FRASE DO DIA

Serra, o entreguista, errou de aposta nos EUA foi congelado por Trump;quis remediar entregando Alcântara, Exército vetou; virou mico.

(Roberto Requião)

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Caso as denúncias venham a ser devidamente comprovadas, será um duro golpe nos milhares de advogados, principalmente nos mais jovens, que acreditaram nas propostas mudancistas pregadas pela chapa liderada por Thiago Diaz.

Há um ano à frente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Maranhão – Thiago Diaz começa a enfrentar denúncias que contra a sua gestão.

Eleito presidente pregando uma profunda renovação na OAB-MA, que há anos vinha sendo comandada por um mesmo grupo, a ideia da chapa “Renovar para Mudar” era mudar uma OAB-MA mudada, ou seja, por mais que a entidade tivesse avançado durante as gestões anteriores precisa avançar mais ainda. Esse era o espírito da chapa liderada por Thiago Diaz. Era.

Segundo uma fonte do Blog do Robert Lobato bem posicionada no mundo jurídico maranhense, Thiago Diaz estaria mobilizando o seu escritório, através de um irmão que seria bacharel mas sequer inscrição na OAB possui, para conseguir contratos com prefeituras.

O rapaz, ainda segundo a fonte, às vezes aterriza de helicóptero nas cidades e chega logo avisando que se não levar as licitações para contratos advocatícios vai denunciar algum erro ao Ministério Público, pois o escritório é do presidente da OAB-MA.

“Robert, há informações de que o escritório do Thiago Diaz tem ido em todos os municípios através do irmão dele, que é bacharel mas nem inscrição na OAB-MA tem, já começa por aí! Como é que um presidente da OAB coloca uma pessoa sem inscrição na Ordem para representar um escritório que só pode ser constituído por quem tem inscrição na Ordem? Dizem que o cara chega de helicóptero e tudo, dizendo que se não ganhar vai denunciar algum erro no Ministério Público, usando logo a questão do dono do escritório ser presidente da OAB. Só que o escritório dele nem tem qualificação técnica para licitações desse tipo, aí ele tenta baixar o preço e ganhar pelo menor preço”, contou a fonte.

Caso as denúncias venham a ser devidamente comprovadas, será um duro golpe nos milhares de advogados, principalmente nos mais jovens, que acreditaram nas propostas mudancistas pregadas na chapa liderada por Thiago Diaz.

O Blog do Robert Lobato não gostaria de abordar tamanha tragédia para uma entidade tão importante como é a OAB, até porque foi um dos veículos na blogosfera que achava que esse jovem advogado fosse realmente implementar avanços na instituição.

Espero que não tenha que pedir desculpas à sociedade e alguns amigos que na época da eleição da OAB-Ma me pediram para não embarcar nessa.


Costumo dizer que a vida só faz sentido se trouxéssemos à mente as coisas que verdadeiramente dão sentido à ela.

Uma lembrança agradável, uma saudade eterna, um amor infinito, enfim, coisas que nos fazem sentir a alegria de viver mesmo não podendo contar mais com fatos e pessoas que marcaram as nossas vidas.

O engenheiro, ex-deputado e ex-prefeito Chico Leitoa, por exemplo,  nos blindou como uma bela e emocionante história em forma de artigo publicado originalmente no blog do Elias Lacerda (Timon), típica de um roteiro de novela da Rede Globo.

Trata-se de revelações sobre sua mãe, dona Nazaré Rodrigues, já falecida e que completaria 90 anos de idade neste sábado, 18.

O Blog do Robert Lobato não poderia deixar de reproduzir esse documento assinado por uma pessoa de bem, amiga e companheira como é o caso de Chico Leitoa. Além do mais porque não teve como eu não lembrar da minha própria mãe ao ler o artigo do velho amigo pedetista. Confira.

90 ANOS DE DONA NAZARÉ

Em 18 de fevereiro de 2017, DONA Nazaré ( minha māe ), faria 90 anos. Só que, já se väo 43 que ela se foi, exato no dia 09.07.1.974, por uma fatalidade, no dia do meu aniversário de 20 anos.

Nazaré tinha uma história muito peculiar. Sua mãe, segundo dizem, uma preta bonita ainda jovem foi trazida do povoado Chapadinha, ( hoje anexado á zona urbana de Teresina, através da Santa Maria da Codipe), para trabalhar como doméstica na casa dos patrões. Chapadinha era propriedade da família Castelo Branco, uma das mais ilustres e abastadas do Estado do Piauí. Pois bem, Francisca caiu nos encantos de um dos membros da família e engravidou. Imediatamente a devolveram para Chapadinha. No ventre, uma filha que viria a ser batizada com o nome de Nazaré. Todos os membros da família de Francisca eram e são de cor preta. Nazaré nasceu branca como são seus parentes sanguíneos paternos, como se diz: pra tirar a mãe da culpa.

Francisca veio a casar-se com Honório Eduardo das Neves, que criou Nazaré como se fosse sua filha, ( mas não registrou ) e tiveram outros cinco filhos e filhas ( todos de cor preta )

Nazaré foi, portanto, criada praticamente confinada em Chapadinha e nunca estudou, sequer aprendeu ler ou escrever.

Ainda muito nova, conheceu Estevam, um lavrador galanteador que morava do outro lado do rio Parnaíba, no povoado São Gonçalo, do lado maranhense, que atravessou o rio e conquistou seu coração jovem, com quem começou a namorar. Namoro ia firme, mas Estevam, mulherengo, arrumou outra namorada em São Gonçalo ( De nome Francisca ), com quem se casou. Do casamento nasceram cinco filhos e filhas: Joåo, Maria do Carmo, Luciano, Teresinha e Francisca.

O casamento durou dez anos, e Francisca ( esposa de Estevam ) veio a falecer.

Nazaré sempre em sua vida pacata, estava prestes a casar-se, quando Estêvam, viúvo, dez anos mais velho e cheio de filhos pequenos, apareceu novamente e com seus encantos, convenceu Nazaré a casar-se com ele. Coisas do destino e do amor.

Estevam e Nazaré tiveram seis filhos: Eu, Célia, Alberto, Estevinho, Socorro e Orcélia. Nazaré , portanto, criou e ajudou na criação de 11 crianças. Nos 12 primeiros anos em São Gonçalo, numa vida dura cuidando da casa com tanta gente, e depois, outros 10 anos na zona urbana, quando o casal resolveu se deslocar para que pudéssemos dar sequência aos estudos. Implantaram 18 canteiros suspensos no quintal de nossa casa na beira da linha férrea que nos entregaram para cuidarmos puxando água de um poço cacimbão. Meu pai foi vender numa pequena quitanda na Avenida Maranhão com rua Lisandro Nogueira e dona Nazaré colocou uma banca para venda de verduras no mercado central em Teresina, onde sempre que possível eu a ajudava.

NAZARÉ, algum tempo depois começou a se queixar de dor de cabeça, sua saúde foi debilitando e se agravando de médico em médico, de hospital em hospital, veio a falecer aos 47 anos.

Sempre tive curiosidade, pois no meu registro de nascimento não constava o nome do meu avô paterno. Minha mãe nunca permitiu falar do assunto. Os outros membros da família também sempre se recusaram a tratar da questão.

Na beira da linha, conheci dona Rosa, uma preta que lavava roupa para os ricos em Teresina. Soube de minha curiosidade, sobre meu misterioso avô paterno, e me falou que sabia parte da história, alcançada através de convivência em tarefas caseiras, na casa de um dos Castelo Branco. Contou-me o que sabia ( ou o que podia ). Conversei superficialmente com uma tia e guardei mais algumas informações.

Depois de muitas batalhas e já formado em Engenharia, no final da década de oitenta, já ensaiando a entrada na política, fui dar uma entrevista na TV clube. Terminada a entrevista, fiz algo que havia decidido depois das investigações. Atravessei a Avenida Valter Alencar e entrei naquela casa em frente, que tem dois leões no muro. Tomado por um sentimento de muita curiosidade. Fui recebido pelo dono da casa, um senhor simpático, pelas informações se tratava do Médico Dr Mariano Castelo Branco. Ele estava sentado na varanda e tinha assistido a entrevista. Depois da apresentação conversamos por alguns minutos. E veio o momento: Perguntei àquele senhor se ele se lembrava de Nazaré, egressa de Chapadinha, e que por um tempo foi vendedora de verdura no mercado central. Ele imediatamente lembrou. Aí eu falei: sou filho dela. Ele tomou um susto e acrescentou que na verdade quem conhecia Nazaré era uma irmã sua (Bizinha, se nāo me engano ), que morava na ladeira do Uruguai. Falei que queria apenas saber das minhas origens. Mas o Doutor interrompeu a conversa e fui embora. Parece que ele julgou que eu estivesse atrás de algo, talvez de interesse material, coisa que nunca nos moveu. Queria apenas checar as coisas. e se possível conviver. Mas apesar do desapontamento, confesso que vi naquele homem os “traços” de minha mãe.

Passados alguns anos, eu estava no primeiro mandato de Prefeito de Timon e fui convidado para uma festa de lançamento de um jornal numa casa de eventos em Teresina. Muita gente, inclusive o Reitor da UFPI, Dr Anfrisio Neto ( Anfrisio Lobāo Castelo Branco Neto ), que na arrumação da festa, acabamos ficando na mesma mesa. Falei que tinha sido, durante sete anos, aluno da Escola Industrial e Escola Técnica Federal, ( depois Cefet e hoje IFIP ) e que tinha à época assistido a uma palestra proferida por ele ainda muito jovem, que versava sobre Jornada Problemática da Juventude. Ele ,claro, achou interessante eu guardar detalhes. Em seguida, numa agradável conversa e depois de alguns goles de whisk, falei sobre a Chapadinha e perguntei se por acaso ele já tinha ouvido falar em uma pessoa de nome Nazaré que seria filha de um dos membros de sua família com uma preta chamada Francisca. Ele não lembrava direito, mas deu a entender que sabia algo e levou na esportiva. Em tom humorado, passou a me chamar de parente. Foi o único momento que senti a presença, mesmo superficialmente de um “parente” sanguíneo do avô paterno que nunca conheci. Pelo que sei, mesmo tāo perto, Nazaré nunca conviveu com nenhum deles.

Minha mãe era uma criatura maravilhosa. Tinha um coração de ouro. Mesmo pobre, sempre que vinha do mercado, o pouco que lhe sobrava ainda dividia com quem precisava mais.

Depois que ela se foi, a rede globo exibiu uma novela, cujo título era o do personagem principal ( dona Xepa ) que era interpretado por Iara Cortes e eu sempre via nela, DONA NAZARÉ.

….Sempre quis, e fez tudo que pôde para eu me formar, mas partiu sete anos antes do que seria de certa forma, um dia de resgate da sua “origem nobre” que lhe foi negada conviver. Sendo originária das duas extremidades da pirâmide social só lhe foi possível conviver com um. Mas a sua luta propiciou que avançássemos na busca de espaço como que em recompensa à sua história de Vida.

Dia 18/02/2017 ( um sábado ), seria seu aniversário de 90 anos e com certeza teria uma grande festa, hoje já com dezenas de netos e netas, e vários bisnetos e bisnetas. Dois dos Netos com mandatos ( Luciano e Rafael ).

Que DONA NAZARÉ não me recrimine por externar essa história que até então pouca gente conhecia, mas o faço em homenagem à sua história de superação e bondade.

Que Deus a tenha,, pois há 42 anos e sete meses, fomos privados de sua bondosa convivência.

Eng Chico Leitoa

Fevereiro de 2017


O Comandante do Exé´recito Gen Ex Eduardo Villas Boas em fortes declarações ao jornal Valor.

Via Defesa Net

Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Desde as primeiras horas de 2017, o país passa por uma das mais graves crises na segurança pública nos últimos anos. Do desgoverno no sistema prisional, onde detentos em Manaus, Boa Vista e Natal foram trucidados em brigas de facções, ao caos em Vitória, que resultou da paralisação da Polícia Militar, passando pela crescente instabilidade no Rio, a situação está tão crítica que homens das Forças Armadas têm sido necessários para manter o controle.

“Esgarçamo-nos tanto, nivelamos tanto por baixo os parâmetros do ponto de vista ético e moral, que somos um país sem um mínimo de disciplina social”, afirma o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas. “Somos um país que está à deriva, que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser.”

O general acompanha o cenário com preocupação. Nascido em Cruz Alta (RS) há 66 anos, 50 deles no Exército, Villas Bôas pondera que há entendimentos incorretos de que as Forças Armadas possam substituir a polícia. O Exército também está apreensivo com a reforma da Previdência, e Villas Bôas tem defendido a noção de que os militares não podem ser submetidos às mesmas regras do regime geral.

Na semana em que diversas entidades, entre elas o Ministério Público, manifestam o temor das investidas contra a Lava-Jato, o comandante defende a operação. “É a grande esperança de que se produza no país alguma mudança nesse aspecto ético que está atingindo nosso cerne, que relativiza e deteriora nossos valores.”

Para o general, a segurança pública no Brasil é uma calamidade. Com dados, elenca os motivos de sua angústia: hoje morrem cerca de 60 mil pessoas por ano assassinadas, cerca de 20 mil pessoas desaparecem no país por ano, 100 mulheres são estupradas por dia. A Polícia Federal estima que cerca de 80% da criminalidade seja ligada direta ou indiretamente às drogas: dos massacres aos ajustes de contas e até o pequeno roubo do celular. “O que está acontecendo? A segurança pública é de responsabilidade dos Estados, e eles estão extremamente carentes”, afirma.

A seguir, os principais tópicos da entrevista que Villas Bôas concedeu ao Valor.

Segurança pública

Há entendimentos incorretos de que as Forças Armadas possam substituir a polícia. Temos características distintas. Fomos empregados na favela da Maré com efetivo de quase 3 mil homens por 14 meses. No Alemão, 18 meses. É um emprego das Forças Armadas que não soluciona o problema. Nossa ação se destina a criar condições para que outros setores do governo adotem medidas de caráter econômico-social que alterem essa realidade.

O que tem acontecido? A ideia de que, se eu emprego as Forças Armadas, o problema está resolvido. Ficou nítido na Maré, onde permanecemos por 14 meses: a operação custou R$ 1 milhão por dia, ou seja R$ 400 milhões. Quando saímos, uma semana depois tudo tinha voltado a ser como antes. Entendemos que esses empregos pontuais são inevitáveis, porque as estruturas de segurança nos Estados estão deterioradas. Nossa preocupação é que essa participação seja restrita e delimitada no tempo e no espaço, com tarefas estabelecidas e sempre com o entendimento de que não substituímos a polícia.

Emprego das Forças Armadas

A defesa não é atribuição exclusiva dos militares. É de todos os setores da sociedade que devem contribuir e participar. Nosso emprego está no artigo 142 da Constituição da Garantia da Lei e da Ordem. No entanto, nosso pessoal não tem a proteção jurídica adequada. A Justiça e o Ministério Público entendem que o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem não se trata de atividade de natureza militar e sim, policial.

Não é verdade. Quando o emprego da estrutura policial não for suficiente, se emprega outra instância, as Forças Armadas. Mas, ao não exigir que se adote o Estado de Defesa e o Estado de Sítio, a lei não nos proporciona a proteção jurídica necessária. Não queremos que o uso das Forças Armadas interfira na vida do país. Mas sofremos desgaste e risco enormes com isso. Se formos atacados e reagirmos, isso sempre será um crime doloso e seremos julgados pelo tribunal do júri.

Crise na política

Esse processo que o Brasil vem enfrentando está atingindo nossa essência e nossa identidade. Tem outro componente, que vem de processo histórico recente, das décadas de 70, 80. Até então, o país tinha identidade forte, sentido de projeto, ideologia de desenvolvimento. Perdeu isso. Hoje somos um país que está à deriva, que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser. Por isso, o interesse público, a sociedade está tão dividida e tem Estado subordinado a interesses setoriais.

Lava-Jato

Acho importante todo esse processo que estamos vivendo em decorrência da Lava-Jato e de outras operações. A Lava-Jato é a esperança de que se produza no país mudança nesse aspecto ético que está atingindo nosso cerne, que relativiza e deteriora nossos valores. Daí a importância desse protagonismo que a Justiça e o Ministério Público estão tendo. Esse processo é fundamental para o prosseguimento do país. E aí você me pergunta: o que pode acontecer se a Lava-Jato atingir a todos indiscriminadamente? Que seja. Esse é o preço que tem que se pagar. Esperamos que tenha um efeito educativo.

Intervenção militar

Interpreto o desejo daqueles que pedem intervenção militar ao fato de as Forças Armadas serem identificadas como reduto onde esses valores foram preservados. No entendimento que temos, e que talvez essa seja a diferença em relação a 1964, é que o país tem instituições funcionando. O Brasil é um país mais complexo e sofisticado do que era. Existe um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a sociedade de ser tutelada. Não pode haver atalhos nesse caminho. A sociedade tem que buscar esse caminho, tem que aprender por si. Jamais seremos causadores de alguma instabilidade.

Narcotráfico

A Polícia Federal estima que cerca de 80% da criminalidade seja ligada direta ou indiretamente à droga. Outro aspecto: a droga é a origem de quase todos os problemas. O Amazonas já virou grande corredor de passagem de drogas. O controle dessas rotas é que está sendo disputado, inclusive nos presídios, pelas facções. Para combater isso é preciso que o governo estabeleça política antidrogas, multidisciplinar, que envolva educação, saúde, assistência social, segurança, inteligência, defesa. Também temos que estimular a integração com os países vizinhos. O Brasil que era corredor de passagem hoje é o segundo maior consumidor de drogas do mundo. O tráfico no Brasil está se organizando, se cartelizando, e aumentou sua capacidade de contaminar outras instituições do país.

Descriminalização das drogas

Há estudos abalizados que são a favor e outros, contra. A Sociedade Brasileira de Psiquiatria é contra. Temos que examinar o que aconteceu em outros lugares. Sabemos, por exemplo, que em nenhum país se obteve resultado que tenha melhorado a situação substancialmente. Temos que participar dessa discussão. O Exército é um setor da sociedade e deve participar. O protagonista, no entanto, é o Ministério da Justiça. A tarefa constitucional é dele.

Segurança nas fronteiras

Estamos otimistas com o processo de paz na Colômbia, mas preocupados. Sabemos que algumas frentes não vão aderir. Existe a possibilidade de membros das Farc se juntarem a outras estruturas de guerrilha, como a Frente de Libertação Nacional ou guerrilhas urbanas. Temos uma incerteza, que vai exigir atenção muito maior para essa área: desde que se iniciaram as conversações de paz houve aumento das áreas de plantio na Colômbia. É importante destacar que temos 17 mil km de fronteiras. Fisicamente é impossível vigiar essa área. Sabemos que o caminho é buscar na tecnologia, como o Sisfron [Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras], que é fundamental.

Eleições em 2018

A situação que estamos vivendo no país estabelece grande probabilidade de termos candidatos de caráter populista, porque a população está insatisfeita. Vemos surgir outro fenômeno – é natural que se faça um paralelo com os EUA, onde a sociedade não vê jamais as suas necessidades e o seu pensamento serem expressos por alguém. Quando surge alguém que fale coisas, mesmo que elas sejam não aceitáveis, mas que vão ao encontro daquilo que as pessoas pensam de uma maneira geral, corremos, sim, o risco de termos um candidato de caráter populista. E isso é muito preocupante.

Reforma da Previdência

No caso dos militares, a lei complementar vai estabelecer uma série de regras em relação à nossa previdência que estão em estudo, como o aumento e a adequação do tempo de serviço mínimo para a aposentadoria. O Estado deve entender que, se pretende contar com instituições a qualquer momento, em qualquer horário, de qualquer maneira, essa instituição tem que ter características especiais. Nosso contrato social nos dá prerrogativas para que possamos cumprir esse papel diferenciado. Não temos direito à sindicalização, à greve.

Ninguém aqui quer pressionar o governo, mas, se somos colocados no regime da previdência, abriremos margem para que os militares reivindiquem oito horas de trabalho. Isso vai descaracterizar e inviabilizar a profissão militar. Nós, militares, abrimos mão de alguns direitos como o FGTS, por exemplo, e, em contrapartida, a União assume as despesas com nossa inatividade. Temos estudos mostrando que se tivéssemos esse direito, a União anualmente teria que dispender R$ 24,7 bilhões.

Nosso regime previdenciário não tem sistema de proteção social. Contribuímos com 7,5% para nossa pensão e com 3,5% com saúde e assistência social. Isso corrobora que não temos regime de previdência e pressupõe planos de benefício e de custeio. Na inatividade, não temos plano de custeio e continuamos aportando. A União não nos dá nada. No caso dos demais servidores, a parcela da União pode chegar a 22%. Mas é feito um jogo de informações. Devemos tratar o assunto sem paixões. As despesas dos militares inativos estão no orçamento fiscal. Não impactam as contas da previdência. Até 2015, estavam no orçamento da Seguridade Social.


POR LUIZ CARLOS FERREIRA

O professor Darcy Ribeiro (à dir.), Chefe da Casa Civil da Presidência da República, durante solenidade de entrega do Prêmio Lênin da Paz ao arquiteto Oscar Niemeyer (15.jun.1963. Foto: Acervo UH/Folhapress)

Na segunda-feira de 17 de fevereiro de 1997, às 18h50, morria no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, o educador, ensaísta, antropólogo e então senador pelo PTB do Rio, Darcy Ribeiro, vítima de falência de múltiplos órgãos, causada por uma neoplasia maligna de próstata.

Intelectual irrequieto e um dos homens públicos mais atuantes da política brasileira, Darcy Ribeiro vinha se tratando da doença desde de dezembro de 1994, quando fora internado em estado grave no hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio. Sedado, chegou a respirar com o auxílio de aparelhos.

Semanas após a internação e sem ter recebido alta, abandona o hospital para se dedicar à finalização de seu último livro, “O Povo Brasileiro” (1995), no qual vinha trabalhando havia mais de 30 anos, conforme relatava em entrevistas.

O câncer, contudo, não era inimigo novato do antropólogo. Em 1974, exilado no Chile depois da tomada do poder pelos militares, teve autorização do governo brasileiro para entrar no país para submeter-se a uma cirurgia para a retirada de um pulmão.

Mineiro do pequeno município de Montes Claros e filho de uma professora primária e de um farmacêutico, Darcy Ribeiro nasceu em 26 de outubro de 1922. Perdeu o pai aos três anos. Sobre o fato, ironizava: “Eu tive a felicidade de perder meu pai com três anos (…). E foi ótimo, porque um pai mandador, gritador e puxador de orelha é uma coisa que não dá para suportar. Eu fiquei um homem livre por não ter tido pai e nem filho. Por isso nunca fui domesticado e nunca domestiquei ninguém.”

Como colunista da Folha estreou em 28 de agosto de 1995, onde escrevia às segundas-feiras. Em sua penúltima coluna, publicada em 10 de fevereiro de 1997, uma semana antes de morrer, escreveu sobre uma de suas últimas criações, o “Projeto Caboclo” , cujo debate não pode participar, pois havia sido marcado para o dia 17, data de sua morte.

VIDA ACADÊMICA

Aos 17 anos, depois de uma infância regada a aventuras, Darcy Ribeiro muda-se para Belo Horizonte, onde, em 1939, inicia o curso de Medicina.

O crescente interesse pelas divergências ideológicas entre integralistas e comunistas o levam a abandonar as disciplinas médicas, e em 1942 ele começa a estudar antropologia na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, onde se forma em 1946.

As temáticas étnicas e sociais se tornam grandes ideais de luta do recém-formado sociólogo.

Em 1947, Darcy começa a trabalhar como etnólogo no Serviço de Proteção aos Índios (SPI) – hoje Fundação Nacional do Índio (FUNAI) -, onde permanece por quase dez anos. Na época casou-se com a antropóloga romena Berta Gleiser, com quem conviveu por quase 30 anos. Foi também casado com a designe Claudia Zargos. Sua última companheira foi a cineasta Irene Ferrão.

Entre o final da década de 1940 e os anos 50, o sociólogo realiza expedições em comunidades indígenas, entre elas a dos Kadiwéu, no sul do Mato Grosso, e a dos Urubu-Kaapor, no Amazonas.

Com Cândido Mariano da Silva Rondon – ou marechal Rondon -, Darcy Ribeiro participa em 1953 da criação do Museu Nacional do Índio, no Rio. Três anos depois, começa a lecionar etnografia brasileira na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, também no Rio.

O HOMEM PÚBLICO

A participação na política começa em 1955, quando é convidado pelo presidente Juscelino Kubitschek para colaborar na elaboração de novas diretrizes na área da educação ao lado de seu discípulo, o pedagogo Anísio Teixeira.

Ainda na esfera educacional, em 1959 torna-se um dos idealizadores e principal responsável pela criação da Universidade de Brasília (UNB), inaugurada em 1961, onde assume como primeiro reitor da instituição.

O ano de 1961 também foi marcado pela criação do Parque Nacional do Xingu, cujas fronteiras foram definidas por Darcy Ribeiro, Nuel Nutels e os irmãos indigenistas Cláudio, Leonardo e Orlando Villas Bôas.

Em agosto do ano seguinte, no governo João Goulart, o educador assume o Ministério da Educação e Cultura até ser nomeado em 1963 como chefe do Gabinete Civil.

Com o golpe militar, em abril de 1964, tem seus direitos políticos cassados pelo Ato Institucional nº 1 e exila-se no Uruguai, onde, atuando como educador, propaga suas ideias e programas educacionais também em outros países da América Latina.

Em passagem pelo Brasil em outubro de 1968, foi indiciado e chegou a ser preso sob suspeita de envolvimento com um movimento anti-revolucionário sediado no Uruguai, mas é absolvido no final de 1969.

De volta ao exílio, em 1970 trabalhou no Chile como assessor do presidente socialista Salvador Allende.

Durante os anos em que esteve fora do país, além de também ter assessorado o presidente peruano Velasco Alvorado, produziu algumas de suas obras mais relevantes, entre elas “O Processo Civilizatório” (1968), “A Universidade Necessária” (1969), “Os Índios e a Civilização” (1970) e o romance ficcional “Maíra (1967).

A VOLTA

O retorno ao Brasil se deu em 1976, com a aproximação do processo de anistia. No final daquela década reativa sua atuação como educador. Mas a volta à política falou mais alto.

Ao lado do velho amigo e também ex-exilado Leonel Brizola, funda em 1980, no Rio, o PDT (Partido Democrático Brasileiro), pelo qual se elege em 1982 como vice-governador na chapa do antigo parceiro de luta. No mesmo ano, publica “A Utopia Selvagem”.

Como vice de Brizola, o multifacetado Darcy acumula ainda os cargos de secretário de Estado da Cultura e de coordenador do Programa Especial de Educação.

Entre suas conquistas no governo fluminense estão a criação dos CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública), conhecidos também como Brizolões, idealizados com a proposta de uma escolarização em tempo integral, a Biblioteca Pública Estadual e o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, batizado oficialmente como Passarela Professor Darcy Ribeiro, onde funcionava também como escola primária.

Em 1986, ao lançar-se candidato ao governo do Rio, é derrotado pelo rival Wellington Moreira Franco (PMDB). No ano seguinte, a convite do governador de Minas, Newton Cardoso (PMDB), assume a Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Social do Estado, até ser eleito em outubro de 1990 a senador pelo Rio de Janeiro.

No senado, licencia-se em setembro de 1991 para colaborar com o segundo governo Brizola, no Rio, onde mais uma vez atua como secretário estadual de Projetos Especiais de Educação, até o seu retorno ao senado em 1992, quando participa da votação para a abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo.

No mesmo ano é eleito para ocupar a cadeira de n° 11 da Academia brasileira de Letras (ABL). Em 1996 consegue realizar outro de seus grandes projetos de vida ao criar a Fundação Darcy Ribeiro, para pesquisas e desenvolvimento científico.

Por fim, dois meses antes de sua morte, Darcy Ribeiro recebe, segundo ele, a maior homenagem de sua vida ao ter o nome da nova Lei de Diretrizes e Bases – elaborada por ele e aprovada pelo governo FHC – renomeada para Lei Darcy Ribeiro. “Peço que todo mundo passe a falar agora em Lei Darcy Ribeiro. Estou muito contente. Todo mundo sabe que eu gosto de elogio”, declarou o senador.

X


Intitulado “MOSTRA-ME TUA BUNDA E EU TE DIREI QUEM ÉS”, o velho e bom Ziraldo fez a mais clássica, e por que não científica, classificação dos tipos de bundas das nossas meninas.

Recebi a imagem acima num grupo de WhataApp, no que me inspirou a fazer a primeira coluna do Espaço Feminino de 2017 tendo “bunda” como tema.

A foto original, ao que parece, foi postada na rede social da moça que não está lá muito satisfeita com a sua bunda, essa que é a preferência nacional dos brasileiros quando o assunto é a parte do corpo feminino.

O jornalista, artista, humorista e chargista Ziraldo é considerado especialista no assunto, tanto que chegou a criar no final dos anos 90 a revista Bundas. Não que a publicação fosse exatamente especializada no assunto, mas, claro, a pauta “bunda” sempre estava presente nas edições da revista, que viria parar de circular um ano depois do seu lançamento devido problemas financeiros.

Na verdade, Bundas era uma sátira inteligente à revista “chique-brega” Caras, que fuxica e promove a vida dos famosos.

De qualquer forma, coube ao velho e bom Ziraldo fazer a mais clássica, e por que não científica, classificação dos tipos de bundas das nossas meninas em um texto intitulado “MOSTRA-ME TUA BUNDA E EU TE DIREI QUEM ÉS”, que o Blog do Robert Lobato publica a seguir.

Espero que o texto sirva, inclusive, para que a jovem da imagem acima consiga identificar em qual categoria a sua bundinha, que nem é tão feia assim, se enquadra. 

Fiquem com mestre Ziraldo e os diferentes tipos de bundas.

Pandeló: Faz sombra. Pde ser desenhada a compasso. Própria de mulheres separadas, exibicionistas e de futuro!!!
Moranga: Chamada de Halloween nos Estados Unidos. Muita volúpia. Próprias de mulheres que, quando acarram, não soltam.

Gatinha: Te olha com aqueles olhinhos… Própria de mulheres mães. Perdição!

Tanajura: Literalmente pega brotoeja. Êxito financeiro. Grande capacidade de liderança voltada para o passado.

Bunda-pêra: Lááá em baixo. Própria de mulheres cheias de poder de decisão, ainda que muito, muito preguiçosa…

Bunda-alta: Pouco espaço pro tórax. Muito presente no basquete e no futebol e em certos restaurantes do Botafogo.

Amazona: Já vem com culote. Feita apenas de duas bandas, uma bunda nunca é igual a outra. Própria de mulheres sofredoras.

Muchiba: Presente em mulheres infelizes que acabam entrando para política ou para alguma Organização Não Governamental.

Garrafeira: Não faz sombra. Está mais pra murundo do que bunda. Adora dança. O que sobre em baixo falta no cérebro.


O cenário para 2018 vai ficando um pouco mais claro a partir da possibilidade de Roseana Sarney ser candidata a governadora, tendo ainda, claro, o próprio Flávio Dino e senador Roberto Rocha, que poderá ser candidato ao governo pelo PSDB.

É cada vez maior a possibilidade da ex-governadora Roseana Sarney (PDMB) vir a disputar o governo nas eleições de 2018.

Em conversa com uma chegada da líder peemedebista, na manhã desta sexta-feira, o Blog do Robert Lobato ficou sabendo que a intenção de Roseana é mirar prioritariamente no Palácio dos Leões, embora não esteja totalmente descartada uma candidatura a deputada federal ou mesmo de deputada estadual.

“A governadora está a cada dia mais animada para disputar o governo do estado. Pesquisas para consumo interno do nosso grupo apontam um bom cenário para a candidatura dela contra o comunista [Flávio Dino], que já está com a imagem bastante desgastada. Entretanto, não está descartada a possibilidade dela se candidatar a deputada federal ou mesmo estadual, pois em ambos os casos ela conseguiria ajudar a eleger uma grande bancada seja para a Câmara dos Deputados, seja para a Assembleia Legislativa”, disse a amiga de Roseana.

Senado

Sobre uma eventual candidatura de Roseana Sarney ao Senado Federal, a assessora disse que a tendência é realmente o clã fechar em torno do deputado federal e atual ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), nesse caso o companheiro de chapa para a Câmara Alta seria o ex-candidato a governador Lobão Filho (PMDB).

“Nosso grupo caminha para o entendimento e fechar questão em torno do Sarney Filho para o Senado. Tudo indica que será o Sarney Filho mais um, que pode ser perfeitamente o companheiro Lobão Filho”, disse a mulher fazendo referência ao “mais um” usado pelo presidente da Famem, prefeito Cleomar Tema, que declarou que seus candidatos a senador é “José Reinado e mais..”.

O fato é que o cenário para 2018 vai ficando um pouco mais claro a partir da possibilidade de Roseana Sarney ser candidata a governadora, tendo ainda, claro, o próprio Flávio Dino e senador Roberto Rocha, que poderá ser candidato ao governo pelo PSDB.

Mas isso é assunto para outra postagem…


A cidade de Imperatriz-MA sediará a próxima reunião do Parlamento Amazônico. A decisão foi tomada na última quinta-feira (16), durante a realização da X Reunião Ampliada do Parlamento Amazônico, que aconteceu no Plenário da Câmara Municipal, em Marabá, no Pará. Após um dia de debates e discussões,atendendo requerimento do deputado Wellington do Curso (PP), foi confirmado que a próxima reunião do Parlamento acontecerá na cidade de Imperatriz, que é vista como o “Portal da Amazônia”.

O requerimento de solicitação, do deputado Wellington, para a próxima reunião do Parlamento Amazônico na cidade de Imperatriz foi acatado e aprovado por unanimidade pelo colegiado da entidade. O objetivo da XI Reunião é buscar soluções para problemas vivenciados na Amazônia, com alternativas que aliem desenvolvimento sustentável e crescimento econômico do Maranhão.

“A Amazônia maranhense é dona de rica biodiversidade, encontra-se em 62 municípios do Maranhão e representa, em termos de bioma, 34% do território do Estado. Por isso, solicitei que a cidade de Imperatriz fosse sede da próxima reunião do Parlamento e é com alegria que recebo a notícia de que Imperatriz sediará a XI Reunião do Parlamento Amazônico. Tal solicitação justifica-se devido ao fato de a referida cidade ser a segunda maior cidade do Maranhão e ser considerada, ainda, o Portal da Amazônia. Com isso, nosso objetivo é buscar soluções para problemas vivenciados, com alternativas que aliem desenvolvimento sustentável e crescimento econômico do Maranhão. Na pauta, estarão presentes a discussão sobre a Duplicação da BR-010, em Imperatriz; o Porto Seco da Região Tocantina; Ampliação de voos para Região Amazônica, dentre outros assuntos de relevância nacional, que serão discutidos em Imperatriz”, disse Wellington.

A reunião está marcada para o dia 27 de abril , na cidade de Imperatriz, e deve contar com a representatividade de Assembleias Legislativas dos nove Estados que compõem a Amazônia brasileira: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além da participação de deputados federais, senadores, ministros e outras autoridades.

Essa já será a segunda vez em que o Parlamento Amazônico estará no Maranhão. A primeira vez foi em outubro de 2016, também por solicitação do deputado Wellington, que trouxe a Reunião do Parlamento Amazônico para São Luís, na Assembleia Legislativa do Maranhão.


O deputado Zé Inácio participou na quinta-feira (16) de um Debate com autoridades e dirigentes sindicais para discutir a Reforma da Previdência. O evento é promovido pela Federação dos Trabalhadores (a) Rurais Agricultores (as) Familiares do Estado do Maranhão (FETAEMA).

O Encontro com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados, secretários municipais da Agricultura e dirigentes tem o objetivo de realizar um amplo debate sobre a Reforma da Previdência Social, e avaliar os impactos que a atitude gerará para a conjuntura política atual e futura, além de políticas públicas voltadas para a agricultura familiar.

Durante o evento, o deputado destacou a importância de debater sobre a Reforma da Previdência. “Esse tema é de extrema importância, e já vem sendo, inclusive, debatido no âmbito legislativo. Precisamos debater ainda mais sobre o assunto, pois o Maranhão possui um grande número de agricultores familiares. Segundo o Censo Agropecuário, são quase 860 mil agricultores familiares”, afirmou.

Além disso, Zé Inácio também tratou sobre a luta contra a Reforma. “Considerando que a mudança proposta ocorra, uma pessoa que começa a labuta aos 16 anos terá que trabalhar mais 57 anos para se aposentar de maneira integral. Portanto, essa mudança se torna prejudicial, principalmente, para as famílias rurais, que iniciam o trabalho, muita das vezes, com menos de 16 anos. Essa Reforma também atinge as mulheres, que não tem sua jornada diária de trabalho respeitada, e agora terão que ter um tempo igual ao dos homens para a aposentadoria. Precisamos resistir e lutar para a reforma não passar!”, enfatizou.

Estiveram presentes na mesa de abertura, além do deputado Zé Inácio, o presidente da FETAEMA, Chico Miguel, a secretária de Mulheres da FETAEMA, Lígia Dayana, a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o presidente estadual da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o deputado federal Zé Carlos, o deputado federal Weverton Rocha, o vereador Ivaldo Rodrigues, representando o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda, o representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais (Contag), Evandro Morelli, o vereador Honorato Fernandes, o deputado estadual Bira do Pindaré, o secretário de Estado da Agricultura, Adelmo Soares, e o vereador de Colinas, Antônio.


Na primeira fase do Banco do Povo foram contempladas pessoas da sede de Santa Rita e dos povoados Pedreiras e Cariongo.

Visando gerar renda e emprego para a população de Santa Rita, o prefeito Hilton Gonçalo lançou nesta quarta-feira (15), uma iniciativa inédita, o Banco do Povo. A proposta da administração pública é de fornecer um valor que gira em torno de R$500 a R$900 para pessoas que desejam melhorar ou iniciar o seu próprio negócio. Na primeira fase desta ação da Prefeitura está sendo estimado um investimento entre R$500 e R$800 mil.

Hilton Gonçalo contou que o Banco do Povo é uma medida que auxilia a população de baixa renda a sair da linha pobreza e faz com que o dinheiro circule no município. “Estamos dando uma oportunidade para quem quer ter o seu próprio negócio e está desempregado. Queremos desenvolver o potencial de empreendedor que a nossa população possui. É uma política de governo de cunho social para tirar nosso povo da pobreza”, argumentou.

O Banco do Povo está sendo coordenado pela Secretaria de Emprego, Empreendedorismo e Renda de Santa Rita. É o próprio órgão municipal que faz a triagem dos que vão ser contemplados, ainda desenvolvendo testes vocacionais para aqueles que ainda não tem ou não sabem qual negócio querem investir.

Na primeira fase do Banco do Povo foram contempladas pessoas da sede de Santa Rita e dos povoados Pedreiras e Cariongo. No primeiro dia da ação da Prefeitura foram disponibilizados mais de R$15 mil.

De acordo com o prefeito Hilton Gonçalo o crédito fornecido é um empréstimo de fundo perdido, ou seja, o microempreendedor não tem a obrigação de devolver o dinheiro, porém será acompanhado pela Secretaria municipal. O valor pode ser solicitado por pessoas a partir dos 16 anos e que não tenham renda fixa.

Cidadão Empreendedor

Na gestão anterior na Prefeitura de Santa Rita, Hilton Gonçalo já tinha desenvolvido o programa Cidadão Empreendedor o qual viabilizou R$200 mil em crédito para pequenos comerciantes e agricultores. Agora a ação foi aperfeiçoado e transformado em Banco do Povo.

O que é o Banco do Povo?

O microcrédito concedido pelo Banco do Povo foi criado para quem já iniciou um pequeno empreendimento, registrado ou não, e precisa de um incentivo para seu negócio. É uma força para microempreendedores como salgadeiras, cabeleireiros, consultor de produtos de beleza, vendedor autônomo, para quem abriu sua pequena loja roupa e muitos outros. São oportunidades, inclusive, para associações ou cooperativas legalizadas de produtos ou de serviço.


Ao criticar o novo edital que visa contratar aeronaves no valor de quase R$ 8 Milhões, a deputada Andrea Murad relembrou as falácias do governador quando dizia que iria usar recursos dessa ordem para investir em segurança e saúde. Para Andrea, o governo da mudança de Flávio Dino foi só de opinião.

“Flávio Dino não só mudou de opinião de 2013 pra cá, como está fazendo muito pior do que suas críticas ao governo que lhe antecedeu. É tanto cinismo, tanta incoerência, tanta falácia desse governador que não cabem em si. Vejam o que ele disse em 2013 e vejam o que ele disse em janeiro de 2015 ao criticar sobre os aluguéis de aeronaves. Criticou tanto e fez o mesmo assim que assumiu o governo. Fez, continua fazendo e a cada ano nos surpreende com suas atitudes que contradizem seu próprio discurso. Este ano, Flávio Dino vai contratar por quase R$ 8 Milhões duas aeronaves, mesmo depois de gastar nos últimos dois anos, em apenas um contrato, mais de R$ 9 Milhões, usando dinheiro do povo com voos fretados para ir a Brasília, por exemplo, defender Dilma; para secretários ficarem tirando selfies a caminho de suas bases eleitorais, para Márcio Jerry ficar fazendo política pelo interior do estado como fez ano passado”, escreveu nas redes sociais.

A líder do Bloco de Oposição alertou ainda para o fortalecimento financeiro de algumas pastas no governo Flávio Dino e possível uso dessa estrutura aérea em período pré-eleitoral, já que o ano de 2017 é estratégico para o próximo ano quando ocorrerão as eleições majoritárias.

“De 2017 até início de 2018, as práticas serão ainda piores e os incrementos já começaram aos olhos de todos. Pra quem dizia que preferia gastar com saúde e segurança ao invés de aeronaves, tá se revelando pior do quê quem está acostumado a caluniar. Por isso acusa tanto seus opositores do que ele próprio FAZ. É um hipócrita e cara de pau. Esse é o Governo da Mudança, da Mudança de Opinião”, disse Andrea.