FRASE DO DIA

Pretendo ser candidato ao Governo do Maranhão pelo PSB e com apoio do PSDB.

(Roberto Rocha)

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Esplanada dos Ministérios, em Brasília, que concentra boa parte dos servidores públicos federais (Geraldo Magela/Agência Senado)

Atualmente se um servidor público, efetivo ou comissionado, é condenado por crime de corrupção ele só perde o cargo imediatamente se o juiz explicitar isto na sentença. O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) apresentou um projeto e pretende tornar automática a perda da função pública do agente público condenado por corrupção. A proposta está contida no PLS 200/2017, que está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aguardando a designação de um relator.

O senador explica que o Código Penal estabelece, como efeito da condenação, a perda do cargo, função pública ou mandato eletivo, quando aplicada pena privativa de liberdade igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a administração pública. Todavia, esse efeito não é automático, devendo ser explicitado na sentença.

Ainda segundo a justificativa apresentada por Cristovam, tal brecha na legislação permite que servidores públicos e agentes políticos sejam condenados por corrupção e não tenham decretada a perda do cargo e dos subsídios, já que o juiz que profere a sentença condenatória não é obrigado a declarar esse efeito da condenação.

— A intenção é corrigir essa falha no nosso ordenamento e por fim a situações constantemente noticiadas nos veículos de comunicação, em que agentes públicos, inclusive políticos, se valem dos cargos e funções ocupadas para enriquecerem ilicitamente em detrimento da administração pública e, quando finalmente são condenados, continuam fazendo jus aos vencimentos mensais — justifica.

(Agência Senado)


JAIRO MARQUES
FOLHA DE SÃO PAULO

Jéssica, 25, em seu Bellatucci Café, que tem inauguração no sábado, 15 de julho.

Jéssica Pereira, 25, passou a última semana treinando a assinatura para não errar a mão em um dos momentos que considera mais importantes da vida: firmar o contrato de abertura de seu próprio negócio, um pequeno café e restaurante no Cambuci, no centro de São Paulo.

Uma promissora panqueca com massa de café e o nhoque de mandioquinha chamam a atenção no cardápio, mas o fato de a garota ser uma das primeiras empreendedoras com síndrome de Down do país é o que marca inicialmente a visita ao local, com cadeiras azul clarinho, mesas brancas e paredes cor-de-rosa.

Para realizar a façanha, Jéssica contou com economias guardadas por cinco anos em uma poupança da Caixa. Ganhou dinheiro em apresentações de teatro e em pequenos trabalhos de atendente.

Mas o grosso do recurso veio por meio da união e da aposta familiar no sonho de mais independência para a vida da cozinheira, que aprendeu quase tudo com a mãe, Ivânia Della Bella, 55, e aperfeiçoou-se no Instituto Chefes Especiais, que treina e encaminha pessoas com deficiência intelectual para o mercado de trabalho.

“Minha irmã, Priscila, e meu cunhado, Douglas, desistiram de comprar uma casa para eles e me ajudaram com o dinheiro que faltava. Eles são meus amores e meus sócios”, diz a empreendedora, que é metódica, disciplinada, apaixonada por novelas e é fã do ator Mateus Solano.

Jéssica ficará na cozinha do Bellatucci Café, que abre as portas neste sábado (15), mas pretende recepcionar cada um dos clientes, porque adora o contato com o público e servir as pessoas. Ao lado dela, irão trabalhar outras quatro pessoas downs, que terão jornadas de quatro horas. A família da garota ficará na retaguarda.

“Quero falar obrigada para cada um que vier aqui. Gosto de gentilezas, de pedir por favor, com licença. Chamei apenas amigos para trabalharem comigo para ter um ambiente de muito amor.”

Antes de tornar-se mulher de negócios, Jéssica preparou-se. Estudou em colégios de formação de pessoas com down e também em escolas convencionais. Frequenta fonoaudióloga, faz atividades físicas, aulas de zumba e logo quer entrar na faculdade.

“Cheguei a fazer um curso de cabeleireira, mas a minha vida é cozinhar. Faz cinco anos que estou me preparando para ter esse restaurante, que uma vez por mês, aos domingos, vai receber festivais gastronômicos e culturais”. De acordo com a mãe, Jéssica está “dando um norte para outras milhares de pessoas com síndrome de Down”.

“A sociedade está mudando e abrindo mais oportunidades para os downs, mas ainda é preciso muita batalha. Vamos dedicar nosso esforço, nossas economias e nosso trabalho pelo sonho da Jéssica”, diz a mãe.

Há pouco mais de um mês, a cidade de São Paulo ganhou o primeiro café, na rua Augusta, na região dos Jardins, comandado por pessoas com síndrome de Down, o Café Chefes Especiais.

O Bellatucci Café está na rua Hermínio Lemos, 372, e vai abrir de segunda a sexta-feira das 8h às 18h e, aos sábados, das 9h às 14h.


Criado no governo Lula por meio da Medida Provisória 132, de 20 de outubro de 2003, o Programa Bolsa Família foi convertido em lei em 9 de janeiro de 2004, e considerado um dos maiores programas de distribuição de renda do mundo

Aprovado na semana passada por unanimidade na Assembleia Legislativa do Maranhão, o requerimento, de autoria do deputado Othelino Neto (PCdoB), que solicita a realização de uma sessão solene em comemoração aos 14 anos da criação do Programa Bolsa Família (PBF), deve ganhar um apoio pra lá de ilustre.

Nada menos do que o ex-presidente Lula deve estar presente no dia da referida sessão. Pelo menos é o que informou ao Blog do Robert Lobato o próprio deputado Othelino Neto, após ser questionado sobre qual será a data do evento.

“Ainda não fechamos uma data, pois estamos trabalhando com a possibilidade de contar com a presença do ex-presidente Lula na sessão, aí estamos dependendo de acerto com a agenda dele para daí marcamos o dia do evento”, disse o parlamentar comunista.

Criado no governo Lula por meio da Medida Provisória 132, de 20 de outubro de 2003, o Programa Bolsa Família foi convertido em lei em 9 de janeiro de 2004, e considerado um dos maiores programas de distribuição de renda do mundo, com reconhecimento de entidades internacionais como a Organizações da Nações Unidas (ONU).

No Brasil inteiro, o PBF contempla cerca de 14 milhões de famílias que estão em condições de extrema pobreza.


A Feirinha de São Luis parece que veio para ficar. É sucesso de público e, por conseguinte, de bons negócios para os feirantes.

O Blog do Robert Lobato esteve visitando, ontem, a Feirinha São Luís, ali no Centro da cidade, mas precisamente na Praça Benedito Leite, uma das mais tradicionais praças da capital maranhense.

Realizada pela prefeitura através da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), a feirinha, como é popularmente chamada, é um espaço de vivência e convivência sociais onde pessoas de diferentes classes interagem de forma democrática e respeitosa.

Ivaldo Rodrigues: Secretário animado com o sucesso da Feirinha de São Luis.

Coordenada pelo secretário Ivaldo Rodrigues, atual comandante da Samapa, a feirinha funciona como uma espécie de vitrine para os produtos agrícolas cultivados na Ilha de São Luís. O espaço, que também contempla artesanato, artes plásticas, gastronomia, literatura e apresentações culturais, conta com a parceria do Governo do Estado, conforme informa o site da prefeitura.

Gente alegre, bonita, animada é o que mais chama atenção na feirinha. Claro, a multiplicidade da ações, as comidas típicas, artes, artesanato e a nossa cultura popular também dão aquele chame, digamos, a nossa mais bela e pura maranhensidade.

Talvez por ser um vereador experiente com vários mandatos, Ivaldo Rodrigues consegue fazer um ótimo trabalho da popular como é a Feirinha São Luís, ou seja, Ivaldo entende de gente, de povo, daí o sucesso que é esse projeto.

É verdade que o apoio do prefeito Edivaldo tem sido fundamental para o bom resultado que a feirinha vem obtendo. Aliás, o gestor da cidade é sempre presença garantida nos domingos que acontecem o evento.

Para o secretário Ivaldo Rodrigues, “esse projeto tem sido um sucesso porque é feito pelo próprio povo, por pessoas da cidade, pelos feirantes, pequenos produtores, microempresários, médios empreendedores e pela excelente equipe da Semapa, além, claro, do apoio que temos tido do prefeito Edivaldo e da parceria com o Governo do Estado”.

“Mas, Bob, o que adianta fazer uma feirinha dessa, montar barracas, bater fotos, saborear pratos típicos, apreciar a arte e cultura populares e as outras feiras da cidade não estarem bem cuidadas?”, podem questionar os críticos da Feirinha de São Luis.

Bom, uma coisa não inviabiliza a outra. A realização da feirinha é uma ação paralela à outras mais estruturantes com as reformas e reestruturações das feiras tradicionais da cidade. Aliás, perguntei ao secretário Ivaldo Rodrigues sobre a situação das feiras de alguns bairros da cidade e o mesmo garantiu que muitas coisas estão sendo feitas para garantir bons e melhores serviços aos consumidores ludovicenses.

O fato é que Feirinha de São Luis parece que veio para ficar. É sucesso de público e, por conseguinte, de bons negócios para os feirantes.

Confesso que gostei do que vi.

Parabéns à Prefeitura de São Luis, ao prefeito Edivaldo e para o secretário Ivaldo Rodrigues.


Por Eden Jr.*

Se por um lado, os últimos indicadores revelam que a inflação – certamente um dos mais perversos itens da “cesta de herança maldita” legada pela gestão Dilma/Mantega/Augustin – está controlada, por outro, nos deparamos com o não menos nocivo descontrole fiscal.

Como amplamente esperado, a inflação de junho foi negativa. Depois de 11 anos, foi registrada deflação mensal. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE retrocedeu 0,23% no mês, e a inflação anualizada, considerando os 12 últimos meses, ficou em 2,96%. A menor taxa para um período desses, desde março de 2007. Corroborando esse cenário, o Relatório de Mercado Focus do Banco Central (Bacen), de sete de julho, aponta que inflação para 2017 ficará em 3,38% (ante as altas preocupantes de 10,67% em 2015 e de 6,29% em 2016) e a de 2018 estará em 4,24%.

Inflação dentro de patamares civilizados, seguramente, nos ajudará a sair da enrascada econômica, pois permite um planejamento mais consistente das empresas e das pessoas, representa mais renda para o trabalhador e, consequentemente, eleva o consumo. Contudo, o principal desafio com que nos deparamos atualmente é o descontrole das contas públicas. A penúria do orçamento federal é inquestionável. Para “alcançar” um déficit primário (antes do pagamento dos juros da dívida) de R$ 139 bilhões em 2017, o governo já cortou R$ 38,7 bilhões de gastos neste ano, e mesmo assim não é garantido que se cumpra essa meta.

Como resultado, serviços prestados pelos órgãos públicos começam a ser afetados, e a população sente diretamente os efeitos da restrição. A emissão de passaportes pela Polícia Federal chegou a ser interrompida, causando transtornos para quem deseja fazer viagens internacionais, e a Polícia Rodoviária Federal reduziu sua programação de rondas, afetando a segurança nas rodovias.

Claro que não se chegou a um ponto lastimável desses por uma conspiração perversa do destino. Foram necessários anos de uma política fiscal irresponsável e inapta conduzida pela ex-presidente Dilma e sua entourage, em que reluziram as chamadas “pedaladas fiscais” (postergar pagamentos indefinidamente), a “contabilidade criativa” (fingir que uma despesa não é uma despesa) e as dolosas previsões sempre muito otimistas de receitas públicas, que, por não se confirmarem no futuro, acabavam expandindo as obrigações oficiais. Alia-se a isso, uma costumeira “rigidez orçamentária” presente nos orçamentos públicos brasileiros, em que a margem de manobra para se efetivar cortes é mínima.

O caso do orçamento federal é emblemático. De um total de R$ 1,137 trilhão de despesas primárias para 2017 (sem contar os juros da dívida), somente R$ 150 bilhões (cerca de 13%) enquadram-se como despesas discricionárias, ou seja, podem sofrer reduções. Rubricas que não podem ser cortadas, visto que são obrigatórias, consomem expressivos nacos do orçamento: previdência (R$ 560 bilhões), funcionalismo (R$ 284 bilhões) e abono/seguro desemprego (R$ 58 bilhões).

Os cortes, uma vez sim, outra também, recaem sobre as obras públicas – fato que é lastimável e contraproducente, pois elas são fontes de aumento da produtividade e de alavancagem da atividade econômica. Veja-se o exemplo comezinho da duplicação dos 27 km da BR-135, entre Estiva e Bacabeira, que se arrasta por anos a fio. Quantos novos negócios deixaram de ser abertos? Quantas cargas não chegaram atrasadas? Quantos empregos não deixaram de ser criados? Tudo isso, em função do atraso da obra.

O monumental colapso econômico – resultado de política econômica equivocada, da crise ética que perpassa a política brasileira e de efeitos retardados da debacle global de 2008 – que já fez o nosso PIB retroceder quase 10% nos últimos três anos, ampliou os efeitos da “bomba fiscal” deixada por Dilma. As receitas vêm caindo sucessivamente, e a arrecadação federal, em maio, foi a pior para esse mês em sete anos. Previsão da Instituição Fiscal Independente (IFF) do Senado Federal dá conta de que o superávit primário só retornará em 2022, assim, até lá, para pagar os juros da dívida pública (e reduzi-la), necessitaremos, além da receita de tributos (que são insuficientes), contrair novos empréstimos, a elevadas taxas. Ainda segundo a IFF, o endividamento público alcançará 100% do PIB em 2022 – atualmente está em 72%. Será que aguentamos?
*Economista – Mestre em Economia (edenjr@edenjr.com.br)


É possível ser eficiente

por Diego Andreasi, via administradores.com.br

Que atire a primeira pedra quem nunca se confundiu com a definição e aplicação dessas duas simples palavras: Eficiência e Eficácia. Sem medo de afirmar, essa é uma das dúvidas mais frequentes da área de Negócios. Mas afinal, qual a diferença entre eficiência e eficácia? É possível ser eficiente, mas não eficaz?

Peter Drucker, o pai da Administração moderna, define os termos da seguinte forma:

“A eficiência consiste em fazer certo as coisas: geralmente está ligada ao nível operacional, como realizar as operações com menos recursos – menos tempo, menor orçamento, menos pessoas, menos matéria-prima, etc…”

“Já a eficácia consiste em fazer as coisas certas: geralmente está relacionada ao nível gerencial”.

Entendeu o porquê da confusão? As definições são muito parecidas! As palavras praticamente se repetem, apenas a ordem muda. Sendo assim, vamos aos exemplos para tentar desenrolar o caso:

Imagine um artesão antigo que faz sapatos, um sapateiro. Ele trabalha sob encomenda e sozinho. Sabe o que fazer. Tem que comprar couro, cola e cordões e depois fazer o sapato.

Qual é a sua preocupação?

Ele tem que ser eficiente, ou seja, deve fazer as coisas de forma certa com o menor uso de recursos e tempo possível, tem que dominar o processo, ser habilidoso e rápido. Isso é eficiência, fazer as coisas de forma certa. É diferente de eficácia, que significa fazer com que as coisas certas sejam feitas.

Porém, no caso do artesão, em virtude de trabalhar sozinho, eficiência e eficácia se sobrepõem. O conceito de eficácia surge quando há divisão de tarefas entre pessoas, quando aparece a possibilidade de se fazerem coisas que não sejam importantes, que não sejam as coisas certas. E essas podem ser feitas com muita eficiência.

Isso é muito comum nas empresas: um funcionário fazendo, com extrema eficiência, tarefas completamente inúteis, são os chamados “enxugadores de gelo”. E é exatamente aí onde o papel do gerente se torna fundamental.

Como assim? Eu explico, vamos ao segundo exemplo:

Imagine que haja um vazamento de água no escritório da diretoria. O primeiro funcionário, imediatamente, corre atrás de um pano, de um balde e de um rodo para retirar toda a água do ambiente. Ele foi eficiente, pois fez de maneira certa o que deveria ser feito. Poucos tempo depois, o vazamento volta a alagar a sala, e o nosso funcionário volta a correr atrás de um pano, de um balde e de um rodo para retirar toda a água. Essa é a típica descrição de um enxugador de gelo eficiente.

Por outro lado, o segundo funcionário procurou observar toda a sala e tentar encontrar a origem para o surgimento de tanta água, concluiu que vinha exclusivamente do banheiro instalado dentro da sala. Uma vez lá dentro, percebeu que a torneira estava aberta e simplesmente a desligou, eliminando todo o problema de vazamento. Este funcionário foi eficaz, pois fez o que era certo fazer para solucionar o caso. Ele pensou antes de executar.

No caso do sapateiro, a probabilidade de ele se empenhar em fazer as coisas que não são certas é mínima, pois seu universo de trabalho é muito simples; não há divisão de tarefas, ele faz tudo. Não há necessidade de gerência, que surge quando há separação ou distribuição de tarefas entre pessoas. Nesse caso, o objetivo final, o resultado a ser alcançado, pode não ficar bem nítido para todos.

Resumindo, a função do gerente, caso lhe perguntem, é levar as pessoas a fazer as coisas certas (eficácia), com a maior eficiência possível (menor uso de recursos, tempo, etc…).

Ficou claro?


A questão da privatização da Caema é um tema que incomoda o Governo do Maranhão, tanto que sempre tenta negar que a estatal maranhense possa ser gerida pela iniciativa privada.

Reportagem de O Estado de São Paulo, edição de ontem, 9, informa que grandes empresas internacionais c como a gestora canadense Brookfield, as japonesas Itochu e Mitsui e o fundo Vinci Partners estão se estruturando para disputar concessões no setor de água e esgoto em 18 Estados brasileiros.

Segundo o Estadão, “o Maranhão é um dos dez estados que já contratou estudos técnicos para possível privatização de estatal”, no caso a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, a nossa velha Caema.

“Desde que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciou a contratação de estudos para desenhar um programa de concessão para 18 Estados, grandes empresas como a gestora canadense Brookfield, o fundo de private equity Vinci Partners, a empresa brasileira Aegea, as japonesas Itochu e Mitsui e a sul-coreana GS Corporation começaram a se estruturar para disputar os ativos estatais”, disse a matéria.

A questão da privatização da Caema é um tema que incomoda o Governo do Maranhão, tanto que sempre tenta negar que a estatal maranhense possa ser gerida pela iniciativa privada.

A seguir a íntegra da reportagem d’O Estado do Maranhão.

Saneamento entra no radar de investidor e pode atrair aportes de até R$ 35 bilhões

por Renée Pereira e Mônica Scaramuzzo

Setor mais atrasado da infraestrutura brasileira, o saneamento básico entrou no radar de investidores bilionários espalhados pelo mundo. Desde que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciou a contratação de estudos para desenhar um programa de concessão para 18 Estados, grandes empresas como a gestora canadense Brookfield, o fundo de private equity Vinci Partners, a empresa brasileira Aegea, as japonesas Itochu e Mitsui e a sul-coreana GS Corporation começaram a se estruturar para disputar os ativos estatais.

As concessões ou Parcerias Público-Privadas (PPPs) podem movimentar entre R$ 20 bilhões e R$ 35 bilhões, de acordo com um relatório feito pelo BTG Pactual. Porém, os aportes vão depender especialmente da modelagem econômico-financeira em andamento e da situação macroeconômica do País. Dez Estados já tiveram os estudos técnicos contratados: Alagoas, Amapá, Maranhão, Pará, Pernambuco, Sergipe, Acre, Ceará, Rondônia e Santa Catarina. Os próximos a entrar para essa lista serão Amazonas, Bahia, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins.

“Nunca houve uma iniciativa como essa (do BNDES), que cria inteligência para o setor”, afirma Hamilton Amadeo, presidente da Aegea, segunda maior empresa privada do segmento e que quer ampliar sua participação no País. A estruturação dos estudos combinada aos indicadores negativos que atormentam milhares de brasileiros sem acesso aos serviços básicos explicam o forte interesse dos investidores nacionais e estrangeiros.

Após décadas de abandono – e desprezo – do setor público, hoje metade da população não tem coleta de esgoto e quase 20% não é atendida pela rede de água. Pior: mais de um terço de toda água distribuída se perde no meio do caminho por falta de investimento.

De acordo com o plano do governo federal, para universalizar os serviços de saneamento básico até 2033, o País teria de investir R$ 20 bilhões por ano. Mas, de 2010 a 2015, o investimento médio ficou na casa de R$ 11 bilhões – quase a metade do necessário, segundo dados da GO Associados. Nesse ritmo, a meta de universalização atrasaria 20 anos para ser alcançada.

O quadro caótico, no entanto, virou uma grande oportunidade de negócios para empresas e fundos com muito dinheiro em caixa para gastar e que querem aumentar sua posição no Brasil – ou estrear no setor. Embora a crise política tenha se agravado nas últimas semanas, gerando mais incertezas sobre o cenário econômico, os potenciais investidores olham o longo prazo e acreditam que, em algum momento, esse cenário será revertido.

Hoje boa parte do setor de saneamento é administrado por empresas estatais estaduais, cuja situação financeira é bastante complicada. Algumas empresas têm patrimônio líquido negativo, dívidas elevadas, problemas trabalhistas e um serviço de péssima qualidade, afirma o sócio da BF Capital, Renato Sucupira. “Trata-se de um projeto que tem dimensão enorme e com muitas possibilidades de concessão, PPPs e subconcessões.”

Na avaliação do sócio da gestora de recursos Vinci Partners, José Guilherme Souza, a carência de investimentos e os avanços que podem surgir por meio de uma gestão eficiente (com a redução de perdas)


O Brasil precisa urgentemente de alguém entenda da grandeza deste país e de tudo o que significa enquanto nação rica, multirracial, multicultural, climas variados, vasto litoral, detentor da maior floresta do mundo, maior rio em volume d’água do planeta, onde se realiza o maior espetáculo da Terra que é o nosso carnaval, que tem o rei do futebol, enfim, o Brasil precisa encarecidamente de alguém ou grupo que entenda que nosso país nasceu para dar certo.

Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair
(Cazuza)

O Brasil está diante de uma encruzilhada jamais vista desde o seu processo de redemocratização nos anos 80.

Não é somente o presidente Michel Temer que sangra e agoniza. Nesse caldeirão do inferno que se tornou a política nacional, o povo, principalmente os mais fragilizados, é quem leva a pior. Aliás, como sempre!

Não é só de causar indignação, mas sobretudo é de revoltar ver um país desse tamanhão, com grandes riquezas naturais em todo os seus 8.516.000 km² passar por tudo isso, ser motivo de chacota interna e externamente.

A política, que deveria ser o instrumento para tirar o Brasil dessa conjuntura vexatória, virou uma verdadeira Geni, se é que a personagem chico-buarqueana merece ser comparada com esse estado de coisas que testemunhamos atualmente.

Soma-se a toda essa balbúrdia nacional meia-dúzia de iluminados que a pretexto de combater a corrupção e os corruptos não fazem questão de entender que seus surtos por justiça ou justiçamento, sei lá, quebram empresas fazendo com que aumente, a cada dia, o exercito de desempregados de Norte a Sul da pátria.

Temos um presidente que jurava “pacificar o país” mas que mal consegue pacificar a sua própria base parlamentar, hoje mantida sob o signo de um fisiologismo radical talvez nunca visto antes na nossa República; temos um Congresso Nacional cujas principais lideranças estão envolvidas em escândalos de corrupção em  maior ou menos grau; temos também uma oposição dominada pelo sentimento de ressentimento, justificável ou não, que não está nem aí para o azar do governo e parece querer ver é sangue; E o que dizer de um Poder Judiciário completamente desassociado dos preceitos fundamentais da Constituição onde nobres ministros da suprema corte não se importam se para a maioria da população eles não têm nada de supremos, são apenas “anões” de togas, com todo respeito aos cidadãos e cidadães vítimas do nanismo.

Por fim, e o que é pior, temos uma sociedade desacreditada tanto com o presente quanto o futuro da nação. Ninguém acredita mais em nada e em  ninguém. Nos falta alguém com autoridade ética, moral e política para resgatar a autoestima dos brasileiros. Nos falta um líder de verdade!

O Brasil precisa urgentemente de alguém que entenda da sua grandeza e de tudo o que significa enquanto nação rica, multirracial, multicultural, climas variados, vasto litoral, detentor da maior floresta do mundo, maior rio em volume d’água do planeta, onde se realiza o maior espetáculo da Terra que é o nosso carnaval, que tem o rei do futebol, enfim, o Brasil precisa encarecidamente de alguém ou grupo que entenda que nosso país nasceu para dar certo e não para ser uma república de bostas.

Não podemos continuar aceitando que transformem o nosso “país num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro”.

Pobre Brasil rico.


Cesar Maia é um daqueles casos em que o cara dá uma guinada da esquerda para a direita, mas não perde a a essência: “Com toda a experiência e conhecimento jurídico que tem não poderia receber em sua residência oficial um empresário que estava baixo investigação”, afirma quando questionado sobre os erros do presidente Temer..

Morei no Rio de Janeiro no final da década de 80 quando existam duas cidades em uma só: O Rio e a brizolândia.

Brizola é Brizola goste ou não os inimigos, adversários e amigos que não deram muito certo com o velho trabalhista centralizador, digamos assim, dos quais citaria, por minha conta, o economista Cesar Epitácio Maia, ou simplesmente Cesar Maia, que gentilmente concedeu entrevista ao Blog do Robert Lobato.

Cesar Maia é um daqueles casos em que o cara dá uma guinada da esquerda para a direita, mas não perde a a essência: “Com toda a experiência e conhecimento jurídico que tem não poderia receber em sua residência oficial um empresário que estava baixo investigação”, afirma quando questionado sobre os erros do presidente Temer.

O Blog do Robert Lobato agradece a generosidade de César Maia em ter atendido a nossa solicitação de entrevista. “Esse cara é bom!”.

Valeu, César Maia.

Confira a íntegra da entrevista:

Ex-deputado federal-constituinte, três vezes prefeito da maravilhosa cidade do Rio de Janeiro e agora exercendo o mandato de vereador pelo município, eu pergunto ao senhor: para onde o Brasil caminha? O presidente Michel Temer conclui o mandato até dezembro do ano que vem?

Cesar Maia – Medidas aprovadas e em tramitação mostram que o rumo está certo. A inflação é o melhor exemplo. Espero que ele conclua o mandato e se evite mais turbulência.

Alguns analistas gostam de comparar esse momento que atravessa o governo do presidente Temer com o do ex-presidente Sarney. O senhor concorda com esse tipo de comparação?

CM -De forma alguma. Tomando a inflação como referência vemos que as situações são muito diferentes.

Se o senhor tivesse que apontar os principais erros de condução política do presidente Temer quais o senhor apontariam?

CM – Com toda a experiência e conhecimento jurídico que tem não poderia receber em sua residência oficial um empresário que estava baixo investigação.

O senhor considera que foi um erro político o impeachment da presidente Dilma no sentido de que tal processo poderia levar ao Brasil a esta crise atual?

CM – A situação atual da economia mostra que o impeachment foi um acerto.

Pelo grau de tensão política que o Brasil atravessa e com a ampla maioria de população querendo “diretas já”, o senhor não considera que esse seria o melhor caminho para dar legitimidade a um presidente e trazer paz social ao país?

O ponto é que uma emenda constitucional pelas diretas, só estaria concluída quando a campanha de 2018 estaria em curso. É inócua.

O presidente da Câmara dos Deputado, Rodrigo Maia, seu filho, cresceu e amadureceu muito politicamente desde que assumiu a chefia dessa que é uma das casas do Poder Legislativo brasileiro. Na eventualidade de eleição indireta, ele seria o nome natural das forças que hoje apoiam o governo Temer, como o PMDB, PSDB,DEM,PTB etc?

CS – Espero que essa hipótese não ocorra.

O senhor conversa muito com o deputado Rodrigo Maia?

CM  – O suficiente. Menos agora com o tempo dele tão ocupado pela crise política.

Ele tem lhe ouvido?

CM – Só perguntando a ele.

Caro César Maia, e o Rio de Janeiro, vereador, o que foi que fizeram com esse belo e rico estado da Federação para que chegasse à bancarrota?

CM  O ex-governador imaginou que ser amigo do ex-presidente resolveria tudo. Errou e sacrificou o Estado.

O senhor algum dia imaginou que o ex-governador Sérgio Cabral Filho poderia ser isso tudo o que hoje lhe acusam?

CM – Tudo isso, não.

Como está sendo a experiência de vereador da cidade do Rio de Janeiro?

CM  – Muito produtiva. Uma visão de baixo para cima.

Algum projeto eleitoral do César Maia para 2018?

CM –  Ainda não. É preciso conhecer os termos da reforma política e o quadro conjuntural.


O dia em que eu concordei com Marx

Fábio Zugman, via administradores.com.br

Karl Marx via o mundo como uma inevitável Luta de Classes: de um lado, trabalhadores. Do outro, os proprietários dos meios de produção que cobravam para que os trabalhadores fizessem o seu trabalho.

Vou explicar melhor: uma boa parte do trabalho de Marx é baseada no trabalho do economista David Ricardo. Esse economista dizia que a terra dava um ganho muito alto a seus proprietários: trabalhadores que não possuíssem suas terras eram forçados a trabalhar ou alugar terras para o plantio. Por outro lado, os proprietários de terra podiam simplesmente relaxar e receber os aluguéis que vinham de suas terras. A palavra “Rentista”, que muitos políticos adoram até hoje, veio do chamado Aluguel Ricardiano, aquele que teoricamente não tem muito valor pois apenas transferia dinheiro de quem não tinha para quem tinha. Marx não morria de amores pelos tais “rentistas”, e reservou umas boas ofensas aos novos rentistas, que eram os donos das fábricas e capital de sua época. Marx via a revolução industrial como injusta pois o trabalhador era “refém” dos donos das fábricas da mesma forma que os trabalhadores do campo eram “reféns” dos donos de terras.

No Brasil, os políticos (e professores que moram com os pais) adoram falar na “Guerra de Classes” dos mais ricos e dos mais pobres. Nossas leis são sobrecarregadas em defender os “mais fracos”. Na verdade, somos sim um dos países mais desiguais do mundo. Basta olhar para o chamado índice de Gini. Sim, somos desiguais. No que eu discordo com os políticos populistas e seu professor de ciências sociais é em quem é desigual a quem.

Segundo os últimos dados do IBGE, se você trabalhava em uma empresa do setor privado em 2015, ganhava em média R$2.168,45 de salário. Trabalhando para o Estado, seus ganhos no fim do mês pulavam para R$3.592,33.

Veja que estamos falando de ganhos médios, e todo mundo já ouviu aquela piada do cara que estava com a cabeça no forno e os pés no congelador, mas com temperatura corporal na média muito boa. Ainda assim, é de se perguntar: um trabalhador, com carteira assinada em empresa, poderia ganhar 65% a mais simplesmente indo trabalhar para o Governo, mas será o governo tão mais eficiente assim? Basta ir renovar a carteira de motorista e ver aquelas almas simpáticas nos atendendo para concluir que não.

Temos um problema. E ele é terrível: o Brasil tem um enorme programa de transferência de renda. Pegamos o dinheiro de quem trabalha em empresas, que está sempre sob o risco de uma demissão, ou de se aposentar sem nada, e transferimos para quem trabalha no governo. Boa parte dessas pessoas contam com estabilidade e aposentadoria garantidas, coisas cada vez mais raras, não só no Brasil, mas no mundo.

Veja, querido leitor ou leitora: não estou dizendo que o trabalho público não é importante. Estou dizendo que essa diferença toda não faz o mínimo sentido. Impostos são obrigatórios, e as empresas e quem trabalha nelas é quem banca o setor Público. Termos tanta gente ganhando tão bem com o dinheiro vindo desses impostos é tão injusto quanto um membro da nobreza que herdava suas terras e tinha a vida garantida com o trabalho dos outros.

Ricardo dizia que o trabalhador do campo não tinha opção senão ficar nas mãos dos donos de terras. Marx dizia que os trabalhadores ficavam nas mãos dos donos das indústrias. Eu digo que o trabalhador brasileiro fica na mão da verdadeira elite brasileira: um setor público que ganha muito e entrega pouco.

Quem diria. Vivi para ver o dia em que eu concordei com Marx.

* Com mil perdões aos estudiosos de Marx estou resumindo tudo em uma linha.