FRASE DO DIA

Destruir Lula é roubar a voz dos pobres, só um povo infantil faria uma coisa dessa

(Domenico De Masi, sociólogo italiano)

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Meu Ibope particular aponta uma preferência: Cármen Lúcia. O problema é saber se ela quer e se tecnicamente pode. Parece que nos dois casos a resposta é não

Zuenir Ventura, via O Globo

A pergunta que mais tenho ouvido é: “E agora, o que vai acontecer?” Costumo responder assim: “Se souber, me fala, porque também não sei”. E nem sei se alguém sabe.

O ponto de interrogação é o mais usado ultimamente nos textos políticos, a começar pela questão básica: Temer fica ou cai?

Embora ele tenha dito e repetido que não renunciará, a afirmação não é garantia de permanência, já que ficar ou não ficar não depende apenas de sua vontade, contra a qual, aliás, há mais de uma dezena de pedidos de impeachment, inclusive da OAB, aprovado pelos votos de 25 conselheiros federais e com apenas um contrário.

Lydia Medeiros revelou ontem em sua coluna que o próprio presidente teria concordado com a ideia de renúncia, desde que houvesse a garantia de que ele não iria para a prisão. Os articuladores da solução para a crise — Sarney, FHC, Romero Jucá e Renan — estariam discutindo então “opções como indulto ou pedido de asilo”.

Mas como nada é fácil nesse momento, Temer fora, de um jeito ou de outro, quais seriam os candidatos a ocupar o seu cargo? Quem e o quê viria depois?. “O primeiro obstáculo”, diz a colunista, “é a escolha de um nome de consenso” numa eleição indireta.

Nos últimos dias surgiram vários “candidatos” à possível sucessão — Gilmar Mendes, Nelson Jobim, Cármen Lúcia, Tasso Jeireissati — mas algum deles alcançaria o consenso?

Cada um esbarra em restrições ou resistência.

Meu Ibope particular, por exemplo, feito de amigos, parentes, conhecidos, vizinhos aponta uma preferência, que é também a minha: Cármen Lúcia, ou Cármen lúcida.

O problema é saber se ela quer e se tecnicamente pode. Parece que nos dois casos a resposta é não. Além de não ser filiada a partido, dificilmente trocaria a magistratura, que tanto ama, por um mandato fugaz na Presidência da República, onde só esbarraria no caminho com pepinos e abacaxis.

A poeta Liane dos Santos, leitora do físico alemão e Prêmio Nobel Werner Heisenberg, descobridor do princípio da incerteza, que ele prova matematicamente, cita a teoria do mestre, que pode ser resumida livremente assim: “Só existe uma certeza, a da incerteza”.

Se a tese precisasse ser confirmada, o Brasil de agora seria um bom laboratório.

P.S. Uma última questão: como o Ministério Público explica a complacência que permitiu a Joesley Batista sair com mais dinheiro do que entrou no processo de delação, receber mais de prêmio do que vai pagar de multa? Em compensação, o mercado foi à forra: as ações da JBS despencaram na Bolsa desde as denúncias de seu principal executivo.


Acompanhem abaixo. Volto em seguida.

Piada nº 1:

Piada nº2

Bom, os prints acima são dois momentos, digamos, de cara de pau do ex-prefeito Gil Cutrim (PDT).

E não só cara de pau como oportunismo na medida que Gil tenta “surfar”, desgraçadamente, no lamentável acidente ocorrido com um ônibus escolar da Prefeitura de São José de Ribamar que capotou, no final da tarde de segunda-feira, 22, com aproximadamente 45 crianças, nas proximidades de Bom Jardim, na Zona Rural do município.

Ainda que seja um fato lamentável, esse acidente ocorreu com um veículo, ao que parece, adequado para o transporte dos estudantes, no que se pode concluir ter sido uma lamentável fatalidade – o que não exime o prefeito Luis Fernando (PSDB) da responsabilidade e obrigação de apurar com rigor as causas do acidente.

O que chama a atenção, voltando ao ex-prefeito Gil Cutrim, é que na gestão do pedetista alunos eram transportados como mercadoria em caminhões baú como denunciou à época o jornalista Diego Emir (veja aqui). Ou, pasmem!, em carroças a um custo de R$1,00 por mês para os pais de alunos (veja aqui).

Alunos transportados em caminhão baú na era Gil Cutrim.

Quando não em caminhão baú, os alunos eram transportados em carroça.

Ora, qual a moral que Gil Cutrim tem para publicar notas e mais notas “repudiando” o acidente ocorrido no povoado de Bom Jardim e se solidarizando com os alunos e suas famílias? Nenhuma!

Todos sabem o trabalho que esta sendo empreendido pelo prefeito Luis Fernando nesses primeiros cem dias de governo para restabelecer a normalidade administrativa em São José de Ribamar e, assim, implementar uma nova agenda de gestão para a cidade e povo ribamarense.

Resumindo: não será fácil o processo de “descupinização” do município de São José de Ribamar, por mais que prefeito Luis Fernando esteja determinado a isso.


No desenvolvimento de práticas saudáveis e esportivas para os estudantes do município, a Prefeitura de Urbano Santos, por meio das Secretarias Municipais de Educação, Esporte, Saúde, Cultura e Juventude de início no último sábado (20) a XVII edição dos Jogos Estudantis de Urbano Santos (JEUS).

O evento iniciou com o desfile que reuniu alunos e professores de escolas municipais, estadual e particulares que percorreram as principais ruas e avenidas da cidade até o Ginásio Poliesportivo, onde aconteceu a cerimônia oficial de abertura dos jogos.

O evento mobilizou a cidades e contou com a participação da prefeita Iracema Vale, vice-prefeita Darcy Almeida, o prefeito de Belágua Hérlon Costa, os secretários de Esporte Adilson Gomes e de Educação, Nilma Sodré, vereadores e outras autoridades. A prefeita destacou a importância do investimento no esporte. “Dar condições e incentivar a prática esportiva não colabora apenas com a qualidade de vida, mas também na cidadania. O que os estudantes aprendem são principalmente valores e disciplina, características que serão levadas para o resto da vida” disse a gestora.

Neste ano, cerca 1.400 atletas de 27 escolas (17 da Zona Rural e 10 da sede), participam dos jogos. Além das modalidades que já faziam parte da programação, este ano foram acrescentadas mais quatro. Entre as novidades estão Jui Jitsu, Dama, Vôlei de Praia e Beach Soccer. Estas duas últimas serão realizadas na Arena de Beach Soccer Fábio Pedrosa, inaugurada no último dia 16 de maio.

O encerramento dos jogos será no próximo sábado, dia 27, com a entrega de troféus aos campeões.

ARENA

A população de Urbano Santos recebeu mais um espaço voltado para a prática esportiva e lazer. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer inaugurou, no último dia 16, a Arena de Beach Soccer Fábio Pedrosa – “Fabão”. O local também servirá para as novas modalidades do JEUS como Vôlei de Praia e Beach Soccer. A bola já rolou em uma partida especial de inauguração entre a seleção de Urbano Santos e os Amigos. O placar foi de 4 a 2 para o Urbano Santos.


Reinaldo Azevedo foi vítima duas vezes: (1) do autoritarismo dessa gente da Lava Jato que está mais para justiceiros do que para autoridades judiciárias; (2) da sua personalidade arrogante que agora sente na pele aquilo que algumas vezes desejou para os seus desafetos, em particular para os “petralhas”.

O jornalista Reinaldo Azevedo pediu, ou foi convidado a pedir, demissão de Veja, veículo no qual hospedava o seu blog, talvez o mais acessado do país.

Seja voluntária ou forçada, a demissão de Reinaldo do site de Veja deu-se após vazamento criminoso de conversa do jornalista com a irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB/MG), que foi presa na semana passada pela Operação Lava Jato.

A conversa, que foi tornada pública pela Procuradoria Geral da República do senhor Rodrigo Janot, não contém nada de extraordinário que pudesse levar a crer que Reinaldo Azevedo teria cometido algum crime.

O vergonhoso episódio está sendo considerado por aliados e adversários de agora ex-colunista de Veja como um atentado à liberdade de imprensa e uma clara retaliação de Rodrigo Janot às contundentes críticas que Reinaldo Azevedo vinha fazendo à força-tarefa da Lava Jato, cujo Janot é um dos “capas”.

Ódio político

Reinaldo Azevedo não é o que se pode chamar de uma jornalista equilibrado do tipo, por exemplo, deixa eu ver… um Ricardo Kotscho. Pelo contrário, ele tem uma personalidade forte de tal forma que a pessoa Reinaldo Azevedo devora o profissional Reinaldo Azevedo. O resultado é alguém de perfil arrogante, autoritário, vaidoso e debochado.

Reinaldo Azevedo orgulha-se de ter criado o termo “Petralha”, uma fusão de petista com metralha, dos Irmãos Metralhas, aqueles personagens ‘bandidos’ criados pela genialidade de Walt Disney.

Para Reinaldo, portanto, não importa quem seja o petista ou mesmo um simpatizante do PT, todos são “petralhas”, numa generalização típica de quem carrega a ódio político no sangue e nos olhos.

Só que o Reinaldo Azevedo não está só nessa toada da cultura do ódio político instaurada neste Brasil de guerra política travada basicamente entre petistas e tucanos.

Se, à direita, Reinaldo Azevedo cumpre o papel para escrachar e desrespeitar o PT e as esquerda de uma modo em geral, o antipático Paulo Henrique Amorim não fica por baixo e faz uso, à esquerda, das mesmíssimas práticas do primeiro. Aliás, às vezes me pergunto por onde andava esse esquerdista revolucionário chamado Paulo Henrique Amorim antes do PT chegar ao poder…

De qualquer forma, não se pode deixar de considerar que Reinaldo Azevedo foi vítima duas vezes: (1) do autoritarismo dessa gente da Lava Jato que estão mais para justiceiros do que para autoridades judiciárias; (2) da sua personalidade arrogante que agora o obriga a sentir na pele aquilo que algumas vezes desejou para os seus desafetos, em particular para os “petralhas”.

Concluindo
O fato é que nada justifica o que fizeram com o jornalista Reinaldo Azevedo.

Foi um grave ataque à liberdade de imprensa que, para fazer justiça, ele próprio, Reinaldo Azevedo, já vinha alertando sobre o perigo dessa fúria justiceira dos Janot’s, Dallagnol’s e Moro’s da vida, inclusive saindo em defesa do blogueiro Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania) quando este foi instado a revelar sua fonte à Polícia Federal a mando do juiz Sérgio Moro.

Enfim, que o ex-Veja e ex-Jovem Pan reflita sobre o acontecido e contenha mais um pouco o seu ímpeto de fazer do seu talento uma arma que, quando não fere, mata na alma muitas pessoas de bem.


Em conversa interceptada pela Polícia Federal, o jornalista Reinaldo Azevedo dialoga com Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves, e classifica uma reportagem da revista Veja, onde trabalha, como “nojenta”; ele se referia à edição que trouxe Aécio na capa; no mesmo diálogo, ele também critica o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; assim que a conversa foi divulgada, Reinaldo pediu demissão de Veja e disse que o grampo violou um dos pilares da democracia, que é o sigilo entre jornalistas e suas fontes: “Há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo”, escreveu, em resposta ao portal BuzzFeed

247 – O jornalista Reinaldo Azevedo teve uma conversa com Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves, interceptada pela Polícia Federal, informa o portal BuzzFeed. O assunto tratado são as acusações contra Aécio contidas na delação da Odebrecht.

No diálogo, ele classificou uma reportagem da revista Veja, onde trabalha, como “nojenta”. Ele se referia à edição que trouxe Aécio na capa, com o título “A vez de Aécio”, que traz a acusação do empresário Alexandre Accioly, dono da academia Bodytech, de que emprestou uma conta em Cingapura para Aécio receber propina da Odebrecht.

“Aí aparece uma história maluca, que já tinha aparecido um mês atrás mais ou menos naquele site BuzzFeed, dessa conta do Accioly em Cingapura. Que era, em tese, o mesmo dinheiro da minha em Nova York, que é o tal dinheiro da [usina] Santo Antônio. É essa coisa mágica, que ninguém consegue explicar, porque que o Aécio poderia ganhar uma bolada desse tamanho numa obra que é do governo federal. […]”, comenta Andrea na conversa.
Reinaldo criticou também o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele dizia que o Janot atacava Aécio por supostas pretensões de se candidatar ao governo de Minas Gerais ou ao Senado.

Assim que a conversa foi divulgada, o colunista pediu demissão de Veja e disse que o grampo violou um dos pilares da democracia, que é o sigilo entre jornalistas e suas fontes.

“Há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo”, escreveu.

“A PF não considerou indícios de crimes na conversa realizada entre o jornalista e sua fonte, Andrea Neves. Mesmo assim, as gravações foram anexadas pela Procuradoria-Geral da República ao conjunto de áudios anexados ao inquérito que provocou o afastamento de Aécio e a prisão da irmã”, diz a reportagem do BuzzFeed.

Leia aqui o diálogo gravado e confira a íntegra da resposta de Reinaldo:

“Pela ordem:

Comecemos pelas consequências.

Pedi demissão da VEJA. Na verdade, temos um contrato, que está sendo rompido a meu pedido. E a direção da revista concordou.

1: não sou investigado;
2: a transcrição da conversa privada, entre jornalista e sua fonte, não guarda relação com o objeto da investigação;

3: tornar público esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas;

4: como Andrea e Aécio são minhas fontes, achei, num primeiro momento, que pudessem fazer isso; depois, pensei que seria de tal sorte absurdo que não aconteceria;

5: mas me ocorreu em seguida: “se estimulam que se grave ilegalmente o presidente, por que não fariam isso com um jornalista que é critico ao trabalho da patota.

6: em qualquer democracia do mundo, a divulgação da conversa de um jornalista com sua fonte seria considerado um escândalo. Por aqui, não.

7: tratem, senhores jornalistas, de só falar bem da Lava Jato, de incensar seus comandantes.

8: Andrea estava grampeada, eu não. A divulgação dessa conversa me tem como foco, não a ela;

9: Bem, o blog está fora da VEJA. Se conseguir hospedá-lo em algum outro lugar, vocês ficarão sabendo.

10: O que se tem aí caracteriza um estado policial. Uma garantia constitucional de um indivíduo está sendo agredida por algo que nada tem a ver com a investigação;

11: e também há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo”.


O senador quer apurar os créditos concedidos no âmbito do programa de globalização das companhias nacionais, em especial, a linha de financiamento específica para internacionalização de empresas a partir de 2007. Foi essa linha de crédito do BNDES que permitiu aos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos da JBS.

O senador Roberto Rocha (PSB-MA) anunciou em Plenário que vai protocolar nesta quarta-feira (24) requerimento para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar irregularidades nos empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O senador quer apurar os créditos concedidos no âmbito do programa de globalização das companhias nacionais, em especial, a linha de financiamento específica para internacionalização de empresas a partir de 2007.

Foi essa linha de crédito do BNDES que permitiu aos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos da JBS, internacionalizar a empresa a partir de 2007. Além do financiamento à empresa, o BNDES comprou uma participação na JBS por meio da BNDESpar – braço do banco estatal que compra participações em empresas.

Roberto Rocha afirmou já ter conseguido 35 assinaturas para apresentação do requerimento. Para ser criada uma CPI são necessárias as assinaturas de 27 senadores.

“Esse requerimento está à disposição dos senadores que ainda queiram dar apoiamento à proposta e será protocolado na sessão desta quarta”, disse Roberto Rocha.

(Fonte: Agência Senado)


O ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido) fez uma avaliação, ainda que sumária, sobre a atual conjuntura à luz da crise envolvendo o presidente Michel Temer.

Segundo o ex-governador no seu artigo desta terça-feira, 23,  “o país hoje não tem dialogo para valer. Ninguém respeita ninguém e aos gritos tenta-se desclassificar o interlocutor. Ninguém ouve ninguém e isso torna mais difícil achar as soluções que precisamos, tanto para a crise política como para a crise econômica e social. Tudo isso vem da pregação irresponsável do ‘nós contra eles”’dos últimos treze anos”.

A posição de José Reinaldo é, mais uma vez, diametralmente oposta a do seu aliado o governador Flávio Dino (PCdoB), já que Zé Reinaldo, além de criticar os governos petistas, defende eleição indireta caso Temer caia do cargo de presidente.

Confira a íntegra do artigo do deputado.

Incertezas…

As boas notícias da economia do começo da semana passada deram a impressão de que tudo ia melhorar. Mas, de repente um site da Globo trouxe uma notícia bombástica: O presidente Temer havia sido gravado por um empresário altamente beneficiado nos governos passados, o maior tomador de dinheiro do BNDES, teria feito um acordo com o Ministério Público e entregue gravações de conversas que teria feito com o presidente, conversas essas que seriam altamente comprometedoras para o presidente Temer. Este, teria mandado o empresário continuar a dar dinheiro a Eduardo Cunha em troca do silêncio dele.

Aquilo paralisou imediatamente o Congresso. As sessões de votação foram encerradas nas duas casas, sob intensa gritaria dos partidos de oposição que exigiam a renúncia do presidente e mudança da constituição para permitir eleição direta já, para escolha de um novo presidente. Era oportunista a motivação, pois vislumbraram uma oportunidade única para a volta de Lula ao governo.

Tudo parou no país aturdido pelas revelações. O boato corria solto. E só se falava na certeza da renúncia do presidente. Temer pediu a gravação e como não a recebia resolveu fazer um pronunciamento em que afirmou que não disse nada daquilo e que não renunciaria.

Mais tarde com a liberação da gravação viu-se que realmente Temer não disse o que a Globo afirmou que ele disse. Não há evidência de que teria mandado pagar nada para Eduardo Cunha ficar calado. A jornalista Vera Magalhães, com grande peso no jornalismo opinativo, da Folha de São Paulo, em uma importante declaração de humildade que só a engrandece, disse estar arrependida por ter tomado como verdadeiras as notícias difundidas pelo blog da Globo, e ter difundido, com veemência, aquela notícia sem checar todo o seu conteúdo, no que resultou no que chamou de efeito manada, em que com um estouro a manada corre desembestada, levando tudo em frente.

No sábado a Folha de São Paulo divulga que pericia das fitas mostrava que haviam sido manipuladas e o Presidente em pronunciamento disse que iria pedir a paralisação da investigação, que o Supremo autorizou sobre ele, até que seja feita perícia oficial das fitas. Nada disso arrefeceu a onda de ataques cerrados ao presidente. É assim mesmo que tem que acontecer, isso é normal, ou existe alguma coisa poderosa por trás disso tudo?

Existe um ditado que diz alguma coisa assim: “Existe algo mais no céu do que os aviões de carreira”. Se tem não sei, mas é bom ficar atento, pois “eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”. Se as delações forem aquelas divulgadas e nada mais existir me parece não haver motivos para cassar o presidente. Mas, hoje ninguém sabe e vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos.

De qualquer maneira não há alternativas à Constituição. Assim falou o Decano do Supremo Ministro Celso de Melo e os Comandantes Militares. Mudar a constituição em tempos de crise para atender desejos de grupos ou de pessoas não é um bom caminho. Nunca dá certo. A última tentativa foi a instituição do parlamentarismo como alternativa para aceitar a posse do presidente João Goulart. Três meses depois um Plebiscito acabou com a tentativa insólita e restituiu os poderes do presidente, mas não arrefeceu a crise, que continuou até o rompimento institucional de 64.

Se o presidente tiver que sair do cargo teremos que cumprir a Constituição ou então a crise continuará e envolverá o país em grandes instabilidades. E tudo tem que ser resolvido logo, ou ficaremos envolvidos no agravamento da crise econômica que sempre é má conselheira.

O país hoje não tem dialogo para valer. Ninguém respeita ninguém e aos gritos tenta-se desclassificar o interlocutor. Ninguém ouve ninguém e isso torna mais difícil achar as soluções que precisamos, tanto para a crise política como para a crise econômica e social. Tudo isso vem da pregação irresponsável do “nós contra eles” dos últimos treze anos.

E logo quando precisamos tanto do entendimento e do diálogo.


Acuado em meio a escândalos reais e artificiais, o presidente Michel Temer pode acabar tendo que renunciar a um mandado para o qual jamais era para ter tentando assumir na forma como foi.

O momento nacional requer diálogo entre líderes que tenham autoridade política para propor um pacto pelo Brasil e pelo povo brasileiro. E na atual conjuntura de grave crise generalizada somente dois podem estabelecer as bases para uma saída democrática: Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva.

Não é que resuma-se definitivamente no tucano e no petista, não é isso, claro. Há líderes no PMDB, DEM, PTB, PV, PCdoB, PSOL e tantos outros partidos que terão papel importante nesse processo.

Mas, não há como negar que FHC e Lula são os principais comandantes dos dois partidos que tem dividido o país politicamente nas últimas décadas, o PSDB e o PT.

Ex-presidentes da República, FHC e Lula nunca foram inimigos – e é bom que se diga.

No máximo conseguiram ser duros adversários em virtude da guerra política travada no berço dos dois aos quais pertencem, qual seja o estado de São Paulo e que depois se espalhou pelo país afora embalada a partir da radicalidade da militância do PSDB e do PT.

Os líderes

Os dois líderes políticos têm cada um as suas habilidades e capacidades pessoais que acabam se complementando entre isso.

Fernando Henrique Cardoso é um intelectual, homem preparado, com trânsito nos partidos, inclusive em setores do PT/oposição, credibilidade junto ao mercado, prestígio internacional e respeito da grande mídia.

Lula, por sua vez, é um líder popular, também respeitado internacionalmente, desfruta da admiração de políticos à direita do espectro político e conta com uma base social extraordinária. Por mais que a mídia e a direita conservadoras o massacre continua à frente de todas as pesquisas de intenção de voto para presidente do país.

Contudo, qualquer saída passa pelo Michel Temer e mesmo assim, seja qual for a decisão do ainda presidente o papel de FHC e Lula não é apenas fundamental, mas vital para o país!

Acuado em meio a escândalos reais e artificiais, Michel Temer pode acabar tendo que renunciar a um mandado para o qual jamais era para ter tentando assumir na forma como foi.

Acuado em meio a escândalos reais e artificiais, o presidente Michel Temer pode acabar tendo que renunciar a um mandado para o qual jamais era para ter tentando assumir na forma como foi. Deu no que deu!

O nome via eleição direta

Maior do que a dúvida se o Temer renuncia ou não é saber quem seria o nome, caso o presidente caia, para conduzir essa travessia necessária do caos à normalidade política, econômica e institucional rumo às eleições de 2018.

Sinceramente, e olha que não é fácil ou mesmo simples afirmar isso, o nome mais adequado para essa conduzir a travessia ao que me refiro é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC reúne, como dito mais acima, qualidades e competências para comandar essa travessia democrática que o Brasil e povo brasileiro necessitam. E digo mais: com a agenda das reformas garantida!

Para isso, entretanto, alguns pressupostos precisariam ser acordados. Assim:

1. Contínuo combate à corrupção com ou sem Lava Jato.

2. Inclusão de uma reforma política de verdade no bojo da agenda das reformas.

3. Estabelecimento de um novo pacto federativo.

4. Garantia de que Lula possa ser candidato e julgado pelo povo em 2018.

5. Instituição do cargo de senador vitalício para todos os ex-presidentes da República, sem direito de voto no Senado Federal apenas atuando como “Consultores da República”, além de estarem proibidos de disputar eleição para qualquer cargo após passar pelo Palácio do Planalto.

Parece que uma solução nestes temos poderia recolar o Brasil nos trilhos da normalidade política, harmonia institucional, estabilidade econômica e paz social.

E que em 2018 o povo tome as rédeas do seu destino e do país.

Essa a opinião do Blog do Robert Lobato.


Luis Fernando durante assinatura do acordo.

O prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando, acompanhado do vice-prefeito, Eudes Sampaio, participou nesta segunda-feira (22), da solenidade de assinatura sobre acordos e projeto de lei que trata da revisão cartográfica dos limites territoriais dos quatro municípios da Ilha, que abrange São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. O ato também foi assinado pelos prefeitos dos municípios que compreendem a Ilha.

Durante o encontro, o prefeito Luis Fernando falou sobre a importância do ato que sela mais uma etapa de luta dos municípios em prol da regularização dos limites territoriais.

“Essa é uma luta que não começou agora. Desde 2006 iniciamos esse processo e que à época fizemos um processo licitatório para contratação de empresa que realizasse o georreferenciamento. Na oportunidade tivemos cerca de 300 pontos levantados como referência e que deram base para o trabalho ardoroso feio com muita responsabilidade pelo vice-prefeito, Eudes Sampaio a quem designei desde os primeiros dias de governo juntamente com o prefeito Domingos Dutra, que percorreram as localidades”, explicou o prefeito.

É importante que se entenda, continuou, “que aqui não estamos discutindo contagem populacional, levantamos de forma ardorosa a base territorial de cada município, e assim dessa forma, estamos corrigindo distorções históricas e de uma vez por todas deixar claro, os limites territoriais. A vitória é da população”.

Vitória, que o prefeito de Paço do Lumiar, também dedicou a população de cada um dos municípios, ressaltando ainda o empenho do prefeito, Luis Fernando, que encabeçou todo o processo, “Estamos todos de parabéns por mais uma etapa vencida, agora é aguardar pela aprovação da Assembleia e que seja o mais rápido possível”, solicitou o prefeito.

Para o presidente da comissão de assuntos municipais e de desenvolvimento regional da Assembleia Legislativa, o deputado Bira do Pindaré (PSB), a proposição é fruto de trabalho e consenso progressivo acordado entre os quatro prefeitos da Ilha, e que já possui, inclusive, homologação na Justiça Federal.

“Resolver os limites traz benefícios não apenas para os gestores, mas, sobretudo, para o cidadão que hoje irão saber a qual município pertence”, pontuou.

Além do deputado, Bira do Pindaré, o documento também foi assinado pelos deputados Cabo Campos (DEM), e Wellington do Curso. O projeto de lei agora segue para apreciação e votação dos demais deputados da casa.

Relembrando o processo

Desde o início deste ano, foi estabelecida uma agenda positiva entre os quatro municípios, que elencou com prioridade, estudo técnico para definição dos marcos territoriais dos respectivos municípios, o que resultou na elaboração do termo de ajuste de limite feito com base no levantamento coordenado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos, IMESC, e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. A partir daí foram realizadas reuniões e no mês de abril deste ano foi realizada a homologação final que define os limites territoriais.


Na manhã desta segunda-feira (22), o deputado estadual Wellington do Curso (PP) participou de ato de assinatura de três projetos de lei que tratam sobre a revisão cartográfica dos limites territoriais dos municípios da Ilha de São Luís. O objetivo é estabelecer a atualização dos limites de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

Na ocasião, o deputado Wellington disse que essa já é uma luta antiga e que, se efetivada, atenderá demandas da população da Grande Ilha.

“Muito nos alegra saber que essa discussão possui um embasamento técnico e, assim, fundamentado na realidade de inúmeros maranhenses. Visitamos os moradores dos bairros Alto do Turu, Jardim Turu, Parque Vitória e adjacentes, além dos bairros Cohabiano e Cohatrac, o que nos fez perceber a incerteza que permeia a cabeça daqueles maranhenses, que não sabem a quem recorrer: se à Prefeitura de São Luís ou a de São José de Ribamar. No entanto, essa incerteza não se limita àquela região. Por isso, tal atualização envolve os limites territoriais não apenas de São Luís e São José de Ribamar, mas também de Raposa e Paço do Lumiar. Aproveito para solicitar que haja uma pactuação entre Governo do Estado e Prefeituras desses municípios, a fim de que essas políticas públicas como educação, saúde e segurança sejam, de fato, efetivadas. E que a população dessas áreas limites sejam realmente assistidas pelo poder público. Pois, já não aguentam mais serem tratados como invisíveis”, disse Wellington.

O ato aconteceu na Assembleia Legislativa e contou com a participação de técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), além do prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando (PSDB); prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB); prefeita da Raposa, Talita Laci (PCdoB; vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro (PCdoB), além dos deputados estaduais Bira do Pindaré (PSB) e Júnior Verde (PRB).