FRASE DO DIA

Pretendo ser candidato ao Governo do Maranhão pelo PSB e com apoio do PSDB.

(Roberto Rocha)

6 Comentários

Na tarde desta quinta-feira (13), o deputado estadual Wellington do Curso (PP) realizou audiência pública na cidade de Matões do Norte. O objetivo foi tratar sobre a convocação dos aprovados no último concurso realizado no município.

Na ocasião, aprovados denunciaram algumas irregularidades na Prefeitura de Matões do Norte.

“Eu estudei, me dediquei. Fui aprovada. Não estou pedindo favor para ninguém. Eles não nomeiam e, em compensação, ficam contratando apadrinhados políticos. Isso é um desrespeito”, desabafou Claudia, aprovada para o cargo de professora.

Ao ouvir os aprovados, Wellington destacou que encaminhará todas as denúncias ao Ministério Público Estadual e Federal para que adote as devidas providências.

“Tivemos um posicionamento independente por parte da promotoria de Barreirinhas e de Lago Açu, na questão dos aprovados no concurso público de lá. Encaminharemos, ao Ministério Publico Estadual, todos esses relatos e denúncias quanto às contratações irregulares, contratações precárias, bem como vagas ocupadas irregularmente. Encaminharemos, também, ao Ministério Publico Federal e a Polícia Federal as denúncias de má aplicação de recursos federais, a exemplo do FUNDEB. Nosso objetivo é garantir o direito à nomeação de quem estudou e ter uma Administração Pública mais eficiente”, disse Wellington.


A editora Lago de Histórias, do Rio, acaba de abrir inscrições para selecionar novos autores infanto-juvenis

Editora carioca abre inscrição para seleção de novos autores | Crédito: Shutterstock

via Vida Simples Digital

Escrever para crianças é um sonho de muita gente. Mas a jornada para publicar um livro nem sempre é fácil. Para quem quer seguir por esse caminho e se colocar no mundo como escritor de obras infanto-juvenis, a editora carioca Lago de Histórias acaba de abrir inscrições para a sua primeira seleção de originais nessa categoria: infanto-juvenil.

Os participantes devem ter, no mínimo, 18 anos, e os textos para análise – até dois por pessoa – precisam ser inéditos e não podem ter sido publicados em meios de comunicação (revistas, jornais) ou mesmo nas mídias sociais (facebook, instagram etc).

O processo seletivo será realizado através de inscrição on-line e pagamento de uma taxa para cada texto inscrito. Todos os trabalhos serão submetidos à avaliação de até quatro escritores e jornalistas, além de professores de Letras e um integrante da editora Lago de Histórias. A seleção vai até o dia o dia 4 de setembro de 2017 e os escolhidos, com possibilidades de publicação (ao todo, três autores) em 2018, serão anunciados no dia 29 de dezembro de 2017.

Inscrições pelo contato@lagodehistórias.com.br.


Matéria publicada no site oficial da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) trata sobre a exoneração 20 gestores escolares lotados em várias Unidades Regionais de Educação, as chamadas URE’s.

Segundo o secretário Felipe Camarão, o motivo das exonerações foi a ausência de prestação de contas dos recursos do caixa escolar em tem hábil por parte de alguns gestores.

“Todos estes gestores foram demitidos por não terem prestado contas de recursos do caixa escolar, o que penaliza toda a escola, que fica impossibilitada de receber recursos, como Fundo Estadual de Educação (FEE) e do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), essenciais para o seu bom desempenho administrativo e até pedagógico da escola”, explicou Felipe Camarão.

A questão da exoneração dos gestores foi publica em primeira pelo Blog do Robert Lobato (reveja) após recebimento de email de um professor/gestor que pediu sigilo do seu nome.

A segue a íntegra dos esclarecimentos da Seduc. Confira.

Seduc rescinde contrato de gestores escolares por não prestarem contas de recursos da Caixa Escolar

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) rescindiu o contrato de gestão de 20 gestores escolares, por ausência de prestação de contas de recursos da Caixa Escolar. Os gestores demitidos são de 20 escolas pertencentes às Unidades Regionais de Educação (URE’s) de Chapadinha, Itapecuru, Rosário, Viana e São Luís. Do total de contratos rescindidos, 13 são de gestores eleitos por meio do processo democrático e sete gestores indicados pela Secretaria, com base em critérios técnicos estabelecidos pelo edital de eleição de gestores.

“Todos estes gestores foram demitidos por não terem prestado contas de recursos do caixa escolar, o que penaliza toda a escola, que fica impossibilitada de receber recursos, como Fundo Estadual de Educação (FEE) e do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), essenciais para o seu bom desempenho administrativo e até pedagógico da escola”, explicou o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão.

É através do Caixa Escolar que são repassados diretamente à escola recursos como: Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e o Fundo Estadual de Educação, que podem ser destinados à aquisição de material, manutenção, pequenas construções e conservação de instalações e equipamentos necessários ao processo de ensino e aprendizagem, entre outras necessidades básicas. Em contrapartida, os gestores escolares devem prestar conta detalhada de como os recursos foram gastos. Porém, muitos deixam de cumprir a lei, ficando com o Caixa Escolar inadimplente.

O gestor geral ou adjunto da escola assume a responsabilidade de presidente da Caixa Escolar e é o responsável pela boa aplicação dos recursos públicos repassados à escola e pela periódica prestação de contas. A função é exercida por profissionais efetivos da rede, com função gratificada, os quais assinam um contrato de gestão e, periodicamente, tem os seus desempenhos nos aspectos pedagógicos, administrativo e financeiro avaliados.

Ao longo de 2016, a Seduc realizou diversas capacitações regionalizadas com gestores escolares e também outros profissionais interessados sobre procedimentos de prestação de contas. A demissão dos gestores foi a última medida adotada pela Secretaria, após todos os gestores terem sido capacitados e notificados sobre a necessidade da prestação de contas.

“Há um problema histórico de inadimplência das caixas escolares que, na maioria dos casos, os gestores não tinham conhecimento adequado de como proceder com a prestação de conta. Atualmente, temos um setor específico voltado para orientar os gestores e esse número de inadimplência vem diminuindo, contudo, nossa meta é que todas as caixas estejam adimplentes. Antes de proceder com a exoneração, todos os gestores foram notificados para regularizar a situação”, esclareceu o secretário Felipe Camarão.

O que é o Caixa Escolar

É uma associação civil de direito privado, com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, que credencia a escola a receber e administrar recursos financeiros (estaduais e federais) destinados ao suprimento de suas necessidades básicas, visando à melhoria da qualidade do ensino. O caixa escolar garante o fortalecimento e a autonomia administrativa, financeira e pedagógica da escola.

“Os gestores são eleitos para uma função pública, e, obrigatoriamente, devem cumprir requisitos que são fundamentais no serviço público, como a moralidade, transparência e legalidade. Não podemos ser conivente com a não prestação de contas de recursos que são destinados à escola, porque vão contra os princípios básicos da administração pública e penaliza toda a comunidade escolar”, concluiu Felipe Camarão.

Gestores com contratos rescindidos

Foi rescindido o contrato de gestão escolar de gestor geral e/ou auxiliar das seguintes escolas:

URE Chapadinha – C.E. Maria Luiza Novais Viana;
URE Itapecuru – C.E. Nina Rodrigues, C.E. Major Ericio Gomes Braga, C.E. Raulina Sousa Silva, C.E. Santos Dumont e C.E. Newton Neves;
URE Rosário – C.E. Estado do Acre e C.E. Mons. Dourado;
URE Viana – C.E. Cidade de Arari, C.E. Gregório Praseres e C.E. Acrisio Figueiredo;
URE São Luís – C.E. Pires Collins, C.E. Paulo VI, C.E. Desembargador Sarney, C.E. Dr. Antônio Jorge Dino, C.E. Estado do Amazonas, C.E. Estado de Ceará, U.I. José Giorcelli Costa, C.E. Juvêncio Matos e U.I.


Os momentos mais difíceis e de profunda tristeza nos oferecem uma chance de olhar para dentro e buscar a nossa transformação. 

Crédito: Vida Simples Digital

Paula Abreu, via Vida Simples

Um dia comum, cinco anos atrás. Eu trabalhava tranquilamente no departamento jurídico de uma grande multinacional de petróleo e gás. Era um dia como outro qualquer, e eu não fazia a menor ideia do que estava por acontecer. Horas depois, meu chefe me chama. Avisa que a empresa estava passando por uma reestruturação e algumas vagas estavam sendo extintas. E a minha era uma delas. No mesmo momento, tive que entregar a chave do carro da empresa que eu usava, o laptop, o blackberry. Uma amiga recolheu alguns pertences meus e colocou na minha bolsa, e me entregou tudo na sala de reunião onde eu estava sendo demitida. Sim, eu nem sequer voltei mais à minha mesa. O resto das minhas coisas seria entregue em uma caixa alguns dias depois, na minha casa. Recebi um voucher para poder ir embora de táxi. Lembro da sensação daquele momento como se fosse hoje: um alçapão se abrindo sob meus pés e meu coração caindo, caindo, caindo… num poço sem fundo! (É, nesse dia eu descobri que há um lugar pior do que o fundo do poço!). Talvez você saiba do que eu estou falando… Já tive clientes e alunos que disseram ter sentido o mesmo ao ouvirem de seus maridos que queriam o divórcio, ou ao receberem a notícia da morte de alguém querido, ou no diagnóstico de uma doença grave. São instantes em que parece que deixamos de ser nós mesmos.

No instante da minha demissão, eu não era mais a minha versão advogada. No momento do divórcio você deixa de ser a sua versão “casada”. Na hora do diagnóstico de uma doença deixamos de ser a nossa versão “saudável”. As reações possíveis são inúmeras quando estamos nesses momentos de encruzilhada da vida. Eu poderia ter me revoltado. Xingado Deus (ou, no mínimo, o meu ex-chefe). Poderia ter me entregado ao desânimo e à desesperança. E, olha, se você me perguntar por que isso não aconteceu, não sei explicar. Mas tenho uma teoria. Hoje eu acredito que lá, no poço sem fundo, é o lugar onde vivenciamos o sofrimento na forma mais profunda que a alma é capaz de sentir. Mas, talvez por isso, é o lugar onde a graça se torna mais acessível. O poeta sufi Rumi escreveu que “a ferida é o lugar por onde a luz entra em você”. Há cinco anos, uma ferida profunda me abriu finalmente para uma luz infinita. Foi a partir daquela ferida que eu percebi que não queria mais trabalhar apenas para pagar contas e comprar coisas caras para impressionar pessoas. Percebi que trabalho sem se colocar a serviço do outro não valia nada. E isso mudou a minha vida. Se hoje você está em queda livre no poço sem fundo, está tudo bem. Agradeça. Se abra para a luz. Porque a escolha que você vai fazer agora – por mais difícil que pareça – é que vai definir a sua vida daqui a cinco anos.

PAULA ABREU é coach e autora do livro Escolha Sua Vida (Sextante). Seu site é escolhasuavida.com.br


Comportamento nas redes sociais exacerba a polarização. E isso é perigoso para o debate democrático

NO CENTRO DA BOLHA, VOCÊ; AO REDOR, AS FONTES QUE VOCÊ ESCOLHE. O RESTO DA INFORMAÇÃO NÃO CHEGA.

Ana Freitas, Via Nexo Jornal

Chamaram de ‘filtro bolha’ (‘filter bubble’) o isolamento espacial de informação dentro do qual todos estamos quando usamos redes sociais como Facebook e Twitter. Essas ferramentas funcionam com o auxílio de algoritmos, fórmulas matemáticas que usam uma série de variáveis para determinar o conteúdo que exibem para você.

“Acabamos vendo o mundo pela lente das redes sociais. E amizades no Facebook são diferentes de amizades na vida real.” Christian Sandvig Professor de Comunicação na Universidade de Michigan, em entrevista ao Nexo.

A ideia, em si, não é de todo mal: a rede social quer exibir ao usuário apenas o que ele quer ver. Mas fomenta a polarização do debate político e tem outras consequências para a criatividade e o pensamento crítico, de acordo com cientistas.

Usuário se conecta com o que tende a concordar

O filtro bolha e esse isolamento de grupos que pensam diferente são consequências de um fenômeno chamado viés de confirmação, um viés cognitivo cujo efeito é chamar nossa atenção e aprovação para notícias e opiniões que reforcem nossas crenças pré-existentes.

Isso se reflete no comportamento de usuários nas redes sociais.O viés de confirmação faz com que o usuário se conecte apenas com quem concorde com o que ele diz e curta posts na mesma linha. E a rede social transforma essas ações em fórmulas para exibir mais conteúdo parecido com aquele.

“O filtro bolha tende a amplificar dramaticamente o viés de confirmação. De certa forma, ele é feito para isso. Consumir informações que corroborem com suas ideias de mundo é fácil e prazeroso; consumir informações que nos desafiem a pensar de novas formas ou questionar nossas presunções é frustrante e difícil.” Eli Pariser Autor do livro The Filter Bubble

Resultado: se você for como os 60% das pessoas que se informam usando as redes sociais, as informações que chegam ao seu feed de notícias só estão lá porque têm boas chances de que você concorde com elas.

Polarização e extremismo são a consequência

O professor Cass Sustein, jurista de Harvard, conduziu uma pesquisa em que separou dois grupos com orientações políticas opostas e pediu que cada grupo debatesse entre si seus posicionamentos em relação a políticas públicas específicas, como casamento gay e ações afirmativas.

Ele observou que, antes do debate, os conservadores e os liberais tinham visões mais plurais. Depois de discutir apenas com aqueles que pensavam parecido, a diversidade de visões caiu. Dos dois lados, os sujeitos entrevistados deram opiniões mais extremistas e polarizadas depois de debater com seus iguais.

O pesquisador Eli Pariser, autor do livro “The Fitler Bubble: What the Internet Is Hiding From You”, defende que o sistema democrático sai prejudicado, a longo prazo, quando esse tipo de fenômeno acontece.

“A democracia demanda que as pessoas sejam capazes de se colocar no lugar do outro, mas em vez disso nós estamos mais fechados dentro de nossas bolhas. Democracia demanda que dependamos daquilo que compartilhamos com os outros; em vez disso, estão nos oferecendo universos paralelos, separados”, argumenta Pariser em seu livro.

Há também pesquisas que falam da diversidade de gênero, raça, idade, etnia e orientação sexual como fatores correlatos com grupos mais criativos, inovadores, tolerantes e com pensamento crítico mais apurado.


Aumenta a cada dia o número de pessoas que desistem da vida praticando suicídio. E o mais chocante: cresce nesta triste estatística o índice de suicidas jovens entre de 15 a 29 anos, que já é maior do que casos entre os idosos com mais de 70 anos.

Mais uma boa proposição do mandato do deputado Wellington do Curso (PP).

Pensando na valorização da vida, o parlamentar progressista utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa, na semana passada, para convidar toda a população para uma audiência pública que discutirá o Plano Estadual de Valorização da Vida e o combate ao suicídio no Maranhão.  A Audiência irá acontecer às 14h, da próxima terça-feira (04), no auditório Fernando Falcão da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Como palestrante sobre o tema teremos o doutor e especialista em psiquiatria Ruy Palhano e o psicólogo Paulo Guilherme responsável pelo programa de saúde mental da Unidade de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário. Para o deputado Wellington é um tema de suma importância para ser debatido, levando em conta o aumento de casos de suicídios em nosso Estado.

“Infelzimente o crescimento de suicídios no Maranhão tem aumentado, e isso tem nos preocupado. Afinal, isso se trata de políticas públicas. Ouvimos a população, coletamos dados e informações, decidimos apresentar o Projeto de Lei Nº 136/2017 que dispõe sobre a criação do Plano Estadual de Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio. Ainda convidamos mestres e doutores na área, a sociedade civil, órgãos de prevenção para juntos, debatermos esse tema e lutarmos para combatermos esse aumento de suicídios em nosso Estado”, disse o professor Wellington.

Segundo dados do Organização Mundial de Saúde (OMS), aumenta a cada dia o número de pessoas que desistem da vida praticando suicídio. E o mais chocante: cresce nesta triste estatística o índice de suicidas jovens entre de 15 a 29 anos, que já é maior do que casos entre os idosos com mais de 70 anos.

Como combater o suicídio

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) firmam parceria para combater os altos índices de suicídio no Brasil e entre as várias ações saiu a produção de uma cartilha para orientar os médicos e profissionais da área de saúde em casos de tentativa de suicídio ou para identificarem possíveis casos em seus pacientes. A cartilha serve também para as famílas.

Intitulada “Suicídio: informando para prevenir”, a cartilha fala sobre como abordar um paciente, explica de que forma as doenças mentais podem estar relacionadas ao suicídio, os fatores psicossociais e dados atualizados sobre o tema.

Conheça e compartilhe a cartilha “Suicídio: informando para prevenir”.


O Ifma possui um campus no município de Pinheiro e de lá pode sair o representante da instituição para integrar a comissão sobre os Diques da Baixada

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) está interessado em dar uma contribuição com a inteligência dos seus quadros técnicos nas discussões sobre o Projeto dos Diques da Baixada.

Segundo apurou o Blog do Robert Lobato, o reitor Roberto Brandão é um dos entusiastas na participação do Ifma no importante debate sobre esse empreendimento público que é considerado a redenção da Região da Baixada.

O Ifma possui um campus no município de Pinheiro e de lá pode sair o representante da instituição para integrar a comissão sobre os Diques da Baixada, no caso um professor-doutor com vasto conhecimento da geografia e do ecossistema da região onde o projeto será executado.

O Projeto dos Diques da Baixada será financiado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que no início deste mês divulgou o edital para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental – EIA/RIMA, instrumento que subsidiará a avaliação da viabilidade ambiental do empreendimento do Sistema de Diques da Baixada Maranhense, um empreendimento público considerado a redenção dessa que é uma das regiões mais pobres do estado.

Com a inserção do Ifma nesse debate, certamente o projeto só tem ganhar.


A preservação da Bacia do Itapecuru será a pauta principal do seminário que ocorrerá no próximo dia 07 de julho, das 8:00h às 12:30h, no auditório da escola São José, em Caxias- MA. Com o tema ”Revitalização dos Rios Maranhenses e Suas Nascentes”, o evento vai reunir profissionais que são referências na área de sustentabilidade ambiental, para discutir e buscar alternativas para a recuperação do rio Itapecuru.

O seminário é uma realização do Instituto Cidade Solidária e do senador Roberto Rocha (PSB), com co-realização do MEA- Movimento Ensinando e Aprendendo.

A cerimônia de abertura está marcada para as 8:00h, e contará com a presença do senador Roberto Rocha e de outras lideranças políticas do estado.

Na oportunidade, a chefe da Unidade Regional de Meio Ambiente da CODEVASF- MA, Éricka Cunha, irá apresentar o planejamento da Companhia para a Bacia Hidrográfica do Itapecuru. A programação terá mesa redonda com o tema “Bacia do Itapecuru – Sua Importância e Propostas para Sua Revitalização”.

Os ministradores serão Arthur Almada Lima, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias e Carlos Benedito Maciel, coordenador do Comitê da Bacia do Itapecuru.


Estamos executando o maior programa educacional da história do Maranhão.

(Flávio Dino)


por Natalino Salgado

Quem conhece o Rio de Janeiro já deve ter visto a incrível obra de arte que é o desenho da arborização do Aterro do Flamengo, cujo projeto paisagístico é de Burle Marx. A mesma cidade abriga um dos jardins mais famosos do país, o Jardim Botânico, com 209 anos completos, construído na época do então Príncipe Regente, dom João VI. Em ambos, o homem e sua criatividade construíram espaços que impactam prazerosamente qualquer pessoa que os veja. Não somente vejam, mas desfrutem desses espaços tão propícios para a vida.

As relações humanas e estas com tudo que existe foram iniciadas num Jardim. Jardim sugere harmonia e intencionalidade. E um Jardim não existe por si. É preciso uma inteligência que o conceba, uma concepção estética que, em si, tenha uma mensagem. O Jardim criado por Deus falava de relacionamento, trabalho e cuidado.

A desobediência humana agiu como um vírus que se replicou dentro do Jardim, quebrou sua perfeição, disseminou o medo, a agressão e a separação. Desde então, com a terra gerando espinhos, ervas daninhas e o pão sendo produzido à custa de duro trabalho, na expressão bíblica, “com o suor do rosto”, nasceu a desarmonia entre a humanidade e sua própria casa. O homem de cuidador, passou a ser destruidor de toda a criação. Tornaram-se inimigos. Hoje os vemos na desafiadora circunstância de enfrentar as consequências de milhares de anos de agressão à Terra. Tempestades mais fortes e recorrentes, secas, degelo das calotas polares, morte de animais, de aves e peixes, são o símbolo um ser humano predador e vítima ao mesmo tempo.

Todas essas reflexões me vieram à mente quando, na quinta-feira, feriado de Corpus Christi, pude ouvir o eloquente sermão de dom Belisário que alternou trechos bíblicos e temas ligados ao meio ambiente, relembrando a Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema é “Biomas Brasileiros e Defesa da Vida”.

O sacerdote chamou a atenção para esta grave situação que tão de perto fala de nós e das consequências antigas de nosso distanciamento da proposta divina inicial no Éden. A Igreja propõe a reconciliação que se manifesta na retomada da função inicial que ao homem foi delegada por Deus: cuidar e guardar o Jardim.

Como em Cristo todas as coisas são reconciliadas, em seu corpo que foi dado por nós restabelece-se a comunhão perdida. Ele mesmo é a mensagem do amor que a tudo abraça, inclusive a natureza, nossa casa, nossa provedora, nosso sustentáculo material maculado tantas vezes pela ganância humana.

O Apóstolo Paulo, em sua epístola aos Romanos, constata, no capítulo 8, a ansiedade pela restauração da natureza, quando diz que “ela foi submetida à futilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus”.

Mas, enquanto isso não ocorre, cabe a nós o cuidado, o desvelo, a proteção. Que possamos juntos ser discípulos do bem, legítimos guardadores da criação divina.

Natalino Salgado Filho, ex-reitor da Ufma.