FRASE DO DIA

Destruir Lula é roubar a voz dos pobres, só um povo infantil faria uma coisa dessa

(Domenico De Masi, sociólogo italiano)

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A exposição de caricaturas Mulheres que Mudaram o Brasil traz personalidades, retratadas a nanquim, que romperam paradigmas nas esferas das artes e ciências

Letícia Gerola, via Vida Simples

As obras de Toni D’Agostinho, artista e sociólogo, descartam o uso da cor justamente para valorizar o contraste entre preto e branco. As imagens retratam trajetórias de vida permeadas por conflitos históricos, uma das paixões do desenhista, que tem a trajetória marcada pela união do olhar sociológico com o fazer artístico. Relações de gênero e outros poderes são evidenciados nos textos biográficos criados pela antropóloga Natalia Negretti, doutoranda em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). “Entre as personagens, destaque para artistas da música brasileira como Inezita Barroso, Chiquinha Gonzaga e Elza Soares, além da poeta Cora Coralina, a psiquiatra Nise da Silveira e a médica, pediatra e sanitarista Zilda Arns”, explica.

Mulheres que Mudaram o Brasil – de 10/05 a 31/05 na Estação Sé do Metrô.
Contato: Toni D’Agostinho – facebook.com/mulheresquemudaramobrasil
Tel.: 11 99255-5737
e-mail: tonidagostinho@gmail.com


O Maranhão é um estado surpreendente pelas imensas possibilidades que possui. E isso impressiona mais quando ouvimos técnicos de fora, como também, pessoas experientes que conhecem um pouco do nosso estado.

Sim, crescemos ouvindo isso, que o Maranhão inexoravelmente seria um grande estado, pois a natureza nos legou tantos recursos naturais que forçosamente isso nos levaria ao desenvolvimento. Só que, esqueceram de nos avisar, que mesmo assim, teríamos que lutar muito, sem denodo, para transformar toda essa pujança em desenvolvimento. Mas, continuemos relatando o que ouvimos.

Quando a comitiva de especialistas indianos esteve nos visitando para conhecer e tirar dúvidas do projeto da refinaria e do polo petroquímico, na minha ida semanal para Brasília encontrei um dos membros mais graduados da comitiva indiana no avião, que estava iniciando uma viagem para a África do Sul, e aproveitamos a nossa viagem para conversar. Para sintetizar, a conversa de duas horas de até Brasília, destaco esse trecho: “nunca vi um lugar melhor para fazer uma refinaria. Vocês tem lugares muito bons, não só para a própria refinaria, como para construir terminais portuários, com área suficiente para instalar a tancagem exigida pelo projeto, vocês tem a água necessária para o projeto, além de localização e infraestrutura adequada para a distribuição da produção”. Eu não me surpreendi, pois penso igual, mas é muito bom ouvir de um técnico de alto nível, experiente e viajado, o olhar de um estrangeiro e investidor.

Continuando, nós temos um Centro de Lançamento, em Alcântara, que veio para cá porque estamos muito próximos a linha do Equador. E como esta região gira mais rápido que as demais, permite grande economia nos lançamentos espaciais, o que é uma grande vantagem nesse rico mercado de bilhões de dólares. Por causa dele veio o ITA e se conseguirmos fazer andar o Programa Espacial, como seguramente irá acontecer, vamos ter aqui, como consequência, um grande centro tecnológico, que poderá ter importância global. É de se frisar que nunca demos o valor devido a presença do Centro no Maranhão. Deveríamos dar.
Temos em São Luís um centro histórico maravilhoso, tão importante que foi elevado a Patrimônio Cultural da Humanidade, que entretanto está meio abandonado, sem grande influência na vida diária da cidade, perdendo a importância que teve na história de nossa capital, e que sempre nos diferenciou de muitas capitais nordestinas. Só que ali temos áreas ociosas, charmosas, e no subsolo, passam cabos de fibra ótica, que estão quase sem uso.

Conversando com Ana Maria Gazola, que já foi reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, uma das maiores do país, além de ter sido secretaria de Educação de Minas onde deu um impulso vigoroso a qualidade do ensino público no estado, falando sobre a ociosidade do centro histórico e da presença dos cabos de fibra ótica, ela me disse: Zé Reinaldo e por que vocês não fazem ali uma cidade digital, como existe em Recife e em Natal? Isso permitiria preparar pessoal especializado nesse setor da economia que será cada vez mais importante, agora e no futuro próximo? Muitos jovens preparados em Recife estão sendo requisitados pela Califórnia que lhes oferece gordos empregos, concluiu ela. Já pensaram o que é ter aqui um polo de alta tecnologia integrado ao mundo, atraindo empresas inovadoras para cá, garantidas pela presença dessa mão de obra?

A Ex-Ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que disse gostar muito do Maranhão, me disse: vocês precisam resolver com urgência um problema que afeta o desenvolvimento do agronegócio no estado. Os títulos de terra no Maranhão não são confiáveis e assim os bancos não os aceitam como garantia, como é em todo o lugar, e não emprestam o dinheiro para o plantio. Existe uma solução para isso, disse-me ela, é fazer as discriminatórias e levar ao SPU que emitirá um documento que substitui o título. Produtores de Mato Grosso, me disseram que os bancos não estavam aceitando esses papeis por acharem que eles não lhes davam ainda a segurança requerida. Na semana passada fui ao SPU onde encontrei-me com o Secretário, que aliás trabalhou comigo na Sudene e ele me disse que o problema estava resolvido com a MP-759, já enviada ao Congresso pelo presidente Temer, e que garante toda a segurança jurídica ao título da SPU.

Agora cabe a nós fazer as discriminatórias.

Esses mesmos produtores me falaram que outra grande carência no estado é a necessidade de adaptar novas sementes para serem produzidas no estado, usando a Embrapa. Precisamos muito de pesquisas. Mas, como a Embrapa não tem dinheiro suficiente eles criaram no estado um fundo privado que recebe 2% de todo o saco de semente vendido e isso lhes permite contratar a Embrapa e lhes dar os recursos necessários para o trabalham que precisam fazer.

Não é à toa que hoje são os maiores produtores de soja do mundo. Me disse mais: a Índia quer importar 30 milhões de toneladas por ano de lentilha, grão de bico e um tipo de feijão e essas leguminosas permitem um lucro muito maior ao produtor do que a soja. Nós temos aqui, em Balsas, a Fapcem, que tem feito um bom trabalho de pesquisa custeada pelos produtores da região. Mas, é preciso mais.

Tenho muito mais coisas para contar nesse sentido, ouvindo pessoas de outros estados que tem um olhar de admiração pelo nosso estado. Mas, se o fizer, o artigo ficaria longo demais.
Mas, se quisermos transformar o nosso estado na potência sonhada por muitos, não há outro jeito. Temos que trabalhar muito.

Grajaú está em festa. Sábado tomou posse o oitavo Bispo da história do município. Assumiu Dom Rubival Cabral Brito com 47 anos de idade.

Parabéns Grajaú.


Por Eden Jr.*

De modo imprevisto, repentino e atabalhoado, o presidente Michel Temer, que já havia deixado militares e políticos de fora, divulgou, nesta última terça-feira, dia 21, que mais duas categorias estão excluídas da Reforma da Previdência: os servidores públicos estaduais e municipais. Anunciada ainda no período da interinidade de Temer, como uma poderosa ferramenta para conter o crescente e inescapável déficit da Previdência Social, a reforma, que teria como princípio impor regras amplas e unificadas, tanto para os servidores públicos, quanto para os trabalhadores do setor privado, a cada nova exceção criada vai perdendo força e desmanchando-se. A sinalização é péssima: o próprio governo não acredita no seu prognóstico sobre a previdência.

A justificativa para o recuo é que com a retirada dessas duas categorias – onde estão dois importantes focos de resistência – seria mais fácil aprovar a reforma na Câmara dos Deputados. Ora, se é por entraves à reforma, então não se faz. Quem quer mesmo ter seu tempo de contribuição aumentado, a idade de aposentadoria elevada e a contribuição previdenciária majorada? Ninguém! A questão é que o rombo dos sistemas previdenciários (dos servidores públicos e do INSS) está aí, é crescente e se não for enfrentado vai inviabilizar as finanças públicas do país. Cabe ao governo, que se espera atuar como moderador, no momento que vai exigir sacrifícios de toda a sociedade, agir com um mínimo de isenção e, pelo menos, tentar ser imparcial e distribuir os ônus equilibradamente.

Por onde se olhe, a situação é crítica. O INSS, que atende trabalhadores urbanos e rurais da iniciativa privada, gerou um saldo negativo de R$ 150 bilhões em 2016 (74,5% a mais do que em 2015). Nessa conta, a previdência urbana provocou um déficit de R$ 47 bilhões – isso depois de sete superávits consecutivos – e a rural um buraco de R$ 105 bilhões. Um adendo: é esperado que a previdência rural resulte em déficits, já que ela funciona mais como um programa de assistência social, dada as condições adversas de se trabalhar no campo e a dificuldade de se contribuir por décadas para um regime de aposentadoria, além de embutir um necessário conceito de solidariedade entre os diferentes segmentos sociais. O INSS, como um todo, atende cerca de 33 milhões de brasileiros.

O fundo próprio dos servidores públicos federais também apresentou números desoladores. Em 2016 foram R$ 93 bilhões de saldo negativo, só que para um sistema que contempla 980 mil beneficiários. Por critério de justiça, por onde se começaria a reforma: no INSS, que tem déficit de R$ 150 bilhões, para atender 32 milhões de beneficiários, ou na previdência do setor público federal, que apresentou números no vermelho de R$ 93 bilhões, mas alcança somente 980 mil filiados? Claro que pelo segundo instituto.

Verificando-se a conta das previdências dos servidores estaduais, o problema é o mesmo. No ano passado, os sistemas de aposentadorias dos servidores estaduais apresentaram rombo de R$ 89,6 bilhões. Os regimes municipais ficaram com superávit de R$ 11,1 bilhões. Porém, neste caso tal número não é de se comemorar, pois a maioria dos institutos municipais foram criados nos últimos anos, contam com muito mais servidores ativos que aposentados, sendo natural esse saldo positivo. Mas a crise nessas entidades já está “contratada” para as próximas décadas, quando se inverter o número entre ativos e aposentados. Do orçamento do Estado do Maranhão, em 2016, cerca de R$ 600 milhões foram gastos com aposentadorias e pensões de servidores mais antigos, que não têm cobertura previdenciária, recursos vindos diretos do tesouro estadual e que poderiam estar sendo empregados em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Na Prefeitura de São Luís, outros R$ 115 milhões saíram do tesouro municipal para pagamentos de aposentados e pensionistas não cobertos pela previdência.

Já foram excluídos da reforma políticos, militares, servidores estaduais e municipais e a conta do déficit, que é de todos, tende a recair, injustamente, sobre os grupos com menor poder de organização. Como está se delineando o panorama, uma trabalhadora rural, que enfrenta todas as agruras da atividade do campo, necessitará de 49 anos de contribuição e 65 anos de idade para se aposentar, e uma servidora estadual ou municipal, mesmo que trabalhe num escritório, com ar condicionado e outros confortos, precisará de 30 anos de contribuição e de 55 anos de idade. É a reforma da pressão e não da razão.

*Economista – Mestre em Economia (eden-jr@hotmail.com)


Isso me chamou bastante a atenção, não só enquanto consumidor, mas pelo fato de o mercado de aviação ser um ótimo campo de estudo

Fábio Zugman, via Administradores.Com

Se você costuma viajar, acompanha o noticiário ou não mora em uma caverna, a esse ponto já ouviu falar sobre a polêmica decisão da ANAC de permitir que as empresas aéreas no Brasil cobrem pela bagagem despachada.

Isso me chamou bastante a atenção, não só enquanto consumidor, mas pelo fato de o mercado de aviação ser um ótimo campo de estudo. As empresas aéreas enfrentam custos enormes. Não é barato adquirir e manter uma frota de aviões. O problema maior da indústria, no entanto, é que a capacidade dela é limitada pelo uso dos aviões. Ou seja, se um avião decola vazio, a empresa gastou combustível, tripulação e tempo de uso daquele equipamento. Não dá para estocar e vender depois.

Por isso, as empresas não podem cobrar o quanto querem. Se cobrarem demais, os aviões precisam voar mais vazios, trazendo prejuízos. Se cobram de menos, o custo do combustível começa a pesar e também leva a empresa a ter problemas.

Para sobreviver, as empresas aéreas precisam atingir um equilíbrio entre seus custos altos, de um lado, e ocupação de aeronaves, de outro. Nessa conta, pequenas coisas fazem muita diferença. Muitas pessoas acham, por exemplo, que cortar os lanches nos voos mais curtos é uma certa sacanagem. “O que custa um lanchinho, afinal?”. O problema não é só o pão com queijo e Coca-Cola que as empresas servem. Uma cozinha equipada dentro do avião ocupa espaço e é pesada. Considerando que um avião faz dezenas de decolagens e pousos por dia, o peso extra da cozinha mais do que compensa a falta de lanchinho para a companhia.

Vamos então à decisão judicial. Tenho certeza de que o juíz tomou a decisão com a melhor das intenções, dentro do contexto jurídico. No entanto, juízes não aprendem muito sobre economia, equilíbrio competitivo, estratégia empresarial e outros temas tão ou mais importantes nesse caso.

Na decisão, o excelentíssimo Juíz diz que a nova regulação permite às empresas “cobrarem quanto querem pela passagem aérea e, agora, também pela bagagem despachada.” Ao longo de sua decisão, o juíz também diz que não existem evidências de que o preço das passagens vai cair para quem não despacha bagagem e, na minha opinião, algo que é muito triste de ler, de que “existe uma teoria econômica” que diz que o preço das passagens cairia.

Bem, existem várias teorias econômicas. Uma diz que as empresas não podem cobrar o quanto quiserem ou elas quebram. Outra que com uma maior diversidade de escolhas, o consumidor ganha por ter produtos que mais se adequam a seu perfil. Outra, apesar de não derrubar diretamente o preço das passagens, diz que colocar um preço nas bagagens diminui a carga dos aviões, permite às companhias utilizar o bagageiro para transportar outros tipos de cargas ou reduzir seus custos. Se tudo isso der uma ajuda nos lucros, ótimo, quem sabe elas invistam isso em melhores serviços e mais rotas para nós, clientes (também tem uma teoria que diz que se elas não fizerem isso elas acabam quebrando).

É engraçado também que um dos maiores ganhos na diminuição de bagagens despachadas é o menor tempo em solo nos aeroportos (se você tivesse um avião, não ia querer que ele passasse mais tempo voando e menos parado no chão?). Acontece que isso depende da Infraero e do governo. Outra questão, fácil de resolver, é a abertura do mercado competitivo a mais empresas aéreas. E que tal a facilitação de criação de aeroportos privados? E assim por diante.

Enfim, há inúmeras discussões econômicas. Com base em economia e administração, todas as evidências mostram que o mercado brasileiro de aviação sairia ganhando. Mas esse é o ponto de vista do administrador. Legisladores e juristas, por outro lado, continuam presos àquela velha história de que “não podemos deixar as empresas abusarem dos clientes” (e eu responderia: “Bem, tem uma teoria que diz que elas só abusam dos clientes quando existem monopólios, mas deus me livre falar em desregulação e aumento da competição para essa turma”).

Não basta simplesmente reconhecer que “uma teoria” diria algo. É preciso começar a usar esse conhecimento na prática. Com todo respeito aos doutores em Direito, não dá para jogar todo o conhecimento de Administração e Economia para “uma teoria”.

Foi o desenvolvimento das corporações, o objetivo do lucro e a competição que fez os aviões deixarem de ser aquelas coisas que aparecem nas fotos do Santos Dummont e se transformarem em aviões capazes de cruzar o mundo com centenas de pessoas. É preciso começar a respeitar o mundo empresarial e o mercado onde atuam. Empresas que abusam dos seus clientes são aberrações, e é preciso tratá-las como tal.

Ações isoladas no campo jurídico, discussões que deixam as dinâmicas de mercado de fora, por mais bem intencionadas que sejam, serão sempre incapazes de lidar com essa realidade.

 


O governador Flávio Dino que poderia ser, digamos, o sujeito catalizador para uma ação mais unificada dos nossos deputados e senadores, simplesmente ignorou essa questão. Aliás, parece haver quase que um desprezo do comunista pela nossa classe política instalada no Congresso Nacional.

É muito comum se ouvir dizer de que a bancada maranhense no Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) não trabalha unida em favor do estado.

Via de regra, os interesses paroquiais menores prevalecem sobre as questões “macro” que poderiam fazer do Maranhão um estado bem melhor do que é hoje do ponto de vista socioeconômico.

Estados como Ceará, Piauí, Pará, Bahia, Pernambuco, para ficar só nesses, já conseguiram superar as divergência políticas locais quando os seus interesses estratégicos estão em jogo. No Maranhão, ao contrário, não há esse sentimento, lamentavelmente.

O resultado é um estado que está fora de grandes projetos, importes fontes de recursos públicos, inclusive de fomento.

Só recentemente, para ser ter uma ideia, é que o Maranhão conseguiu emplacar um diretor importante no Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e um diretor nacional no âmbito da poderosa Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), e mesmo assim sem ser uma iniciativa do conjunto da bancada, mas de um senador especificamente, no caso Roberto Rocha (PSB).

Omissão do governador

O governador Flávio Dino que poderia ser, digamos, o sujeito catalizador para uma ação mais unificada dos nossos deputados e senadores, simplesmente ignorou essa questão. Aliás, parece haver quase que um desprezo do comunista pela nossa classe política representada no Congresso Nacional.

E olha que temos parlamentares experientes e com boa vontade como Zé Reinaldo, Pedro Fernandes, Sarney Filho; jovens como Eliziane Gama, André Fufuca, Victor Mendes, Júnior Marreca, além, claro, dos nossos três senadores. Ou seja, bons quadros políticos que se trabalhassem unidos a situação do Maranhão poderia estar bem melhor.

Enfim, enquanto a união dos nossos ilustres representantes não chega vamos sendo obrigados a ver os estados vizinho cada mais distantes de nós do ponto de vista de crescimento e desenvolvimento.

Uma lástima.


O prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando, acompanhado do vice prefeito, Eudes Sampaio participou na tarde desta quinta-feira (02), da sessão solene de abertura dos trabalhos legislativos de 2017, na Câmara de Vereadores. Além de 14 dos 17 vereadores, do presidente da casa, Beto das Vilas, a cerimônia reuniu secretários de governo, autoridades e convidados.

Após a abertura oficial dos trabalhos, o prefeito Luís Fernando deu as boas vindas aos vereadores e falou sobre a reconstrução do município que deverá ser pautada na honestidade, trabalho e transparência.

“Esta casa é de extrema importância para o trabalho que vamos desenvolver ao longo dos quatro anos de gestão. Hoje se inicia uma nova casa e desejamos que os poderes Executivo e Legislativo caminhem juntos com o único objetivo de atender as demandas de nossa cidade que passa hoje por sérios problemas em todas as áreas de atuação”, disse o gestor.

Luís Fernando também citou, durante mensagem, todas as ações já realizadas desde o primeiro dia de sua gestão quando já encontrou um município sucateado e com dívidas que já ultrapassam em levantamento feito parcialmente até o momento a casa de 30 milhões de reais.

“Nossa primeira vitória foi o desbloqueio das verbas em consequência das dívidas deixadas pela gestão passada que atingem direitos básicos do nosso funcionalismo a exemplo da previdência. Conseguimos por meio de liminar desbloquear o recurso e pagar os vencimentos dos funcionários, sem falar da implantação nos primeiros dias de janeiro da lei da reforma administrativa que já possibilitou em 30 dias vários avanços”, completou anunciando também o reajuste do salário mínimo, fixação do calendário de pagamentos mensais e o rompimento do contrato com a Cooperativa que mantinha em folha mais de 600 funcionários fantasmas.

Já fizemos levantamento, detalhou, “nas áreas da saúde, educação, infraestrutura, sobretudo na recuperação de nossas ruas, avenidas e bairros que hoje servem de vergonha. Determinei a implantação do “Plantão de Secretários” que atuará na resolução de problemas diagnosticados durante os finais de semana.

Para o presidente da Câmara, Beto das Vilas, a parceria com a prefeitura é de extrema importância para execução dos trabalhos. “Quero agradecer ao prefeito e afirmar que queremos trabalhar em conjunto com todos os poderes para um município que seja referencia e orgulho para todos os ribamarenses”, finalizou.

Ár


O grande Goethe dizia que “a ação é tudo, a glória é nada”. O empreendedor, assim como qualquer profissional de sucesso, é aquele que é capaz de agir e, mesmo diante da glória ou do infortúnio, não deixar de seguir agindo.

José Pio Martins, via Administradores.com,

Fui convidado para participar de uma mesa-redonda sobre empreendedorismo. Faziam parte da sessão alguns homens de sucesso, que foram chamados para narrar suas histórias e as práticas que os tornaram bons empreendedores. Eu fui convidado mais por meus conhecimentos de economia e administração do que por outra razão.

Entre os empreendedores, nenhum demonstrava elevada cultura nem conhecimentos intelectuais expressivos. A princípio, dá para afirmar que não é preciso ser o primeiro da classe nem ter elevados conhecimentos teóricos para ser bom empreendedor. Entretanto, há certas capacidades que me parecem importantes para o êxito no mundo do empreendedorismo, das quais destaco quatro: as capacidades de ver, observar, entender e agir.

Sherlock Holmes, o grande detetive imortalizado pelo médico e filósofo Conan Doyle, tinha algo a dizer a respeito. “O mundo está cheio de coisas óbvias que jamais serão observadas”, dizia ele, referindo-se às pessoas que olham, mas não observam. O bom empreendedor precisa desenvolver a arte de observar. Sherlock acrescentava: “Meu método se baseia na observação e compreensão de detalhes triviais que escapam aos olhos do leigo”; essa era uma das justificativas para o sucesso de seu método dedutivo.

Aristóteles Onássis, meio atrasado na escola, tornou-se um dos homens mais ricos do mundo. Quando a segunda guerra estava matando e destruindo, ele passou a comprar navios velhos, a prazo, e vagarosamente começou a reformá-los. Perguntado por que fazia isso em meio a tanta tragédia, ele redarguiu: “Um dia, acabará a guerra ou acabará o mundo. Se o mundo acabar, morrerão devedores e credores. Se a guerra acabar, meus navios serão necessários; e aí, eu ficarei rico”.

Um jornalista entrevistava Onassis em seu iate e perguntou-lhe qual o segredo de seu sucesso. Ele olhou para o mar e disse: “Você está vendo aquele barquinho?”. O jornalista contemplou o horizonte e, após minutos, respondeu: “Sim, agora estou vendo”. Onassis responde: “Pois é, eu vi antes”. Ali estava o homem considerado medíocre pelos professores. Ele não tinha inteligência acadêmica. Mas era um visionário. Ou seja, ele via, obervava, entendia. Mas sua maior capacidade estava na ação. Esse é o ponto principal a capacidade de agir.

Naquela reunião, propus que examinássemos a função dos quatro verbos (ver, observar, entender, agir) na trajetória de cada um dos empreendedores. Provoquei-os para que contassem o que fizeram em relação a esses verbos, e como eles – os verbos – tinham sido importantes em seu sucesso. Ao fim, a conclusão foi que a marca maior dos empreendedores é a capacidade de agir.


Um passo importante para a economia do Ceará foi dado na manhã da última segunda-feira quando o Governo do Estado inaugurou o descarregador de minério de ferro e acionou o funcionamento da correia transportadora que levará o minério e outros granéis sólidos de alta densidade do cais até as empresas instaladas no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). Os novos equipamentos, que juntos custaram R$ 272 milhões, serão utilizados inicialmente para atender a demanda da siderúrgica (CSP).

Infraestrutura de caráter dinâmico, que precisará de constantes investimentos, o Porto do Pecém é estratégico no plano de dotar o Ceará de uma economia mais relevante e geradora de riqueza. Por isso, tem todo o sentido a mobilização de recursos públicos para dotar o complexo de equipamentos que concedam mais competitividade econômica ao porto.

No entanto, o ideal é que se alcance o padrão em que a modernização do porto não necessite de mais recursos públicos. Afinal, administrar e promover investimentos em um equipamento daquela natureza não é atividade fim do Governo. O ideal é que as inversões financeiras passem a ser feitas pela iniciativa privada.

Há bons modelos disponíveis no mundo. Recentemente, o governador Camilo Santana (PT) visitou as instalações do porto de Roterdã, um dos três maiores do mundo. É fato que se trata de um porto de propriedade daquela importante cidade da Holanda, mas o equipamento não é administrado pelo setor público e sim por uma empresa privada especializada no setor.

Muito do impressionante desempenho do porto holandês deve-se ao seu modelo de gestão. A autonomia administrativa é total e não há nenhuma interferência das autoridades públicas, situação que permite decisões rápidas e dotadas de razões técnicas. É esse modelo de gestão o fator que gera confiança e a segurança jurídica fundamental para a concretização dos investimentos privados no porto.

(Fonte: Jornal O Povo)


O engenheiro Francisco Soares conta um pouco da história de como surgiu esse arrojado projeto que foi abraçado pelo prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo.

Chama-se Francisco Soares o idealizador do projeto que poder dar serventia para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de São Luís – aquele que virou o principal cabo eleitoral da campanha de reeleição do prefeito João Castelo, mas que acabou não dando o resultado esperado nas urnas pelo tucano, e hoje encontra-se guardado em uma galpão da Transnordestina Logística S.A a um custo mensal de R$ 415 mil para a Prefeitura de São Luís.

Trata-sede usar o VLT de João Castelo e fazê-lo de modal ferroviário interligando os muncípios de São Luís, Bacabeira e Santa Rita.

Em artigo enviado ao Blog do Robert Lobato, o engenheiro conta um pouco da história de como surgiu a ideia sesse arrojado projeto que foi abraçado pelo prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (ainda no PCdoB). Confira.

PLATAFORMA 19

No final de 2008, na condição de Secretario Adjunto de transportes do governo do Maranhão e devidamente autorizado pela secretaria de governo Telma Pinheiro, organizei uma comitiva de técnicos, consultores e empresários para visitarmos na cidade de Juazeiro, a empresa Bom Sinal , fabricante de um modelo de VLT motorizado à diesel. Antes, fomos a Brasilia reunir com o então Diretor Geral da Agencia Nacional de Transporte Terrestre – ANTT , Bernardo Figueiredo, para apresentarmos nosso projeto de implantação de um transporte ferroviário intermunicipal de passageiro sobre vias permanentes em bitola métrica, desde a Estação da Beira Mar até a cidade de Santa Rita, aproveitando a situação excepcional da duplicação da BR 135 que iria possibilitar a construção de quase 20 km de via permanente nova em substituição da velha que seria transladada. Bernardo demonstrou seu grande entusiasmo numa só frase: “se o Maranhão lograr êxito em reativar o transporte nessas vias subtilizadas, resolverá um grande problema nacional!

Dessa reunião partimos para Juazeiro do Norte e fizemos um test drive numa unidade em funcionamento num trecho de 13 km que ia até Crato. Em seguida nos reunimos com a diretoria da empresa CFN que passara a se chamar Transnordestina Logística SA para tratarmos das questões de compartilhamento da linha que a rigor priorizaria o transporte de passageiros. Foi como se estivéssemos em casa pois o Diretor de Operações da ferrovia era o maranhense Marcelo Barreto Marques.

Infelizmente, não quis o destino que o então governador Jackson Lago concluísse o processo de implantação dessa linha ferroviária de passageiros, mas seu sonho contaminou vários aliados do governo.

Em 2012, o prefeito João Castelo adquiriu um VLT com a intenção de implantar um trecho urbano de transporte, que infelizmente foi abandonado por falta de recursos e por não estar inserido no conjunto de obras do novo prefeito eleito Edivaldo Holanda Jr.

Depois de 4 anos parado e guardado num galpão da TLSA, o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, anuncia ao Maranhão sua firme intenção de dar vida ao sonho do velho aliado e anuncia que o VLT finalmente poderá trilhar seu caminho triunfal na desprezada via que tantos passageiros transportou na época da briosa RFFSA (Rede Ferroviaria Federal SA).

Agradeço ao prefeito Hilton a oportunidade de coordenar a equipe de estudo e elaboração do projeto executivo dessa magnifica obra de revitalização do sistema ferroviário de passageiro, materializada em sua plataforma de governo como item 19.

Entusiasmado com a proposta do jovem prefeito Hilton e embalado pelo sonho do saudoso governador Jackson, que não cansava de cantarolar um estribilho do seu conterrâneo João do Vale … encontro-me, agora, disposto mais do que nunca a ajudar a colocar um trem nesses trilhos de meu Deus .

“O trem danou-se naquelas brenhas
Soltando brasa, comendo lenha
Comendo lenha e soltando brasa
Tanto queima como atrasa
Tanto queima como atrasa “

Francisco Peres Soares – Engenheiro, ex secretario adj de Transporte do MA; ex-diretor da Agencia Estadual de Serviços Publicos do MA; vice-presidente do Conselho Estadual de Transito CETRAN MA e Coordenador do Observatório do Transito do MA.


Contraditório, Donald Trump, o presidente nacionalista e xenófobo, trava uma verdadeira “guerra civil” interna com o Donald Trump empreendedor, fiel à crença americana do self-made man e de valorização dos direitos individuais do povo norte-americano.

O recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pessoalmente não é uma incógnita, posto que o planeta inteiro já sabe de quem se trata essa figuraça do mundo do show business.

O que passa a ser uma incógnita é o seu governo. Ainda não é possível afirmar ao certo o que e como será a gestão do magnata republicano.

Contudo, pelo pronunciamento de posse, pode-se aventurar a dizer que a maior potência do mundo vai ser gerida como empresa. Trump deseja fazer dos Estados Unidos a maior “multinacional” da Terra. Uma espécie de Estados Unidos S/A ou United States Inc.*

Ao desprestigiar os políticos e exaltar o povo, Donald Trum envereda pelo caminho fácil, mas arriscado do populismo barato.

“Não estamos simplesmente transferindo poder de um governo para o outro, ou de um partido para o outro, mas estamos transferindo poder de Washington, D.C., e dando-o de volta para vocês, o povo americano”, vociferou o “antipolítico”.

Em outro trecho não menos polêmico, Trump elevou o tom nacionalista afirmando e reafirmando que a “América primeiro”, numa clara demonstração de que o presidente tende a fechar o gigante imperialista para o mundo – como se isso fosse simples ou mesmo possível.

Contraditório, Donald Trump, o presidente nacionalista e xenófobo, trava uma verdadeira “guerra civil” interna com o Donald Trump empreendedor, fiel à crença americana do self-made man e de valorização dos direitos individuais do povo norte-americano.

Nesse sentido, não está claro, porém, se do ponto de vista das políticas econômicas teremos, sob Trump, uma América mais intervencionista (keynesiana) ou mais liberal (hayekiana/friedmaniano ). Ou até mesmo a tentativa de equilibrar Keynes com Hayek e Friedman como, aliás, já ocorreu com alguns presidentes americanos, sobretudo depois da segunda guerra mundial.

Não obstante as declarações polêmicas, provocativas e algumas até raivosas, o fato é que o presidente Donald Trump pode fazer do limão uma limonada e surpreender o mundo. Ninguém governa um país como os Estados Unidos na base da bravata, do engodo, dos espetáculos midiático à lá programa The Apprentice (O aprendiz).

Se resolver aprofundar e implementar algumas das suas ideias conservadoras, de extrema-direita e insistir nessa coisa de político fanfarrão, não vai ser de admirar o povo americano se voltar contra Trump e dizer:  you’re fired! (você está demitido!).

No mais, particularmente me agrada o discurso de exterminar o grupo terrorista Estado Islâmico da face da Terra.

Isso não for apenas mais uma bravata do carrancudo Donald Trump.

* Geralmente, empresas americanas usam a abreviação ‘Inc.’para designar ser uma empresa de grande porte. É o corresponde ao nosso S/A brasileiro.