FRASE DO DIA

Destruir Lula é roubar a voz dos pobres, só um povo infantil faria uma coisa dessa

(Domenico De Masi, sociólogo italiano)

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No desenvolvimento de práticas saudáveis e esportivas para os estudantes do município, a Prefeitura de Urbano Santos, por meio das Secretarias Municipais de Educação, Esporte, Saúde, Cultura e Juventude de início no último sábado (20) a XVII edição dos Jogos Estudantis de Urbano Santos (JEUS).

O evento iniciou com o desfile que reuniu alunos e professores de escolas municipais, estadual e particulares que percorreram as principais ruas e avenidas da cidade até o Ginásio Poliesportivo, onde aconteceu a cerimônia oficial de abertura dos jogos.

O evento mobilizou a cidades e contou com a participação da prefeita Iracema Vale, vice-prefeita Darcy Almeida, o prefeito de Belágua Hérlon Costa, os secretários de Esporte Adilson Gomes e de Educação, Nilma Sodré, vereadores e outras autoridades. A prefeita destacou a importância do investimento no esporte. “Dar condições e incentivar a prática esportiva não colabora apenas com a qualidade de vida, mas também na cidadania. O que os estudantes aprendem são principalmente valores e disciplina, características que serão levadas para o resto da vida” disse a gestora.

Neste ano, cerca 1.400 atletas de 27 escolas (17 da Zona Rural e 10 da sede), participam dos jogos. Além das modalidades que já faziam parte da programação, este ano foram acrescentadas mais quatro. Entre as novidades estão Jui Jitsu, Dama, Vôlei de Praia e Beach Soccer. Estas duas últimas serão realizadas na Arena de Beach Soccer Fábio Pedrosa, inaugurada no último dia 16 de maio.

O encerramento dos jogos será no próximo sábado, dia 27, com a entrega de troféus aos campeões.

ARENA

A população de Urbano Santos recebeu mais um espaço voltado para a prática esportiva e lazer. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer inaugurou, no último dia 16, a Arena de Beach Soccer Fábio Pedrosa – “Fabão”. O local também servirá para as novas modalidades do JEUS como Vôlei de Praia e Beach Soccer. A bola já rolou em uma partida especial de inauguração entre a seleção de Urbano Santos e os Amigos. O placar foi de 4 a 2 para o Urbano Santos.


Na manhã desta segunda-feira (22), o deputado estadual Wellington do Curso (PP) participou de ato de assinatura de três projetos de lei que tratam sobre a revisão cartográfica dos limites territoriais dos municípios da Ilha de São Luís. O objetivo é estabelecer a atualização dos limites de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

Na ocasião, o deputado Wellington disse que essa já é uma luta antiga e que, se efetivada, atenderá demandas da população da Grande Ilha.

“Muito nos alegra saber que essa discussão possui um embasamento técnico e, assim, fundamentado na realidade de inúmeros maranhenses. Visitamos os moradores dos bairros Alto do Turu, Jardim Turu, Parque Vitória e adjacentes, além dos bairros Cohabiano e Cohatrac, o que nos fez perceber a incerteza que permeia a cabeça daqueles maranhenses, que não sabem a quem recorrer: se à Prefeitura de São Luís ou a de São José de Ribamar. No entanto, essa incerteza não se limita àquela região. Por isso, tal atualização envolve os limites territoriais não apenas de São Luís e São José de Ribamar, mas também de Raposa e Paço do Lumiar. Aproveito para solicitar que haja uma pactuação entre Governo do Estado e Prefeituras desses municípios, a fim de que essas políticas públicas como educação, saúde e segurança sejam, de fato, efetivadas. E que a população dessas áreas limites sejam realmente assistidas pelo poder público. Pois, já não aguentam mais serem tratados como invisíveis”, disse Wellington.

O ato aconteceu na Assembleia Legislativa e contou com a participação de técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), além do prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando (PSDB); prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB); prefeita da Raposa, Talita Laci (PCdoB; vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro (PCdoB), além dos deputados estaduais Bira do Pindaré (PSB) e Júnior Verde (PRB).


Difícil separar o militante  petista, que sempre esteve com Lula, que se posicionou claramente contra o impeachment de Dilma, e o cidadão livre, que pensa e está preocupado com o país.

O Brasil está num impasse? Não!

A Nação tá comprometida? Não!

O Estado brasileiro vai quebrar? Não!

A República está sob ameaça? Sim

Quem tomar conta do país daqui para frente, inclusive o Temer, se não for sugado para o esgoto, a res publica , expressão latina que significa literalmente “coisa  pública”, está liquidada!

Eleição direta? Pode ser, mas o clima em Brasilia por mais caótico e desmoralizante que seja não caminha para esse rumo.

Ao que tudo indica, as velhas elites e raposas, muitas delas sustentadas e alimentadas pelos governos do PT, tendem a dar as cartas nesse Congresso Nacional empestado de Odebrecht’s e JBS’s e caminhem para eleição indireta!

E lembrar que as três vezes que Lula perdeu eleição falar em “empresário”, “empreiteiro” e banqueiro” era heresia…

Mas era preciso chegar à presidência…


Comício pelas “Diretas Já” em 1984 no Vale do Anhangabaú, em São Paulo

por Clóvis Rossi, via Folha de SP

Saudades dos tempos em que todos os que nos achávamos os bons do filme da época – os favoráveis à democracia– estávamos juntos gritando “diretas já” nas ruas.

Puxem dos arquivos qualquer foto das manifestações de 1984 e nela estarão Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, Leonel Brizola e Ulysses Guimarães (o grande cacique do PMDB), para citar apenas líderes dos quatro grandes partidos e sem mencionar Tancredo Neves.

Hoje, o grito reaparece, mas cada liderança se move por seu próprio lado e seus próprios interesses. Pior: pode ser tarde demais. A Folha, que, em 1984, juntou­se ao grito com incontrolável entusiasmo, já o repetiu no ano passado, em editorial de capa “Nem Dilma nem Temer” ­ o que, necessariamente, significaria a convocação de eleições diretas (naquele momento ainda não se havia chegado à metade do mandato de Dilma/Temer; agora, afastado Temer, o pleito teria que ser indireto por um Parlamento absolutamente
desmoralizado).

Claro que sempre há a possibilidade de uma emenda constitucional que estabeleça uma eleição direta tão imediata quanto possível. Mas temo que aconteça, agora, o mesmo que ocorreu com a “diretas já” original: obtém a maioria dos votos, mas não os dois terços necessários.

Mesmo que passe a emenda, a eleição se fará com um sistema político apodrecido até a medula, o que sempre abre espaço para o surgimento de aventureiros.

Junto com “diretas já”, mas não em vez de, o ideal seria que as lideranças políticas fizessem o que se fez na Espanha na transição do autoritarismo para a democracia: o chamado Pacto de La Moncloa (sede do governo), pelo qual as principais forças estabeleceram regras básicas de funcionamento das instituições e do governo que nascera das eleições de 1977, as primeiras livres em praticamente 40 anos.

Hoje, no Brasil, é tal o grau de crispação que uma proposta desse tipo parece inexequível. Mas não custa lembrar que o pacto na Espanha se deu entre correntes que haviam se matado umas às outras durante a Guerra Civil de 1936/39. No Brasil, o tiroteio é verbal. Pode ser boçal ­ e é ­, mas é menos letal.

Contra o pacto, pode­se também alegar que as lideranças políticas não merecem fé. É verdade, mas são as que temos, já que não é possível importar políticos suecos ou dinamarqueses. E, além disso, todos foram devidamente eleitos. Suas culpas, portanto, contaminam também os eleitores.

Um acordão decente permitiria eleger um (a) presidente de transição que aplicaria um programa igualmente acordado, em suas linhas gerais, até que as verdadeiras “diretas já” acontecessem normalmente em 2018.
Admito que é uma proposta talvez ingênua, mas qual é a alternativa? Permitir o naufrágio definitivo que talvez acabe arrastando para as profundezas também as “diretas”­2018?


Donos da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista foram ao STF fazer uma denúncia explosiva ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato; eles têm gravações de Michel Temer dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e deputado cassado, hoje condenado e preso; já o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley; o dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal, segundo denúncia feita pela Globo

247 – Donos da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista fizeram nesta quarta-feira 17 uma denúncia explosiva ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, noticiou a Rede Globo.

Os empresários disseram ter gravações de Michel Temer dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e deputado cassado, hoje condenado e preso.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) também foi gravado, pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, em cena filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o dinheiro e descobriu que ele foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).

Segundo reportagem do Globo, “os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores. Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril”.

Em duas oportunidades em março, Joesley conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido. A delação dos irmãos Joesley tem ainda um histórico de propinas pagas a políticos nos últimos dez anos.

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 Foi assim que a presidente deposta Dilma Rousseff classificou o ministério de Michel Temer, um ano atrás, quando foi derrubada pela conspiração liderada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) e pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um recordista em inquéritos na Lava Jato e outro condenado a 15 anos de prisão; os bastidores da queda estão no primeiro capítulo do livro do jornalista Olímpio Cruz Neto, que viveu momentos dramáticos ao lado de Dilma; “Só há notórios. Um CCC”, disse Dilma; “Antes mesmo que eu perguntasse o significado da sigla, ela lista: ‘canalhas, calhordas e corruptos’; leia o trecho

247 Ex-secretário de Imprensa da presidente deposta Dilma Rousseff, o jornalista Olímpio Cruz Neto está prestes a lançar um livro sobre os momentos dramáticos do golpe parlamentar de 2016, que completa um ano nesta sexta-feira 12.

No livro, Olímpio conta como Dilma reagiu em cada momento da conspiração liderada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) e pelo ex-deputado Eduardo Cunha, um recordista em inquéritos na Lava Jato e o outro condenado a mais de 15 anos de prisão.

Ao saber de sua deposição, Dilma se disse vítima de CCCs: canalhas, calhordas e corruptos.

Leia mais aqui.


Na parte final de seu discurso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar sendo vítima da maior caçada jurídica da história do País; “eu sabia que não tinha o direito de errar porque se errasse nunca mais alguém do andar de baixo seria eleito presidente da República”; o juiz Sergio Moro tentou cortar a fala do ex-presidente Lula, mas ele conseguiu retomar a palavra; “estou sendo julgado por um power point e por uma tese eminentemente política”, disse Lula; “eu tenho o direito de falar, nenhum dos acusadores respeitou os meus netos de cinco e quatro anos, que sofrem bullying na escola”; em sua fala, Lula também disse ter orgulho da Petrobras e da empresa extraordinária em que ela se tornou após a descoberta do pré-sal; assista a um discurso histórico

247 – Na parte final de seu discurso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar sendo vítima da maior caçada jurídica da história do País.

“Eu sabia que não tinha o direito de errar porque se errasse nunca mais alguém do andar de baixo seria eleito presidente da República.”

O juiz Sergio Moro tentou cortar a fala do ex-presidente Lula, mas ele conseguiu retomar a palavra.

“Estou sendo julgado por um power point e por uma tese eminentemente política”, disse Lula. “Eu tenho o direito de falar, nenhum dos acusadores respeitou os meus netos de cinco e de quatro anos, que sofrem bullying na escola.”

Em sua fala, Lula também disse ter orgulho da Petrobras e da empresa extraordinária em que se ela tornou após a descoberta do pré-sal.

Clique aqui para assistir a fala histórica de Lula diante de Moro.


Nem contra Collor de Mello em 1989 ou contra FHC em 1994 e 1998 se viu o Lula empurrado para uma luta política tão encarnicida como vemos nessa conjuntura contra o Moro.

Na próxima quinta-feira, 10, o ex-presidente Lula estará cara a cara com o juiz Sérgio Moro na condição réu no processo originado a partir da Operação Lava Jato.

De um lado um magistrado que está louco para mostrar ao país que Lula é um maldito corrupto, ladrão, chefe de quadrilha e que merece ser preso.

Na outra ponta, um líder popular e de massas, à frente de todas as pesquisas de intenção de voto, que também está louco para mostrar ao país que vivemos sob abuso de autoridade de um juiz de primeira instância e de uma meninada do Ministério Público que estão prontos para fazer justiça de qualquer jeito e a qualquer custo, nem que para isso possam ser confundidos como justiceiros.

No Brasil da Lava Jato é assim: danem-se os protocolos institucionais que regulam ou deveriam regular o exercício da magistratura, incluindo a discrição, o equilíbrio da balança símbolo da Justiça, enfim, a postura que se espera de um magistrado.

Não! Nesse Brasil coloca-se no ringue um juiz federal que deveria zelar por processo jurídico complexo e polêmico, contra um político que é bom briga e não não foge à luta.

Nem contra Collor de Mello em 1989 ou contra FHC em 1994 e 1998 se viu Lula empurrado para uma luta política tão encarnicida como vemos nessa conjuntura contra o Moro. E tudo com a mídia cobrindo de forma espetaculosa como revelam as capas desta semana de Veja e Istoé, duas das principais revistas de circulação nacional.

Pior é que o juiz da república de Curitiba aceitou a luta política e hoje quer, não somente julgar e condenar o ex-presidente, mas derrotá-lo politicamente.

É isso que veremos no histórico dia 10 de maio de 2017.


“Nietzsche está certo: as convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.”

por  Nelson Jobim, jurista, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, via Zero Hora

É pergunta recorrente.

Ouvi em palestras, festas, bares, encontros casuais, etc.

Alguns complementam: “Foste Ministro de Lula e da Dilma, tens que saber…”

Não perguntam qual conduta de Lula seria delituosa.

Nem mesmo perguntam sobre ser, ou não, culpado.

Eles têm como certo a ocorrência do delito, sem descrevê-lo.

Pergunto do que se está falando.

A resposta é genérica: é a Lava-Jato.

Pergunto sobre quais são os fatos e os processos judiciais.

Quais as acusações?

Nada sobre fatos, acusações e processos.

Alguns referem-se, por alto, ao Sítio de … (não sabem onde se localiza), ao apartamento do Guarujá, às afirmações do ex-senador Delcídio

Amaral, à Petrobrás, ao PT…

Sobre o ex-senador dizem que ele teria dito algo que não lembram.

E completam: “Está na cara que tem que ser preso”.

Dos fatos não descritos e, mesmo, desconhecidos, e da culpa afirmada em abstrato se segue a indignação por Lula não ter sido, ainda, preso!

(Lembro da ironia de J.L. Borges: “Mas não vamos falar sobre fatos. Ninguém se importa com os fatos. Eles são meros pontos de partida para a invenção e o raciocínio”.)

Tal indignação, para alguns, verte-se em espanto e raiva, ao mencionarem pesquisas eleitorais, para 2018, em que Lula aparece em primeiro lugar.

Dizem: “Essa gente é maluca; esse país não dá…”

Qual a origem dessa dispensa de descrição e apuração de fatos?

Por que a desnecessidade de uma sentença?

Por que a presunção absoluta e certa da culpa?

Por que tal certeza?

Especulo.

Uns, de um facciosismo raivoso, intransigente, esterilizador da razão, dizem que a Justiça deve ser feita com antecipação.

Sem saber, relacionam e, mesmo, identificam Justiça com Vingança.

Querem penas radicais e se deliciam com as midiáticas conduções coercitivas.

Orgulham-se com o histerismo de suas paixões ou ódios.

Lutam por “uma verdade” e não “pela verdade”.

Alguns, porque olham 2018, esperam por uma condenação rápida, que torne Lula inelegível.

Outros, simplesmente são meros espectadores.

Nada é com eles.

Entre estes, tem os que não concordam com o atropelo, mas não se manifestam.

Parecem sensíveis à uma “patrulha”, que decorre da exaltação das emoções, sabotadora da razão e das garantias constitucionais.

Ora, o delito é um atentado à vida coletiva.

Exige repressão.

Mas, tanto é usurpação impedir a repressão do delito, como o é o desprezo às garantias individuais.

A tolerância e o diálogo são uma exigência da democracia – asseguram o convívio.

Nietzsche está certo: as convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.


Por Flávio Braga

Mais uma vez a proposta de adoção do voto em lista fechada entrou na agenda do Congresso Nacional. As principais vantagens sustentadas pelos seus defensores são: conhecimento prévio do eleitor acerca de quem serão os possíveis candidatos eleitos; supressão do personalismo eleitoral, com os eleitores passando a votar em projetos e programas partidários e não em candidatos individuais; incentivo à militância orgânica como meio para garantir uma boa posição na lista; fim das coligações proporcionais; barateamento das campanhas eleitorais; eliminação dos chamados puxadores de votos; fortalecimento do sistema partidário e maior facilidade para a fiscalização das campanhas eleitorais.

As principais desvantagens elencadas pelos críticos da proposta são: a lista fechada está sendo defendida, neste momento, para garantir a reeleição de parlamentares investigados na Operação Lava Jato; os detentores de mandatos terão mais cacife político para garantir vaga no topo da lista, inviabilizando a renovação do parlamento; a impessoalidade da lista fechada debilita a relação entre o parlamentar e o eleitorado; na lista aberta, os candidatos adotam posições mais claras perante o eleitorado e a formação das listas será feita pelos caciques da cúpula partidária, com alijamento do corpo de filiados.

O ministro Luis Roberto Barroso (STF) defende a introdução da lista fechada sob o argumento de que no sistema atual, com votação nominal, o eleitor escolhe um candidato A, mas seu voto é contabilizado para a legenda (quociente partidário) e com isso pode garantir indiretamente a eleição de um candidato B. Dessa forma, o eleitor pensa que está elegendo o candidato de sua preferência, mas acaba elegendo quem ele não tem a menor ideia. Além disso, mais de 90% dos candidatos não são eleitos com votação própria.

Nesta quadra, cabe esclarecer que a expressão sistema eleitoral designa o modo particular de conversão de votos em mandatos eletivos. No ordenamento constitucional pátrio foram consagrados dois sistemas eleitorais: o majoritário e o proporcional de lista aberta.

Diz-se sistema de lista aberta quando o partido apresenta uma relação de candidatos sem ordem de precedência entre eles. Assim, serão eleitos pelo partido aqueles mais votados. Nesse sistema é facultada ao eleitor tanto a possibilidade de votar em um candidato individual quanto de votar na legenda do partido.

Diz-se sistema de lista fechada quando o partido previamente seleciona e impõe uma ordem de prioridade entre os seus candidatos, restando eleitos aqueles ordenados nas primeiras posições da lista partidária. O eleitor não vota em indivíduos mas no partido de sua preferência. As disputas eleitorais deixam de ser competições entre pessoas, passando o protagonismo da vida política para os partidos. Esse sistema é utilizado na maioria dos países que adotam o voto proporcional.