FRASE DO DIA

É hora de mudar radicalmente, erradicar as cadeias, reconstruí-las sob novas bases e cumprir a lei de progressão, acabar com as prisões provisórias e as preventivas ilegais e abusivas.

(José Dirceu)

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O Globo

BRASÍLIA – Em meio à polêmica sobre a extensão de seus poderes, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) completa sete anos de criação no próximo dia 30, data da promulgação da emenda que instituiu o controle externo do Judiciário. De lá para cá, o CNJ condenou 49 magistrados, sendo 24 punidos com aposentadoria compulsória; 15 afastados em decisões liminares; seis colocados à disposição (o que significa que não podem julgar); dois removidos de seus postos originais e dois censurados. Dessas condenações, a maior parte — 38 — são processos iniciados no próprio CNJ; apenas 11 são originários das corregedorias locais.

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra, diz que o número de punições a magistrados revela que há poucos juízes e desembargadores fazendo mau uso do cargo Givaldo Barbosa / Arquivo O Globo

Dados da Corregedoria Nacional do CNJ dão conta de que atualmente há 2.595 processos em andamento. Esse número inclui desde reclamações contra magistrados até sindicâncias.

Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), há processos em tramitação ou arquivados contra 15 dos 27 presidentes dos tribunais de Justiça dos estados. Além disso, 18 dos atuais 29 corregedores dos tribunais de Justiça respondem ou já responderam a processos no próprio órgão. Nos tribunais regionais federais, três dos cinco corregedores já foram ou são alvo do CNJ. Dos cinco presidentes de tribunais regionais federais, dois possuem processos em tramitação ou arquivados.

Entre os punidos está o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça Paulo Medina, obrigado a se aposentar compulsoriamente depois de ter sido acusado de participar de um esquema para beneficiar donos de bingos. Outro que teve aposentadoria compulsória foi o desembargador José Eduardo Alvim, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra, pondera que o número de punições a magistrados revela que há poucos juízes e desembargadores fazendo mau uso do cargo. Embora elogie a atuação do CNJ, ele defende que as corregedorias dos próprios tribunais se encarreguem das investigações:

— O número de punições é pequeno porque magistrados que violam deveres do cargo são um mínimo. O sistema está concebido para evitar esse tipo de coisa. Mostra que a magistratura é uma instituição confiável.

Já o presidente da OAB no Rio de Janeiro, Wadih Damous, diz que é um erro restringir os poderes do CNJ para investigar e punir juízes, porque as corregedorias regionais são cobertas por “um sentimento corporativista”.

— Quem tem medo e não consegue dormir por causa do órgão de controle externo da magistratura são os que não cumprem com o seu dever ou têm algum tipo de elo com práticas irregulares, inclusive a corrupção — avalia.

O conselheiro mais antigo do CNJ, Marcelo Nobre, também critica a recente decisão do STF que limitou o poder de investigação da instituição.

— Você quer maior legitimidade para o CNJ do que a aprovação da sociedade brasileira à sua atuação? Não existe. Se acham que por meio de uma decisão judicial se pode fazer com que a sociedade acredite na atuação das corregedorias locais, estão redondamente enganados —


Projeto aprovado pela Casa dá acesso a cantores do gênero à Lei Rouanet

BRASÍLIA – A canção gospel está prestes a virar um gênero musical oficial, como o samba, o hip hop ou o sertanejo. No último dia 20, o Senado aprovou seu reconhecimento como manifestação cultural. Se a presidente Dilma Rousseff sancioná-lo, cantores, pastores, padres, parlamentares evangélicos e católicos que entoam esses cânticos e hinos de louvor cristãos poderão ser contratados como artistas e ter direito aos benefícios de isenção fiscal da Lei Rouanet.

Consultado pela Casa Civil, o Ministério da Cultura recomenda prudência ao Palácio do Planalto. O diretor do Centro da Música da Funarte — vinculado à Cultura —, Bebeto Alves, elaborou um parecer e considera que o projeto é polêmico. Bebeto entende não haver dúvida de que a música gospel é uma expressão cultural, mas se preocupa com a exploração religiosa da conversão desse estilo em manifestação cultural.

— É um assunto polêmico, um tema delicado e que precisa de um pouco de cuidado. A música gospel é, sim, uma manifestação cultural num país onde os gêneros musicais são muito amplos e variados. Mas tem uma questão de fundo, que é a catequese, a dinâmica religiosa e litúrgica. O risco é de haver uma distorção do entendimento de expressão e linguagem de cultura com evento de cunho religioso. Imagino que deva ter algum impedimento quanto a isso. De se coibir distorções no uso das benesses da lei — disse Bebeto Alves.

O projeto faz uma ressalva e exclui dos benefícios da lei os eventos musicais gospel promovidos por igrejas. O autor da proposta é o hoje ex-deputado bispo Robson Rodovalho (PP-DF), um dos fundadores da Igreja Sara Nossa Terra. O líder evangélico também é cantor e já gravou vários discos com músicas desse tipo.

O deputado e cantor Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), da Assembleia de Deus e que já lançou até DVD, afirmou que o projeto beneficia um segmento, o evangélico, vítima de preconceito.— Tem verba federal para cultura afro, para a música sertaneja e até para o funk. Por que não para a música gospel? — disse Marco Feliciano.

Para o líder da Renovação Carismática Católica, o deputado Eros Biondini (PTB-MG), a música cristã ultrapassou templos e igrejas e já é reconhecida como obra cultural. Biondini cita os padres Fábio de Melo e Marcelo Rossi como exemplos de sucesso nesse estilo.

— Essa lei não vai beneficiar só a música gospel dos evangélicos, mas também a produção cultural católica. Ambas são inspiradas no Evangelho. Será uma grande conquista — disse Biondini.



Minha Casa Minha Vida 2 pretende contratar 2 milhões de moradias. Foto: Divulgação/MCidades

Do Blog do Planalto

Portaria do Ministério das Cidades publicada hoje (27) no Diário Oficial da União traz novas regras de priorização e seleção de beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida. Uma das principais mudanças é a indicação de percentual mínimo das unidades habitacionais para idosos e pessoas com deficiências e suas famílias.

A portaria prevê que 3% das unidades habitacionais de cada empreendimento sejam reservadas a idosos. O mesmo percentual deve ser destinado a pessoas com deficiências ou suas famílias, “na ausência de percentual superior fixado em legislação municipal ou estadual”. As unidades reservadas que não forem ocupadas por falta de candidato idoso ou pessoa com deficiência serão destinadas aos demais participantes.

O novo texto retira ainda exigência de que os candidatos tenham renda familiar mensal bruta de até R$ 1.395,00. A seleção será feita entre os inscritos nos cadastros habitacionais do Distrito Federal, estados e municípios. Determina, também, que “a indicação dos candidatos será realizada, preferencialmente, pelo Distrito Federal ou município onde será executado o empreendimento”. O estado poderá promover a indicação quando for o responsável pelas contrapartidas aportadas ou nos casos em que o município não possua cadastro habitacional consolidado.

A portaria entra em vigor a partir de hoje.

Prazo para municípios com até 50 mil habitantes enviarem propostas

Os municípios com até 50 mil habitantes têm até a próxima sexta-feira (30) para enviar propostas para participar do Minha Casa, Minha Vida, por meio do site do Ministério das Cidades. No total, serão ofertadas 110 mil unidades habitacionais em todo o país, metade do estabelecido em lei até 2014.

As prefeituras poderão apresentar duas propostas, com até 50 unidades habitacionais cada. Os governos estaduais também podem participar da seleção com uma proposta para municípios com menos de 20 mil habitantes e duas para municípios entre 20 e 50 mil habitantes.

O resultado da seleção será publicado em 27 de janeiro de 2012, sendo selecionadas 43.976 moradias na região Nordeste, 29.304 no Sudeste, 14.942 no Sul, 11.404 no Norte e 10.374 no Centro-Oeste.


Inaugurado debaixo de muita crítica e polêmica, o Shopping da Ilha não é somente grandioso do ponto de vista arquitetônico e estrutural. Os números que estão por trás desse grande empreendimento do Grupo Sá Cavalcante são surpreendentes.

O maior shopping center do Maranhão foi aberto ao público no dia 20 deste mês sem ainda está 100% concluído – estima-se que ainda serão necessários três meses para que o Shopping da Ilha comece operar efetivamente na totalidade das suas dependências, incluindo algumas lojas.

“A decisão de inaugurar o shopping foi uma questão administrativa e atendeu os interesses dos lojistas e também as expectativas dos clientes que desejavam fazer suas compras de fim de ano no mais novo shopping da cidade”, garante um dos diretores do Shopping da Ilha.

Esse mesmo diretor afirmou ao blog que o empreendimento executará uma série de projetos socioambientais nas comunidades vizinhas como forma de desmistificar a ideia de que o investimento agride o meio ambiente ou que não tem responsabilidade de social com as comunidades adjacentes.

“O Shopping da Ilha é o maior investimento do Grupo Sá Cavalcante e tem consciência do que significa isso para o estado e para a cidade de São Luis. É um empreendimento que, além de gerar milhares de empregos diretos e indiretos, nasce com grande compromisso com o social e o ambiental, tanto que iremos, ao longo das nossas atividades econômicas, executar alguns projetos de responsabilidade socioambiental nas comunidades adjacentes. Vimos para somar com o desenvolvimento do estado do Maranhão e, em particular do município de São Luis”, disse.

NÚMEROS

A seguir, o blog revela alguns números que fazem do Shopping da Ilha um dos maiores investimentos privados no Maranhão. Veja:

– Área Bruta Locável (ABL): 43.000 m²

– Investimento em todo projeto será de aproximadamente R$ 1 bilhão

– 3.000 empregos diretos e 9.000 indiretos (quando estiver em funcionamento integralmente)

– 270 lojas (15 operações entre âncoras e megalojas, 224 satélites, 30 operações em alimentação e uma operação de cinemas)

– 08 salas de cinema

– 2.500 vagas vagas de estacionamento

– Complexo Multiuso de Edifícios Corporativos e Residenciais: O Shopping da Ilha  será âncora de um complexo com 2.880 apartamentos e 1.757 salas comerciais. O complexo residencial e comercial contará com mais de 248 mil m² de área privativa gerando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,146 bilhão.

– Estima-se que durante o primeiro ano de atividades o empreendimento irá manter um fluxo anual de 10 milhões de pessoas, gerando R$ 410 milhões de vendas por ano no shopping

– Responsabilidade Social: O Grupo Sá Cavalcante investe também em práticas de responsabilidade social nas regiões em que atua, com destaque para iniciativas como a implantação, em todos os seus shoppings centers, de uma parceria com o CDI (Comitê para Democratização da Informática), a exemplo do que também vai acontecer no Shopping da Ilha, que vai ceder espaço no novo shopping para a instalação de um escritório do CDI MA.


FARSANTES, IMPOSTORES E PILANTRAS

Li uma interessante matéria no site da revista Trip, que traz a relação dos dez maiores fraudadores, golpistas, farsantes, impostores e malandros que entraram para a história com golpes e esquemas inacreditaveis, usando malícia para se aproveitar das brechas do sistema, além da boa fé das pessoas.

Veja em ordem decrescente quem são os maiores pilantras que entraram para história e para as páginas policiais em vários países do mundo (ao final do post, o blog incluiu o nome de um brasileiro):

10 – William Thompson – Perto de outros dessa lista, Thompson era peixe pequeno. Mas ele merece um lugarzinho na nossa Seleção por que foi de seus golpes que se originou a palavra Conman (golpista) do inglês. Ele foi um dos primeiros malandros a ser preso por usar “golpes de confiança”, que apesar desses existirem desde que o mundo é mundo, só ganharam esse nome no meio do século XVII. O truque de Thompson consistia em ganhar a confiança de um estranho com a ajuda de um cúmplice e então usar esse sentimento para conseguir dinheiro da vítima, dizendo que no dia seguinte devolveria tudo. Um truque básico que deu origem há alguns dos maiores esquemas e golpes já vistos por aí.   Reprodução

9 – Calisto Tanzi – Pivô de um dos maiores casos de apropriação indébita da história, o presidente do mega-poderoso conglomerado italiano Parmalat foi preso em 2008. Ele causou propositalmente a falência do grupo ao pegar para si quase 800 milhões de Euros das contas da empresa, que depois quebrou publicamente, causando mais de 14 bilhões de Euros em prejuizos para os acionistas, no caso que tornou-se a mais cara falência do sistema europeu. Mesmo com grande parte do dinheiro roubado sendo recuperada pelas autoridades, a família de Tanzi manteve ainda por dois anos uma coleção de arte comprada com dinheiro que supostamente veio dos cofres da empresa, estimada em pelo menos 100 milhões de Euros.

8- Bernard Madoff – É mesmo uma pena que tenhamos que deixar Bernie, ex-presidente da NASDAQ, bem aqui, no lugar reservado para os trambiqueiros que causaram o colapso financeiro mundial de 2008. Essa figura nada carismática e pouco comparável com os outros malandros de nossa lista, infelizmente, é o único rosto de Wall Street que pagou o pato pelas fraudes de seguros imobiliários que quebraram a economia americana nos últimos anos. Entrando em cana no lugar dos muitos banqueiros que sairam ilesos da crise, Madoff acabou indiciado por pilotar no chão da Bolsa 11 crimes federais, incluindo fraudes de seguros, de consultoria em investimento, de correspondência, de transferência financeira, lavagem de dinheiro, falso testemunho, perjúrio, roubo e emissão de relatórios falsos da Comissão de Câmbio dos EUA. No fim, seu Esquema Ponzi massivo de informação privilegiada causou pelo menos US$ 18 bilhões em prejuizo para os investidores e rendeu uma pena de 150 anos de detenção para Bernie.

7- Ronald Biggs – Na galeria do assaltante do trem pagador, o menor de seus feitos foi o roubo em si. Em 1963, ele e mais 15 cúmplices roubaram 2 milhões e meio de Libras de um trem inglês, crime pelo qual foi preso no ano seguinte. Em 65, Biggs fugiu da cadeia e se mandou para a Austrália, onde trabalhou como cenógrafo até até o início dos anos 70. Após ser reconhecido por um repórter, Biggs veio para o Brasil, onde ficou escondido até 1974, quando foi encontrado e novamente exposto por outro repórter. O ladrão evitou a extradição por estar casado com uma brasileira que estava esperando um filho seu e acabou virando celebridade no Rio de Janeiro, onde criou uma operação na qual, por apenas alguns dólares, era possível almoçar e conversar com o famoso Assaltante do Trem Pagador. Sua imagem se espalhou pela cidade e camelôs passaram a vender camisetas e xícaras estampadas com seu rosto. Biggs até participou da trilha do filme The Great Rock n Roll Swindle, a história dos Sex Pistols, e, graças à sua fama, colocou seu filho Mike Biggs no grupo infantil Turma do Balão Mágico, sucesso estrondoso no Brasil durante os anos 80.

6 – James Reavis – O Barão do Arizona, como ficou conhecido depois de seus golpes, trocou de lado durante a guerra civil americana, deixando os Confederados quando o cerco do norte começou a apertar. Logo após a Guerra de Secessão, o então empresário imobiliário colocou as mãos em uma imensa quantidade de escrituras de origem duvidosa que davam títulos de propriedade a uma área de mais de 5 mil km² nos territórios que hojem formam o Arizona. Em 1883, sabendo que os títulos não valiam nada, Reavis revendeu as “propriedades” para a companhia ferroviária Southern Pacific Railway e para centenas de compradores avulsos, agora dizendo ser dono de mais de 47 mil km² de terras. A farsa foi descoberta no ano seguinte, mas Reavis fugiu a tempo de não ser preso pelo grande golpe. Ele só foi pego em 1893, já no México, quando acabou desmascarado tentando executar o mesmíssimo golpe mais uma vez.

5. Victor Lustig – O homem que vendeu a Torre – O trambiqueiro da República Checa criou uma série de golpes no início do século XX e ficou famoso por vender a Torre Eiffel parisiense em um leilão para sucateiros. Duas vezes. Da primeira vez, em 1925, Lustig reuniu seis empresários da sucata em um encontro secreto no luxuoso Hotel de Crillon, identificando-se como diretor do Ministério de Correios e afirmando que o governo estava interessado em vender a torre para ajudar na recuperação da economia da cidade, que havia sofrido com enormes prejuizos durante a Primeira Guerra Mundial. No fim do dia, Lustig fechou negócio com o empresário Andre Poisson, depois que esse ofereceu suborno ao golpista para ter preferência na compra. Com isso, Lustig ficou com o valor da venda e o valor do suborno, encheu uma mala com o dinheiro e se mandou para Viena. Além dos golpes na França, Victor chegou a aplicar golpes de investimento até no poderoso gangster Al Capone antes de ser pego e sentenciado à prisão perpétua em 1935 após uma denúncia anônima sobre sua localização.

4 – George C. Parker – Preso em Nova York em 1928, Gorge ficou mundialmente famoso por “vender” monumentos famosos da cidade para turistas ricos e incautos. Os negócios de Parker incluiram a venda do Madison Square Garden, do Túmulo de Grant, do Museu Metropolitan e até da Estátua da Liberdade. Mas seu monumento mais vendido, com certeza, foi a Ponte do Brooklyn. Segundo o próprio, ele chegou a vender a ponte duas vezes por semana durante vários anos seguidos, convencendo os turistas de que estes poderiam ganhar toneladas de dinheiro com o volume de tráfego que entrava e saia da Big Apple. A polícia de Nova York até prendeu alguns dos seus clientes enquanto estes tentavam erguer pedágios no local. Quando finalmente foi pego e sentenciado à prisão perpétua em Sing Sing, tornou-se uma lenda no sistema prisional e entrou de vez para a história contando a todos sobre seus audacioso negócios.

3 – General Gregor McGregor – Esse nobre mentiroso se uniu à Marinha Real Britânica em 1803 e passou quase 15 anos viajando a costa da América Latina. Em 1820, ele retornou a Londres dizendo ter se tornado o Cacique de Poyais, uma nação fictícia na baía de Honduras que teria sido entregue aos seus cuidados pelo Rei George Frederic Augustus I da nação Mosquito. Tudo balela, obviamente. Quando nosso anti-heroi chegou à Inglaterra, ele levava consigo um livro supostamente escrito por um Capitão Thomas Strangeways recheado com mapas detalhados do “país”, além de uma descrição muito positiva do local, que seria anglófilo, com infra-estrutura já existente, minas de ouro e prata, grandes quantidades de solo fértil, pronta para ser colonizada e livre de doenças tropicais. Mas os colonos escoceses que lá chegaram após investir pesado e com promessas de riquezas acabaram se deparando com uma selva fechada, com nativos hostis e péssimas condições para os marinheiros. Dos primeiros 240 colonos ao chegar no local, 180 morreram, vítimas da Dengue, da Malária e de outras doenças tropicais. Mesmo com a descoberta da fraude estampando os jornais, McGregor já havia mudado-se para a França, onde continuou vendendo pedaços de terra para exploradores desesperados e desinformados.Reprodução/ Wiki
Frank Abgnale Jr. – Prenda-me se for Capaz

2 – Frank Abgnale Jr. – Todos conhecem sua história. contada no blockbuster Prenda-me se For Capaz, com Leonardo DiCaprio e Tom Hanks. Frank começou fraudando cheques, fingiu por anos ser piloto da PanAM para voar de graça por outras companhias, produziu um diploma falso da Universidade de Columbia para dar aulas de sociologia na Brigham Young University, fingiu ser médico e assumiu a direção da ala de pediatria do Georgia Hospital,  além de forjar um diploma de Harvard, enquanto ainda tinha 19 anos, para trabalhar como advogado na Louisiana. Ele foi detido em 1969 em um vôo da Air France ao ser descoberto por uma aeromoça que tinha saído com ele no passado. Depois de cinco anos preso nos EUA, Frank foi libertado e passou a trabalhar como consultor de segurança para o FBI, afinal, não há especialista em falsificação maior do que ele.

1 – Charles Ponzi – Italiano radicado nos EUA desde 1903, o investidor criou um sistema de fraude que hoje é conhecido pelo seu nome. Basicamente, o Esquema Ponzi consiste em captar dinheiro de investidores prometendo grande retorno em pouco tempo, fazendo com que o boato sobre as boas condições do negócio se espalhem. Enquanto vai conseguindo mais investimentos, o golpista usa o “dinheiro novo” para pagar os velhos empréstimos com juros. Assim que o investidor recebe o dinheiro, afirma que não quer retirar o investimento e assim aplica mais fundos nas mãos do golpista. Assim, Ponzi pode criar uma rede complexa de dívidas que iam pagando a si mesmas, sem jamais investir o dinheiro em lugar nenhum. O esquema pode funcionar durante um bom tempo, até finalmente e fatalmente entrar em colapso e causar prejuizo total em todos os investidores. Muitas das fraudes financeiras atuais são consideradas Esquemas Ponzi e os golpes de Charles tornaram-se casos de cartilha no combate aos crimes do tipo. Ponzi foi preso em 1920, apenas dois anos após ganhar milhões de dólares com seu sistema.

A revista Trip relacionou apenas extrangeiros na sua lista de pilantras famosos. Nesse sentido, o blog resolveu contemplar o brasileiro Marcelo Nascimento da Rocha, considerado o maior “171” do Brasil. Veja:

No tempo em que serviu o Exército, Marcelo Nascimento da Rocha ou Victor Hugo, Juliano Silva ou Marcelo Ferrari Contti, outra de suas 16 identidades, fingiu ter uma patente maior e vendeu motos que seriam leiloadas, Já fingiu ser guitarrista do grupo Engenheiros do Havaii, produtor musical de uma banda famosa, olheiro da seleção, campeão de Jiu-jitsu, policial e até líder do PCC.

Quando esteve preso em Bangu, ele liderou uma rebelião fingindo ser da facção criminosa PCC, sem usar armas, conseguiu que as reivindicações dos encarcerados fossem atendidas, sua lábia também lhe permitiu escapar da cadeia.

Apesar de ter passado a maior parte de seus 29 anos entre mentiras e trapaças, Marcelo só ficou famoso no final de outubro de 2001, naquele ano, foragido da polícia depois de ter sido preso no Acre transportando drogas em um avião que pilotava, deu o seu maior golpe.

Durante quatro dias, se passando por Henrique de Oliveira ou Henrique Constantino, “o filho do dono da Gol”, Marcelo Nascimento Rocha levou vida de bacana no Recifolia, o carnaval antecipado da capital pernambucana.
Exibiu-se ao lado de modelos e atrizes, namorou algumas, fez amizade com atores globais e festeiros endinheirados, aproveitou as regalias de um camarote VIP, no Recifolia e das mordomias do Resort Nannai Beach.

Por dois dias teve à disposição um Jatinho e um helicóptero, sem gastar um tostão, consumiu mais de R$ 100 mil nos quatro dias de farra, deu até entrevistas no programa do Amaury Jr. (foto).

Quando foi preso no Rio estava abordo do Jatinho Citation 5 (PT-OSD), a quem deu carona a Carolina Dieckmann, Marcos Frota e Ricardo Macchi e o empresário Walter Sá Cavalcante. (Fonte: webmais)


Denomina-se  “cegueira de mudança”, o fenômeno ótico em que uma pessoa não nota alterações muito óbvias em sua frente porque o cérebro tende a ignorar informações não importantes àquele contexto apresentado. Ou seja, a pessoa não consegue enxergar coisas óbvias que estão debaixo do seu nariz.

Transportando os conceitos da “cegueira de mudança” da psicologia para o território da gestão pública, iremos verificar que muitos gestores também são afetados pelo fenômeno, já que não conseguem observar as mudanças que acontecem em torno deles e que poderiam fazê-los “acordar” para a necessidades de implementar novas práticas de gerir os negócios públicos.

Há gestores que pararam no tempo e, por isso, são incapazes de perceber que a sociedade está em constante estado de mudança.

São gestores que não possuem projetos modernos, não compreendem as vocações econômicas do município ou do estado que administram, não estão interessados em ter bons quadros técnicos ao seu lado, não focam em resultados, metas, enfim, administram a coisa pública com as costas viradas para o progresso e para modernidade.

O gestor público que sofre de “cegueira de mudança” não consegue somar, agregar, unir… Não lidera equipe de talentos, apenas chefia subordinados que lhes devem obediência, o tal “sim senhor”. Esse tipo de gestor não se importa com críticas, não tira ensinamento dos erros e muito menos cria oportunidades a partir das crises.

Nesse sentido, num mundo altamente competitivo, de cidadãos e cidadãs cada vez mais bem informados e conscientes do seus direitos, fica difícil o triunfo político de um gestor que sofre da “cegueira de mudança”, pois nunca a necessidade de mudar foi tão necessária como nestes tempos, sem falar que depois de mudar deve-se “transformar”.

Resumo da ópera: ou gestor muda ou povo muda de gestor.


Ele penhorou a casa para lançar o primeiro livro. Mas a capacidade de transformar informações em gráficos fez de Edward Tufte um homem influente, hoje contratado por Barack Obama

Em 2003, um artigo de 28 páginas chegou à sede da Nasa, em Washington. O texto defendia que o PowerPoint, programa da Microsoft de apresentação de dados, ajudou a provocar a tragédia do ônibus espacial Columbia, que se desintegrou na volta à Terra e matou seus 7 tripulantes. O texto foi citado no relatório da agência espacial americana sobre o acidente. Seu autor, o designer de informação Edward Tufte, destrinchava nele os registros dos engenheiros desde o lançamento, quando uma peça da nave se soltou. Foi aí que a Nasa descobriu que dados importantes foram simplificados para caber nos slides e abandonou de vez o PowerPoint. No lugar, Tufte sugeriu algo bem simples: a volta das velhas planilhas.

Começava ali uma campanha contra o popular software de apresentações, que passou a entrar em decadência entre boa parte dos cientistas. “Parece retrocesso, mas a solução mais antiga, se bem usada, é a melhor”, diz Tufte, hoje com 69 anos. “Tudo o que puder ser apresentado em planilhas e gráficos deve ser feito. O restante pode vir em texto, sem o limite de caracteres do PowerPoint, um programa tão pobre em informações que só ganha, hoje, do antigo jornal soviético Pravda”, diz Tufte. ET, como curiosamente prefere ser chamado, já fez projetos para a IBM, para o New York Times e o Wall Street Journal, e é um dos precursores do conceito conhecido hoje como visualização de dados. “Essa é a técnica que usamos para explorar quantidades enormes de informações”, diz Fernanda Viegas, pesquisadora do Google e uma das experts mundiais no assunto. “Ele demonstrou que o tratamento visual de dados impacta profundamente nossa compreensão de mundo.”

Tufte fez uma de suas máximas virar lei: sempre ter comparações de dados em análises visuais, já que odeia qualquer imagem que não seja informativa. Quando revisou um infográfico de Carl Sagan sobre a evolução da vida no planeta, fez poucas mudanças: substituiu os nomes pelas imagens dos animais e mudou a localização de alguns deles no gráfico. “O dinossauro estava muito perto dos gorilas, o que vai contra a tese do próprio Sagan. Tentei deixar as informações mais claras, mas também mais precisas.”

GALILEU MODERNO

Tufte, filho de um engenheiro e de uma professora de inglês e literatura renascentista, diz que a união de texto e estatística começou em casa. “Meu pai valorizava a objetividade, enquanto minha mãe chamava minha atenção para a complexidade do mundo e para a importância de colocar tudo em seu devido contexto.” Como professor na Universidade de Princeton, em 1975, ao preparar um curso de estatística a jornalistas, ficou decepcionado com os textos teóricos e fez seu material, em parceria com o colega John Tukey, pioneiro do design de informação. “Queríamos o básico: dados apresentados de forma clara, sem distorções nem simplificações. Como sempre acontece com tudo o que parece simples, demoramos para conseguir”, diz. Decidiu, então, publicar um livro sobre o novo conceito, que não custasse mais de US$ 30. Como nenhuma editora se interessou, hipotecou sua casa para bancar The Visual Display of Quantitative Information (Visualização de Informação Quantitativa). Lançada em 1983 com 5 mil exemplares, hoje é uma das publicações independentes mais vendidas, com mais de um milhão de cópias, e está entre as 100 mais influentes do século 20 em um ranking da Amazon. “Não adianta só coletar dados, é preciso interpretá-los. Tufte ensinou os designers a fazer isso e o público a ler informações complexas”, diz Sergio Peçanha, editor de infográficos do jornal New York Times.

A fama do infografista vai para além do mundo do design. Os cursos diários que ministra por US$ 380 já atraíram mais de 190 mil pessoas e Tufte é parado nas ruas da cidadezinha de Cheshire, Connecticut, onde vive com a família e 3 cachorros golden retriever. É lá também onde ele guarda sua respeitável coleção de mapas antigos, entre eles o do francês Charles Minard (veja o quadro abaixo), que demonstra que a invasão de Napoleão à Rússia estava fadada ao fracasso — e que Tufte usa como inspiração.

Formado em estatística por Stanford, e ciências políticas em Yale, ET diz que sua principal influência é, veja só, Galileu Galilei, que considera o melhor pensador visual da história. E indica a obra Istoria e Dimostrazioni Intorno Alle Macchie Solari, de 1613, em que o cientista italiano descreve, com texto e desenhos, o planeta Saturno. Por isso, sem modéstia, chama a si mesmo de Galileu moderno dos gráficos. “Minha obra é perene, será estudada depois da minha morte.”

CONTRATADO POR OBAM

Alguns de seus infográficos mais marcantes lidam com a área de saúde. “É uma das áreas mais úteis para meu trabalho porque lida com um grande volume de informações que, se mal interpretadas, podem causar mortes”, diz. Não por acaso, Barack Obama recorreu ao especialista, em 2010, para reformular o site do plano de recuperação da economia dos Estados Unidos. A missão, que ET aceitou sem cobrar um centavo, era apresentar ao país o destino de US$ 787 bilhões para estimular o sistema produtivo. Na primeira reunião, após ver as ideias, disparou: “intelectualmente empobrecedor”.

Diante da sala em silêncio, sugeriu então que o site fosse tratado como um portal de qualquer grande jornal. Foi assim que reformulou a equipe e montou uma redação, com repórteres e editores. O resultado ainda é parcial (cobre 85 mil projetos e US$ 225 bilhões) e pode ser conferido online no endereço recovery.gov. “Ele é revolucionário porque ensinou os leigos a ler informações que antes só eram para especialistas”, diz John Hood, presidente da John Locke Foundation, uma ONG americana de transparência governamental.

VERSÃO EXCEL

O trabalho mais recente de Tufte, publicado em 2007, são as sparklines, um modelo de apresentação de elementos variáveis pelo tempo que é usado para mostrar dados financeiros, como a oscilação da bolsa. “As sparklines são resultado de 5 anos de pesquisas. Queria algo que um operador de bolsa pudesse entender em segundos”, diz. Para isso, ET descartou números da linha do gráfico e destacou o valor final. Curiosamente, a Microsoft, criadora do PowerPoint, comprou os direitos sobre as sparklines para incluir na recente versão do Excel. Para Edward Tufte, é irônico que a empresa de Bill Gates, que criou um dos maiores inimigos da sua profissão, tenha adquirido uma obra sua.

Fonte: Revista Galileu


Gastão Vieira entre os melhores congressista do país

A revista Veja e o Núcleo de Estudos do Congresso, do Rio de Janeiro, divulgaram estudo em que aponta os melhores deputados federais e senadores do país, numa avaliação que consistiu sobre como os congressistas se posicionarm em termos de pronunciamentos e votos em relação a questões consideradas fundamentais nas duas casas legislativas.

Eduardo Barbosa (PSDB-MG) Francisco Dornelles (PP-RJ) foram avaliados como o melhor deputado federal e melhor senador da República, respectivamente.

Com nota 7, deputado licenciado, Gastão Vieira (PMDB) aparece na 21ª posição no ranking de 201 parlamentares citados no levantamento, a melhor colocação entre os parlamentares do estado. O segundo maranhense mais bem colocado é o novato Hélio Santos (PSD), na 25ª posição e com nota 6.7.

Na sequência aparecem Carlos Brandão (28ª posição e nota 6.6), Pinto Itamaraty (63ª e nota 5.4), Alberto Filho (78ª e nota 4.9), Davi Alves Silva Júnior (84ª e nota 4.6), Edivaldo Holanda Júnior (92ª e nota 4.4), Nice Lobão (99ª e nota 4.3), Sétimo Waquim (119ª e nota 3.9) e Waldir Maranhão.(171ª e nota 2.6).

A grande decepção foi o zoadento Domingos Dutra (PT). Ele aparece na penúltima posição (220º) e com nota de apenas 1.1. No Senado, o único maranhense cita foi João Alberto (PMDB), na 22ª e última posição.

A Veja fez a pesquisa com base em seis grandes eixos de discussão no Congresso: carga tributária menor e sistema tributário simples, infraestrutura, qualidade da gestão pública, qualidade da educação, combate à corrupção e marcos regulatórios estáveis aplicados com transparência por agências independentes.

Veja a relação completa dos melhore do Congresso Nacional clicando aqui.

(Com informações da Folha do Maranhão)


Por Leonardo Boff*

Venho de lá de trás, dos anos 40 do século passado, num tempo em que Papai Noel ainda não havia chegado de trenó. Nas nossas colônias italianas, alemães e polonesas, desbravadoras da região de Concórdia-SC, conhecida por ser a sede da Sadia e da Seara com seus excelentes produtos de carne, só se conhecia o Menino Jesus.

Eram tempos de fé ingênua e profunda que informava todos os detalhes da vida. Para nós crianças, o Natal era culminância do ano, preparado e ansiado. Finalmente vinha o Menino Jesus com sua mulinha (musetta em italiano) para nos trazer presentes.

A região era de pinheirais a perder de vista e era fácil encontrar um belo pinheirinho. Este era enfeitado com os materiais rudimentares daquela região ainda em construção. Utilizavam-se papel colorido, celofane e pinturas que nós mesmos fazíamos na escola. A mãe fazia pão de mel com distintas figuras, humanas e de bichinhos, que eram dependuradas nos galhos do pinheirinho. No topo havia sempre uma estrela grande revestida de papéis vermelhos.

Em baixo, ao redor do pinheirinho, montávamos o presépio, feito de recortes de papel que vinham numa revista que meu pai, mestre-escola, assinava. Ai estava o Bom José, Maria, toda devota, os reis magos, os pastores, as ovelhinhas, o boi e o asno, alguns cachorros, os Anjos cantores que dependurávamos nos galhos de baixo. E naturalmente, no centro, o Menino Jesus, que, vendo-o quase nu, imaginávamos, tiritando de frio, e nos enchíamos de compaixão.

Vivíamos o tempo glorioso do mito. O mito traduz melhor a verdade que a pura e simples descrição histórica. Como falar de um Deus que se fez criança, do mistério do ser humano, de sua salvação, do bem e do mal senão contando histórias, projetando mitos que nos revelam o sentido profundo dos eventos?

Os relatos do nascimento de Jesus contidos nos evangelhos contem elementos históricos, mas para enfatizar seu significado religioso veem revestidos de linguagem mitológica e simbólica. Para nós crianças tudo isso eram verdades que assumíamos com entusiasmo.

Mesmo antes de se introduzir o décimo terceiro salário, os professores ganhavam um provento extra de Natal. Meu pai gastava todo esse dinheiro para comprar presentes aos 11 filhos. E eram presentes que vinham de longe e todos instrutivos: baralho com os nomes dos principais músicos, dos pintores célebres, cujos nomes custávamos pronunciar e riamos de suas barbas ou de seu nariz ou de qualquer outra singularidade.

Um presente fez fortuna: uma caixa com materiais para construir uma casa ou um castelo.

Nós, os mais velhos, começamos a participar da modernidade: ganhávamos um jipe ou um carrinho que se moviam dando corda, ou uma roda que girando lançava faíscas e outros semelhantes.

Para não haver brigas de baixo de cada presente vinha o nome do filho e da filha. E depois, começavam as negociações e as trocas.

A prova infalível de que o Menino Jesus de fato passou lá em casa era o desaparecimento dos feixes de grama fresca. Corríamos para verificá-lo. E de fato, a musetta havia comido tudo.

Hoje vivemos os tempos da razão e da desmitologização. Mas isso vale somente para nós adultos. As crianças, mesmo com o Papai Noel e não mais com o Menino Jesus, vivem o mundo encantando do sonho.

O bom velhinho traz presentes e dá bons conselhos. Como tenho barba branca, não há criança que passe por mim que não me chame de Papai Noel. Explico-lhes que sou apenas o irmão do Papai Noel que vem para observar se as crianças fazem tudo direitinho. Depois conto tudo ao Papai Noel para ganharem um bom presente.

Mesmo assim muitos duvidam. Se aproximam, apalpam minha barba e dizem: de fato o Sr. é o Papai Noel mesmo. Sou uma pessoa como qualquer outra, mas o mito me faz ser Papai Noel de verdade.

Se nós adultos, filhos da crítica e desmitologização, não conseguimos mais nos encantar, permitamos que nossos filhos e filhas se encantem e gozem o reino mágico da fantasia. Sua existência será repleta de sentido e de alegria.

O que queremos mais para o Natal senão esses dons preciosos que Jesus quis também trazer a este mundo?

Leonardo Boff é autor de O Sol da Esperança: Natal, histórias, poesias e símbolos, Editora Mar de Idéias, Rio de Janeiro 2007


Há um ano das eleições municipais, começam a surgir pesquisas de intenção de votos para prefeito da capital feitas conforme o gosto do cliente.

As pesquisas fazem parte da “guerra de comunicação” dos candidatos que disputarão o pleito de 2012, inclusive, claro, do atual prefeito da capital, João Castelo (PSDB).

Teve blog que afirmou ter obtido com “exclusividade”acesso uma pesquisa da Exata, onde Castelo aparece com números mais generoso do que os apresentado pelo Instituto Metodológica..

Este blog também teve acesso a pesquisa da Exata em que Castelo aparece com 16% da intenção de voto (espontânea) e uma rejeição de 29%, muito menor do que o número apresentado pela pequisa de realizada pelo marqueiteiro Duda Mendonça. Aliás, foi Duda Mendonça quem fez a campanha de João Castelo, em 2008, mas o tucano conseguiu perder o passe do “bruxo” para a governadora Roseana Sarney, para quem estaria trabalhando atualmente.

O fato é que irão surgir pesquisas e pesquisas até a realização da principal consulta popular: as eleições. Antes disso, sobram pesquisas encomendadas por todos os candidatos, e faltam propostas concretas para a cidade por parte daqueles que pretendem administrá-la.

CASTELO E A IMPRENSA

Parece que a comunicação do prefeito João Castelo (ou o próprio prefeito) resolveu estabelecer um novo patamar de relação com a imprensa.

Na passagem do Natal, por exemplo, Castelo ligou para vários jornalistas e blogueiros manifestando votos de Feliz Natal e sinalizando para mudanças com a imprensa. Nada mal para quem é criticado por ser mal humorado com jornalistas, principalmente os não alinhados com a sua administração.

Claro que o prefeito faz correto em tentar estabelecer um nível de relacionamento mais qualificado com a imprensa, pois numa democracia as autoridade públicas têm que entender que não podem se comunicar apenas com quem os elogiam, sejam jornalistas ou os veículo de comunicação.

Leia também: A falha na comunicação de Castelo e o desgaste de sua imagem…, do blog do Marco D’Eça.