FRASE DO DIA

Destruir Lula é roubar a voz dos pobres, só um povo infantil faria uma coisa dessa

(Domenico De Masi, sociólogo italiano)

Comentar

Ela conta que não bastassem om traumam que os colaboradores enfrentam, e as sequelas que ficam por conta dos assaltos, eles ainda têm que arcar com o pagamento do valor levado pelos marginais.

Ganhou uma repercussão considerável o post “Vagabundo faz a festa: A falta de segurança na rede de farmácias Extrafama”, publicado no sábado, 11 (veja abaixo).

Após o post, dois importantes fatos ocorreram.

O primeiro foi o comentário deixado pelo vereador por São Luis, Ricardo Diniz (PCdoB), afirmando que irá apresentar um projeto de lei exigindo que as redes de farmácias equipem as lojas com segurança privada para dar maior tranquilidade aos colaboradores e clientes.

“Meu querido Robert, essa semana darei entrada em um projeto para garantir a segurança dos colaboradores da empresa e clientes. Faremos um debate bem amplo e tentar encontrar a melhor solução, só não podemos ficar à mercê da violência”, comentou o vereador.

O segundo fato, este além de importante muito grave, ocorrido a partir do post sobre a falta de segurança nas farmácias de rede Extrafarma, diz respeito a uma denúncia feita por uma funcionária que encontra-se “encostada” pelo INSS justamente por ficar inapta ao trabalho após inúmeros assaltos da qual foi vítima.

Funcionários pagam pelos assaltos

Em contato com o Blog do Robert Lobato, a colaboradora, que aqui vamos chamá-la de “Mirtiz”, pois ela pediu para ter a sua identidade real sob sigilo, disse que os assaltos nas farmácias da rede Extrafarma são recorrentes e em alguns casos os clientes e funcionários passam por um verdadeiro terror.

Segundo Mirtiz, em todas as lojas em que ela trabalhou houve assaltos: Renascença, Cohab, Cidade Operária e no Pingão/Planalto. Ela conta que não bastassem os traumas que os colaboradores enfrentam, e as sequelas que ficam por conta dos assaltos, eles ainda têm que arcar com o pagamento do valor levado pelos marginais.

“Fui contratada pela Extrafarma em meados dos anos 2000 e desde o primeiro ano que comecei a trabalhar nas farmácias da rede fui vítima de assalto.  Começou pela loja do Renascença depois Cohab, Cidade Operária e por último na unidade do Pingão/Planalto. É uma situação muito traumatizante, pois os funcionários são humilhados, sofrem agressões dos bandidos, enfim, são os piores momentos que uma pessoa pode passar. O assalto na farmácia do Pingão foi um horror. Até hoje vivo sob prescrição de remédios controlados, passei por um grave estado de depressão, fui diagnostica com síndrome do pânico e não tenho condições de voltar a trabalhar, atualmente encontro-me encostada pelo INSS. E se não bastasse todo o drama que a gente passa durante os assaltos, os funcionários ainda são obrigado a pagar pelo valor levado pelos assaltantes. A Extraforma cobre apenas R$ 150,00 do valor assaltado o resto é descontado dos colaboradores independente do montante roubado”, relatou Mirtiz ao Blog do Robert Lobato.

O Pior é que esse escárnio, esse assédio moral escancarado, enfim, essa sacanagem, provavelmente não deve ser um privilégio somente da rede Extrafarma. As outras redes de farmácias devem fazer o mesmo com o seus colaboradores. Ou seja um verdadeiro AB-SUR-DO!!!

Que as autoridades competentes, incluindo o Ministério Público do Trabalho, tenham a coragem de apurar essas denúncias e punir exemplarmente todos os que andam à margem da lei.

E se precisarem da colaboração do Blog do Robert Lobato é só entrar em contato.


Não precisa, claro, concordar com o médico psiquiatra Marcelo Caixeta. Aliás, ele pode até sustentar suas teses motivado a partir de pressupostos pessimistas da humanidade, mas vale a apena a leitura e debate em torno dos seu artigo, que o Blog do Robert Lobato reproduz abaixo, sobre tema que ganha cada vez mais a importância já que, direta ou indiretamente, tem a ver com todos nós: a questão da segurança e do sistema prisional brasileiro.

Confira e comente.

———

Irrecuperáveis: grande parte dos presidiários envolvidos nas chacinas gosta de matar, morrer e brigar

por Marcelo Ferreira Caixeta* (artigo publicado originalmente no Facebook do autor).

“Esse povo das gangues intra-penitenciária tem “prazer em brigar”, tem “prazer em matar”, e isso nossa “sociedade da psicologia”, dos “direitos humanos”, não quer aceitar”

Quem não aprendeu trabalhar não tem solução.

Uma análise psiquiátrica-forense.

Vou aqui repassar minha experiência de 35 anos em unidades psiquiátricas-forenses hospitalares.

Minha tese é de que , para deter as rebeliões/chacinas nos presídios, de nada adiantará “políticas de direitos humanos”, “recursos e mais recursos”, “comissões”, ou seja, o “blábláblá” de sempre… Atualmente dirijo uma unidade hospitalar psiquiátrica-forense destas, voltada para adolescentes. Tenho especialização em psiquiatria criminal ( forense ) e em psiquiatria do adolescente, pela Universidade de Paris.

Existe uma ciência chamada “etologia” que estuda o comportamento e desenvolvimento comportamental animal. Faz parte da biologia. A biologia mostra que, se você tampar os olhos de um gatinho, logo depois que ele nasce, por um pequeno período de tempo, depois, mesmo se você destampar os olhos dele, ele não vai voltar a enxergar, as células do cérebro dele responsáveis pela visão já “morreram”, não se desenvolvem mais. São os chamados “developmental tender points”, ou “pontos sensíveis do desenvolvimento”. Uma vez ultrapassados, não há mais volta…

Na psicologia infantil-juvenil há a mesma coisa : se você não aplicar a disciplina amorosa e o senso de responsabilidade/dever/trabalho, numa determinada fase, depois não se conserta mais. Isso está acontecendo com a juventude de hoje : não recebem disciplina, ocupação, responsabilidade, dever, na época certa. Não aprendem a trabalhar. Depois só irão “curtir os prazeres da vida”, não terão aprendido o “prazer do trabalho”. Irão transformar-se em animais, viver para o prazer das drogas, comida, sexo, o prazer da agressividade, lutas, guerras, etc. Isto é um problema da sociedade ocidental atual, que vive de “passar a mão na cabeça” da molecada, “a psicóloga disse que não pode bater”. Criança precisa, sim, ser contrariada, se necessário, precisa, sim, levar palmada. Não pode se julgar a dona do mundo, melhor do que todos, dona do próprio nariz, a “rainha do pedaço”, o “reizinho que tem de ser satisfeito em tudo”. O amor disciplinado tem de contrariar, tem de castrar. Na época certa tem de dar a tarefa, a responsabilidade, o estudo, o trabalho. Isso, na família de antigamente, ficava muito a cargo do pai. Mas a “função paterna”, hoje em dia , foi destruída, foi anulada. Colocaram a “psicologia” , os “direitos humanos”, os “meus direitos”, o prazer, as “garantias do Governo”, no seu lugar…

Resultado : depois que a pessoa não aprendeu a trabalhar, “ babau”… Não aprende mais; vai querer curtir a vida com outras coisas, que não o prazer da realização , do trabalho, da “coisa-bem-feita”. Vai ter prazer só nas coisas “biológicas”, inclusive na luta. Esse povo das gangues intra-penitenciária tem “prazer em brigar”, tem “prazer em matar”, e isso nossa “sociedade da psicologia”, dos “direitos humanos”, não quer aceitar. Eles estão superfelizes, estão se esbaldando, de tanto guerrear, matar, trucidar, esquartejar. É o prazer deles. Um prazer tanto maior porque turbinado, além dos fatores psicossociais acima, pela lesão cerebral produzida pelas drogas e pelas disfunções cerebrais produzidas pelas genéticas das quais muitos são portadores : hiperatividade, transtorno bipolar, distúrbio de personalidade psicopática, alterações cerebrolesionais do comportamento ( “impulsividade/agressividade orgânica”), etc. Então, com doença, com droga, com toda uma deformação social, psicológica, familiar, são praticamente incuráveis. Se há incurabilidade, têm, sim , de ficarem fechados, pois a sociedade precisa de paz para viver e trabalhar. Mas, mais uma vez, as políticas governamentais vão é na contramão disso tudo : “vamos soltar eles, gente”, “50% está preso injustamente”, “são criminosos de crimes pequenos”, etc.

Olhem, vou dizer pra vocês , após 35 anos lidando com esta população, nunca eu vi um “preso injustamente”, nunca vi um “anjinho na cadeia”. Pelo contrário, quando são presos é porque já é tarde demais, já cometeram crimes demais… Se nossa população carcerária cresce não é por causa de “falta de direitos humanos”, pelo contrário. Ela cresce porque o Brasil é o país mais permissivo , mais frouxo, do mundo, mais libertino do mundo, mais “pode-fazer-o-que-quiser” do mundo, mais sem regras e sem obediência do mundo . É claro que vai ter muito crime mesmo, muito homicídio, muita prisão …

Aqui pode tudo, esse povo faz de tudo, e quando é preso aí vem reclamar da “falta de liberdade”. Solução prá esse povo ? É reclusão mesmo, senão a sociedade não tem paz, como agora não vem tendo… É claro, que, ao meu ver, não é apenas “recluir por recluir”. No meu entender, prisões deveriam ser hospitais psiquiátricos, com tratamento, ocupação, psicoterapia, medicação que se fizer necessária. Avaliações periódicas para ver se há melhora. Se não há melhora, que continuem presos. Antes eles do que nós.

* Médico Psiquiatra


Isso se deve a uma minoria de blogueiros que recorre a atalhos desqualificados para se dar de bem. Em alguns casos essa minoria parece que sequer tem responsabilidade consigo mesmo ou mesmo amor à vida.

Desde que o jornalista e blogueiro Décio Sá foi executado em plena Avenida Litorânea, em abril de 2012, a blogosfera maranhense cresceu exponencialmente e hoje o estado pode ser, proporcionalmente, o ente da federação com o maior números de blogs.

O trágico fim do Carequinha, porém, parece não ter servido de alerta, por mais bárbaro que seja, para que muitos blogueiros que surgiram a partir desse crime que ganhou o mundo, tomassem o devido cuidado quanto à forma de fazer blog, do cuidado sobre o que postar e, principalmente, como se relacionar com situações em que fontes, “bombas” e os alvos das “bombas” estão em jogo.

Há muitos colegas na blogosfera que perderam não digo nem a noção teórica de jornalismo, mas a noção do ridículo, da vergonha e, o que é pior: do perigo.

Não estou querendo com isso dizer que blogueiro tenha que ser tudo bom moço, pacato, comportadinho, que não deva ser polêmico ou mesmo que não faça do seu blog um instrumento de jornalismo investigativo. Não é isso.

Claro que um blog pode e deve ser um parceiro da sociedade para denunciar tudo de errado que muitas das vezes o povo não consegue alcançar por falta de informação; mas, o que não me parece correto é fazer da maracutaia de alguém um objeto para tirar vantagem pecuniária.

Há muita forma de explorar profissionalmente um blog. Aliás, pode-se até torná-lo em uma empresa formal, um veículo de comunicação como outro qualquer.

O problema é que alguns se utilizam dessas excepcional ferramenta para intimidar pessoas com o objetivo de ganhar dinheiro fácil. Esquecem que tudo que chega de forma fácil tende ir embora com a mesma facilidade. Ainda mais quando esse “fácil” se torna sinônimo de crime.

Conceito ruim

Não é à toa que o conceito de blogs e de blogueiros é muito anda ruim na sociedade de uma forma em geral. Nosso conceito está mais baixo que fiofó de cobra, para usar a expressão de um compadre meu.

Isso se deve a uma minoria de blogueiros que recorre a atalhos desqualificados para se dar de bem. Em alguns casos essa minoria parece que sequer tem responsabilidade consigo mesmo ou amor à própria vida.

É quando a blogosfera cheira à pólvora.

“Bob, você quer dizer que tem blogueiro que pode ter o mesmo fim do Décio Sá?”, perguntaria um leitor preocupado com o teor deste post.

Bom, um amigo costuma dizer que existe gente que gosta de meter o dedo no ‘cibico’ da morte. Ou seja, pelo que se ouve pelos bastidores é que teria blogueiros que estão, digamos, abusando em brincar com o perigo.

E este post tem o objetivo apenas de colocar essa questão na pauta da blogosfera maranhense – e a Amablog tem um papel fundamental nesse debate.

Não cabe ao Blog do Robert Lobato, e nem tem essa pretensão, apontar o dedo especificamente para ninguém, até porque aqueles que optam em fazer blog com “emoção” devem estar conscientes dos seus atos e das eventuais consequências deles.

Enfim, nunca é demais lembrar: quem avisa amigo é.


Guilherme Silva Neto, de 20 anos, foi morto pelo pai Foto: Reprodução do Facebook

Guilherme Silva Neto, de 20 anos, foi morto pelo pai Foto: Reprodução do Facebook

A intolerância política chega às casas das famílias brasileiras, infelizmente.

Como se não bastasses os inúmeros casos de violência doméstica motivados pelas mais diversas questões, agora é a intolerância política que começa a fazer parte do lúgubre “menu” de causas que levam pais assassinarem os próprios filhos.

Foi o que aconteceu na cidade de Goiânia, ontem, dia 15, quando o jovem estudante da Universidade Federal de Goiás, Guilherme Silva Neto, de 20 anos, foi assassinado pelo pai, o engenheiro Alexandre José da Silva Neto, de 60 anos. conforme matéria do jornal Extra.

É a radicalização da política nacional chegando a níveis inimagináveis.

Confira a reportagem do jornal Extra.

Estudante é morto pelo pai que não aceitava participação dele em movimentos sociais

A falta de tolerância resultou em tragédia familiar na cidade de Goiânia nesta terça-feira. O estudante de Matemática da Universidade Federal de Goiás, Guilherme Silva Neto, de 20 anos, foi assassinado pelo pai, o engenheiro Alexandre José da Silva Neto, de 60 anos. Segundo a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios, que investiga o caso, os dois teriam discutido porque o pai não queria que o jovem saísse para ir até uma ocupação e “não aceitava sua participação em movimentos sociais”

Quando o pai saiu de casa, por volta das 17h, o jovem deixou a residência. Ao saber disso o engenheiro foi atrás do filho e atirou. Guilherme correu, mas foi perseguido pelo pai, que o atingiu mais algumas vezes, matando o rapaz, na esquina da Avenida República do Líbano. O homem, então, se deitou sobre o filho e atirou nele mesmo. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu num hospital da região.


O caso do rapto da menor Juliana Moura, de apenas 9 anos, nos remete a uma reflexão séria sobre as responsabilidades dos pais com os filhos em tempos de violência assustadora em que vivemos.

Claro que casos de maníacos que raptam e abusam de menores não são coisas recentes, pelo contrário, sempre existiram.

O que mudou foi perigo desses fatos a partir do aumento populacional da nossa cidade com o surgimento de invasões, falta de planejamento urbano, tráfico de drogas etc.

Até pouco tempo, as comunidades eram mais pacatas, todos se conheciam. Havia laços fraternos entre as pessoas e famílias, todos se conheciam. “Vizinho” era mais do que uma simples palavra: era uma extensão da nossa família.

Isso tudo mudou.

Atualmente as comunidades são espaço onde mais se vive do que se convive. Cada morador fica na sua, trancafiado em casa atrás de portões, janelas gradeadas e cercas elétricas.

Essa triste realidade social força maiores cuidados dos pais com seus filhos.

Um simples pedido para a criança ir rapidinho na quintada comprar um quilo de farinha pode ser algo extremamente perigoso nos dias atuais.

Os pais precisam entender isso. E não se trata de frescura ou superproteção dos filhos: é só proteção mesmo. Numa palavra: não se pode dar sorte ao azar.

Se é muito triste não vermos mais nossos filhos brincando nas ruas dos bairros, mas devastador ainda é não poder vê-los de jeito algum, pois é o que pode acontecer se nós, pais, não redobrarmos a responsabilidade com as nossas crias.

As comunidades

Pessoalmente penso ser possível resgatar os laços fraternos das comunidades. 

Resgatar a riqueza cultural que muito bairros ainda possuem, os talentos no futebol, a prátia de vólei e basquete de rua; os blocos de carnaval e as quadrilhas de São João. As comunidade querem e precisam dessas coisas. Basta ter a decisão política de fazer com que se possa ter de volta os bairros, os nossos antigos condomínios abertos.

Mas, enquanto isso não vem, só resta ter todo o cuidado possível com as nossas crianças. Confiar desconfiando de tudo e de todos, sempre!

Nunca foi tão perigoso viver.

Ainda mais para os nossos filhos.


Um jovem teria se atirado para morte agora pouco do viaduto do Monte Castelo. Até a publicação deste post o suposto suicida ainda não havia sido identificado.

O Blog do Robert Lobato volta em breve com mais informações.

Curiosos observam corpo de jovem que supostamente se atirou do viaduto do Monte Castelo.

Curiosos observam corpo de jovem que supostamente se atirou do viaduto do Monte Castelo.

suicídio2

Transeuntes tentam animar jovem que parece não ter resistido à queda de quase 20 metros.