FRASE DO DIA

Destruir Lula é roubar a voz dos pobres, só um povo infantil faria uma coisa dessa

(Domenico De Masi, sociólogo italiano)

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Fundação Abrinq coloca as propostas do senador maranhense em agenda legislativa prioritária

O Senado Federal analisa o Projeto de Lei 217/2015, de autoria do senador Roberto Rocha (PSB-MA), que dobra o repasse de recursos para alimentação escolar em municípios em situação de extrema pobreza. A matéria vem sendo acompanhada de perto pela Fundação Abrinq, que lançou, esta semana, o seu Caderno Legislativo 2017. Segundo a entidade, a proposta do senador maranhense é uma das mais relevantes no tema em defesa da criança e do adolescente no Congresso Nacional.

O projeto, que já foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, prevê duplicar os valores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), conhecido como merenda escolar, para alunos de localidades de extrema pobreza. “Há muitas áreas rurais e municípios pobres, onde ainda tem registros de desnutrição infantil. Persistem situações onde a principal motivação de uma criança ir à escola é encontrar fonte de substância na merenda oferecida”, explicou o senador Roberto Rocha.

A medida beneficiará 470 municípios brasileiros, cerca de 100 deles localizados no Maranhão. São considerados municípios de extrema pobreza aqueles nos quais 30% ou mais das famílias neles residentes façam parte do cadastro dos programas Brasil sem Miséria ou Bolsa Família.

Embora a proposta do senador maranhense seja uma das mais destacadas, estudo apresentado pela Fundação Abrinq revela que apenas 12 entre 2.769 propostas dos congressistas relacionadas ao público entre 0 e 17 anos foram sancionadas pelo presidente da República em 2016. Outras 11 foram arquivadas e as restantes estão praticamente paralisadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Em entrevista ao site Congresso em Foco, a diretora executiva da Abrinq, Heloísa Oliveira, disse que há pouco foco dos parlamentares nas prioridades relativas à questão. “São diversos problemas acerca da pauta legislativa, como lentidão na tramitação das propostas, inadequação formal dos projetos, vícios de inconstitucionalidade e outras situações de confronto com a lei. Tudo isso dificulta a aprovação dessas propostas”, disse.

Na contramão da maioria dos parlamentares, o senador Roberto Rocha tem outras propostas especificamente para crianças e adolescentes, como o Projeto de Lei 353/2016 que institui o Programa de Passe Livre Estudantil e cria o Fundo Federal do Passe Livre Estudantil. A proposta também está no rol de monitoramento da Fundação Abrinq.

Para o congressista maranhense, iniciativas para criação de legislações voltadas para crianças e adolescentes são uma forma de assegurar desde cedo os direitos delas e ajudá-las a criar oportunidades na vida. “O nosso projeto procura desonerar as famílias dos encargos de deslocamento de seus membros, sobretudo nos casos das crianças e dos jovens, assegurando-lhes as condições mínimas de circulação na cidade onde moram e estudam, algo mais importante ainda nos casos dos estudantes que habitam nossas periferias urbanas, cujos deslocamentos são mais onerosos para o orçamento familiar”, argumentou Roberto Rocha.


“Vá para casa, prepare sua defesa”, disse o vereador

Como presidente do PSDB na cidade de São Paulo faço um apelo ao senador Aécio Neves: deixe a presidência nacional do partido.

Covas Neto afirmou ainda que as acusações contra Aécio “mancham todos os demais componentes do partido”.

— Vá para casa, prepare sua defesa e depois, o senhor inocentado, será recebido de braços abertos.

O vereador é filho de Mario Covas (1930-2001) e preside o diretório municipal do PSDB em São Paulo.

(Fonte: R7)


Todo cuidado é pouco para não cairmos na zona de risco e virarmos sociopatas virtuais, e, por conseguinte, fazer de algo importante e útil, como são as redes sociais, em verdadeiras “rede antissociais”.

A internet revolucionou o cotidiano da humanidade não somente do ponto de vista da comunicação e da forma que recebermos e compartilhamos informações, mas também como nos relacionamos com o próximo, muitos dos quais sequer conhecemos pessoalmente para fazer algum juízo de valor razoável.

Através dela, da internet, as chamadas redes sociais impulsionaram ainda mais algo que já nasceu revolucionário, uma espécie da revolução dentro da revolução.

E o resultado é um mundo cada vez menor, mais próximo e que pode ser ao mesmo tempo mais fraterno ou mais cruel dependo do modo que for usado, pois como tudo na vida, as redes sociais podem trazer tantas facilidades quantas forem possíveis assim como inúmeras dores de cabeça para os chamados internautas.

É quando as redes deixam de ser “sociais” e se transformam aterrorizantemente em “redes antissociais”.

Ao ganharem esse caráter “antissocial”, as redes podem destruir pessoas, empresas, instituições, famílias, enfim, fazer um estragado irreversível à imagens e reputações de qualquer um ou de qualquer coisa.

Em seu livro “Humilhado: como a era da internet mudou o julgamento público” (Editora Best-Seller), o jornalista britânico Jon Ronson trata profundamente sobre esse lado obscuro da internet, revelando histórias de depreciações públicas cometida nos ambientes virtuais.

No Brasil, com a radicalização da política, é possível se ver um pouco, aliás, um pouco não, muito das barbáries e hostilidades que acabam por fazer do Twitter e do Facebook, por exemplo, verdadeiros lixões cibernéticos. Às vezes dá vontade de vomitar de tanto aberração, tanta baixaria, trocas de ofensas e agressões pessoais para tudo que é lado.

Não é por acaso o surgimento do “Cyberbully” ou “Bullying Virtual”, que faz vítimas pelo mundo afora, inclusive em São Luis como aconteceu com o servidor portuário David Barros, 37, que teve montagens agressivas com sua foto, após postá-la em seu perfil de rede social – ele denunciou o caso a polícia!

Nesse sentido, todo cuidado é pouco para não cairmos na zona de risco e virarmos sociopatas virtuais, e, por conseguinte, fazer de algo importante e útil, como são as redes sociais, em verdadeiras “rede antissociais”.


Postura como essa de pegar as flores e jogá-las no chão – na verdade quase na cara da mulher que desejava apenas chamar a atenção para um assunto sério- só faz o prefeito revela-se num político atrasado e autoritário.

Ainda criança aprende-se que em  mulher não se bate nem com uma flor.

De certa forma, o prefeito de São Paulo João Doria “bateu”, não com uma flor, mas com duas flores em uma mulher que resolveu fazer um singelo protesto contra o aumento de mortes nas marginas da cidade.

É possível que o tucano tenha se arrependido do episódio em virtude da repercussão negativa para o sua imagem de gestor da maior cidade do país, de homem granfino, político moderno, cosmopolita, enfim, alguém educado que cometeu um gesto grosseiro de fazer inveja a um Alexandre Frota.

Mas, da mesma forma, é possível que a vaidade de João Doria não o permita entender o quanto ele foi deselegante como a senhora. Aliás, eram flores amarelas, a cor oficial do tucanato ao lado do azul – imaginem se fossem flores vermelhas…

Doria é um homem de comunicação e marketing, mas depois que resolveu virar um político “apolítico” parece que mandou às favas o marketing pessoal e concentrou fogo no marketing político.

O resultado dessa mudança de foco é a tentativa de criar uma imagem de antiesquerdista radical, anti-petista raivoso.

Ocorre que posturas como essa de pegar as flores e jogá-las no chão- na verdade quase na cara da mulher que desejava apenas chamar a atenção para um assunto sério- só faz o prefeito revela-se num político atrasado e autoritário.

Bolsonaro que se cuide…


Nonato Reis

Mais do que romper a quietude da noite e ecoar mata adentro, a voz invadiu os ouvidos do pescador, tomou-lhe o cérebro de assalto, percorreu cada centímetro do seu corpo provocando ondas de suor e frio. Coriolano não era homem de se deixar intimidar com as peripécias da floresta. Já havia enfrentado situações inusitadas, como a de um albino que emergiu das águas, embarcou na sua canoa e tentou naufragá-la. “Deixe de ser ordinário. Volte pras suas trevas e me dê sossego que estou buscando o sustento dos meus filhos”, repeliu.

Baixo, atarracado, olhar penetrante, Coriolano conquistara o respeito da comunidade pela coragem e até rudeza com que enfrentava vivos e mortos. Jamais sucumbira ao peso de um desafio. Certa vez durante os festejos da padroeira do lugar, Santa Rita de Cássia, um pistoleiro com pedigree cruzou o seu caminho por tabela. Havia agarrado uma garota de 12 anos, filha do ‘cumpade’ Mané Onça, e arrastado para o mato diante do olhar patético de todos. O pescador desembainhou o facão americano e sumiu entre as árvores. Ao voltar trazia a menina sã e salva para os braços da família. Na mão esquerda exibia dois testículos ensangüentados.

Mas era no enfrentamento do sobrenatural que a fama de Coriolano ganhava força. Mesmo sendo católico convicto jamais duvidou da existência das coisas do além. “Defunto que vorta não merece respeito nem dó. É coisa de gente vadia, que num tem o que fazer lá em cima e vem brincar cum a gente”, respondia a cada estória que ouvia. E elas corriam soltas na fazenda do coronel Ponciano. A mais espetacular de todas era a de um gritador que surgia no meio da madrugada, infernizando os pescadores e tirando o sono das pessoas.

Até mesmo o coronel já havia passado pelo constrangimento de abandonar a pescaria. “Era noite de inverno. Eu e o Feliciano já havíamos pegado quase três dúzias de bagrinho. Foi quando o berro troou lá pras banda do Muricituba. Uma coisa medonha, descomunal. Nem tive tempo de perguntar ao cumpadre o que era aquilo. Outro berro surgiu desta vez mais perto. E mais outro…e outro mais. Arrancamos a canoa do pesqueiro e remamos feito loucos. Quanto chegamos em casa e fechamos as portas, a coisa achegou-se ao pé do girau e gritou de novo. Até o sobrado rangeu”.

Coriolano ouvia aqueles relatos em silêncio. No final arrancava uma lasca de fumo de rolo, colocava-a na boca, dava uma cusparada e comentava. “Nunca vi esses berros. Mas quero que o tal gritador me apareça. Tenho contas a acertar cum ele”. O coronel assustava-se com a ousadia do amigo. “Homem, num diga besteira. Sei da sua coragem e bravura. Mas esse grito não é da parte de Deus. Fique quieto e reze pra essa coisa num pegar você”. O pescador tirava outro pedaço de fumo, mascava e revidava. “Pois que venha. E que seja só eu e ele”.

Havia chegado a hora da verdade. Uma brisa suave penetrou o pesqueiro e tocou-lhe o rosto gelado. Como arqueiro que se prepara para o combate, Coriolano tirou o facão da cintura, colocou-o sobre o banco mais próximo e içou a igara para a margem oposta do rio. A voz ressurgiu, límpida, medonha: “êêêê Coriolano…é hoooooje!”. Num salto felino pulou em terra firme de arma em punho. O berro ecoou mais perto na boca do rio: “é hoooooooje”.

Quis voltar para casa, as pernas estancaram. Tentou pedir socorro, a língua endureceu. Uma rajada de vento o arrastou como folha seca para dentro de um casebre à beira do rio… e o grito estrondoso pareceu rasgar a terra, explodir a choupana: “é hoooooooooje!!!!”.
Petrificado viu a criatura diante de si. Quase três metros de altura. Negro como a noite. Cabelos afogueados, longos, tocando os calcanhares. Dos olhos, nariz e boca saiam faíscas avermelhadas. “Vim acertar as contas contigo. Não me chamou? Aqui estou. Levanta!”. Descobriu-se patético, imóvel, mudo. De repente o tempo parou. Os pensamento cessaram. Tudo escureceu. Ao abrir os olhos, na manhã seguinte, o pescador notou no fundo da calça algo pastoso, fétido. Passou a mão. Apurou o olfato. Estava perdido.


Por Paulo José Cunha, via Observatório da Imprensa

É fácil perceber o desastre resultante da associação entre a incapacidade de distinguir notícia falsa e a proliferação em escala planetária de noticiário mentiroso, criado com a finalidade de alavancar o ganho pessoal dos donos de sites por meio do reforço a convicções ideológicas e/ou religiosas fundamentalistas.

Tal fato ocorre de forma vertiginosa e devastadora em toda parte onde chega sinal de internet. Fake news ampliada PixabayA resultante desse coquetel é uma mistura de desinformação, preconceito, intolerância, incompetência para a escolha consciente e incapacidade de autodeterminação. Ou seja, o contrário das bases para o bom funcionamento do sistema democrático.

Pesquisa da Universidade de Stanford, realizada com 7.804 estudantes americanos dos ensinos fundamental, médio e superior, concluiu que é “lamentável” a capacidade dos jovens de processar corretamente informações divulgadas nas redes sociais. Sam Wineburg, que conduziu o estudo, afirmou: “Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro.” Num dos testes, os estudantes deveriam analisar uma publicação com a foto de uma flor supostamente modificada pela radiação da usina de Fukushima, atingida pelo tsunami de 2011. A publicação não trazia fonte ou indício de que a foto havia sido tirada perto da usina nem evidência de que a flor havia sido modificada pela radiação. Ainda assim, 40% acreditaram na veracidade por achar que havia informação suficiente para lhe dar crédito.

Matéria do Washington Post revela que Paris Swade e Danny Gold, donos de um site direitista radical de notícias falsas, orgulham-se – sim, orgulham-se!, sem qualquer sinal de remorso – de praticar “imprensa marrom”. Até os nomes que os dois usam são falsos. Para ganhar caminhões de dinheiro precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos posts. Na última eleição, todos os candidatos republicanos investiram grana preta no site deles. O ex-garçom Paris Swade não diz quanto ganha. Mas admite que teria de ralar cinco anos pilotando uma bandeja para conseguir ganhar o que embolsou em apenas seis meses afagando o ego da extrema-direita com notícias inventadas.

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NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em face de um áudio divulgado nesta segunda-feira (10), em blogs deste estado, informando sobre a distribuição de pescados durante a Semana Santa, no município de Chapadinha, o deputado estadual Levi Pontes (PC do B) esclarece:

1 – O prefeito Magno Bacelar patrocina com recursos próprios, há 16 anos, a distribuição de peixes às famílias carentes do município de Chapadinha durante a Semana Santa;

2 – O conteúdo do áudio divulgado em blogs e redes sociais diz respeito apenas à distribuição deste pescado;

3 – Em momento algum o áudio faz referência a aquisição do pescado com recursos públicos;

4 – O deputado Levi Pontes jamais participaria de desvio de peixes comprados pela Prefeitura de Chapadinha para atender à população carente do município;

5 – Por fim, o deputado Levi Pontes reafirma o seu respeito à população de Chapadinha e repudia com veemência a tentativa de atribuir a ele práticas ilegais e desrespeitosas para com o povo do seu município e do Maranhão.

São Luís, 10 de abril de 2017
Levi Pontes
Deputado Estadual


Longe de querer defender o ator, de quem nunca fui fã, o episódio parece que ganhou um rumo próximo do linchamento moral do artista. Aliás, esse é o típico caso em que a ficção toma conta da vida real uma vez que as novelas da Rede Globo sempre escalou José Mayer para interpretar papéis de “machão”, “pegador”, “homem viril’, “bruto” etc.

Digitei no Google “Assédio José Mayer”, às 11h16, desta quarta-feira, apareceu a notificação dando conta de “aproximadamente 504.000 resultados” para a consulta.

O ator global se meteu numa tremenda enrascada quando, na sexta-feira, 31, a figurinista Susllem Tonani fez em um relato no blog “#Agoraéquesãoelas”, do jornal Folha de São Paulo, em que acusou Mayer de assédio sexual (veja aqui). Em um longo texto, a funcionária da TV Globo, de 28 anos, narrou, na primeira pessoa, diversos episódios em que teria sido constrangida pelo ator da novela “A lei do amor”.

A depender do contexto e das circunstâncias, uma “cantada” pode ser algo lisonjeiro e até mesmo servir para levantar a autoestima de uma pessoa, seja homem ou mulher.

A coisa ganha contornos ofensivos quando o comentário, ao invés de agradar a pessoa, a agrede na sua honra e na sua dignidade, transformando aquilo que seria uma “xavecada” inocente em assédio sexual velado. É o que parece ter sido o caso do envolvendo o José Mayer.

Longe de querer defender o ator, de quem nunca fui fã, o episódio parece que ganhou um rumo próximo do linchamento moral do artista. Aliás, esse é o típico caso em que a ficção toma conta da vida real uma vez que as novelas da Rede Globo sempre escalou José Mayer para interpretar papéis de “machão”, “pegador”, “homem viril’, “bruto” etc.

Foi sempre assim em várias novelas, entre as quais, que me ocorrem agora, “A Gata Comeu” (1985), onde viveu o possessivo e machista Edson; e “Fera Radical”  (1988), quando interpretou o não menos machista e possessivo Fernando Flores.

Ora, o ator errou, reconheceu o erro e pediu desculpas públicas pelo o que fez. Disse que o episódio serviu para rever conceitos, comportamentos e que iniciou um processo de mudança na sua vida (veja aqui).

“Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora. Tenho amigas, tenho mulher e filha, e asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher com desrespeito; não me sinto superior a ninguém, não sou. Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são. Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos sem aprender. Eu estou vivendo a dolorosa necessidade desta mudança. Dolorosa, mas necessária. O que posso assegurar é que o José Mayer, homem, ator, pai, filho, marido, colega que surge hoje é, sem dúvida, muito melhor”, disse José Mayer em nota pública.

O mais foi legal, porém, foi ver as amigas a figurinista Susllem Tonani saírem em sua defesa exigindo respeito e vestidas em camisetas com a inscrição “Mexeu com uma, mexeu com todas”. Isso mostra que a mulherada está mais unida e mais firme em não cair em cantadas baratas, ainda mais do tipo que remetem a assédio moral.

Se errou e deseja agora aprender a lição do ocorrido, não parece justo tripudiar sobre o ator José Mayer e condená-lo como se tivesse cometido um crime hediondo. Não é por aí.

Por isso que Bob Lobato sempre preferiu ser comedido nos comentários elogiosos às “minas” e nunca avançou o sinal.

A não ser quando era permitido lá nos tempos de homem solteiro.


Em off, o superintende do Sistema Difusora, jornalista Zeca Pinheiro, tem dito a colegas que terá que fazer mudanças no programa Ponto&Vírgula por conta do envolvimento do apresentador Marcelo Minard na Operação Turing.

A Operação Turing, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada e que chegou a deter vários blogueiros da capital maranhense, desembarcou também no Sistema Difusora, mas precisamente nas ondas da Rádio Difusora FM. Explica-se.

Um dos principais programas da emissora é o Ponto&Vírgula, que vai ao ar diariamente na parte da tarde.

Apelidado de “Sorvete” por ser só água com açúcar, o Ponto&Vírgula é ancorado pelo blogueiro Antonio Marcelo Rodrigues da Silva, vulgo Marcelo Minard, que aparece mais enrolado do que namoro de cobra na Operação Turing. Aliás, Minard é apontado como o ‘cérebro’ da vagabundagem investigada pela PF, mas, como um milagre que só o juiz federal José Magno Linhares Moraes pode explicar, acabou se safando da prisão.

Mudanças

Em off, o superintende do sistema Difusora, jornalista Zeca Pinheiro, tem dito a colegas que terá que fazer mudanças no programa Ponto&Vírgula por conta do envolvimento de Minard na Operação Turing. A tendência é que o blogueiro seja substituído por outro apresentador.

Na avaliação de Zeca, a relação próxima de Minard com o governo Flávio Dino (PCdoB) e principalmente como deputado federal Weverton Rocha (PDT), compromete a continuidade do apresentador na Rádio Difusora, pois a imagem da emissora seria associada a um profissional indiciado em crimes de formação de quadrilha, extorsão, corrupção ativa e passiva.

Segundo apurou o Blog do Robert Lobato, as mudanças propostas por Zeca Pinheiro ainda não têm data para ser implementadas, mas tudo indica que é uma questão de pouco para isso acontecer.

Basta ver que o Ponto&Vírgula já não é o mesmo desde a Operação Turing. Antes dela, o apresentador Marcelo Minard e seus “miquinhos amestrados” não respeitavam ninguém, salvo agentes do Governo do Estado e da prefeitura de São Luis.

E é isso que Zeca Pinheiro agora se vê obrigado a mudar.

Ainda mais depois que o “chefe” e atual proprietário do Sistema Difusora, deputado Weverton Rocha, virou réu no Supremo Tribunal Federal.

 


O senador voltou a falar sobre candidatura ao governo do Maranhão em entrevista ao Jornal Pequeno deste domingo.

O senador Roberto Rocha (PSB) concedeu entrevista exclusiva ao Jorna Pequeno, edição deste domingo, 26, onde voltou a admitir, agora de uma forma mais assertiva, que poderá mesmo enfrentar Flávio Dino (PCdoB) na eleição de 2018 para o governo do estado.

“Se o Maranhão precisar de um governador para ir além de construir praças, e que entenda que o avanço social só é possível com crescimento econômico, eu não me furtarei a esse papel. Mas quem vai dizer é a conjuntura política”, afirmou.

O socialista tem dito que a conjuntura local e nacional será determinante para a sua decisão final sobre uma eventual disputa ao governo. Roberto Rocha tem afirmado também que gostaria que mais nomes se colocassem para a sucessão de Flávio Dino, pois com mais candidatos na corrida eleitoral o pleito será disputado em dois turno, o que aumentariam as chances de vitória de um candidato da oposição.

Roberto Rocha tem afirmado também que deseja concorrer pelo PSB, partido o qual está filiado, mas nos bastidores sabe-se que há uma possibilidade concreta do senador concorrer pelo PSDB, partido que já presidiu no estado e por ele exerceu três mandatos de deputado federal.

Confira a íntegra da entrevista com Roberto Rocha onde também é tratou sobre o enorme sucesso que foi o seminário Rio Maranhenses e suas Nascente, realizado na última sexta-feira, 24.

 “É um governo reativo, que não tem um projeto de desenvolvimento. Somente um projeto de poder. E o custo disso para o Maranhão tem sido enorme. Ele faz obras, aqui e ali, muitas delas meritórias, mas age como um provedor que distribui benesses e espera a retribuição do voto, em troca”

Senador, o sr. promoveu em São Luis um Seminário voltado para a revitalização das águas dos nossos rios. Quando surgiu essa preocupação e quais foram os resultados?

A preocupação é muito antiga. Posso dizer que o Seminário, na verdade, foi o coroamento de uma extensa programação que desenvolvo há vários anos, desde o período em que fui deputado. Agora, como senador, eu iniciei meu mandato com um projeto colaborativo para montar um relatório fotográfico sobre o estado dos rios maranhenses. A resposta foi impressionante, com centenas de fotos que recebemos que mostravam que a degradação ambiental não é mais um problema localizado, mas ameaça a nossa maior riqueza natural, que são nossas bacias hidrográficas. E o Seminário foi um sucesso e registro aqui o honroso apoio da FIEMA, Ministerio do Meio Ambiente e CEUMA. Ao Instituto Cidade Solidária (ICS), na pessoa do presidente Marcelo Caio, nossos agradecimentos.
Nós esperávamos 400 inscritos e tivemos mil. Teve gente que viajou centenas de quilômetros para participar. Isso mostra como a sociedade organizada está sedenta por discutir soluções.

E qual a principal ameaça que sofrem nossas bacias?

Há diferentes casos, mas o principal problema é o assoreamento dos rios, o uso desregulado das águas, o problema crônico do despejo de efluentes, principalmente esgoto e claro, o problema com nossas nascentes. É a consequência de dois fatores: o crescimento populacional e o despreparo institucional para enfrentar o problema.

Não são custos muito elevados para os entes públicos bancarem?

Sim, é claro que são, especialmente quanto à engenharia necessária para desviar e tratar os efluentes. Mas não é por isso que devemos ficar passivos, assistindo nossa maior riqueza ir se perdendo. E o primeiro passo, e de certa forma o mais decisivo, é colocar o problema na agenda pública e na consciência dos cidadãos. E o passo seguinte é encontrar formas institucionais de enfrentar o problema que é de todos, pois não dá pra ser solucionado apenas por esforços individuais.

E o que o seminário propôs nesse sentido?

Na verdade, bem antes do seminário, reunimos os gestores das cidades da calha do rio Itapecuru e propusemos a formação de um Consórcio intermunicipal para cuidar do assunto. Esse consórcio ganhou vida com a assinatura dos primeiros prefeitos, durante o seminário. Chamamos a esse projeto com o singelo nome de Nosso Itapecuru, e acreditamos que ele se torne piloto para inspirar outros municípios a fazer o mesmo no Mearim, no Pindaré, no Balsas, no Grajaú etc.
A partir do consórcio os municípios passam a ser uma pessoa jurídica de direito para atuar junto aos órgãos capazes de agir com obras e ações. Essas ações estão enfeixadas em um projeto maior que chamamos SOS Águas do Maranhão.
Paralelamente, embora não seja do escopo de minha atuação legislativa, tratei de dotar o Maranhão com alguns equipamentos para ações emergenciais, que nem isso nós temos. Esses equipamentos, que foram apresentados no seminário, foram adquiridos por emenda minha à Codevasf, apresentada logo no início do meu mandato no valor de 15 milhões de reais. Aqui, mais uma vez, agradeço o apoio do presidente da República Michel Temer.

E o que precisa mudar na legislação?

O Código das Águas é uma legislação bem avançada, com um conceito de descentralização moderno. Mas não foi concebido para atender as necessidades de um Estado como o nosso, onde o poder público domina todas as faces da dinâmica da economia. Sem que aconteça um fortalecimento real da iniciativa privada o Maranhão não conseguirá superar essa hibernação de sua economia.

E o Governo estadual tem feito a sua parte?

É um governo reativo, que não tem um projeto de desenvolvimento. Somente um projeto de poder. E o custo disso para o Maranhão tem sido enorme. Ele faz obras, aqui e ali, muitas delas meritórias, mas age como um provedor que distribui benesses e espera a retribuição do voto, em troca. É a lógica eleitoral dominando a lógica da boa política, que deveria articular as forças da sociedade para caminhar junto, para fazer um governo colaborativo, nas ideias e nas ações. Para criar um ambiente de entusiasmo para todo aquele que tem o ânimo para empreender. É disso que o Maranhão precisa.

E, falando de política, o sr. confirma que é candidato?

Se o Maranhão precisar de um governador para ir além de construir praças, e que entenda que o avanço social só é possível com crescimento econômico, eu não me furtarei a esse papel. Mas quem vai dizer é a conjuntura política.

Mesmo que seja no papel de vice-governador, como andaram especulando alguns blogs políticos?

Jamais! Certos blogs, ou certas vozes, têm dono e pensam que o que é bom para o dono é bom para nós, como diz a música do Chico Buarque.

Ainda esta semana o Governador vetou proposta da Assembleia Legislativa de dar o nome de seu pai à rodoviária de São Luis. O Sr. tomou isso como uma declaração de guerra?

Ao contrário, nessa mesma semana eu, sem ódio, e com muito amor no coração, destinei 6 milhões de reais para o Governo do Estado, através da UEMA.

E pra terminar, no plano nacional, dois assuntos polêmicos. O Sr é a favor ou contra o foro privilegiado?

Sou contra, da maneira como está, servindo de biombo para crimes. O Foro deve ser extinto, porém devemos manter alguma salvaguarda para que os agentes políticos, que tem adversários, não sejam alvo de perseguições a partir de qualquer instância judicial. Eu me alinho à proposta do ministro Barroso de criação de uma vara especializada, que não cuidará de crimes comuns, mas apenas de crimes cometidos no exercício do mandato político.Fiz uma emenda à proposta original para incluir essa salvaguarda constitucional.

E a reforma da Previdência? O sr. é a favor da CPI?

Tanto sou a favor que sou um dos signatários dela. Acho que devemos ter uma discussão ampla e objetiva sobre a real situação da previdência e seus impactos frente às mudanças demográficas da população. Também tenho grande preocupação com o fato do Maranhão ser um estado rural, com enorme vulnerabilidade social. Então a previdência precisa ter um olhar diferenciado para essas populações.