FRASE DO DIA

Estou aqui para mostrar que nós vamos continuar de cabeça erguida, de mãos limpas, esse foi o jeito que eu escolhi de fazer política, e ninguém, nenhum vagabundo tipo o Alexandrino, vai inventar mentira sobre a minha vida pública.

(Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) sobre o delator da Odebrecht Alexandrino Alencar)

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Se o músico foi “covarde” em não levar a cabo a ideia de se matar, ao menos teve a coragem de escrever sobre algo que muitos não têm ou não sabem como enfrentar essa questão.

Emocionante o texto do músico, compositor, escritor e ativista Tico Santa Cruz sobre sua experiência com ideias suicidas, publicado na sua página pessoal no Facebook.

O criador da Detonautas relata que desde a adolescência enfrenta a ideia de suicídio chegando, inclusive, a sentar na janela do prédio em que morava e criar coragem para se atirar e dar fim à própria vida, mas não teve coragem. “Me senti um covarde”, conta.

Neste planeta complicado, de estresse constante, correria pela sobrevivência, internet, redes sociais, um mundo de informações de todo que é especie etc, não é fácil viver com a tranquilidade de um monge budista.

Certa vez, durante uma palestra com um “guru” comportamental, ele falou que pensar em suicídio tornou-se algo comum, quase uma coisa natural. Chegou a dizer que “anormal, no mundo de hoje, é não ter pensado algum momento em tirar a própria vida”.

O texto do Tico Santa Cruz vai nessa direção.

Entretanto, se o músico foi “covarde” em não levar a cabo a ideia de se matar, ao menos teve a coragem de escrever sobre algo que muitos não têm ou não sabem como enfrentar essa questão.

Fiquem com o texto/depoimento de Tico Santa Cruz.

Fiquem com Deus também!

Eu lido com a ideia do suicídio desde a adolescência. Fantasio essa morte. Perdi a conta de quantas vezes só me faltou coragem para ir adiante. Os motivos sempre foram dos mais variados. Não sofri Bullying na escola, na minha época o Bullying não tomava as proporções que a internet potencializou. Minha questão estava relacionada com a sensação de rejeição que eu sentia por parte das pessoas próximas. Da incompreensão. Da não aceitação da minha maneira de ver o mundo de viver a vida. Dos conflitos intermináveis que vivi dentro da minha casa com minha família. Do sentimento de que esse lugar aqui é hostil demais para mim.

Lembro quando sentei na janela do prédio onde morava e fui vasculhando cada espaço entre os miolos do meu cérebro para encontrar o impulso que desse fim ao meu sofrimento. Não consegui. Me senti um covarde.

Eu me imaginava fincado na grade de segurança do prédio. No fundo eu queria me vingar do mundo, das pessoas.
À medida que fui crescendo, o pensamento nunca deixou de frequentar minha mente. Nos momentos mais complicados, e não foram poucos, só essa saída me parecia viável.

Não quero expor outras pessoas, mas fiz contato com o suicídio ou a tentativa dele por gente que eu amo muito, algumas vezes.
Quando comecei a fazer sucesso como artista, você pode imaginar que a realização do meu sonho me daria milhares de motivos para continuar a viver. Eu tive um filho e uma companheira forte e corajosa. Mas o contato com o outro lado da cortina – os bastidores – me revelou ainda mais farsas, falsidades, mentiras, egocentrismos, vaidades, manipulações e muitas limitações.

Isso me conduziu a um quadro de depressão e ansiedade. Comecei a ter crises de pânico diante de tantos compromissos, noites sem dormir, pequenas pressões, brigas, desgastes infinitos.

Quando tudo isso atingia o meu limite, começava a buscar novamente minha saída de emergência.

E fantasiava cortando os pulsos numa banheira, entupido de remédio e álcool para não sentir dor.

É o desespero. A falta de esperança. A falta de caminhos, perspectivas e a dificuldade de buscar outras formas de resolver as questões que mais inflamavam minha existência.

Ainda está aí?

Foi então que resolvi procurar uma terapia. Era isso ou a morte. Porque eu já sentia que estava bem perto de conseguir concretizar meu objetivo.

E encurtando um pouco outros episódios, foi que comecei a administrar meus fantasmas e meus anseios mais obscuros.

Sim!!! Foi a terapia quem me salvou. Foram os dias e dias, semanas, meses, anos de uma rotina terapêutica com a ajuda de uma especialista, que soube me conduzir a um encontro comigo mesmo que me ensinou a domar e lidar com essa questão.

Até hoje tenho meus pensamentos suicidas! Não sei… É algo que de fato está presente na minha cabeça. Contudo estou muito mais preparado para lidar com eles. E nunca tive vergonha de pedir ajuda. Ajuda mesmo!

Nestes três anos que se passaram onde eu entrei no olho do furacão dessa loucura que virou a questão política do Brasil, tive minha imagem exposta de diversas formas horríveis. Fui humilhado, bloqueado em meu trabalho, acusado de receber dinheiro que nunca recebi, rejeitado, apontado, ofendido, difamado, inclusive pelos meus próprios fãs. Exposto a linchamentos públicos por pessoas que considerava meus amigos. Minha família foi AMEAÇADA de morte, recebi milhares de mensagens de ódio com conteúdos absurdamente doentios. Vi tudo que eu havia construído com muita dedicação e amor, ser atingido por todo tipo de ataques.

Só que eu já me conhecia bem. A Terapia me deu todas as armas que eu precisava para lutar contra esse caos.

Você não tem a menor ideia do que é ser uma pessoa pública, um artista, e se ver diante de tanto ódio e tanta exposição negativa.

Calhou também de eu ter optado por ficar limpo, não estar usando nenhuma droga nesse período. Porque a droga te mina, deixa sua cabeça mais fraca, te fragiliza, te dá paranóias. Então se eu estivesse usando drogas nesse momento que passei, certamente não teria conseguido segurar a onda.Teria dado um tiro na cabeça e resolvido tudo.

Porém, eu sou forte. Aprendi a ser forte! Encarei meus desafios de cabeça erguida. Continuo encarando. A ideia do suicídio ainda aparece para mim? Sim… Mas eu sei lidar com ela, graças a terapia.

Ver essa série que trata sobre o esse ponto tão delicado da existência humana, tem mexido muito comigo. Eu sei o que é aquilo ali, de forma diferente, mas sei. Me angustia profundamente. Eu choro sem querer. Me identifico. Lido com um turbilhão de sensações. Não consigo assistir mais de 2 capítulos seguidos. Ainda não terminei.

Mas me motivou a abrir essa parte da minha vida publicamente. Para dizer que apesar de tudo, vale a pena continuar vivendo e lutando contra meus monstros. Vale a pena seguir acreditando que seja possível vencer as barreiras, as rejeições, o ódio, e todo esse cenário de medo e desespero que estamos vivendo.

Tenho razões claras para dizer a você que assim como eu já pensou ou já chegou bem perto de dar fim a própria vida. Procure ajuda! Lute! Não desista!

A gente está aqui para aprender e o sofrimento nos ensina muito! A maturidade vem. É possível seguir!

Acredite em mim.


por Nonato Reais

Como personagem, Pantera caberia em qualquer trama novelesca do saudoso Dias Gomes. Era fitá-lo e se lembrar do Bataclã, o famoso bordel de “Gabriela Cravo e Canela”, repleto de mulheres “de vida fácil” e de homens “com a vida ganha”, que driblavam o tempo se divertindo entre copos de cerveja e o vértice de um belo par de coxas. Tornou-se meu amigo no dia em que, de posse de um passe livre, entrei no ônibus que ele dirigia e lhe exibi o distintivo.

Ele olhou-me dos pés à cabeça e depois indagou: “Meu filho, tu é irmão do Tina?”, ao que respondi prontamente: “sou primo!”. Ele abriu um sorriso largo e completou: “Então pode entrar, que parente do Tina é meu também”. Depois orientou-me a guardar o documento que, como agente de trânsito, dava-me o direito de andar nos coletivos sem pagar passagem. “Isso pra mim não vale nada. O que conta mesmo é a sua ligação com o Tina”.

Era mulherengo até a alma. E também temido. Contavam que ele tinha as “costas quentes” com o dono da empresa de ônibus na qual trabalhava, de quem, mais do que motorista, atuava mesmo como capanga, ou chefe da cabroeira. Se era verdade ou não, nunca ficou provado, mas ele vivia a alardear os laços de afeto com o patrão. “É meu chapa”. Chegava à empresa sempre atrasado.  “Não tenho hora para trabalhar. Se o chefe precisar de mim, sabe que pode me acordar até no bordel, que eu já saio de lá voando”.

Ser amigo de Pantera era um privilégio e também uma segurança. Privilégio, porque, quando gostava do sujeito, dava a vida por ele. Segurança, por razões lógicas. Ninguém seria besta de se meter com gente dele. Nosso ponto de encontro era o Recanto da Luz Vermelha, onde o tratavam como lorde. Ali batia ponto geralmente após as 22 horas. Chegava e já encontrava a melhor mesa reservada, com as melhores garotas e os tira-gostos especiais.

Se me via já batia com a mão, ordenando-me para que lhe fizesse companhia. Daí para frente era por conta dele: bebida, comida, mulheres. “Meu filho, aqui tudo é nosso. Pode deitar e rolar”. Às meninas selecionadas para tomar parte ma mesa, apresentava-me invariavelmente como “o primo do Tina”. “Esse aqui é gente nossa. Cuida dele como se fosse meu filho”, dizia para as meninas que se aproximavam de mim.

O cara metia medo pelo porte físico. Tinha quase dois metros de altura, braços de pugilista. Não bastasse, andava com o peito estufado, como a chamar para a briga o primeiro que se metesse no seu caminho. Mas era um pé de valsa. Quando ia para o meio do salão acompanhado de uma dama, de tão leve parecia levitar, e entre passos e rodopios ocupava o salão de ponta a ponta, para o êxtase da plateia que o acompanhava admirada.

Eu presenciei poucas e boas com Pantera. Numa delas, ele salvou a pele do meu primo, literalmente. Foi uma noite em que, liso (como de costume), Tina decidi passar a noite com uma garota recém-saída do casamento, mas com quem fizera “amizade” e dela se tornara cliente preferencial. Já no quarto, surge do nada um sujeito com uma faca em punho, dizendo-se marido da garota, e parte para o ataque a Tina que, lívido de medo, começou a correr em volta da cama e a berrar por socorro. Pantera meteu o pé na porta, agarrou o agressor pelo colarinho e o arrastou até a saída do bordel, arremessando-o no meio da rua, como quem joga fora um saco de lixo. “Vá-se embora e não torne a perturbar o sossego deste recinto, porque da próxima eu te corto os ovos!”.

De outra feita, uma quarta-feira à noite, lá pelas 23 horas, eu saíra do Castelão, onde fora assistir ao clássico Moto X Sampaio, e por sorte dei de cara com ele ao volante. Sentei-me no primeiro banco da frente; dirigia risonho na companhia de uma garota que sentara no capô do veículo. Alguém pediu parada e ele, envolvido no clima de paquera, passou pelo ponto batido.

O cara reagiu irado. “Presta atenção, meu! Você fica aí de conversê e esquece de suas obrigações”. Pantera, que nunca engoliu sem mastigar, não deixou por menos. “Amigo, você está com ciúme dela ou de mim?”. Em resposta o sujeito sacou um “três oitão” e, arma engatilhada, desafiou-o. “Fala de novo, fala!” Na maior calma do mundo, repetiu: “Você está com ciúme dela ou de mim?”.

A distância de um para outro era de apenas um metro. Postado logo atrás deles, vi quando a mão que se segurava a arma começou a tremer. Depois, aproveitando que o ônibus havia parado, em atendimento aos passageiros que berravam desesperados, o agressor desceu do veículo e foi se afastando, sempre com o revolver em punho, até desaparecer do nosso campo visual.

Mais tarde, já refeito do choque, fui ter com Pantera que, alegre, tomava uma cerveja num bar próximo à parada final do ônibus. “Eu não sei se louvo a tua coragem ou se maldigo a tua loucura. Como é que você, indefeso na direção de um ônibus, afronta um cara com a arma apontada para ti à queima roupa?”. Ele bebeu o que restava da cerveja no copo e respondeu: “Nonatinho, pau de fogo não ficou pra qualquer um. Aquilo é um bunda mole. Eu conheço cara de tambor que amanhece”. Depois completou: “Ele teve foi sorte que hoje esqueci meu trabuco em casa. Mas o dia dele chega, deixe estar”.


Visão que orientou movimentos de centro-direita que derrubaram Dilma agora está sendo absorvida por políticos tradicionais em busca de sobrevivência

Ludwig von Mises, pensador liberal cuja obra voltou à tona no pós-PT

por Ramón Hernandez, Administradores.com

A história é cíclica, meus amigos. Por isso precisamos estudá-la, não só na escola, mas durante toda a vida. Para não repetirmos os erros e tomarmos melhores decisões. No Brasil, no campo político, o ciclo costuma se completar numa velocidade consideravelmente rápida. Não sou cientista político para apontar as causas, mas me arrisco a dar um palpite sugerindo pelo menos uma: a não resolução dos nossos problemas.

O Brasil tem muitos desafios a serem superados e se eu fosse listá-los aqui passaria um dia inteiro e talvez não concluísse. Atenhamo-nos, entretanto, aos principais: desigualdade social, pobreza extrema, infraestrutura pública deficitária, serviços de saúde precários e violência.

Em todos os níveis de governo, projetos de esquerda e de direita deixaram legados positivos na busca por resolver esses problemas. Mas é visível para qualquer um que as dificuldades persistem. Melhora um índice aqui, outro ali e no ano seguinte despenca tudo de novo.

O cidadão é relativamente paciente e costuma dar oito anos para um gestor tentar resolver os problemas. Se não resolve, um grupo adversário é levado ao poder para tentar fazer do seu jeito. Não consegue e aí cede o lugar novamente.

Essa é a essência da democracia, afinal. Onde mora o perigo, então?

O marketing da onda

Em momentos de fraturas mais severas, a polarização ideológica costuma se acentuar. Isso não é exclusividade do Brasil. Acontece em todo canto. É uma cisão que, geralmente, coloca em uma posição desfavorável quem tinha o controle do estado e, portanto, a visão que o conduzia.

Foi por isso que logo após a derrubada de ditaduras civis-militares de centro-direita na América Latina e em alguns países da Europa quase todos os partidos criados tinham no nome alguma referência a pensamentos que iam do centro à esquerda: socialista, liberal, social-democrata, comunista, verde, trabalhista etc. Isso não significou, necessariamente, que os políticos e propostas defendidas na prática estavam alinhados com os nomes das siglas. Só o fizeram porque era a “onda” do momento. E políticos fisiológicos, que temos aos montes, sempre acompanham a onda.

Hoje vivemos um momento diferente: as esquerdas na América Latina e na Europa, assim como as direitas que reinaram entre os anos 1970 e 1990, perderam a capacidade de continuar no poder e têm sido derrubadas de diferentes maneiras, pelo povo ou pelo establishment. O que cria uma nova “onda”, que traz para o centro das atenções ativistas e propostas legítimas, baseadas em ideias contrárias às que estavam no poder até pouco tempo. Mas também traz alguns lobos espertos que vão tentar se passar por cordeiros vestindo a pele do momento: o discurso liberal.

Semana passada vi uma propaganda política na televisão que me chamou atenção. Só havia jovens falando, defendendo maior participação das pessoas na política, liberdade econômica, apoio ao empreendedorismo, uso de plataformas digitais para acompanhar o trabalho dos agentes públicos, entre outras coisas. E a todo momento se apresentavam como “Livres”, uma nova força na política brasileira.

O discurso me cativou a ponto de me fazer parar para assistir a uma propaganda política até o fim. Mas, no fim, a verdade: aquela era apenas uma maquiagem de um partido nanico tradicional, criado em 1994, que até hoje orbitou outras legendas que estiveram no poder, sem propagar uma ideologia muito clara, e agora mudou o nome de PSL para Livres.

Eles não são os únicos. Muitos políticos trocaram de legenda nos últimos anos tentando se desvincular de uma imagem mais à esquerda à qual estavam associados. Figuras que nunca falaram em liberalismo ou não davam tanta ênfase ao tema agora adotaram o assunto como palavra chave em seus discursos.

Partidos apartidários

A tendência a tirar o P do nome é outra que ganhou força e em breve nenhum partido político deverá ter Partido no nome. E isso acomete não só os que tentam adotar uma imagem de liberais, mas também os de cunho socialista. Primeiro, pela rejeição da população aos partidos, que cresceu fortemente desde os protestos de 2013. Segundo, pelo ar de “movimento” que esse outro padrão de nome costuma conferir. No Brasil, especula-se que até o PT pode mudar de nome.

Já temos, por hora

– Democratas (DEM), que já foi PFL e cujas origens estão na Arena, partido que deu sustentação aos regimes militares;

– Rede, de Marina Silva;

– Novo (esse é novo mesmo);

– Livres, que na verdade é o PSL.

Estão em processo de formação

– Raiz (idealizado por políticos tradicionais da esquerda, como Luiza Erundina e dissidentes da Rede);

– Podemos (mesmo nome do movimento espanhol que levou milhões de pessoas às ruas há poucos anos e acabou virando um dos partidos mais fortes do país na atualidade). Mas, pelo que têm noticiado, o daqui é inspirado num homônimo da Venezuela, que é de centro-direita e faz oposição ao chavismo.

Fique atento. Tem muita gente séria, com propostas consistentes tentando promover transformações. Mas muitos dos lobos de sempre estão só trocando de pele.


Um estudo da London School of Economics, no Reino Unido, mostrou que estar em um relacionamento deixa as pessoas mais felizes do que ter seus salários dobrados

Amor traz mais felicidade que dinheiro? | Crédito: Shutterstock

Letícia Gerola, via Vida Simples

Dinheiro sobrando, promoção no emprego, aumento do salário… Tudo isso vale menos do que um relacionamento amoroso feliz? De acordo com a London School of Economics, sim: ter uma boa saúde mental e estar namorando trazem mais felicidade do que o dinheiro. pesquisa analisou as respostas de 200 mil participantes da pesquisa distribuídos entre Austrália, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.

Os fatores que mais influenciam a sensação de bem-estar estavam entre as perguntas respondidas pelas pessoas. De acordo com os resultados, sofrer de depressão ou ansiedade é o que mais impacta negativamente os participantes, enquanto ter um parceiro ou parceira foi o que mais aumentou sua felicidade.

Dinheiro x amor

Segundo o estudo, em uma escala de um a dez, dobrar o salário de alguém eleva sua felicidade em menos de 0,2. Estar em um relacionamento, por outro lado, triplicou esse número: elevou a felicidade em 0,6. Um dos autores do estudo, Richard Layard, destaca que os resultados do estudo apontam para uma função do Estado:: ao invés de focar em geração de riqueza, apostar em geração de bem-esta


Posso estar enganado, mas vai ficando a impressão de que tivemos um Natal mais pobre neste ano de 2016. Pobre em vários sentidos, não somente do ponto de vista econômico.

O espírito natalino, porém, é mais forte do que qualquer crise por mais brava que seja.

É que o Natal tem a força do amor e o dom de apaziguar corações.

Sempre digo que esse período do ano é quando a gente está mais leve, mais sensível e menos disposto a gastar energia com coisas que fazem mal à vida.

Confesso que desde que a vida deixou a minha mãe, meu Natal nunca mais foi o mesmo.

Lá na casa dos meus pais celebrávamos o nascimento do Menino Jesus em toda a sua plenitude. Quase sempre “pegávamos o sol com a mão” entre familiares e amigos que vinham de todo canto.

De lá pra cá muita coisa mudou.

Minha mãe não está mais aqui; meu pai casou novamente; dos sete filhos só eu e mais duas irmãs casaram; Júnior, quem diria, agora também resolveu casar e criar juízo;  Muitos amigos de infância já não moram mais na Cohab; outros já se foram para o andar de cima, infelizmente – que Deus aguarde as almas de Alex “Pretinho” e de Dominguinhos; enfim…

Natal também é tempo de reflexão. Tempo de balanço do ano que finda e de planos para o ano que chega.

2016 foi um ano, digamos, muito complicado para mim. Um ano que não vai ter como deixar de ficar na minha memória, tanto do ponto de vista positivo quanto negativo.

Claro, lógico e evidente, que jogarei na lixeira aquilo que me fez mal, pois não vale a pena ficar venerando acontecimentos que nos deixam ruins, pra baixo. Vou valorizar apenas aquilo que me fez bem e que deverei repetir em 2017 de forma mais proveitosa.

E como sou um otimista quase patológico, tenho certeza que o ano de 2017 será muito, mais muito melhor para mim e para todos nós. Aliás, sempre acho que o ano novo será bem melhor, mais feliz e mais próspero que o ano velho.

Blog do Robert Lobato deixa aqui o seu Feliz Natal para todos os leitores amigos, os críticos e também para os “malas”, que perdem tempo achando que me tiram sério com seus comentários “bulinadores” (Rsrsrs).

Que Deus abençoe a todos!


A morte não me assusta, pelo contrário, me fascina.

Fascina pelos seus mistérios, principalmente quanto a saber o que encontraremos além-túmulo.

Mas, o objetivo deste post não filosofar sobre  la madre muerte, como dizem os mexicanos.

É que numa conversa com um velho amigo surgiu a a pergunta sobre quem choraria com a nossa morte e como nós, já em outro plano, encararíamos o sofrimentos de entes e amigos, além dos deboches dos nossos desafetos.

Parece bobagem, né? E é! Mas, aquele que nunca conversou sobre bobagens que atire a primeira pedra.

A conversa começou com a seguinte pergunta feita pelo meu amigo.

“Bob, que você acha que vai chorar e lamentar a sua morte”?

“Amigo, com certeza meus familiares, filhos, irmãos chorariam por mim”, respondi na bucha.

“E a tua esposa, rapá?”, perguntou novamente.

“Acho que também choraria, mas sabe como é, né?, laços de sangue doem mais nessas horas”, respondi sorrindo.

O amigo disse que, se pudesse, faria um acordo com Deus para morrer só pra ver quem choraria, vibraria ou o xingaria depois de morto, pois achava que até muitos dos seus familiares falariam mal dele, principalmente a minha ex-mulher”, assegurou. espanto

Faz sentido. Há muita falsidade, mesmo quando o assunto é a morte.

Uma senhora lá na Cohab, dona de um bar muito frequentado pela “vagabundagem”, não pode saber de uma morte no bairro que corre para o velório do infeliz. E a conversa dela é sempre a mesma: “Mas era tão boa pessoa, todos gostavam dele, coitado. Vai deixar saudades”. O cara podia ser o maior traste do pedaço, mas depois morto vira uma “boa pessoa” para essa senhora. risos

Já um outro senhor, também dono de bar – na Cohab é que mais tem – já é mais realista em relação à personalidade de quem partiu desta para melhor.

Para ele, se o cara é bom merece o respeito, do contrário não se pode negar o que o sujeito foi aqui na terra.

Certa vez, por exemplo, um conhecido nosso morreu e só fui tomar conhecimento depois de dois, três dias ocorrido. Então, quando cheguei no bar desse amigo, disse mais ou menos assim: “Compadre, seu fulano partiu. Gostava daquele sacana, um cara legal”.pensativo

No que ele respondeu: “Legal de quê, meu compadre? Aquilo era um ordinário. Foi em boa hora”espanto2

Confesso que não consigo ser tão duro com que já morreu por mais que finado tenha sido um “vagabundo” em vida. É que costumo dar “imunidade póstuma” a que já se foi. Se tiver de falar mal prefiro fazê-lo quando o ordinário, como diz meu compadre, está vivinho da Silva.

Após a conversa com meu amigo fiquei imaginando: o que irão dizer os amigos e desafetos quando a vida deixar Bob Lobato

Galera, fiquem à vontade, pois depois de morto já nada mais me interessa.

E ainda posso, lá de cima, dar boas gargalhadas das esculhambações de vocês aqui embaixo.risos

Um bom Dia de Finados para todos.


“Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto”

renatoTenho certeza que ele acharia esse título pra lá de demodê. “Afinal, amar ao próximo é tão demodê” (Baader-Meinhof Blues)

Não poderia deixar terminar o outubro sem fazer um tributo a Renato Russo no mês em que se rememora os 20 anos que a vida o deixou : “Se fosse só sentir saudade; Mas tem sempre algo mais, seja como for; É uma dor que dói no peito.” (Angla dos Reis).

Renato Russo faz eu lembrar de tempos perdidos e depois relembrar e reencontrar-me com tempos achados: “Desenho toda a calçada; acaba o giz, tem tijolo de construção” (Giz).

Renato não só marcou gerações. Ele foi a própria geração! Se foi a geração “Coca-Cola” não sei, mas foi uma geração que o amou e até hoje o idolatra. Somos os filhos da revolução; Somos burgueses sem religião; Somos o futuro da nação; Geração Coca-Cola”. (Geração Coca-Cola)

Quando descobri o significado do amor foi com a Legião. Aliás, um descobrimento bobo mas, como todo descobrimento, fascinante e lindo. ‘Lembra que o plano era ficarmos bem?- Olha só o que eu achei: Cavalos-marinhos”. (Vento no Litoral).

O ano é 1992. Eu, em Brasília, ao lado de vários companheiros de luta do movimento estundantil, lutando pela aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Momento rico e inesquecível ao lado de Ulisses Guimarães, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes, Artur da Távola… “Nas favelas, no senado; Sujeira pra todo lado; Ninguém respeita a constituição; Mas todos acreditam no futuro da nação”. (Que país é esse).

A Legião Urbana foi muito mais que uma banda de rock dos inesquecíveis anos 80.

A Legião foi, e é,  uma espécie de religião! Uma religião sem deus, apenas com um apóstolo chamado Renato Russo que nos deixou sutis e profundos ensinamentos de como o ser humano pode ser feliz e infeliz ao mesmo tempo. “Sexo verbal não faz meu estilo; Palavras são erros, e os erros são seus; Não quero lembrar que eu erro também; Um dia pretendo tentar descobrir porque é mais forte quem sabe mentir; Não quero lembrar que eu minto também”. (Eu sei).

Cazuza, outro ‘monstro’ dos anos 80, escreveu e cantou que os “meus heróis morreram de overdose; Meus inimigos estão no poder”. Certíssimo o também saudoso Cazuza.

Mas, acho eu, que Renato Russo foi mais profundo quando lembrou: “Não sou escravo de ninguém; Ninguém, senhor do meu domínio; Sei o que devo defender; E, por valor eu tenho; E temo o que agora se desfaz” (Metal Contra as Nuvens).

Aos nossos filhos não é “Pais e Filhos” que Renato deixou um recado para nós que arriscamos deixar herdeiros neste mundo desgraçadamente infeliz. O recado para quem deseja ter filhos está bem aqui: “Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?; E quem irá dizer que não existe razão?; E, mesmo com tudo diferente; Veio mesmo, de repente; Uma vontade de se ver; E os dois se encontravam todo dia; E a vontade crescia; Como tinha de ser” (Eduardo e Mônica).

Sobre a violência urbana, realidade nossa de cada dia, Renato Russo poetizou no que pode ser uma das maiores obras-primas da sua genialidade. “Quando criança só pensava em ser bandido; Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu; Era o terror da cercania onde morava; E na escola até o professor com ele aprendeu; Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro que as velhinhas colocavam na caixinha do altar” (Faroeste Caboclo).

Será? Será? Será, não! Com certeza Renato Russo descansa, se é que descansa, nos céus que onde está Cazuza, Cássia Eller, Bob Marley. Michael Jackson, Kurt Cobain, Amy Winehouse, Jimi Hendrix, Elvis Presley e tantos outros, tal como ele, achavam que não eram daqui. “Quero me encontrar, mas não sei onde estou; Vem comigo procurar algum lugar mais calmo; Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita; Tenho quase certeza que eu não sou daqui” (Meninos e Meninas).

Renato Russo não foi só um poeta. Renato foi um filósofo, um filósofo da sua geração e, tal com esses filósofos que se eternizam pelo que nos ensinaram, virou um mito, uma bandeira para todos que se recusam a viver só por viver. “Tenho andado distraído; Impaciente e indeciso; E ainda estou confuso; Só que agora é diferente; Estou tão tranquilo
E tão contente”. (Quase Sem Querer).

Vida longa a Renato Russo. Sim! Vida longa porque exemplares da raça humana como ele não morrem jamais! “Se fiquei esperando meu amor passar; Já me basta que estava então longe de sereno; E fiquei tanto tempo duvidando de mim; Por fazer amor fazer sentido; Começo a ficar livre; Espero, acho que sim; De olhos fechados não me vejo; E você sorriu pra mim” (Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar).

E assim termino este post em tributo a quem foi um dos maiores letristas, poetas e filósofos de todos os tempos: Renato Russo: “Sexo verbal não faz meu estilo; Palavras são erros, e os erros são seus; Não quero lembrar que eu erro também. (Eu Sei).

Valeu, Renato Russo! Valeu Legião Urbana.

“Se fiquei esperando meu amor passar; Já me basta que então; Eu não sabia amar e me via perdido e vivendo em erro; Sem querer me machucar de novo; Por culpa do amor. Mas você e eu podemos namorar; E era simples: Ficamos fortes; Quando se aprende a amar o mundo passa a ser seu; Quando se aprende a amar o mundo passa a ser seu” (Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar).

“Dissestes que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes; Teu grito acordaria não só a tua casa; Mas a vizinhança inteira (Há tempos).pensar


“O dia do benefício é a véspera da ingratidão” (Provérbio português)

São sete os chamados “pecados capitais”: gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e orgulho/vaidade.

Esses pecados foram criados pela cristandade como atitudes humanas contrárias às leis divinas, e, segundo a tradição, foram definidos pela Igreja Católica, no final do século VI, durante o papado de Gregório Magno.

Em 2008, o Vaticano fez uma espécie de atualização da lista incluindo os novos pecados capitais da sociedade contemporânea. Temas como drogas, agressão ao meio ambiente, experimentos científicos com células-tronco, injustiça social e até agravamento da pobreza pela sociedade capitalistas passaram a integrar a moderna relação dos pecados mortais.

Contudo, sempre achei que a ingratidão deveria ser considerada um pecado capital, inclusive podendo constar como a oitava transgressão ética, moral e mesmo espiritual.

A ingratidão fere, machuca, angustia e maltrata de quem dela é vítima.

Não se trata apenas de uma quebra de confiança, mas de uma covardia pagar com a ingratidão alguém que nos fez algum benefício independente de ser material ou não.

Ela, a ingratidão, pode se dar de várias formas, podendo ser agressiva ou mesmo sutil.

Não se pode confundir ingratidão com o simples ato de não reconhecer um favor que alguém fez por nós. Não. A ingratidão é terrivelmente cara porque é sentimento que ignora a quem fez o bem a nosso favor, quem nos deu oportunidade em algum momento da vida, um ombro amigo que seja, um conforto solidário quando mais se precisou, enfim, é de ferir a alma o ato da ingratidão.

Temo a ingratidão.

Seja sendo vítima dela, seja o risco de praticá-la contra alguém.

Fiquemos, então, sempre vigilante ao ardil desse oitavo pecado capital.

Um excelente domingo e uma ótima semana a todos.


Por Paula Abreu

O bem e o mal são formas que a consciência pode escolher assumir em um determinado momento. Diferentes níveis de consciência resultam em diferentes definições de bem e de mal. Assim, podemos interpretar que o mal depende do nível de consciência de cada pessoa. O que define quem vai agir de forma boa ou má são justamente as escolhas que esse indivíduo faz. Mas é importante saber e aceitar que, ainda que você tenha crescido sob forças externas que moldaram suas escolhas na direção do bem, o potencial para o mal também vive em você, em algum lugar. Ainda que como uma sombra, algo que você finge que não existe, reprime ou varre para debaixo do tapete.

Existem algumas condições que facilitam a liberação das energias da nossa sombra: a remoção do senso de responsabilidade, o anonimato (alô, internet!), um ambiente desumanizador, exemplos de mau comportamento dos colegas, níveis rígidos de poder, preponderância do caos e da desordem, impunidade, isolamento e a mentalidade de “nós” versus “eles”. Na presença dessas condições ou das circunstâncias adequadas (na verdade, inadequadas), a sombra de qualquer um, inclusive a nossa, se exterioriza.

O desafio para quem trilha um caminho de espiritualidade – e para qualquer pessoa – é aplicar compaixão e amor nas situações difíceis, de violência. Normalmente, elas fazem o amor se contrair, se transformando em medo e ódio. Diante do mal, nos sentimos impotentes, porque não podemos resolver esse problema em grande escala. Essa sensação de impotência gera em muitos o sentimento de que o bem não vai vencer. Mas, para lutar contra o mal, precisamos olhar para ele com interesse, e não horror. Quando o mal começa a acontecer em massa (como temos visto em tantos conflitos no mundo), pessoas cujas escolhas costumavam em geral pender para o bem agora começam a participar dos elementos do mal.

Quando a sociedade começa a acreditar que todos os problemas estão sendo causados por “eles” (versus “nós”), os “intrusos”, aí, sim, o mal começa a se propagar ainda mais depressa. Porque, mesmo  na ponta em que deveriam estar as pessoas mais “conscientes” e, portanto, mais inclinadas a tomar decisões na direção do bem, começam a se multiplicar as forças e circunstâncias que moldam as decisões que pendem para o mal. O resultado é que nossa capacidade de escolher com mais consciência fica prejudicada. Enquanto acreditarmos nos elementos do mal, manteremos ativa a nossa participação nele.

Você também está fazendo escolhas que pendem para o mal ao não se sentir responsável, ao se aproveitar do anonimato na internet, ao seguir a onda dos outros sem muita reflexão, e ao ver a situação como uma guerra de “nós” versus “eles”.

Se você acredita na raiva “inofensiva” (aquele comentário odioso no Facebook, sabe?) e no julgamento dos “outros”, você está, sim, participando nos elementos do mal.

E, agora que você está consciente disso, repense a sua escolha.


Não se trata, naturalmente, de combater as doutrinas do islamismo naquilo que elas têm de bom e saudável para a espiritualidade dos seus seguidores e mesmo para os que professam outra fé. O que urge é derrotar o terrorismo, fanatismo e fundamentalismo de grupos que não estão dispostos a viver e conviver num mundo com pluralidade política e religiosa.

O mundo todo está sob ameaça de grupos extremista ligados à fé islâmica,

Não se trata apenas do famigerado Estado Islâmico ou Isis, que é apenas o mais desgraçadamente famoso grupo fundamentalista do momento. Há muitos outros entre organizações orgânicas bem estruturadas e células menores, mas não menos importantes, espalhadas em escala global, inclusive em todo o continente americano.

Ninguém e nada está a salvo. Indivíduos, empresas, povos e nações inteiras se tornaram alvos planejados ou aleatórios de meliantes que topam virar bombas ambulantes com objetivo de matar inocentes tão somente porque os seus gurus espirituais garantem que, após o martírio, irão para um paraíso de campos verdes onde palácios feitos de pérolas com 70 belas virgens estão a espera deles com sexo, comidas e bebidas fartas.

Esta promessa fanática é usada pelos líderes radicais islâmicos para estimular os seus anjos satânicos a matar e praticar todo tipo de carnificina contra os “infiéis”. O curioso é que não se tem notícias de que algum alto clérigo do islã se autodetonou com bombas tal como os tais “soldados” do Isis, por exemplo, o fazem.

A humanidade não pode aceitar que essa cultura violenta promovida pelo fundamentalismo islâmico se consolide no mundo; o conjunto das grandes religiões da história deve repudiar e combater essa prática diabólica de alguns matarem em “nome de Deus”; as potências mundiais têm que agir com rigor para ao menos neutralizar o crescimento de grupos, facções, células etc., de grupos terroristas nos quatro cantos do planeta.

Não se trata, naturalmente, de combater as doutrinas do islamismo naquilo que elas têm de bom e saudável para a espiritualidade dos seus seguidores e mesmo para os que professam outra fé. O que urge é derrotar o terrorismo, fanatismo e fundamentalismo de grupos que não estão dispostos a viver e conviver num mundo com pluralidade política e religiosa.

O mundo civilizado não pode ficar refém do terror dos anjos satânicos de Maomé tipo o franco-tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, motorista de caminhão que assassinou 84 pessoas, incluindo muitas crianças, em Nice, na França.

Basta!