FRASE DO DIA

Pretendo ser candidato ao Governo do Maranhão pelo PSB e com apoio do PSDB.

(Roberto Rocha)

6 Comentários

No momento que percebeu que não teria maiores espaços de poder no grupo que ajudou construir, Roberto Rocha optou por uma caminho próprio através de uma terceira via que embora não tem lá grande força política ainda, já incomoda tanto a primeira quanto a segunda vida.

O senador Roberto Rocha (PSB) é alvo contínuo de setores da mídia maranhense, em particular do “pool” de blogs alinhado ao Palácio dos Leões.

Em alguns casos parece haver uma verdadeira “tara” pelo senador por parte certos blogueiros e apresentadores de programas de rádio, pois o parlamentar é pauta diária e sistemática em seus veículos.

Mas, claro, nada é disso é por acaso. Toda essa neura midiática contra Roberto Rocha tem a ver com a sua intenção legítima, diga-se de passagem, de concorrer ao cargo de governador em 2018.

2014: irmãos siameses

Eleito senador em 2014 na mesma chapa que elegeu governador Flávio Dino do estado, o agora grupo governista entende que Roberto Rocha deve obediência política ao comunista quase como um ato de gratidão, pois a narrativa é que o socialista foi eleito debaixo da catinga de Dino.

Ora, Roberto Rocha e Flávio Dino eram como irmãos siamenses naquela eleição de 2014. Estavam condenados a caminhar juntos se não por amor, mas por precisão mútua, interesses comuns!

Ocorre que os dinistas fingem não entender que eleição não começa durante o período da campanha propriamente dita, mas muito, muito antes.

São anos de conversas, meses e meses de negociações e articulações; Isso sem falar que muitas das decisões finais e estratégicas dos partidos e seus líderes são tomadas no dia da convenção, e, ainda assim, inúmeras coisas acontecem no período de campanha, inclusive discussões, caras feias, cotoveladas, os mais diferentes tipos de estresses etc. Aliás, dizem que a campanha conjunta “Flávio Dino governador 65” e “Roberto Rocha senador 400” foi tensa o tempo todo.

Ora, estava evidente desde o início que a aliança Dino/Rocha de 2014 era meramente eleitoral.

Não havia um projeto de longo prazo que colocasse os dois ‘aliados’ juntos, unidos e misturados para efetivamente “mudar” o Maranhão a longo prazo. Foi apenas uma relação utilitarista entres os dois: Flávio Dino querendo viabilizar politicamente a sua candidatura através de uma boa coligação partidária, e aí precisava de Roberto Rocha; e este, visando se viabilizar eleitoralmente, precisava colar em Flávio Dino. Conquistados os objetivos dois dois, adeus a “aliança”.

Entre duas máquinas

É fato que Roberto Rocha vive debaixo de taca “patrocinada” pela máquina do Palácio do Leões e a tendência é intensidade do fogo aumentar até 2018 porque o senador é visto como um adversário irreversível, e o braço midiático do governo tem dado exatamente esse tom, ainda que o próprio governador nunca tenha dado um pio sobre a real situação entre ele e senador.

Ocorre que não é somente da máquina comunista que Roberto Rocha é alvo. O grupo Sarney também está à espreita e sempre que necessário mostra os dentes para o senador e potencial adversário em 2018.

Nesse sentido, Roberto Rocha é obrigado a se movimentar entre duas máquinas poderosas com a devida habilidade para não ser abatido antes mesmo das convenções do ano que vem. Esse é o custo de quem tenta construir uma terceira via num estado que foi forçado a aceitar ideia sacana de que só cabem dois grupos políticos por estas terras: saneysista e antissarneysista.

Os desafios

Ao senador Roberto Rocha, portanto, estão postos imensos desafios caso realmente deseje enfrentar o jogo pesado da campanha eleitoral de 2018 na condição de candidato ao governo do Maranhão.

Afora as questões organizativas no campo pessoal, urge o senador definir o partido pelo qual se apresentará ao povo maranhense nas eleições. A pendenga com o PSB gera um desgaste monstruoso e, em alguns aspectos, até desnecessário. É uma relação que lembra um pouco aquela cantiga que diz: “Quem eu quero não me quer, quem me quer mandei embora; E por isso eu já nem sei o que será de mim agora”.

Afora a questão partidária, o candidato Roberto Rocha terá que apresentar um programa de governo que consiga convencer os eleitores de que o Maranhão, sob seu comando, será melhor do que o continuísmo do comunismo e do que o retorno ao sarneysismo.

“Mas, Bob, você não acha que Roberto Rocha uma vez candidato contra Flávio Dino não terá que explicar por que abandou o governador?”, perguntaria um leitor atencioso.

A resposta é… não! De certa forma, será o governador Flavio Dino que terá que explicar o porquê do senador Roberto Rocha, eleito junto com  ele na última eleição, agora não está em seu palanque.

Enfim, no momento que percebeu que não teria maiores espaços de poder no grupo que ajudou construir, Roberto Rocha optou por uma caminho próprio através de uma terceira via que embora não tem lá grande força política ainda, já incomoda tanto a primeira quanto a segunda vida.

A construção dessa terceira via a partir da formação de um grupo forte, novo e com ideias novas é outro enorme desafio posto ao pré-candidato Roberto Rocha.

Em 2018, Roberto terá que mostrar em dobro a competência política que teve em 2014 para formar e consolidar a aliança política vitoriosa que o fez senador da República e Flávio Dino governador do Maranhão.

É aguardar e conferir.


Sérgio Moro tem todo o direito de ter suas preferências e convicções políticas, pois antes de ser magistrado é um cidadão de carne e osso como outro qualquer, mas daí usar da sua condição de autoridade de Estado para fazer uma perseguição implacável a alguém que já condenou a prisão e agora o impedi-lo de manter-se como pai de família chega a ser cruel!

Não bastasse condenar o ex-presidente Lula a 9 anos e meio de prisão sem provas contundentes, reais e concretas – ao menos para os padrões da legislação brasileira –  o juiz Sérgio Moro resolveu deixar o líder petista sem lenço e sem documento.

O xerife da força-tarefa da Lava Lato ordenou o confisco de todo o patrimônio de Lula, qual seja: R$ 606 mil em bancos, o apartamento em que mora e dois outros pequenos apartamentos em São Bernardo, um lote, dois carros e todos os ativos financeiros, inclusive planos de previdência privada.

Moro e outros tantos brasileiros que odeiam Lula podem achar que 606 mil reais é muito dinheiro para um retirante nordestino, ex-torneiro mecânico e que mal tem o ensino fundamental completo, ainda que este mesmo retirante nordestino, ex-torneiro mecânico e que mal tem o ensino fundamental completo, já tenha sido deputado federal, presidente da República e que é recebeu indenização do Estado brasileiro por ser impedido de trabalhar durante o período da repressão.

Portanto, convenhamos, pouco mais de mais 600 mil reais não é lá uma fortuna para quem tem uma trajetória de homem público como é o caso de Lula, e olhem que eu não escondo de ninguém a minha opinião de que ex-presidente está longe de ser um santo, pelo contrário, acho que muito da situação que enfrenta é porque em algum momento se deixou levar pelo caminho largo e as coisas tentadoras que o poder oferece.

Porém, o que não parece razoável é um juiz determinar o confisco dos bens de alguém sem se importar com aqueles que, de alguma forma, dependem dos rendimentos do ‘condenado’.

O juiz Sérgio Moro tem todo o direito de ter suas preferências e convicções políticas, pois antes de ser magistrado é um cidadão de carne e osso como outro qualquer, mas daí usar da sua condição de autoridade de Estado para fazer uma perseguição implacável a alguém que já condenou a prisão e agora o impedi de manter-se como pai de família chega a ser cruel!

Enfim, para Moro não basta Lula ser preso, tem que ficar “lisinho”.

É o “modo Moro” de fazer justiça….


“Um dia de cada vez, que é pra não perder as boas surpresas da vida” (Clarice Lispector).

“Não sei onde estou indo, só sei que não estou perdido, aprendi a viver um dia de cada vez” (Renato Russo).

***

por Ricardo Kotscho

Com a podridão da política e a economia em frangalhos, fica difícil encontrar alguma coisa boa para começar e animar o dia.

Por isso, conheço cada vez mais gente que, por uma questão de sobrevivência, simplesmente deixou de ler jornais e acompanhar o noticiário.

“Não quero mais saber disso, tenho que viver a minha vida, e dane-se o resto”, ouve-se com frequência nas conversas por aí.

Quando a alienação e o egoismo imperam nas relações humanas, fica mesmo mais difícil encontrar uma saída para o conjunto da sociedade.

Se todo mundo passar a cuidar só da própria vida e do futuro da família, quem é que vai zelar pelos destinos da pátria comum?

O problema de quem não quer mais saber “falar de política” é que acaba sendo governado por quem gosta muito de política para fazer negócios e manter seu poder a qualquer preço.

No final da história, quem acaba pagando este preço somos todos nós, cada vez mais endividados.

Já são 61 milhões os brasileiros inadimplentes e mais de 5 milhões as empresas afundadas em dívidas, como mostrei ontem.

Mas hoje gostaria de mudar de assunto para pensar um pouco sobre o que estamos fazendo das nossas vidas e do nosso país.

Morreu gente de frio nesta madrugada de terça para quarta-feira em São Paulo, onde aumenta a população que dorme nas calçadas e acorda sem ter o que comer.

Não basta cobrar providências dos poderes públicos, que alegam falta de recursos para tudo, menos para comprar votos e salvar a própria pele.

Será que não temos nada a ver com isso? Vamos ficar todos encolhidos em casa debaixo de cobertores esperando o inverno e a crise passarem para ver o que sobrou?

E você está fazendo o que, além de escrever?, poderiam me perguntar os leitores deste blog, e eu também não saberia responder, pois não tenho a menor ideia nem de por onde começar a procurar uma saída.

Penso como Clarice Lispector, que é preciso viver um dia de cada vez; ao contrário de Renato Russo, porém, me sinto cada vez mais perdido, sem saber para onde ir.

Durante a maior parte da vida, participei das lutas coletivas da minha geração, no sindicato, na igreja, nos movimentos populares, movido pela esperança de que poderíamos, cada um e todos juntos, ajudar a melhorar o mundo em que vivemos.

Aos poucos, no entanto, sem nem perceber, ultimamente fui deixando de ir a debates, palestras, simpósios, esses lugares todos aonde as pessoas se reúnem para discutir saídas comuns.

Talvez seja por que se fale mais do passado do que do futuro, sem apontar um horizonte, um projeto de país, e não só de poder, sem partidos nem lideranças capazes de, pelo menos, sinalizar caminhos, em vez de ficar só um culpando o outro pelos desatinos do presente.

Se alguém souber onde isto está acontecendo, por favor me informe.

Já nem sei, a esta altura do campeonato, quais poderiam ser “as boas surpresas da vida” de que fala Clarice, além de ganhar na mega-sena acumulada que corre hoje.

Só nos resta viver um dia de cada vez, sim, mas precisamos fazer alguma coisa com essa vida que não seja só sobreviver biologicamente e sonhar com a loteria.

Vida que segue.


Pretendo ser candidato ao Governo do Maranhão pelo PSB e com apoio do PSDB.

(Roberto Rocha)


A declaração do senador pelo estado de Humberto Costa (PT), uma das principais vozes da oposição ao governo Michel Temer no Congresso Nacional, foi dada em entrevista exclusiva ao Blog do Robert Lobato, onde também comenta sobre um convite, supostamente feito pela presidente do PT, Glesi Hoffmann, para que o Flávio Dino seja o vice numa eventual candidatura de Lula a presidente,

Veja também em Brasil 247 – Conhecido pelas suas posições sempre muito equilibradas, porém firmes, o senador petista Humberto Costa falou ao Blog do Robert Lobato que inexiste a possibilidade do PT apoiar quaisquer nomes caso o presidente Michel Temer caía e haja uma eleição indireta no país. “Inexiste essa possibilidade, pois entendemos que estamos diante de uma processo ilegítimo”, assegura.

Humberto Costa também foi duro ao criticar a condenação do presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro por entender que se trata de um “processo político” e que o magistrado “criou uma teoria para condenar o Lula”.

O senador pernambucano também respondeu sobre a possibilidade do PT apoiar a candidatura do ex-governador Ciro Gomes (PDT) a presidente da República caso Lula realmente fique impossibilitado de concorrer ao pleito do ano que vem. Para Humberto Costa, além de ser muito cedo para tratar do assunto, ele acredita que o Ciro “tem boas posições políticas, foi um bom governador, mas é inegável que possui um temperamento pessoal extremamente difícil de ser administrado, então corre-se o risco de, o apoiando, não chegarmos nem ao final da campanha“.

Por fim, o Humberto Costa comentou sobre um convite supostamente feito pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, para que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). “O governador tem feito um bom trabalho no Maranhão, tem implementado políticas sociais avançadas, mas vai caber a ele decidir, que está fazendo uma mudança de poder no Maranhão, deveria deixar isso pela metade”.

A seguir a íntegra da entrevista.


A corrupção perfectibilizou-se com o abatimento do preço do apartamento e do custo reformas da conta geral de propinas, não sendo necessário para tanto a transferência da titularidade formal do imóvel.

(Juiz Sérgio Moro ao rechaçar recurso da defesa de Lula, em embargos de declaração contra a sentença condenatória do ex-presidente petista).


TODOS os dias centenas de venezuelanos cruzam a fronteira para o Brasil em busca de uma condição de vida melhor para si e para os seus. Aqui chegando os que não possuem meios e/ou qualificação suficiente, lançam de qualquer coisa, inclusive do próprio corpo para sobreviverem.

Fogem da escassez de alimentos, de remédios, da repressão política.

Os que ficam na Venezuela, diariamente, engrossam os cordões de protestos, violentamente reprimidos pelo governo, que, em apenas três meses, ceifou a vida de quase uma centena de cidadãos, sobretudo de jovens, na faixa de 18 a 25 anos. Não faz muito tempo, em apenas um dia, cinco jovens, nesta faixa de idade, perderam vida.

Os caraqueños mais humildes disputam com os animais as sobras das feiras livres e os refugos dos supermercados. Numa das cenas mais tocantes dos últimos tempos vi uma senhora, durante um protesto, enfrentar as forças governamentais com uma frase cortante: — protesto porque tenho fome. Vais me matar por ter fome?

Isso foi lá atrás, hoje os venezuelanos protestam porque, além da fome, da economia em frangalhos, da repressão política, querem democracia e não suportam mais o modelo bolivariano, implantado naquele país.

Noutra ponta temos o governo de Nicolas Maduro acenando com mais autoritarismo, com mais ditadura.

Já falamos em vezes anteriores sobre a crise na Venezuela e, inclusive, dos seus reflexos no nosso país, onde Roraima, porta de entrada destes irmãos do Norte, encontra-se à beira de uma crise humanitária, sem poder oferecer os serviços essenciais a estes migrantes e à sua própria população.

Desta vez abordaremos o estranho silêncio da classe política brasileira ao que vem ocorrendo na Venezuela.

Não falo do silêncio do governo, este até tem se manifestado com firmeza, cobrando soluções para a crise e pedindo democracia.

O problema é que estes protestos são repelidos sob o argumento de que o atual governo é “golpista”, portanto, não possuindo qualquer legitimidade para reclamar de nada em relação ao país vizinho.

Pois bem, se se pode alegar ilegitimidade do governo – que poderia se estender até políticos da sua base, pelo raciocínio bolivariano –, o mesmo não se daria em relação aos políticos da oposição – aqueles que até ontem eram governo.

Estes políticos, que hoje estão na oposição, sobretudo, os ligados ao ex-presidente Lula – e ainda os mais radicais –, sempre defenderam o modelo bolivariano como o ideal para ser implantado no Brasil. Teciam loas ao ex-ditador Hugo Chavez e ao seu pupilo Nicolás Maduro, como figuras ideais do cenário político mundial.

O Brasil nos governos Lula/Dilma, chegou ao ponto de contentar-se em ser coadjuvante – apesar de infinitamente mais rico e importante politicamente –, no contexto sul-americano, deixando a Venezuela como protagonista e “potência” regional.

No exemplo claro das preferências ideológica superando a lógica política, o Brasil que, candidamente, aceitava ser coadjuvante, abria os cofres nacionais para investimentos no país vizinho – e não ao contrário –, na clássica situação do “rabo balançando o cachorro”.

No único episódio em que a Venezuela, ainda através de Chavez, disse que iria investir no Brasil, foi na já famosa refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e levamos um “cano” bilionário, mais de 8 bilhões de dólares.

Apesar do “cano” o Brasil continuou seus investimentos por lá, abrindo os cofres do BNDES para diversos empresários amigos para estes fazerem lá, na Venezuela, as obras estruturantes que também faltavam ao Brasil.

Estes são recursos que o Brasil dificilmente receberá de volta.

Pois bem, os políticos nacionais que participaram, endossaram, festejaram, rastejaram aos pés de Chavez e Maduro, hoje não têm nada a dizer sobre a crise política, a violência desenfreada – muitas vezes por ordem estatal –, contra os cidadãos, a dissolução das instituições e o fim da democracia.

As vezes até procuro em seus sites alguma opinião sobre a situação venezuelana e nada encontro. É como se a Venezuela tivesse “sumido” do mapa para estes políticos brasileiros.

Quando cobro essa coerência, essa manifestação, faço isso porque estes políticos endossaram o chavismo, o modelo bolivariano. Se cobro dos ex-presidentes Lula e Dilma que digam algo, é porque o primeiro esteve lá participando da campanha que “elegeu” o senhor Maduro. É porque eles, com nossos recursos, recursos do povo brasileiro, contribuíram com a ditadura que se instalou por lá.

Estes ex-governantes “fizeram o diabo” para elegerem Maduro. Até os seus marqueteiros foram deslocados para lá, regiamente pagos com dinheiro de propinas, conforme eles mesmos confessaram à justiça brasileira.

Estes, e tantos outros políticos brasileiros, ainda os que não contribuíram diretamente com a eleição de Maduro, sempre defenderam o modelo bolivariano.

E não só os políticos, os chamados “intelectuais” foram na mesma onda.

O que têm a dizer sobre a “constituinte” convocada por Maduro com o claro propósito de diminuir os poderes dos parlamentares e aumentar os seus? Que têm a finalidade de levar as próximas eleições para as calendas? Que pretende criar um modelo tardio de partido único com o poder entregue aos poucos bolivarianos que restam em detrimento do resto da população?

Ninguém escuta a opinião destes valentes sobre a atual realidade da Venezuela. Estão todos silentes.

Este é o silêncio da culpa ou da covardia, conforme queiram.

Abdon Marinho é advogado.

Em tempo: Este texto foi escrito antes das declarações da senadora Gleisi Hoffmann, nos seguintes termos: “O PT manifesta seu apoio e solidariedade ao governo do PSUV, seus aliados e ao presidente Nicolás Maduro frente à violenta ofensiva da direita contra o governo da Venezuela e condenamos o recente ataque terrorista contra a Corte Suprema. Temos a expectativa que a Assembleia Constituinte possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana e que as divergências políticas se resolvam de forma pacífica”.


A Prefeitura de Santa Rita, por meio da Secretaria de Igualdade Racial iniciou na manhã de segunda-feira (17), o processo de registro histórico das comunidades quilombolas para conseguir o Selo Quilombos do Brasil, o qual é concedido pela Fundação Palmares, órgão do Governo Federal.

O trabalho está sendo feito “in locco” nas comunidades, ouvindo as histórias dos moradores da localidade e catalogando imagens guardadas. Objetos preservados e enredos narrados pelos patriarcas e matriarcas locais também fazem parte do acervo que será apresentado para garantir a certificação.

A Fundação Cultural Palmares (FCP) é uma instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), seu objetivo é promover a preservação dos valores culturais, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira.

Hoje em Santa Rita existem 22 comunidades quilombolas, destas, 13 são registradas. Uma das metas do prefeito Hilton Gonçalo é certificar todas as comunidades, por esta razão, a secretaria de Igualdade Racial, comandada por Lourinaldo Nunes e Davyson Juan, conta com a assessoria da antropóloga, Andréa Coelho, captando as informações e assim dando mais um passo para a certificação das demais comunidades.

Vale lembrar que o prefeito Hilton Gonçalo sempre valorizou e reconheceu a importância dos remanescentes dos quilombos. No ano de 2006 foi entregue a primeira Escola Quilombola em Tempo Integral do Maranhão no povoado Fé em Deus no município de Santa Rita.

O que é o Selo Quilombos do Brasil?

O Selo é um certificado de origem, que tem como objetivo atribuir identidade cultural aos produtos de procedência quilombola. O manual traz informações quanto aos benefícios de uso do Selo, à solicitação de uso da marca e a sua aplicação. Dela, podem se beneficiar núcleos de produção da agricultura familiar, membros das associações, cooperativas e pessoas jurídicas com empreendimentos nas comunidades reconhecidas.


A prefeitura de São José de Ribamar, por meio da Secretaria de Regularização Fundiária, em parceria com o Tribunal de Justiça do Maranhão, deu início nesta segunda-feira (17) ao ato de deflagração da regularização fundiária que compõe as localidades de São Brás e Macacos que compreende outras sete regiões.

O processo de regularização, aguardado pelos moradores há quase 20 anos e que beneficiará milhares de famílias da região, foi iniciado pela juíza de direito da 2ª Vara Cível e corregedora do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de São José de Ribamar, Ticyane Gedeon Maciel Palácio, atestou que sem a participação efetiva dos moradores e o afinco da Prefeitura na legalização da ação, o processo não teria avançado.

“O processo começou lá em 1988 e de lá pra cá estamos percorrendo um longo caminho para que hoje tivéssemos êxito na regularização. Claro que sem a interferência do executivo, não tem como fazer regularização fundiária das áreas quer seja rurais ou urbanas, daí a importância de todos participarem efetivamente do processo”, disse a juíza que representou no ato, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador, Cleones Carvalho.

Para o prefeito ribamarense, Luis Fernando, a titulação significa uma correção histórica além de justiça social para as famílias. “A posse dessas áreas é uma grande justiça social que alcança essas famílias que aguardam há anos o desfecho feliz de poder chamar de seu, o pedaço de chão”, reiterou o prefeito.

De acordo com o secretário de regularização fundiária, Daniel Souza, o processo vai contar com a a participação da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), que ficará encarregada de elaborar os mapas e os memoriais descritivos. Já a secretaria, vai integrar a comissão para o andamento e desburocratização do processo para entrega definitiva dos títulos de propriedade.

“Será instalada a comissão composta por todos os representantes que ajudarão na definição e celeridade na entrega e definição dos títulos. Com os títulos em mãos, as áreas serão incluídas no patrimônio e a partir daí, cada morador vai poder investir em suas áreas”, explicou o secretário.

A juíza Luiza Madeiro Nepomucena, que participou do ato representando a corregedoria do Tribunal de Justiça, enalteceu a ação e reforçou o compromisso do órgão no sucesso do processo. “Estamos unidos a esse processo de regularização, porque além de abranger a todos, é um direito adquirido por cada um de vocês”, finalizou


JAIRO MARQUES
FOLHA DE SÃO PAULO

Jéssica, 25, em seu Bellatucci Café, que tem inauguração no sábado, 15 de julho.

Jéssica Pereira, 25, passou a última semana treinando a assinatura para não errar a mão em um dos momentos que considera mais importantes da vida: firmar o contrato de abertura de seu próprio negócio, um pequeno café e restaurante no Cambuci, no centro de São Paulo.

Uma promissora panqueca com massa de café e o nhoque de mandioquinha chamam a atenção no cardápio, mas o fato de a garota ser uma das primeiras empreendedoras com síndrome de Down do país é o que marca inicialmente a visita ao local, com cadeiras azul clarinho, mesas brancas e paredes cor-de-rosa.

Para realizar a façanha, Jéssica contou com economias guardadas por cinco anos em uma poupança da Caixa. Ganhou dinheiro em apresentações de teatro e em pequenos trabalhos de atendente.

Mas o grosso do recurso veio por meio da união e da aposta familiar no sonho de mais independência para a vida da cozinheira, que aprendeu quase tudo com a mãe, Ivânia Della Bella, 55, e aperfeiçoou-se no Instituto Chefes Especiais, que treina e encaminha pessoas com deficiência intelectual para o mercado de trabalho.

“Minha irmã, Priscila, e meu cunhado, Douglas, desistiram de comprar uma casa para eles e me ajudaram com o dinheiro que faltava. Eles são meus amores e meus sócios”, diz a empreendedora, que é metódica, disciplinada, apaixonada por novelas e é fã do ator Mateus Solano.

Jéssica ficará na cozinha do Bellatucci Café, que abre as portas neste sábado (15), mas pretende recepcionar cada um dos clientes, porque adora o contato com o público e servir as pessoas. Ao lado dela, irão trabalhar outras quatro pessoas downs, que terão jornadas de quatro horas. A família da garota ficará na retaguarda.

“Quero falar obrigada para cada um que vier aqui. Gosto de gentilezas, de pedir por favor, com licença. Chamei apenas amigos para trabalharem comigo para ter um ambiente de muito amor.”

Antes de tornar-se mulher de negócios, Jéssica preparou-se. Estudou em colégios de formação de pessoas com down e também em escolas convencionais. Frequenta fonoaudióloga, faz atividades físicas, aulas de zumba e logo quer entrar na faculdade.

“Cheguei a fazer um curso de cabeleireira, mas a minha vida é cozinhar. Faz cinco anos que estou me preparando para ter esse restaurante, que uma vez por mês, aos domingos, vai receber festivais gastronômicos e culturais”. De acordo com a mãe, Jéssica está “dando um norte para outras milhares de pessoas com síndrome de Down”.

“A sociedade está mudando e abrindo mais oportunidades para os downs, mas ainda é preciso muita batalha. Vamos dedicar nosso esforço, nossas economias e nosso trabalho pelo sonho da Jéssica”, diz a mãe.

Há pouco mais de um mês, a cidade de São Paulo ganhou o primeiro café, na rua Augusta, na região dos Jardins, comandado por pessoas com síndrome de Down, o Café Chefes Especiais.

O Bellatucci Café está na rua Hermínio Lemos, 372, e vai abrir de segunda a sexta-feira das 8h às 18h e, aos sábados, das 9h às 14h.