A principal lição  que se pode tirar desse Brasil pós-impeachment é que definitivamente a luta do poder pelo poder não vale a pena. A história não perdoa quem conspira contra o país e principalmente contra o seu povo. E isso  serve não apenas para os Temer’s e Aécios da vida, mas para todos que por ventura e aventura brincam com os destinos da nação.

O Brasil teve a honra de viver dois processos de impeachment de presidentes democraticamente eleitos.

Em 1992, Fernando Collor de Melo foi catapultado do poder em virtude de ter ganhado um Fiat Elba de presente. O carango teria sido comprado com dinheiro oriundo de esquemas de corrupção. Parece piada de mau gosto um plaboy, acostumado com Ferraris e Lamborghinis, ser cassado por um modesto Fiat Elba!

Em 2006 foi a vez de Dilma Rousseff. A justificativa que encontraram para tomar o mandato da pobre petista foi de que ela andou “pedalando” no Orçamento da União o que, segundo os seus algozes, caracterizou crime de responsabilidade passível de pena capital do ponto de vista político. Foi o que ocorreu e a mulher teve que deixar o Palácio do Planalto à contra-gosto.

No caso do impeachment da Dilma, há acontecimentos ulteriores que nos levam a refletir sobre muitas coisas.

Em primeiro lugar, ficou claro que o Aécio Neves (PSDB) é um péssimo perdedor. Nunca aceitou o fato de ter perdido uma eleição da qual achava-se “vencedor moral”.

Desde então passou a se comportar como um garoto mimado e mal criado. Tanto que depois não escondeu do Joesley  “Safadão”, o mala da JBS, que o pedido para cassação da chapa Dilma-Temer foi apenas para “encher o saco do PT”. Quanta irresponsabilidade de quem pensou em ser presidente da República!

Não sei ao certo se gente com a personalidade e o caráter de um Aécio Neves tem tempo para arrependimentos ou remorso, mas o destino foi implacável com aqueles que brincaram com o fogo do impeachment.

Nunca que o senador mineiro, presidente nacional do PSDB, um dos políticos mais influentes do país (ou pelo menos era) podia imaginar que passaria por intempéries tão cruéis como tem passado. Não só pelo risco real de ser preso, mas só o fato de conviver frente à realidade de ver a irmã e chefa dos seus negócios estar na cadeia é algo que deve estraçalhar o coração até um cara como Aécio Neves!

E o que dizer do infortúnio do próprio presidente Michel Temer cuja missão pós-impeachment era a de “pacificar o país”? Até tentou é verdade, mas aí escândalos em série acabaram não apenas por agravar a crise política como cada vez mais dividir o Brasil onde não há um especialista político capaz de afirmar, com chances de acertos, onde iremos parar.

O impeachment da Dilma foi um erro extraordinário. Estava escrito nas estrelas que aquilo não iria acabar bem, até porque o PT passaria a fazer uma oposição sem trégua e sistemática , e disso os petistas sabem fazer como nenhum outro partido.

A oposição e o “aliado” PMDB poderiam ter a necessária paciência histórica e esperar as eleições de 2018 talvez até com chances de vitória, mas preferiram subestimar a todos e a tudo, inclusive a Lava Jato.

A mídia, que apostou todas as suas fichas naquele processo traumático, hoje faz com  o moribundo governo Temer tal como fez com Dilma.

Por fim, a principal lição  que se pode tirar desse Brasil pós-impeachment é que definitivamente a luta do poder pelo poder não vale a pena. A história não perdoa quem conspira contra o país e principalmente contra o seu povo.

E isso  serve não apenas para os Temer’s e Aécios da vida, mas para todos que por ventura e aventura brincam com a nação, que dizem uma coisa trepado nos palanques ou no horário eleitoral, mas no escurinho do cinema agem como qualquer outro político cretino e salafrário.

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