram fixadas em lugares turísticos e com paisagens paradisíacas. Se você é um dos que passam 100% do tempo conectados, vale prestar atenção no ideal da campanha e aproveitar mais o mundo fora da tela.

Abaixo você confere um vídeo produzido pela agência sobre a campanha:


O vazio deixado pelo ex-colaborador dos governos Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Castelo Branco é sentido por todos os democratas deste país que sabem viver e conviver com as diferenças, com o dissenso e sobretudo com a inteligência enquanto arma para construir uma nação de verdade.

“No socialismo as intenções são melhores que os resultados, e no capitalismo os resultados melhores que as intenções”.
(Roberto Campos)

Ainda jovem, e militante do Partido Comunista do Brasil, encontrei-me com Roberto Campos, não pessoalmente, claro, mas na Biblioteca Rosa Castro (SESC), através da sua coluna semanal na Folha de São Paulo publicada, se não me trai a memória, às terças-feiras.

Esquerdista de formação marxista, fazia a leitura dos artigos de Roberto Campos às escondidas com vergonha ou receio, sei lá, de algum “camarada” descobrir que lia o maior “pensador direitista do Brasil”.

Na verdade meu interesse não era pelo Roberto Campos político, evidentemente, mas pela genialidade do economista, a capacidade ao seu modo liberal, erudito e profundamente racional de ver o mundo e, em particular, o Brasil enquanto uma grande nação.

Roberto Campos era de uma inteligência de fazer raiva para qualquer esquerdista. E fez muitas para mim. Aliás, virei uma espécie de masoquista intelectual ao procurá-lo toda semana para ler os seus artigos. Era sofrimento é verdade, mas, como todo masoquista, sentia-me prazerosamente satisfeito!

É que nessa época o pensamento de Roberto Campos servia, segundo pensava eu, para fortalecer as minhas convicções socialistas e repudiar cada vez mais os postulados capitalistas, pois eram tempos do governo neoliberal de FHC cuja locomotiva que puxava a economia eram as privatizações – nesse período não estava mais no PCdoB e sim no PT.

Neste ano que completaria 100 anos de idade, Roberto Campos deixa um vazio não somente para a direita brasileira – hoje disputada por gente como o porra-louca do Jair Bolsonaro, o almofadinha do João Doria, o fundamentalista do Marco Feliciano e por aí vai ladeira abaixo.

O vazio deixado pelo ex-colaborador dos governos Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Castelo Branco é sentido por todos os democratas deste país que sabem viver e conviver com as diferenças, com o dissenso e sobretudo com a inteligência enquanto arma para construir uma nação de verdade.

Em tempos que o Brasil anda pelo avesso, sinto saudades daquele maldito Roberto Campos que costumava ler na biblioteca do SESC.

Nunca pensei que sentiria a sua falta.

Vida e luta que seguem.