FRASE DO DIA

Pretendo ser candidato ao Governo do Maranhão pelo PSB e com apoio do PSDB.

(Roberto Rocha)

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A Prefeitura de Santa Rita, por meio da Secretaria de Igualdade Racial iniciou na manhã de segunda-feira (17), o processo de registro histórico das comunidades quilombolas para conseguir o Selo Quilombos do Brasil, o qual é concedido pela Fundação Palmares, órgão do Governo Federal.

O trabalho está sendo feito “in locco” nas comunidades, ouvindo as histórias dos moradores da localidade e catalogando imagens guardadas. Objetos preservados e enredos narrados pelos patriarcas e matriarcas locais também fazem parte do acervo que será apresentado para garantir a certificação.

A Fundação Cultural Palmares (FCP) é uma instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), seu objetivo é promover a preservação dos valores culturais, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira.

Hoje em Santa Rita existem 22 comunidades quilombolas, destas, 13 são registradas. Uma das metas do prefeito Hilton Gonçalo é certificar todas as comunidades, por esta razão, a secretaria de Igualdade Racial, comandada por Lourinaldo Nunes e Davyson Juan, conta com a assessoria da antropóloga, Andréa Coelho, captando as informações e assim dando mais um passo para a certificação das demais comunidades.

Vale lembrar que o prefeito Hilton Gonçalo sempre valorizou e reconheceu a importância dos remanescentes dos quilombos. No ano de 2006 foi entregue a primeira Escola Quilombola em Tempo Integral do Maranhão no povoado Fé em Deus no município de Santa Rita.

O que é o Selo Quilombos do Brasil?

O Selo é um certificado de origem, que tem como objetivo atribuir identidade cultural aos produtos de procedência quilombola. O manual traz informações quanto aos benefícios de uso do Selo, à solicitação de uso da marca e a sua aplicação. Dela, podem se beneficiar núcleos de produção da agricultura familiar, membros das associações, cooperativas e pessoas jurídicas com empreendimentos nas comunidades reconhecidas.


A prefeitura de São José de Ribamar, por meio da Secretaria de Regularização Fundiária, em parceria com o Tribunal de Justiça do Maranhão, deu início nesta segunda-feira (17) ao ato de deflagração da regularização fundiária que compõe as localidades de São Brás e Macacos que compreende outras sete regiões.

O processo de regularização, aguardado pelos moradores há quase 20 anos e que beneficiará milhares de famílias da região, foi iniciado pela juíza de direito da 2ª Vara Cível e corregedora do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de São José de Ribamar, Ticyane Gedeon Maciel Palácio, atestou que sem a participação efetiva dos moradores e o afinco da Prefeitura na legalização da ação, o processo não teria avançado.

“O processo começou lá em 1988 e de lá pra cá estamos percorrendo um longo caminho para que hoje tivéssemos êxito na regularização. Claro que sem a interferência do executivo, não tem como fazer regularização fundiária das áreas quer seja rurais ou urbanas, daí a importância de todos participarem efetivamente do processo”, disse a juíza que representou no ato, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador, Cleones Carvalho.

Para o prefeito ribamarense, Luis Fernando, a titulação significa uma correção histórica além de justiça social para as famílias. “A posse dessas áreas é uma grande justiça social que alcança essas famílias que aguardam há anos o desfecho feliz de poder chamar de seu, o pedaço de chão”, reiterou o prefeito.

De acordo com o secretário de regularização fundiária, Daniel Souza, o processo vai contar com a a participação da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), que ficará encarregada de elaborar os mapas e os memoriais descritivos. Já a secretaria, vai integrar a comissão para o andamento e desburocratização do processo para entrega definitiva dos títulos de propriedade.

“Será instalada a comissão composta por todos os representantes que ajudarão na definição e celeridade na entrega e definição dos títulos. Com os títulos em mãos, as áreas serão incluídas no patrimônio e a partir daí, cada morador vai poder investir em suas áreas”, explicou o secretário.

A juíza Luiza Madeiro Nepomucena, que participou do ato representando a corregedoria do Tribunal de Justiça, enalteceu a ação e reforçou o compromisso do órgão no sucesso do processo. “Estamos unidos a esse processo de regularização, porque além de abranger a todos, é um direito adquirido por cada um de vocês”, finalizou


JAIRO MARQUES
FOLHA DE SÃO PAULO

Jéssica, 25, em seu Bellatucci Café, que tem inauguração no sábado, 15 de julho.

Jéssica Pereira, 25, passou a última semana treinando a assinatura para não errar a mão em um dos momentos que considera mais importantes da vida: firmar o contrato de abertura de seu próprio negócio, um pequeno café e restaurante no Cambuci, no centro de São Paulo.

Uma promissora panqueca com massa de café e o nhoque de mandioquinha chamam a atenção no cardápio, mas o fato de a garota ser uma das primeiras empreendedoras com síndrome de Down do país é o que marca inicialmente a visita ao local, com cadeiras azul clarinho, mesas brancas e paredes cor-de-rosa.

Para realizar a façanha, Jéssica contou com economias guardadas por cinco anos em uma poupança da Caixa. Ganhou dinheiro em apresentações de teatro e em pequenos trabalhos de atendente.

Mas o grosso do recurso veio por meio da união e da aposta familiar no sonho de mais independência para a vida da cozinheira, que aprendeu quase tudo com a mãe, Ivânia Della Bella, 55, e aperfeiçoou-se no Instituto Chefes Especiais, que treina e encaminha pessoas com deficiência intelectual para o mercado de trabalho.

“Minha irmã, Priscila, e meu cunhado, Douglas, desistiram de comprar uma casa para eles e me ajudaram com o dinheiro que faltava. Eles são meus amores e meus sócios”, diz a empreendedora, que é metódica, disciplinada, apaixonada por novelas e é fã do ator Mateus Solano.

Jéssica ficará na cozinha do Bellatucci Café, que abre as portas neste sábado (15), mas pretende recepcionar cada um dos clientes, porque adora o contato com o público e servir as pessoas. Ao lado dela, irão trabalhar outras quatro pessoas downs, que terão jornadas de quatro horas. A família da garota ficará na retaguarda.

“Quero falar obrigada para cada um que vier aqui. Gosto de gentilezas, de pedir por favor, com licença. Chamei apenas amigos para trabalharem comigo para ter um ambiente de muito amor.”

Antes de tornar-se mulher de negócios, Jéssica preparou-se. Estudou em colégios de formação de pessoas com down e também em escolas convencionais. Frequenta fonoaudióloga, faz atividades físicas, aulas de zumba e logo quer entrar na faculdade.

“Cheguei a fazer um curso de cabeleireira, mas a minha vida é cozinhar. Faz cinco anos que estou me preparando para ter esse restaurante, que uma vez por mês, aos domingos, vai receber festivais gastronômicos e culturais”. De acordo com a mãe, Jéssica está “dando um norte para outras milhares de pessoas com síndrome de Down”.

“A sociedade está mudando e abrindo mais oportunidades para os downs, mas ainda é preciso muita batalha. Vamos dedicar nosso esforço, nossas economias e nosso trabalho pelo sonho da Jéssica”, diz a mãe.

Há pouco mais de um mês, a cidade de São Paulo ganhou o primeiro café, na rua Augusta, na região dos Jardins, comandado por pessoas com síndrome de Down, o Café Chefes Especiais.

O Bellatucci Café está na rua Hermínio Lemos, 372, e vai abrir de segunda a sexta-feira das 8h às 18h e, aos sábados, das 9h às 14h.


por  José Reinaldo

O Ministério da Educação, no final do ano passado cometeu um erro nas liberações do FUNDEB passando recursos a mais para quatro estados, Maranhão, Ceará, Bahia e Paraíba e, consequentemente, como o recurso tem uma única fonte, prejudicou outros estados que receberam menos do que deveriam. A lei manda que nesses casos a correção seja feita imediatamente. Em abril os novos prefeitos souberam que os recursos passados a mais, iam ser descontados de uma vez, e ficaram muito preocupados, pois o valor era muito alto, 224 milhões de reais, e caso isso acontecesse não haveria dinheiro para o pagamento de professores, e isso iria desorganizar, por completo, as finanças municipais, arruinando toda a programação financeira dos municípios, prejudicando fornecedores, comerciantes, a comunidade.

A FAMEM mobilizou a bancada e conseguimos a promessa de que o governo editaria uma medida provisória, MP, mandando fazer o desconto em algumas parcelas. Envolvemos nesse acordo alguns ministros e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

A MP foi preparada, e como tem que ser feito, foi ouvida a Procuradoria da Fazenda Nacional que se recusou a aprovar a MP porque a Lei mandava devolver imediatamente para os estados prejudicados e assim a devolução não poderia ser parcelada. Teria que ser mesmo em uma única parcela.

Isso representava um colapso tão grande para as prefeituras maranhenses que novamente a FAMEM mobilizou a bancada, pois as liminares que impediam a devolução, impetradas por outros estados, foram todas derrubadas. E chegou a ser publicada a portaria já com o desconto. E como não adiantava apelar para os ministros novamente a bancada decidiu, aí incluídos deputados e senadores, junto com a FAMEM, solicitar uma audiência com o presidente Temer com urgência para ainda impedir o corte. O Presidente foi informado do que se tratava e chegou a reunião conosco junto com os ministros da Fazenda e da Educação além de outras autoridades. O ministro Mendonça Filho da Educação trouxe uma solução engenhosa que foi aceita pelo ministro da Fazenda, Henrique Meireles.

E o presidente Temer então bateu o martelo e aprovou a solução. A solução, na verdade foi melhor do que o parcelamento e agradou a todos. O presidente Temer é um municipalista e entendeu bem o drama dos prefeitos maranhenses. Ele já havia ajudado antes os municípios com a inclusão dos a habilitação deles para receber uma parte das multas pela repatriação de recursos que estavam no exterior. Antes a lei só contemplava os estados. Isso vai valer também nas próximas etapas desse programa. Ajudou muito, também, quando mandou a lei que distribuía recursos dos impostos sobre compras com cartões de credito para os municípios em que foi gerada a venda com cartões. Antes esses recursos ficavam para os municípios em que os bancos tinham a sua sede.

A segunda boa notícia veio com um grande entendimento entre as bancadas de deputados e senadores do estado. Tudo aconteceu com um mal entendido na convocação da reunião para tratar do assunto das emendas da bancada federal do Maranhão, que envolve deputados e senadores para decidir quais as emendas iriam para a LDO. Os senadores não compareceram a reunião e depois não concordaram com a decisão sem a participação deles na reunião. Na verdade, alegaram que o convite não chegou a eles e assim não sabiam da reunião. Houve o entendimento entre todos e a bancada colocou na LDO uma emenda para a saúde fundo a fundo, uma para os diques da Baixada e outra para o o projeto ITA-UFMA, para permitir o início das aulas do curso de Engenharia Aeroespacial no Maranhão. Daqui para a frente ficou decidido que os senadores indiquem uma emenda, e os deputados duas, uma impositiva e outra não, mas, com o compromisso de que as três receberam o mesmo apoio de todos.

Da emenda do orçamento deste ano, de 60 milhões, já foram empenhados 36 milhões de reais para equipamentos e laboratórios, uma parte para São José dos Campos, outra para a UFMA, e outra para o Centro de Lançamentos de Alcântara. Todas no voltadas para o funcionamento do ITA aqui. Agora, a nova emenda na LDO, destinará recursos somente para a UFMA concluir os prédios onde serão ministradas as aulas. Uma grande vitória para a nossa universidade que estava com os prédios das Novas Engenharias parados, inconclusos e outras obras importantes no Campus.

Na semana passada consegui empenhar quase 10 milhões de reais para a Avenida Piauí em Timon e 3 milhões para obras de infraestrutura em Tuntum. Entre outros tantos municípios, que com muito empenho, eu e os prefeitos conseguimos liberar, além das emendas parlamentares. Mas, para que isso possa acontecer, é necessário que o prefeito tenha projetos aprovados pelos ministérios, como foram todos os casos que consegui liberar extra emendas. Assim, é necessário fazer um bom projeto do que pretende fazer e aprova-los nos ministérios o que demanda trabalho e persistência. Cabe a mim, como deputado, lutar para que esse projeto seja considerado prioritário, e faça parte da portaria que permite ao ministério empenhar os recursos. Não é fácil, mas dá para fazer.

Voltando aos projetos aprovados, eles são importantíssimos. A Avenida Piauí, por exemplo, mudará por completo a feição urbana de Timon, é uma obra modernizadora, na beira-rio, moderna e que fará inveja a Teresina. É uma área de expansão da cidade onde importantes empreendimentos estão se localizando ali, como shoppings, supermercados, centros de distribuição de atacadistas etc. Fiquei muito feliz por essa conquista. Será uma obra marcante na grande administração que Luciano Leitoa vem realizando. Em Tuntum, também, essa obra será muito importante para todo o município.

E estamos empenhados para restabelecer o imposto de importação para o álcool combustível que o Brasil vem importando dos EUA. Sem a cobrança o produto americano chega ao Brasil a preços que inviabilizam a produção brasileira, tirando empregos no Maranhão e em todo o Nordeste e e no Brasil. Um absurdo sem sentido.

Por fim, uma palavra sobre a refinaria. A situação de grave instabilidade do país vem atrasando o projeto. Como é um projeto privado é natural que os investidores esperem que tudo se normalize por aqui, antes de transferirem seus recursos em investimentos de longo prazo por aqui. Mas, continuam firmes no sentido de, logo que tudo se normalize por aqui, realizar o projeto.


Zé Inácio, o Governador Flávio Dino e demais secretários de Estado.

Em agenda realizada durante a última sexta-feira (14/07) e no sábado (15), o deputado estadual Zé Inácio (PT), acompanhou o Governador do Estado Flávio Dino, em uma série de importantes obras que foram entregues pelo governo do estado na Região Tocantina.

O deputado estadual participou, ainda, da reunião do governador Flávio Dino com prefeitos da região. “Estamos realizando um momento de integração política como os governantes estaduais e municipais articulando as ações e proposições com o governo”, disse.

Na cidade de João Lisboa, ele acompanhou a entrega do poço para sistema de abastecimento de água no âmbito do programa “Água Para Todos”, que vai abastecer e beneficiar quase 10 mil pessoas. Em seguida, foram vistoriadas as obras do programa “Mais Esporte e Lazer”, com a construção de uma praça de esportes que tem investimento de R$ 2,3 milhões.

Zé Inácio realizou a entrega de uniformes para estudantes da rede estadual de ensino

Zé Inácio (PT) destacou os avanços que o governo Flávio Dino tem conseguido levar, através de importantes obras e serviços públicos em todas as regiões do Estado. “Imperatriz está comemorando 165 anos e o Governador Flávio Dino tem demonstrado o seu comprometimento com a entrega de importantes obras, que irão promover o desenvolvimento tanto da cidade como das regiões em seu entorno, proporcionando mais qualidade de vida para a população da região Tocantina”, disse.

No bairro Parque Amazonas, a comitiva acompanhou a inauguração da reforma e adequação do Centro de Ensino União com a entrega de mais de 23 mil fardamentos e kits esportivos para os alunos da rede pública de ensino, pelo programa “Escola Digna”.

Pelo programa “Mais Asfalto”, foi realizada a entrega de mais de 10 mil km de asfalto de vias e avenidas pelo programa estadual, contemplando os bairros Buriti e Entrocamento, além do anúncio de regularização fundiária dos bairros Vila Cafeteira e Habitar Brasil I e II.

Para finalizar a visita a cidade de Imperatriz, foi entregue a obra de iluminação, sinalização e fiscalização eletrônica da Avenida Pedro Neiva de Santana.


Criado no governo Lula por meio da Medida Provisória 132, de 20 de outubro de 2003, o Programa Bolsa Família foi convertido em lei em 9 de janeiro de 2004, e considerado um dos maiores programas de distribuição de renda do mundo

Aprovado na semana passada por unanimidade na Assembleia Legislativa do Maranhão, o requerimento, de autoria do deputado Othelino Neto (PCdoB), que solicita a realização de uma sessão solene em comemoração aos 14 anos da criação do Programa Bolsa Família (PBF), deve ganhar um apoio pra lá de ilustre.

Nada menos do que o ex-presidente Lula deve estar presente no dia da referida sessão. Pelo menos é o que informou ao Blog do Robert Lobato o próprio deputado Othelino Neto, após ser questionado sobre qual será a data do evento.

“Ainda não fechamos uma data, pois estamos trabalhando com a possibilidade de contar com a presença do ex-presidente Lula na sessão, aí estamos dependendo de acerto com a agenda dele para daí marcamos o dia do evento”, disse o parlamentar comunista.

Criado no governo Lula por meio da Medida Provisória 132, de 20 de outubro de 2003, o Programa Bolsa Família foi convertido em lei em 9 de janeiro de 2004, e considerado um dos maiores programas de distribuição de renda do mundo, com reconhecimento de entidades internacionais como a Organizações da Nações Unidas (ONU).

No Brasil inteiro, o PBF contempla cerca de 14 milhões de famílias que estão em condições de extrema pobreza.


A Feirinha de São Luis parece que veio para ficar. É sucesso de público e, por conseguinte, de bons negócios para os feirantes.

O Blog do Robert Lobato esteve visitando, ontem, a Feirinha São Luís, ali no Centro da cidade, mas precisamente na Praça Benedito Leite, uma das mais tradicionais praças da capital maranhense.

Realizada pela prefeitura através da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), a feirinha, como é popularmente chamada, é um espaço de vivência e convivência sociais onde pessoas de diferentes classes interagem de forma democrática e respeitosa.

Ivaldo Rodrigues: Secretário animado com o sucesso da Feirinha de São Luis.

Coordenada pelo secretário Ivaldo Rodrigues, atual comandante da Samapa, a feirinha funciona como uma espécie de vitrine para os produtos agrícolas cultivados na Ilha de São Luís. O espaço, que também contempla artesanato, artes plásticas, gastronomia, literatura e apresentações culturais, conta com a parceria do Governo do Estado, conforme informa o site da prefeitura.

Gente alegre, bonita, animada é o que mais chama atenção na feirinha. Claro, a multiplicidade da ações, as comidas típicas, artes, artesanato e a nossa cultura popular também dão aquele chame, digamos, a nossa mais bela e pura maranhensidade.

Talvez por ser um vereador experiente com vários mandatos, Ivaldo Rodrigues consegue fazer um ótimo trabalho da popular como é a Feirinha São Luís, ou seja, Ivaldo entende de gente, de povo, daí o sucesso que é esse projeto.

É verdade que o apoio do prefeito Edivaldo tem sido fundamental para o bom resultado que a feirinha vem obtendo. Aliás, o gestor da cidade é sempre presença garantida nos domingos que acontecem o evento.

Para o secretário Ivaldo Rodrigues, “esse projeto tem sido um sucesso porque é feito pelo próprio povo, por pessoas da cidade, pelos feirantes, pequenos produtores, microempresários, médios empreendedores e pela excelente equipe da Semapa, além, claro, do apoio que temos tido do prefeito Edivaldo e da parceria com o Governo do Estado”.

“Mas, Bob, o que adianta fazer uma feirinha dessa, montar barracas, bater fotos, saborear pratos típicos, apreciar a arte e cultura populares e as outras feiras da cidade não estarem bem cuidadas?”, podem questionar os críticos da Feirinha de São Luis.

Bom, uma coisa não inviabiliza a outra. A realização da feirinha é uma ação paralela à outras mais estruturantes com as reformas e reestruturações das feiras tradicionais da cidade. Aliás, perguntei ao secretário Ivaldo Rodrigues sobre a situação das feiras de alguns bairros da cidade e o mesmo garantiu que muitas coisas estão sendo feitas para garantir bons e melhores serviços aos consumidores ludovicenses.

O fato é que Feirinha de São Luis parece que veio para ficar. É sucesso de público e, por conseguinte, de bons negócios para os feirantes.

Confesso que gostei do que vi.

Parabéns à Prefeitura de São Luis, ao prefeito Edivaldo e para o secretário Ivaldo Rodrigues.


Não dá mais para ignorar a grande panaceia,a visão mais pacificadora, a origem de todas as ações benéfica.

| Crédito: Vida Simples Digital

Gustavo Gitti, Via Vida Simples

Ao ver as filmagens da recente violência na “Cracolândia”, em São Paulo, fica clara a divisão da sociedade: observe como se olham ativistas, policiais, governantes e as pessoas que ali sobrevivem. Parece não existir um sonho convergente, que poderia nos levar a soluções como as implementadas em Portugal e na Suíça. Qual a saída para esse e todos os outros problemas? Como diz (o monge budista) Matthieu Ricard, por mais complexa que seja a questão do aquecimento global ou da concentração de renda, tudo se reduz a duas atitudes mentais: altruísmo e egoísmo.

Matthieu diz que só o altruísmo é capaz de conciliar três escalas de tempo: a economia a curto prazo, a qualidade de vida a médio prazo e o meio ambiente a longo prazo. Portanto, o melhor eixo para direcionar tudo o que sonhamos e fazemos é a compaixão: a mente que deseja aliviar o sofrimento e trazer benefícios em todas as direções. A compaixão não é mais uma teoria. A compaixão move nossa energia tão diretamente como faz um sorriso genuíno. É a expressão mais simples e profunda do nosso coração. Assim como não é preciso convencer uma pessoa de que ela é humana, não tem como discordar da compaixão: nós nascemos disso, somos feitos disso. A compaixão não precisa de campanha publicitária, slogan, palestra com slides, fundo de investimento, advogado de defesa, partido político ou lei. Só a compaixão é sempre vitoriosa. Como se existisse um argumento imbatível, um movimento apoiado por todos ou uma canção com a qual não tem quem não dance, quem pratica compaixão não vê opositores ou mesmo adversários.

A compaixão é o grande espaço além das bolhas e jogos limitados. Só a compaixão consegue nos unir instantaneamente, antes mesmo do “Oi, prazer…”. Após um tsunami, ninguém pergunta sobre filiação política, gênero, etnia ou time de futebol: todo mundo se junta para a reconstrução. Além dos extremos da indiferença e do desespero, a compaixão é a melhor resposta diante do sofrimento. Especialmente quando parece que precisamos de algum outro conceito ou modelo inovador, o que está faltando é compaixão.

Precisamos estudar, pesquisar, respirar, treinar a mente da compaixão, explorando suas implicações em absolutamente todos os âmbitos da ação humana. Quais as inteligências da compaixão e como praticá-las? Como seria ampliar a compaixão aqui? E ali? E nesse projeto? E na educação? Há métodos não religiosos para isso, como o Compassion Cultivation Training, curso de oito semanas na universidade americana de Stanford. Para seguir, leia Um Coração sem Medo (Sextante), de Thupten Jinpa (geshe tibetano, doutor pela Universidade de Cambridge e tradutor de Sua Santidade, o dalai-lama).

GUSTAVO GITTI é coordenador de uma comunidade online de transformação. Seu site é gustavogitti.com


Para professor da USP, Lula ‘personalizou o petismo’ e Doria pode ser ‘outsider’ da eleição presidencial de 2018.

Lincoln Secco vê Fernando Haddad e Ciro Gomes como opções para a esquerda em 2018 Foto: Epitacio Pessoa/Estadão

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

A decisão do juiz Sérgio Moro de cassar os direitos políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de ainda caber recurso, põe em xeque os planos do petista – e da esquerda como um todo – para 2018. Se Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto, não for candidato à Presidência, os eleitores de esquerda ficarão órfãos. A avaliação é do professor da USP e autor do livro História do PT, Lincoln Secco. “A esquerda não tem plano B sem o Lula”, disse.

O ex-presidente foi enfático em seu primeiro pronunciamento após a condenação: “Pode saber que eu estou no jogo”. E, sob aplausos de seus apoiadores na sede nacional do PT em São Paulo, afirmou que vai “reivindicar” ser o candidato do partido no ano que vem.

Para o professor, o partido deveria pensar em uma alternativa caso Lula não consiga reverter o processo na segunda instância. Secco, no entanto, disse acreditar que isso não tem sido feito.

O professor vai além: “Sem o apoio do Lula, nenhum candidato da esquerda se viabiliza”. Nem Fernando Haddad, nem Ciro Gomes, nem Guilherme Boulos. Leia abaixo os principais trechos da entrevista com Secco:

Após a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula insistiu que será candidato do PT no ano que vem. Como o sr. vê essa estratégia?

O PT sempre foi um partido bom de tática e frágil na estratégia. O seu último congresso mostrou que ele não pensa em opções além da candidatura de Lula em 2018. Ele não se coloca a hipótese da inelegibilidade de Lula, por exemplo. Mas esse é o discurso oficial do partido e faz sentido. Impedir o PT de ter um candidato competitivo a um ano do pleito equivale a banir a esquerda da vida política.

Mas o partido não deveria pensar em alternativas, caso isso se concretize?

Acho que sim, mas não tem (alternativas). E nessa situação é melhor denunciar o impedimento da única candidatura que ele pode lançar. Por outro lado, acho ele vai protestar sem radicalizar. Pois para ser coerente deveria boicotar as eleições. Só que um partido com o tamanho da sua presença institucional possivelmente não faria isso.

Como o sr. avalia a condenação de Lula?

Como muitos, eu acho que o juiz tinha suspeitas, mas não provas. Como (Moro) já havia se comprometido politicamente com a condenação não tinha alternativa. Ainda acho que a condenação pode ser revertida na segunda instância, porque condenar um ex-presidente sem provas abre um precedente.

A condenação influencia a disputa eleitoral de 2018?

Essa é a grande incógnita. O problema é como o País estará em 2018. Lula candidato poderia ser visto como fator de instabilidade política ou estabilidade social? Se o País estiver pior e sob muitos protestos, Lula aparecerá com força, seja como candidato, seja como eleitor de outro nome do PT. E o adversário da esquerda dificilmente será um nome do establishment do PSDB ou PMDB. Um outsider dentro ou fora desses partidos pode radicalizar o processo político. O que não seria nada bom.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), poderia ser esse candidato outsider? É ruim ter um outsider?

Sim, com certeza poderia ser Doria. Ele não é um produto orgânico do PSDB. Não é ruim em si, mas não é bom para o sistema de partidos.

Como o sr. vê o cenário de um outsider do PMDB ou do PSDB concorrendo com um candidato de esquerda que não seja Lula?

As chances da direita seriam maiores sem Lula no páreo, mas o quadro seria imprevisível, porque haveria uma dispersão de candidatos e votos com a incômoda presença de Bolsonaro. O candidato da esquerda provavelmente seria do próprio PT por uma questão de sobrevivência eleitoral dos candidatos a deputado.

Alguém conseguiria vencer sem a bênção do Lula?

Não. Sem apoio do Lula nenhum candidato da esquerda se viabiliza porque ele concentra a memória do legado petista no poder. Lula personalizou o petismo. A esquerda não tem plano B sem o Lula. Mas o PT, provavelmente, apelaria a um parlamentar ou governador do próprio partido.

Quais os nomes da esquerda para 2018, então?

O PT possui o nome de Haddad (Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo), mas ele possivelmente não teria apoio do Lula. Gleisi Hoffmann (senadora e presidente do partido) se crescer teria. Ciro Gomes terá que se viabilizar sozinho e só teria apoio se chegasse a um segundo turno. O Boulos pode ser um vice, se o processo eleitoral se radicalizasse. Mas ele não tem a mínima chance eleitoral hoje, não tem estrutura partidária.

Surgiu uma conversa de que ele se filiaria ao PSOL…

Pode ser. Mas o PSOL é eleitoralmente inviável. E a relação do Lula com Boulos é boa. Para o PSOL seria ótimo pois teria um candidato legitimado por importante movimento social.