FRASE DO DIA

Pretendo ser candidato ao Governo do Maranhão pelo PSB e com apoio do PSDB.

(Roberto Rocha)

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A empresa chinesa CBSteel assinou, na última segunda-feira (03), com o Governo do Estado e a Prefeitura de Bacabeira, contrato que visa ao desenvolvimento do projeto siderúrgico no Maranhão, além de um memorando de entendimento sobre a construção de uma cidade inteligente na região do empreendimento. A prefeita Fernanda Gonçala, assim como Hilton Gonçalo participaram da cerimônia, assim como o vice-governador Carlos Brandão.

Para que se mantenha o acordo, deverão ser consideradas as condições previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual, ao longo de todo o processo de instalação e execução do polo siderúrgico em nosso estado.

Nos próximos meses, os chineses devem retornar ao Maranhão para que ainda este ano CBSteel, Governo do Maranhão e Prefeitura de Bacabeira concretizem o projeto.

Tanto Hilton como Fernanda Gonçalo saíram extremamente satisfeitos do encontro. Os dois prefeitos acreditam que o projeto da siderúrgica trará desenvolvimento e progresso para a região, os municípios de Bacabeira e Santa Rita serão os mais beneficiados com o investimento do capital estrangeiro.


Irregularidade teria tido a participação de sindicato de trabalhadores, que ajudou na fraude da contratação da mão de obra

m dos trabalhadores resgatados na ação do SRTE e MPT

Redação, Administradores.com

Trinta e um trabalhadores em condição análoga à de escravos foram resgatados em Nova Maringá (MT), segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). A ação, trabalho conjunto do MPT com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso (SRTE/MT) e a Gerência de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil, resgatou vítimas que trabalhavam no manejo da soja para a multinacional chinesa COFCO Agri.

Os trabalhadores foram recrutados pelo Sindicato dos Trabalhadores de Movimentação de Carga de Nova Maringá, a pedido da COFCO Agri, com base na “lei do avulso” (Lei nº 12023/09), mas a lei não foi respeitada.

O primeiro direito desrespeitado, segundo o MPT, foi o acesso à informação. Os associados ‘arrebanhados’ não tinham clareza de seu salário, nem sabiam, muitas vezes, que não teriam carteira assinada (considerada a modalidade ‘trabalhador avulso’).

Via de regra, o trabalhador era contratado para uma jornada de oito horas diárias (44 horas semanais são o máximo permitido por lei), para esforço físico em lavoura, a um salário de R$ 1.300,00. Mas o MPT alega que não havia transparência no pagamento de horas extras em caso de ‘dobra’ (o empregado trabalha, neste caso, 16 horas seguidas), nem era concedido o ‘descanso semanal remunerado (DSR), que corresponde à metade do sábado e a todo domingo. Além disso, essa “dobra” é proibida em atividades de grande esforço físico por ser considerada jornada exaustiva.

O descanso intrajornada também foi desrespeitado. A legislação assegura um intervalo de uma a duas horas para cada jornada superior a seis horas totais, todavia ao trabalhador eram concedidos apenas 20 a 30 minutos, contando o tempo de deslocamento até o refeitório. Houve registro, ainda, de que a alimentação fornecida era de má qualidade.

Outra situação que configurou a condição análoga à de escravo foi o alojamento inadequado. Quando a equipe do MPT chegou ao local, os trabalhadores haviam sido remanejados para dois hotéis, sendo que um deles oferecia também péssimas condições.

Considerando tanto o hotel ruim quanto o alojamento anterior, eles ficaram submetidos à superlotação, que gerou transmissão de doenças entre os trabalhadores (como gripe); à ausência de banheiros em número suficiente, locais insalubres e com insetos; a colchões em estado degradado (rasgado, sujo, sem fornecimento de roupa de cama); ao não fornecimento de produtos de higiene pessoal; ao não fornecimento de água potável para beber (bebedouros); e a um alto índice de infecção (não havia copos descartáveis, só compartilhados).

As vítimas também relataram assédio moral, ameaças e até violência física promovidos pelo feitor. Havia cartazes no alojamento “proibindo greves”. Um dos trabalhadores sofreu acidente de trabalho e não houve a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), mesmo sendo esta obrigatória.

Diante das irregularidades, comprovou-se a nulidade do contrato entre a empresa e o sindicato e todos os trabalhadores tiveram o vínculo empregatício reconhecido com a COFCO.

A multinacional teve que se responsabilizar pelos direitos trabalhistas previstos na CLT (decreto-lei nº 5.452/43) e restituir financeiramente as vítimas, na íntegra, no ato de rescisão contratual conduzido pela equipe de fiscalização.

A procuradora do Trabalho Lys Sobral Cardoso, representante regional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (CONAETE) do MPT, esteve no local e ressalta que o caso atrai uma atenção particular por envolver várias nuances do trabalho escravo contemporâneo. Ela cita o aliciamento de trabalhadores, a precariedade dos alojamentos, a falta de saneamento básico e água potável, a falta de assistência médica, as ameaças de agressão física, que chegaram a acontecer; a jornada exaustiva, o isolamento geográfico e a restrição à locomoção, além do grande número de envolvidos e de ter sido o sindicato um dos exploradores dessa forma de trabalho.

“Fica evidente a completa vulnerabilidade do trabalhador. Mesmo passados mais de 20 anos do reconhecimento da existência de trabalho escravo contemporâneo pelo Brasil e da criação de diversos meios de combate, que tornaram o país uma referência internacional no assunto, ainda se veem casos como esse.

Rescisão

O MPT afirma que todos os trabalhadores tiveram calculados pelos auditores-fiscais as verbas rescisórias de direito, sendo o caso considerado como de ‘rescisão indireta por justa causa’, quando o empregador é quem cometeu a irregularidade. Foram, ainda, pagas as horas extraordinárias referentes às ‘dobras’, ao horário de almoço não usufruído e aos sábados e domingos desrespeitados.

Todos receberam o pagamento de um mês de aviso prévio, mais férias e 13º salário proporcionais aos dias trabalhados e ao aviso. Tanto o FGTS como a multa rescisória foram recolhidos, bem como o INSS. E o trabalhador que sofreu acidente está recebendo completo atendimento em saúde.


Engenheiro de Alimentos comenta supostas irregularidades cometidas por frigoríficos
Segundo a investigação, fiscais receberam propina para afrouxar controle sobre produtos

Funcionários trabalham em frigorífico de Brasília. ERALDO PERES AP.

HELOÍSA MENDONÇA, via El País

A Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, atingiu quase três dezenas de empresas, entre elas grandes nomes do setor alimentício, como a JBS e BRF.  O escândalo fez com que importadores, entre eles a União Europeia e a China, anunciassem restrições temporárias à entrada de carne brasileira em seus territórios. O Governo tem reiterado que o problema é pontual. Até o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, fez críticas à divulgação feita pela PF e apontou erros no relatório. O EL PAÍS consultou alguns especialistas para responder alguns questionamentos sobre o tema:

1 – Quais as principais acusações contra as empresas?

As acusações são variadas e não envolvem igualmente as companhias citadas, que negam irregularidades. Incluem o suposto uso de fraudes para ocultar o uso de carne vencida ou colocar produtos proibidos em linguiças (frigorífico Peccin, do Paraná); tentativa de mudar data de validade de embalagens (JBS), esquema de corrupção entre frigoríficos e fiscais para acelerar a liberação de produtos (JBS); o suposto oferecimento de suborno para evitar suspensão de uma unidade ou injeção de mais água do que permitido em frangos (BRF); e substituição de carne de peru por soja em salsichas enviadas para merenda escolar (Souza Ramos).

2 – Qual a extensão da investigação? Quantas empresas estão envolvidas?

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento são 21 os frigoríficos envolvidos na investigação da Polícia Federal deflagrada na última sexta-feira. Do total, 18 estão localizados no Paraná, dois em Goiás e um em Santa Catarina. Seis deles exportaram produtos para o exterior nos últimos dois meses. Três estão interditados e os demais estão sendo auditados. Entre os investigados estão: Frigorífico Oregon, Frango Dm Indústria e Comércio de Alimentos, Seara Alimentos (que é da JBS), Peccin Agro Industrial, BRF, Frigorífico Argus, Frigomax Frigorífico e Comércio de Carnes, Indústria e Comércio de Carnes Frigosantos, Jjz Alimentos, Balsa Comércio de Alimentos Eireli, Madero Industria e Comercio, Frigorífico Rainha da Paz, Indústria de Laticínios S. S. P. M. A., Breyer & CIA, Frigorifico Larissa, Central de Carnes Paranaense, Frigorífico Souza Ramos, E. H. Constantino & Constantino, Fábrica de Farinha de Carnes Castro e Transmeat Logística, Transportes e Serviços.

3 – O produto utilizado para “maquiar a carne” vencida do frigorífico Peccin, citado pela PF, é nocivo para a saúde?

No documento do juiz que autorizou as prisões preventivas na Operação Carne Fraca, há relatos de fiscais sobre uso de ácido ascórbico- a popular vitamina C- pelo frigorífico Peccin, para “maquiar” o aspecto da carne vencida. Porém, no mesmo documento, um interlocutor cita também outra substância: o ácido sórbico, que é um conservante. São substâncias diferentes e o uso de qualquer uma delas em carne fresca ou congelada, no entanto, é crime. “A carne in natura no Brasil não pode ter nenhum tipo de aditivo, seja conservante como é o sórbico, seja em um antioxidante como o ascórbico”, explica defende Marco Antonio Trindade, professor de Engenharia de Alimentos da USP. Os dois produtos, entretanto, são permitidos em alguns tipos industrializados de carne. “Eles podem e devem ser utilizados como coadjuvantes de processos. Em produtos embutidos eles podem ser utilizados em alguma quantidade”. O professor alerta que como todo aditivo e substância química, caso seja usado em excesso ele pode causar câncer. “Se o limite for seguido, não é nocivo”.

4 – A PF acusa a BRF de usar papelão no preparo de embutidos. Isso faz sentido?

A Polícia Federal afirmou que carnes eram misturadas com papelão. Mas, de acordo com nota da BRF, o áudio capturado pelos investigadores foi mal interpretado. A companhia defende que ao mencionar o papelão, o funcionário estava se referindo às embalagens do produto e não ao conteúdo. “Quem conhece um pouco de frigorífico sabe que aquilo não tem nada a ver. Aquilo era uma discussão de embalagem ou coisa assim. Ninguém faria uma barbaridade dessa com uma coisa tão errada como essa”, defende Marco Antonio Trindade, da USP. Francisco Turra, presidente da Associação de Proteína Animal (ABPA) também defende que as falas foram deturpadas. “Essa história do papelão misturado… não existe essa possibilidade. O áudio deixa bem claro. Inclusive, todas as embalagens que a indústria usa precisam ser aprovadas”, afirmou nesta segunda-feira em coletiva de imprensa.

5 – É proibido usar cabeça de porco em linguiça, como mencionam nomes do frigorífico Peccin em áudios que a PF diz ter?

Nas gravações obtidas pela PF, sócios da Peccin falam sobre o uso da carne de cabeça de porco em uma linguiça. A carne de cabeça de suíno é permitida, no entanto, só para alguns produtos e em determinada quantidade. A lei permite o uso em produtos específico, como cozidos ou enlatados. Já em linguiça de churrasco, chamada linguiça frescal, esse tipo de carne é proibido, pois não passa por cozimento. Outra irregularidade apontada pela PF é que algumas empresas vendiam frango com mais água que o permitido. Segundo a lei, o limite de água na ave é de 8% de seu peso.

6- Os brasileiros devem parar de consumir carne?

Não há nenhuma recomendação oficial para que se suspenda o consumo de carne. Segundo Marco Antonio Trindade, da USP, o sistema de inspeção sanitária no Brasil é robusto e a maioria das empresas são idôneas. “Isso aconteceu pontualmente em algumas empresas. Não faz sentido parar. As empresas que exportam ainda passam por auditorias de terceiros. A forma de divulgação foi errada e causou essa estardalhaço e medo”, explica.

7 – Como identificar uma carne suspeita para consumo?

Segundo especialistas, é preciso estar atento aos aspectos sensoriais. O primeiro passo é olhar a data e a aparência da carne embalada no plástico ou à vácuo. É preciso verificar também a cor e textura do produto nos supermercados e açougues. Quando o produto for aberto em casa, é importante estar atento ao cheiro. Caso haja um odor forte ou azedo pode indicar um problema. Se a textura estiver viscosa e pegajosa é também sinal de proliferação de bactérias.

8 – Será feito um recall de carnes?

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, informou que uma vistoria está sendo realizada nos supermercados, de produtos dos frigoríficos que estão sob investigação e que, se alguma anormalidade for constatada, haverá um “recall.”

9 – Quais países já suspenderam temporariamente a importação de carnes?

A União Europeia, Coreia do Sul, China e Chile já anunciaram algum tipo de medida restritiva após estourar o escândalo da adulteração da carne. Os países também anunciaram o aumento na fiscalização da carne originada do país. A União Europeia declarou que vai suspender a importação das empresas envolvidas no escândalo. As unidades suspensas são uma da BRF localizada em Mineiros (GO), duas da Peccin Agro Industrial em Curitiba (PR) e Jaraguá do Sul (SC) e unidade da Seara, do grupo JBS, em Lapa (PR). A China informou que vai manter as carnes brasileiras nos portos até receber mais informações oficiais sobre o produto. O país é principal destino da carne brasileira. Já a Coreia do Sul proibiu, temporariamente, a venda dos produtos de frango da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão. O Chile também suspendeu temporariamente a importação de carnes.

10 – O que diz o Governo sobre o escândalo?

De acordo com números do governo, de 4.837 unidades frigoríficas sujeitas à inspeção federal, apenas 21 estão supostamente envolvidas em eventuais irregularidades, enquanto dos 11 mil funcionários do Ministério da Agricultura, apenas 33 estão sendo investigados. Nesta manhã, em evento em São Paulo, Michel Temer destacou que o número de funcionários públicos envolvidos é pequeno em comparação ao tamanho do quadro do ministério. “Nós temos sistemas rigorosíssimos de avaliação sanitária aqui no Brasil”, disse o presidente.


Outra novidade é que o Messenger agora conta com acesso às linhas de prevenção do Facebook

O Facebook anunciou hoje algumas melhorias com foco em prevenção de suicídio. E uma das iniciativas pode contribuir para diminuir as ocorrências de pessoas que usam a plataforma de vídeos da companhia para transmitir a própria morte ao vivo.

As ferramentas de prevenção da companhia serão integradas ao Facebook Live. Assim, se um usuário notar comportamento estranho de um amigo que estiver fazendo transmissão, ele tem como intervir diretamente e avisar a rede social. “Também vamos disponibilizar recursos para que a pessoa reportando o vídeo consiga auxiliar o amigo”, explicou a empresa.

Já a pessoa que está fazendo a transmissão verá surgir uma série de recursos na tela. “Eles podem entrar em contato com um amigo, falar com um serviço de ajuda ou consultar dicas.”

Outra novidade é que o Messenger agora conta com acesso às linhas de prevenção do Facebook. Páginas de entidades especializadas poderão conversar diretamente com a pessoa afetada, o que torna a experiência mais ágil e efetiva.

Por fim, o Facebook vai usar inteligência artificial. Os robôs da companhia foram alimentados com conteúdo visto em postagens reportadas devido ao potencial de suicídio, então conseguem identificar ameaças mais rapidamente. “Essa iniciativa com inteligência artificial tornará a opção de reportar um post sobre ‘suicídio ou autoflagelação’ mais proeminente para posts potencialmente preocupantes.”

As atualizações, que começarão a aparecer pelos Estados Unidos, mostram que o Facebook está de olho num problema que tem potencial para causar dores de cabeça enormes. Recentemente, por exemplo, foi noticiado que a rede social levou duas semanas para tirar do ar o vídeo de uma garota que transmitiu seu suicídio pelo Facebook Live.

(Via Painel Político)

 


O deputado afirmou ainda que caso o acordo venha a ser mesmo consolidado vai propor contrapartidas que beneficiem o Maranhão, entre elas a possibilidade de intercâmbio de estudantes e cientistas maranhenses na NASA.

O 3³ secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Zé Inácio (PT), quer discutir os termos do novo contrato entre os Estados Unidos e o Brasil que pode entregar o acesso ao Centro de Lançamento da Base de Alcântara aos americanos.

Pelo lado brasileiro as negociações estão sendo conduzidas pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra, que, segundo consta, já está com a minuta de contrato pronta para atender o que seria uma das primeiras investidas do governo Donald Trump em relação do Brasil.

Em conversa com o Blog do Robert Lobato, o parlamentar disse que a princípio não ver problema do Brasil estabelecer um novo acordo com os Estados Unidos para exploração da Base de Lançamento de Alcântara, mas é preciso que a sociedade brasileira, e principalmente os maranhenses, conheçam os termos fundamentais desse acordo uma vez que o que está em jogo é soberania do país.

Para tanto, o petista vai propor uma audiência pública sobre a questão que poderá contar, inclusive, com a presença do ministro da Defesa, Raul Jungmann.

“A rigor não sou contra os acordos bilaterais que o Brasil estabelece seja com qual país for. Ocorre que nesse caso específico com os Estados Unidos, visando a exploração da Base de Lançamento de Alcântara, é preciso que a sociedade brasileira, e principalmente o povo maranhense, conheçam mais um pouco sobre o que está no contrato conduzido pelo ministro José Serra, pois é a soberania nacional que pode estar em jogo. Daí que vamos propor uma audiência pública para debater essa questão se possível como a presença do ministro da Defesa, Raul Jungmann “, pontuou.

Zé Inácio afirmou ainda que caso o acordo venha a ser mesmo consolidado vai propor contrapartidas que beneficiem o Maranhão, entre elas a possibilidade de intercâmbio de estudantes e cientistas maranhenses na Agência Espacial Americana, a poderosa NASA.

“Durante a audiência pública deixaremos claro que se o acordo entre o Brasil e os Estados Unidos for efetivamente celebrado, vamos exigir contrapartidas que beneficiem o Maranhão e povo maranhense, como, por exemplo, a possibilidade de estudantes e cientistas locais poderem fazer intercâmbio na NASA. Acho que é o mínimo que podemos exigir nesse contrato, já que estamos cedendo um espaço estratégico para lançamento de foguetes, satélites, sondas etc”. afirmou.

A Base de Alcântara é bastante cobiçada pelas potências militares internacionais porque está em excelente posição, bem próxima do equador, que a faz melhor que de Kourou da Guiana Francesa; e muito melhor que a dos Estados Unidos, no Cabo Canaveral; ou da Rússia, no Cazaquistão.

Nesse sentido, é louvável a iniciativa do deputado estadual Zé Inácio.


 Por Alberto Dines, via Observatório da Imprensa

Donald Trump não gosta da mídia, escolhe o jornalista para fazer perguntas e só responde ao que lhe parece conveniente. Não é o primeiro caso de governante vaidoso e arrogante, com aversão a repórteres e a notícias negativas. O pior é que a moda pode pegar por aqui. Cômodo e gratificante.

Bons repórteres fuxicam, escavam, insistem , contestam, descobrem coisas e irritam os governantes como aconteceu esta semana com Trump e a CNN que revelou a existência do relatório de inteligência americano sobre supostas operações ilegais de agentes russos para chantageá-lo. “Você, não”, Trump agrediu o repórter na primeira coletiva como presidente. “Você publica notícias falsas”. E continuou, ” só a imprensa liga para o meu imposto de renda. O povo não dá a mínima. Notícias falsas…”

O episódio trouxe lembranças nefastas ocorridas há 33 anos. Lembra o general Newton Cruz quando convocou uma coletiva em dezembro de 1983 para prestar contas sobre as medidas de emergência em vigor no país há dois meses. Logo no começo o repórter Honório Dantas , da rádio Planalto , perguntou : “A democracia sofreu um retrocesso ?”. Ouviu-se a gritaria de Nini, como era mais conhecido o então comandante militar do Planalto.

“Que retrocesso coisa nenhuma! Democracia é a aplicação da lei. Que retrocesso coisa nenhuma, isso daí é reproduzido em centenas de jornais, atinge milhões de brasileiros, uma única fonte dizendo falsidades — cada jornal reproduz como se fosse notícia sua! Vale dizer, sai de uma maneira num jornal, sai de outra maneira em outro jornal! Isso aí fica espalhado no Brasil todo! Fonte? Uma única– e falsidade!”

O presidente João Figueiredo chamava Nini de “o nosso Mussolini”. Que fazia jus à comparação . O general primeiro exigiu que o radialista calasse a boca, depois o empurrou com violência e seguida enlaçou seu pescoço numa “gravata” exigindo, aos berros, um pedido de desculpas. Tudo exibido no Jornal Nacional para a posteridade.

Esta semana a FENAJ, Federação Nacional dos Jornalistas registrou 161 casos de agressões físicas , verbais e intimidações a jornalistas no ano passado, cerca de 18% a mais que em 2015 , a maioria por parte de policiais militares, guardas municipais mas , também, de manifestantes nas ruas. Dois mortos .

Jornalistas não podem se intimidar com o berro de um general, agressões de policiais ou de quem quer que seja, mesmo vindo de um presidente dos Estados Unidos. Nenhum juiz pode exigir quebra de sigilo de suas fontes como aconteceu ano passado com o colunista Murilo Ramos da revista Época.

E não só porque os jornalistas podem derrubar um presidente como aconteceu com Bob Woodward e Carl Bernstein que tiraram Richard Nixon da Casa Branca ao conduzir até o fim as investigações do caso Watergate no Washington Post na década de 70.

Os detetives da democracia

Ou porque jornalistas como Martin Sixsmith descobrem uma história fantástica e escrevem um livro como “Philomena” que virou filme (Stephen Frears, 2016) sobre o convento que abrigava mães solteiras na Irlanda de 1952, separando filho e mãe em nome do pecado. Ou porque três repórteres revelam a os abusos sexuais cometidos por mais de 70 padres pedófilos na cidade de Boston em 2002, feito que também virou filme, “Spotlight” (Tom McCarthy, 2015) reproduzindo as reportagens do Boston Globe.

Se não fosse pela Folha de S.Paulo não saberíamos que ex-governador do Rio Sérgio Cabral e sua mulher Adriana Ancelmo fizeram 71 viagens, 40 oficiais e 24 a turismo durante o mandato e mesmo sete anos após. Jornalistas da Folha se deram ao trabalho de cruzar os dados da Polícia Federal na Operação Calicut quando perceberam que não mostravam as entradas e saídas do casal.

E se não fosse o repórter Lucas Martins do programa “Brasil Urgente”da Band talvez o corpo esquartejado encontrado em Cotia ainda estivesse sem reconhecimento. Foi ele que desconfiou do saco plástico azul com fecho vermelho encontrado em supermercados que atendem a população de maior poder aquisitivo. Os sacos envolviam as partes do corpo anônimo que o repórter investigava. Uma perna na estrada dos Pires, em Caucaia do Alto. Achou outros sacos. Percebeu que vestia calça Diesel. “Joguei no Google, mais de R$600 mil”, descobriu. Em outro saco a camiseta polo de manga comprida trazia a etiqueta Ralph Lauren. Olhou a cueca branca de marca, o rosto indicando traços asiáticos. Pensava: “isso não é coisa do crime organizado, esse cara tem dinheiro, essa história vai render”. O editor não parecia convencido mas o repórter lutou até o fim para emplacar a matéria.

O corpo era de Marcos Matsunaga, morto pela mulher Elisa a 19 de maio de 2012, um sábado, um crime sem testemunha. O repórter da Band com faro apurado foi o primeiro a dar o furo. O caso está contado na revista Piauí deste mês na reportagem “Um Caso Célebre” por Paula Scarpin.

Segundo o diretor de Jornalismo em Stanford, o economista James T. Hamilton, autor de “Democracy’s Detectives”(Harvard University Press), jornalismo investigativo gera lucros para a sociedade : “Para cada dólar investido pelo Washington Post numa reportagem investigativa envolvendo governantes, os ganhos da sociedade foram superiores a US$ 140″(Folha de S.Paulo,2/1).

Vale a pena desafiar , inclusive Donald Trump.

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Alberto Dines é jornalista, escritor e cofundador do Observatório da Imprensa


Contraditório, Donald Trump, o presidente nacionalista e xenófobo, trava uma verdadeira “guerra civil” interna com o Donald Trump empreendedor, fiel à crença americana do self-made man e de valorização dos direitos individuais do povo norte-americano.

O recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pessoalmente não é uma incógnita, posto que o planeta inteiro já sabe de quem se trata essa figuraça do mundo do show business.

O que passa a ser uma incógnita é o seu governo. Ainda não é possível afirmar ao certo o que e como será a gestão do magnata republicano.

Contudo, pelo pronunciamento de posse, pode-se aventurar a dizer que a maior potência do mundo vai ser gerida como empresa. Trump deseja fazer dos Estados Unidos a maior “multinacional” da Terra. Uma espécie de Estados Unidos S/A ou United States Inc.*

Ao desprestigiar os políticos e exaltar o povo, Donald Trum envereda pelo caminho fácil, mas arriscado do populismo barato.

“Não estamos simplesmente transferindo poder de um governo para o outro, ou de um partido para o outro, mas estamos transferindo poder de Washington, D.C., e dando-o de volta para vocês, o povo americano”, vociferou o “antipolítico”.

Em outro trecho não menos polêmico, Trump elevou o tom nacionalista afirmando e reafirmando que a “América primeiro”, numa clara demonstração de que o presidente tende a fechar o gigante imperialista para o mundo – como se isso fosse simples ou mesmo possível.

Contraditório, Donald Trump, o presidente nacionalista e xenófobo, trava uma verdadeira “guerra civil” interna com o Donald Trump empreendedor, fiel à crença americana do self-made man e de valorização dos direitos individuais do povo norte-americano.

Nesse sentido, não está claro, porém, se do ponto de vista das políticas econômicas teremos, sob Trump, uma América mais intervencionista (keynesiana) ou mais liberal (hayekiana/friedmaniano ). Ou até mesmo a tentativa de equilibrar Keynes com Hayek e Friedman como, aliás, já ocorreu com alguns presidentes americanos, sobretudo depois da segunda guerra mundial.

Não obstante as declarações polêmicas, provocativas e algumas até raivosas, o fato é que o presidente Donald Trump pode fazer do limão uma limonada e surpreender o mundo. Ninguém governa um país como os Estados Unidos na base da bravata, do engodo, dos espetáculos midiático à lá programa The Apprentice (O aprendiz).

Se resolver aprofundar e implementar algumas das suas ideias conservadoras, de extrema-direita e insistir nessa coisa de político fanfarrão, não vai ser de admirar o povo americano se voltar contra Trump e dizer:  you’re fired! (você está demitido!).

No mais, particularmente me agrada o discurso de exterminar o grupo terrorista Estado Islâmico da face da Terra.

Isso não for apenas mais uma bravata do carrancudo Donald Trump.

* Geralmente, empresas americanas usam a abreviação ‘Inc.’para designar ser uma empresa de grande porte. É o corresponde ao nosso S/A brasileiro.

 

 


Ricardo Kotscho, via Balaio do Kotscho

O que tem a ver a posse do bufão Donald Trump na presidência dos Estados Unidos e o futuro da Lava Jato no Brasil após a morte trágica de Teori Zavascki?

Estes dois fatos sem nenhuma ligação entre si têm um ponto em comum: jogam o Brasil e o mundo na era da incerteza.

Incerteza é a palavra mágica para definir o que está acontecendo neste começo de 2017 no momento em que ninguém pode prever o que vai acontecer amanhã, na semana que vem ou no próximo ano.

Duas manchetes de cadernos especiais da Folha desta sexta-feira resumem a ópera:

“Queda da aeronave mata Teori e joga incerteza sobre a Lava Jato”.

“Sob incerteza, Trump se torna o 45º presidente dos EUA nesta sexta”.

Vamos começar pelo destino da Lava Jato no Brasil, um assunto que está mais perto de nós e pode definir o futuro próximo.

Primeira incerteza: quem vai definir o substituto de Teori na relatoria da Lava Jato? Michel Temer ou Carmen Lúcia?

Como leis e regimentos internos nunca deixam nada muito claro, a decisão será de quem atirar primeiro.

Não há prazo para o presidente da República indicar um novo ministro do STF e, como Temer costuma ser lento nas suas decisões, a presidente do STF sai em vantagem.

Por tudo que acabei de ler, Carmen Lúcia tem várias opções: pode indicar o novo relator por sorteio; pode passar o processo para o sub-relator e decano Celso de Mello e pode jogar a decisão para o plenário, quando o tribunal reabrir suas portas após o recesso, dia 1º de fevereiro.

Segunda incerteza: qual o perfil do ministro a ser indicado por Temer?

A julgar pelo que vimos na formação do ministério, o substituto de Teori deve ter um perfil conservador e ser de absoluta confiança do presidente _ como, por exemplo, o ministro da Justiça Alexandre de Moraes, que queimou o filme na crise dos presídios, ou o ex-procurador do Ministério Público de São Paulo, Luiz Antonio Marrey.

“Você acha que o presidente vai indicar um ministro que construirá o patíbulo para julgá-lo da acusação de ter pedido R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht em 2014, segundo a delação de Cláudio Melo?”, pergunta Mario Cesar Carvalho, repórter da Folha, o mais bem informado sobre o processo.

E mais adiante ele mesmo adverte: “Há o risco de que um ministro que não seja imparcial como Teori imprima um novo ritmo às investigações, com o resultado de sempre: a ação prescreve, e o político escapa ileso”.

Este é, afinal, o sonho de dez entre dez políticos denunciados na Lava Jato.

Só uma coisa é certa neste momento: a morte de Teori, que era considerado “o coração da Lava Jato” e carregava toda a memória da operação desde o início, há mais de dois anos, vai desacelerar todo o processo e a homologação das 77 delações da Odebrecht.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que antecipou seu retorno da Suíça, prevê que a homologação dos 950 depoimentos de executivos da empreiteira deve atrasar pelo menos três meses.

Terceira incerteza: ainda que tudo corra normalmente, e sejam logo indicados o relator substituto e o novo ministro do STF, após a sabatina no Senado, quanto tempo vai levar para que o novo responsável pelo processo da Lava Jato examine as milhares de páginas que compõem os autos?

Pulando de um assunto a outro: daqui para a frente, Donald Trump será o mesmo fanfarão da campanha eleitoral ou assumirá de fato o papel de presidente da República?

Sobre as incertezas provocadas pela posse do novo presidente americano, não tenho muito a acrescentar ao brilhante texto de Nirlando Beirão publicado aqui no R7.

Prefiro reproduzir a abertura do artigo do veteraníssimo Gilles Lapouge publicado no Estadão, sob o título “Esperamos o bufão ou o caubói durão”, que dá uma boa ideia do que nos espera:

“Todos esperamos Trump, um pouco como as crianças no circo querem saber quando aparecerá o palhaço ou o leão no picadeiro. Esperamos fazendo graça, mas também com o coração um pouco acelerado.

Porque será tudo isso ao mesmo tempo: um número de teatro de variedades, um número com palhaços ou com animais ferozes, em que todas as figuras se misturam e se confundem. E a incapacidade de saber quem é o verdadeiro Trump: o bufão? O sujeito do teatro de variedades cercado de todas estas Barbies que compõem sua família? Ou o caubói, o durão, aquele que é mais rápido no gatilho do que a própria sombra?”

Resta apenas uma certeza: o Brasil e o mundo não serão mais os mesmos depois da Lava Jato e de Donald Trump.

E vamos que vamos.


O deputado Wellington do Curso (PP) junto com a Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Legislativa discutiu a criação da frente parlamentar Brasil- China juntamente com autoridades, empresários e sociedade civil em Audiência Pública realizada na última sexta-feira (9), no Centro de Convenções da cidade de Imperatriz.

O objetivo foi discutir a captação de investimentos da China para o Maranhão, bem como firmar acordos de cidades e estados irmãos: Brasil – China, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores.

A audiência pública foi fruto da viagem feita no mês passado à China, onde o deputado Wellington do Curso juntamente com parlamentares de outros estados brasileiros e de representantes de mais 60 países, conheceu as potencialidades daquele país e, principalmente, verificou que a China tem interesses em ampliar investimentos no Brasil, em especial na região Amazônica.

“A participação da Assembleia Legislativa, neste momento é de suma importância, principalmente por que existe a possibilidade de fomentar, juntamente com os demais deputados, a criação da Frente Parlamentar Brasil – China”, afirmou Wellington do Curso, que representou o Maranhão na Missão Internacional na China.

Ao agradecer a presença de todos, Wellington do Curso falou do carinho que tem pela cidade de Imperatriz e afirmou que na Assembleia Legislativa tem um só objetivo que é trabalhar pelo povo. Ele lembrou que no Congresso Nacional já existem temáticas voltadas para a captação de recursos, mas, no Maranhão, não existia essa discussão.

“Nós precisamos criar na Assembleia e nas prefeituras da região tocantina mecanismos para fomentar legislação que possa facilitar a vinda de investimentos para o Maranhão. As oportunidades surgem e nós temos que está preparados”, acentuou o deputado.

Ao afirmar que a China tem interesse em investir no Brasil, em especial, na região amazônica, Wellington do Curso enfatizou que 63% do Maranhão faz parte do território amazônico.

“Eu acredito no Brasil; eu acredito no Maranhão. Cada um de nós pode dar a sua contribuição, principalmente nesse momento que o país vive. Tem um país que tem potencial e tem interesse de investir no Maranhão, mas nós temos que nos capacitar. Não podemos baixar a cabeça. A viagem que fiz à China me abriu os olhos e aguçou a minha curiosidade em trazer essa discussão para o nosso Estado. Não estou fazendo nada de forma isolada, estou aqui representando a Assembleia Legislativa”.

Frente Parlamentar Brasil – China

Na ocasião, o deputado Wellington afirmou que nesta terça-feira (13) vai dar entrada ao Projeto de Resolução Legislativa propondo a criação da Frente Parlamentar Brasil – China.

“Nós precisamos ser protagonistas; precisamos dizer que temos interesse em trazer investimentos para o Maranhão. Juntos nós podemos alavancar a economia do nosso Estado. Aqui em Imperatriz, precisa ser a porta de entrada, principalmente, pelos atrativos da região”, disse ele.

Ele também lembrou que no Senado Federal e Câmara dos Deputados já foi criada a Frente. “Essa discussão no Maranhão está adormecida. Nós precisamos propor e facilitar. É essa discussão que faço para o governo do Estado, a Assembleia Legislativa, as prefeituras municipais e câmaras municipais. Temos que está preparados e o Estado do Maranhão é imprescindível que traçamos metas para receber os investimentos”, argumentou Wellington, destacando a importância da uniao de todos para a captação de negócios.

Também participaram da audiência Pública o vice-prefeito de Imperatriz, Luís Carlos Porto que representou o prefeito Sebastião Madeira; o presidente da Associação Comercial de Imperatriz, Hélio Rodrigues; e o diretor da Associação Comercial de Imperatriz, Atenágoras Reis.

Também presentes André Luís Santos Souza, sub-oficial da Marinha, representando o agente da Agência Fluvial da Marinha de Imperatriz, Adriano Alves; o capitão Maycon Nunes, representante do comandante do 3º Batalhão; Joé Silva da Costa Júnior, representante do comandante do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Wilni Barbosa, vereadores da região, empresários e demais convidados.


Todo final ou início de ano é comum que você encontre diversos textos sobre previsões ou tendências para o ano que se inicia. Mas para o pequeno negócio, sou mais realista e prefiro ir na contramão,

Todo final ou início de ano é comum que você encontre diversos textos sobre previsões ou tendências para o ano que se inicia. Mas para o pequeno negócio, sou mais realista e prefiro ir na contramão.

Há mais de cinco anos, escuto sobre as mesmas tendências mundiais relacionadas à internet das coisas, multicanal, social, etc. Porém, quantas dessas tendências os pequenos negócios já conseguiram implantar?

Posso responder com propriedade, nenhuma.

Este ano de 2016, realizei mais de 80 palestras, acumulando milhares de milhas e quilômetros rodados. Com o projeto “O melhor vendedor do Brasil” estou tendo a oportunidade de ter contato direto com esse setor, por meio das diversas visitas técnicas, conhecendo a realidade local dos pequenos varejistas de capitais e de pequenas cidades do interior, percorrendo do Chuí ao Oiapoque do Brasil. Os desafios, os problemas desses empreendedores ainda estão enraizados no básico do varejo. Se eles conseguirem fazer o básico bem feito, terão os seus problemas solucionados e um próspero 2017, vendendo bem.

Então, pequeno negócio, a tendência para 2017 é não ter tendência. Faça o básico bem feito.

Já parou para pensar em tudo que você promete para o cliente? Está conseguindo cumprir essa promessa? A vitrine da loja está organizada e atrativa? Quando o cliente entra na loja, ele é atendido por um vendedor prestativo que tem conhecimento do produto e interesse em ajuda-lo? A loja está limpa, os preços estão bem sinalizados? O mix de produtos está atendendo as demandas do consumidor ou as gôndolas estão lotadas de produtos sem saída e os mais procurados estão em falta? Você valoriza a sua equipe e a motiva para que ela faça o seu trabalho sempre da melhor forma possível?

Isto serve também para você que presta serviço.

Assista como seu cliente está sendo atendido e se coloque no lugar dele. A partir disso, dentro das suas possibilidades reais, reúna com a sua equipe e de imediato, se achar necessário, comece a reescrever uma nova forma de fazer varejo, pensando sempre no seu cliente e no futuro do seu negócio.

Falando assim, parece que estou falando de coisas que você já está cansado de saber que devem ser feitas? Mesmo parecendo simples e básico, muitas empresas ainda têm dificuldade de fazer este dever de casa, que é o pilar para o crescimento de qualquer negócio.

Anote aí, o que você não pode deixar de fazer em sua loja para 2017 e está ao seu alcance:

Curadoria de produtos: pesquise quais produtos o seu cliente mais procura. Feito isso, não se deixe enganar por outros produtos que a indústria te ofereça com preços atrativos. Não faça estoque do que não é procurado. Tenha sempre o que o seu cliente quer e deixe esses produtos expostos de forma atrativa.
Invista em pessoas: os seus vendedores são as pessoas que mais entendem dos seus produtos e dos seus clientes. Sendo assim, você precisa valorizá-los! Ofereça um bom salário e incentive os que alcançam a meta. Faça reuniões semanais e treinamentos com fornecedores. Os vendedores precisam estar bem treinados e motivados para o seu negócio prosperar.

Dê atenção aos clientes: os clientes precisam de um bom atendimento seja pessoalmente, telefone, e-mail ou pelas redes sociais. Nunca deixe um e-mail, mensagem ou comentário nas redes sociais sem resposta!
Além da consciência da importância desse básico bem feito, é importante ter disciplina para que ele se torne uma rotina no dia a dia da loja. Não adianta viajar em um mundo de tendências relacionadas à tecnologia se na sua realidade o cliente não tem o que é prometido. Minha dica para ter sucesso em 2017 é que a sua meta para o ano seja cumprir o que você vem prometendo ao seu cliente. O cliente não se deixa enganar como a balança, que você sempre fala que vai emagrecer e no ano seguinte tem que aumentar a meta. Se ele é mal atendido, procura outro lugar que atenda bem às suas expectativas. E pode ter certeza, se você não faz, outro irá fazer