FRASE DO DIA

Estou aqui para mostrar que nós vamos continuar de cabeça erguida, de mãos limpas, esse foi o jeito que eu escolhi de fazer política, e ninguém, nenhum vagabundo tipo o Alexandrino, vai inventar mentira sobre a minha vida pública.

(Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) sobre o delator da Odebrecht Alexandrino Alencar)

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Andrea Murad (PMDB), líder do bloco da Oposição na Assembleia Legislativa, discursou hoje sobre a inclusão do governador Flávio Dino (PCdoB), oficialmente, na Lava Jato. O Ministro do STF e relator, Edson Fachin, recomendou o encaminhamento do grave envolvimento de Flávio Dino e a investigação pela propina de R$ 400 mil para sua campanha de 2010, conforme denúncia do próprio delator da ODEBRECHT. Andrea Murad leu trecho da decisão:

“Vou ler para vocês o trecho principal da decisão: ‘Trata-se de petição instaurada com lastro no termo de depoimento do colaborador José de Carvalho Filho, o qual relata que, no ano de 2010, participou de reuniões com o então deputado federal Flávio Dino, tratando de questões acerca do Projeto de Lei (número tal), ao qual atribuiria segurança jurídica a investimentos do grupo Odebrecht. Em um desses encontros, teria lhe sido solicitada ajuda para campanha eleitoral ao governo do estado do Maranhão, pagamento efetuado no total de R$ 400 mil. A senha para receber o repasse teria sido entregue, à época, ao próprio parlamentar’. E perguntaram a ele para quem entregariam a senha? E ele responde: Não, é para mim mesmo. Só que não houve só isso. O governador Flávio Dino não só recebeu a senha, como ele foi lá, ele mesmo, sem intermediários, e pegou o dinheiro. Sabem como a Odebrecht entregava o dinheiro? Em uma mochila. Então o Flávio Dino saiu de lá com a mochilinha na mão carregando dinheiro de propina”, discursou Andrea.

A parlamentar fez duras críticas ao governador Flávio Dino que utilizou, segundo denúncias, dinheiro de caixa 2 para campanha eleitoral, podendo ser enquadrado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. Para Andrea, o atual governador comunista vem utilizando seus mandatos para extorquir empresários e garantir apoios para as próximas eleições.

“Vem muito mais pela frente. O Governador Flávio Dino hoje é chamado de príncipe da Lava-Jato. O rei da moralidade, aquele que fala tanto em honestidade, que persegue seus adversários políticos, é um governador, um político corrupto, pequeno, medíocre. Quantas vezes vezes ouvi que a única coisa que não poderia falar do Governador é que ele é corrupto, que nem acusação de nada existia contra ele. Agora, ninguém pode mais abrir a boca para dizer que o Governador não é corrupto, porque ele é corrupto. Ele é corrupto baixo, ele é propineiro barato. A propina que Flávio Dino recebe vem desde os tempos de deputado, usando o mandato para extorquir empresários. O que será que ele não está fazendo aqui no governo do Maranhão? Quanto será que ele cobra de propina para as empresas que trabalham aqui? Será que o projeto que ele fez esta casa aprovar beneficiando empresas milionárias, onde aqui no Maranhão só existe uma empresa nos moldes do projeto, será que ele vai tentar extorquir o Mateus? Eu não acredito que o Mateus possa aceitar uma coisa como essa, porque Flávio Dino quer isto, garantir a eleição dele de 2018 aprovando um projeto nesta Casa para ser reeleito. Isso é apenas a Ponta do Iceberg, vem muito mais por aí”, falou a deputada.

Ao fim da sessão desta quarta-feira (12), Andrea Murad lamentou que apenas a oposição de fato deu a importância merecida ao assunto, na intenção de esclarecer toda a população maranhense dos graves fatos contra o governador Flávio Dino.

“Importante que nós deputados, que não somos da base do governo, nos posicionemos, esclarecendo a grave situação em que se encontra o governador Flávio Dino, citado oficialmente na Lava Jato, sendo recomendada investigação por ter recebido propina quando deputado federal para auxiliar na sua campanha de 2010. Então, a oposição vem fazendo o seu papel, não podemos nos calar e muito menos deixar a população desinformada sobre esse fato, que venho dizendo, ano após ano, sobre o envolvimento dele no maior esquema de corrupção já revelado para o mundo inteiro. Agora está aí, consumado oficialmente na lista da Lava Jato. Como eu falei, isso é só a pontinha do iceberg, além da ODEBRECHT, tem OAS, tem CONSTRAN, são mais de cinco milhões e aí nós vamos ver”, avaliou Andrea Murad.


Não temos o hábito e tampouco somos incentivados a conversar ou refletir sobre nossos fracassos e pequenos lutos ao longo da vida. Mas isso é essencial para encararmos nossas perdas e, dessa forma, seguirmos em frente mais maduros, sábios e fortes

Crédito: Vida Simples Digital

Ana Claudia Quintana Arante, via Vida Simples

No país da alegria, do futebol, do Carnaval e do “jeitinho” parece que não se tem a menor noção de que nem sempre a gente ganha. Apesar de quase sempre percebermos que o sofrimento vindo das nossas perdas acaba sendo o mais intenso e difícil de superar, poucas pessoas se importam, de verdade, em aprender com isso. Encontramos centenas de livros, programas de treinamento, cursos de reprogramação de linguagem, de modo de ação, de existência que só pregam ganhos ou resultados positivos. Indo na contramão disso, a vida mostra que os maiores aprendizados não estão disponíveis em cursos preparatórios de vitórias, e sim no dia a dia da experiência da perda, nos ensinamentos que vêm à tona a partir dos fracassos. Tudo isso quando nos permitimos parar e olhar para o que aconteceu. Geralmente, as pessoas não se abrem para refletir sobre um tropeço, uma queda, um fracasso, enfim.

Elas perdem um tempo precioso, que poderia ser dedicado a pensar sobre aquilo que ocorreu, ficando somente nas lamentações e nas percepções de vítimas dos eventos – e quase nunca como protagonistas da própria vida. Experimentar uma perda será muito mais fonte de sofrimento se não formos capazes de viver de maneira integral o que nos é oferecido.

Se em um relacionamento não tivermos a experiência da entrega de maneira integral, no instante em que ele termina a dor do que não foi vivido pode ser absurda. Num mundo como o nosso, a entrega para a experiência de vida acaba sendo evitada, por uma desculpa de autoproteção. Se não damos o nosso melhor, não há como perceber o quanto o outro se transformou a partir do encontro conosco. E, se não aceitamos o que o outro nos ofereceu, jamais vamos nos dar conta do quanto ele nos transformou também. A ficha cai bem na hora em que não há mais tempo para quase nada, ou, pior, no momento em que a relação morreu, acabou, deu seu último suspiro.

A grande dificuldade que temos em um relacionamento, por exemplo, é que nenhuma das partes envolvidas fala ou mesmo analisa sobre a possibilidade do fim antes que ele chegue de maneira definitiva. Queremos acreditar que tudo é para sempre, que de algum jeito as coisas vão dar certo. Mas, de verdade, nada é para sempre. A dificuldade que temos em encarar que as relações mudam, que as pessoas mudam, e que inclusive nós mudamos é um dos maiores desafios das relações humanas. Aliás, quando falamos sobre a vida profissional, o mundo das perdas também não é muito diferente. Desde jovens somos obrigados a pensar que só há um caminho de sucesso e de felicidade para nós. E isso, em geral, significa ter uma carreira de muita ascensão, um ótimo salário, uma conta bancária polpuda, uma família no melhor estilo “margarina” (pai, mãe, filhos, com todos sentados numa mesa felizes e animados) e uma saúde eterna.

Mas, quando a realidade bate na nossa porta, percebemos que as carreiras de sucesso e a fartura de dinheiro são condições raríssimas e muitas vezes cercadas ou preenchidas de profundas decepções e muito sacrifício. A família perfeita não existe e, por causa de conflitos com os quais não aprendemos a lidar, as perdas vão se sucedendo e causando muito sofrimento. No entanto, quando a saúde se esvai – esta, sim, muito pouco valorizada perto das outras dimensões do ser humano – é que contemplamos pela primeira vez a possibilidade de nossa real finitude. E é por causa dessa perda que conseguimos olhar para o que realmente importa nesta existência: só deveríamos levar em conta aquilo que não se conta. Não se fala sobre “como perder” nas rodas de conversa, nos grupos de WhatsApp, no almoço de domingo com a família ou na happy hour com os amigos. Existe curso para tudo, preparo para quase tudo, até para o que pode não acontecer.

Por que, então, não somos preparados para perder, fracassar, cair? Há que se entender que não há fracasso diante das perdas ao longo da nossa trajetória. É preciso ter respeito pela grandeza do ser humano que enfrenta seu caminho e o reconhece como fonte de evolução e amadurecimento. O verdadeiro herói não é aquele que foge frente à possibilidade da derrota, mas aquele que a reconhece como sua maior sabedoria. Sempre comento que o que fica é a última impressão. Você se casa com a pessoa mais incrível do mundo, passam anos juntos caminhando lado a lado, mas daí os desencontros acontecem e a relação termina. Qual a lembrança que, em geral, fica? A dos momentos finais, as brigas, discussões, acusações. E você só consegue manter na memória tudo o que ela lhe fez de mal e sente uma dificuldade enorme ou até uma incapacidade de valorizar o que foi vivido de bom. E que histórias de últimos dias contarão a nosso respeito ao final de uma relação, ou na saída de um emprego? Como nos comprometemos a valorizar o que aprendemos com experiências importantes que vivemos e que tiveram fim? O sofrimento pelas perdas intangíveis também é um tipo de luto.

O processo de restauração da nossa autoestima e de reconhecimento daquilo que temos de melhor leva tempo e trabalho de reflexão. Só quando a gratidão permeia nossos pensamentos ao redor do evento perdido é que o sofrimento do luto vai embora – e isso pode demandar tempo. E é difícil lidar com a possibilidade de aceitar esse fato quando ainda estamos muito machucados por isso. Mas com paciência e amorosidade teremos chance de nos libertar desses pesos e seguir caminhando com leveza pela vida.

A questão é que o tempo do luto por qualquer que seja a nossa perda (um ciclo de trabalho que chega ao fim, o término de uma relação, uma falência, o rompimento de uma amizade) compromete a qualidade do tempo que vivemos. Isso porque, em geral, a vida segue e parece não haver espaço para pausa e para processarmos o que ocorreu. O que fazer então se a vida pede pressa e a alma pede calma? Penso que deveríamos, primeiro, evitar culpar os outros e, a partir disso, viver o que temos de melhor a cada momento, nos entregando a cada relação. A perda é inerente à vida e faz parte dela.

Ao entender que isso é inevitável, podemos tentar ficar mais apaziguados para não temê-la – ou evitá-la quando acontecer. Acredite, nosso tempo de vida um dia acaba – isso é realmente inevitável –, mas a forma como escolhemos estar aqui pode trazer experiências de imortalidade. Para sermos vitoriosos na nossa jornada é necessário aprender a não ganhar sempre. Perder nosso apego pela tristeza do fracasso é um bom caminho de vitória. Assim, é importante sabermos que, apesar de difícil, podemos escolher como vamos encarar as perdas da vida. Se vamos fazer isso como um sofrimento eterno ou como gratidão.

A série Dilemas é uma parceria entre a revista vida simples e a The School of Life e traz artigos assinados por professores da chamada “Escola da Vida”. A série tem como objetivo nos ajudar a entender nossos medos mais frequentes, angústias cotidianas e dificuldades para lidar com os percalços da vida.

A The School of Life explora questões fundamentais da vida em torno de temas como trabalho, amor, sociedade, família, cultura e autoconhecimento. Foi fundada em Londres, em 2008, e chegou por aqui em 2013. Atualmente, há aulas regulares em São Paulo e no Rio. Para saber mais: theschooloflife.com/saopaulo

Ana Claudia Quintana Arantes é médica geriatra, especializada em cuidados paliativos. É professora da The School of Life, em São Paulo, onde ministra, entre outras, a aula Como Lidar com a Morte. Ana Claudia acaba de lançar o livro A Morte É um Dia Que Vale a Pena Viver (Leya).


O ato é anunciado dias depois que o deputado estadual Bira do Pindaré, em manifestação política na cidade de Barra do Corda, disse que  Weverton Rocha será eleito senador, ignorando completamente a pré-candidatura de José Reinaldo, seu colega de partido.

O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), prefeito Cleomar Tema, é o idealizador do ato de lançamento da pré-candidatura do ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB). O evento será na cidade de Tuntum, que é administrada por Tema.

O prefeito foi uma das primeiras lideranças políticas a declarar publicamente apoio a José Reinaldo quando, durante a sua posse na Famem, afirmou que o seu candidato a senador é “José Reinaldo e mais um”.

O ato é anunciado dias depois que o deputado estadual Bira do Pindaré, em manifestação política na cidade de Barra do Corda, disse que Flávio Dino será reeleito governador e Weverton Rocha senador, ignorando completamente a pré-candidatura de José Reinaldo que, diga-se de passagem, é seu colega de partido.

O ato político de lançamento da pré-candidatura de José Reinaldo ao Senado acontecerá no dia 6 de maio.

 


Com 83,42% do votos apurados, o deputado Zé Inácio segue na frente na disputa pela presidência estadual do Partido dos Trabalhadores (PT).

A parcial de votos, que incluiu 161 urnas apuradas, dentre elas 5 que foram impugnadas, até na manhã desta terça-feira (11). Ao todo, 193 municípios participaram do Processo de Eleições Diretas (PED) do PT no Estado.

A chapa “Zé Inácio e CNB – Por um Maranhão Mais Justo para Todos e para Lula” está em primeiro lugar na apuração, com 41,48%. Em segundo lugar está a chapa “É Mudança – Lobato Presidente”, com 34,35%; seguido das chapas “CNB na Luta 2018 – Francimar Presidente”, com 14,34%; “Lula Presidente – Paulo Romão”, com 8,03%; e “Piracema Mudança- Eri Castro”, com 1,79%.

Em números absolutos, Zé Inácio conta com um total de 4555 votos, seguido de Lobato, com 3772, o que contabiliza uma diferença de 783 votos a favor do deputado petista. Francimar está em terceiro lugar com 1574 votos, seguido de Paulo Romão, com 882, e  Eri Castro, com 197 votos.

O resultado final está previsto para ser divulgado ainda hoje.


por José Reinaldo

O artigo anterior não cobriu toda a pauta da minha conversa com a FIEMA. O espaço não deu para concluir, o que faço hoje.

Começo pela Cidade Digital. Todos sabem a importância cada vez maior da tecnologia e da inovação para o futuro.

Dentro de quatro messes entrará em operação um satélite de propriedade do governo brasileiro com tecnologia francesa mas com a participação de mais de cinquenta técnicos e engenheiros brasileiros em sua concepção e produção, em uma operação em que estão Associados a Aeronáutica, a EMBRAER, e a Embratel. Isso permitirá banda larga em todo o território brasileiro.

Mas, continuando, a área tombada pelo Patrimônio Histórico, em São Luís, belíssima e abandonada, precisa para sua preservação e valorização, ter uma atividade econômica permanente e útil para a cidade e para o estado. Ali, além de muito espaço disponível, com adaptações, poderíamos utilizar o local como uma Cidade Digital, se juntarmos os interessados, com um bom projeto debaixo dos braços, teríamos grandes probabilidades de criar uma coisa única, grandiosa e formadora de mão de obra em um setor que cada vez vai precisar de mais gente qualificada. Isso seria possível pela existência de cabos de fibra ótica que passam ali.

Falei com Kátia Bogea, Superintendente do IPHAN nacional, que preliminarmente deu sinal verde para conversarmos quando tivermos esses projetos.

Energia Renovável de Baixo Carbono. O Maranhão é um dos poucos locais no Brasil que apresenta ampla possibilidade de produzir em grande escala energia de baixo carbono e de diversas fontes renováveis. Temos ótimas condições para produzirmos energia eólica, solar, gás, biomassa e até de correntes de marés. O primeiro grande projeto de eólica no Maranhão será inaugurado em julho em Paulino Neves. As torres estão sendo montadas rapidamente, a linha de alta tensão que vai integrar essa energia ao sistema nacional já está pronta e o que se nota é uma revitalização econômica sem precedentes em toda a região que vai de Barreirinhas até Tutoia. Ficamos para trás no aproveitamento da energia dos ventos porque não tínhamos linhas de alta tensão, os linhões, para escoar a energia que fosse produzida, e isso travou, durante anos todo o investimento. A energia solar já é uma realidade no estado.

A ex-secretária de Minas e Energia, Crisálida Rodrigues, já demonstrou com os projetos que colocou em funcionamento, como isso pode proporcionar aos pequenos produtores, que precisam irrigar suas plantações, uma maior compensação financeira pelo seu trabalho. A Universidade Federal e a Cemar já tiraram da escuridão áreas remotas em que a energia não chegava. Mais as possibilidades são muito maiores e lagos de barragem, e até as lagoas do Bacanga e da Lagoa da Jansen, poderiam ficar mais bonitas e úteis se recebessem projetos de energia solar em sua superfície.

O gás natural é bastante abundante no estado na Bacia do Parnaíba. Está sendo explorado em grande escala, mas infelizmente se recusam a contribuir com o estado vendendo uma parte desse gás para a Gasmar construir o gasoduto que traria o gás até os polos industriais do estado. Só o usam para produzir energia térmica, o que é importante, mas nada deixa de impostos no Maranhão. A biomassa já é usada em grande escala por empresas instaladas no interior do estado ligadas ao agronegócio. E a UFMA tem projetos muito interessantes no aproveitamento das correntes de marés para gerar energia.

Os outros projetos a que me referi na ocasião foram todos na área rural. São eles, a Regularização Fundiária, o Zoneamento Agrícola e a Pesquisa voltada para o aumento da produtividade rural. Os bancos têm se recusado a aceitar os títulos de propriedade da terra como garantia de empréstimos pôr causa da precariedade dos títulos, e sem financiamento não se faz agricultura de ponta. Pessoas experientes sugeriram resolver o problema através do SPU, em um entendimento que exigiria fazer antes as discriminatórias, regularizando a situação, o que permitiria aos bancos voltar a operar com força no estado.

Urgente também é o Zoneamento Agrícola que permitiria aumentar em muitas vezes o financiamento para a produção rural que hoje é limitado legalmente em apenas 20% da área das fazendas, em algumas regiões, o que torna ineficiente o investimento. Com o Zoneamento o estado pode mudar isso e aumentar muito a área que pode ser usada na produção, aumentando o investimento, a produtividade e empregos.

Destaquei, por último, a necessidade maior para que nos tornemos um produtor muito maior de grãos, do que já somos. É a pesquisa de novas variedades adaptadas ao nosso clima e ao nosso ambiente. Existem variedades de grãos que são muito consumidos em países como a Índia e que nós aqui não produzimos. Esses grãos, teriam que ser adaptados, como aliás aconteceu com a soja. Teríamos, porém, que financiar a Embrapa, para conseguirmos dirigir as pesquisas para nossas necessidades. Mato Grosso faz isso através de uma taxa acertada entre os produtores. Taxam o saco de semente em 2% de seu valor e assim contratam a Embrapa para fazer as pesquisas que acham mais rentáveis para o estado.

E para finalizar o Centro de Lançamento de Alcântara ganhou uma denominação nova. É o Centro Espacial de Alcântara e é cada vez mais importante para o Programa Espacial Brasileiro.


Por Paulo José Cunha, via Observatório da Imprensa

É fácil perceber o desastre resultante da associação entre a incapacidade de distinguir notícia falsa e a proliferação em escala planetária de noticiário mentiroso, criado com a finalidade de alavancar o ganho pessoal dos donos de sites por meio do reforço a convicções ideológicas e/ou religiosas fundamentalistas.

Tal fato ocorre de forma vertiginosa e devastadora em toda parte onde chega sinal de internet. Fake news ampliada PixabayA resultante desse coquetel é uma mistura de desinformação, preconceito, intolerância, incompetência para a escolha consciente e incapacidade de autodeterminação. Ou seja, o contrário das bases para o bom funcionamento do sistema democrático.

Pesquisa da Universidade de Stanford, realizada com 7.804 estudantes americanos dos ensinos fundamental, médio e superior, concluiu que é “lamentável” a capacidade dos jovens de processar corretamente informações divulgadas nas redes sociais. Sam Wineburg, que conduziu o estudo, afirmou: “Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro.” Num dos testes, os estudantes deveriam analisar uma publicação com a foto de uma flor supostamente modificada pela radiação da usina de Fukushima, atingida pelo tsunami de 2011. A publicação não trazia fonte ou indício de que a foto havia sido tirada perto da usina nem evidência de que a flor havia sido modificada pela radiação. Ainda assim, 40% acreditaram na veracidade por achar que havia informação suficiente para lhe dar crédito.

Matéria do Washington Post revela que Paris Swade e Danny Gold, donos de um site direitista radical de notícias falsas, orgulham-se – sim, orgulham-se!, sem qualquer sinal de remorso – de praticar “imprensa marrom”. Até os nomes que os dois usam são falsos. Para ganhar caminhões de dinheiro precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos posts. Na última eleição, todos os candidatos republicanos investiram grana preta no site deles. O ex-garçom Paris Swade não diz quanto ganha. Mas admite que teria de ralar cinco anos pilotando uma bandeja para conseguir ganhar o que embolsou em apenas seis meses afagando o ego da extrema-direita com notícias inventadas.

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NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em face de um áudio divulgado nesta segunda-feira (10), em blogs deste estado, informando sobre a distribuição de pescados durante a Semana Santa, no município de Chapadinha, o deputado estadual Levi Pontes (PC do B) esclarece:

1 – O prefeito Magno Bacelar patrocina com recursos próprios, há 16 anos, a distribuição de peixes às famílias carentes do município de Chapadinha durante a Semana Santa;

2 – O conteúdo do áudio divulgado em blogs e redes sociais diz respeito apenas à distribuição deste pescado;

3 – Em momento algum o áudio faz referência a aquisição do pescado com recursos públicos;

4 – O deputado Levi Pontes jamais participaria de desvio de peixes comprados pela Prefeitura de Chapadinha para atender à população carente do município;

5 – Por fim, o deputado Levi Pontes reafirma o seu respeito à população de Chapadinha e repudia com veemência a tentativa de atribuir a ele práticas ilegais e desrespeitosas para com o povo do seu município e do Maranhão.

São Luís, 10 de abril de 2017
Levi Pontes
Deputado Estadual


Por Flávio Braga

Mais uma vez a proposta de adoção do voto em lista fechada entrou na agenda do Congresso Nacional. As principais vantagens sustentadas pelos seus defensores são: conhecimento prévio do eleitor acerca de quem serão os possíveis candidatos eleitos; supressão do personalismo eleitoral, com os eleitores passando a votar em projetos e programas partidários e não em candidatos individuais; incentivo à militância orgânica como meio para garantir uma boa posição na lista; fim das coligações proporcionais; barateamento das campanhas eleitorais; eliminação dos chamados puxadores de votos; fortalecimento do sistema partidário e maior facilidade para a fiscalização das campanhas eleitorais.

As principais desvantagens elencadas pelos críticos da proposta são: a lista fechada está sendo defendida, neste momento, para garantir a reeleição de parlamentares investigados na Operação Lava Jato; os detentores de mandatos terão mais cacife político para garantir vaga no topo da lista, inviabilizando a renovação do parlamento; a impessoalidade da lista fechada debilita a relação entre o parlamentar e o eleitorado; na lista aberta, os candidatos adotam posições mais claras perante o eleitorado e a formação das listas será feita pelos caciques da cúpula partidária, com alijamento do corpo de filiados.

O ministro Luis Roberto Barroso (STF) defende a introdução da lista fechada sob o argumento de que no sistema atual, com votação nominal, o eleitor escolhe um candidato A, mas seu voto é contabilizado para a legenda (quociente partidário) e com isso pode garantir indiretamente a eleição de um candidato B. Dessa forma, o eleitor pensa que está elegendo o candidato de sua preferência, mas acaba elegendo quem ele não tem a menor ideia. Além disso, mais de 90% dos candidatos não são eleitos com votação própria.

Nesta quadra, cabe esclarecer que a expressão sistema eleitoral designa o modo particular de conversão de votos em mandatos eletivos. No ordenamento constitucional pátrio foram consagrados dois sistemas eleitorais: o majoritário e o proporcional de lista aberta.

Diz-se sistema de lista aberta quando o partido apresenta uma relação de candidatos sem ordem de precedência entre eles. Assim, serão eleitos pelo partido aqueles mais votados. Nesse sistema é facultada ao eleitor tanto a possibilidade de votar em um candidato individual quanto de votar na legenda do partido.

Diz-se sistema de lista fechada quando o partido previamente seleciona e impõe uma ordem de prioridade entre os seus candidatos, restando eleitos aqueles ordenados nas primeiras posições da lista partidária. O eleitor não vota em indivíduos mas no partido de sua preferência. As disputas eleitorais deixam de ser competições entre pessoas, passando o protagonismo da vida política para os partidos. Esse sistema é utilizado na maioria dos países que adotam o voto proporcional.


Um dos maiores problemas dos municípios maranhenses é o déficit habitacional, muitas famílias ainda vivem em casas de taipa. Porém na cidade de Santa Rita essa realidade tem sido modificada. O prefeito Hilton Gonçalo retomou o programa de habitação “Nossa Casa”, o qual vai beneficiar famílias de baixa renda.

Em seus mandatos anteriores entre os anos de 2005 e 2012, Hilton Gonçalo desenvolveu o programa e naquela oportunidade beneficiou quase 3 mil famílias e reduziu em 80% o déficit habitacional no município de Santa Rita.

“O programa ‘Nossa Casa’ foi idealizado por causa da necessidade de habitações tanto na sede quanto em comunidades rurais, ainda existem muitas famílias vivendo em casas de taipa”, declarou.

Agora, outras famílias vão ser beneficiadas, principalmente dos povoados mais distantes da sede do município, aquelas que se encontram na região dos campos. E os que tiveram suas casas construídas, vão receber apoio da Prefeitura para fazer recuperações estruturais onde for necessário.

“Eu vivi boa parte da minha infância em uma casa de taipa, por isso, conheço de perto as dificuldades e a angústia das famílias que ainda não dispõe de moradia digna. A reimplantação do programa de habitação “Nossa Casa” foi à proposta de governo número 2 e agora nesse início de mandato já começo a cumprir. Na minha primeira passagem pela Prefeitura de Santa Rita consegui reduzir o déficit habitacional em Santa Rita, vejo que esse déficit aumentou por conta da paralisação do programa nos últimos quatro anos, por isso, a meta agora é zerar”, finalizou.

Família beneficiada

Uma das famílias beneficiadas foi de Edilson Carvalho e Maria Deuzilene que residem no povoado Rancho Papouco, e juntos com seus dois filhos vivem numa casa de taipa. O casal comemorou a contemplação do programa habitacional: “quero agradecer a Deus e ao dr Hilton por essa oportunidade, já sonho com o dia que vou entrar na minha casa de tijolo e telhas. Vai ser uma nova vida com meu marido e meus filhos”, declarou Deuzilene.

O programa “Nossa Casa”

O programa Nossa Casa é um projeto que visa contemplar famílias de baixa renda que ainda não dispõe de moradia digna, por esta razão, prevê a troca de casas de taipa por casas de alvenaria e a construção para quem dispõe apenas do terreno, e tudo feito com recursos próprios. A mão-de-obra empregada é toda de Santa Rita, gerando emprego e renda para a população.

O programa já funcionou nas duas últimas gestões de Hilton Gonçalo e em 2012 reduziu o déficit habitacional em 80% construindo cerca de 3 mil habitações em todos os povoados e sede do município. Hilton Gonçalo também agregou ao programa “Nossa Casa” o programa de distribuição de terras, e em 2012 distribuiu centenas de títulos de terra com a criação de dois novos bairros na sede do município.


Em entrevista a O Imparcial, atual presidente da Agência Metropolitana revelou de que forma trabalhará para definir ações que possam fomentar o desenvolvimento dos 13 municípios que compõem a região metropolitana

Da Redação de O Imparcial

rente da Agência Metropolitana a pouco mais de 30 dias, o presidente Pedro Lucas Fernandes tem procurado manter diálogo constante com os gestores dos 13 municípios da região. O objetivo: levantar as demandas e articular soluções comuns às cidades.

Além de ter recebido inúmeras autoridades em seu gabinete, o presidente da Agem deu início, na semana passada, às visitas in loco, nas 13 cidades que formam a região metropolitana – instituída pela Lei Complementar 174/2015.

Pedro Lucas Fernandes se licenciou do cargo de vereador na capital, para assumir a Agência Metropolitana, órgão vinculado ao Governo do Maranhão.

Ele foi eleito pela primeira vez em 2012 e reeleito em 2016 como terceiro mais bem votado. Agora os desafios são outros.que elaborar o plano técnico, fazer organograma, definir funções e isso tudo leva tempo. Estamos superando a fase burocrática, para fazer a gestão metropolitana funcionar. O governador Flávio Dino já aprovou a implantação do Plano Metropolitano de Resíduos Sólidos, que faz parte do Plano de Ações da Região Metropolitana da Grande São Luís, elaborado pela nossa equipe.Esse é um passo importantíssimo e já vamos passar para a fase de licitação.

Como está o processo de metropolização?
O primeiro passo é institucionalizar a Agência. Precisamos fazer os 13 seminários nas cidades que compõem a região metropolitana, depois faremos a grande Conferência Estadual. Ela é importante para definir a colaboração dos municípios no fundo (metropolitano) e definir as principias frentes de trabalho, na questão dos resíduos sólidos, mobilidade, enfim. Nessa conferência é que o colegiado vai definir quais os rumos que a Agência vai tomar.

Como será a atuação da Agem diante das outras secretarias?

De articulação. Agora mesmo a gente tem um termo de cooperação técnica já elaborado pela Sinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura), vamos apresentar um outro (termo de cooperação técnica) com o Imesc (Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos). Tem o PDDI (Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado), que é fundamental para os
municípios, porque ele é um instrumento obrigatório para promover o planejamento, gestão e execução das Funções Públicas de Interesse Comum (FPICs), de acordo com o Estatuto da Metrópole (Lei Federal 13.0.89/15). Essa etapa de consolidação e elaboração do PDDI, a Agência Metropolitana, conversar com as secretarias para articular essas políticas públicas de interesses comuns e efetivamente tirá-las do papel.

E das prefeituras?

A Agência tem um conceito diferente da gestão de governos anteriores. Pordeterminação do governador Flávio Dino, vamos construir parcerias com os municípios, dar satisfação do nosso trabalho, construir ações onde os prefeitos, as Câmaras de Vereadores e a Agem possam se envolver para juntos buscarem soluções.

Quais os planos para médio e longo prazo?

A longo prazo, esperamos fazer uma integração de todas as funções públicas de interesse comum, tanto da parte educacional, saúde, mobilidade urbana e saneamento básico. Esse é o ideal para que a região metropolitana, de fato, esteja 100% efetivada. A médio prazo, é construir um diálogo com as prefeituras, construir planos que possam desenvolver a região metropolitana.