FRASE DO DIA

Pretendo ser candidato ao Governo do Maranhão pelo PSB e com apoio do PSDB.

(Roberto Rocha)

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A Prefeitura de Santa Rita, por meio da Secretaria de Igualdade Racial iniciou na manhã de segunda-feira (17), o processo de registro histórico das comunidades quilombolas para conseguir o Selo Quilombos do Brasil, o qual é concedido pela Fundação Palmares, órgão do Governo Federal.

O trabalho está sendo feito “in locco” nas comunidades, ouvindo as histórias dos moradores da localidade e catalogando imagens guardadas. Objetos preservados e enredos narrados pelos patriarcas e matriarcas locais também fazem parte do acervo que será apresentado para garantir a certificação.

A Fundação Cultural Palmares (FCP) é uma instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), seu objetivo é promover a preservação dos valores culturais, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira.

Hoje em Santa Rita existem 22 comunidades quilombolas, destas, 13 são registradas. Uma das metas do prefeito Hilton Gonçalo é certificar todas as comunidades, por esta razão, a secretaria de Igualdade Racial, comandada por Lourinaldo Nunes e Davyson Juan, conta com a assessoria da antropóloga, Andréa Coelho, captando as informações e assim dando mais um passo para a certificação das demais comunidades.

Vale lembrar que o prefeito Hilton Gonçalo sempre valorizou e reconheceu a importância dos remanescentes dos quilombos. No ano de 2006 foi entregue a primeira Escola Quilombola em Tempo Integral do Maranhão no povoado Fé em Deus no município de Santa Rita.

O que é o Selo Quilombos do Brasil?

O Selo é um certificado de origem, que tem como objetivo atribuir identidade cultural aos produtos de procedência quilombola. O manual traz informações quanto aos benefícios de uso do Selo, à solicitação de uso da marca e a sua aplicação. Dela, podem se beneficiar núcleos de produção da agricultura familiar, membros das associações, cooperativas e pessoas jurídicas com empreendimentos nas comunidades reconhecidas.


por  José Reinaldo

O Ministério da Educação, no final do ano passado cometeu um erro nas liberações do FUNDEB passando recursos a mais para quatro estados, Maranhão, Ceará, Bahia e Paraíba e, consequentemente, como o recurso tem uma única fonte, prejudicou outros estados que receberam menos do que deveriam. A lei manda que nesses casos a correção seja feita imediatamente. Em abril os novos prefeitos souberam que os recursos passados a mais, iam ser descontados de uma vez, e ficaram muito preocupados, pois o valor era muito alto, 224 milhões de reais, e caso isso acontecesse não haveria dinheiro para o pagamento de professores, e isso iria desorganizar, por completo, as finanças municipais, arruinando toda a programação financeira dos municípios, prejudicando fornecedores, comerciantes, a comunidade.

A FAMEM mobilizou a bancada e conseguimos a promessa de que o governo editaria uma medida provisória, MP, mandando fazer o desconto em algumas parcelas. Envolvemos nesse acordo alguns ministros e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

A MP foi preparada, e como tem que ser feito, foi ouvida a Procuradoria da Fazenda Nacional que se recusou a aprovar a MP porque a Lei mandava devolver imediatamente para os estados prejudicados e assim a devolução não poderia ser parcelada. Teria que ser mesmo em uma única parcela.

Isso representava um colapso tão grande para as prefeituras maranhenses que novamente a FAMEM mobilizou a bancada, pois as liminares que impediam a devolução, impetradas por outros estados, foram todas derrubadas. E chegou a ser publicada a portaria já com o desconto. E como não adiantava apelar para os ministros novamente a bancada decidiu, aí incluídos deputados e senadores, junto com a FAMEM, solicitar uma audiência com o presidente Temer com urgência para ainda impedir o corte. O Presidente foi informado do que se tratava e chegou a reunião conosco junto com os ministros da Fazenda e da Educação além de outras autoridades. O ministro Mendonça Filho da Educação trouxe uma solução engenhosa que foi aceita pelo ministro da Fazenda, Henrique Meireles.

E o presidente Temer então bateu o martelo e aprovou a solução. A solução, na verdade foi melhor do que o parcelamento e agradou a todos. O presidente Temer é um municipalista e entendeu bem o drama dos prefeitos maranhenses. Ele já havia ajudado antes os municípios com a inclusão dos a habilitação deles para receber uma parte das multas pela repatriação de recursos que estavam no exterior. Antes a lei só contemplava os estados. Isso vai valer também nas próximas etapas desse programa. Ajudou muito, também, quando mandou a lei que distribuía recursos dos impostos sobre compras com cartões de credito para os municípios em que foi gerada a venda com cartões. Antes esses recursos ficavam para os municípios em que os bancos tinham a sua sede.

A segunda boa notícia veio com um grande entendimento entre as bancadas de deputados e senadores do estado. Tudo aconteceu com um mal entendido na convocação da reunião para tratar do assunto das emendas da bancada federal do Maranhão, que envolve deputados e senadores para decidir quais as emendas iriam para a LDO. Os senadores não compareceram a reunião e depois não concordaram com a decisão sem a participação deles na reunião. Na verdade, alegaram que o convite não chegou a eles e assim não sabiam da reunião. Houve o entendimento entre todos e a bancada colocou na LDO uma emenda para a saúde fundo a fundo, uma para os diques da Baixada e outra para o o projeto ITA-UFMA, para permitir o início das aulas do curso de Engenharia Aeroespacial no Maranhão. Daqui para a frente ficou decidido que os senadores indiquem uma emenda, e os deputados duas, uma impositiva e outra não, mas, com o compromisso de que as três receberam o mesmo apoio de todos.

Da emenda do orçamento deste ano, de 60 milhões, já foram empenhados 36 milhões de reais para equipamentos e laboratórios, uma parte para São José dos Campos, outra para a UFMA, e outra para o Centro de Lançamentos de Alcântara. Todas no voltadas para o funcionamento do ITA aqui. Agora, a nova emenda na LDO, destinará recursos somente para a UFMA concluir os prédios onde serão ministradas as aulas. Uma grande vitória para a nossa universidade que estava com os prédios das Novas Engenharias parados, inconclusos e outras obras importantes no Campus.

Na semana passada consegui empenhar quase 10 milhões de reais para a Avenida Piauí em Timon e 3 milhões para obras de infraestrutura em Tuntum. Entre outros tantos municípios, que com muito empenho, eu e os prefeitos conseguimos liberar, além das emendas parlamentares. Mas, para que isso possa acontecer, é necessário que o prefeito tenha projetos aprovados pelos ministérios, como foram todos os casos que consegui liberar extra emendas. Assim, é necessário fazer um bom projeto do que pretende fazer e aprova-los nos ministérios o que demanda trabalho e persistência. Cabe a mim, como deputado, lutar para que esse projeto seja considerado prioritário, e faça parte da portaria que permite ao ministério empenhar os recursos. Não é fácil, mas dá para fazer.

Voltando aos projetos aprovados, eles são importantíssimos. A Avenida Piauí, por exemplo, mudará por completo a feição urbana de Timon, é uma obra modernizadora, na beira-rio, moderna e que fará inveja a Teresina. É uma área de expansão da cidade onde importantes empreendimentos estão se localizando ali, como shoppings, supermercados, centros de distribuição de atacadistas etc. Fiquei muito feliz por essa conquista. Será uma obra marcante na grande administração que Luciano Leitoa vem realizando. Em Tuntum, também, essa obra será muito importante para todo o município.

E estamos empenhados para restabelecer o imposto de importação para o álcool combustível que o Brasil vem importando dos EUA. Sem a cobrança o produto americano chega ao Brasil a preços que inviabilizam a produção brasileira, tirando empregos no Maranhão e em todo o Nordeste e e no Brasil. Um absurdo sem sentido.

Por fim, uma palavra sobre a refinaria. A situação de grave instabilidade do país vem atrasando o projeto. Como é um projeto privado é natural que os investidores esperem que tudo se normalize por aqui, antes de transferirem seus recursos em investimentos de longo prazo por aqui. Mas, continuam firmes no sentido de, logo que tudo se normalize por aqui, realizar o projeto.


Para professor da USP, Lula ‘personalizou o petismo’ e Doria pode ser ‘outsider’ da eleição presidencial de 2018.

Lincoln Secco vê Fernando Haddad e Ciro Gomes como opções para a esquerda em 2018 Foto: Epitacio Pessoa/Estadão

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

A decisão do juiz Sérgio Moro de cassar os direitos políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de ainda caber recurso, põe em xeque os planos do petista – e da esquerda como um todo – para 2018. Se Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto, não for candidato à Presidência, os eleitores de esquerda ficarão órfãos. A avaliação é do professor da USP e autor do livro História do PT, Lincoln Secco. “A esquerda não tem plano B sem o Lula”, disse.

O ex-presidente foi enfático em seu primeiro pronunciamento após a condenação: “Pode saber que eu estou no jogo”. E, sob aplausos de seus apoiadores na sede nacional do PT em São Paulo, afirmou que vai “reivindicar” ser o candidato do partido no ano que vem.

Para o professor, o partido deveria pensar em uma alternativa caso Lula não consiga reverter o processo na segunda instância. Secco, no entanto, disse acreditar que isso não tem sido feito.

O professor vai além: “Sem o apoio do Lula, nenhum candidato da esquerda se viabiliza”. Nem Fernando Haddad, nem Ciro Gomes, nem Guilherme Boulos. Leia abaixo os principais trechos da entrevista com Secco:

Após a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula insistiu que será candidato do PT no ano que vem. Como o sr. vê essa estratégia?

O PT sempre foi um partido bom de tática e frágil na estratégia. O seu último congresso mostrou que ele não pensa em opções além da candidatura de Lula em 2018. Ele não se coloca a hipótese da inelegibilidade de Lula, por exemplo. Mas esse é o discurso oficial do partido e faz sentido. Impedir o PT de ter um candidato competitivo a um ano do pleito equivale a banir a esquerda da vida política.

Mas o partido não deveria pensar em alternativas, caso isso se concretize?

Acho que sim, mas não tem (alternativas). E nessa situação é melhor denunciar o impedimento da única candidatura que ele pode lançar. Por outro lado, acho ele vai protestar sem radicalizar. Pois para ser coerente deveria boicotar as eleições. Só que um partido com o tamanho da sua presença institucional possivelmente não faria isso.

Como o sr. avalia a condenação de Lula?

Como muitos, eu acho que o juiz tinha suspeitas, mas não provas. Como (Moro) já havia se comprometido politicamente com a condenação não tinha alternativa. Ainda acho que a condenação pode ser revertida na segunda instância, porque condenar um ex-presidente sem provas abre um precedente.

A condenação influencia a disputa eleitoral de 2018?

Essa é a grande incógnita. O problema é como o País estará em 2018. Lula candidato poderia ser visto como fator de instabilidade política ou estabilidade social? Se o País estiver pior e sob muitos protestos, Lula aparecerá com força, seja como candidato, seja como eleitor de outro nome do PT. E o adversário da esquerda dificilmente será um nome do establishment do PSDB ou PMDB. Um outsider dentro ou fora desses partidos pode radicalizar o processo político. O que não seria nada bom.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), poderia ser esse candidato outsider? É ruim ter um outsider?

Sim, com certeza poderia ser Doria. Ele não é um produto orgânico do PSDB. Não é ruim em si, mas não é bom para o sistema de partidos.

Como o sr. vê o cenário de um outsider do PMDB ou do PSDB concorrendo com um candidato de esquerda que não seja Lula?

As chances da direita seriam maiores sem Lula no páreo, mas o quadro seria imprevisível, porque haveria uma dispersão de candidatos e votos com a incômoda presença de Bolsonaro. O candidato da esquerda provavelmente seria do próprio PT por uma questão de sobrevivência eleitoral dos candidatos a deputado.

Alguém conseguiria vencer sem a bênção do Lula?

Não. Sem apoio do Lula nenhum candidato da esquerda se viabiliza porque ele concentra a memória do legado petista no poder. Lula personalizou o petismo. A esquerda não tem plano B sem o Lula. Mas o PT, provavelmente, apelaria a um parlamentar ou governador do próprio partido.

Quais os nomes da esquerda para 2018, então?

O PT possui o nome de Haddad (Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo), mas ele possivelmente não teria apoio do Lula. Gleisi Hoffmann (senadora e presidente do partido) se crescer teria. Ciro Gomes terá que se viabilizar sozinho e só teria apoio se chegasse a um segundo turno. O Boulos pode ser um vice, se o processo eleitoral se radicalizasse. Mas ele não tem a mínima chance eleitoral hoje, não tem estrutura partidária.

Surgiu uma conversa de que ele se filiaria ao PSOL…

Pode ser. Mas o PSOL é eleitoralmente inviável. E a relação do Lula com Boulos é boa. Para o PSOL seria ótimo pois teria um candidato legitimado por importante movimento social.


Por Ana Cláudia de O. Santos, via Mundo da Psicologia

No mundo atual, a sociedade é marcada pelo consumismo, status e padrões que geram angústias nos indivíduos. Com todas as exigências contemporâneas de buscar a felicidade a qualquer custo, é natural que em alguns dias estejamos de mau humor, reclamando de tudo, tristes e desanimados. Não é possível ser feliz o tempo todo, pois somos afetados pelo meio que nos cerca e acontecimentos da vida.

Estudos demonstram também que após algumas perdas significativas como: pessoas queridas, emprego, moradia ou de algo puramente simbólico, podem desencadear o surgimento de diversos quadros psicológicos no ser humano.

Um desses casos é a Distimia que, segundo Dalgalarrondo (2008), é considerada como uma síndrome depressiva e tem como característica, indivíduos que possuem humor triste, irritabilidade, dificuldade em tomar decisões, pessimismo, entre outros sintomas. É identificada nos casos de transtornos de humor pelo comportamento deprimido constante do paciente.

O que diferencia o normal do patológico é o quanto a pessoa sofre com isso e a frequência em que esses comportamentos se repetem. Um indivíduo que está sempre de mau humor, pessimista, cansado, com elevado senso de autocrítica, possivelmente pode ser distímico. A dificuldade de identificar a Distimia surge pelo fato da pessoa acreditar que seus sintomas nada mais são do que seu “modo de ser”, deixando de ter um olhar crítico sobre como isso afeta sua vida e relações.

Familiares, redes sociais, ocupações e outras áreas significativas da vida da pessoa, se tornam um problema já que o paciente tende a se isolar ou manter constantes conflitos nas relações, devido seu comportamento agressivo e depressivo, o que torna impeditivo para viver uma vida normal.

Não é fácil a convivência com pacientes distímicos, porém é aconselhável que se o leitor acredita que conhece alguém com tais características, sinalize para essa pessoa que algo pode “estar errado” no seu comportamento, motivando-a assim procurar ajuda profissional. É importante ressaltar que não se deve estereotipar a pessoa, como “você está ficando louco”, “você se tornou

uma pessoa ruim”, etc. Mas sim, conversar de forma calma e respeitosa, visando os limites e as possibilidades do outro.

Essa rede de apoio (familiares e amigos) auxilia na aderência do indivíduo no tratamento, sem que para isso ele seja rotulado ou sofra preconceito. Ressaltando que o paciente não é assim porque quer, ele sofre de uma doença e muitas vezes não tem consciência disso.

A Distimia trata-se de uma depressão crônica com intensidade leve, porém duradoura. Com possibilidade de surgimento no início da idade adulta e persistir por vários anos. Ações preventivas contribuem para que o quadro não se agrave, antecedendo assim o surgimento de mais episódios depressivos com cronicidade maior.

Fatores biológicos, genéticos e neuroquímicos também estão envolvidos no surgimento deste caso. Dessa forma, uma visão ampla e aprofundada sobre os pacientes geram benefícios auxiliando na identificação e acompanhamento de todos esses aspectos. O tratamento medicamentoso é um aliado e complementa o trabalho realizado em Psicoterapia.

Apesar das classificações patológicas da Distimia, no tratamento psicológico, é indicado que o profissional não se limite apenas aos sintomas da demanda, mas que aprofunde seu conhecimento na história de vida do sujeito e como ele percebe, sente e se comporta no mundo. O vínculo terapêutico e acolhimento fortalecem o tratamento e faz com que se torne mais significativo para promover mudanças na vida dessa pessoa.

Bibliografia:

ADRIANO, A., et. al. A compreensão da Distimia: Um estudo comparativo sob olhar das orientações teóricas da Psicologia. São Paulo, SP. UNIP, 2012.

CAMARGO, A. BELQUIZ, A. Distimia – Uma forma de Depressão. São Paulo, SP. Disponível em: http://www.abrata.org.br/new/artigo/distimia.aspx

DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre, RS. 2. ed. Artmed, 2008.

RIVERO, Emanuel. Quando o mau humor se torna doença – Distimia. São Paulo, SP. Abril, 2017. Disponível em: http://mundodapsi.com/uma-outra-forma-de-depressao-distimia/

 


Quando se fala em lista tríplice pressupõe a liberdade de se escolher dentre quaisquer dos três que integraram a mesma. Aqui mesmo, por ocasião da escolha do procurador-geral de Justiça estadual, o governador fez a opção por aquele que não foi o mais votado na lista. Nem por isso o mundo acabou ou isso gerou tanto escândalo.

por Abdon Marinho

LAMENTEI pessoalmente que a escolha do novo procurador-geral da República não tenha recaído sobre o subprocurador mais votado pela categoria, Nicolao Dino.

Meu lamento se deve ao fato de conhecer o Dr. Nicolao desde os tempos em que foi meu professor na Universidade Federal do Maranhão, e saber de sua correção no trato da coisa púbica bem como de sua afabilidade no trato com qualquer pessoa.

Minhas primeiras lições de direito eleitoral foi com ele naquelas manhas de terça com CCSo da UFMA, lá no começo dos anos noventa. Um professor humilde, correto, afável e educado.

Não tenho dúvidas de que prestaria (como já vem prestando) relevantes serviços a nação brasileira.
Noutra quadra, não deixo de observar o quanto nos parece despropositadas as criticas ao presidente da República, senhor Michel Temer, pela escolha da segunda colocada na lista, Dra. Raquel Dodge.

Uns, mais afoitos, falam em ruptura de uma tradição de treze anos.

Ora, não se pode dizer tradicional algo tão novel. Uma tradição pressupõe algo que já venha de dezenas de anos, quiça centenas ou milhares. Dizer que rompeu-se algo que só foi aplicado três vezes é, ao nosso sentir, um absurdo.

Ademais, quando se fala em lista tríplice pressupõe a liberdade de se escolher dentre quaisquer dos três que integraram a mesma.

Aqui mesmo, por ocasião da escolha do procurador-geral de Justiça estadual, o governador fez a opção por aquele que não foi o mais votado na lista. Nem por isso o mundo acabou ou isso gerou tanto escândalo.

Vou além, em se tratando de procurador-geral da República, a Constituição Federal permite ao presidente faça a escolha mesmo fora de quaisquer listas, é o que diz o §1º, do artigo 128: “§ 1º O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República, nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a recondução.”

Assim, qualquer dos integrantes da carreira, desde que maiores de de trinta e cinco anos e aprovados pela maioria do Senado Federal, tem legitimidade para chefiar o Ministério Público da União.

Outra coisa que acabam por esquecer, na histeria dos discursos politizados, é que o Ministério Público da União não é composto unicamente pelo Ministério Público Federal, quem diz isso é a Constituição Federal, no mesmo artigo já referido: “I – o Ministério Público da União, que compreende: a) o Ministério Público Federal; b) o Ministério Público do Trabalho; c) o Ministério Público Militar; d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios;”

Nesta dicção qualquer um que integre a carreira do Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Militar ou Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, além do Ministério Público Federal, desde que preenchidos os requisitos da idade superior a trinta e cinco e da aprovação pelo Senado Federal, poderá exercer a chefia do Ministério Público da União. Pronto!

Causa-me estranheza que pessoas cuja a missão é fiscalizar a aplicação das leis não questionem o tratamento diferenciado dado aos outros órgãos do ministério público da união.

Vejo questionamentos sobre o fato da escolha não ter recaídos sobre o primeiro da lista, mas ninguém nunca questionou o fato de um procurador Militar, ou do Trabalho ou do Distrito Federal e Territórios terem sido escolhidos para chefiar o Ministério Público da União.

Aliás, não sabemos nem se votam na escolha da tal lista. votam?

Pois é, não participam, não votam.

Vejam o absurdo: os fiscais da lei criam distinções que a Constituição Federal não alberga e todos acham isso normal.

Não vejo amparo constitucional para que o Chefe do Ministério Público da União que é integrado por todos, já referidos, seja escolhido apenas pelos – e dentre – os membros do Ministério Público Federal.

Sou tentado a achar que isso também faz parte da tradição. A tradição nacional das castas dentro das castas e todos se achando mais iguais que os demais.

O que me causa espanto é que falam em legitimidade de uma escolha, sabidamente, ilegítima uma vez que deixa de fora os demais membros do Ministério Público da União, que são tratados como se fossem de “segunda classe”. Não são.

A Constituição Federal os coloca na mesma situação de igualdade dos procuradores federais. Não cabe os membros ou suas associações – geralmente mas preocupadas com seus corporativismos –, façam esse tipo de distinção que a constituição não fez, repito.

Os ignorantes – pois ignoram o que seja o Ministério Público da União –, ao invocarem a uma suposta tradição (?), fazem insinuações desabonadoras à escolhida, como se o fato de ter obtido 34 votos a menos que o primeiro colocado a desqualificasse para o exercício da Chefia do Ministério Público da União. Não a desqualifica. Até porque, a diferença de votos que teve a segunda colocada (Raquel Dodge) e o terceiro colocado (Mario Bonsaglia) em relação ao primeiro colocado (Nicolao Dino) foi de 530 votos.

Mesmo diante de toda ilegitimidade do processo, como dito acima, até onde sei, 530 votos (os que não queriam o primeiro) é muito mais que os 34 votos que separam a segunda do primeiro.

Por fim, não há que se falar em ilegitimidade de escolha em tal situação, quando todo o processo de escolha, ao excluir os demais integrantes do Ministério Público da União é, ao meu sentir, ilegítimo.

O bizarro de tudo isso é que a politicalha que envolve o país, impede, mesmo aqueles que ficam dias e noites se dizendo defensores da igualdade de género e do “empoderamento” feminino, reconhecerem e louvarem as qualificações técnicas da escolhida pelo presidente e ao fato de se está escolhendo, pela primeira vez na historia do país, uma mulher para elevada missão de chefiar o Ministério Público da União.

Abdon Marinho é advogado.


Cada organização possui um clima organizacional diferente, ou seja, cada uma possui uma atmosfera psicológica e características únicas

Ivan Jacomassi Junior, via Administradores.com

Atualmente, o conceito de clima organizacional vem ganhando cada vez mais espaço dentro das empresas, pois é um fator que pode influenciar diretamente no desempenho de seu negócio.

Pesquisas da área de gestão de pessoas indicam que colaboradores com índices de motivação baixos, utilizam apenas 8% de sua capacidade de produção. Já nos setores e/ou empresas onde há colaboradores motivados este mesmo índice pode chegar a 60%. Saiba mais: A Xerpa apresenta a importância do reconhecimento não-financeiro para os colaboradores Patrocinado

Há algumas décadas a administração de empresas vem dando atenção a este tema, buscando entender como a qualidade do ambiente de trabalho pode afetar de forma significativa o desempenho dos trabalhadores.

Nesse sentido, o clima organizacional pode ser entendido como a forma com que um funcionário percebe a organização em que trabalha, podendo influenciar a sua motivação e satisfação positiva ou negativamente.

Cada organização possui um clima organizacional diferente, ou seja, cada uma possui uma atmosfera psicológica e características únicas.

A dificuldade em se determinar o clima organizacional está no fato de ele ser algo subjetivo e percebido de forma distinta por diferentes pessoas.

Para medir este clima nas organizações é tradicionalmente utilizado uma Pesquisa de Clima Organizacional, que é um instrumento voltado para análise do ambiente interno a partir do levantamento de suas necessidades.

Este processo cria uma base de informações, identificando e compreendendo os aspectos positivos e negativos que impactam no clima, orientando na definição de planos de ação.

É importante dizer que a Pesquisa de Clima deve sempre estar coerente com o planejamento estratégico da organização e deve contemplar questões de diferentes variáveis organizacionais, algumas delas são:

O trabalho em si;
A integração entre as pessoas e os departamentos;
Salário e Benefícios;
Estilo Gerencial;
Comunicação;
Desenvolvimento Profissional;
A imagem da empresa;
Processo decisório;
Condições físicas de trabalho;
Trabalho em equipe;
Orientação para resultados;
Estabilidade no Emprego;
Relacionamento entre Empresa x Sindicato x Funcionários;
Disciplina;
Participação;
Segurança;
Objetivos Organizacionais.

Cabe ressaltar que não existe uma Pesquisa de Clima padrão, pois cada empresa tem sua realidade, linguagem e cultura. Por isso, é importante que haja profissionais qualificados para a aplicação desse processo.

Quando a pesquisa de clima é bem realizada, entre os inúmeros benefícios que a empresa pode obter estão: o aumento produtividade, uma maior retenção de talentos, a promoção do crescimento e desenvolvimento dos colaboradores, otimização da comunicação, aumento da satisfação dos clientes internos e externos, e acima de tudo, a qualidade de vida no trabalho.

Ivan Jacomassi Junior é Diretor de Negócios e Consultor junto a PERFIX Consultoria Organizacional.


O secretário Felipe Camarão (Educação) conversou com o Blog do Robert Lobato e confrontou a denúncia do aguerrido deputado Wellington do Curso (PP) sobre abandono suposto abandono de uma unidade escolar na cidade de Paraibano, conforme post aqui.

Segundo o secretário, o parlamentar cometeu um equívoco ao confundir uma escola que é de responsabilidade do município como se fosse da responsabilidade do estado.

“O deputado está no papel dele e a gente respeita. Mas, a referida escola nem se chama mais Edson Lobão e sim Gonçalves Dias. Ela foi municipalizada e cedida ao município a pedido da prefeitura, e quanto à obra da quadra é execução do município e não do estado. Portanto, a escola é sim municipal e obra da quadra também, assegurou o secretário.

Considerado um dos melhores secretários do governo Flávio Dino, Felipe Camarão é um gestor que sempre se coloca à disposição dos profissionais de imprensa quando procurado para esclarecer alguma polêmica envolvendo a sua pasta.

O deputado Wellington do Curso poderia fazer uma agenda com o secretário.


Seiscentos delegados votaram e elegeram a senadora Gleisi Hoffmann a primeira mulher Presidenta do Partido dos Trabalhadores, com 61,89% dos votos.

O deputado Zé Inácio esteve no “6º Congresso Nacional do PT – Marisa Leticia Lula da Silva”, que teve início na última quinta-feira (1º) e aconteceu em Brasília. A abertura do congresso foi marcada por uma homenagem a ex primeira dama Marisa Leticia.

Durante o evento, que terminou neste sábado (03), foi reforçada a importância e a necessidade de união e fortalecimento do PT para enfrentar os retrocessos que o atual governo vem querendo impor a classe trabalhadora.

Mais de 1,2 mil pessoas passaram pelo evento nesses três dias. A delegação representando a Chapa “Por Um Maranhão Mais Justo Para Todos e Para Lula”, liderada pelo Deputado Zé Inácio, era a maior do Maranhão. Ao todo, o estado participou com 24 delegados e delegadas, consagrando-se como a 7a maior bancada do Brasil presente no congresso.

Um dos momentos mais marcantes do congresso foi durante os discursos da presidenta Dilma Rousseff, que reforçou a importância das “Diretas Já”: “estamos vendo avanço de medidas de exceção ocorrendo sistematicamente. Precisamos da legitimidade que só o voto direto dá. É diretas por uma questão de sobrevivência do país”, afirmou. E do ex-presidente Lula, que disse “Se a esquerda for pra disputa bem preparada e com um programa factível, a gente vai voltar a governar esse país em 2018!”.

Além de discutir a atual situação política do país, o 6º Congresso Nacional do PT também foi um momento de escolha da nova presidência nacional do partido e tinha como candidatos a senadora Gleisi Hoffmann (PT – PR) e o senador Lindbergh Farias (PT – RJ). Seiscentos delegados votaram e elegeram a senadora Gleisi Hoffmann a primeira mulher Presidenta do Partido dos Trabalhadores, com 61,89% dos votos.

Em seu discurso Gleisi disse “Eu tenho uma grande responsabilidade por ser a primeira mulher a presidir o PT. É uma grande responsabilidade com as companheiras. Eu vou precisar muito da ajuda, do apoio e da unidade de todos vocês”.
A senadora também fez um agradecimento especial a Lula, presidente de honra do PT: “e um agradecimento especial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, todos nós amamos o Lula. Ele sabe da importância que tem para esse partido e para o país”.

Para o deputado Zé Inácio, “esse é um momento de extrema importância, pois reforça o compromisso do Partido com a luta das mulheres. Além disso a senadora Gleisi é uma mulher de fibra, atuante e que certamente conduzira o PT da melhor forma, pautando a luta pela defesa da democracia, das diretas já e em defesa de Lula”.

Representantes de movimentos sociais como a União Nacional dos Estudante (UNE), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Frente Brasil Popular e Central Única dos Trabalhadores (CUT) também estiveram presentes no congresso e defenderam a importância de o povo ir às ruas lutar pelas “Diretas Já” e reforçaram seu apoio à candidatura de Lula para presidente.


No desenvolvimento de práticas saudáveis e esportivas para os estudantes do município, a Prefeitura de Urbano Santos, por meio das Secretarias Municipais de Educação, Esporte, Saúde, Cultura e Juventude de início no último sábado (20) a XVII edição dos Jogos Estudantis de Urbano Santos (JEUS).

O evento iniciou com o desfile que reuniu alunos e professores de escolas municipais, estadual e particulares que percorreram as principais ruas e avenidas da cidade até o Ginásio Poliesportivo, onde aconteceu a cerimônia oficial de abertura dos jogos.

O evento mobilizou a cidades e contou com a participação da prefeita Iracema Vale, vice-prefeita Darcy Almeida, o prefeito de Belágua Hérlon Costa, os secretários de Esporte Adilson Gomes e de Educação, Nilma Sodré, vereadores e outras autoridades. A prefeita destacou a importância do investimento no esporte. “Dar condições e incentivar a prática esportiva não colabora apenas com a qualidade de vida, mas também na cidadania. O que os estudantes aprendem são principalmente valores e disciplina, características que serão levadas para o resto da vida” disse a gestora.

Neste ano, cerca 1.400 atletas de 27 escolas (17 da Zona Rural e 10 da sede), participam dos jogos. Além das modalidades que já faziam parte da programação, este ano foram acrescentadas mais quatro. Entre as novidades estão Jui Jitsu, Dama, Vôlei de Praia e Beach Soccer. Estas duas últimas serão realizadas na Arena de Beach Soccer Fábio Pedrosa, inaugurada no último dia 16 de maio.

O encerramento dos jogos será no próximo sábado, dia 27, com a entrega de troféus aos campeões.

ARENA

A população de Urbano Santos recebeu mais um espaço voltado para a prática esportiva e lazer. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer inaugurou, no último dia 16, a Arena de Beach Soccer Fábio Pedrosa – “Fabão”. O local também servirá para as novas modalidades do JEUS como Vôlei de Praia e Beach Soccer. A bola já rolou em uma partida especial de inauguração entre a seleção de Urbano Santos e os Amigos. O placar foi de 4 a 2 para o Urbano Santos.