FRASE DO DIA

Serra, o entreguista, errou de aposta nos EUA foi congelado por Trump;quis remediar entregando Alcântara, Exército vetou; virou mico.

(Roberto Requião)

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Enquanto os taxistas não entenderem que precisam mudar frente ao mercado e às necessidades do cliente, o Uber sempre será um problema para a categoria.

A polêmica chega a São Luis.

O aplicativo Uber já está disponível aos ludovicenses e, claro, abriu o debate sobre seus serviços e coloca a classe dos taxistas numa posição que mistura dúvidas e revolta.

Pelas redes sociais, durante todo o dia ontem, circulou boatos de que os taxista fariam paralisações e interromperiam o trânsito às principais pontes que dão acesso ao Centro: Bandeira Tribuzzi (Jaracaty), Newton Bello (Ipase), José Sarney (Beira-Mar), além da Barragem do Bacanga.

O aplicativo funciona basicamente de forma padronizada. Os carros do Uber são pretos, via de regra de luxo e em alguns casos há serviços extras para os clientes como bebidas e bombons. Os motoristas usam roupas sociais, abrem a porta para a pessoa entrar etc.

Os taxistas reclamam, com certa razão, que o Uber opera ao sabor do mercado sem qualquer regulamentação do poder público e sequer pagam impostos, taxas, entre outras obrigações que categoria tem honrar nas cidades que atuam.

Já usei o serviço do Uber, em Brasília, e confesso que não foi lá foi lá uma boa experiência, tanto do ponto de vista do atendimento quanto dos custos.

Entretanto, não dá para ser contra o aplicativo apenas por ser e pronto.

Os taxistas e o atendimento ao cliente

Sou usuário de táxi. Praticamente todos os dias uso um ou outro. No geral os serviços são razoáveis, mas somente isso: razoáveis!

Não se pode dizer que os nossos taxistas são um primor no que diz respeito a atendimento ao cliente.

A maioria não dá atenção adequada aos usuários, costuma não ligar o taximétrico quando o trecho não é muito longo, às vezes só atende ao pedido de parada quando quer, vez e outra não tem troco para repassar ao cliente, sem falar que essa mesma maioria não possui placa de aviso se o carro está livre ou ocupado.

De qualquer forma, enquanto os taxistas não entenderem que precisam mudar frente ao mercado e às necessidades do cliente, o Uber sempre será um problema para a categoria.

Que o cliente decida qual a melhor opção.


Não obstante o parlamentar fazer parte da base do governador Flávio Dino (PCdoB), a sua chapa tem defendido que o PT não pode confundir aliança política com submissão a projetos de outros partidos de forma automática.

O deputado Zé Inácio deu mais um importante passo para a consolidar a sua candidatura a presidente estadual do PT.

Na manhã desta segunda-feira (20), o parlamentar reuniu-se com membros das chapas “Construindo um Novo Brasil” (CNB) e “A Força Que Vem da Base”. A reunião teve como objetivo firmar o apoio das chapas a candidatura do deputado a presidente do PT estadual.

A chapa “A Força Que Vem da Base”, liderada pelo ex-secretário do Trabalho, José Antônio Heluy, e pelo ex-vereador por Pedreiras, Rogério do PT, pretendia lançar candidato a presidente, mas resolveu abrir mão da candidatura para reforçar o projeto encabeçado por Zé Inácio em nome da unidade do partido.

“A Força Que Vem da Base” é formada, entre outros, pelos municípios de Pedreiras, Trizidela do Vale, Esperantinópolis, São Luís Gonzaga, Santa Inês, Poção de Pedras, Bacabal, Vitorino Freire, Olho D’agua das Cunhãs, Turilândia, Lima Campos, Timbiras, Bernardo do Mearim, Pio XVII e Alto Alegre do Maranhão.

Rogério do PT, um dos presentes na reunião, vê a união das chapas como uma forma de representar o desejo do PT dos interiores e dos movimentos sociais de defender do ex-presidente Lula, a Presidenta Dilma, o legado PT do e a eleição de um presidente que possa representar todo o diretório do interior do Maranhão.

“O companheiro Zé Inácio é a pessoa mais indicada para essa representação, ele que vem do interior do Maranhão, nasceu em Bequimão, é envolvido com as lutas sociais, os movimentos sindicais e quilombolas. Ele representa de fato o PT do Maranhão”, declarou Rogério.

O deputado Zé Inácio agradeceu o apoio das chapas e destacou a importância do apoio da região de santa Inês e do médio Mearim no fortalecimento da sua candidatura.

“Esse apoio é importante, pois amplia a nossa liderança no Estado, além de favorecer a nossa candidatura a presidente estadual do PT, de tal forma que ira nos fortalecer no encontro estadual e nos ajudar a conseguir o maior número de delegados para garantir a vitória.”, declarou o parlamentar.

Autonomia

O amplo movimento que se dá em torno da candidatura de Zé Inácio a presidente do PT é marcado fundamentalmente pelo signo da autonomia partidária.

Isso porque, não obstante o parlamentar fazer parte da base do governador Flávio Dino (PCdoB), a sua chapa tem defendido que o PT não pode confundir aliança política com submissão a projetos de outros partidos de forma automática.

É por essa defesa intransigente da autonomia partidária e formulação de um projeto político-eleitoral petista no estado já a partir de 2018, que Zé Inácio está carimbando o seu ‘passaporte” para se torna o futuro presidente do PT.

É aguardar e conferir.


Origens da expressão à parte, quem vive engolindo sapos sofre muito | Crédito: Vida Simples Digital

Por que toleramos ou ficamos calados diante de algo que nos desagrada?

por Elisa Correa, via Vida Simples

“Posso ter sido qualquer coisa, menos blasfemador.” O teólogo e filósofo italiano Giordano Bruno teria pronunciado essas palavras no dia de sua execução, 17 de fevereiro de 1600, em Roma. Ele se recusou a negar suas opiniões religiosas e a teoria do astrônomo alemão Johannes Kepler de que a Terra girava em torno do Sol. Por isso, foi condenado, preso e queimado vivo. Dezesseis anos mais tarde, foi a vez de o astrônomo Galileu Galilei ser perseguido pela Igreja Católica. Depois de construir um telescópio para observar o céu, Galileu confirmou a teo­ria heliocêntrica e foi parar diante do tribunal do Santo Ofício. Para escapar das acusações de heresia e da fogueira da Inquisição, negou suas descobertas.

Apesar de muito longe na História, o dilema enfrentado por Giordano Bruno e Galileu se mantém atual. Mesmo sem correr o risco de acabar na fogueira, continuamos a enfrentar a questão: defender nossas posições com unhas e dentes, sem temer as consequências, ou… engolir sapo.

“Engolir sapo significa tolerar coisas ou situações desagradáveis sem responder, por incapacidade ou conveniência”, diz o escritor e professor Ari Riboldi, autor do livro O Bode Expiatório (editora Age), no qual explica a origem de palavras, expressões e ditados populares com nomes de animais. Segundo ele, uma das possíveis versões sobre a gênese da expressão viria do texto bíblico. De acordo com a tradição judaico-cristã, o deus Javé enviou dez pragas sobre o faraó e o povo do Egito, pelas mãos de Moisés. A finalidade era convencer o faraó a libertar o povo hebreu, escravo no Egito, permitindo que ele partisse para a nova terra sob o comando de Moisés. O episódio das pragas faz parte dos capítulos 7º a 12º do Êxodo, livro do Antigo Testamento – a segunda praga, a infestação de rãs, é narrada no capítulo 8º. Elas tomaram conta das casas, quartos, leitos, pratos e de todos os ambientes habitados pelo faraó e pelos egípcios. Ao morrerem, ficaram aos montes infestando os locais e causando doenças. “O texto bíblico menciona rãs e não sapos, mas trata-se apenas de uma versão”, diz Riboldi.

O bonzinho

Origens da expressão à parte, quem vive engolindo sapos sofre muito: tem dificuldade para dizer não, fica calado ou concorda com o outro em situações polêmicas só para evitar conflitos, ignora os próprios desejos para não gerar mágoas. “A pessoa não expressa seu sentimento e opinião simplesmente por medo da reação negativa de seu interlocutor. Essa atitude tem a ver com a cultura, com crenças que estão no modelo mental guiando nosso comportamento para a passividade em situações em que nos sentimos ameaçados ou com riscos de perdas”, explica Vera Martins, especialista em medicina comportamental, diretora da Assertiva Consultores, de São Paulo, e autora do livro Seja Assertivo! (editora Campus).

Depois vem aquela sensação de impotência e frustração por não conseguir expressar os sentimentos, por achar que tem sempre alguém determinando o que deve ser feito. E lá ficamos nós, nos sentindo incompreendidos e manipulados, remoendo uma mistura de raiva e culpa enquanto pensamos no que deveríamos ter dito no momento que já passou. Como consequência, nossa autoestima e confiança despencam no mesmo ritmo com que perdemos o respeito dos outros, que passam a não nos levar mais em conta.

Muitas vezes, o engolidor de sapos se esconde atrás da figura do bonzinho, aquele sujeito sempre preo­cupado em agradar – para ser aceito e querido. “Ele usa uma linguagem extremamente cuidadosa, porém é violento consigo mesmo, pois cede seus direitos em prol do outro”, diz Vera. Na verdade, as atitudes do bonzinho são alimentadas por uma expectativa de reciprocidade: ele se posiciona passivamente na situação, sendo agradável e condescendente, esperando que o outro também faça o mesmo. Quando isso não acontece, a raiva aparece.

Corpo e mente

Se engolir sapos pode ser considerado uma estratégia de proteção, de permanência na chamada zona de conforto, precisamos saber que sofreremos consequências deletérias por não defender nossas posições. “A raiva é uma das emoções que as pessoas têm mais dificuldade de manifestar. Muitos enterram a agressividade durante anos e têm pavor do que pode acontecer, caso resolvam desabafar. Acham que qualquer demonstração desse sentimento vai magoar os outros”, afirmam Robert Alberti e Michael Emmons no livro Como se Tornar mais Confiante e Assertivo (editora Sextante).

“Engolir sapo é o mesmo que engolir a raiva, uma emoção protetora que nos avisa quando algo está errado. E ela estimula à ação. O estrago físico, emocional e mental de quem não põe isso para fora é arrasador com o passar do tempo, favorecendo diversas doenças”, diz Vera. É o que também adverte o psiquiatra e psicanalista Ricardo Almeida Prado, do programa de atendimento e estudos de somatização da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Todo fenômeno que se passa com o ser humano é psicossomático, porque a psique está todo o tempo presente.” Segundo ele, existem algumas doenças em que essa correlação se torna mais evidente, como alergias, asma brônquica, dermatites, síndrome do intestino irritável e fibromialgia. No entanto, ainda são poucas as pessoas que percebem essa associação. “Às vezes você sai de uma reunião com uma enorme dor de cabeça, termina um almoço com muita dor de estômago e não percebe que isso está associado ao fato de não ter se posicionado como gostaria. Quando chega em casa, pensa em tudo o que deveria ter falado e não teve coragem naquele momento. E se sente muito mal por isso”, diz Denise Gimenez Ramos, psicóloga e professora titular do programa de pós-graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP.

Essa separação entre corpo e mente vem do Iluminismo. E, se por um lado permitiu um grande desenvolvimento tecnológico e científico, nos deixou como herança a dificuldade de relacionar os problemas de saúde com nossa própria história. “É muito mais fácil pensar que a doença é gerada por um problema físico, porque é como se a gente não tivesse nada a ver com aquilo. Se você pensar que ela tem uma origem psíquica, vai ter que pensar no quanto está implicado, em qual é sua responsabilidade”, afirma Prado.

Que tal dizer não?

Existe redenção para um contumaz engolidor de sapos? Adiantaria descontar a raiva contida, reverter a situação de desvalia e enfiar o pé na jaca? Valeria a pena aprender a reagir na mesma moeda? As respostas passam pela compreensão do conceito de assertividade. Quem é assertivo diz o que pensa com confiança e firmeza, consegue se expressar e defender suas posições de maneira afirmativa, sem perder a simpatia das pessoas. É alguém que não engole sapos – mas também não faz ninguém engolir. “Muitos acreditam que a pessoa assertiva é agressiva em situações de conflito e passiva quando não é conveniente se posicionar. Está errado, o comportamento assertivo é firme, focado na solução do problema, enquanto o não-assertivo é focado no culpado do problema”, afirma Vera Martins.

Ter um comportamento não-assertivo é sinônimo de engolir alguma coisa que não queremos, que alguém nos empurra goela abaixo. Mas por que permitimos, sem nos posicionar? Por medo. Não rea­gimos por receio da reprovação, da crítica. “As pessoas têm a fantasia de que se disserem ‘não’ vão perder o amor do outro. Isso é muito destrutivo, ela acaba expiando o sentimento de culpa na posição de submissão. Quando, na verdade, é o contrário: ao se posicionar, o outro percebe que existe uma pessoa, com opiniões próprias, que precisa ser considerada”, diz Ricardo Prado.

Claro que, muitas vezes, é difícil ser assertivo no trabalho, por exemplo. O medo de represálias e até de perder o emprego pode falar mais alto. Sim, dentro de uma empresa existe uma hierarquia e regras que precisam ser respeitadas. Mas qual o limite disso? Como estar submetido a um determinado sistema sem perder a identidade, sem deixar de ser a pessoa que você deseja? “O assertivo avalia cada situação e decide se vale a pena se posicionar. Ele não engole sapos e sim recua estrategicamente, sentindo-se confortável na situação”, afirma Vera.

Quem atura muita coisa calado acaba sendo agressivo em algum momento. Pessoas passivas no trabalho podem ser agressivas em casa, descarregando a raiva nos filhos, na mãe ou no companheiro porque se sentem mais seguras. Mesmo explodindo, acreditam que vão continuar sendo amadas. Quem recebe a agressão deve evitar reagir do mesmo jeito. “Senão vira uma guerra para ver quem humilha mais, quem pode mais. A atitude saudável é apontar para o outro a agressão e não devolver na mesma moeda”, diz a psicóloga Denise Ramos.

O responsável é você

Mas qual o caminho para atingir a assertividade? Como deixar para trás o comportamento passivo? Para começar, é preciso autoconhecimento. Os autores do livro Como se Tornar mais Confiante e Assertivo, Alberti e Emmons, afirmam que o treinamento para a assertividade evoluiu a partir da ideia de que as pessoas vivem melhor quando conseguem expressar o que querem e quando se sentem à vontade para dizer aos outros como gostariam de ser tratadas. “Algumas, porém, têm dificuldade para decidir o que querem da vida. Se você tem o hábito de fazer as coisas para os outros e acredita que o que deseja não é relevante, pode ser muito difícil descobrir o que realmente importa.”

Também é preciso deixar de sentir culpa. Você não é culpado e sim responsável pelo que acontece em sua vida. Ninguém tem a obrigação de ler seus pensamentos se você não se posiciona. Ninguém vai adivinhar seus sentimentos enquanto você não se manifestar. Para ser assertivo é preciso, antes de mais nada, reconhecer que muitos sapos já foram engolidos. Mas talvez ajude olhar para eles de outra maneira. “Essa coisa de ver o sapo como um animal sujo, nojento, é muito do nosso país. Há lugares onde eles são adorados. Na cultura oriental, por exemplo, são tidos como portadores de boa sorte e fortuna”, afirma Célio Haddad, especialista em anfíbios e professor titular do departamento de zoologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Rio Claro). Ele também lembra que na pele dos anfíbios existem muitas substâncias alucinógenas. “Essa é a raiz da lenda da princesa. Se você ‘beijar’ um sapo, entrar em contato com sua pele, depois de 5 minutos pode realmente ver um príncipe na sua frente.”

Que tal firmar um compromisso? Beije cada sapo que aparecer no caminho e transforme-o em um príncipe. Para cada sim dito contra a vontade, diga um não. Para cada desaforo que levar para casa, exponha suas opiniões. Assim, de sapo em sapo, você estará aprendendo a ser assertivo. Não é fácil. Mas certamente é bem menos indigesto.


Francisco do Vale: presidente do SINFUSP-LS é acusado de receber gratificações e benefícios financeiros de forma irregular.

A blogueira Mônica Alves vem fazendo uma série de denúncias envolvendo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Luís, SINFUSP-SL, o senhor Francisco do Vale.

A última denúncia da blogueira foi sobre o fato do presidente estar recebendo um bom “faz-me-rir” a título de gratificações e adicionais mesmo estando no exercício da presidência do SINFUSP-SL.

Mônica Alves informa que “Seu Chico”, além do adicional noturno, também estaria embolsando mais uma “graninha”, dessa vez por insalubridade, mesmo trabalhando na confortável e refrescante sala do sindicato.

Ao final da matéria, a blogueira acusa o presidente do SINFUSP-SL de ter forja provas com o intuito de intimidá-la no exercício da sua profissão de jornalistas por estar denunciando as práticas nada republicanas do senhor Francisco do Vale.

A seguir a íntegra do postagem de Môninca Alves no blog.

Mesmo licenciado para o cargo de presidente do SINFUSP-SL, Francisco do Vale continua recebendo adicionais

Mesmo depois de se tornar presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Luís, SINFUSP-SL (em Novembro de 2016), Francisco do Vale vem sendo agraciado pela prefeitura de São Luís, no que diz respeito às gratificações e adicionais que, mesmo licenciado da função de servidor da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), para exercer o cargo de presidente do Sindicato, não deixou de receber, como pode ser confirmado através de seu contracheque.

– Adicional Norturno – é o trabalho realizado a noite, compreendido entre 22 horas de um dia e 5 horas do dia seguinte e que tem como base legal a Lei nº 6.677/94 – Estatuto do Servidor Público Civil, Art. 91.

O servidor tem direito de receber uma compensação, tanto em horas como em salário, pelo seu trabalho.

A Lei Municipal 4615/06, em seu Art. 104 dispõe sobre o Adicional Noturno, garantido para o servidor público municipal, até ai tudo bem. Mas como o presidente do SINFUSP-SL pode continuar recebendo o adicional se está afastado de suas atribuições do serviço da SMTT?

Segundo denúncia dos próprios servidores e dos próprios diretores eleitos na Chapa de Francisco do Vale e que hoje ‘esvaziaram’ a sede administrativa da Entidade, o que garante ainda o presidente continuar recebendo o valor indevido é que ele continua assinando, mensalmente, a Folha de Frequência. E ele é doido de querer perder a boquinha?

E a insalubridade?

Pois é!

Como Francisco do Vale pode continuar recebendo, também, a insalubridade, se esta se atribui apenas aos trabalhos que expõem os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites legais permitidos?

Qual é o trabalho que, atualmente, o presidente exerce que apresenta risco à sua saúde? Pelo contrário, Francisco depois de eleito presidente deve estar passando muito é bem, pois até uns quilinhos já engordou.

P.S – Presidente Francisco do Vale, no lugar do senhor FORJAR argumentos acusatórios e infundáveis para tentar calar as denúncias que tenho à respeito da sua gestão, por que o senhor não aproveita e divulga como conseguiu quitar 3 empréstimos somando mais de 20 mil (parcelados em 96 vezes) logo após tomar a direção do SINFUSP/SL?. Saiba que os teus factóides para tentar me parar, como imprensa, não irão surtir efeito e é realmente na polícia que vamos esclarecer tudo. O senhor muito mais do que eu, com certeza.


Habilidoso e inteligente como é, Roberto Rocha tem tudo para ser uma alternativa de poder no Maranhão, cujo povo já começa dar claros sinais de desgostos com esse atual grupo que o governa. Porém, se insistir nessa de querer ser o anti-comunista de carteirinha deste estado, dificilmente logrará êxito nos seus planos.

O senador Roberto Rocha (PSB) é um político inteligente, preparado e experiente. Talvez seja o mais habilidoso da sua geração.

Contudo, mesmo com todo o acúmulo político que possui, Roberto comete erros pueris que não condiz com o seu tamanho na política maranhense.

Um dos principais erros é o de insistir nesse debate ideológico sobre o comunismo para atingir o governador Flávio Dino, que nem tão comunista assim o é – no máximo faz “charme” de comunista para fora do estado. Só isso.

Há quase que unanimidade com quem o Blog do Robert Lobato conversa, principalmente entre políticos e jornalistas, de que o senador precisa focar é nos erros da gestão do governo e não na ideologia que ele, o governo, supostamente possa expressar.

Ontem, domingo, um ilustre secretário de Estado fez, via WhatsApp, um comentário mais ou menos assim: “Bob, tem que tirar o celular da mão do nosso amigo Roberto Rocha. Ele erra muito com esse conteúdo [sobre o comunismo]. Há tanta coisa que ele lucraria se batesse mais …”.

Veja que são palavras de um secretário de Governo! E não é qualquer secretário não…

Foco na gestão

Ainda não me deparei com ninguém de bom senso que aprove essas declarações polêmicas de Roberto sobre o comunismo e os comunistas. Mesmos o que nem de longe são ou concordam com tal ideologia, aprovam a postura do senador. Aliás, por ser seu amigo pessoal as pessoas se dirigem a mim para fazer algumas observações/críticas a ele.

Dessa forma, repito, é um erro em todos os aspectos esse rajada verbal de Roberto Rocha contra os comunistas.

O que o parlamentar deve fazer, já que está querendo ser uma alternativa ao governo “comunista” de Flávio Dino, é pautar o debate sobre a gestão pública; a precaridade administrativa do atual governo; a qualidade duvidosa do secretariado; o arrocho tributário nos pequenos e médios empreendedores; a fuga de grandes empresas; o preconceito com o capital privado que atravanca o desenvolvimento do Maranhão e impede de cumprir a prometida “revolução burguesa”; os “pixulecos” cobrados no contratos de secretarias que em alguns casos chegam a mais de 30% sob alegação que é para o caixa de 2018 dos “camaradas” etc.

Enfim, se deseja de fato confrontar com os comunistas, a discussão que Roberto Rocha tem que fazer é no campo da gestão pública, apontando erros do governo e apresentando soluções.

No mais, esse debate ideológico raivoso, que na verdade nem debate é, pois está mais para um solilóquio, além de ser completamente inócuo do ponto de vista popular, ainda coloca o senador na mira de tudo que tipo de vagabundo que só querem um motivo para agredi-lo.

Habilidoso e inteligente como é, Roberto Rocha tem tudo para ser uma alternativa de poder no Maranhão, cujo povo já começa dar claros sinais de desgostos com os atuais inquilinos do Palácio dos Leões.

Porém, se insistir nessa de querer ser o anti-comunista de carteirinha deste estado, dificilmente logrará êxito nos seus planos.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

 


Se hoje o deputado Weverton Rocha perambula pelo interior do estado como pré-candidato a senador, não é somente pelo fato de passar um processo de “higienização” de sua imagem e muito menos por ter mais de 35 anos, mas principalmente porque é dono de um partido.

Vejam essa conversa reproduzida de um grupo de jornalistas e blogueiros no WhatsApp. Volto em seguida.

Comigo de novo
A conversa acima surgiu depois de uma matéria do blogueiro Diego Emir (veja aqui) dando conta da intenção do vereador por São Luis, Marquinhos da Vila Luizão (DEM), de disputar uma vaga de senador em 2018.

Alguns integrantes do grupo desdenharam do interesse do vereador em sonhar com uma eleição para o Senado Federal. Foi quando outros membros do grupo reagiram questionando coisas do tipo: “Se Weverton Rocha pode, por que o Marquinhos não pode?”.

Ora, de fato qualquer cidadão maranhense com mais de 35 anos de idade tem o direito, se quiser, de ser candidato a senador da República, sim! A senador ou a qualquer cargo que desejar.

Se hoje o deputado Weverton Rocha perambula pelo interior do estado como pré-candidato a senador, não é somente pelo fato de passar um processo de “higienização” de sua imagem e muito menos por ter mais de 35 anos, mas principalmente porque é dono de um partido, no caso o PDT.

Habilidades e ambições

Além de ser dono do PDT maranhense, e por isso meso fazer as negociatas que for preciso sem qualquer escrúpulo que seja, o “Maragatuno”, conforme Weverton foi apelidado por atuais aliados, tem algumas habilidades políticas, como por exemplo, jogar o jogo da real política usando como lema “a gente vale pelo mal que pode fazer”. E isso tem dado certo para Weverton Rocha, pelo menos até aqui.

Outra característica emblemática do deputado pedetista é sua ambição política, e aqui não é nenhuma crítica, pelo contrário, é até um elogio.

Não se trata apenas de querer ser senador, a ambição de Weverton Rocha é chegar ao governo do Maranhão. E essa sua ambição não vem de agora, mas desde os tempos em que era “pupilo” do então prefeito Tadeu Palácio. Não por acaso ele fundou várias ONG’s para fazer de tudo um pouco. Aliás, muitas dessas ONG’s ainda operam no subterrâneo, conforme informações obtidas pelo Blog do Robert Lobato por meio de ex-funcionários do pré-candidato ao Senado da República.

Nesse sentido, o diálogo acima feito no grupo de WhatsApp realmente deixa claro que se Weverton Rocha, com o “currículo” que carrega pode ser candidato a senador, por que o vereador Marquinhos ou outro cidadão maranhense que seja não pode?

Vá à luta, vereador…


Segundo observadores da cena política pinheirense, essa reaproximação de Leonado Sá e o prefeito Luciano Genésio tem a ver com a flerte, cada vez maior, entre o deputado federal Victor Mendes e o deputado estadual Othelino Neto, que no plano estadual são “adversários” políticos, isto é, o primeiro é ligado ao grupo Sarney e o segundo ao governador Flávio Dino, mas na Baixada Maranhense andam de juntos e felizes em vários municípios.

O pré-carnaval em Pinheiro não está só agitado nos circuitos da folia de Momo espalhados pela cidade.

Na política a coisa também está pegando fogo.

No último final de semana, por exemplo, o médico Leonado Sá (ainda no PCdoB) esteve numa animada agenda lúdica com o prefeito Luciano Genésio (PP). Entraram pela madrugada entre conversas amenas e, claro, relações políticas futuras.

Terceiro lugar na eleição para prefeito de Pinheiro, Leonado Sá é uma das lideranças promissoras da política de Pinheiro. Entre os nomes da nova geração de políticos locais é o único que não tem “pai político”, ou seja, tem personalidade própria, e já mostrou, pelo resultado eleitoral de 2016, que tem tudo para dar outros voos já nas eleições 2018.

Segundo observadores da cena política pinheirense, essa reaproximação de Leonado Sá e o prefeito Luciano Genésio tem a ver com a flerte, cada vez maior, entre o deputado federal Victor Mendes (PSD) e o deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), que no plano estadual são “adversários” políticos, isto é, o primeiro é ligado ao grupo Sarney e o segundo ao governador comunista Flávio Dino, mas na Baixada Maranhense andam de juntos e felizes em vários municípios.

O que tem deixado as pessoas ‘encasquetadas’ é que o Governo do Estado vive ameaçando o ex-prefeito Filuca Mendes, pai do deputado Victor, por conta da sua passagem na Secretária de Cidades, no governo Roseana Sarney, e o próprio Victor Mendes, que foi secretário de Meio Ambiente, também no governo Roseana, e quando é agora pai e filho sinalizam para alianças com gente ligada a Flávio Dino.

Seja como for, e pelos motivos que forem, a reaproximação entre Leonado Sá e Luciano Genésio promete alguns desdobramentos políticos interessantes.

É aguardar e conferir.


Fernando Holiday, 20, subverte todas as expectativas. A começar pelo nome: Fernando Silva Bispo adotou “Holiday” em homenagem à cantora Billie Holiday, do hino antirracista “Strange Fruit”. Mas “música não tem nada a ver com ideologia”, diz ele, o vereador mais jovem de São Paulo, negro, gay e contrário aos movimentos negro e LGBT.

A discussão sobre apropriação cultural —em que um grupo questiona a adoção de elementos de uma cultura por outro— é “coisa de gente que não tem o que fazer”, e o debate sobre as marchinhas politicamente incorretas aponta para uma migração da esquerda do campo da política, onde foi derrotada, ao da cultura, onde “tenta sobreviver”, diz o vereador do DEM e integrante do MBL (Movimento Brasil Livre).

Na Câmara, é ao mesmo tempo autor de um pedido de cassação da colega Juliana Cardoso (PT) e alvo de um pedido de cassação produzido pela bancada petista, frutos de um bate­boca na semana passada. Um membro de seu gabinete acompanhava um YouTuber que abriu a porta da sala da liderança do partido do PT a fim de interromper uma reunião. Mais tarde, durante a sessão, Cardoso foi na direção de Holiday, gritando que era um “moleque”.

Bem­articulado, mas com olhar sempre direcionado para baixo, o vereador diz ter economizado 60% da verba de gabinete e 100% daquela para materiais (R$ 23 mil) em seu primeiro mês —a Câmara ainda não divulgou a prestação de contas de janeiro.

Planeja retomar o curso de direito no Instituto de Direito Público, onde completou o primeiro semestre, e mudar­se para o centro. Por enquanto, diz pegar carona todos os dias de sua casa, o sótão do escritório do MBL, na Vila Mariana (zona sul), até a Câmara.

Você é negro e homossexual. Seus críticos dizem que você é racista e homofóbico. Você se considera assim?

Nem um pouco. Esses ataques correspondem a um susto da militância que, por muito tempo, disse representar essas minorias. Sou contrário às cotas raciais, apesar de ser favorável às cotas sociais porque os pobres no Brasil sofrem de igual forma. Diferenciar pobres e negros e pardos cria uma divisão desnecessária e incita ódio e preconceito.

Dizem que você só tem visibilidade porque é um jovem negro disposto a corroborar o pensamento dominante.

É um discurso fraco, porque muitas das minhas propostas são justamente para beneficiar os mais pobres, dando a eles maior poder. Cheguei aqui principalmente devido à indignação de brasileiros que foram às ruas, das mais diferentes classes sociais, religiões, grupos raciais, uma diversidade muito grande e cansada de como a política estava sendo levada e que queria algo diferente. Acho que represento esse sentimento.

O que pretende fazer pelos pobres? E pelas minorias?

A maior luta vai ser contra a burocracia. Procurar parcerias com a iniciativa privada para beneficiar essa população, agilizar processos que, dependendo só do serviço público, demoram muito tempo.

Quanto às minorias, acredito que muitas das políticas sociais implantadas na tentativa de se combater esses preconceitos vêm falhando. É um processo que não dá para mudar com uma legislação, mas por meio do exemplo. Quanto mais gays, lésbicas, bissexuais, negros e outras tantas minorias conseguirem demonstrar à sociedade que sim, são capazes de alcançar o sucesso pelo mérito e, tendo oportunidade, são capazes de fazer um bom trabalho, aí sim você vai vencer o preconceito.

Mas como terão oportunidade?

Não deve haver política separada para os negros nem os LGBT. Essas pessoas devem ser englobadas em todos os programas sociais que existirem no serviço público.

À revista “The Economist”, você disse que o movimento contra marchinhas politicamente incorretas surgiu por causa do impeachment de Dilma Rousseff. Por quê?

O impeachment foi uma sinalização da queda da hegemonia da esquerda. Enquanto o PT esteve no poder, as ideologias à esquerda tiveram uma predominância natural. O impeachment é a queda desse monopólio. Com milhões de pessoas indo às ruas contra um governo de esquerda, surge outro lado latente, outra versão. Logo, aqueles que estavam predominando e que estão em queda precisam reagir. Boa parte dessa reação vem pelo caminho cultural.

O debate sobre apropriação cultural segue essa lógica?

É conversa fiada, coisa de gente que não tem o que fazer. Vivemos em uma sociedade livre. Em um mundo diversificado, onde se aceita o diferente. Deveria ser justamente o contrário. Essas pessoas que homenageiam outras culturas deveriam ser mais ouvidas.

E por que não dizer que estão espalhando culturas que poderiam ficar restritas em
determinadas localidades?

Por que deletou vídeos antigos do YouTube em que dizia coisas como: “Então vamos fazer cotas para ‘gostosa’ porque tem muito lugar aí que está faltando. A FFLCH [Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP] que o diga: se fosse assim, não seria aquele zoológico, aquele pulgueiro”? Tem vergonha de comentários como esse e o considera machista?

Eram outros estilos de vídeo. O caminho ali era buscar o debate por meio do humor. Quando começam as manifestações, o impeachment passa a ser o foco do movimento, e a gente acaba aderindo a um perfil mais sério. Não tenho vergonha, mas tenho cautela para que as pessoas não confundam o que era o projeto de início com o que é agora.

Queria fazer uma provocação. As cotas raciais oferecem um privilégio ou separam as pessoas de acordo com a sua aparência. Você pode divergir se uma pessoa é negra ou não da mesma forma que pode divergir se uma mulher é gostosa ou não. Alguns vão achar machista. Não acho que seja.

Ser negro é só aparência?

Temos um país miscigenado. É impossível dizer que haja descendentes diretos de escravos por conta da grande mistura. O brasileiro tem uma identificação com o continente africano. Somos todos brasileiros e dane­se a cor da pele e se você se sente ou não parte de um determinado grupo.

Servidor de seu gabinete acompanhou um YouTuber que abriu a porta de uma sala onde a liderança do PT se reunia. Considera essa uma atitude razoável? Vai puni­lo?

Não houve invasão. Meu assessor sequer chegou a entrar, estava de fora. Houve exagero completo. Impedi­lo de circular no corredor ou de filmar qualquer coisa já é demais.

O MBL apoiou o impeachment de Dilma. Estão satisfeitos com o governo de Michel Temer (PMDB)?

Não. O governo Temer tem diversos erros. Quando tentaram manter Romero Jucá como ministro do Planejamento, atacamos, cobramos a saída. Recentemente não achamos adequada a nomeação de Moreira Franco. Agora vamos voltar às ruas, principalmente em defesa da Operação Lava Jato.

Não demorou para o MBL voltar às ruas, considerando todas essas insatisfações?

Não, porque há outros meios que não as ruas de cobrar. No caso do Romero Jucá, havia forte tendência do governo de mantê­lo como ministro, e a pressão das redes sociais acabou forçando­os a voltar atrás. É uma sinalização do poder que esses movimentos acabam tendo pela internet, que acaba substituindo a manifestação de rua.

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RAIO­X
Idade 20 anos
Formação Cresceu em Carapicuíba (Grande SP), estudou em escolas públicas e está com o curso de direito no Instituto de Direito Público trancado

Carreira Política Integrante do Movimento Brasil Livre desde 2015, é filiado ao DEM


A simbiose entre Temer e tucanos só aumenta, mas sempre com um pé atrás

por Eliane Cantanhêde

Quanto mais fracos ficam os homens fortes do PMDB, mais Michel Temer se aproxima dos caciques do PSDB e mais profundamente o PSDB mergulha no governo e no coração do poder. Isso vale para atravessar a “pinguela” (como Fernando Henrique Cardoso chama a transição com Temer), mas principalmente para chegar em terra firme a 2018.

Convencido de que a economia iria ao fundo do poço com Dilma, Serra foi o primeiro grão tucano a aderir ao impeachment e à posse “do Michel”, quando FHC ainda rejeitava a ideia, Aécio apresentava sérias restrições e Alckmin lavava as mãos. Depois, com o destino de Dilma traçado, Serra pôs o pé no Itamaraty de Temer, mas Aécio só aceitava apoiar o governo sem assumir protagonismo num projeto de futuro incerto. Alckmin? Já então partia para um voo solo, com alianças para além do PSDB e muito distantes do PMDB.

Hoje, o PSDB só tem um ministro a menos do que o PMDB de Temer e está no coração do poder desde a posse do tucano Antonio Imbassahy na articulação política. FHC, Serra e Aécio formaram um triunvirato que visualiza um 2018 assim: a economia em recuperação e o PMDB sem nenhum nome para surfar nessas condições. Ou seja: o sucesso, ou o meio sucesso, de Temer tenderia a reverter a favor de um tucano ou de um novo nome, como Henrique Meirelles (pelo PSD ou por qualquer partido).

Pelas pesquisas de hoje, que dizem pouco, mas são o que há à disposição para análise, os colocados são Lula, disparado na frente, Marina Silva, beneficiada pelo “recall” de 2010 e 2014, e Jair Bolsonaro, um fogo de palha para animar a direita ácida, saudosa do regime militar. O PMDB é um grande ausente, o PSDB marca posição com Aécio, Meirelles não existe. Na avaliação dos grupos no poder, é preciso realinhar essas forças para 2018.

Temer patina numa popularidade equivalente à de Dilma nos estertores e qualquer pessoa vê a olho nu que o PMDB mantém o comando do Senado e tem expressiva bancada na Câmara, mas vive um processo de desmanche: Eduardo Cunha preso, Renan com seus problemas, o núcleo duro de Temer esfarelando. Jucá, Henrique Alves e Geddel caíram, Moreira Franco questionado e Eliseu Padilha na linha de fogo. Ok, Aécio e Serra são citados por delatores da Lava Jato e as da Odebrecht ameaçam invadir firmemente São Paulo, mas as dificuldades dos peemedebistas são muito mais diretas do que as relações tucanas com campanhas. Ao menos até agora.

É assim que Temer sempre quis Alexandre de Moraes para o Supremo, mas estimulando as especulações públicas justamente entre os dois candidatos dos tucanos: o próprio Alexandre e Ives Gandra Filho. E negociou diretamente com Aécio a indicação do ex-ministro do STF Carlos Velloso para a Justiça, que é um ponto fora da curva na aproximação Temer-tucanos. O que parecia um golpe de mestre, por incluir um mineiro no primeiro escalão, mas escantear um “notório” do PMDB do Estado, virou um tiro no pé com a recusa do escolhido.

A conversa final de Temer com seu velho amigo Velloso foi formal, mas irritada, e a irritação é também com Aécio. Temer acha que Aécio saiu trombeteando o convite a Velloso como vitória sua e que Velloso aproveitou para atrair os holofotes. No fim da festa, cabe a ele o enterro dos ossos, a limpeza da casa e, o que é pior, enfrentar as pressões tudo de novo.

O episódio mostra que, por mais que Temer esteja se tucanizando e os tucanos mergulhem até o pescoço no governo, o PSDB é o PSDB, o PMDB é o PMDB e a relação Temer-tucanos é boa, mas tem limites. Aliás, Temer chegou a pôr o pé no PSDB em 1988, mas desistiu do novo partido para ficar no seu bom e velho PMDB. A parceria existe e é forte, mas todo mundo com um pé atrás. E com Meirelles na espreita.


O deputado estadual Wellington do Curso (PP) se reuniu, na manhã deste sábado (18), com professores da Rede Pública de Ensino do Estado para debater sobre a alteração proposta pela Medida Provisória N.º 230/17, de autoria do Governo, que altera o Estatuto do Magistério. Ainda durante a reunião, abordou-se a Audiência Pública, que acontecerá na Assembleia Legislativa, no próximo dia 22 (quarta-feira) com o objetivo de ter um amplo debate sobre o tema.

De acordo com os professores, a Medida Provisória impõe uma nova sistemática de reajuste salarial, prejudicial aos profissionais, já que não prevê reajuste de vencimento, o que contraria o art.32 do atual Estatuto do Magistério.

“Essa Medida Provisória foi encaminhada de forma autoritária pelo Governo do Estado. Nós, professores, não fomos ouvidos. Não fomos consultados. E o SIMPROESEMA está omisso. Resultado disso é a violação de nossos direitos, até mesmo, do reajuste de vencimento.”, disse um dos professores presentes.

Sobre o assunto, Wellington destacou os pontos que foram discutidos e afirmou que apresentará Emenda propondo alteração na Medida Provisória.

“Enquanto educador e deputado estadual, eu não poderia ficar inerte diante de uma Medida que retira direitos de nossos professores. Também não poderia propor uma medida no Estatuto do Magistério sem sequer ouvir a classe. Não, até porque nós defendemos um mandato popular: as propostas que apresentamos não são nossas, mas da categoria. Inclusive, é exatamente por isso que teremos, por solicitação dos professores, uma Audiência, no dia 22, na Assembleia Legislativa. Só assim, após ouvir dos professores as observações feitas, é que apresentaremos Emenda à Medida Provisória na Assembleia Legislativa. O que a categoria quer é, tão somente, que se cumpra a Lei e se efetive o reajuste de vencimentos para todos os professores do Estado. Isso não é favor, mas sim cumprimento do que o Estatuto prevê. É isso que iremos propor”, disse o professor e deputado Wellington.

AUDIÊNCIA PÚBLICA E EMENDA À MEDIDA PROVISÓRIA

A Audiência, que foi solicitada por professores, acontecerá no dia 22 de fevereiro, às 14 horas, na Assembleia Legislativa do Maranhão. De acordo com esses debates, e ouvindo a categoria, será apresentada proposta de Emenda à Medida Provisória, em consonância com as reivindicações dos professores.