FRASE DO DIA

Estou aqui para mostrar que nós vamos continuar de cabeça erguida, de mãos limpas, esse foi o jeito que eu escolhi de fazer política, e ninguém, nenhum vagabundo tipo o Alexandrino, vai inventar mentira sobre a minha vida pública.

(Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) sobre o delator da Odebrecht Alexandrino Alencar)

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Já com o intuito de garantir o atendimento, o deputado também apresentou proposta que obriga a Central de Regulação de Vagas autorizarem internamento para gestantes de alto risco em hospitais da rede privada

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) deu entrada, na Assembleia Legislativa do Maranhão, em mais 5 Projetos de Lei que buscam melhorar os serviços de saúde pública ofertados à população.

Ao justificar as propostas, o deputado Wellington destacou que a preocupação com a vida é algo necessário e, consequência disso, é garantir um serviço público de qualidade à população.

“Para nós, em uma sociedade, prioridades devem ser elencadas. Uma delas é quanto à qualidade dos serviços públicos de saúde ofertados. A vida não espera e, por isso, é essencial que haja essa preocupação a fim de se garantir um bom atendimento nos hospitais públicos também”, disse Wellington.

Entre os PL’s apresentados, há o projeto que obriga que maternidades e estabelecimentos hospitalares congêneres realizem o exame de oximetria de pulso em recém-nascidos (teste do coracãozinho); há também a proposta que obriga as unidades de saúde a disponibilizarem, em local de fácil visualização, nas entradas principais de acesso ao público, sistema de informação identificando os profissionais escalados para a prestação dos serviços. Em relação à prevenção, Wellington apresentou projeto que propõe que o servidor da Secretaria de Estado da Saúde, no exercício de sua função, que detectar indício de maus-tratos, em crianças, adolescentes ou idosos, fica obrigado a informar à direção do órgão de sua atuação, para que, através de ofício, imediatamente, comunique à Vara da Infância, do Adolescente, e de Violência Doméstica.

Já com o intuito de garantir o atendimento, o deputado também apresentou proposta que obriga a Central de Regulação de Vagas autorizarem internamento para gestantes de alto risco em hospitais da rede privada, quando ficar constatado que não existe vaga (vaga zero) em hospitais da rede pública em distâncias iguais ou superiores a 200 km.


por Abdon Marinho

QUANDO me indagavam quais momentos da história política recente brasileira mais me emocionaram respondia respeitando a ordem cronológica:
A eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral. Ainda criança acompanhei a campanha pelas diretas, testemunhei o sentimento de frustração pela rejeição da emenda Dante de Oliveira, pelo Congresso Nacional. A eleição de Tancredo Neves, logo naquele início de 1985, foi uma espécie de compensação pela frustração experimentada no ano anterior. O primeiro presidente civil depois do Regime Militar iniciado em 1964. Era/foi algo mágico. Acompanhando voto a voto, não foi possível conter a emoção durante a proclamação do resultado e, logo depois, durante seu primeiro discurso.
Um segundo momento emblemático foi aquele compreendido entre a madrugada de 15 de março e o 21 de abril de 1985, a doença, a agonia e morte de Tancredo Neves. As esperanças se arrefeceram, iríamos para um governo de José Sarney, líder civil do regime dos generais-presidentes.
Um terceiro momento de rara emoção foi a promulgação da Constituição de 1988. Já naquela tarde de 5 de outubro sabíamos que não tínhamos a Constituição perfeita e, sim, a que era possível diante da conjuntura que vivia o país. O próprio Ulysses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte, disse isso no seu discurso. Ainda assim, para nós, cidadãos, aquele momento tinha um significado especial. Era o fim de um ciclo. Imaginávamos que um novo país iria surgir a partir daquele dia.
Outro momento singular e, também, emocionante desta breve lista, foi o impeachment do presidente Collor de Melo, a votação pelo recebimento da denúncia foi o primeiro e mais grave teste da nossa jovem democracia, e passamos com louvor.
O quinto momento é justamente aquele que é a razão deste texto: a posse de Lula em 1º de janeiro de 2003.
Os cidadãos brasileiros que acompanhamos a breve história do país – da eleição de Tancredo à posse de Lula, tendo ou não votado nele –, não pode ficar indiferente ao momento histórico que vivíamos. Era, na história do país, a primeira vez que um trabalhador, pobre, sem formação acadêmica, um autêntico “do povo”, chegava ao cargo mais alto do país.
A posse de Lula era a materialização de que o Brasil tornara-se uma democracia plena, onde qualquer do povo, poderia chegar, dependendo do seu esforço próprio, onde quisesse. O próprio Lula realçava tal feito ao dizer que o diploma de presidente era o segundo diploma, o primeiro fora o de torneiro mecânico, obtido junto ao SENAI.
Os eleitores de Lula, derrotados nos três últimos pleitos presidenciais (89, 94, 98), sentíamos a agradável sensação do dever cumprido. Lá estava o primeiro operário fazendo o seu discurso de posse e acenando com um novo Brasil muito diferente de tudo que havíamos vivido, sem corrupção, sem patrimonialismo, onde a lei valesse igualmente para todos, onde o cidadão tivesse a certeza que não estava havendo nenhum tipo de desvios.
Era uma farsa. Nós, cidadãos, gastamos lágrimas e emoção à toa. O líder trabalhista, talvez, nunca tenha ido além de um pelego a serviço da elite dominante, um boy de luxo dos grandes empresários, um bon vivant, como o teria descrito o general Golbery do Couto e Silva, conforme palavras do amigo de “infância” de Lula, Emilio Odebrecht.
Numa entrevista concedida nos últimos dias, na esteira da divulgação do conteúdo da colaboração da empresa Odebrecht – lembrando que esta é apenas uma dentre tantas empreiteiras, grupos econômicos que ainda podem colaborar –, o ex-presidente Lula se disse
“feliz” com o fato da colaboração ter revelado o envolvimento de diversos outros partidos e políticos como beneficiários, mensalistas da empresa.
A alegria do senhor Lula – é o que tenta transmitir –, é pelo fato dele e do seu partido não estarem solitários no lamaçal que foi revelada e inundou os meios de comunicação.
Vejam, meus caros leitores, que se passaram pouco mais de 14 anos entre o discurso de posse onde o senhor Lula disse: “O combate à corrupção e a defesa da ética no trato da coisa pública serão objetivos centrais e permanentes do meu Governo. É preciso enfrentar com determinação e derrotar a verdadeira cultura da impunidade que prevalece em certos setores da vida pública.
Não permitiremos que a corrupção, a sonegação e o desperdício continuem privando a população de recursos que são seus e que tanto poderiam ajudar na sua dura luta pela sobrevivência.
Ser honesto é mais do que apenas não roubar e não deixar roubar. É também aplicar com eficiência e transparência, sem desperdícios, os recursos públicos focados em resultados sociais concretos. Estou convencido de que temos, dessa forma, uma chance única de superar os principais entraves ao desenvolvimento sustentado do país. E acreditem, acreditem mesmo, não pretendo desperdiçar essa oportunidade conquistada com a luta de muitos milhões de brasileiros e brasileiras” e agora, quando mendiga a igualdade entre os corruptos nacionais que jurou combater.
Infelizmente, ao senhor Lula, nem a igualdade entre os corruptos o socorre. O que resta claro e cristalino é que ele, antes, durante e depois da presidência esteve a serviço – e como tal foi remunerado –, dos grupos econômicos. E isso já vinha de longe. O próprio senhor Emilio Odebrecht sentiu-se estimulado a buscar a aproximação com ele após o diálogo a que nos referimos lá atrás com o ministro do regime militar. Mesmo durante os anos de chumbo, conforme narrado o livro de Romeu Tuma Júnior, Assassinato de Reputações, já era dado a um acordo subalterno.
Na sua colaboração Emilio Odebrecht revela que na eleição de 2002, foi ele que levou o senhor Lula ao empresariado e seria um dos autores da famosa “Carta ao Povo Brasileiro”. Não duvido que seja, também, o autor ou mesmo colaborador do discurso de posse, onde se compromete a combater a corrupção.
Quanta ironia. Um ligeiro cálculo, só de 2006 a 2014, só a Odebrecht, uma das preferidas do petismo e do senhor Lula, distribuiu dez bilhões de reais aos políticos em propinas.
Não é que eles tenham inventado a corrupção. Não, longe disso, mas, conforme revelam só a delação desta empresa, nunca se lambuzaram tanto na sordidez dos esquemas quando nesta Era de governo dos companheiros, a ponto de encomendarem programas especiais de computadores só para administrar as propinas.
Na conversa mansa do senhor Emilio são barradas as tratativas feitas com o senhor Lula, desde apoio mútuo aos filhos de ambos, a socorro de bilhões à empresa. Foi assim para o Porto de Mariel, em Cuba, que, segundo ele, nem a empresa ou o BNDES, tinham interesse e entraram para atender o interesse político; assim na construção da Arena Corinthians, fruto de uma conversa de ambos é que depois os cofres públicos foram chamados a socorrer; até os “mimos” com foi a reforma do sítio de Atibaia, que não é do Lula, mas mesmo assim, para agradar ao Lula, a empresa bancou um reforma de quase um milhão de reais.
O exame dos fatos, e isso se tornará muito mais claro, mostra que o senhor Lula, na presidência, era um preposto da Odebrecht. Papel que continuou a desempenhar depois que saiu do cargo de presidente. Por seus trabalhos foram inventadas as palestras num valor acima do que cobrava o ex-presidente americano Bill Clinton. Uma remuneração pelo tráfico de influência dentro do governo do Brasil e de outros países onde mantinha e mantém prestígio graças a generosidade dos cidadãos brasileiros.
Uma coisa que o senhor Lula não se cansa de repetir é que nunca pediu nada a nenhum empresário. Embora duvide, o que resta claro é os outros pediam por ele, e muito, a ponto do senhor Emilio Odebrecht reclamar para o próprio Lula da gulodice do “seu pessoal”. Se não pedia aos empresários pedia ao Palocci, que administrava a conta-corrente da propina de 40 milhões de reais quando deixou o governo, conforme confessado pelo ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht.
Apesar de ter votado no senhor Lula de 89 a 2002, quando se elegeu, já no ano seguinte, vi que era um engodo, para começar juntou-se com o que havia de pior na política brasileira, não tinha como os “arranjos” que fizeram darem certo. E não deu, os escândalos, os “malfeitos” se sucederam, o “Mensalão”, trazido à tona em 2005, revelou o que já sabíamos, o “Petrolão” mostrou que a corrupção era o método do governo que tinha como meta combatê-la. O que assistimos nos últimos dias com a delação da Odebrecht é que o Estado brasileiro foi terceirizado aos corruptos e os agentes públicos meros prepostos dos esquemas de corrupção. E pior, o principal servidor deste esquema era o depositário número um da confiança do povo brasileiro.
A luz dos fatos até aqui conhecidos – e temo ainda nem saibamos a terça parte – estivemos, nos últimos anos, sob o comando de uma quadrilha impiedosa que não tinha qualquer preocupação ética ou moral com o Brasil. E, representando os interesses da quadrilha, o ex-presidente Lula, o homem do povo, a alma mais honesta deste país, que ao fim revelou-se apenas uma farsa.
Abdon Marinho é advogado.


Se pegarmos desde a primeira administração do ex-prefeito Jackson Lago, no final dos anos 80, até hoje, é muito provável se chegar à conclusão de que a nossa capital passa pelo seu pior momento do ponto de vista da gestão.

O segundo mandato do prefeito Edivaldo é marcado pelo completo abandono da cidade de São Luis.

Não se tem notícias de tamanho abandono por que passa a cidade de São Luis de uns tempos pra cá.

Se pegarmos desde a primeira administração do ex-prefeito Jackson Lago, no final dos anos 80, até hoje, é muito provável se chegar à conclusão de que a nossa capital passa pelo seu pior momento do ponto de vista da gestão.

Se a saúde e a educação já são dignas de comiseração, a questão da infraestrutura urbana, incluindo o setor de trânsito e transporte, está um verdadeiro horror!

Nunca São Luis esteve tão suja, fedida, desorganizada, maltratada e abandonada.

A situação caótica está instada não apenas nos bairros suburbanos, periféricos ou da zona rural. Não! A bagaceira pode ser vista em pleno Centro da cidade e mesmo nas áreas mais nobres da capital.

Isso tudo sem falar na bagunça que virou o trânsito com a retirada dos pardais e barreiras eletrônicas por conta da prefeitura não honrar com o pagamento das prestadoras dos serviços. E ainda alguns pontos da cidade que estão sem iluminação pública também por falta de pagamento da concessionários desse serviço.

Retratos do abandono

No início desta semana estive no João Paulo, um dos bairros mais tradicionais da cidade e berço de muitas manifestações da cultura popular.

Aproveitei para dar uma passada pela praça Duque de Caxias, que fica bem em frente do Quartal do 24º Batalhão de Caçadores, sede local do Exército brasileiro.

Pois bem. Nem mesmo essa praça foi poupada da incompetência e desleixo da atual gestão municipal sob comando do prefeito Edivaldo Júnior. Até pensei que a administração do logradouro fosse da responsabilidade do Exército, mas pelo visto não é – se fosse talvez não estivesse em estado tão deplorável. Aliás, não sei porque o 24º BC não toma a iniciativa de cuidar do local onde fica a praça Duque de Caxias…

No coração de cidade, ali no Largo do Carmo, a situação não é diferente.

O que era para ser um dos nossos principais cartões postais vive uma “sofrência” miserável!

Os históricos abrigos – aqueles das famosas”paneladas”, pingas e caldo de cana com pão massa fina -, estão caindo aos pedaços.

A vias do Largo estão dominadas por lixo, mijo e bosta. Andar por lá sem tropeçar nos inúmeros buracos virou um desafio.

Até aquele antigo relógio de quatro faces, em que cada uma das faces mostra um horário diferente, encontra-se completamente depredado!

Enfim, nossa bela e velha cidade quatrocentona está liquidada! Parece aquela mulher bonita que não se cuida ou não é cuidada como merece.

Fiquem com alguns flagrantes dos retratos do abandono. Até quando?

Praça Duque de Caxias (João Paulo)

 

 Largo do Carmo (Centro de São Luis)

A cidade…

 


Nonato Reis

Mais do que romper a quietude da noite e ecoar mata adentro, a voz invadiu os ouvidos do pescador, tomou-lhe o cérebro de assalto, percorreu cada centímetro do seu corpo provocando ondas de suor e frio. Coriolano não era homem de se deixar intimidar com as peripécias da floresta. Já havia enfrentado situações inusitadas, como a de um albino que emergiu das águas, embarcou na sua canoa e tentou naufragá-la. “Deixe de ser ordinário. Volte pras suas trevas e me dê sossego que estou buscando o sustento dos meus filhos”, repeliu.

Baixo, atarracado, olhar penetrante, Coriolano conquistara o respeito da comunidade pela coragem e até rudeza com que enfrentava vivos e mortos. Jamais sucumbira ao peso de um desafio. Certa vez durante os festejos da padroeira do lugar, Santa Rita de Cássia, um pistoleiro com pedigree cruzou o seu caminho por tabela. Havia agarrado uma garota de 12 anos, filha do ‘cumpade’ Mané Onça, e arrastado para o mato diante do olhar patético de todos. O pescador desembainhou o facão americano e sumiu entre as árvores. Ao voltar trazia a menina sã e salva para os braços da família. Na mão esquerda exibia dois testículos ensangüentados.

Mas era no enfrentamento do sobrenatural que a fama de Coriolano ganhava força. Mesmo sendo católico convicto jamais duvidou da existência das coisas do além. “Defunto que vorta não merece respeito nem dó. É coisa de gente vadia, que num tem o que fazer lá em cima e vem brincar cum a gente”, respondia a cada estória que ouvia. E elas corriam soltas na fazenda do coronel Ponciano. A mais espetacular de todas era a de um gritador que surgia no meio da madrugada, infernizando os pescadores e tirando o sono das pessoas.

Até mesmo o coronel já havia passado pelo constrangimento de abandonar a pescaria. “Era noite de inverno. Eu e o Feliciano já havíamos pegado quase três dúzias de bagrinho. Foi quando o berro troou lá pras banda do Muricituba. Uma coisa medonha, descomunal. Nem tive tempo de perguntar ao cumpadre o que era aquilo. Outro berro surgiu desta vez mais perto. E mais outro…e outro mais. Arrancamos a canoa do pesqueiro e remamos feito loucos. Quanto chegamos em casa e fechamos as portas, a coisa achegou-se ao pé do girau e gritou de novo. Até o sobrado rangeu”.

Coriolano ouvia aqueles relatos em silêncio. No final arrancava uma lasca de fumo de rolo, colocava-a na boca, dava uma cusparada e comentava. “Nunca vi esses berros. Mas quero que o tal gritador me apareça. Tenho contas a acertar cum ele”. O coronel assustava-se com a ousadia do amigo. “Homem, num diga besteira. Sei da sua coragem e bravura. Mas esse grito não é da parte de Deus. Fique quieto e reze pra essa coisa num pegar você”. O pescador tirava outro pedaço de fumo, mascava e revidava. “Pois que venha. E que seja só eu e ele”.

Havia chegado a hora da verdade. Uma brisa suave penetrou o pesqueiro e tocou-lhe o rosto gelado. Como arqueiro que se prepara para o combate, Coriolano tirou o facão da cintura, colocou-o sobre o banco mais próximo e içou a igara para a margem oposta do rio. A voz ressurgiu, límpida, medonha: “êêêê Coriolano…é hoooooje!”. Num salto felino pulou em terra firme de arma em punho. O berro ecoou mais perto na boca do rio: “é hoooooooje”.

Quis voltar para casa, as pernas estancaram. Tentou pedir socorro, a língua endureceu. Uma rajada de vento o arrastou como folha seca para dentro de um casebre à beira do rio… e o grito estrondoso pareceu rasgar a terra, explodir a choupana: “é hoooooooooje!!!!”.
Petrificado viu a criatura diante de si. Quase três metros de altura. Negro como a noite. Cabelos afogueados, longos, tocando os calcanhares. Dos olhos, nariz e boca saiam faíscas avermelhadas. “Vim acertar as contas contigo. Não me chamou? Aqui estou. Levanta!”. Descobriu-se patético, imóvel, mudo. De repente o tempo parou. Os pensamento cessaram. Tudo escureceu. Ao abrir os olhos, na manhã seguinte, o pescador notou no fundo da calça algo pastoso, fétido. Passou a mão. Apurou o olfato. Estava perdido.


“Não é verdade que todos os políticos são corruptos. Pelo contrário, estou convencido que a grande maioria é honesta, inclusive alguns políticos já condenados pelo Mensalão, como José Genoíno (que conheço bem e admiro) e João Paulo Silva (que não conheço). Agora, no quadro do Lava Jato, é ridículo afirmar que políticos como Fernando Henrique, Lula, e Alckmin são corruptos. E, no entanto, o Judiciário, aplicando a lei, tende a também condená-los”, diz Luiz Carlos Bresser Pereira, um dos principais intelectuais brasileiros; ele também afirma que “será péssimo que os melhores políticos brasileiros, independentemente de sua cor ideológica, sejam desmoralizados e excluídos da vida pública”

Via 247

O acordo necessário

Por Luiz Carlos Bresser Pereira

O indiciamento de mais 120 políticos, inclusive Fernando Henrique e Lula, mostra que a Operação Laja Jato tende a destruir toda a classe política brasileira. Muitos dirão que isto é “ótimo”, porque os políticos brasileiros são “todos”, ou “praticamente todos”, corruptos. E porque não há dificuldade em substituí-los. Mas estas duas crenças são falsas.

Primeiro, não é verdade que os políticos possam ser facilmente substituídos. Seria bom que muitos o fossem, mas será péssimo que os melhores políticos brasileiros, independentemente de sua cor ideológica, sejam desmoralizados e excluídos da vida pública. A profissão política é a mais importante das profissões, porque são os políticos que fazem as leis e conduzem o Estado; porque são eles que governam. Não se fazem políticos de um dia para outro. Um dia destes vi a entrevista de uma página inteira na Folha de um homem de televisão muito bem-sucedido, sr. Huck, que dizia que estava na hora de pessoas de sua geração assumirem o poder. Concordei com a afirmação, que estava no título, e decidi ler a entrevista. Uma coisa patética. Não havia uma ideia sobre o Brasil; uma ideia sobre o mundo. Apenas autoelogios e considerações vazias sobre a hora de sua geração.

Segundo, não é verdade que todos os políticos são corruptos. Pelo contrário, estou convencido que a grande maioria é honesta, inclusive alguns políticos já condenados pelo Mensalão, como José Genoíno (que conheço bem e admiro) e João Paulo Silva (que não conheço). Agora, no quadro do Lava Jato, é ridículo afirmar que políticos como Fernando Henrique, Lula, e Alckmin são corruptos. E, no entanto, o Judiciário, aplicando a lei, tende a também condená-los.

Por que condenar inocentes? Porque, segundo a lei, o ato receber doações para campanha ou como presente, sem oferecer em troca obra ou emenda – não sendo, portanto, propina –, é, não obstante, ilegal e pode ser entendido como corrupção. Mas não é, não é crime, porque a prática de se receberam doações e presentes sem que o político e a empresa fizessem o devido registro do fato fazia parte dos usos e costumes do país. A partir do Lava Jato e do susto que está causando nos políticos, não fará mais. E será preciso definir um limite para o valor dos presentes, como acontece em outros países. Mas não faz sentido agir retroativamente, considerar políticos eminentes como corruptos, e condená-los.

A imprensa hoje informou que os principais políticos dos principais partidos brasileiros estão se organizando para enfrentar o problema. Isto é mais do que necessário. A solução é a anistia do caixa 2 e regulamentar os presentes. É dar ao Judiciário uma lei que lhe permita não causar uma violência contra o Brasil.


Se o músico foi “covarde” em não levar a cabo a ideia de se matar, ao menos teve a coragem de escrever sobre algo que muitos não têm ou não sabem como enfrentar essa questão.

Emocionante o texto do músico, compositor, escritor e ativista Tico Santa Cruz sobre sua experiência com ideias suicidas, publicado na sua página pessoal no Facebook.

O criador da Detonautas relata que desde a adolescência enfrenta a ideia de suicídio chegando, inclusive, a sentar na janela do prédio em que morava e criar coragem para se atirar e dar fim à própria vida, mas não teve coragem. “Me senti um covarde”, conta.

Neste planeta complicado, de estresse constante, correria pela sobrevivência, internet, redes sociais, um mundo de informações de todo que é especie etc, não é fácil viver com a tranquilidade de um monge budista.

Certa vez, durante uma palestra com um “guru” comportamental, ele falou que pensar em suicídio tornou-se algo comum, quase uma coisa natural. Chegou a dizer que “anormal, no mundo de hoje, é não ter pensado algum momento em tirar a própria vida”.

O texto do Tico Santa Cruz vai nessa direção.

Entretanto, se o músico foi “covarde” em não levar a cabo a ideia de se matar, ao menos teve a coragem de escrever sobre algo que muitos não têm ou não sabem como enfrentar essa questão.

Fiquem com o texto/depoimento de Tico Santa Cruz.

Fiquem com Deus também!

Eu lido com a ideia do suicídio desde a adolescência. Fantasio essa morte. Perdi a conta de quantas vezes só me faltou coragem para ir adiante. Os motivos sempre foram dos mais variados. Não sofri Bullying na escola, na minha época o Bullying não tomava as proporções que a internet potencializou. Minha questão estava relacionada com a sensação de rejeição que eu sentia por parte das pessoas próximas. Da incompreensão. Da não aceitação da minha maneira de ver o mundo de viver a vida. Dos conflitos intermináveis que vivi dentro da minha casa com minha família. Do sentimento de que esse lugar aqui é hostil demais para mim.

Lembro quando sentei na janela do prédio onde morava e fui vasculhando cada espaço entre os miolos do meu cérebro para encontrar o impulso que desse fim ao meu sofrimento. Não consegui. Me senti um covarde.

Eu me imaginava fincado na grade de segurança do prédio. No fundo eu queria me vingar do mundo, das pessoas.
À medida que fui crescendo, o pensamento nunca deixou de frequentar minha mente. Nos momentos mais complicados, e não foram poucos, só essa saída me parecia viável.

Não quero expor outras pessoas, mas fiz contato com o suicídio ou a tentativa dele por gente que eu amo muito, algumas vezes.
Quando comecei a fazer sucesso como artista, você pode imaginar que a realização do meu sonho me daria milhares de motivos para continuar a viver. Eu tive um filho e uma companheira forte e corajosa. Mas o contato com o outro lado da cortina – os bastidores – me revelou ainda mais farsas, falsidades, mentiras, egocentrismos, vaidades, manipulações e muitas limitações.

Isso me conduziu a um quadro de depressão e ansiedade. Comecei a ter crises de pânico diante de tantos compromissos, noites sem dormir, pequenas pressões, brigas, desgastes infinitos.

Quando tudo isso atingia o meu limite, começava a buscar novamente minha saída de emergência.

E fantasiava cortando os pulsos numa banheira, entupido de remédio e álcool para não sentir dor.

É o desespero. A falta de esperança. A falta de caminhos, perspectivas e a dificuldade de buscar outras formas de resolver as questões que mais inflamavam minha existência.

Ainda está aí?

Foi então que resolvi procurar uma terapia. Era isso ou a morte. Porque eu já sentia que estava bem perto de conseguir concretizar meu objetivo.

E encurtando um pouco outros episódios, foi que comecei a administrar meus fantasmas e meus anseios mais obscuros.

Sim!!! Foi a terapia quem me salvou. Foram os dias e dias, semanas, meses, anos de uma rotina terapêutica com a ajuda de uma especialista, que soube me conduzir a um encontro comigo mesmo que me ensinou a domar e lidar com essa questão.

Até hoje tenho meus pensamentos suicidas! Não sei… É algo que de fato está presente na minha cabeça. Contudo estou muito mais preparado para lidar com eles. E nunca tive vergonha de pedir ajuda. Ajuda mesmo!

Nestes três anos que se passaram onde eu entrei no olho do furacão dessa loucura que virou a questão política do Brasil, tive minha imagem exposta de diversas formas horríveis. Fui humilhado, bloqueado em meu trabalho, acusado de receber dinheiro que nunca recebi, rejeitado, apontado, ofendido, difamado, inclusive pelos meus próprios fãs. Exposto a linchamentos públicos por pessoas que considerava meus amigos. Minha família foi AMEAÇADA de morte, recebi milhares de mensagens de ódio com conteúdos absurdamente doentios. Vi tudo que eu havia construído com muita dedicação e amor, ser atingido por todo tipo de ataques.

Só que eu já me conhecia bem. A Terapia me deu todas as armas que eu precisava para lutar contra esse caos.

Você não tem a menor ideia do que é ser uma pessoa pública, um artista, e se ver diante de tanto ódio e tanta exposição negativa.

Calhou também de eu ter optado por ficar limpo, não estar usando nenhuma droga nesse período. Porque a droga te mina, deixa sua cabeça mais fraca, te fragiliza, te dá paranóias. Então se eu estivesse usando drogas nesse momento que passei, certamente não teria conseguido segurar a onda.Teria dado um tiro na cabeça e resolvido tudo.

Porém, eu sou forte. Aprendi a ser forte! Encarei meus desafios de cabeça erguida. Continuo encarando. A ideia do suicídio ainda aparece para mim? Sim… Mas eu sei lidar com ela, graças a terapia.

Ver essa série que trata sobre o esse ponto tão delicado da existência humana, tem mexido muito comigo. Eu sei o que é aquilo ali, de forma diferente, mas sei. Me angustia profundamente. Eu choro sem querer. Me identifico. Lido com um turbilhão de sensações. Não consigo assistir mais de 2 capítulos seguidos. Ainda não terminei.

Mas me motivou a abrir essa parte da minha vida publicamente. Para dizer que apesar de tudo, vale a pena continuar vivendo e lutando contra meus monstros. Vale a pena seguir acreditando que seja possível vencer as barreiras, as rejeições, o ódio, e todo esse cenário de medo e desespero que estamos vivendo.

Tenho razões claras para dizer a você que assim como eu já pensou ou já chegou bem perto de dar fim a própria vida. Procure ajuda! Lute! Não desista!

A gente está aqui para aprender e o sofrimento nos ensina muito! A maturidade vem. É possível seguir!

Acredite em mim.


“Nietzsche está certo: as convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.”

por  Nelson Jobim, jurista, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, via Zero Hora

É pergunta recorrente.

Ouvi em palestras, festas, bares, encontros casuais, etc.

Alguns complementam: “Foste Ministro de Lula e da Dilma, tens que saber…”

Não perguntam qual conduta de Lula seria delituosa.

Nem mesmo perguntam sobre ser, ou não, culpado.

Eles têm como certo a ocorrência do delito, sem descrevê-lo.

Pergunto do que se está falando.

A resposta é genérica: é a Lava-Jato.

Pergunto sobre quais são os fatos e os processos judiciais.

Quais as acusações?

Nada sobre fatos, acusações e processos.

Alguns referem-se, por alto, ao Sítio de … (não sabem onde se localiza), ao apartamento do Guarujá, às afirmações do ex-senador Delcídio

Amaral, à Petrobrás, ao PT…

Sobre o ex-senador dizem que ele teria dito algo que não lembram.

E completam: “Está na cara que tem que ser preso”.

Dos fatos não descritos e, mesmo, desconhecidos, e da culpa afirmada em abstrato se segue a indignação por Lula não ter sido, ainda, preso!

(Lembro da ironia de J.L. Borges: “Mas não vamos falar sobre fatos. Ninguém se importa com os fatos. Eles são meros pontos de partida para a invenção e o raciocínio”.)

Tal indignação, para alguns, verte-se em espanto e raiva, ao mencionarem pesquisas eleitorais, para 2018, em que Lula aparece em primeiro lugar.

Dizem: “Essa gente é maluca; esse país não dá…”

Qual a origem dessa dispensa de descrição e apuração de fatos?

Por que a desnecessidade de uma sentença?

Por que a presunção absoluta e certa da culpa?

Por que tal certeza?

Especulo.

Uns, de um facciosismo raivoso, intransigente, esterilizador da razão, dizem que a Justiça deve ser feita com antecipação.

Sem saber, relacionam e, mesmo, identificam Justiça com Vingança.

Querem penas radicais e se deliciam com as midiáticas conduções coercitivas.

Orgulham-se com o histerismo de suas paixões ou ódios.

Lutam por “uma verdade” e não “pela verdade”.

Alguns, porque olham 2018, esperam por uma condenação rápida, que torne Lula inelegível.

Outros, simplesmente são meros espectadores.

Nada é com eles.

Entre estes, tem os que não concordam com o atropelo, mas não se manifestam.

Parecem sensíveis à uma “patrulha”, que decorre da exaltação das emoções, sabotadora da razão e das garantias constitucionais.

Ora, o delito é um atentado à vida coletiva.

Exige repressão.

Mas, tanto é usurpação impedir a repressão do delito, como o é o desprezo às garantias individuais.

A tolerância e o diálogo são uma exigência da democracia – asseguram o convívio.

Nietzsche está certo: as convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.


O ex-vice prefeito de São Bento levou vereadores de Açailândia para encontro com o ministro Sarney Filho

O vice-presidente do PTN no Maranhão, Isaac Dias Filho, esteve na última terça-feira (11), reunido com o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV) e vereadores de Açailândia.

Na oportunidade, o ex-vice-prefeito de São Bento viabilizou o encontro para trazer melhorias para o município maranhense, além de discutir projetos para a sua região de origem, a Baixada.

Além dos vereadores e lideranças políticas da Região Tocantina, o deputado estadual Sergio Viera também esteve presenta na agenda.

Isaac Dias Filho, que é ex-prefeito de São banto, tem se movimentado fortemente para disputar uma cadeira de deputado estadual em 2018. Ele garante que se eleito vai ser uma legítima voz de representação da Baixada na Assembleia Legislativa.

É aguardar e conferir.


Em tempos de Operação Lava Jato, o político ter o privilégio de ficar preocupado somente com “o local onde vai lavar o carro” é um diferencial e tanto na luta política e eleitoral.

Em meio à devastação política nacional (e estadual) causada pelas delações da Operação Lava Jato, o senador Roberto Rocha (PSB) tem dito nas suas andanças pelo interior do Maranhão que “única preocupação que tenho com a Lava Jato é onde vou lavar o meu carro”.

A Operação Lava Jato, concorde-se ou não com os seus métodos, imprimiu um conceito na política brasileira que terá consequências diretas nas próxima eleições.

Não estar associado à maior força-tarefa de combate à corrupção que se tem notícia na história do país, tornou-se uma vantagem competitiva eleitoral.

Nas eleições de 2018, os eleitores estarão atentos sobre quem teve ou não o nome citado na Lava Jato.

De uma forma ou de outra, o político que estiver envolvido direta ou indiretamente nessa operação da Polícia Federal vai ficar fragilizado no embate eleitoral, uma vez que a mídia pega pesado ‘condenando’ o cara previamente junto à opinião pública.

Nesse sentido, o senador Roberto Rocha está assistindo de “camarote”, como se diz no popular, a todo esse aperreio que muitos políticos, inclusive alguns dos seus pares no Senado Federal, estão enfrentando neste momento.

No Maranhão, e é bom que se diga, de todos os mandatários de cargos majoritários apenas o senadores Roberto Rocha e João Alberto não estão com os nomes envolvidos na Lava Jato.

É justamente com esse cacife, com esse cuidado e zelo com a sua biografia, que o Roberto Rocha caminha para se consolidar como opção de um novo modelo de governança para o estado do Maranhão.

Enfim, em tempos de Operação Lava Jato, o político ter o privilégio de ficar preocupado somente com “o local onde vai lavar o carro” é um diferencial e tanto na luta política e eleitoral.

Quem tiver outras preocupações que se segure…


Por uma dessas ironias que o destino costuma pregar, vemos Flávio Dino acossado pela Lava Jato ao mesmo tempo que a sua rival, a ex-governadora Roseana Sarney, consegue se safar da operação.

Eita, eita, eita…

O bagaço é tão grande que não é fácil saber nem por onde começar. Mas, vamos la!

O governador Flávio Dino (PCdoB) deu a honra aos maranhenses de saberem que o comunista, acostumado a querer ser a palmatória do mundo, também tem os seus, digamos, segredos obscuros.

O chefe do Poder Executivo maranhense foi delatado pelo ex-executivo da Odebrecht, José de Carvalho Filho, por ter pedido ajuda de R$ 400 mil, via caixa 2, para a sua campanha eleitoral de 2010, quando disputou o governo pela primeira vez.

A delação do ex-executivo precipitou a abertura de inquérito, autorizada pelo ministro relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, contra Flávio Flávio no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O ver seu nome junto e misturado com tudo que é tipo de gente enrolada na Lava Jato, Flávio Dino tratou de correr para as redes sociais e afirmar que não tem nada a temer, que é um homem de vida limpa e honrada, e que tem a certeza de que “a verdade vai prevalecer, separando-se o joio do trigo”. Ou seja, Dino usa a mesmíssima narrativa usada por outros políticos delatados pela Operação Lava Jato – alguns inclusive já presos, mas que juram inocência.

Relação com a Odebrecht

Flávio Dino não nega que manteve encontro com executivos da Odebrecht quando exercia o cargo de deputado federal. O comunista sustenta, apenas, que não pediu a mufufa de R$ 400 mil para defender interesses da empreiteira no âmbito da Câmara dos Deputados.

É verdade que toda cautela é pouca quando estamos num país que se transformou numa “república de delatores”, onde muitos réus confessos tentam limpar sua barras sujando reputação de pessoas de bem.

Contudo, a Flávio Dino não basta apenas gritar que é inocente pelas redes sociais, apresentar documentos conseguidos sabe-se lá em quais circunstâncias, gravar vídeo jurando que é honesto, ordenar auxiliares do governo a saírem em sua defesa criando hashtags de tudo que é jeito etc.

Nem mesmo colocar culpa no Sarney adianta, pois todo esse imbróglio no qual o comunista está metido tem a marca institucional da Procuradoria-Geral da República, cujo personagem dos mais ilustres é o seu irmão Nicolau Dino, uma espécie de adjunto do procurador-geral Rodrigo Janot. Logo, quem diz que o caixa 2 é crime e quem o pratica é passível de condenação na Justiça é o próprio irmão do governador.

Eleições 2014

A delação do ex-executivo da Odebrecht que colocou o Flávio Dino no olho do furação da Lava Jato pode ser apenas a ponta de um iceberg das dimensões daquele que afundou o transatlântico Titanic.

Segundo informações apurada pelo Blog do Robert Lobato, o governador maranhense pode ter recebido outras doações “por fora” da Odebrecht, desta feita durante as eleições de 2014, quando o Flávio Dino foi eleito.

As negociações, segundo fontes qualificadas, passariam por colocar a famigerada Odebrecht Ambiental no município de São Luis para prestar os mesmos serviços que a empresa já opera em Paço do Lumiar e São José de Ribamar.

A ser comprovada lá  mais na frente essa suposta negociação, a situação de Flávio Dino pode se complicar ainda mais.

Ironias do destino

Por uma dessas ironias que o destino costuma pregar, vemos Flávio Dino acossado pela Lava Jato ao mesmo tempo que a sua rival, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), consegue se safar da operação – pelo menos até aqui.

Quem conhece o governador afirma que ele não está apenas “indignado” como, aliás, Roseana Sarney ficava ao ser denunciada em alguma maracutaia, mas o comunista está uma fera, zangado, mau humorado, enfim, fulo da vida.

Quando a situação se dava com os adversários, inclusive em relação à Operação Lava Jato, Flávio Dino e aliados tripudiavam sobre o infortúnios dos mesmos.

Agora que está na condição de “vitrine”, Dino se vê vítima de perseguição, conspiração, mentiras e tentativas de macular a sua imagem.

É quando Lava Jato no ‘fiofó’ dos outro é refresco.

Recomposição

Observadores da cena política local garantem que esse episódio tende a levar Flávio Dino a se reaproximar de ex-aliados como forma de reconstruir pontes. Alguns interlocutores, inclusive, já teriam sido destacados para a missão de recompor o grupo vitorioso de 2014.

Entretanto, a missão é um tanto quanto difícil na medida que Dino nunca foi atencioso com seus aliados mais próximo e muito menos ainda com a classe política de uma forma geral.

Nesse sentido, movimentos de recomposição nesse ambiente de delações amplas, gerais e irrestritas pode aparentar não somente oportunismo do comunista, mas também uma tentativa de apenas limpar a própria pele, algo como se estivesse pensando tão somente em si mesmo.

Enfim, definitivamente não será a melhor Páscoa da vida do senhor Flávio Dino de Castro e Costa.

Mas, nem por isso, o Blog do Robert Lobato vai deixar de desejar uma feliz Páscoa para o governador.