A princípio não é possível identificar um nome com capilaridade nacional, carisma, liderança e força eleitoral do Lula. Alguns possíveis substitutos são lembrados na eventualidade de Lula ficar impedido de disputar o pleito de presidente do anos que vem.

Aconteceu o que todos já sabiam: o juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente Lula no caso do Triplex.

Era apenas uma questão de tempo. Ninguém tinha dúvida de que o “presidente da república de Curitiba” condenaria o líder petista.

Numa canetada, Moro  sentenciou Lula a 9 anos e 6 meses de prisão na quarta-feira, 12. E certamente o condenará em outros processos em que o ex-presidente é réu, pois mais do que colocá-lo na cadeia, os justiceiros da Lava Jato querem cassar o direito de Lula ser candidato em 2018 tornando-o ficha suja.

Entretanto, caso a força-tarefa da Lava Jato consiga mesmo tirar Lula da disputa no ano que vem, a questão fundamental colocada para o PT é: quem pode ser o candidato do partido a presidente?

O PT padece de um mal muito comum de partidos que concentram sua força em apenas uma única liderança.

Desde a sua fundação, o PT outorgou a Lula o direito de ser o líder supremo do partido, seja porque foi o principal idealizador da criação da legenda, seja porque de fato é um grande líder popular carismático.

Seja como for, o PT ficou reduzido à liderança de Lula e agora terá que enfrentar a dura realidade de encontrar alguém que possa ser candidato a presidente com chances reais de vitória em 2018, tarefa, convenhamos, nada fácil.

Uma vez fora da disputa, Lula se tornará um cabo eleitoral fortíssimo, mas uma coisa é sair pelo Brasil pedindo voto para algum companheiro, outra completamente diferente seria o próprio petista pedindo voto pra si.

A princípio não é possível identificar um nome com capilaridade nacional, carisma, liderança e força eleitoral do Lula. Alguns possíveis substitutos são lembrados na eventualidade de Lula ficar impedido de disputar o pleito de presidente do ano que vem.

As alternativas vêm prioritariamente de dentro do PT, algumas delas: Wellington Dias, governador do Piauí; Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo; e Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde.

Outros nomes lembrados, de fora do partido, são: Ciro Gomes (PDT), ex-governador do Ceará; e Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão – este último precisa pular a fogueira da Lava Jato e não virar réu até o final do ano, caso contrário pode esquecer voos além dos limites maranhenses.

Ocorre que quem conhece a dinâmica do PT sabe que é pouco provável que o partido prescinda de ter uma ‘prata da casa’ como candidato a presidente da República. O nome pode vir até de outro partido, mas terá que se filiar ao PT.

O fato é que com Lula fora da disputa, não será nada fácil a vida do PT em 2018, inclusive nos estados.

Chegou a hora do PT provar que é maior do que o Lula, como sempre ouviu-se na retórica da companheirada.

O desafio está posto para a massa petista.

10 comentários em “Eleições 2018: O PT e os desafio pós-condenação de Lula

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