FRASE DO DIA

É hora de mudar radicalmente, erradicar as cadeias, reconstruí-las sob novas bases e cumprir a lei de progressão, acabar com as prisões provisórias e as preventivas ilegais e abusivas.

(José Dirceu)

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Astuto, bem articulado e “corretor” de lotes até na lua, o senhor Janderson Landim é quem está dando as cartas na gestão do prefeito Luciano Genésio. 

O empresário e “operador” Janderson Landim, homem responsável pela vitória de Luciano Genésio (PP) a prefeito da cidade de Pinheiro, é o homem que, de fato, será o comandante da gestão da maior cidade da Baixada Maranhense.

O “gênio” foi responsável pela vitória de “Genesinho” na eleição de 2016, quando entrou com o  cérebro e o bolso na campanha do progressista  para derrotar o peemedebista Filuca Mendes.

Janderson Landim desembarcou no Maranhão pelas mãos do delegado Alexandre Alves, irmão do prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves. Foi o responsável, também, pela campanha de deputada federal de Luciana Alves, esposa de Ribamar.

Astuto, bem articulado e “corretor” de lotes até na lua, o senhor Janderson Landim é quem está dando as cartas na gestão do prefeito Luciano Genésio.

E atualmente já controla a Comunicação e a Saúde do município de Pinheiro.

Só que ainda acha pouco, quer mais.

Mas, isso é assunto para outra postagem..


O ex-governador consolida-se cada vez mais para ser senador da República pelo Maranhão, quicá com o apoio de vários campos políticos do estado.

Dizem que com a chegada dos cabelos brancos somos obrigados a ficar mais sábios.

Lendo a entrevista do deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), concedida ao jornal O Imparcial, de ontem quinta-feira, 19, fiquei mais convicto dessa assertiva.

O ex-governador deu um exemplo de serenidade e sabedoria políticas ao ter a coragem afirmar que “o problema do Maranhão não é o Sarney”.

Trata-se de uma declaração dada não por um adversário “profissional” do Sarney – daqueles que precisam do discurso antissarneysista para sobreviver politicamente; e muito menos de um oportunista que precisa agradar o Sarney para querer algo em troca.

Ao contrário, trata-se, sim, de alguém que, por uma opção política no bojo de uma conjuntura específica, teve que escolher entre ser governador ou ser governado. Lógico, escolheu a primeira opção e, por isso mesmo, pagou um preço altíssimo, inclusive o de renunciar uma eleição certa de senador ao permanecer no comando do governo e garantir a eleição do seu sucessor, no caso o médico Jackson Lago.

Ao dizer que “o problema do Maranhão é a pobreza. São as dificuldades e os problemas que todos nós já conhecemos. Essa é a agenda que temos de enfrentar. Se nós uníssimos, pacificaríamos o estado”, o ex-governador José Reinaldo dá demonstração que está cada vez maior politicamente, enfim, está em outro nível.

E consolida-se, cada vez mais, para ser senador da República pelo Maranhão, quicá com o apoio de vários campos políticos do estado.

É aguardar e conferir.


Por Edson Vidigal

Teori Zavascki foi nomeado por Sarney para a primeira composição do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul). Paulo Brossard deu a Sarney uma lista que incluía Teori e o Presidente então nomeou todos.

No STJ onde Teori chegou nomeado por Lula tivemos estreita convivência. Ele me apresentou Maria Helena (nome da minha mãe), uma Juíza Federal com quem estava casado. Sempre que o reencontrava fazia a mesma pergunta – como está a amiga. Percebia que ele gostava.

Muitas vezes risonho, mas sempre caladão, falando o minimo e no volume baixo, nunca me disse nada sobre a enfermidade que lhe tiraria a mulher a quem amava tanto – câncer.

Quando presidi o STJ costumava ficar no Gabinete muitas vezes até tarde da noite. Nunca fui de deixar papel sobre a mesa para examinar no dia seguinte. E também só ia embora depois que recebia todos os advogados da fila de audiências.

Numa dessas noites, o Teori me ligou. Soubera que eu preparava uma Emenda ao Regimento para convocar Desembargadores enquanto as vagas de Ministros não fossem preenchidas. O TST já fazia isso para descongestionar o tráfego processual.

Ele me ligou apenas para dizer que era contra. Não discutiu nada. Não argumentou. Apenas era contra. Ainda hoje se convoca Desembargador como Suplente de Ministro do STJ.

Caladão daquele jeito, era uma fera em Processual Civil. Sabia tudo. Nos debates reagia quando necessário.

Sempre o vi como um Juiz sereno, um homem polido.

Reencontrava-o na sala de espera do TSE antes das sessões, onde Ministros e ex-Ministros cumprimentavam-se, bebiam água gelada e cafezinho. “Não lhe invejo a vida, Teori”, disse-lhe assim que foi indicado para Relator Geral da Lava Jato. Ele sorriu. Mas não disse nada.

O STJ já o havia perdido. E agora o STF se desfalca.

Vai ser difícil para o Temer encontrar alguém do nível intelectual e cívico de um Teori e que, sendo convidado, aceite.

Edson Vidigal, Advogado, foi Presidente do STJ.


Ricardo Kotscho, via Balaio do Kotscho

O que tem a ver a posse do bufão Donald Trump na presidência dos Estados Unidos e o futuro da Lava Jato no Brasil após a morte trágica de Teori Zavascki?

Estes dois fatos sem nenhuma ligação entre si têm um ponto em comum: jogam o Brasil e o mundo na era da incerteza.

Incerteza é a palavra mágica para definir o que está acontecendo neste começo de 2017 no momento em que ninguém pode prever o que vai acontecer amanhã, na semana que vem ou no próximo ano.

Duas manchetes de cadernos especiais da Folha desta sexta-feira resumem a ópera:

“Queda da aeronave mata Teori e joga incerteza sobre a Lava Jato”.

“Sob incerteza, Trump se torna o 45º presidente dos EUA nesta sexta”.

Vamos começar pelo destino da Lava Jato no Brasil, um assunto que está mais perto de nós e pode definir o futuro próximo.

Primeira incerteza: quem vai definir o substituto de Teori na relatoria da Lava Jato? Michel Temer ou Carmen Lúcia?

Como leis e regimentos internos nunca deixam nada muito claro, a decisão será de quem atirar primeiro.

Não há prazo para o presidente da República indicar um novo ministro do STF e, como Temer costuma ser lento nas suas decisões, a presidente do STF sai em vantagem.

Por tudo que acabei de ler, Carmen Lúcia tem várias opções: pode indicar o novo relator por sorteio; pode passar o processo para o sub-relator e decano Celso de Mello e pode jogar a decisão para o plenário, quando o tribunal reabrir suas portas após o recesso, dia 1º de fevereiro.

Segunda incerteza: qual o perfil do ministro a ser indicado por Temer?

A julgar pelo que vimos na formação do ministério, o substituto de Teori deve ter um perfil conservador e ser de absoluta confiança do presidente _ como, por exemplo, o ministro da Justiça Alexandre de Moraes, que queimou o filme na crise dos presídios, ou o ex-procurador do Ministério Público de São Paulo, Luiz Antonio Marrey.

“Você acha que o presidente vai indicar um ministro que construirá o patíbulo para julgá-lo da acusação de ter pedido R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht em 2014, segundo a delação de Cláudio Melo?”, pergunta Mario Cesar Carvalho, repórter da Folha, o mais bem informado sobre o processo.

E mais adiante ele mesmo adverte: “Há o risco de que um ministro que não seja imparcial como Teori imprima um novo ritmo às investigações, com o resultado de sempre: a ação prescreve, e o político escapa ileso”.

Este é, afinal, o sonho de dez entre dez políticos denunciados na Lava Jato.

Só uma coisa é certa neste momento: a morte de Teori, que era considerado “o coração da Lava Jato” e carregava toda a memória da operação desde o início, há mais de dois anos, vai desacelerar todo o processo e a homologação das 77 delações da Odebrecht.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que antecipou seu retorno da Suíça, prevê que a homologação dos 950 depoimentos de executivos da empreiteira deve atrasar pelo menos três meses.

Terceira incerteza: ainda que tudo corra normalmente, e sejam logo indicados o relator substituto e o novo ministro do STF, após a sabatina no Senado, quanto tempo vai levar para que o novo responsável pelo processo da Lava Jato examine as milhares de páginas que compõem os autos?

Pulando de um assunto a outro: daqui para a frente, Donald Trump será o mesmo fanfarão da campanha eleitoral ou assumirá de fato o papel de presidente da República?

Sobre as incertezas provocadas pela posse do novo presidente americano, não tenho muito a acrescentar ao brilhante texto de Nirlando Beirão publicado aqui no R7.

Prefiro reproduzir a abertura do artigo do veteraníssimo Gilles Lapouge publicado no Estadão, sob o título “Esperamos o bufão ou o caubói durão”, que dá uma boa ideia do que nos espera:

“Todos esperamos Trump, um pouco como as crianças no circo querem saber quando aparecerá o palhaço ou o leão no picadeiro. Esperamos fazendo graça, mas também com o coração um pouco acelerado.

Porque será tudo isso ao mesmo tempo: um número de teatro de variedades, um número com palhaços ou com animais ferozes, em que todas as figuras se misturam e se confundem. E a incapacidade de saber quem é o verdadeiro Trump: o bufão? O sujeito do teatro de variedades cercado de todas estas Barbies que compõem sua família? Ou o caubói, o durão, aquele que é mais rápido no gatilho do que a própria sombra?”

Resta apenas uma certeza: o Brasil e o mundo não serão mais os mesmos depois da Lava Jato e de Donald Trump.

E vamos que vamos.


A tendência é que os ataques se intensifiquem por todo o ano de 2017 e sejam aprofundados em 2018. É assim que funciona a “máquina de descascar gente” contra qualquer um que ouse ter uma postura independente e crítica do governo comunista no Maranhão.

A postura de independência política do senador Roberto Rocha (PSB) tem incomodado cada vez o Palácio dos Leões.

O termômetro é a forma raivosa como blogs alinhados ao governo Flávio Dino (PCdoB) tratam o socialista.

Nesta sexta-feira, por exemplo, dois blogueiros alinhados aos Leões foram acionados feito cães de caça para atacar Roberto Rocha. Um atacou com factoide envolvendo o chefe de gabinete do senador, Fábio Godim; o outro acusou o golpe quanto possível candidatura de Roberto Rocha ao governo em 2018.

Curiosamente, além de rezarem na cartilha do governo comunista, ambos os blogueiros também são funcionários do deputado federal Weverton Rocha (PDT) na Rádio Difusora, onde apresentam o programa Ponto e Vírgula, alcunhado pelo jornalista Luis Cardoso de “Programa Sorvete”, por, no entendimento de LC, ser apenas “água e açúcar”, principalmente quando fazem abordagem das ações do Governo do Estado.

O fato é que, apesar de Roberto Rocha nunca ter declarado que será ou não candidato a governador, só a possibilidade de sê-lo parece deixar em polvorosa os comunistas e seus aliados.

E a tendência é que os ataques se intensifiquem por todo o ano de 2017 e sejam aprofundados em 2018.

É assim que funciona a “máquina de descascar gente” contra qualquer um que ouse ter uma postura independente e crítica ao governo comunista no Maranhão.


Comércio fica na beira de uma estrada na zona rural de Delfim Moreira.
Ideia partiu de engenheiro aposentado que hoje trabalha no campo.

 

Barraca em Delfim Moreira (MG) tem até uma caixinha para a pessoa pegar o troco (Foto: Reprodução EPTV/Erlei Peixoto)

Do G1 Sul de Minas

Um agricultor apostou no comércio à base da confiança ao montar uma barraquinha na zona rural de Delfim Moreira (MG) para vender doces, refrigerantes e, principalmente, frutas, verduras e legumes orgânicos. Placas indicam que a ideia é pegar o produto desejado e pagar na base da honestidade, já que não há ninguém tomando conta do local.

Até uma caixinha foi deixada na barraca para que o cliente possa pegar o troco, se for o caso. A novidade vem atraindo a atenção de quem passa pela estrada onde está a barraquinha.

“Eu achei estranho, porque é esquisito fazer um comércio na beira da estrada e deixar [sozinho]”, disse o agricultor Andrei José da Silva.

“Eu achei estranho, porque é esquisito fazer um comércio na beira da estrada e deixar [sozinho]”, disse o agricultor Andrei José da Silva.
“Achei isso uma coisa fascinante. Seria muito legal se essa moda pegasse”, contou o empresário Alfredo Cantelmo.

O curioso é que em uma da placas afixadas pela barraca há uma que informa: “Aqui realmente ninguém está sendo filmado”.

“A gente nem acreditou quando a gente passou ontem aqui e viu. Voltamos hoje para constatar e comprar mais, porque no mundo que a gente vive hoje é, realmente, interessante”, contou a pedagoga Sílvia Helena Curi Silva, que passou com o marido pelo local.

A ideia é de um engenheiro aposentado que passa grande parte do dia em um terreno na roça, bem de frente para a Serra da Mantiqueira. “A barraca fica sem ninguém lá, porque nesse momento que não tem ninguém lá, eu tenho que estar produzindo para vender”, explicou o, agora, agricultor, José Cláudio da Silva.

“Seo” Zé Cláudio, como é conhecido na região, se considera um sonhador e disse que como já tinha ouvido falar de ideias parecidas em outros países, resolveu arriscar. “Estou vendo com bons olhos. Acredito e tenho certeza que esse é um dos caminhos para que a gente reverta a imagem de que o brasileiro é desonesto”, afirmou.

A mulher de “seo” Zé Cláudio só ficou sabendo da ideia quando já estava tudo pronto, mas não acreditou muito no projeto do marido. “Eu falei: não vai rolar, não vai rolar!”, disse Maria De Fátima Pereira da Silva.

Mas parece que tem dado certo. Pelo menos, todo fim de tarde o dinheiro está lá na caixinha. “Espero que apareça mais ‘Cláudio’ para que montar outras lojas como esta”, revelou o agricultor.

Barraca sem vendedor atrai a atenção dos clientes em Delfim Moreira (MG) (Foto: Reprodução EPTV/Erlei Peixoto)


E enviaram para o Blog do Robert Lobato mais uma “Facecacetada” do médico Yglésio Moyses.

Desta vez, o nosso simpático “Dr. Maluqinho” usou a rede social do Facebook para fazer piadinha, em forma uma poesia macabra, com a morte do ministro Teori Zavaski, ocorrida na tarde desta quinta-feira, 19, depois da queda de um avião no litoral do estado do Rio de Janeiro. Confira:

Que tal?

Eu só acho que se o “Dr. Maluquinho” tivesse que viver de poesia correria o risco de morrer fome. #SóAcho

É a segunda vez que “Dr. Maluquinho” aparece na coluna Imagem do Dia do Blog do Robert Lobato.

Na terceira já poderá pedir música no Fantástico.


por Tereza Cruvinel, via 247

Os que se dedicam a formular teorias conspiratórias ganham um formidável estímulo com a morte do ministro Teori Zavascki no acidente aéreo em Paraty. Seu desaparecimento afetará o curso e os desdobramentos da Lava Jato, e não apenas quanto ao tempo de análise e homologação da delação da Odebrecht. Seu substituto como relator da Lava Jato no Supremo será o ministro que será indicado por Michel Temer.

Isso é o que diz o artigo 38 do Regimento do STF em seu inciso quarto: em caso de vacância numa relatoria por aposentadoria, renúncia ou morte, o substituto será o ministro nomeado para a vaga. A não ser que o Supremo modifique o regimento, a análise da delação só será retomada depois da indicação que será feita por Temer e da aprovação do nome do indicado pelo Senado, que depois de empossado, ainda terá que se inteirar de todo o processo. Em última análise, Temer terá agora o poder de influenciar diretamente sobre os rumos da Lava Jato ao escolher o substituto de Teori. Isso não é teoria conspiratória. É a realidade criada por uma tragédia.

Transcrevo a integra do artigo 38:

“Art. 38. O Relator é substituído:

I – pelo Revisor, se houver, ou pelo Ministro imediato em antiguidade, dentre os do Tribunal ou da Turma, conforme a competência, na vacância, nas licenças ou ausências em razão de missão oficial, de até trinta dias, quando se tratar de deliberação sobre medida urgente; 1 Atualizado com a introdução da Emenda Regimental 42/2010.

II – pelo Ministro designado para lavrar o acórdão, quando vencido no julgamento; RISTF: art. 23 – art. 135, § 3º e § 4º (Revisor ou voto vencedor).

III – mediante redistribuição, nos termos do art. 68 deste Regimento Interno;

IV – em caso de aposentadoria, renúncia ou morte:

a) pelo Ministro nomeado para a sua vaga;

b) pelo Ministro que tiver proferido o primeiro voto vencedor, acompanhando o do Relator, para lavrar ou assinar os acórdãos dos julgamentos anteriores à abertura da vaga;”

Mas a situação “b” não se aplica ao caso porque o relator não havia ainda proferido qualquer voto neste processo. Então, vale para o caso a alínea “a” do inciso quarto. Ou seja, a substituição pelo substituto do falecido na vaga.

Teori Pretendia levantar o sigilo dos depoimentos dos 77 executivos em fevereiro, lançando ao ventilador da transparência revelações que poderiam detonar meio mundo político e até o próprio governo Temer. Ainda nesta quinta-feira, ao meio dia, o ativista digital Wiliam de Lucca retuitou post de Adriano Argolo: “vou avisar agora pq depois vão culpar Lula e o PT. Delação da Odebrecht entregando políticos de vários países vai gerar assassinatos”. A bruxa da Lava Jato pode não existir mas que parece coisa de bruxa, parece.

Na semana passada, parte dos depoimentos, que estavam trancados numa sala-cofre do Supremo, foram entregues a Teori e a seus auxiliares, alguns deles juízes requisitados, e a análise havia começado, obedecendo à ordem do ministro para que não ocorressem vazamentos. De fato não ocorreram. Teori era considerado um ministro técnico e garantista – leal às garantias constitucionais que a Lava Jato vem atropelando para fazer justiçamentos. Indicado por Dilma, por sugestão do ex-deputado e advogado Sigmaringa Seixas, tomou decisões que favoreceram e que também contrariam o governo dela.

Na sua última entrevista antes do recesso, há exatamente um mês, em 19 de dezembro, Teori criticou o vazamento de informações que integram a delação – sobre o pedido de R$10 milhões que Temer teria feito a Marcelo Odebrecht -, anunciou que trabalharia antes do final do recesso para que não houvesse atraso na homologação e avaliou o ano que se encerrava: “Foi um ano muito difícil para o Brasil. Vamos esperar que as coisas melhorem”.

Não viveu para ver um Brasil melhor nem para concluir a tarefa que contribuiria para isso.


Não será surpresa alguma se Flávio Dino aparecer com alguma candidatura de senador que seja da sua cota pessoal, um nome que, uma vez eleito, o comunista possa estufar o peito e dizer: “esse aqui é o meu senador”.

Aos apressadinhos o Blog do Robert Lobato adianta que ainda é cedo para responder à pergunta do título.

O governador Flávio Dino não tem pressa alguma para anunciar quem serão os dois candidatos a senador que o acompanharão no seu projeto de reeleição. Muito provavelmente, o comunista levará até o limite final o anúncio da decisão sobre os escolhidos.

O que é possível fazer agora é tão somente analisar alguns dos prováveis cenários sobre como podem ser as chapas majoritárias (Governo e Senado) da coligação liderada por Flávio Dino em 2018. Senão vejamos.

Governo

A única certeza, pelo menos nesta data de 19/01/2017, é que Flávio Dino será candidato à reeleição. Seu companheiro de chapa na condição de vice deve ser alguém de qualquer partido alinhado, não somente ao projeto local do comunista, mas também ao nacional. Muito provavelmente não veremos aquele amálgama político-ideológico visto em 2014 com PCdoB e PSDB juntos. A vaga deve ficar com o PT ou PDT – os petistas já sinalizaram que topam a parada.

Senado

Aqui no o buraco é mais embaixo, como diz o povão.

Teoricamente, os “senadoráveis” do governador Flavio Dino são, por ordem alfabética (“Mister X” é um caso a parte como o leitor verá ao final do post): Eliziane Gama (PPS); Humberto Coutinho (PDT); José Reinaldo (PSB); Sebastião Madeira (PSDB); Waldir Maranhão (PP) e Weverton Rocha (PDT). Façamos como Jack, o estripador, vamos por partes.

Eliziane Gama (PPS): A primeira grande missão da nossa querida irmã, caso realmente queira ter alguma chance de viabilizar sua candidata ao Senado, é enterrar a fama de “complicada”, ou seja, de não ter posição clara sobre o quer. Sua postura gelatinosa, seus constantes zigue-zagues na política têm criado um péssimo conceito da deputada no meio político, o que pode dificultar sobremaneira um projeto complexo como é uma candidatura ao Senado Federal. Ainda mais no campo politico liderado pelos comunas, que não confiam e nem gostam da irmã, politicamente falando.

Humberto Coutinho (PDT): Se estiver em perfeitas condições de saúde, o presidente da Assembleia Legislativa é um nome fortíssimo para uma das duas vagas de senador disponíveis em 2018. Além de ser muito bem articulado, ter fontes próprias para bancar sua campanha e, claro, comandar o Poder Legislativo maranhense, Humberto Coutinho é credor de Flávio Dino já que foi um dos responsáveis pela entrada vitoriosa do comunista na política em 2016. Se reunir todas as condições é muito pouco provável que Flávio diga um “não” para o velho HC, que pode ter força até para indicar o primeiro suplente, no caso a “primeira suplente”.

José Reinaldo (PSB): Até agora ninguém entende ou consegue explicar o porquê do ex-governador José Reinaldo Tavares ainda não ter sido anunciado, pelo governador Flávio Dino, como o seu primeiro candidato a senador. Algo tipo o que fez o prefeito e presidente da Famem, Cleomar Tema. Pelo que se sabe, o agora deputado federal está sendo cozinhado em banho-maria de tal forma que chega ser uma maldade do Palácio dos Leões o tratamento dispensado ao Zé Reinaldo. E se maldade não for a palavra certa, talvez ingratidão fosse mais adequada para expressar o desprezo com que Flávio Dino e o seu PCdoB têm tratado o ex-governador José Reinaldo, o verdadeiro criador do “mostro comunista”.

Sebastião Madeira (PSDB): O agora ex-prefeito de Imperatriz também tem plano de desfilar pelos tapetes azuis do Congresso Nacional. Um dos tucanos maranhenses mais bem articulados nacionalmente, Sebastião Madeira é consciente que a chance de um “repeteco” da chapa PCdoB/PSDB em 2018 é muitíssimo improvável. Mas, ainda assim, o tucano não esconde o desejo de ser candidato a senador dentro do consórcio comunista.

Waldir Maranhão (PP): Bom, aqui está um grande abacaxi para Flávio Dino descascar –  que nem de longe é um abacaxi das terras de Turiaçu. É de responsabilidade do comuna-mor do Maranhão o fato de Waldir ganhar péssima notoriedade nacional. Primeiro por abandonar o seu aliado de primeira hora, o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, quando da votação do impeachment; depois por aquela iniciativa tresloucada de anular a votação que cassou a presidente Dilma. Contudo, ainda no cargo de vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão mandou um recado expresso com endereço, CEP e tudo para Flávio Dino em entrevista ao Estadão, nesta semana. Disse claramente que o governador tem um acordo para fazê-lo senador da República em 2018. Aliás, há quem diga que tal acordo conta com a chancela de ninguém menos do que o ex-presidente Lula. A questão é: Flávio Dino reconhecerá esse bendito acordo ou dará uma zignal medonho em “Waldick Soriano”, como o deputado Waldir Maranhão é carinhosamente pelos amigos de ‘grode’? A conferir.

Weverton Rocha (PDT): Considerado o mais “mala” dos pretendentes ao cargo de senador com o apoio do governador Flávio Dino, o deputado federal Weverton Rocha está focado nesse projeto. A seu favor tem o fato de ter um partido para chamar de seu. O nosso Maragato é dono do PDT no estado e uma das pétalas mais destacadas do partido da “rosa vermelha” no plano nacional, tanto que é o líder da bancada pedetista na Câmara. Desde que elegeu deputado em 2014, Weverton Rocha vem passando por um processo de higienização da sua imagem – que andava mais mau cheirosa do que a Lagoa da Jansen. E esse processo higienização parece que tem dado certo, pois a imagem do pedetista hoje é de um parlamentar atuante, político articulado, cumpridor dos acordos políticos e homem de sucesso nos negócios. Não é por acaso que o Maragato, recentemente, recebeu reconhecimento de ninguém menos do que Lobão Filho quanto ao fato da consolidação de sua candidatura de senador. Aliás, Weverton Rocha é quem atualmente comanda o Sistema Difusora de Comunicação, de propriedade da família Lobão. Por tudo isso é que líder trabalhista é sempre lembrado como nome certo de Flávio Dino para o Senado Federal, a não que muita coisa mude daqui para o ano que vem.

“Mister X”: “Quem diabos é Mister X, Bob?“, pergunta o leitor morto de curioso.

Bom, não será surpresa alguma se Flávio Dino aparecer com alguma candidatura de senador que seja da sua cota pessoal, um nome que, uma vez eleito, o comunista possa estufar o peito e dizer: “esse aqui é o meu senador”. Um nome não necessariamente saído da política, mas do campo jurídico ou técnico do seu governo. Alguém que da confiança do comunista, que o permita a bater na mesa e garantir uma vaga para essa pessoa na chapa de senador e a outra jogar “pra morro” para  Eliziane Gama, Humberto Coutinho, José Reinaldo, Sebastião Madeira, Waldir Maranhão e Weverton Rocha se matarem.

Ou alguém é capaz de duvidar que Flávio Dino possa fazer uma manobra dessa, ainda mais estando bem na fita em 2018?


O médico de carreira do Instituto Nacional de Seguridade Social, onde exerce o cargo de perito na unidade do órgão no município de Pinheiro, Dr. Leonardo Sá, esteve em Brasília, na manhã desta quinta (19), em audiência com o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para tratar do seu retorno às atividades periciais no município da Baixada Maranhense.

Entre as pautas da reunião, que foi acompanhada pelo chefe da Agência da Previdência Social (APS), Sebastião Silva, Dr. Leonardo Sá solicitou também melhorias estruturais para a APS de Pinheiro.

“Foi uma reunião bastante proveitosa. Além de tratar do meu retorno às atividades periciais em Pinheiro, tive a oportunidade de também solicitar melhorias para nossa Agência em Pinheiro, para otimizar o atendimento à população da Baixada Maranhense”, destacou o médico.

Leonardo Sá foi candidato a prefeito de Pinheiro em 2016 e obteve 15,52% dos votos válidos nessa que foi a primeira eleição majoritária da qual participou, consolidando-se, porém, como terceira força política da maior cidade da Baixada Maranhense.

Em entrevista concedida ao Blog do Robert Lobato em dezembro do ano passado, Leonado Sá falou um pouco sobre suas atividades profissionais como médico, inclusive enquanto servidor público no INSS e do Ifma, além do seu futuro político (reveja a entrevista AQUI).

Esse rapaz tem futuro…