FRASE DO DIA

Pretendo ser candidato ao Governo do Maranhão pelo PSB e com apoio do PSDB.

(Roberto Rocha)

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Achava que já havia recebido mensagem de “Feliz Dia do Amigo” no primeiro semestre deste ano, tanto que usei o meu Twitter para questionar quantos “Dia do Amigo” são comemorados durante o ano. Foi quando o jornalista e blogueiro Gilberto Léda respondeu meu tuite: “Todo dia é dia do amigo, amigo. Parabéns pra vc. Amigo de fé”.

Comemora-se hoje, 20 de julho, segundo os entendidos, o Dia do Amigo.

O assunto é um dos mais badalados na redes sociais, incluindo, claro, os grupos de WhatsApp, que têm de tudo um pouco: desde mensagens sérias de afeto por este dia, como as inevitáveis zoeiras – gostei de uma mensagem que me enviaram com Dilma e Temer desejando ‘Feliz Dia dos Amigos’  😀

“Amigo é coisa pra se guardar, do lado esquerdo do peito” (Milton Nascimento). É verdade! Só que está cada vez mais difícil se encontrar amigos de verdade que mereçam ser guardados em tão especial lugar.

Velhos amigos se perdem no tempo, outros aparecem e ganham a nossa admiração, respeito, carinho, enfim, a nossa amizade. E se é tão difícil encontrar verdadeiros amigos, mas ainda é manter uma amizade duradoura sem que a relação amigável acabe se desgastando porque interesses outros contaminam algo que era inicialmente despretensioso do ponto de vista material, por exemplo.

“Eu quero ter um milhão amigos e bem mais forte poder cantar” (Roberto Carlos). Foi-se o tempo dos milhões de amigos cantado pelo rei da nossa MPB. Nesse mundo de cão, no máximo um, dois ou três podem ser realmente ser elevados à nobre condição de amigo.

“Somos amigos, amigos do peito, amigos de uma vez; Somos amigos, amigos de vocês” (Turma do Balão Mágico).  Nem a amizade inocente de Simony, Jairzinho, Tob, Mike e Fofão sobreviveu com o passar o tempo, imagina a dos milhões de fãs que eram os “baixinhos” daquela saudosa época…

Achava que já havia recebido mensagem de “Feliz Dia do Amigo” no primeiro semestre deste ano, tanto que usei o meu Twitter para questionar quantos “Dia do Amigo” são comemorados durante o ano.

Foi quando o jornalista e blogueiro Gilberto Léda respondeu ao meu tuite: “Todo dia é dia do amigo, amigo. Parabéns pra vc. Amigo de fé”,

A mim, coube concordar com o meu bom e inteligente amigo Gilberto Léda.

Valeu, Gil!

Feliz Dia do Amigos a todos os amigos!

E amigas, lógico!!!  😀


A editora Lago de Histórias, do Rio, acaba de abrir inscrições para selecionar novos autores infanto-juvenis

Editora carioca abre inscrição para seleção de novos autores | Crédito: Shutterstock

via Vida Simples Digital

Escrever para crianças é um sonho de muita gente. Mas a jornada para publicar um livro nem sempre é fácil. Para quem quer seguir por esse caminho e se colocar no mundo como escritor de obras infanto-juvenis, a editora carioca Lago de Histórias acaba de abrir inscrições para a sua primeira seleção de originais nessa categoria: infanto-juvenil.

Os participantes devem ter, no mínimo, 18 anos, e os textos para análise – até dois por pessoa – precisam ser inéditos e não podem ter sido publicados em meios de comunicação (revistas, jornais) ou mesmo nas mídias sociais (facebook, instagram etc).

O processo seletivo será realizado através de inscrição on-line e pagamento de uma taxa para cada texto inscrito. Todos os trabalhos serão submetidos à avaliação de até quatro escritores e jornalistas, além de professores de Letras e um integrante da editora Lago de Histórias. A seleção vai até o dia o dia 4 de setembro de 2017 e os escolhidos, com possibilidades de publicação (ao todo, três autores) em 2018, serão anunciados no dia 29 de dezembro de 2017.

Inscrições pelo contato@lagodehistórias.com.br.


Os momentos mais difíceis e de profunda tristeza nos oferecem uma chance de olhar para dentro e buscar a nossa transformação. 

Crédito: Vida Simples Digital

Paula Abreu, via Vida Simples

Um dia comum, cinco anos atrás. Eu trabalhava tranquilamente no departamento jurídico de uma grande multinacional de petróleo e gás. Era um dia como outro qualquer, e eu não fazia a menor ideia do que estava por acontecer. Horas depois, meu chefe me chama. Avisa que a empresa estava passando por uma reestruturação e algumas vagas estavam sendo extintas. E a minha era uma delas. No mesmo momento, tive que entregar a chave do carro da empresa que eu usava, o laptop, o blackberry. Uma amiga recolheu alguns pertences meus e colocou na minha bolsa, e me entregou tudo na sala de reunião onde eu estava sendo demitida. Sim, eu nem sequer voltei mais à minha mesa. O resto das minhas coisas seria entregue em uma caixa alguns dias depois, na minha casa. Recebi um voucher para poder ir embora de táxi. Lembro da sensação daquele momento como se fosse hoje: um alçapão se abrindo sob meus pés e meu coração caindo, caindo, caindo… num poço sem fundo! (É, nesse dia eu descobri que há um lugar pior do que o fundo do poço!). Talvez você saiba do que eu estou falando… Já tive clientes e alunos que disseram ter sentido o mesmo ao ouvirem de seus maridos que queriam o divórcio, ou ao receberem a notícia da morte de alguém querido, ou no diagnóstico de uma doença grave. São instantes em que parece que deixamos de ser nós mesmos.

No instante da minha demissão, eu não era mais a minha versão advogada. No momento do divórcio você deixa de ser a sua versão “casada”. Na hora do diagnóstico de uma doença deixamos de ser a nossa versão “saudável”. As reações possíveis são inúmeras quando estamos nesses momentos de encruzilhada da vida. Eu poderia ter me revoltado. Xingado Deus (ou, no mínimo, o meu ex-chefe). Poderia ter me entregado ao desânimo e à desesperança. E, olha, se você me perguntar por que isso não aconteceu, não sei explicar. Mas tenho uma teoria. Hoje eu acredito que lá, no poço sem fundo, é o lugar onde vivenciamos o sofrimento na forma mais profunda que a alma é capaz de sentir. Mas, talvez por isso, é o lugar onde a graça se torna mais acessível. O poeta sufi Rumi escreveu que “a ferida é o lugar por onde a luz entra em você”. Há cinco anos, uma ferida profunda me abriu finalmente para uma luz infinita. Foi a partir daquela ferida que eu percebi que não queria mais trabalhar apenas para pagar contas e comprar coisas caras para impressionar pessoas. Percebi que trabalho sem se colocar a serviço do outro não valia nada. E isso mudou a minha vida. Se hoje você está em queda livre no poço sem fundo, está tudo bem. Agradeça. Se abra para a luz. Porque a escolha que você vai fazer agora – por mais difícil que pareça – é que vai definir a sua vida daqui a cinco anos.

PAULA ABREU é coach e autora do livro Escolha Sua Vida (Sextante). Seu site é escolhasuavida.com.br


Como saber qual o instante de seguir em frente e persistir ou de mudar a rota, os planos, o caminho das coisas

Crédito: Vida Simples Digital

Eugenio Mussak, via Vida Simples

Sabe aquela expressão: “Desistir não faz parte de meu vocabulário!”? Pois é, eu já ouvi muita gente boa dizer isso. E, mais de uma vez, fiquei pensando se tal postura significava uma grande força interior da pessoa, digna de respeito, ou denunciava uma teimosia pouco saudável e, neste caso, não merecedora de admiração. Eu mesmo já me vi nessa situação, o que me levou à reflexão sobre os limites. Até que ponto persistir é sinal de determinação e confiança, e em que momento ultrapassamos a linha da prudência e entramos na zona irresponsável daquela insistência que não resistiria ao argumento sólido da análise lógica?

Mas é a persistência que é exaltada. A desistência, jamais. Experimente passar os olhos pela seção de obras de autoajuda de uma livraria. Você vai encontrar uma imensa variedade de livros que louvam a persistência e a determinação. São milhares de depoimentos de mulheres e homens ilustres e também de desconhecidos que se tornaram heróis por sua capacidade de superar obstáculos e não desistir jamais. Verdadeiros legados da força de vontade. Longe mim – muito longe mesmo – diminuir o valor desses depoimentos. Todos sabemos que pessoas persistentes são valiosas, não só por suas realizações mas também por seus exemplos, afinal, a determinação, a persistência, a resiliência e a força de vontade são, sim, ingredientes essenciais das conquistas humanas. Mas a questão não é essa.

O tema em pauta é dar-se conta da diferença entre a persistência e a teimosia, o que, pode acreditar, é sutil como um suspiro. Esse assunto faz parte daquilo que eu costumo chamar de “efeito praia”. O que é isso? Bem, é uma metáfora que aprendi nos estudos da biologia, mais precisamente da ecologia. Segundo os estudiosos da área, há os biomas e os ecótonos. Bioma é um meio geográfico que tem formas de vida, como animais e plantas, bem adaptadas, em um ambiente bem definido, como florestas, campos e desertos. Já um ecótono é um meio de transição, que tem características de dois biomas, e se confunde com eles. A praia é um bom exemplo porque tem características do mar e do continente.

É uma transição, um meio de passagem, um híbrido, um nem lá nem cá. Pois há sentimentos que também são assim, estão meio lá meio cá, às vezes mais lá do que cá, ou vice-versa. E isso transtorna nossa vida, pode crer. Persistência é um desses estados. Afinal, tal qualidade humana pertence ao continente da força de vontade ou ao oceano da teimosia profunda? Como saber se nos salvaremos com glória ou nos afogaremos? Nos cursos de empreendedorismo esse assunto é tratado com bastante rigor. Empreendedores são pessoas destemidas que têm uma ideia e mobilizam meios para tornar realidade seus sonhos. Eles são fundamentais à economia e ao progresso. Costumam envolver diversas pessoas e apostar alto em um projeto, um sonho individual que vira objetivo coletivo.

Pois mesmo essas pessoas tão importantes à sociedade, quando se aventuram na selva do mercado carregando na mochila ideias, sonhos e determinação, rapidamente percebem que precisam de algumas armas para sobreviver, e uma delas é a estratégia. E faz parte dela considerar o momento de retroceder. As revistas especializadas em negócios costumam reforçar a importância de rever as estratégias e mudar os planos. Isso significa fazer diferente, desistir do que se pretendia e criar uma nova meta. Não há nada de errado nisso. É a aplicação da desistência a favor da conquista. Pode ser paradoxal, mas é disso que se trata. Tentar é necessário. Não conseguir é frustrante, mas faz parte da tentativa. Levantar a cabeça e seguir em frente é dignificante, reinventar-se é glorioso. E saber o momento de mudar de rumo é sinal de inteligência, mesmo que isso signifique desistir. Lembro de uma ocasião em que esse assunto foi discutido com profundidade.

O ano era 1984 e eu havia sido convidado para participar de um debate sobre a carreira de médico para um auditório de vestibulandos. Além de mim, mais dois debatedores, médicos conceituados. Um psiquiatra e um cirurgião. Os dois relataram suas experiências, as belezas e dificuldades da carreira, a missão de ser médico, a vocação, a relação com os pacientes, o confronto com a dor e a morte, a vitória da ciência sobre a doença. Relatos maravilhosos e entusiasmantes. Quando chegou minha vez, falei mais da construção de uma carreira, e das dificuldades que todas elas, naturalmente, têm, mas que podem ser enfrentadas com planejamento, muito trabalho e, acima de tudo, persistência. Foi quando um aluno se referiu a um fato que tinha ocorrido dias antes.

Estavam acontecendo as Olimpíadas de Los Angeles, e um feito tinha ganhado as manchetes do mundo inteiro. Uma maratonista suíça havia concluído a prova cambaleando, com evidente estafa física, puxando uma perna, com a cabeça pendendo para um lado e um ar de sofrimento extremo. Sua atitude foi louvada pela imprensa, como exemplo de persistência, de força superior, de verdadeiro espírito olímpico. Até hoje é, preste atenção. A resposta dos três médicos foi enfática. A atleta havia ultrapassado seus limites e tinha se colocado em grande risco de vida. Seu feito não devia ser louvado, e sim condenado como um ato de irresponsabilidade absoluta. Seu, de seu técnico e da própria organização da prova.

É difícil dizer, mas se ela tivesse que avançar mais uma centena de metros talvez tivesse uma lesão cerebral irreversível. Quem pode dizer que não? O filme Everest (2015) conta a história real da tragédia de uma expedição realizada em 1996. O alto preço da expedição, a rivalidade entre os guias de duas equipes e a insistência em não voltar mesmo diante do agravamento das condições provocaram várias mortes e mutilações. Maldita persistência, disse alguém. Desistir não é feio. Feio é não tentar. E mais feio ainda é não reconhecer que errou, que se enganou, que tem que mudar de planos, que pode mudar de ideia. Qual o problema? E na hora da dúvida, sempre dá para recorrer àquela oração que pede coragem para enfrentar o que se pode mudar, serenidade para aceitar o que não pode ser mudado, e sabedoria para perceber a diferença entre essas duas situações.

EUGENIO MUSSAK diz que, depois de tantos anos, ainda não vai desistir de continuar escrevendo.


Ainda visto como tempo improdutivo, o espaço na agenda para brincadeiras livres melhora o desenvolvimento social, a criatividade, a empatia e traz inúmeros benefícios para as crianças

Os pais precisam primeiro superar a ideia de que quando a criança esta brincando é um tempo improdutivo e trazer a brincadeira de volta pra lista de prioridades. | Crédito: iStock

Letícia Gerola, via Vida Simples

O World Play Day – Dia Internacional do Brincar é uma campanha que nasceu no Reino Unido e, com a ajuda da Associação Cidade Escola Aprendiz, chegou ano passado no Brasil. Celebrado dia 8 de maio, é um dia para celebrar o brincar e o aprender fora da sala de aula. Esse ano, a organização mobilizou 1195 escolas em todo o Brasil para celebrar a data além das paredes da escola. “A ideia dessa campanha é que os professores se reconheçam como agentes defensores do brincar e estimulem essa atividade nas crianças”, explica Raiana Ribeiro, gestora do programa Cidades Educadores na Associação. A especialista comentou a importância da brincadeira no dia a dia da criança e os benefícios dessa prática, confira:

Qual a importância de incluir o brincar no dia a dia da criança?

A gente trabalha com uma concepção de que a brincadeira é a experiência mais significativa que a criança vai experimentar ao longo da vida – e vários estudos corroboram essa visão. Na primeira infância (fase de 0 a 7 anos) neurologistas apontam que é por meio da brincadeira que a criança passa a se relacionar com o mundo que a cerca. Através do brincar ela vai se desenvolver de maneira integral: melhora as habilidades sociais, físicas, motoras, cognitivas.

As rotinas dos pais estão cada vez mais corridas e isso reflete na rotina das crianças. De que forma os pais podem incentivar a brincadeira?

Hoje em dia, a brincadeira vem perdendo espaço na vida das crianças: são muitas as mediações digitais que elas têm acesso cedo, sem falar em rotinas completamente atarefadas onde não sobra tempo para a imaginação. O que pretendemos é que as crianças tenham tempo para uma “brincadeira real”, ou seja, que a atividade que não seja dirigida e sim livre, que é a que mais responde em relação ao desenvolvimento integral das crianças. Aula de futebol, balé, etc, por mais que seja prazeroso para os pequenos, ainda não configura como uma brincadeira real. Os pais precisam primeiro superar a ideia de que quando a criança esta brincando é um tempo improdutivo e trazer a brincadeira de volta pra lista de prioridades. Além de incluir um tempo para brincar na rotina das crianças, proporcionar condições para tal: espaço adequado, roupas confortáveis, encontrar outras crianças…

Qualquer brincadeira pode ser saudável e produtiva, Raiane? Ou tem algumas brincadeiras que os pais devem ficar atentos?

Cada criança tem uma particularidade, algumas brincam muito bem sozinhas e outras precisam de mais crianças. Não tem uma fórmula definida e essa é a grande riqueza dessa experiência! A criança vai ir descobrindo aos poucos qual brincadeira que mais agrada – se é ao ar livre, sozinha, com outras crianças, com brinquedos, sem brinquedos. Quanto menos intervenção essa atividade tiver, melhor – e isso não significa que os pais não possam participar da brincadeira, são super bem vindos. Só não vale dirigir a atividade.

Quais os benefícios que na saúde e no desenvolvimento que as crianças que brincam possuem?

As crianças podem mergulhar na imaginação quando estão brincando. A partir disso, descobriu-se que o brincar tende a aumentar a flexibilidade social, a empatia, e tornar as crianças de fato mais felizes, melhora a vitalidade delas. A brincadeira também aumenta a capacidade de investigação das crianças, o testar, falhar, mudar estratégia. É um movimento permanente de busca, aguça a curiosidade. Além de questionar, ela desenvolve a criatividade.


A felicidade passa pelo respeito ao direito daqueles que se amam se sentirem livres, leves e soltos para amar à vontade na magia da insustentável leveza do amor.

Ninguém até hoje conseguiu definir com exatidão o que é o amor. E é bom que seja assim.

Amor não é para ser definido. Amor é sequer é para ser sentido. O amor é para ser vivido em toda a sua plenitude.

Para haver amor, a primeira condição é não existir sentimento de posse. Amor de verdade não é possessivo, não pode ser como um vasto campo verde, com lindas flores, belos animais, majestosas borboletas e encantadores colibris, mas guardado entre cercas.

Amar é sobretudo é um gesto de renúncia para tudo que é de fora e voltar-se para dentro de si num profundo e constante exercício de busca da felicidade. Aliás, a busca da felicidade é o fim maior do amor. Só faz sentido amar e ser amado se for para ser feliz.

Amor é um sentimento sobretudo humano, daí que não se uma coisa, ama-se uma pessoa.

E amar uma pessoa é algo profundamente pessoal.

Quem ama trai? Claro! Só que não nesse sentido banal e vulgar que quase sempre dão ao termo “traição”, justamente baseado no sentimento de posse.

Se não houver “grilhões” não há traição. Quem é livre no amor não “trai”!

Amor pressupõe liberdade, respeito à individualidade do sujeito amado, ele ou ela.

Como posso dizer que amo alguém verdadeiramente se não respeito o seu canto, o seu espaço, o seu quadrado, enfim, se não prezo pela sua individualidade?

“Minha mulher”, “meu homem”… Essas coisas são boas de falar e ouvir na cama enquanto palavras que excitam o casal tornando a relação mais ardente durante as trocas de carícias tórridas. Perdem o sentido, no entanto, quando são ditas com um intuito de aprisionamento: “você é só minha”, “você é só meu”. Isso está mais para lenda da paixão do que para amor verdadeiro.

Enfim, amor é felicidade!

E a felicidade passa pelo respeito ao direito daqueles que se amam se sentirem livres, leves e soltos para amar à vontade na magia dessa insustentável leveza do amor.

Até a próxima.


Presidente do BNDES Foto: Sérgio Moraes/Reuters

Presidente do banco desde junho, executiva mudou gestão e política de crédito do banco, mas enfrenta resistências

por Vínicius Neder

Reconhecida como uma executiva exigente e focada em resultados, a economista Maria Silvia Bastos Marques, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vem sacudindo a instituição desde que tomou posse, em junho. Maria Silvia assumiu com a missão de encolher o gigante que o BNDES se tornou nos governos do PT, mas vem enfrentando resistências, à medida que acelera o ritmo das mudanças.

A devolução antecipada de R$ 100 bilhões à União, anunciada no fim de novembro, e o avanço nos estudos para atrelar a TJLP (taxa de juros subsidiada do BNDES) à cotação de títulos públicos, revelado pelo Estado no último dia 23, deram a medida da pressa da executiva. Em setembro, Maria Silvia disse ao Estado que o banco precisava correr para entregar resultados: “Temos dois anos para fazer isso. É um tempo muito curto.”

As mudanças de Maria Silvia não ficam apenas na questão financeira. A executiva também reorganizou a gestão: duas diretorias (de Controladoria e Jurídica) foram criadas, duas áreas foram extintas, oito foram fundidas em quatro e uma foi criada. O número de superintendentes (executivos que comandam as áreas) passou de 24 para 19, e eles entraram numa dança das cadeiras.

A reorganização também foi física. Os superintendentes deixaram de ter mesas com divisórias de vidro e os próprios diretores perderam suas salas. Agora, estão num único salão e um andar inteiro foi liberado. Com isso, a nova diretoria abandonou a construção de um prédio, orçado em R$ 490 milhões, e transferiu para a sede empregados que ocupavam nove andares num edifício comercial.

Tudo isso gerou reclamações. Três empregados do banco, de diferentes áreas, disseram ao [BOLD]Estado[/BOLD], em anonimato, que mexer no organograma e mudar funcionários de andar gera pouco resultado. “O banco está parado”, disse um funcionário.

Crédito. Na última quinta-feira, o anúncio de uma nova política para a concessão de crédito marcou as diferenças em relação à gestão do economista Luciano Coutinho, o mais longevo presidente da história do BNDES. O objetivo da nova política é dar incentivos “horizontais”, com regras que valem para todos os setores.

A gestão de Coutinho foi marcada por polêmicas, como o custo dos aportes bilionários do Tesouro Nacional, o apoio à consolidação e internacionalização de empresas (a política de “campeões nacionais”) e o financiamento às obras das empreiteiras no exterior. Uma das críticas é que os juros subsidiados foram concedidos a setores específicos, escolhidos pelo governo.

Maria Silvia disse, ao anunciar a nova política, que a lógica de segmentar as condições de crédito por setores era tradicional no banco, mas a visão setorial foi aprofundada com o crescimento dos anos recentes.

“Como o banco passou a atuar mais extensivamente, essa coisa foi se multiplicando e virou um negócio bastante confuso”, alfinetou. A executiva assumiu o cargo com o desafio de reduzir o BNDES. Turbinado por R$ 440,8 bilhões em aportes do Tesouro, o banco teve o crescimento como marca na gestão de Coutinho. O ativo do banco saltou 360% de 2007 a 2015 – em junho de 2016, ficou em R$ 935 bilhões.

Para Armando Castelar, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), nos governos do PT, o BNDES se tornou o “posto Ipiranga da economia”, na tentativa de sustentar a demanda por investimentos. Agora, “existe uma preocupação de estar onde deve”, racionalizando o uso dos subsídios. “Reduzir (o banco) diminui a necessidade de subsídio fiscal. O BNDES não gera dinheiro. Quando ele coloca juros baixos, quem arca com o custo é o contribuinte”, disse Castelar.

Mas, para Thiago Mitidieri, presidente da AFBNDES, associação dos funcionários do banco, falta planejamento estratégico aos governos. Com isso, o BNDES muda “a reboque” dos ciclos da economia e da política. Segundo ele, quando a economia crescia, o BNDES concedeu mais empréstimos a empresas. Em seguida, assumiu papel “anticíclico” na crise de 2008. Hoje, diminui na esteira da recessão. “É preciso ter projeto de País”, disse.

Resistências internas. As resistências internas às mudanças que Maria Silvia Bastos Marques vem fazendo no BNDES vão além da reorganização institucional. Para alguns funcionários insatisfeitos, há uma tentativa de capitalizar mudanças que vinham sendo feitas antes, após o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, no segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff, determinar a redução do banco. Empregados ouvidos pelo Estado definiram alguns anúncios como “marqueteiros”.

Um exemplo seria a suspensão de 25 empréstimos, no valor de US$ 7 bilhões, para obras no exterior de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, feita em maio, antes da chegada da nova diretoria, mas informada apenas em outubro.

O banco reconheceu que manteve decisão anterior, mas ressaltou que mudará o modelo daqui para a frente, levando em conta a “efetividade” das operações e não só o conteúdo nacional – uma “mudança de paradigma”. Na última terça-feira, o BNDES anunciou a retomada de um dos financiamentos, da Queiroz Galvão, em Honduras.

Outra medida antiga seria a divulgação de informações sobre as operações. O banco vem ampliando a quantidade de dados na internet pelo menos desde 2015. Em junho daquele ano, liberou dados sobre empréstimos no exterior, incluindo juros e garantias, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o sigilo dessas operações. Na nova gestão, o BNDES mudou o desenho do site. O banco reconhece que parte das informações já estava disponível, mas diz que facilitou o acesso. No último dia 26, foram inseridos dados sobre participações acionárias.

Outra ação anunciada pelo BNDES que dá continuidade a medidas anteriores foi o refinanciamento de dívidas do Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI). A gestão anterior já havia anunciado duas chamadas para refinanciamento. Em dezembro, a nova diretoria ampliou a renegociação para empresas inadimplentes, com foco em firmas menores, recebendo elogios da Abimaq, associação das indústrias de máquinas e equipamentos.

Controles. Empregados do BNDES também relataram mal-estar com ações em relação a controles internos. Isso teria ocorrido no caso dos empréstimos para empreiteiras no exterior e para a Usina São Fernando, do pecuarista José Carlos Bumlai – próximo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele foi condenado na Lava Jato. Após a Justiça mandar bloquear, em agosto, bens de técnicos do BNDES envolvidos na análise de empréstimos à São Fernando, a nova diretoria abriu uma investigação interna. Segundo apurou a reportagem, nos corredores do banco ficou uma impressão de que faltou empenho na defesa dos empregados.

De acordo com a assessoria de imprensa do BNDES, uma norma já existente permite o ressarcimento de custos com advogados pelos empregados. Além disso, no caso São Fernando, “a auditoria interna concluiu que a operação foi contratada de acordo com as definições operacionais do banco, seguindo, de forma regular, todos os procedimentos”.

O BNDES disse que lida “naturalmente” com as resistências internas às mudanças que vêm sendo promovidas. “Eventuais manifestações de opinião divergente não significam quaisquer críticas. A Diretoria considera a comunicação interna uma prioridade”, diz a assessoria de imprensa, em nota.


“Nostalgia é saudade do que vivi, melancolia é saudade do que não vivi.”
(Carlos Heitor Cony)

Confesso que sou meio nostálgico no jeito de levar a vida.

Em certas datas comemorativas então… nem se fala.

O Dia das Mães é uma data que essa minha nostalgia aflora como mais força e intensidade.

Não apenas porque me faz forçosamente lembrar de momentos maravilhosos que vivi com a minha saudosa Waldeliz, mas também pelo fato de saber o quanto a nossa vida é frágil, efêmera e, quase sempre, desgraçadamente surpreendente.

Ainda muito jovem sempre gostei de coisas antigas. De música, filmes, livros etc., tudo aquilo com mais idade me encanta e fascina – não por acaso sempre tive uma queda pelas balzaquianas!

Estar ‘preso’ ao passado tem suas vantagens e desvantagens, como tudo na vida, diga-se.

Uma das vantagens é que se pode fazer de conta que o mundo parou exatamente naqueles bons instantes de prazer e felicidade. Faz a gente não sentir essa sensação dos dias atuais em que as coisas passam numa velocidade estonteante.

A nostalgia tem ainda a capacidade de nos deixar mais sensíveis à determinadas coisas que a modernidade contemporânea nos tem negado ou não dada a chance de observá-las com mais atenção.

Nessa maratona cotidiana pela sobrevivência, na correria para consumir o que se necessita de fato e que nos empurram pela publicidade mágica, enfim, na pressa de fazermos tudo ao mesmo tempo agora, muitas vezes deixamos de contemplar as coisas que verdadeiramente dão sentido à vida.

Porém, ser nostálgico é uma desvantagem quando a fixação pelo mundo de outrora, ao invés de se tornar um prazer, uma paixão, torna-se uma prisão. E como tudo aquilo que nos domina e aprisiona é temeroso, nada melhor do que curtir a nossa nostalgia com um pé lá atrás, naqueles momentos inesquecíveis, e outro no presente real e concreto.

Ainda que esse presente real e concreto seja de sofrimento, angustia e solidão. O importante é lutar, sempre!

Um Feliz Dia das Mães para todas que tiveram a chance de ser este ser abençoado por Deus.

E bonito por natureza, como diria o poeta…


Via Fãs da Psicanálise

A família é nosso primeiro meio social, é onde construímos e nutrimos nossas primeiras relações e também onde iniciamos nosso desenvolvimento do Eu. Os vínculos costumam se desenvolver de forma intensa, por vezes nos tornando cuidadores e defensores de nossa família.

Acontece que muitas vezes esses laços se constituem de forma a não estabelecer limites a essas relações, tornando-as disfuncionais.

“Uma família disfuncional é aquela que responde as exigências internas e externas de mudança, padronizando seu funcionamento. Relaciona-se sempre da mesma maneira, de forma rígida não permitindo possibilidades de alternativa. Podemos dizer que ocorre um bloqueio no processo de comunicação familiar.” (Revista Boa Saúde)

Em muitos casos um familiar responsabiliza-se por resoluções de problemas e conflitos que não deveriam ser de sua preocupação.

Veja alguns que estão recentes em minha mente.

1. Filho que assumiu a posição de ‘chefe da casa’ após separação conturbada dos pais. Além de cuidar de si e de suas questões ‘adolescentes’, o filho sente-se na obrigação de cuidar da mãe e educar o irmão mais novo;

2. Filho de pais que vivem em meio a separações e ameaças de divórcio. O filho vira mecanismo de reconciliação/separação do casal, sendo peça fundamental para que um ciclo briga-separa-volta se mantenha a todo vapor;

3. Filha mais velha e adulta sente-se responsável por dar suporte a sua mãe (que criou a filha parte da infância sozinha), seja financeira ou emocionalmente. Tornando-se refém dos problemas da mãe, que são normalmente resolvidos pela filha ou não resolvidos para se manter esse tipo de relação;

4. Irmã que sente-se responsável por cuidar dos irmãos e já na fase adulta continua a resolver os conflitos e arcar com despesas financeiras dos irmãos;

5. Mãe que, apesar dos filhos já serem adultos e estarem casados, sente-se responsável por conduzir a vida dos filhos e assumir despesas e responsabilidades deles;

Ao expor os exemplos acima não me refiro a situações isoladas ou casos específicos. Me refiro a ciclos repetitivos que adoecem as relações e sobrepõem responsabilidades individuais, transferindo-as ao outro.

Em casos como os já citados todos têm prejuízos em suas vidas. Uma pessoa sobrecarrega-se, outra não amadurece, mantendo uma relação imatura, sem espaço para desenvolvimento com intuito de melhora.

Para alguns pode ser visto como prova de amor, mas não. Amor baseia-se em troca, respeito mútuo e limites. Estipular limites sim é uma prova de amor, amor ao outro e a si mesmo.

Normalmente quem se encontra neste tipo de situação enfrenta dificuldade em romper com o ciclo vicioso que retroalimenta, no entanto, é extremamente necessário que o indivíduo entenda o papel que vêm exercendo e o que o motiva a manter-se nessa posição (normalmente há algum ganho ou enrijecimento por um ganho do passado).

A consciência do funcionamento familiar já é de grande valia já que muitas pessoas vivenciam essas situações sem nem ao menos perceber que algo está disfuncional, mesmo em casos em que haja sofrimento manifesto.

Em alguns casos uma conversa com alguém fora da família, como um amigo, poderá alertar e alterar o status da família. Outras vezes o processo terapêutico se faz necessário.

O processo terapêutico individual por si só já provocará desdobramentos no lidar deste individuo com seus familiares.

Agora se o processo terapêutico for familiar, ou seja, todos os membros da família participarem, o processo poderá ser muito mais rápido, pois os conflitos referentes ao envolvimento e mecanismo familiar serão resolvidos por todos juntos, além de propiciar que todos entendam seu papel no funcionamento da família, possibilitando, assim, a escolha de permanecer retroalimentando os laços disfuncionais ou reescrevendo novas formas de organização e arranjo familiar.


O vazio deixado pelo ex-colaborador dos governos Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Castelo Branco é sentido por todos os democratas deste país que sabem viver e conviver com as diferenças, com o dissenso e sobretudo com a inteligência enquanto arma para construir uma nação de verdade.

“No socialismo as intenções são melhores que os resultados, e no capitalismo os resultados melhores que as intenções”.
(Roberto Campos)

Ainda jovem, e militante do Partido Comunista do Brasil, encontrei-me com Roberto Campos, não pessoalmente, claro, mas na Biblioteca Rosa Castro (SESC), através da sua coluna semanal na Folha de São Paulo publicada, se não me trai a memória, às terças-feiras.

Esquerdista de formação marxista, fazia a leitura dos artigos de Roberto Campos às escondidas com vergonha ou receio, sei lá, de algum “camarada” descobrir que lia o maior “pensador direitista do Brasil”.

Na verdade meu interesse não era pelo Roberto Campos político, evidentemente, mas pela genialidade do economista, a capacidade ao seu modo liberal, erudito e profundamente racional de ver o mundo e, em particular, o Brasil enquanto uma grande nação.

Roberto Campos era de uma inteligência de fazer raiva para qualquer esquerdista. E fez muitas para mim. Aliás, virei uma espécie de masoquista intelectual ao procurá-lo toda semana para ler os seus artigos. Era sofrimento é verdade, mas, como todo masoquista, sentia-me prazerosamente satisfeito!

É que nessa época o pensamento de Roberto Campos servia, segundo pensava eu, para fortalecer as minhas convicções socialistas e repudiar cada vez mais os postulados capitalistas, pois eram tempos do governo neoliberal de FHC cuja locomotiva que puxava a economia eram as privatizações – nesse período não estava mais no PCdoB e sim no PT.

Neste ano que completaria 100 anos de idade, Roberto Campos deixa um vazio não somente para a direita brasileira – hoje disputada por gente como o porra-louca do Jair Bolsonaro, o almofadinha do João Doria, o fundamentalista do Marco Feliciano e por aí vai ladeira abaixo.

O vazio deixado pelo ex-colaborador dos governos Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Castelo Branco é sentido por todos os democratas deste país que sabem viver e conviver com as diferenças, com o dissenso e sobretudo com a inteligência enquanto arma para construir uma nação de verdade.

Em tempos que o Brasil anda pelo avesso, sinto saudades daquele maldito Roberto Campos que costumava ler na biblioteca do SESC.

Nunca pensei que sentiria a sua falta.

Vida e luta que seguem.