FRASE DO DIA

Estou aqui para mostrar que nós vamos continuar de cabeça erguida, de mãos limpas, esse foi o jeito que eu escolhi de fazer política, e ninguém, nenhum vagabundo tipo o Alexandrino, vai inventar mentira sobre a minha vida pública.

(Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) sobre o delator da Odebrecht Alexandrino Alencar)

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O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), e a Prefeitura de Urbano Santos assinaram, nesta quarta-feira (5), um Termo de Cooperação Mútua para garantir o funcionamento das escolas de Ensino Médio naquele município. Participaram da assinatura do acordo o Secretário Felipe Camarão, a prefeita Iracema Vale e o vereador Ednilson Moura.

Atualmente, no município de Urbano Santos existe apenas uma escola da rede estadual, com três anexos e cinco pequenas unidades, que são uma espécie de extensão desses anexos na zona rural e, ao longo dos anos, funcionam em prédios cedidos pela prefeitura. Essas escolas atendem a mais de 2 mil estudantes.

Com a assinatura do Termo de Cooperação, o governo do estado e o município de Urbano Santos irão atuar de forma conjunta nas questões relativas à estrutura dos prédios, professores e profissionais que atuam no funcionamento da educação. “O governo do Maranhão estará sempre disponível ao diálogo e a resolver as questões da educação. A assinatura desse documento oficializa essa cooperação mútua, fazendo com que o Ensino Médio volte a funcionar atendendo a demanda do município. Eu quero aqui, em nome do governador Flávio Dino, agradecer de forma muito especial à prefeita por sua disposição em colaborar com o estado em prol da educação dos adolescentes e jovens de Urbano Santos. E dizer que breve irei visitar as escolas de Urbano Santos levando palavras de incentivo aos professores e alunos”, pontuou o secretário Felipe Camarão.

“Saio desta reunião com o sentimento de que o secretário é uma pessoa sensível com as questões da educação e se preocupa com a comunidade. Graças a Deus, com a assinatura desse termo de cooperação, iremos retomar as aulas no Ensino Médio, principalmente na zona rural, onde a dificuldade é maior”, disse a prefeita Iracema Vale.

“É importante esse diálogo entre a prefeitura e o governo do Maranhão para resolver as questões da comunidade. Esse termo de cooperação vai proporcionar o acesso dos alunos às escolas da rede estadual. Com o diálogo e o compromisso entre as duas partes em resolver as questões, quem ganha é a comunidade estudantil, principalmente a da zona rural”, enfatizou Edinilson Santos Moura, vereador de Urbano Santos (PT).


POR ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL

A UEMA iniciou as ações para inclusão de pessoas com deficiência e/ou transtornos de desenvolvimento há cerca de 20 anos, quando criou o Núcleo Interdisciplinar de Educação Especial (Niesp). Em 2014, o núcleo foi reestruturado, tornando-se o atual NAU, Núcleo de Acessibilidade da UEMA, que visa a oportunizar a inserção e o acompanhamento educacional dos estudantes com algum tipo de deficiência, com diagnóstico de transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades, bem como os estudantes que apresentam dificuldades de mobilidade.

A coordenadora do NAU, Marilda de Fátima Lopes, explica como são resguardados todos os direitos das pessoas com deficiência, desde a inscrição no vestibular da UEMA: “Os candidatos que registram necessidade de atendimento específico no ato da inscrição do Vestibular são acompanhados. Existe uma comissão no departamento de concursos e vestibulares responsável pela análise de toda documentação, conforme legislação, para verificar a situação do candidato que se submeterá ao pleito”, afirmou.

Após aprovação no vestibular e o ingresso na Universidade os alunos são acompanhados de modo específico pela Instituição. Atualmente na UEMA são assistidos alunos com deficiência auditiva, deficiência física, baixa visão, cegos, com transtornos de desenvolvimento, autistas, com síndrome de borderline, doença de Crohn, esquizofrenia, entre outros. Os acadêmicos são acompanhados por profissionais do Núcleo, entre pedagogos, tradutor/intérprete de libras, ledor e transcritor de Braille e educador físico especial.

Para L.C, mãe de estudante com autismo que não quis se identificar, esse tratamento é uma preocupação da UEMA em proporcionar que esses alunos tenham condições de permanecer na Universidade e de se formar com qualidade: “O que tem acontecido na UEMA e que deveria acontecer em outras instituições também é que os alunos chegam e trazem seu perfil e os professores, técnicos, de um modo geral, se adéquam a essas realidades. A inclusão não é apenas oferecer cotas, a inclusão é dizer para esse cidadão que ele terá condições de cursar com qualidade, sendo que nessa perspectiva seus direitos serão respeitados e que eles serão orientados para seus deveres, isso é o que chamamos de cidadania plena e é isso que eu tenho encontrado aqui na UEMA”, disse.

O Núcleo de Acessibilidade da UEMA oferece diversos procedimentos educacionais especiais dependendo das características do comprometimento do aluno, como apoio pedagógico (ledor, transcritor de braile, revisor, monitor especial, etc.), atendimento educacional e metodologias especializadas.

Os docentes e servidores da UEMA também são orientados pelo núcleo. O NAU oferta, ainda, cursos de libras, disciplina de libras nos cursos de licenciatura, materiais ampliados ou em braile, auxílio ópticos, tradutor/intérprete de libra, cartilhas de orientação, além de manter uma interação direta com a família do acadêmico quando o aluno apresenta maiores comprometimentos.

Segundo o diretor do curso de Engenharia da Computação da UEMA, Rogério Moreira Lima, cada vez mais a Universidade tem recebido alunos com alguma deficiência e/ou transtornos de desenvolvimento: “Nós temos trabalhado essas demandas diferenciadas juntos aos docentes e tem sido muito gratificante essa participação e interação em parceria com NAU, pois é um desafio para todos nós, no sentido da oferecer apoio a esses alunos e promover esse processo de inclusão social”, afirmou o professor.

Veja as atividades do NAU por área:

 ÁREA Procedimentos Educacionais Especiais sugeridos ou providenciados pelo NAU
Surdez-Surdocegueira-Surdez

-Deficiência Auditiva

-Tradutor /intérprete de libras / língua portuguesa-Tempo ampliado para realização de avaliações-Correção diferenciada das produções escritas
Deficiência visual-cegueira-baixa visão -Materiais ampliados-Uso de auxílios ópticos-Ledor

-Materiais em Braille

-Uso de softwares específicos

-Tempo ampliado para realização de avaliações

 

Deficiência física-deficiência física-deficiência múltipla

-mobilidade reduzida

-Salas de andar térreo-Vaga especial em estacionamento-Aplicador Ledor / Redator para situações de avaliação

-Realização das provas formato digital

-Utilização de materiais / mobiliário adaptado

-Tempo ampliado para realização de avaliações

 

Distúrbios de aprendizagem  -Professor + Psicopedagogo + Psicólogo-Repensar metodologias
Transtornos globais do desenvolvimento (TGD) -Tempo ampliado para a realização de avaliações-Reuniões periódicas com docentes
Altas habilidades / Superdotação -Progressão de série-Complementação curricular
Deficiência Intelectual -Atendimento Educacional Especializado

 Por: Polyanna Bittencourt


Os prefeitos Hilton Gonçalo e Fernanda Gonçalo, desenvolveram uma série de ações no povoado Rancho Papouco nesta quinta-feira (30). A localidade é cortada pela rodovia BR-135 e cada lado está dentro dos territórios de Bacabeira e Santa Rita, ou seja, uma parceria entre as duas Prefeituras foi desenvolvida para promover melhorias sociais.

A primeira ação dos prefeitos foi à distribuição de alimentos para moradores do vilarejo. Através do Programa de Aquisição de Alimentos da Secretaria de Desenvolvimento Social, mais de cem famílias foram beneficiadas com uma cesta de alimentos produzidos por pequenos agricultores de Bacabeira e Santa Rita.

Dezenas de mães de família estavam na expectativa pela doação dos alimentos, entre elas Nizete Lopes, 50, que mantém uma casa com 14 pessoas, entre filhos e netos. De acordo com a dona de casa, o PAA é uma redenção para sua família, pois ajuda muito na alimentação diária. “Eu espero com a ansiedade, a distribuição dessa cesta, agradeço muito ao prefeito Hilton Gonçalo, por estar olhando por nós”, declarou.

O prefeito Hilton Gonçalo, destacou que o PAA é um programa que já tinha sido implantado na sua gestão anterior e agora está sendo retomado para trazer qualidade de vida para a população. Porém, ele destacou que agora tanto o povo de Santa Rita e Bacabeira estão sendo beneficiados.

“Antes havia um constrate, só o município de Santa Rita avançava, hoje é possível perceber as melhorias nos dois municípios, como está ocorrendo hoje no Rancho Papouco, um povoado que metade é de Santa Rita e a outra metade de Bacabeira. Antes só um lado tinha benefícios, agora os dois são contemplados, nós estamos mudando a vida das pessoas”, declarou Hilton Gonçalo.

Além da distribuição de alimentos foram feitos serviços de entrega de medicamentos pela Secretaria de Saúde; orientação para prevenção de doenças através da Secretaria de Assistência Social; serviços de manutenção da iluminação pública, capina e roça pela Secretaria de Obras.

A prefeita Fernanda Gonçalo também acompanhou as ações e destacou a parceria: “dois prefeitos trabalhando juntos para mais de 50 mil pessoas, representa a melhora substancial da qualidade de vida dessa região que é cortada pela BR-135. Bacabeira e Santa Rita voltaram a viver bons tempos”.

Durante a Operação Rancho Papouco, Hilton Gonçalo também visitou uma série de residências que foram construídas na sua gestão entre 2005-2012 e que foram construídas através de um programa de habitação financiado pela Caixa. O programa vai retornar e outras cinquentas casas no povoado devem receber serviço de manutenção e construção.


 por Hugo Bethlem, via Instituto Akatu

Comentário Akatu: o brasileiro está refletindo mais antes de fazer uma compra, forçado pela crise econômica, como diz o artigo abaixo, do administrador Hugo Bethelem, que integra o Conselho Consultivo do Instituto Akatu. A crise é uma boa oportunidade para levar as pessoas a praticar o consumo consciente, mas é essencial que essa mudança de comportamento seja permanente. Para isso, é fundamental que as pessoas percebam que seus atos de consumo impactam não só no seu bolso, mas na sua vida, no meio ambiente e em toda a sociedade e na economia.

Será que o brasileiro está evoluindo para o Consumo Consciente? Esta pergunta aparece numa pesquisa realizada e publicada no caderno especial de Sustentabilidade do Estadão. A resposta pela pesquisa é SIM. O ICC – Indicador de Consumo Consciente desenvolvido pelo SPC Brasil e CNDL afirma: “as pessoas passaram a ter mais consciência da utilização de bens por causa da crise econômica”. Opa! Então estão evoluindo para o Consumo Consciente pela dor e não pelo amor!

Mas será que a culpa é dos consumidores brasileiros ou dos varejistas brasileiros que ao sinal da primeira crise (não que esta que estamos saindo não tenha sido brava, a pior desde o plano Real) invadem as TVs, Jornais e folhetos nas casas do consumidores para lhes oferecer “Promoções” , “Ofertas Imperdíveis”, “Leve mais e Pague menos” (Mesmo quando o Consumidor não precisa, não quer, ou não sabe nem porque esta comprando…outra pesquisa também do SPC aponta para 77% dos Consumidores entre 18 e 30 anos se arrependem de uma compra desnecessária que fizeram).

Onde está a consciência do varejo nessa hora? Ao invés de ajudar na educação financeira de seus consumidores, mesmo abrindo mão de ganhos imediatos ou vendas por impulso que na verdade só alimentam uma grande frustração destes na sequência.

O Brasil há muitos anos é o recordista mundial de reciclagem de latas de alumínio. Uau! Mas por quê? Por consciência ambiental ou por sustentabilidade financeira dos milhões de catadores no país que com isso vivem com uma renda superior a do salário mínimo? Ou seja, reciclagem gera impacto financeiro positivo levando mais riqueza às comunidades de catadores e permitindo que essa riqueza volte para a economia em forma de consumo… mas qual consumo? Inconsciente ou consciente?

Desde que comecei a trabalhar com o tema sustentabilidade (e garanto que tenho muito caminho a percorrer e aprender) tenho me deparado com a velha desculpa do “Investimento” e o “Retorno de longo prazo e só na imagem”. Tudo isso é muita miopia por parte de quem lidera as companhias e tem ainda essa visão, pois sustentabilidade só será sustentável se começar pelo “bolso” das companhias. Só assim terá a devida atenção por parte dos dirigentes e demais stakeholders da operação.

Mas não podemos continuar consumindo como se o mundo fosse acabar amanhã e nada sobraria para as próximas gerações, aliás, aquelas que estamos vendo por aí. Hoje no planeta há 1,9 bilhão de seres humanos com menos de 15 anos (maior agrupamento entre todos os outros), o que de um lado nos dá grande esperança no futuro, mas de outro nos deixa apreensivos se nada deixarmos para eles.

Afinal qual é o propósito da sua vida? O quê você veio fazer neste planeta? Porque ao longo de nossa vida consumimos recursos naturais e devolvemos cocô, xixi e lixo! Será que nossa passagem pela Terra representa esse papel “animal irracional” ou fomos dotados de um cérebro e acumulamos conhecimento através de nossa inteligência para contribuirmos com um mundo melhor?

O resultado da pesquisa da ICC aponta então para essa conclusão: o brasileiro é consciente quando dói no bolso e não na consciência! Mas talvez a crise tenha deixado seu legado positivo, um consumidor mais “consciente” – na verdade mais cauteloso – que tem medo de comprar sem precisar (apesar das inúmeras tentações do varejo) e, principalmente, devido aos juros escorchantes no Brasil, passou a ser muito mais consciente em se endividar, emprestar seu nome a parentes e a amigos e comprar sem saber se poderá pagar.

Mas nem tudo são notícias ruins. Sim, o brasileiro está aprendendo uma lição positiva que vai perdurar e se multiplicar. Dados da pesquisa ICC aponta as principais vantagens que os entrevistados declararam ao praticar o Consumo Consciente: 37,1% afirmam que economizar é fazer o dinheiro render mais, 21,6% se sentem satisfeitos por saber que estão fazendo algo positivo para o futuro das gerações, 16,7% tem a sensação do dever cumprido e que estão fazendo o que é correto para a sociedade, 10,4% acreditam que estas atitudes de Consumo Consciente contribuem para a melhoria nas condições sociais de uma forma geral.

Texto publicado originalmente no portal Mercado & Consumo.

 


“De olho na escola”: foi esse o nome dado ao projeto desenvolvido pelo deputado estadual e professor Wellington do Curso (PP). Apesar de já ser desenvolvido pelo parlamentar há algum tempo, foi na última sessão plenária que ele anunciou o Projeto e disse estar à disposição de pais de alunos, professores e pessoas que buscam uma educação pública de qualidade.

Somente um uma semana o professor Wellington visitou mais de 04 escolas da capital do Maranhão e denunciou a falta de infraestrutura, aguardando até o presente momento que Prefeitura e Ministério Público adotem providências.

“Estudei a minha vida inteira em escola pública. Quando eu vejo uma sala de aula toda pichada, com janelas quebradas ou o teto desabando é como se eu estivesse ali. Estamos lidando com o futuro do nosso Maranhão e enquanto a educação não for vista como prioridade não teremos um Estado desenvolvido. Não poderia me calar diante de tantas denúncias de pais de alunos, de professores e dos próprios estudantes. Visitaremos quantas escolas solicitarem e cobraremos ações que façam a diferença na vida das pessoas. O meu compromisso é com a educação”, disse Wellington.

O Projeto “De olho na escola” percorre as escolas públicas do Maranhão. Para solicitar uma visita, basta encaminhar a solicitação ao Gabinete Móvel ou direcionar a solicitação ao Gabinete na Assembleia Legislativa do Maranhão.


O talentoso jornalista Nonato Reis é o mais novo colaborador do Blog do Robert Lobato.

Ao lado dos amigos Eden Júnior, Abdon Marinho e Flávio Braga, Nonato Reis também bridará os nossos leitores com as suas crônica inteligentes, intrigantes e, por que não, também picantes.

Nonato Reis escrevia para o Jornal Pequeno, mas os editores do matutino da Afonso Pena passaram a achar que o articulista estava muito “assanhado” e escrevendo muitas “sem-vergonhices”.

Bom, aqui no Blog do Robert Lobato o que vale é o talento da “pena” do colaborador. O leitor conservador cabe recusar-se a ler os textos dos autores, mas jamais deixará de publicar um artigo por razões de amarras da tal tradição judaico-cristã.

Nesse sentido, a partir de hoje o Blog do Robert Lobato contará com a colaboração deste grande cidadão do bem que é Nonato Reis, com artigos semanais, sempre aos domingos, com exceção deste que extraordinariamente será publicado nesta segunda-feira.

Fiquem com “A pintinha de sangue na calcinha”, por Nonato Reis:

Tem professora que a gente não esquece mesmo. Passam-se os anos e ela continua ali, dona de uma parte preciosa da nossa memória. Eu tinha dez anos, era um menino sob todos os aspectos, com o acréscimo de pertencer a uma comunidade rural, viver em meio à natureza, longe das novidades e da vida corrida dos centros urbanos. Já tivera algumas professoras, porém todas adeptas da velha palmatória como símbolo de rudeza e disciplina.

Quando cheguei no colégio Zilda Dias Guimarães, o famoso ZDG, cujas letras iniciais apareciam em alto relevo na cor azul marinho, estampadas na manga da camiseta branca, tudo era novidade. A começar pela própria aparência física da escola. Ao contrário de casebres de palha ou salões de fazenda do meio agreste, o ZDG era um prédio enorme, novinho em folha.

A construção formava um retângulo. Dentro havia uma quadra de esportes, devidamente sinalizada, com traves e tudo, e contornando a quadra um corredor dava acesso às salas de aula, num total de oito. Também havia salas de diretoria, secretaria, cantina e banheiros – um para cada sexo. Ali, na quadra, com a presença do governador da época, comemorou-se o sesquicentenário da Independência.

Gelei quando vi Lene adentrar a sala do quarto ano primário, vestida naquele seu sorriso acolhedor, fala mansa, educada, parecendo uma princesa. Ela deu três passos até a mesa, ali depositou alguns livros e a sua bolsa tiracolo, depois deu “bom dia!”. Era o primeiro dia de aula, e quis conhecer cada um dos seus novos alunos. “Você, como se chama?” “E você…” Chegou a minha vez e com voz trêmula respondi: “Raimundo Nonato Reis Mendonça”. “Ah, que nome bonito! Mas de agora em diante você será apenas Raimundo, pode ser?”

Eu odiada o meu prenome e o via como uma espécie de castigo contra a minha mãe, que antes de casar, prometera jamais dar o nome de Raimundo ou Raimunda para seus filhos. Queimou a língua duas vezes. A primogênita chama-se Raimunda de Fátima; e eu, terceiro filho, tive que carregar o resto da maldição. Porém, na voz de Lene meu nome ganhava uma sonoridade especial, como se apenas eu existisse no mundo.

Lene era uma professora diferente das demais que houvera tido. Novinha, parecia uma aluna mais velha, pele morena clara, olhos castanhos dourados, altura mediana, e aquela voz de veludo que me chegava aos ouvidos feito música. Eu queria ser grande aos olhos dela, alguém destacado, que ela visse como especial, e não um qualquer.Para isso eu só tinha um caminho: dedicar-me aos livros à exaustão, ser o melhor da turma em toda e qualquer disciplina.

Varava noites, os olhos grudados nos livros, o cheiro forte do querosene entrando pelas narinas, os olhos cansados de sono, e a minha mãe a brigar. “Menino, vem dormir. Desse jeito amanhã tu vás dormir na escola. Onde já se viu passar a noite em claro!”. No dia seguinte eu estava mais morto do que vivo, mas a cada elogio dela eu tomava uma injeção de ânimo. “Raimundo, nota 10! Parabéns!”. Os dez foram se multiplicando na caderneta e eu não admitia mais um nove sequer. Se tirava 9,9, eu fechava o tempo, perdia até a vontade de viver.“Raimundo, o que é isso? Sua nota é linda! Devia estar feliz, foi a maior de todas”, dizia ela tentando me confortar.

Os fins de semana, antes aguardados com tanta ansiedade para as peladas e banho de rio, passaram a ser um martírio. Sofria a dor da ausência dela no fundo da alma. Na sexta-feira à tarde, logo ao chegar em casa, eu já me sentia sem uma parte de mim. Era uma tristeza que doía fundo. Na comia, não bebia, não sentia vontade de fazer nada. Meus pais achavam que eu sofria de alguma doença. “Meu filho está perdendo peso, alguma coisa aconteceu com ele”. Para aumentar o meu drama, a voz de Agnaldo Timóteo chegava-me aos ouvidos a toda hora na música “O Relógio da Praça” (Meu amor está tão longe/E até já me esqueceu/O relógio lá da praça/Não se cansa de marcar).

Um dia cheguei na turma e encontrei um ambiente hostil. Havia muito falatório, os alunos cochichavam entre si, Lene não se encontrava na sala. Quis saber o que houvera. Ademar, que dividia a carteira comigo, falou-me baixinho. “Cara, foi o maior rolo! O Zequinha e o Júlio se deitaram no chão para ver a calcinha da professora”. Aquilo me ferveu o sangue. “Por que eles tentaram fazer essa loucura?” “A professora estava sentava com as pernas abertas, dava para ver a calcinha dela, que era branca, e uma pintinha de sangue ali rente ao triângulo”.

Meus olhos faiscaram. A minha vontade foi acertar logo as contas com os responsáveis por tamanho desaforo. Ademar me explicou que, denunciado pelas garotas do fundo da sala, os dois foram levados à presença da diretora e ela os suspendeu por sete dias. Eu passei dias estranho. Sentia uma raiva louca dentro de mim. Aquilo era o mesmo que blasfemar uma divindade. Eu tinha Lene como uma santa e não admitia um gesto sequer que a reduzisse à condição de mortal. A lembrança da pinta de sangue me dava arrepio, porque remetia à ideia de menstruação. Não podia ser. Com Lene não.

Ela percebeu a minha mudança. Recusara o lugar ao seu lado, que me destinara tão logo me tornei o primeiro da classe. Não falava mais com ela, não a acompanhava até a sua casa ao final das aulas, como fazia todos os dias. Sequer respondia as questões que ela me dirigia em sala de aula. “Raimundo, em que região do Brasil fica o Arroio Chuí?” “Eu nao sei”. “Como não, você sabe tudo!”. “Desaprendi”.

Até que um dia, depois da aula, chamou-me até a cantina e quis saber o que se passava comigo. “Raimundo, essa sua indiferença está me deixando mal. Parece que eu deixei de existir para ti. Pode me dizer o que aconteceu?” Eu não me fiz de rogado e puxei o assunto que me afogava a alma.

Ela ouviu em silêncio e depois falou naquela sua voz sonora. “Eu compreendo a sua revolta. Também fiquei muito mal com aquilo. Mas são coisas de criança. Eles nem sabiam ao certo o que estava fazendo”. “Mas você sabia!”, retruquei. “Eu sabia? Como pode dizer isso?” Por que ficou naquela posição, com as pernas afastadas? “Meu Deus, eu estava relaxada, passando um ditado, foi um momento de distração”.

Fiz questão de deixar claro a minha contrariedade. “Eu não gostei. Não admito que ninguém fale mal de você, nem que se aproxime com segundas intenções”. Ela então abriu aquele sorriso que me desarmava, acolheu-me num abraço forte e depois falou: “Raimundo, você é um menino lindo e está se deixando levar por ciúmes. Sei que um pouco mais adiante nem vai se lembrar de mim, mas quero que saiba o quanto gosto de você”. E então, me olhando nos olhos, brincou: “Você quer namorar comigo?”


O senador Roberto Rocha (PSB) colocou a questão dos nossos rios maranhenses na ordem do dia das politicas públicas estaduais.

Nesta próxima sexta-feira (24), a partir das 8h, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão- FIEMA, o Maranhão estará voltado a sua atenção para o importante seminário Revitalização dos Rios Maranhenses e suas Nascentes.

Realizado pelo Instituto Cidade Solidária e gabinete do senador Roberto Rocha (PSB), com co-realização do Ministério do Meio Ambiente e MEA- Movimento Ensinando e Aprendendo, o seminário vai reunir profissionais que são referências na área de sustentabilidade ambiental, para discutirem políticas públicas para a preservação das bacias hidrográficas do Maranhão.

Para os interessados em participar do seminário, basta fazer a inscrição pelos contatos: 98/98877-4813/ inscricoes@cidadesolidaria.org

No dia do evento, levar 01 kg de alimento não perecível, que será doado para comunidades carentes.

Confira a chamada feita por Roberto Rocha:


O secretário também falou sobre o programa “Escola Digna” e o processo de recadastramento anual dos professores da rede estadual, que tem gerado algumas reclamações por parte dos docentes.

Em meio às saraivadas de críticas que o governo Flávio Dino (PCdoB) vem sendo alvo por conta da aprovação, pela Assembleia Legislativa, da Medida Provisória que altera o Estatuto do Magistério na parte mais sensível dos profissionais de educação que é a questão salarial, o secretário de Estado de Educação, Felipe Camarão, aceitou falar com o Blog do Robert Lobato sobre o assunto e garantiu que as mudanças propostas pelo executivo estadual não são prejudicais aos professores, pelo contrário, elevarão as condições de remuneração da categoria à níveis mais altos do que o Distrito Federal.

“Com a recomposição salarial que está sendo paga, a partir de maio, esse valor chegará a R$ 5.384,26,  e o Maranhão terá o maior salário docente da federação – R$ 5.384,26, pago ao professor de 40 horas, em início de carreira, ultrapassando o Distrito Federal, cuja remuneração é de R$ 5.237,13”, garantiu o secretário que é considerado uma dos melhores gestores do governo estadual.

O secretário falou também sobre o programa “Escola Digna” e o recadastramento anual dos professores da rede estadual, processo que tem gerado algumas reclamações por parte dos docentes.

Confira a íntegra da entrevista.

Por que o governo garante que a Medida Provisória que alterou o Estatuto do Magistério é favorável aos professores quando a maioria da categoria diz o contrário?

A Medida Provisória diz respeito à recomposição salarial de todos os integrantes do Subgrupo Magistério da Educação Básica e garante que os professores com Nível Médio, ocupantes dos cargos considerados extintos a vagar, não receberão abaixo do piso nacional. De acordo com o Estatuto, a remuneração dos integrantes do Subgrupo Magistério da Educação Básica é composta por vencimento mais Gratificação de Atividades de Magistério (GAM). O aumento de 8% concedido foi na remuneração. Para chegarmos a esse percentual de 8%, tivemos que elevar a GAM em mais de 16%. No caso dos professores com licenciatura plena, a gratificação saiu de 104% para 120,23% e se estende aos aposentados. Além disso, o governo também concedeu a progressão na carreira de mais de mil professores e especialistas em Educação, retroagindo a 1º de janeiro de2017.  Terão progressão os professores Classe/Cargo I (nível médio), e Professor II e Especialista em Educação I (também nível médio). Neste ano o Governo fará a progressão na carreira de 5 mil docentes. Nos últimos dois anos, foram quase 17 mil educadores beneficiados com progressões funcionais, promoções, titulações e estímulos, gerando um impacto financeiro de aproximadamente R$ 47 milhões. São nítidos os avanços.

Os professores se recusam aceitar o argumento do governo de que o Maranhão paga a maior salário do país, alegam que o que existe de fato é aumento na gratificação.

O Governo do Maranhão paga hoje a segunda maior remuneração do país aos docentes com licenciatura plena e 40 horas semanais, o equivalente a R$ 5 mil mensais, com base em levantamento da CNTE/2016 e da Secretaria de Estado da Transferência e Controle, realizado no final do passado. Com a recomposição salarial que está sendo paga, a partir de maio, esse valor chegará a R$ 5.384,26,  e o Maranhão terá o maior salário docente da federação – R$ 5.384,26, pago ao professor de 40 horas, em início de carreira, ultrapassando o Distrito Federal, cuja remuneração é de R$5.237,13.

Por que o governo não enviou um Projeto de Lei à Assembleia Legislativa  ao invés de uma MP, não seria mais profícuo para o debate sobre um tema tão complexo?

O governador Flávio Dino tem um compromisso com a educação e com a valorização dos professores. Portanto, a recomposição salarial foi feita por Medida Provisória em razão da urgência e relevância da matéria, no sentido de implementar, de forma imediata, os valores referentes a recomposição no contracheque dos educadores. Cabe ressaltar que esses valores foram pagos antes mesmo do carnaval, garantindo assim mais uma ação efetiva de valorização ao professor, realizada neste governo. Desde que assumiu, o governador Flávio Dino já concedeu o equivalente a 22,05% de reajuste aos professores da Rede Estadual de Ensino, percentual superior à inflação do período que foi de 16,96%, superior também aoreajuste concedido por outros estados brasileiros. Neste ano, foi nosso estado foi o único que concedeu reajuste para toda a categoria do Subgrupo do Magistério da Educação Básica e ainda com percentual maior que o reajuste do piso anunciado pelo Ministério da Educação de 7,64%. Mesmo na contramão da crise financeira no país, o governo fez a recomposição salarial. Isso é avanço e só acontece porque temos um governador sensível à educação, que prima pela verdade, honestidade e trabalha incansavelmente para melhorar a educação maranhense, inclusive, tem sido chamado de governador da educação.

Como está o programa Escola Digna?

O Programa Escola Digna, assim como todo programa do governo Flávio Dino, não visa fazer obras apenas para aparecer, mas fundamentalmente para modificar a vida da população do Maranhão, notadamente daqueles esquecidos por décadas e décadas de abandono. Entregamos já unidades do ‘Escola Digna’ no povoado Muriçoca, em Fortaleza dos Nogueiras, no ano passado; na quarta-feira (15), em São João do Sóter, povoado Jenipapeiro; dia 20 em Turiaçu, povoado Bananal, e em Santa Filomena no final da próxima semana. Neste ano, nossa meta é entregar 100 unidades do ‘Escola Digna’. As escolas dignas estão sendo construídas em povoados onde nunca nem se imaginou que haveria qualquer intervenção do Estado. São povoados que não possuíam nem rede de água,e que o governo está levando poços, alguns lugares até a expansão da rede elétrica está sendo realizada. O maior desafio nestas obras não é a construção em si, mas fazer chegar o material para essa construção, tendo em vista que são quilômetros de estradas vicinais e em alguns lugares nem existem estradas capazes de suportar a passagem de um caminhão. É por essas e outras que este governo é um governo que está revolucionando o Maranhão, pois transformou em protagonistas das políticas públicas aqueles que outrora eram invisíveis.

O governo está fazendo um permanente recadastramento de servidores do estado. No caso dos funcionários lotados na Secretaria de Educação, há algumas reclamações de professores que não conseguem se cadastrar porque não fizeram no mês de aniversário como determina as normas do recadastramento. O que o senhor tem a dizer sobre essa questão?

A atualização cadastral é uma ação do Governo do Estado, que agora será realizada de forma contínua e a Seduc, seguindo determinação, assim como os demais órgãos da administração estadual, iniciou o processo de atualização cadastral dos servidores públicos estaduais do órgão. Trata-se também de uma medida fundamental para o reordenamento da rede e mapeamento como constante auditoria na folha. A atualização pode ser realizada nas sedes das 19 Unidades Regionais de Educação (URE’s) de lotação do servidor para dar mais comodidade e agilidade ao recadastramento de mais de 30 mil servidores públicos ativos,efetivos, contratados e comissionados do quadro da Secretaria. A atualização deverá ser realizada sempre no mês do aniversário do servidor, na sede da URE a qual seu município está vinculado. Apenas os servidores inativos não precisam fazer recadastramento. O servidor que não comparecer à URE no mês do seu aniversário deve regularizar a situação comparecendo ao setor de Recursos Humanos da Seduc, em São Luís. Aqui na capital, como o número de servidores é maior, foi disponibilizado um espaço compatível e confortável para que os servidores façam o recadastramento. Fica na Rua Paulo Frontin, Nº 368,Retiro Natal – Monte Castelo (próximo à Avenida Kennedy), no horário das 09h às12h e das 13h às 17


Na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia, o deputado Eduardo Braide apresentou, nesta terça-feira (14), emenda à Medida Provisória (MP) 230/17, adequando-a ao Estatuto do Magistério.

“Não há o que questionar. A lei que rege os profissionais do magistério é cristalina ao afirmar que os ajustes dos valores devem incidir sobre o vencimento”, justificou o deputado.

A MP 230/17, enviada pelo Governo do Estado, altera a Lei n° 9.860/13, que dispõe sobre o Estatuto e o Plano de Carreiras, Cargos e Remuneração dos integrantes do subgrupo Magistério da Educação Básica. Dentre as alterações, o reajuste em cima da Gratificação de Atividade Magistério (GAM).

“Caso a MP 230/17 seja aprovada como proposta pelo Governo, ou seja, sobre a GAM, não haveria incidência dos valores de recomposição salarial aos demais benefícios que fazem parte do vencimento dos profissionais do magistério, tais como, quinquênio, titulação e demais gratificações”, explicou Braide.

Na reunião da CCJ, que contou com a presença de professores da rede estadual, Eduardo Braide foi categórico ao falar da emenda, que trata da recomposição sobre o vencimento-base e não sobre gratificação.

“Não existe escola digna sem remuneração digna. Os professores persistiram e lutaram por anos pelo Estatuto do Magistério. Este instrumento tão importante não pode ser rasgado por uma Medida Provisória que vai contra os direitos dos professores. Continuaremos na defesa desses direitos, que na votação da MP no plenário desta Casa, texto será adequado ao Estatuto”, afirmou Eduardo Braide, que irá pedir destaque da emenda modificativa na Sessão em que a MP será votada.

A Sessão para votação da Medida Provisória 230/17, que altera o Estatuto do Magistério, está marcada para quinta-feira (16), às 9h30, na Assembleia Legislativa.


Já que os proprietários das farmácias Extrafama não proporcionam segurança para clientes e colaboradores de forma espontânea, bem que poderia aparecer um vereador macho para criar uma lei exigindo que estes tipos de estabelecimentos sejam obrigados a ter pelo menos um vigilante armando por loja.

Chegar ser vergonhoso para uma rede gigante de farmácias com é o caso da Extrafarma não garantir a segurança dos seus colaborares e clientes.

Na última quarta-feira, 7, um assaltantes fez o ‘raspa’ na loja localizada na Avenida São Rei de França, próxima à entrada do bairro do Turu, pregando o terror em todos que se encontravam por lá.

O meliante, armado com revólver, assaltou os clientes e levou uma boa quantia do caixa da farmácia sem qualquer pressa ou cerimônia já que não há segurança na loja.

Na manhã de ontem, sexta-feira, 10, este blogueiro foi até essa farmácia na esperança de obter as imagens do roubo e, assim, poder divulgar a “fuça” do vagabundo e ajudar as autoridades policiais a identificá-lo e prendê-lo. Mas, para a minha surpresa, a subgerente da loja afirmou que só podia ceder as imagens por via judicial. É mole?

Perguntei quantas vezes essa mesma farmácia já havia sido assaltada:“Já perdemos a conta de quantas vezes”, respondeu constrangida. Quis saber ainda se nunca houve segurança no loja: “Nunca!”, respondeu mais constrangida ainda.

Já que os proprietários das farmácias Extrafama não proporcionam segurança para clientes e colaboradores de forma espontânea, bem que poderia aparecer um vereador macho para criar uma lei exigindo que estes tipos de estabelecimentos sejam obrigados a ter pelo menos um vigilante armando por loja.

O que não pode são as pessoas correm risco de todo santo dia serem assaltadas, ou quiçá mortas, por uma bando de vagabundo solto por aí. E olha que o lema da empresa é “Pra você viver melhor”…

Repito: é vergonhoso!

PS: O vagabundo que assaltou a Extrafarma na quarta-feira passou dessa para melhor. Já está no inferno desde a quinta-feira, 9. A polícia “passou o sal” nele durante uma perseguição quando já havia realizado outro assalto numa loja da mesma rede Extrafarma, lá no Maiobão. Besta, desgraçado!