FRASE DO DIA

Destruir Lula é roubar a voz dos pobres, só um povo infantil faria uma coisa dessa

(Domenico De Masi, sociólogo italiano)

Comentar

Distribuir imagens sem consentimento pode render até um ano de prisão.

Imagem: Getty Images

A Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira um projeto de lei que transforma em crime a divulgação de “nudes” sem consentimento da pessoa.

O texto do projeto 5555/13, do deputado João Arruda (PMDB-PR), reconhece como violência doméstica a distribuição “de imagens, informações, dados pessoais, vídeos, áudios, montagens ou fotocomposições da mulher, obtidos no âmbito de relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade.”

O projeto, que altera parte da Lei Maria da Penha, prevê punição de de três meses até um ano de cadeia, além de multa, para os envolvidos. A pena de reclusão aumenta caso a vítima seja vítima de algum tipo de deficiência ou se a distribuição tiver motivo torpe – caso, por exemplo, do chamado “pornô de vingança”, em que ex-companheiros espalham imagens degradantes de uma pessoa como “punição” pelo fim do relacionamento.

Agora, o texto segue para aprovação no Senado.

Do UOL


Fernando Holiday, 20, subverte todas as expectativas. A começar pelo nome: Fernando Silva Bispo adotou “Holiday” em homenagem à cantora Billie Holiday, do hino antirracista “Strange Fruit”. Mas “música não tem nada a ver com ideologia”, diz ele, o vereador mais jovem de São Paulo, negro, gay e contrário aos movimentos negro e LGBT.

A discussão sobre apropriação cultural —em que um grupo questiona a adoção de elementos de uma cultura por outro— é “coisa de gente que não tem o que fazer”, e o debate sobre as marchinhas politicamente incorretas aponta para uma migração da esquerda do campo da política, onde foi derrotada, ao da cultura, onde “tenta sobreviver”, diz o vereador do DEM e integrante do MBL (Movimento Brasil Livre).

Na Câmara, é ao mesmo tempo autor de um pedido de cassação da colega Juliana Cardoso (PT) e alvo de um pedido de cassação produzido pela bancada petista, frutos de um bate­boca na semana passada. Um membro de seu gabinete acompanhava um YouTuber que abriu a porta da sala da liderança do partido do PT a fim de interromper uma reunião. Mais tarde, durante a sessão, Cardoso foi na direção de Holiday, gritando que era um “moleque”.

Bem­articulado, mas com olhar sempre direcionado para baixo, o vereador diz ter economizado 60% da verba de gabinete e 100% daquela para materiais (R$ 23 mil) em seu primeiro mês —a Câmara ainda não divulgou a prestação de contas de janeiro.

Planeja retomar o curso de direito no Instituto de Direito Público, onde completou o primeiro semestre, e mudar­se para o centro. Por enquanto, diz pegar carona todos os dias de sua casa, o sótão do escritório do MBL, na Vila Mariana (zona sul), até a Câmara.

Você é negro e homossexual. Seus críticos dizem que você é racista e homofóbico. Você se considera assim?

Nem um pouco. Esses ataques correspondem a um susto da militância que, por muito tempo, disse representar essas minorias. Sou contrário às cotas raciais, apesar de ser favorável às cotas sociais porque os pobres no Brasil sofrem de igual forma. Diferenciar pobres e negros e pardos cria uma divisão desnecessária e incita ódio e preconceito.

Dizem que você só tem visibilidade porque é um jovem negro disposto a corroborar o pensamento dominante.

É um discurso fraco, porque muitas das minhas propostas são justamente para beneficiar os mais pobres, dando a eles maior poder. Cheguei aqui principalmente devido à indignação de brasileiros que foram às ruas, das mais diferentes classes sociais, religiões, grupos raciais, uma diversidade muito grande e cansada de como a política estava sendo levada e que queria algo diferente. Acho que represento esse sentimento.

O que pretende fazer pelos pobres? E pelas minorias?

A maior luta vai ser contra a burocracia. Procurar parcerias com a iniciativa privada para beneficiar essa população, agilizar processos que, dependendo só do serviço público, demoram muito tempo.

Quanto às minorias, acredito que muitas das políticas sociais implantadas na tentativa de se combater esses preconceitos vêm falhando. É um processo que não dá para mudar com uma legislação, mas por meio do exemplo. Quanto mais gays, lésbicas, bissexuais, negros e outras tantas minorias conseguirem demonstrar à sociedade que sim, são capazes de alcançar o sucesso pelo mérito e, tendo oportunidade, são capazes de fazer um bom trabalho, aí sim você vai vencer o preconceito.

Mas como terão oportunidade?

Não deve haver política separada para os negros nem os LGBT. Essas pessoas devem ser englobadas em todos os programas sociais que existirem no serviço público.

À revista “The Economist”, você disse que o movimento contra marchinhas politicamente incorretas surgiu por causa do impeachment de Dilma Rousseff. Por quê?

O impeachment foi uma sinalização da queda da hegemonia da esquerda. Enquanto o PT esteve no poder, as ideologias à esquerda tiveram uma predominância natural. O impeachment é a queda desse monopólio. Com milhões de pessoas indo às ruas contra um governo de esquerda, surge outro lado latente, outra versão. Logo, aqueles que estavam predominando e que estão em queda precisam reagir. Boa parte dessa reação vem pelo caminho cultural.

O debate sobre apropriação cultural segue essa lógica?

É conversa fiada, coisa de gente que não tem o que fazer. Vivemos em uma sociedade livre. Em um mundo diversificado, onde se aceita o diferente. Deveria ser justamente o contrário. Essas pessoas que homenageiam outras culturas deveriam ser mais ouvidas.

E por que não dizer que estão espalhando culturas que poderiam ficar restritas em
determinadas localidades?

Por que deletou vídeos antigos do YouTube em que dizia coisas como: “Então vamos fazer cotas para ‘gostosa’ porque tem muito lugar aí que está faltando. A FFLCH [Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP] que o diga: se fosse assim, não seria aquele zoológico, aquele pulgueiro”? Tem vergonha de comentários como esse e o considera machista?

Eram outros estilos de vídeo. O caminho ali era buscar o debate por meio do humor. Quando começam as manifestações, o impeachment passa a ser o foco do movimento, e a gente acaba aderindo a um perfil mais sério. Não tenho vergonha, mas tenho cautela para que as pessoas não confundam o que era o projeto de início com o que é agora.

Queria fazer uma provocação. As cotas raciais oferecem um privilégio ou separam as pessoas de acordo com a sua aparência. Você pode divergir se uma pessoa é negra ou não da mesma forma que pode divergir se uma mulher é gostosa ou não. Alguns vão achar machista. Não acho que seja.

Ser negro é só aparência?

Temos um país miscigenado. É impossível dizer que haja descendentes diretos de escravos por conta da grande mistura. O brasileiro tem uma identificação com o continente africano. Somos todos brasileiros e dane­se a cor da pele e se você se sente ou não parte de um determinado grupo.

Servidor de seu gabinete acompanhou um YouTuber que abriu a porta de uma sala onde a liderança do PT se reunia. Considera essa uma atitude razoável? Vai puni­lo?

Não houve invasão. Meu assessor sequer chegou a entrar, estava de fora. Houve exagero completo. Impedi­lo de circular no corredor ou de filmar qualquer coisa já é demais.

O MBL apoiou o impeachment de Dilma. Estão satisfeitos com o governo de Michel Temer (PMDB)?

Não. O governo Temer tem diversos erros. Quando tentaram manter Romero Jucá como ministro do Planejamento, atacamos, cobramos a saída. Recentemente não achamos adequada a nomeação de Moreira Franco. Agora vamos voltar às ruas, principalmente em defesa da Operação Lava Jato.

Não demorou para o MBL voltar às ruas, considerando todas essas insatisfações?

Não, porque há outros meios que não as ruas de cobrar. No caso do Romero Jucá, havia forte tendência do governo de mantê­lo como ministro, e a pressão das redes sociais acabou forçando­os a voltar atrás. É uma sinalização do poder que esses movimentos acabam tendo pela internet, que acaba substituindo a manifestação de rua.

———

RAIO­X
Idade 20 anos
Formação Cresceu em Carapicuíba (Grande SP), estudou em escolas públicas e está com o curso de direito no Instituto de Direito Público trancado

Carreira Política Integrante do Movimento Brasil Livre desde 2015, é filiado ao DEM


São jovens chamados de assexuados, como Michael Doré, de 28 anos, que afirma nunca sequer ter beijado. E nem pretende trocar de beijos, carinhos e qualquer forma de contato íntimo lhe causam repulsa.

E cresce a todo instante as formas e os estilos de ver o universo da sexualidade.

Aqui no Espaço Alternativo já vimos os vários deles: g0ys, crossdressers, bromancers…

Ora, tudo cheira a sexo, não é verdade? Nem tanto!

Há uma galera, geralmente jovens entre 17 e 30 anos, que não são gays, nem bissexuais e muito menos se consideram héteros. Eles simplesmente não estão nem aí para sexo, não fazem questão de transar.

São chamados de assexuados, como Michael Doré, de 28 anos, que afirma nunca sequer ter beijado e nem pretende trocar de beijos, carinhos ou qualquer outra forma de contato íntimo lhe causam repulsa. “O sexo me enoja. Sou um assexual convicto“, disse a uma reportagem de Laura Ancona Lopez para a revista Marie Claire.

Machael é uma matemático norueguês e PhD da Universidade de Birmingham, na Inglaterra. Transar? O jovem não quer nem pensar no assunto. “Não, não sou gay, não fui abusado na infância, nem tenho problemas hormonais. Eu simplesmente não gosto de transar”, garante.

Essa, digamos, ‘abstinência por sexo’, pode até considerada algo surreal em todos os aspectos para as pessoas sexualmente ativas, sobretudo do ponto de vista da sobrevivência da espécie humana, e para aquelas que consideram o prática sexual como uma necessidade fisiológica.

Contudo, levando em consideração como a nossa chamada sociedade civilizada tem tratado o ato de fazer sexo, algo quase como um consumo material, podemos entender essa repulsa dos assexuados em transar.

Bom, este blogueiro ainda é do tempo em que as pessoas achavam que Deus fez poucas coisas no mundo melhores e mais gostosas do que fazer um bom sexo, ainda mais com quem se ama, deseja e tem tesão, independente da orientação sexual.

De qualquer forma, temos que respeitar o gosto e filosofia sexual de cada um.

Até o porque o importante é ser feliz, mesmo que seja possível ser feliz sem sexo não estando enclausurado algum mosteiro ou convento.

Fique com a íntegra da matéria de revista clicando AQUI.


Brasil podemos citar relações como Roberto e Erasmo Carlos; Gilberto Gil e Caetano Veloso; os ex-jogadores Edilson e Vapeta; os saudosos Tom Jobim e Vinícius de Moraes e por aí vai, No Maranhão também deve ter alguns casos de Bromance, principalmente na política e na blogosfera.

Afonso e Peu se apresentam no

Afonso e Peu se apresentam no “The Voice Brasil”; clima de “bromance” tomou conta (Fonte: UOL)

Hoje o Espaço Alternativo, coluna dedicado ao debate e análises de cortamentos sexuais fora dos padrões tidos como “normais” pela sociedade, traz o movimento denominado Bromance.

Trata-se uma nova, digamos, onda no relacionamento entre heterossexuais, principalmente homens, Aliás, o Bromance acontece mesmo é no universo masculino.

O termo tem sido muito usado nas redes sociais nos últimos tempos,  mas ganhou ainda mais destaque na internte após a edição do “The Voice Brasil” de ontem, 17, quando os dois candidatos do time de Carlinhos Brown, Afonso e Peu. Juntos, na fase de batalha do programa, cantaram o clássico “Love of My Life”, do Queen, emocionando jurados, a internet e a plateia do programa.

“O clima de amizade e bromance’ ficou nítido no ar, e, tocado, Afonso acabou indo às lágrimas ao fim da apresentação. ‘Todos temos algo em comum. O amor um pelo outro. A convicção que nossa vitória é encontro’, discursou com olhos marejados Carlinhos Brown”, publicou o site de níticias UOL.

Então, deu para ter uma ideia sobre o que é Bromance? Vamos lá.

Bromance é uma expressão de origem inglesa a partir da junção das palavras ‘brothers’ + ‘romance’, e é utilizada para designar um relacionamento íntimo entre dois ou mais homens no que os defensores dessa nova relação chamam de uma “forma de intimidade homossocial”. Quer dizer, não existe uma relação homossexual, por isso os bromancers não são, ou pelo menos não se consideram, homossexuais.

“Bromance não é gay, nem amizade colorida entre homens ou a relação entre rapazes enrustidos’, nada disso e apesar da definição do termo ser um pouco confusa é bem fácil distinguir quando se trata de um bromance ou de homossexualidade. A relação entre Batman e Robin é um grande exemplo de Bromance”, explica o blog Meu Mundo Cênico.

Além de Batman e Robin, o Meu Mundo Cênico dá outros exemplos de relação Bromance, Confira,

Kirk e Spock também são um ótimo exemplo de Bromance, desde a série clássica ao badalado filme de 2009.


O senhor dos anéis teve vários núcleos de Bromance, principalmente a partir das Duas Torres, com a separação da sociedade. Destaque óbvio para Frodo e Sam.

Legolas e Aragorn também não ficam atrás.

Luke Skywalker e Han Solo não hesitavam em largar tudo para ir ajudar um ao outro nos filmes clássicos.

Eu te amo, cara (I Love You, Man) é um filme de comédia lançado em 2009 que foi bem no embalo do termo e colocou toda a essência do Bromance no enredo. Vale a pena, é bem divertido.
(Acesse o blog Meu Mundo Cênico para ver outros exemplos de Bromance )

Levando em consideração os exemplos internacionais de Bromance acima, no Brasil podemos citar relações como Roberto e Erasmo Carlos; Gilberto Gil e Caetano Veloso; os ex-jogadores Edilson e Vapeta; os saudosos Tom Jobim e Vinícius de Moraes e por aí vai,

No Maranhão também deve ter alguns casos de Bromance, principalmente na política e na blogosfera, mas o Blog do Robert Lobato não consegue lembrar de  nenhum caso agora. Se o leitor lembrar pode deixar no seção de comentários.

Há grupo de WhatsApp que este blogueiro participa que tem uns dois casos históricos de Bromance. risos

Mas isso é assunto para outro Espaço Alternativo.

Até lá!